Mostrando postagens com marcador Miranda Lee. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Miranda Lee. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Horizonte de Paixões

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Num oásis do deserto australiano, Adriana encontrou o homem de sua vida.

“Quero que você seja minha, para sempre”. 
As palavras de Bryce, sussurradas com tanto desejo, provocaram em Adriana um misto de pânico e prazer. 
Estavam em meio ao deserto australiano, distantes de qualquer tipo de civilização, e nada poderia protegê-la da força sedutora desse homem que mal conhecia, mas que a atraía loucamente. 
Seria uma enorme insensatez se entregar à voracidade dessas paixão. 
Afinal estava noiva de outro, e Bryce era apenas um estranho que lhe salvara a vida!

Capítulo Um

O pequeno avião Cessna 172, vermelho e branco, estava pronto para decolar no fim da pista. Quando o piloto acenou para o auxiliar em terra, ele não pôde evitar uma expressão de admiração.
Era uma mulher bonita e competente, que em nada ficava a dever para os pilotos do sexo masculino.
Ele já a observara antes, quando ela tinha ido até o avião. Notara-lhe o corpo bem-feito sob o terninho bege e a brilhante blusa amarela. Possuía um bonito perfil, e os longos cabelos claros, de um tom bem louro, caindo sobre os ombros, deixava-a extremamente deslumbrante.
Ao ver o rosto mais de perto, pôde admirar os traços delicados: o nariz ligeiramente arrebitado, a boca bem delineada e sensual, os belos e expressivos olhos cinzentos, que demonstraram uma intensa irritação ao se dar conta de estar sendo observada.
O técnico afastou-se, reclamando consigo mesmo. Ninguém podia compreender as mulheres! Faziam tanto esforço para chamar a atenção dos homens e não estavam preparadas para recebê-la, quando conseguiam!
Adriana Winslow suspirou profundamente, tendo esquecido completamente a existência do homem. Estava aborrecida porque não queria ir até Ayers Rock. Naquela tarde, não tinha vontade de observar a bela paisagem, queria apenas sentir a liberdade de voar, que a deixava tão feliz. Era obrigada a definir um plano de viagem e tinha informado à torre de controle do aeroporto qual, escolhera. Iria de Alice Springs a Ayers Rock, de lá até Olgas e voltaria a Alice Springs. Era muito simples.
Só que sua vida não estava tão simples assim, Adriana foi obrigada a admitir, enquanto olhava atentamente a pista da cabina de comando. Nada mais era simples, pensou.
A proposta de casamento de Alan, na noite anterior, a deixara completamente confusa. Precisava de tempo para pensar. Queria um pouco de tempo e a liberdade do céu aberto, em toda a sua vastidão. Havia muito decidira jamais se casar. Afinal, não pretendia dar a um homem o poder de decidir sua vida!
Adriana franziu o cenho, lembrando-se da primeira reação que sentira ao ouvir o pedido de Alan. Céus, tinha ficado tão espantada que não conseguira dizer nada... Provavelmente, ele só estava brincando. Afinal, podia ser considerado praticamente como um homem casado, porque vivia apenas para os seus negócios!
Mas, logo depois, ela compreendeu que ele estava falando a sério...
Havia algo que não conseguia compreender: por que, depois de um relacionamento de três anos, ele decidira pedi-la em casamento?
Por um momento se pôs a recordar o início do romance. Alan era um homem educado, gentil, e a cativara pelos seus modos gentis, pela sua dedicação ao trabalho e pela lealdade para com as pessoas que o cercavam.
Com o tempo, deixaram de ser bons amigos para se tornarem mais íntimos.
Adriana sabia que não nutria uma paixão avassaladora por ele, mas juntos compartilhavam uma calma existência.
Além do mais, Alan era o homem perfeito, para quem não pretendia se casar. Extremamente dedicado, eles passaram a se encontrar regularmente, pelo menos uma vez por semana. Era confortável receber as visitas de Alan, e ela gostava da situação, não desejando mais nada. Mas, de repente, ele tinha dito que queria se casar com ela! Por quê?
Adriana sacudiu a cabeça, procurando pensar melhor. Tinha de haver um motivo? Não bastava a necessidade que um ser humano sentia pela presença de outro, uma companhia constante e mais satisfatória que encontros ocasionais? Aos vinte e oito anos, tendo vivido sozinha nos últimos dez, ela dava valor a sua privacidade, mas às vezes também sentia falta de alguém que vivesse a seu lado em base mais permanente. Alan não podia ter essa mesma sensação?
— Srta. Winslow!


quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Estranha Sedução

relançamento formatado

"Pode mentir, evitar-me, se quiser, mas um dia a terei em meus braços!” 

As palavras de Stephen, um milionário sedutor, não saíam da mente de Rhea. 
Quando se encontraram pela primeira vez, soube que era o homem por quem esperara durante longos anos. 
O passado de Stephen, porém, a fez refrear o sentimento que nascia em seu coração. 
Acostumado a ter todas as mulheres a seus pés, não poderia jamais descobrir que ela era viúva, único obstáculo capaz de afastá-lo de sua vida. Mas Rhea corria um grande perigo. Estava se apaixonando por aquele homem, louca, insensata, irrevogavelmente.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Projeto de Sedução

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Sua arma era a sedução!

Quando Molly se transformou em uma ruiva estonteante, toda a população masculina de Sídnei passou a cortejá-la. 
Mas aquele novo visual tinha uma única finalidade: atrair Liam Delaney. 
Sim, ela o amava desesperadamente e queria muito que esse amor fosse retribuído. 
Embora nunca tivesse tido um relacionamento íntimo, Molly decidiu que havia chegado a hora de se entregar de corpo e alma a seu projeto de sedução. 
Afinal, poderia estar mais glamourosa e sedutora depois que pintara os cabelos, mas, interiormente, continuava a ser a mesma virgem, inexperiente e apaixonada de sempre...

