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terça-feira, 20 de setembro de 2016

Sedução Implacável

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
O que o dinheiro não pode comprar... 

Sergio só precisa estalar os dedos para conseguir tudo o que deseja, exceto Bella.
Mesmo que a filha de sua madrasta o deixasse cego de luxúria, Sergio manteve a distância por acreditar que ela era uma interesseira.
Anos mais tarde, quando Bella o procura em busca de refúgio, a atração que sentem ressurge ainda mais intensa.
Incapazes de resistir, decidem saciar a paixão que os consome. Contudo, a noite que tiveram apenas serviu para deixa-los ansiando por mais!

Capítulo Um

Eu deveria estar mais feliz”, pensou Sergio enquanto desligava o chuveiro, pisava no luxuoso tapete de banho e pegava uma toalha mais luxuosa ainda. “Hoje, eu me tornei bilionário. Meus dois melhores amigos ficaram bilionários também. Se isso não me deixa feliz, o que deixará?”
Ele franziu o cenho enquanto se enxugava vigorosamente. Por que não estava mais feliz? Por que não estava exultante com os quatro bilhões e seiscentos milhões que haviam recebido pela franquia de bares de vinhos Wild Over Wine? Por que a assinatura do contrato naquele dia o deixou sentindo-se um pouquinho... vazio?
Os sábios diziam que era a jornada que dava mais satisfação, não o destino, ponderou ele, dando de ombros com ar resignado. O fato irrefutável era que os três membros do Clube dos Solteiros haviam alcançado seu destino agora. Bem... quase. Nenhum deles fizera trinta e cinco anos ainda, embora isso fosse acontecer em breve. O próprio aniversário de trinta e cinco anos dele seria dali a apenas uma quinzena.
Sergio abriu um sorriso irônico ao se lembrar da noite em que haviam formado o Clube dos Solteiros. Eram muito jovens na época. Mas nenhum deles havia se dado conta do fato. Tinham se sentido incrivelmente maduros, mais velhos aos vinte e três anos do que muitos dos outros alunos de Oxford naquele ano. Mais confiantes do que a maioria também, cada um tendo sido abençoado com boa aparência e inteligência acima da média. Também tinham sido muito ambiciosos.
Ao menos ele e Alex foram ambiciosos. Jeremy — que já tinha uma renda particular — apenas os acompanhara.
Fora em uma sexta-feira à noite, vários meses depois do dia em que tinham se conhecido. Eles estavam no quarto de Jeremy, naturalmente, que era bem maior e melhor do que aquele que Sergio e Alex estavam dividindo. Estavam um tanto embriagados, quando Sergio — que tendia a se tornar filosófico quando bebia — perguntara aos outros quais eram seus objetivos na vida.
— Decididamente não o casamento. — Foi a resposta sucinta de Jeremy.
Jeremy Barker-Whittle era o mais novo herdeiro de um império do ramo bancário britânico que datava de gerações. Talvez pelo excesso de riqueza, a família dele era marcada pelo divórcio. Não escapara aos dois amigos que Jeremy era um tanto cínico quando se tratava da instituição do casamento.
— Também não estou interessado em casamento. — Alex Katona, um aluno bolsista de Sydney com origens de proletariado e um QI quase de gênio, concordou. — Vou estar ocupado demais trabalhando para me casar. Vou ser bilionário quando eu chegar aos trinta e cinco anos.
— Eu também — assentiu Sergio. Embora ele fosse filho único e herdeiro da empresa Manufaturadora Morelli, com sede em Milão, estava ciente de que a firma da família não estava mais tão bem quanto já fora. Quando herdou o negócio, Sergio suspeitou que talvez não valesse a pena ser herdado. Se queria ter sucesso na vida, teria que criar o seu próprio. O que significava nada de casamento. Não por um longo tempo, ao menos.
E, assim, o Clube dos Solteiros nascera e, naquela noite, as regras e objetivos dos três foram estipulados com grande entusiasmo.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

O Milagre de Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Corações em fogo


Segredos comprometedores, desejos proibidos, descobertas escandalosas...

Luxúria. Era apenas isso o que o casamento de Nicole significara?
 Sua relação estava por um fio, mas o amor de Nicole por Nathan permanecia intacto, e ela lutaria para reconquistá-lo! 
Porém, Nathan recusava-se a aceitar que existisse algo entre eles que não fosse atração sexual, 
Nicole sabia que o marido tinha um coração de pedra, provavelmente fruto de traumáticas experiências do passado. Ela esperava por um milagre, e era a única coisa que poderia fazer, agora que suspeitava estar carregando dentro de si um filho de seu tumultuado casamento com Nathan.