Capítulo Um

“Vinte e cinco anos hoje!", Molly pensou enquanto escovava os cabelos castanhos que caíam na altura do ombro. "Um quarto de século! Como pode ter passado tão rápido?!"
Suspirando, ela colocou os grampos no coque e nem precisou olhar para o que estava fazendo. Vinha usando aquele tipo de penteado há tanto tempo que até perdera a conta. Era rápido, prático e, o melhor de tudo, barato, não precisava gastar um único centavo no cabeleireiro para prepará-lo. Esse dinheiro economizado era de grande importância para Molly, pois ela tinha de ajudar a mãe a pagar a hipoteca da casa em que moravam.
Ainda estava pensando em seus problemas financeiros quando finalmente olhou-se no espelho e contemplou o resultado de seus esforços. Ora, não havia qualquer dúvida de que ela era o verdadeiro estereótipo da bibliotecária eficiente. O penteado era apropriado e discreto, a blusa tinha mangas na altura dos cotovelos e gola alta, para completar a saia pregueada cobria-lhe os joelhos e os óculos de aro dourado davam-lhe um ar intelectual.
Engraçado, se fechasse os olhos podia lembrar de si mesma na manhã de seu aniversário de quinze anos e nada, ou quase nada, tinha mudado desde então.
Continuava morando com a mãe, era tão tímida e comum quanto fora quando adolescente e, pior, ainda amava Liam Delaney desesperadamente.
Havia momentos em que Molly tinha raiva de si mesma por permitir que tal sentimento continuasse a tomar conta de seu coração. Se fosse esperta, teria esquecido Liam há muito tempo!, ficava repetindo para si mesma. Era masoquismo amá-lo. Sim, puro masoquismo. Ele jamais retribuiria seus sentimentos. Jamais!
Claro que, depois de muita desilusão, ela não se entregava mais às fantasias da adolescência, onde imaginava Liam acordando em uma linda manhã ensolarada para, como num passe de mágica, descobrir que o sentimento que tinham um pelo outro não era apenas a velha amizade platônica que mantinham desde a infância, mas sim a mais profunda e avassaladora paixão. Oh, não, assim que fez vinte e um anos, Molly baniu de vez aquela fantasia ridícula para longe e preferiu ficar mais próxima da realidade. Além do quê, era difícil preservar tal sonho quando estava sempre vendo o tipo de garota que Liam costumava trazer para casa.
A palavra comum jamais poderia ser usada para descrever tais mulheres e muito menos os termos intelectual ou "rato de biblioteca", como Molly sempre fora chamada pelos amigos.
Na verdade, as namoradas de Liam eram muito mais admiradas por seus corpos esculturais do que pelo intelecto. Ele gostava de mulheres altas, bronzeadas, com pernas longas e bem torneadas, seios fartos e cabelos que pareciam recém-saídos de um anúncio de xampu.
Molly reconhecia que tinha os seios certos, mas nada no mundo poderia lhe acrescentar os quinze ou vinte centímetros que precisava para superar seus um metro e sessenta e chegar à altura de uma modelo profissional. Havia também o detalhe dos cabelos; embora os seus estivessem sempre sedosos e brilhantes, eram daquela tonalidade comum de castanho que não seria capaz de chamar a atenção de quem quer que fosse.
Portanto, tinha desistido de seus sonhos de adolescente em relação a Liam. Ele nunca trocaria uma das beldades esculturais pela garota mais comum e normal do bairro!





quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Uma Mulher de Alta Classe

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
“Nesses meses de casamento apaixonei-me por meu próprio marido”

O avião de Blake Preston estava desaparecido e Juliana teve de admitir que seu marido significava tudo para ela. 

Porém, se Blake voltasse, não haveria naquele casamento de conveniência lugar para o amor. 
Juliana teria de agir da mesma forma que o marido, mostrando-se fria e indiferente. 
Pouco importava que o coração clamasse por Blake; externamente, Juliana devia manter-se reservada... 
E quanto às respostas do próprio corpo aos sentimentos sufocados? Será que esses sinais não a trairiam? Não revelariam ao marido que ela o amava?

Capítulo Um

A primeira suspeita de que algo estava errado ocorreu quando Stewart telefonou para o escritório de Juliana. Nada havia de estranho nisso. O secretário de Blake costumava telefonar-lhe para dar notícias e recados do marido. O que a alarmou foi o tom de voz de Stewart. Soou-lhe aos ouvidos quase... assustada.
— Sra. Preston, por acaso teve notícias do sr. Preston, hoje? — ele perguntou logo após identificar-se.
— Não, Stewart. Por quê? Algum problema? O que foi? O que aconteceu?
Tantas perguntas fizeram o secretário e homem de confiança de Blake voltar ao seu imperturbável, fleumático e enlouquecedor tom de voz costumeiro.
— Não se alarme, sra. Preston. E que acabei de telefonar ao escritório, em Sidnei, e fiquei sabendo que ninguém viu sinal do sr. Preston o dia todo. Devo acrescentar que o diretor parecia bastante aliviado.
— O escritório, em Sidnei? Por que Blake estaria lá? Hoje ele não deveria estar voando para casa, direto de Manilha?
— Está querendo dizer que o sr. Preston não a avisou da mudança de planos?
Juliana mordeu o lábio inferior na vã tentativa de manter o autocontrole. O que a vinha aborrecendo desde que se casara, era a verdadeira obsessão do marido de resguardar seu próprio espaço. Ele detestava dar satisfação a quem quer que fosse, principalmente à esposa. Mesmo consciente do motivo que levava o marido a querer total independência, Juliana não se conformava com isso.
— Não. Stewart. Blake não me avisou.
— Entendo. — O secretário não conseguiu disfarçar o tom de voz levemente irônico.
Entende o quê? Juliana sentiu-se invadida por emoções desencontradas. O que o Stewart entendia? Que não existia amor no casamento dela e Blake? Que ela devia estar preparada a aceitar qualquer tipo de tratamento em troca de dinheiro e posição?
Seu maior desejo era explicar que o relacionamento entre ela e o marido não era realmente como todos pensavam que fosse. Certo, admitia que o casamento de ambos partira de uma decisão racional; entrara primeiro em seus cérebros e não nos seus corações. Mas isso não queria dizer que ela e Blake não se queriam bem e que um não fosse a pessoa mais importante na vida do outro.
Também era verdade que ela acabara tomando-se uma esposa reservada e até fria, mas era o marido quem fazia questão disso. 

O próprio Stewart não ignorava que Blake o tomara seu secretário e homem de confiança justamente por ter as qualidades consideradas pelo chefe como essenciais: capacidade, confiança, discrição, autocontrole e reserva. Exatamente as que ela possuía.
Só que no momento Juliana não se considerava nem um pouco autocontrolada. Sentia-se extremamente vulnerável. E aborrecida.
— Por favor, Stewart, não me deixe aflita. Conte-me o que está acontecendo — pediu, a voz instável.
O homem hesitou novamente. Era óbvio que Blake o treinara muito bem sobre o que ele devia ou não devia revelar à esposa do chefe.
Juliana sentiu os primeiros sintomas do pânico. Oh, Deus, algo devia ter acontecido a Blake.
— Por favor...



sexta-feira, 21 de outubro de 2016

O Sedutor e o Bebê

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

“Eu não sou o pai do bebê!”

Quando aquela bela morena entrou no escritório de Guilherme Hunter carregando uma criança ele soube que jamais esqueceria se tivesse feito amor com ela.
Mas Christhianne estava convencida de que Guilherme era o pai de Madeleine... mesmo que ele insistisse em negar a paternidade. E estava determinada a fazer aquele sedutor sem coração encarar suas responsabilidades.
Sem coração? 

Nem mesmo Guilherme conseguia resistir a doçura da pequena Madeleine, fosse ela sua filha ou não. Sedutor? Guilherme percebeu que também não poderia deixar de sê-lo... Nunca antes havia desejado uma mulher tanto como desejava Christhianne...