Capítulo Um

As premières das peças de Nathan Whitmore tinham se transformado num dos acontecimentos mais importantes de Sídnei, capital da Austrália. Não era raro encontrar nelas o Primeiro-Ministro e outras personalidades, sem mencionar o grande número de socialites e celebridades do mundo artístico.
Nicole observava sem grande interesse os rostos famosos que passavam pelos corredores do foyer. 
A fama não lhe interessava muito. Houvera um tempo, não muito distante, em que seria capaz de reconhecer aqueles rostos. Mas isso ficara no passado.
— Sorria, sra. Whitmore — um dos fotógrafos pediu a ela. — E você também, srta. Campbell.
— Sorria, Nicole — Celeste murmurou, num fio de voz. — Isso foi ideia sua, lembra? Eu lhe avisei para não vir, mas, agora que está aqui, deve suportar tudo.
Ambas sorriram e Nicole imaginou como o fotógrafo reagiria se soubesse que não estava retratando apenas a srta. Celeste Campbell e a sra. Nathan Whitmore, mas mãe e filha.
Não havia dúvida de que um rebuliço se armaria no circuito social de Sídnei se viesse a público o fato de que o sogro de Nicole, Byron Whitmore, era na verdade seu pai biológico.
O caso entre a glamourosa cabeça do clã dos Campbell e o belo chefe da família Whitmore fora um dos principais mexericos, anos antes. Um caso que terminara de forma amarga. Apesar disso, ninguém reparara no sumiço temporário de Celeste, que se afastara para dar à luz a Nicole. 
Sem falar nas circunstâncias estranhas que tinham cercado a vida da menina, levada ainda criança por um homem que dizia ser seu pai, até descobrir a verdade e retornar à família, vinte anos depois.
Fazia apenas três dias que ela soubera de tudo e ainda estava aturdida com a forma amorosa e receptiva com a qual os pais haviam-na recebido. Eram extraordinários, na opinião dela. Não eram santos, claro, mas tratava-se de um casal adorável, disposto a tudo pela filha, desaparecida tanto tempo antes. A notícia de que os dois finalmente iriam se casar deixara Nicole ainda mais feliz.
Já o seu próprio casamento era outro assunto...
Ela sentiu o estômago revirar. Seu plano para atrair Nathan de volta parecera bom enquanto era apenas teoria. Na prática, porém, era perigoso e exigia muito sangue-frio. Mas de que outra alternativa ela dispunha? Amava Nathan mais do que tudo e estava certa de que ele também a amava, apesar do que acontecera no passado. 
Não podia deixar que o destino e um amontoado de desentendimentos acabassem com seu casamento. Principalmente agora, quando desconfiava de uma provável gravidez.
— O que pode estar detendo Byron por tanto tempo? — Nicole perguntou, preocupada, quando o fotógrafo se afastou. — Espero que não esteja armando uma reconciliação para mim e Nathan. Implorei para que ele não servisse de mediador.
— Por favor, Nicole, confie mais na inteligência de seu pai. Byron sabe que a influência que exerce sobre Nathan não seria útil nesse momento. Nathan ficou muito decepcionado por saber que Byron teve um caso comigo enquanto estava casado. Então, quando descobriu que iríamos realmente nos casar... Bem, encarou-o como se quisesse matá-lo.
Nicole suspirou.
— Pobre Byron!



Série Corações em fogo
1- Corações em Conflito
2- O Jogo do Desejo
3- Uma Preciosa Conquista
4- Amor e Fantasia
5- Escândalos e Paixões
6- O Milagre do Amor
Série Concluída

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Coração Teimoso

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




Chantageado para levá-la cama... e depois casar-se com ela!

Antônio Scarlatti recebeu uma proposta: se quisesse se tornar presidente da Fortune Productions tinha de se casar com a filha do patrão! 

A princípio Antônio recusou-se a aceitar a chantagem. Mas o pai dela ameaçou entregar a presidência da empresa e o lugar de marido de Priscilla a outro homem, e Antônio pensou melhor. 
Seria assim tão difícil levar Priscilla para a cama, casar-se com ela e depois divorciar-se? 
Mas Priscilla o amava havia muitos anos, e agora que tinha a chance de tornar seus sonhos realidade ela não a deixaria escapar!