Capítulo Um

Christhianne Highsmith examinou a imponente torre de concreto e vidro, e então baixou o olhar para o bebê que segurava no colo.
— Aqui estamos, querida — disse para a linda e rosada criança. — É onde seu pai trabalha. Entretanto, de acordo com a secretária, ele estará em reunião por toda a tarde, e não terá tempo para mais nada. Isso é muito ruim, não acha? Sobretudo porque vai nos ver hoje, quer queira, quer não!
Arqueando as sobrancelhas, Christhianne rumou, determinada, para a porta giratória, esperando ser mais bem sucedida do que fora antes, nas portas do trem. Christhianne havia descoberto que caminhar com uma criança não era uma das coisas mais fáceis do mundo. De qualquer forma, só estava fazendo aquilo havia uma semana. O que, sem dúvida, explicava sua falta de prática. 
Daquela vez, no entanto, tudo foi mais simples, e, por fim, ela adentrou o cavernoso hall semicircular com seu impecável piso de granito preto. Mantendo uma expressão neutra no rosto, Christhianne ignorou o movimentado balcão de recepção e dirigiu-se a passos largos ao saguão dos elevadores.
A Hunter & Associados, como se informara, ocupava o décimo nono e o vigésimo andares do edifício. Christhianne também notara que na tabuleta localizada acima do balcão, na recepção, não havia nenhuma descrição do tipo de negócio da companhia. 
A única informação era de que a administração da empresa localizava-se no vigésimo andar. Eram poucos dados, mas Christhianne concluiu que isso se dava por refletir a personalidade de seu proprietário. Guilherme Hunter, com toda sua arrogância, devia pensar que todos, decerto, sabiam que sua companhia era uma das mais importantes de Sydney em exportação, importação e investimentos. 
Era evidente que a mesma arrogância o fizera crer que o caso que tivera com a secretária no ano anterior jamais viria à tona para incomodá-lo. Mas estava errado! Sarah podia ser meio obtusa e tola no que dizia respeito a homens, mas com Christhianne as coisas eram diferentes!
A filha de Sarah merecia o melhor. E Christhianne estava preparada para certificar-se de que a garota teria isso. Guilherme Hunter teria uma segunda chance para admitir ser pai daquela menina maravilhosa, mas, se não cumprisse sua parte, teria de pagar. E pagaria caro. Nos dias atuais, com os modernos testes de DNA, a simples negativa da paternidade não significava nada.
— Vamos deixá-lo tentar, meu anjinho — ela murmurou para Madelleine ao entrar no elevador. — E se o poderoso sr. Hunter negar, ele vai se arrepender do dia em que nasceu!




terça-feira, 20 de setembro de 2016

Sedução Implacável

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
O que o dinheiro não pode comprar... 

Sergio só precisa estalar os dedos para conseguir tudo o que deseja, exceto Bella.
Mesmo que a filha de sua madrasta o deixasse cego de luxúria, Sergio manteve a distância por acreditar que ela era uma interesseira.
Anos mais tarde, quando Bella o procura em busca de refúgio, a atração que sentem ressurge ainda mais intensa.
Incapazes de resistir, decidem saciar a paixão que os consome. Contudo, a noite que tiveram apenas serviu para deixa-los ansiando por mais!

Capítulo Um

Eu deveria estar mais feliz”, pensou Sergio enquanto desligava o chuveiro, pisava no luxuoso tapete de banho e pegava uma toalha mais luxuosa ainda. “Hoje, eu me tornei bilionário. Meus dois melhores amigos ficaram bilionários também. Se isso não me deixa feliz, o que deixará?”
Ele franziu o cenho enquanto se enxugava vigorosamente. Por que não estava mais feliz? Por que não estava exultante com os quatro bilhões e seiscentos milhões que haviam recebido pela franquia de bares de vinhos Wild Over Wine? Por que a assinatura do contrato naquele dia o deixou sentindo-se um pouquinho... vazio?
Os sábios diziam que era a jornada que dava mais satisfação, não o destino, ponderou ele, dando de ombros com ar resignado. O fato irrefutável era que os três membros do Clube dos Solteiros haviam alcançado seu destino agora. Bem... quase. Nenhum deles fizera trinta e cinco anos ainda, embora isso fosse acontecer em breve. O próprio aniversário de trinta e cinco anos dele seria dali a apenas uma quinzena.
Sergio abriu um sorriso irônico ao se lembrar da noite em que haviam formado o Clube dos Solteiros. Eram muito jovens na época. Mas nenhum deles havia se dado conta do fato. Tinham se sentido incrivelmente maduros, mais velhos aos vinte e três anos do que muitos dos outros alunos de Oxford naquele ano. Mais confiantes do que a maioria também, cada um tendo sido abençoado com boa aparência e inteligência acima da média. Também tinham sido muito ambiciosos.
Ao menos ele e Alex foram ambiciosos. Jeremy — que já tinha uma renda particular — apenas os acompanhara.
Fora em uma sexta-feira à noite, vários meses depois do dia em que tinham se conhecido. Eles estavam no quarto de Jeremy, naturalmente, que era bem maior e melhor do que aquele que Sergio e Alex estavam dividindo. Estavam um tanto embriagados, quando Sergio — que tendia a se tornar filosófico quando bebia — perguntara aos outros quais eram seus objetivos na vida.
— Decididamente não o casamento. — Foi a resposta sucinta de Jeremy.
Jeremy Barker-Whittle era o mais novo herdeiro de um império do ramo bancário britânico que datava de gerações. Talvez pelo excesso de riqueza, a família dele era marcada pelo divórcio. Não escapara aos dois amigos que Jeremy era um tanto cínico quando se tratava da instituição do casamento.
— Também não estou interessado em casamento. — Alex Katona, um aluno bolsista de Sydney com origens de proletariado e um QI quase de gênio, concordou. — Vou estar ocupado demais trabalhando para me casar. Vou ser bilionário quando eu chegar aos trinta e cinco anos.
— Eu também — assentiu Sergio. Embora ele fosse filho único e herdeiro da empresa Manufaturadora Morelli, com sede em Milão, estava ciente de que a firma da família não estava mais tão bem quanto já fora. Quando herdou o negócio, Sergio suspeitou que talvez não valesse a pena ser herdado. Se queria ter sucesso na vida, teria que criar o seu próprio. O que significava nada de casamento. Não por um longo tempo, ao menos.
E, assim, o Clube dos Solteiros nascera e, naquela noite, as regras e objetivos dos três foram estipulados com grande entusiasmo.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

O Milagre de Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Corações em fogo


Segredos comprometedores, desejos proibidos, descobertas escandalosas...

Luxúria. Era apenas isso o que o casamento de Nicole significara?
 Sua relação estava por um fio, mas o amor de Nicole por Nathan permanecia intacto, e ela lutaria para reconquistá-lo! 
Porém, Nathan recusava-se a aceitar que existisse algo entre eles que não fosse atração sexual, 
Nicole sabia que o marido tinha um coração de pedra, provavelmente fruto de traumáticas experiências do passado. Ela esperava por um milagre, e era a única coisa que poderia fazer, agora que suspeitava estar carregando dentro de si um filho de seu tumultuado casamento com Nathan.