Capítulo Um

O jato estava vinte minutos atrasado ao pousar no Aeroporto Mascot e Antônio foi o primeiro a desembarcar, O diretor da Fortune Productions, Divisão Europeia, não parecia ter passado vinte e duas horas num avião no voo de Londres a Sídnei. Seu elegante terno cinza estava sem uma ruga. Os fartos cabelos negros, bem penteados, combinavam com o rosto recém barbeado e com os olhos escuros, límpidos e descansados.
A vantagem de voar de primeira classe.
Não que Antônio Scarlatti houvesse sempre viajado de primeira classe. Ele conhecera viagens mais duras. Sabia o que era viajar longos trechos de terceira classe, ombro a ombro com outros passageiros, com pouca chance de dormir, depois ser olhado da cabeça aos pés por causa do terno amarrotado e fazendo um trabalho de muito menos prestígio do que aquele que fazia agora.
Antônio não tinha intenção de voltar à vida antiga. Havia chegado ao topo e era lá que ia ficar. O mundo era dos vencedores e dos ricos. Aos trinta e quatro anos ele era as duas coisas.
A limusine da empresa estava esperando no lugar habitual, o silencioso motor em funcionamento.
— Bom dia, Jim — cumprimentou ao motorista.
— Bom dia, Toni.
Ele sorriu. Estava de volta à Austrália. Em Londres e em toda Europa os motoristas sempre o chamavam de "sr. Scarlatti". Mas não era esse o hábito por ali, principalmente com um conhecido de muitos anos.
Ajeitou-se no cômodo assento de couro e se descontraiu. Era bom estar fora da roda-viva, para um descanso de quinze dias.
Seu contrato rezava que a cada três meses ele podia ir para casa por duas semanas, para recuperação, uma necessidade uma vez que trabalhava sete dias por semana quando na ativa. Era um trabalho desafiador estar encarregado das vendas e promoções da Fortune Productions, o que incluía extensa lista de programas de televisão para as centenas de emissoras e redes a cabo por toda Europa.
— Direto para casa, Jim — disse e fechou os olhos.
Há uns dois anos ele comprara um luxuoso apartamento de cobertura que dava para a ponte, na baía, e não podia esperar para estar em sua privacidade e conforto. Os últimos dias haviam sido um pesadelo de negociações e um nunca terminar de encontros. Antônio precisava de paz e quietude.
— Não posso, Toni — respondeu o motorista, passando pela longa fila de táxis que estavam à espera dos passageiros do voo de Londres. — O chefe quer que você vá tomar o café da manhã com ele.
Os olhos de Antônio abriram-se enquanto ele gemia baixinho. Esperava que não fosse um daqueles cafés da manhã que eram verdadeiros circos para a mídia e aos quais ele ocasionalmente comparecia.
— Onde? — foi sua irritada pergunta.
— No Taj Mahal.
Taj Mahal era o modo como Jim chamava a residência de Conrad Fortune, em Darling Point. Era um nome adequado para a moradia de grandeza opulenta, uma mansão monolítica em um acre de alguns dos terrenos mais caros de Sídnei, no exclusivo subúrbio oeste.
O que faltava à casa em gosto, sobrava em tamanho.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Amor de Aluguel

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Australianos






Qual seria o preço de uma noite de amor?

Quando conheceu Roy, Kate pensou que havia encontrado o homem da sua vida. 
E jogou para o espaço todas as convicções de manter-se solteira e dedicar-se a sua carreira. 
Porém, uma dúvida pairava em sua mente: por que um homem maravilhoso como Roy Fitzsimmons fora se interessar por uma mulher tão sem graça quanto ela? Logo a dúvida de Kate foi esclarecida: Roy levava a vida vendendo seu corpo para mulheres solitárias! 
O problema é que Kate rapidamente caiu em seu feitiço...