Capítulo Um

As premières das peças de Nathan Whitmore tinham se transformado num dos acontecimentos mais importantes de Sídnei, capital da Austrália. Não era raro encontrar nelas o Primeiro-Ministro e outras personalidades, sem mencionar o grande número de socialites e celebridades do mundo artístico.
Nicole observava sem grande interesse os rostos famosos que passavam pelos corredores do foyer. 
A fama não lhe interessava muito. Houvera um tempo, não muito distante, em que seria capaz de reconhecer aqueles rostos. Mas isso ficara no passado.
— Sorria, sra. Whitmore — um dos fotógrafos pediu a ela. — E você também, srta. Campbell.
— Sorria, Nicole — Celeste murmurou, num fio de voz. — Isso foi ideia sua, lembra? Eu lhe avisei para não vir, mas, agora que está aqui, deve suportar tudo.
Ambas sorriram e Nicole imaginou como o fotógrafo reagiria se soubesse que não estava retratando apenas a srta. Celeste Campbell e a sra. Nathan Whitmore, mas mãe e filha.
Não havia dúvida de que um rebuliço se armaria no circuito social de Sídnei se viesse a público o fato de que o sogro de Nicole, Byron Whitmore, era na verdade seu pai biológico.
O caso entre a glamourosa cabeça do clã dos Campbell e o belo chefe da família Whitmore fora um dos principais mexericos, anos antes. Um caso que terminara de forma amarga. Apesar disso, ninguém reparara no sumiço temporário de Celeste, que se afastara para dar à luz a Nicole. 
Sem falar nas circunstâncias estranhas que tinham cercado a vida da menina, levada ainda criança por um homem que dizia ser seu pai, até descobrir a verdade e retornar à família, vinte anos depois.
Fazia apenas três dias que ela soubera de tudo e ainda estava aturdida com a forma amorosa e receptiva com a qual os pais haviam-na recebido. Eram extraordinários, na opinião dela. Não eram santos, claro, mas tratava-se de um casal adorável, disposto a tudo pela filha, desaparecida tanto tempo antes. A notícia de que os dois finalmente iriam se casar deixara Nicole ainda mais feliz.
Já o seu próprio casamento era outro assunto...
Ela sentiu o estômago revirar. Seu plano para atrair Nathan de volta parecera bom enquanto era apenas teoria. Na prática, porém, era perigoso e exigia muito sangue-frio. Mas de que outra alternativa ela dispunha? Amava Nathan mais do que tudo e estava certa de que ele também a amava, apesar do que acontecera no passado. 
Não podia deixar que o destino e um amontoado de desentendimentos acabassem com seu casamento. Principalmente agora, quando desconfiava de uma provável gravidez.
— O que pode estar detendo Byron por tanto tempo? — Nicole perguntou, preocupada, quando o fotógrafo se afastou. — Espero que não esteja armando uma reconciliação para mim e Nathan. Implorei para que ele não servisse de mediador.
— Por favor, Nicole, confie mais na inteligência de seu pai. Byron sabe que a influência que exerce sobre Nathan não seria útil nesse momento. Nathan ficou muito decepcionado por saber que Byron teve um caso comigo enquanto estava casado. Então, quando descobriu que iríamos realmente nos casar... Bem, encarou-o como se quisesse matá-lo.
Nicole suspirou.
— Pobre Byron!



Série Corações em fogo
1- Corações em Conflito
2- O Jogo do Desejo
3- Uma Preciosa Conquista
4- Amor e Fantasia
5- Escândalos e Paixões
6- O Milagre do Amor
Série Concluída

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Coração Teimoso

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




Chantageado para levá-la cama... e depois casar-se com ela!

Antônio Scarlatti recebeu uma proposta: se quisesse se tornar presidente da Fortune Productions tinha de se casar com a filha do patrão! 

A princípio Antônio recusou-se a aceitar a chantagem. Mas o pai dela ameaçou entregar a presidência da empresa e o lugar de marido de Priscilla a outro homem, e Antônio pensou melhor. 
Seria assim tão difícil levar Priscilla para a cama, casar-se com ela e depois divorciar-se? 
Mas Priscilla o amava havia muitos anos, e agora que tinha a chance de tornar seus sonhos realidade ela não a deixaria escapar!

Capítulo Um

O jato estava vinte minutos atrasado ao pousar no Aeroporto Mascot e Antônio foi o primeiro a desembarcar, O diretor da Fortune Productions, Divisão Europeia, não parecia ter passado vinte e duas horas num avião no voo de Londres a Sídnei. Seu elegante terno cinza estava sem uma ruga. Os fartos cabelos negros, bem penteados, combinavam com o rosto recém barbeado e com os olhos escuros, límpidos e descansados.
A vantagem de voar de primeira classe.
Não que Antônio Scarlatti houvesse sempre viajado de primeira classe. Ele conhecera viagens mais duras. Sabia o que era viajar longos trechos de terceira classe, ombro a ombro com outros passageiros, com pouca chance de dormir, depois ser olhado da cabeça aos pés por causa do terno amarrotado e fazendo um trabalho de muito menos prestígio do que aquele que fazia agora.
Antônio não tinha intenção de voltar à vida antiga. Havia chegado ao topo e era lá que ia ficar. O mundo era dos vencedores e dos ricos. Aos trinta e quatro anos ele era as duas coisas.
A limusine da empresa estava esperando no lugar habitual, o silencioso motor em funcionamento.
— Bom dia, Jim — cumprimentou ao motorista.
— Bom dia, Toni.
Ele sorriu. Estava de volta à Austrália. Em Londres e em toda Europa os motoristas sempre o chamavam de "sr. Scarlatti". Mas não era esse o hábito por ali, principalmente com um conhecido de muitos anos.
Ajeitou-se no cômodo assento de couro e se descontraiu. Era bom estar fora da roda-viva, para um descanso de quinze dias.
Seu contrato rezava que a cada três meses ele podia ir para casa por duas semanas, para recuperação, uma necessidade uma vez que trabalhava sete dias por semana quando na ativa. Era um trabalho desafiador estar encarregado das vendas e promoções da Fortune Productions, o que incluía extensa lista de programas de televisão para as centenas de emissoras e redes a cabo por toda Europa.
— Direto para casa, Jim — disse e fechou os olhos.
Há uns dois anos ele comprara um luxuoso apartamento de cobertura que dava para a ponte, na baía, e não podia esperar para estar em sua privacidade e conforto. Os últimos dias haviam sido um pesadelo de negociações e um nunca terminar de encontros. Antônio precisava de paz e quietude.
— Não posso, Toni — respondeu o motorista, passando pela longa fila de táxis que estavam à espera dos passageiros do voo de Londres. — O chefe quer que você vá tomar o café da manhã com ele.
Os olhos de Antônio abriram-se enquanto ele gemia baixinho. Esperava que não fosse um daqueles cafés da manhã que eram verdadeiros circos para a mídia e aos quais ele ocasionalmente comparecia.
— Onde? — foi sua irritada pergunta.
— No Taj Mahal.
Taj Mahal era o modo como Jim chamava a residência de Conrad Fortune, em Darling Point. Era um nome adequado para a moradia de grandeza opulenta, uma mansão monolítica em um acre de alguns dos terrenos mais caros de Sídnei, no exclusivo subúrbio oeste.
O que faltava à casa em gosto, sobrava em tamanho.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Amor de Aluguel

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Australianos






Qual seria o preço de uma noite de amor?

Quando conheceu Roy, Kate pensou que havia encontrado o homem da sua vida. 
E jogou para o espaço todas as convicções de manter-se solteira e dedicar-se a sua carreira. 
Porém, uma dúvida pairava em sua mente: por que um homem maravilhoso como Roy Fitzsimmons fora se interessar por uma mulher tão sem graça quanto ela? Logo a dúvida de Kate foi esclarecida: Roy levava a vida vendendo seu corpo para mulheres solitárias! 
O problema é que Kate rapidamente caiu em seu feitiço...

Capítulo Um

Kate chegou cedo ao serviço. Muito cedo. Coi­sa que, por sinal, já vinha se tornando um hábito. Lutar para obter um lugar de destaque na Inter­national Credit & Finance, enfrentando todos os outros exe­cutivos, era um trabalho que começava cedo e terminava tarde. Todos ali acordavam e dormiam pensando na em­presa. Não tinham tempo para mais nada. Era a rotina dos ambiciosos. E Kate era ambiciosa.
Ela pensou nisso ao olhar para as letras douradas no vidro da porta de sua sala: "Kate Reynolds - Investimentos Internacionais". Ao lado da porta, a mesa da secretária es­tava vazia, e assim ficaria por mais uma hora. Estelle en­trava às oito e meia e, como toda garota normal, não apa­receria um minuto antes do horário.
"Será que só eu não sou uma garota normal?", Perguntou-se Kate ao fechar a porta, com uma expressão preocu­pada no rosto.
A maior parte das mulheres de trinta anos que conhecia era casada, tinha filhos, era noiva ou, ao menos, possuía um amante. Quando elas chegavam em casa, não encon­travam uma cama vazia nem tinham somente um bom livro e um canário para lhes fazer companhia. E, com certeza, não gostavam da solidão.
Mas Kate gostava. Será que isso fazia com que não fosse uma mulher normal?
Claro que não. Estava certa de que muitas, como ela, escolhiam um modo de vida mais recatado e discreto. Além disso, não tinha que justificar suas atitudes. A vida era sua, e não pretendia dividi-la com homem algum.
Colocou a pasta de couro preto ao lado da mesa, pendu­rando a sombrinha no chapeleiro que havia no canto da sala. Em seguida, caminhou na direção das persianas que ficavam atrás de sua confortável poltrona.
A luz do sol invadiu a sala quando as lâminas se abriram, revelando a magnífica vista do jardim botânico, que ficava do outro lado da rua. A chuva da noite anterior parecia tê-lo deixado ainda mais bonito.
Quando seus compromissos permitiam, e a chuva não atrapalhava, Kate gostava de almoçar naquele jardim. Seu lugar predileto era a clareira que ficava sob o grande car­valho. A mesma clareira para a qual ela olhava agora. E que era palco de um acontecimento que a deixou alarmada.
Um homem, provavelmente um velho indigente, estava deitado na grama. Parecia dormir, e dois adolescentes sus­peitos aproximaram-se dele.
— Oh, meu Deus!
Kate gritou, horrorizada.
Seu coração acelerou-se quando os dois bandidos ataca­ram o homem, que acordou, assustado. Nesse mesmo mo­mento, um dos rapazes o atingiu com alguma coisa. O in­digente tentou levantar, mas não teve sorte. Acabou caindo, protegendo a cabeça com as mãos.
Kate não teve tempo sequer para pensar. Pegou a som­brinha e atravessou o corredor, lançando-se escada abaixo sem prestar atenção no elevador. Já no térreo, passou pelo saguão do prédio correndo, empurrando as portas de vidro para chegar à rua.
Ouviu uma freada brusca quando atravessou a rua sem olhar, mas ignorou os palavrões que o motorista lhe dirigia e continuou correndo, cruzando a Rua Macquaire.
O pobre homem precisava de ajuda.
Talvez, se parasse para pensar por um segundo, ela che­gasse à conclusão de que uma mulher de cinqüenta e dois quilos não podia fazer muito contra uma dupla de bandidos. Mas não teve tempo para pensar. Agira por impulso.
— Parem com isso, seus vagabundos! — gritou ao cruzar a entrada do parque, chamando a atenção das pessoas que passavam pela rua e que não podiam ver o que acontecia lá dentro por causa do alto muro de arbustos que cercava o local.
Correndo pelas alamedas do parque, Kate enxergou a clareira. Lá, os bandidos chutavam o indigente, que conti­nuava caído no chão, sem reagir.
— Polícia! Polícia!

Série Australianos
1-  a revisar
2-Amor de Aluguel 
3- Noites de Paixão
4- Não me Diga Adeus
5-A Noiva Raptada
6) Male for Christmas.
7) Her Outback Man.
8- Desejo Secreto
9- Os Apostos se Atraem
10- Coração Indomável
11) Taming a Husband.
12- Simplesmente Irresistível
13- a revisar
14-  a revisar
15- Em Boa Companhia
16- Chantagens da Paixão
17- Romance Tropical
18) Fugitive Bride.
19- Descoberta da Paixão
20) Outback Baby.
21) Inherited: Twins!
22) Mistaken Mistress.
23) The Virgin Bride.
24) Outback Angel.
25) The Wedding Challenge.
26- Uma Noite Inesquecível
27- Conquistando um Milionário
28) His Convenient Proposal.
29- A Chama da Paixão
30- Passos Para o Amor
32- Noiva de Aluguel
33 O Preço Da Paixão
34)His Heiress Wife.
35) The Australian's Convenient Bride.
36) The Australian Tycoon's Proposal.
Baixar em Séries

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Rota de Paixão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Uma deliciosa distração.

O famoso empresário Benjamin De Silva está acostumado a assumir a direção de tudo, mas quando precisa de um motorista, a bela Jess Murphy irá mostrá-lo que tirar o pé do acelerador pode ser igualmente prazeroso. Ela não se deixa impressionar pela riqueza de Ben, porém, toda vez que olha pelo retrovisor, é possuída pelo desejo de pular no banco traseiro e obedecer a todos os comandos dele.

Capítulo Um

A lei de Murphy preconiza que, se algo pode dar errado, dará.
Apesar de seu sobrenome ser Murphy, Jess não acreditava nessa teoria. Mas seu pai acreditava piamente. Toda vez que acontecia algo, como um pneu furar quando ele levava uma noiva para a igreja, — Joe tinha uma empresa de aluguel de carros — chover no fim de semana, uma queda no mercado de ações ou até a derrota do seu time na final do campeonato, ele culpava a lei de Murphy.
Seu pai era supersticioso por natureza.
Ao contrário dele, Jess encarava os acontecimentos desfavoráveis de maneira racional. As coisas não aconteciam por uma reviravolta cruel e absurda do destino, e sim porque alguém fizera ou deixara de fazer alguma coisa. Pneus não furavam à toa e a bolsa de valores não despencava sem motivos. Existia uma explicação lógica para tudo.
Jess não culpara a lei de Murphy quando, no mês anterior, seu namorado resolvera que, em vez de fazer um tour de carro pela Austrália junto com ela, viajaria pelo mundo como mochileiro no ano seguinte! Com um amigo. Dava para acreditar? E ela se endividara para comprar um novo carro 4x4 para viajarem, achando que ele era o homem da sua vida! Assim que se acalmara o suficiente, Jess percebera que Colin pegara o vírus da aventura e que não sossegaria tão cedo. Ele lhe dissera que ainda a amava e lhe pedira para esperá-lo.
Ela lhe dissera o que fazer com seu pedido!
Jess também não culpava a lei de Murphy por ter acabado de perder seu adorado emprego de fim de semana em uma butique. Sabia exatamente por que fora dispensada. Uma poderosa empresa americana comprara a cadeia da Fab Fashions, que passava por dificuldades financeiras, por uma ninharia, e mandara algum figurão ameaçar os gerentes de todas as lojas: se até o final do ano eles não atingissem determinado lucro, as lojas seriam fechadas, e as vendas passariam a ser feitas on-line. Daí a redução de pessoal.
Helen não queria despedi-la porque Jess era ótima vendedora, mas precisara escolher entre ela e Lily, mãe solteira e que dependia daquele emprego, enquanto Jess tinha um emprego em horário integral durante a semana, na Murphy’s Hire Car.
Jess só fora trabalhar na Fab Fashions porque adorava moda e queria aprender o máximo sobre a indústria. Um dia, ela pretendia abrir sua própria butique ou vender artigos on-line. Naquelas circunstâncias, não deixaria que despedissem Lily.
Contudo fazia dias que ela se revoltava com a voracidade da empresa americana e com a sua estupidez. Por que o idiota que haviam mandado não descobrira por que a Fab Fashions não estava dando lucros? Ela poderia ter lhe dito. Mas, não: para isso era preciso ter alguma inteligência. E tempo!