Capítulo Um

Kate chegou cedo ao serviço. Muito cedo. Coi­sa que, por sinal, já vinha se tornando um hábito. Lutar para obter um lugar de destaque na Inter­national Credit & Finance, enfrentando todos os outros exe­cutivos, era um trabalho que começava cedo e terminava tarde. Todos ali acordavam e dormiam pensando na em­presa. Não tinham tempo para mais nada. Era a rotina dos ambiciosos. E Kate era ambiciosa.
Ela pensou nisso ao olhar para as letras douradas no vidro da porta de sua sala: "Kate Reynolds - Investimentos Internacionais". Ao lado da porta, a mesa da secretária es­tava vazia, e assim ficaria por mais uma hora. Estelle en­trava às oito e meia e, como toda garota normal, não apa­receria um minuto antes do horário.
"Será que só eu não sou uma garota normal?", Perguntou-se Kate ao fechar a porta, com uma expressão preocu­pada no rosto.
A maior parte das mulheres de trinta anos que conhecia era casada, tinha filhos, era noiva ou, ao menos, possuía um amante. Quando elas chegavam em casa, não encon­travam uma cama vazia nem tinham somente um bom livro e um canário para lhes fazer companhia. E, com certeza, não gostavam da solidão.
Mas Kate gostava. Será que isso fazia com que não fosse uma mulher normal?
Claro que não. Estava certa de que muitas, como ela, escolhiam um modo de vida mais recatado e discreto. Além disso, não tinha que justificar suas atitudes. A vida era sua, e não pretendia dividi-la com homem algum.
Colocou a pasta de couro preto ao lado da mesa, pendu­rando a sombrinha no chapeleiro que havia no canto da sala. Em seguida, caminhou na direção das persianas que ficavam atrás de sua confortável poltrona.
A luz do sol invadiu a sala quando as lâminas se abriram, revelando a magnífica vista do jardim botânico, que ficava do outro lado da rua. A chuva da noite anterior parecia tê-lo deixado ainda mais bonito.
Quando seus compromissos permitiam, e a chuva não atrapalhava, Kate gostava de almoçar naquele jardim. Seu lugar predileto era a clareira que ficava sob o grande car­valho. A mesma clareira para a qual ela olhava agora. E que era palco de um acontecimento que a deixou alarmada.
Um homem, provavelmente um velho indigente, estava deitado na grama. Parecia dormir, e dois adolescentes sus­peitos aproximaram-se dele.
— Oh, meu Deus!
Kate gritou, horrorizada.
Seu coração acelerou-se quando os dois bandidos ataca­ram o homem, que acordou, assustado. Nesse mesmo mo­mento, um dos rapazes o atingiu com alguma coisa. O in­digente tentou levantar, mas não teve sorte. Acabou caindo, protegendo a cabeça com as mãos.
Kate não teve tempo sequer para pensar. Pegou a som­brinha e atravessou o corredor, lançando-se escada abaixo sem prestar atenção no elevador. Já no térreo, passou pelo saguão do prédio correndo, empurrando as portas de vidro para chegar à rua.
Ouviu uma freada brusca quando atravessou a rua sem olhar, mas ignorou os palavrões que o motorista lhe dirigia e continuou correndo, cruzando a Rua Macquaire.
O pobre homem precisava de ajuda.
Talvez, se parasse para pensar por um segundo, ela che­gasse à conclusão de que uma mulher de cinqüenta e dois quilos não podia fazer muito contra uma dupla de bandidos. Mas não teve tempo para pensar. Agira por impulso.
— Parem com isso, seus vagabundos! — gritou ao cruzar a entrada do parque, chamando a atenção das pessoas que passavam pela rua e que não podiam ver o que acontecia lá dentro por causa do alto muro de arbustos que cercava o local.
Correndo pelas alamedas do parque, Kate enxergou a clareira. Lá, os bandidos chutavam o indigente, que conti­nuava caído no chão, sem reagir.
— Polícia! Polícia!

Série Australianos
1-  a revisar
2-Amor de Aluguel 
3- Noites de Paixão
4- Não me Diga Adeus
5-A Noiva Raptada
6) Male for Christmas.
7) Her Outback Man.
8- Desejo Secreto
9- Os Apostos se Atraem
10- Coração Indomável
11) Taming a Husband.
12- Simplesmente Irresistível
13- a revisar
14-  a revisar
15- Em Boa Companhia
16- Chantagens da Paixão
17- Romance Tropical
18) Fugitive Bride.
19- Descoberta da Paixão
20) Outback Baby.
21) Inherited: Twins!
22) Mistaken Mistress.
23) The Virgin Bride.
24) Outback Angel.
25) The Wedding Challenge.
26- Uma Noite Inesquecível
27- Conquistando um Milionário
28) His Convenient Proposal.
29- A Chama da Paixão
30- Passos Para o Amor
32- Noiva de Aluguel
33 O Preço Da Paixão
34)His Heiress Wife.
35) The Australian's Convenient Bride.
36) The Australian Tycoon's Proposal.
Baixar em Séries

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Rota de Paixão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Uma deliciosa distração.