sábado, 22 de agosto de 2015

Ás últimas consequências

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Ele pode proporcionar tudo o que ela sempre quis...

Em um ano, Scarlett King era uma futura noiva, mas no seguinte ficara sozinha e desejando um bebê mais do que qualquer coisa. 

Para completar o cenário, estava obcecada com a ideia de que poderia ter um filho sem precisar de homens! 
Só que John Mitchell não pensa do mesmo modo. 
Além de ser milionário e lindo de arrasar, há anos ele deseja Scarlett, e por isso aproveita a oportunidade para conquistá-la. Mas sua proposta tem um preço alto: se ela quer um bebê, ele pode ajudá-la, contudo, terão de fazê-lo pelo método tradicional! 
Assim, poderá mostrar a ela quantas coisas estava perdendo... Porém, quando o caso terminar, Scarlett certamente ganhará seu bebê, mas será que perderá o coração?

Capítulo Um

— Não acha que deveria começar a se vestir?
Scarlett desviou o olhar do jornal de domingo, o qual ela fingia ler havia mais ou menos uma hora. Ela não queria conversar, especialmente porque a conversa sempre ia em direção à decisão radical que ela tomara esse ano. A princípio, sua mãe tinha apoiado sua decisão de ter uma criança sozinha através de inseminação artificial, mas ultimamente expressara a opinião de que não seria uma boa ideia.
Certo, o procedimento não tinha funcionado nas duas primeiras vezes. Isso não era incomum, ela fora avisada pela clínica. Ela apenas teria que continuar tentando e, mais cedo ou mais tarde, engravidaria. Não que houvesse algo de errado com ela, exceto, talvez, estar ficando mais velha, razão pela qual ela escolheu o procedimento.
— Que horas são? — perguntou ela.
— Quase meio-dia — respondeu sua mãe. — Nós deveríamos ir ver os Mitchell antes das 12h45. Sei que Carolyn planeja servir o almoço por volta de 13h30.
Carolyn e Martin Mitchell são seus amigos e vizinhos por mais de trinta anos. Eles têm dois filhos: um garoto, John, da mesma idade dela, e uma garota, Melissa, que é quatro anos mais jovem Ao longo dos anos, Scarlett conheceu toda a família, embora gostasse mais de uns membros que de outros. O Sr. Mitchell se aposentara havia pouco, e hoje é o aniversário de casamento de quarenta anos dele, uma marca que Scarlett sabia que infelizmente nunca alcançaria em sua própria vida.
O coração de Janet King ficou apertado quando escutou sua filha suspirar. Pobrezinha. Ela ficou tão decepcionada quando sua menstruação chegara essa semana. Não era por acaso que ela não sentia vontade de ir a uma festa.
— Você não tem que ir — disse ela, gentilmente. — Posso inventar uma desculpa, dizer que você não estava se sentindo bem
— Não, não, mãe. Estou bem para ir. Verdade. Será bom para mim.
E ela se apressou em direção ao seu quarto, pensando que seria bom para ela. Ela poderia tomar algumas taças de vinho, agora que não estava grávida. Ela também não teria que passar o resto do dia defendendo sua decisão de ter um bebê sozinha. Porque ninguém, além de sua mãe, sabia de seu projeto. Francamente, ela estava cansada de sua mãe dizendo o quão difícil era criar uma criança sozinha.
Na verdade, Janet King tinha conhecimento próprio do assunto, já que o pai de Scarlett morrera num acidente de carro quando a filha tinha 9 anos. Scarlett sabia muito bem o quanto a vida fora dura para sua mãe na época, tanto emocional quanto financeiramente. Era difícil para ela também. Ela adorava seu pai e sentia muita falta dele.
Então, sim, ela sabia que criar uma criança sem o apoio de um parceiro seria duro algumas vezes.
Mas não tão duro quanto nunca ter uma criança!



segunda-feira, 9 de junho de 2014

Mestre da Virtude

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 









A tímida e cautelosa Violet sempre se escondeu do mundo.

Mas ela decide que já viveu nas sombras por muito tempo, por isso define duas metas para o novo ano:
1ª) Aceitar todos os convites que lhe fizerem;
2ª) Encontrar um homem que a livre de sua inocência.
É aí que entra Leo Wolfe.
O diretor de cinema internacionalmente renomado é poderoso, rico e muito atraente.

Não existe ninguém mais indicado para desviar Violet do caminho da virtude… Será que ela está pronta para a jornada? 

Capítulo Um

— Tudo pronto para partir, Violet? — perguntou seu pai da cozinha.

— Quase! — gritou ela em resposta, aliviada pelo fato de que ainda faltava um ano para o próximo Natal. Não via a hora de voltar para sua vida normal em Sydney. Sabia que havia amado o Natal em algum momento de sua vida, pensou enquanto dava uma última olhada para seu quarto. 
Em algum momento, também tinha amado aquele lugar. Mas isso fora quando ela estava com 12 anos, um ano inteiro antes da puberdade atingi-la e seu mundo despreocupado de menininha mudar para sempre. 
Depois disso, seu quarto se tornou uma prisão. Admitia que era uma cela muito bonita, com paredes rosa, televisão e DVD, mas uma prisão ainda assim. 
— Hora de ir, Violet! — disse seu pai, dessa vez da porta aberta do quarto dela. 
— Você não quer perder seu vôo. Deus, não quero mesmo, pensou ela estremecendo enquanto colocava a bolsa no ombro e pegava a pequena mala. Quatro dias em casa eram mais do que o suficiente. 
Não eram apenas as memórias evocadas, mas todo o interrogatório sem fim de sua família bem-intencionada ao redor da mesa, no dia de Natal. Como estava o trabalho? Ela estava escrevendo? E sua vida amorosa? Ah, sim, a conversa sempre envolvia sua vida amorosa. Ou a falta dela. 
Naquele ano, quando Violet disse que não estava namorando, Gavin, seu irmão maravilhosamente discreto, perguntou se era lésbica. Felizmente, foi criticado por todos os outros, em especial por seu cunhado, Steve, que se casara com sua irmã, Vanessa, e era um ótimo sujeito. 
Todo mundo riu quando ele disse que se Violet era lésbica, ele, então, era gay. O que era bem improvável, já que era um trabalhador da construção civil, grande e musculoso, com uma mulher, dois filhos e uma motocicleta cara. O assunto foi abandonado depois disso, graças aos céus. 
Mas no dia seguinte, quando ela e Vanessa ficaram sozinhas na cozinha, sua irmã a observou por um tempo antes de dizer: 
— Sei que você não é gay, Vi. Mas não é virgem ainda, é? Violet mentiu, claro, alegando que perdera sua virgindade quando estava na universidade. Vanessa não pareceu totalmente convencida, mas esqueceu o assunto, pelo que Violet se sentira muito grata. 
Elas nunca foram muito próximas; nunca tinham confiado uma na outra como fazem algumas irmãs. Vanessa era oito anos mais velha, e jamais dividiram os mesmos interesses. Ainda assim, parecia incrível que qualquer pessoa de sua família pensasse que ela acharia fácil se relacionar com o sexo oposto. 
Anos de sofrimento devido à acne arruinaram sua adolescência, transformando sua personalidade, antes alegre e atirada, em tímida e introvertida. O ensino médio tinha sido uma tortura. Não era apenas o irmão que fazia piadas sobre as acnes dela. Violet fora provocada e agredida tantas vezes que chegava em casa chorando quase todos os dias. 
Sua mãe, angustiada, comprara cada produto conhecido pela humanidade para corrigir o problema, mas nada parecia funcionar. Ela não fora levada ao médico, porque o pai insistia que aquilo melhoraria com o tempo. Mas não melhorou com o passar dos anos, não até uma conselheira da escola levar Violet ao próprio médico poucos meses antes de sua formatura. 
A médica ginecologista prescrevera uma loção antibiótica e receitara a Violet um tipo de pílula anticoncepcional que era famosa pela correção do desequilíbrio hormonal, o causador de sua acne. 



domingo, 8 de junho de 2014

Procura-se Uma Amante

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 






"Alérgico a amor e casamento!"

Abby achava que esse aviso deveria ser tatuado na testa de Ethan Grant.
O famoso cirurgião para quem ela trabalhava agia como se não houvesse lugar em sua vida para mulheres, a não ser como passatempo.
Logo, ela não se surpreendeu quando Ethan ofereceu-se para contratá-la para fazer-lhe companhia em uma conferência médica, fingindo ser sua amante.
E mais choques estavam reservados para o fim de semana: Ethan na verdade queria se encontrar com uma antiga paixão, e Abby não passava de uma peça muito útil naquele quebra-cabeça.

Capítulo Um


Da mesa da recepção onde estava sentada, Abby soltou um suspiro, contrariada, tentando se concentrar no trabalho e não ouvir a conversa particular que vinha do consultório do Dr. Grant. Se pelo menos Sylvia tivesse trancado a porta direito, ela não estaria naquela situação embaraçosa. 
— Como pode dizer que não vai? Oh, Ethan, você prometeu! Trabalhou durante os últimos dois anos sem tirar férias. Se não parar para descansar logo, vai ter uma crise! 
— E você acha que é possível descansar nesse tipo de conferência médica? Obrigam-nos a passar metade do dia ouvindo palestras técnicas, depois ainda esperam que passemos o resto do tempo conversando amenidades com outros médicos. 
— E é disso mesmo que você precisa. 
— De quê? De me aborrecer até a exaustão? 
— Bem, você pode ter certa razão, mas acho que devia ser mais sociável. O que Evelyn vai dizer quando souber que você não vai? 
— Ela é o motivo para que eu não vá. 
— Explique-se, Ethan. 
— O que eu tenho para explicar? Simplesmente decidi que não quero levar Evelyn. Uma vez que esse tipo de reunião costuma ser feito para casais, sem contar o fato de que não estou nem um pouco entusiasmado, decidi não ir. 
— Mas por que você decidiu não levar Evelyn, pelo amor de Deus?! 
— Pelas mesmas razões de sempre. Na verdade, eu devia ter adivinhado quando a conheci. Evelyn não é diferente das demais mulheres com quem me envolvi nos últimos anos. Depois de alguns meses elas acham que o relacionamento... seja lá qual for... deve ficar mais sério. 
— Ora, mas como são egoístas! — Sylvia ironizou. 
Abby não gostou do tom cáustico da voz da irmã do Dr. Grant. Mas também não concordava com a conduta dele, que podia ser muito frio às vezes... algo que Sylvia já deveria saber. 
— Poupe-me de seu sarcasmo, querida — ele murmurou. 
— Nunca prometi a Evelyn nada mais do que um encontro ou outro. Ela dizia que era o que queria também, ainda mais depois de seu recente divórcio, mas estava mentindo. 
Eu devia ter imaginado que, depois de sair com ela três noites seguidas, Evelyn começaria a imaginar que eu a pediria em casamento.



domingo, 16 de março de 2014

Dupla Sedução

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 




Alex Fairchild estava de volta!

Mas desde aquela noite, sete anos antes, quando Judith se deixara seduzir por ele, jurara a si mesma que nunca mais perderia o controle...
Judith estava determinada a manter Alex a distância.
Mas, por mais que tentasse, ela ainda o amava e o desejava.
Então Alex ofereceu-lhe um desafio: passar uma noite com ele e depois, pela manhã, tentar deixá-lo!


Capítulo Um 

"Não posso tornar a vê-lo", decidiu Judith, agoniada. 
Sua cabeça parecia girar. Sete anos haviam se passado, mas não conseguira esquecer nem perdoar. 
— Por que convidá-lo?! — Arregalou os grandes olhos verdes. 
— Esta noite temos uma festa, não uma reunião de negócios. 
O homem alto, em pé ao lado da lareira, continuou a fumar seu cachimbo. 
— Você me ouviu, Raymond? Perguntei por que você convidou Alexandre Fairchild. 
— Dê-me um motivo para não tê-lo feito, Judith. 
— Porque mal o conhece! Apenas se encontraram para um almoço, ora! 
Raymond sentou-se e a encarou, dando de ombros. 
— O que tem a ver uma coisa com a outra? Como eu poderia saber que isso causaria algum problema? Não fazia idéia de que você o conhecia. 
Judith teve vontade de gritar. Como ele podia ficar ali, tão tranqüilo? 
— Retire o convite, Raymond. Eu suplico. 
— Ainda não me explicou o que tem contra aquele rapaz, Judith. 
— Alexandre é um miserável! 
Raymond ergueu uma sobrancelha. 
— Não é seu costume referir-se assim a quem quer que seja, minha querida. Mesmo porque, ele me pareceu um sujeito decente. 
— Você não o conhece. Confie em minha palavra. 
Judith virou-se para o lado, com as faces coradas e o coração disparado. 
"Meu Deus, tenho de parar com isso ou vou me arrebentar." 
— Não posso cancelar o convite. Nem sei em que hotel Alexandre está hospedado. Judith se voltou para fitar o noivo. 
— Então não irei. Não quero ver Alexandre. — Judith percebeu que estava adotando a política errada. 
— Não pode dizer que não estou passando bem? 
— Isto é impossível, Judith. Margareth está dando esta recepção para você! 
Judith detestava conflitos. Mas seus nervos estavam à flor da pele e, pela primeira vez, deu vazão a seus sentimentos. 
— Não, ela não está fazendo nada para mim, Raymond. Margareth não me suporta. Está dando a festa para você, Raymond, o adorado irmão mais velho. 
— Sei que vocês não são exatamente amigas, mas ao menos Margareth está tentando... 
— Ah, sei! Margareth me odeia desde que vim cuidar de sua mãe. 
— Como pode dizer isso, Judith? A doença de mamãe exigiu demais de toda a família. Se às vezes Margareth foi um pouco ríspida com você, isso se deve à preocupação. 
Na verdade, Margareth tinha sido hostil desde o momento em que a Sra. Pascoll se afeiçoara a sua nova enfermeira.
Nem os sete anos de cuidados com a frágil saúde da mãe de Raymond tinham diminuído a animosidade da irmã.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

A Noiva de Azul

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 


Seria possível viver um casamento de mentira com este homem?

Jonathan Parnell decidira casar-se com Sofia! E quando ele queria alguma coisa, conseguia! 
Por isso preparara tudo da maneira mais impecável possível, para que nada desse errado. 
Sofia estava longe de se sentir radiante. 
Jonathan era um homem frio, determinado, e não adiantaria ir contra as determinações dele. 
Não, quando tudo já estava definido! 
Ele lhe assegurara que seria apenas um casamento de aparências, mas Sofia começava a perceber que Jonathan pretendia que ela interpretasse o papel de esposa... em todos os sentidos.
E o problema é que ela estava gostando demais da ideia! 


Capítulo Um 

— Está na hora, Sofia. — Um arrepio percorreu a coluna de Sofia ao ouvir a voz grave. 
Respirando fundo para ganhar confiança, ela saiu de perto da janela cuja vista lhe proporcionara alguns poucos minutos de tranquilidade. 
Tentou não parecer tão infeliz quanto se sentia. Afinal, o mínimo que se esperava de uma noiva, no dia do casamento, era que estivesse radiante e feliz. 
O homem com quem estava prestes a se casar estava magnífico em seu elegante terno cinza-escuro com colete. Sofia sempre o considerara um homem bonito, com seu rosto de traços fortes, o cabelo negro e os olhos azuis. 
Mas Jonathan tinha uma beleza fria e ameaçadora pela qual não conseguia se sentir atraída. 
— Você não está usando branco — ele disse rispidamente.
Engolindo em seco, Sofia contemplou o tailleur que ela própria escolhera para a ocasião. A saia levemente pregueada e o casaco até os quadris ajudavam a disfarçar as recentes mudanças em seu corpo. 
Também estava usando um chapéu: um modelo delicado com uma flor azul de lado e um leve véu que cobria sua testa. 
Quando Vilma tentara convencê-la a usar branco, Sofia se recusara terminantemente. Que hipocrisia seria usar branco! Se ao menos fosse um casamento por amor... Mas não. 
Estariam apenas cumprindo a promessa feita a um moribundo. 
— Não, não estou! 
A resposta lacônica não fora um desafio, mas uma reação medrosa. Jonathan Parnell deixava-a apavorada. 
Sofia jamais conhecera alguém tão amedrontador quanto o irmão mais novo de Godfrey. 
Nem mesmo Joe, seu terrível padrasto, conseguira fazê-la tremer como o homem à sua frente. Algumas vezes ela chegava até a gaguejar, o que a levava a falar por meio de monossílabos. 
— Você tem o direito de usar branco — ele asseverou. 
— Foi meu irmão que errou. 
Os olhos castanhos de Sofia se arregalaram ante as palavras injustas. Ela compartilhara do leito de Godfrey espontaneamente e o teria feito mais do que aquela única vez, se tivesse chance. 
Mas, infelizmente, jamais houve uma segunda chance. A saúde de Godfrey piorara sensivelmente no dia seguinte e, após poucas semanas, ele falecera. Jamais voltaria a vê-lo. Ele jamais conheceria seu filho... As lágrimas inundaram os olhos de Sofia. 
— Ora, não chore! — Jonathan ordenou, tirando o lenço do bolso de seu casaco ao se aproximar. 
— O que foi feito está feito. Não vá borrar estes seus lindos olhos. 
Aturdida com o inesperado cumprimento, Sofia sentiu-se ainda mais vulnerável quando as mãos de Jonathan depositaram o lenço em sua mão trêmula. Era outra característica que a amedrontava: o tamanho de Jonathan. 
Era um homem enorme; não apenas alto, mas de formidável compleição, com ombros e peito largos e longas pernas musculosas. 
Godfrey era mais baixo, com feições delicadas e mãos elegantes, quase femininas. 
— O... obrigada — ela disse, a voz e as mãos vacilantes enquanto secava os olhos. 
— Por que sempre age como se estivesse morrendo de medo de mim? — reclamou Jonathan.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Um Caso Secreto

ROMANCE CONTEMPORÂNEO







"Todos os atores são uns demônios com as mulheres...Devassos, Sedutores, Malcriados!" 

Matt Sheffiel parecia encarnar aquele papel... perfeitamente. 
Uma experincia amarga anterior tinha ensinado a Clare a tomar cuidado com aquele tipo de homem. 
E ela sabia que Matt estava lhe oferecendo nada mais nada menos do que um caso. 
E Clare estava determinada a não se deixar envolver por promessas outra vez... não importava quais fossem as tentasções! 

Capítulo Um

— Você é mesmo uma garota de sorte, não?
Clare colocou o remédio para pressão alta, com a receita, em cima do balcão. Depois olhou, contrariada.
— O que quer dizer... sorte? – ela indagou, com medo da resposta.
A expressão da sra. Brown era ao mesmo tempo compreensiva e exasperada.
— Clare Pride! Quem você pensa que está tentando enganando? Eu estava lá no clube, ajudando nos preparativos para o grande baile desta noite e vi muito bem os cartões indicando os lugares à mesa. Não sei por que fingir que não sabe do que estou falando!
O coração de Clare começou a bater mais rápido.
— Vai ser incrível sentar-se ao lado do maravilhoso Adrian Archer a noite toda! – a Sra. Brown continuou, delirando. – Aquele homem pode colocar o estetoscópio no meu peito a hora que bem entender!
Por um momento Clare concordou integralmente com aquelas palavras. Ela também tinha tido pequenas fantasias, enquanto assistia Bush Doctor. Toda terça-feira à noite.
Mas rapidamente lembrou-se de que não passava de meras fantasias. O homem na tela não era real. Ele era uma ilusão.
Um sonho romântico. Ao vivo, sem duvida, ele provaria ser exatamente o oposto de charmoso, carinhoso e de caráter irrepreensível que era na televisão.
— Ele não é um medico de verdade – Clare tentou ponderar. A sra. Brown pareceu contrariada.
È claro que ele é um medico! Olhe para aquelas salas de emergências onde ele trabalha! E não é só isso: ele tem os modos muito finos!
Aposto que tem, Clare pensou.
— Só um medico de verdade pode ser tão simpático e atencioso como o dr. Archer é! – A sra. Brown insistia em seu ponto de vista.
— Nancy... – Clare falou, paciente. – Ele é um ator. Não há duvidas de que tem muito talento, mas Bush Doctor é um seriado de televisão. O dr. Adrian Archer não é medico de verde. Se você olhar o nome do elenco ao final de cada capitulo, verá que ele se chama Matt Sheffield.
— Bem...