O famoso empresário Benjamin De Silva está acostumado a assumir a direção de tudo, mas quando precisa de um motorista, a bela Jess Murphy irá mostrá-lo que tirar o pé do acelerador pode ser igualmente prazeroso. Ela não se deixa impressionar pela riqueza de Ben, porém, toda vez que olha pelo retrovisor, é possuída pelo desejo de pular no banco traseiro e obedecer a todos os comandos dele.

Capítulo Um

A lei de Murphy preconiza que, se algo pode dar errado, dará.
Apesar de seu sobrenome ser Murphy, Jess não acreditava nessa teoria. Mas seu pai acreditava piamente. Toda vez que acontecia algo, como um pneu furar quando ele levava uma noiva para a igreja, — Joe tinha uma empresa de aluguel de carros — chover no fim de semana, uma queda no mercado de ações ou até a derrota do seu time na final do campeonato, ele culpava a lei de Murphy.
Seu pai era supersticioso por natureza.
Ao contrário dele, Jess encarava os acontecimentos desfavoráveis de maneira racional. As coisas não aconteciam por uma reviravolta cruel e absurda do destino, e sim porque alguém fizera ou deixara de fazer alguma coisa. Pneus não furavam à toa e a bolsa de valores não despencava sem motivos. Existia uma explicação lógica para tudo.
Jess não culpara a lei de Murphy quando, no mês anterior, seu namorado resolvera que, em vez de fazer um tour de carro pela Austrália junto com ela, viajaria pelo mundo como mochileiro no ano seguinte! Com um amigo. Dava para acreditar? E ela se endividara para comprar um novo carro 4x4 para viajarem, achando que ele era o homem da sua vida! Assim que se acalmara o suficiente, Jess percebera que Colin pegara o vírus da aventura e que não sossegaria tão cedo. Ele lhe dissera que ainda a amava e lhe pedira para esperá-lo.
Ela lhe dissera o que fazer com seu pedido!
Jess também não culpava a lei de Murphy por ter acabado de perder seu adorado emprego de fim de semana em uma butique. Sabia exatamente por que fora dispensada. Uma poderosa empresa americana comprara a cadeia da Fab Fashions, que passava por dificuldades financeiras, por uma ninharia, e mandara algum figurão ameaçar os gerentes de todas as lojas: se até o final do ano eles não atingissem determinado lucro, as lojas seriam fechadas, e as vendas passariam a ser feitas on-line. Daí a redução de pessoal.
Helen não queria despedi-la porque Jess era ótima vendedora, mas precisara escolher entre ela e Lily, mãe solteira e que dependia daquele emprego, enquanto Jess tinha um emprego em horário integral durante a semana, na Murphy’s Hire Car.
Jess só fora trabalhar na Fab Fashions porque adorava moda e queria aprender o máximo sobre a indústria. Um dia, ela pretendia abrir sua própria butique ou vender artigos on-line. Naquelas circunstâncias, não deixaria que despedissem Lily.
Contudo fazia dias que ela se revoltava com a voracidade da empresa americana e com a sua estupidez. Por que o idiota que haviam mandado não descobrira por que a Fab Fashions não estava dando lucros? Ela poderia ter lhe dito. Mas, não: para isso era preciso ter alguma inteligência. E tempo!

sábado, 22 de agosto de 2015

Ás últimas consequências

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Ele pode proporcionar tudo o que ela sempre quis...

Em um ano, Scarlett King era uma futura noiva, mas no seguinte ficara sozinha e desejando um bebê mais do que qualquer coisa. 

Para completar o cenário, estava obcecada com a ideia de que poderia ter um filho sem precisar de homens! 
Só que John Mitchell não pensa do mesmo modo. 
Além de ser milionário e lindo de arrasar, há anos ele deseja Scarlett, e por isso aproveita a oportunidade para conquistá-la. Mas sua proposta tem um preço alto: se ela quer um bebê, ele pode ajudá-la, contudo, terão de fazê-lo pelo método tradicional! 
Assim, poderá mostrar a ela quantas coisas estava perdendo... Porém, quando o caso terminar, Scarlett certamente ganhará seu bebê, mas será que perderá o coração?

Capítulo Um

— Não acha que deveria começar a se vestir?
Scarlett desviou o olhar do jornal de domingo, o qual ela fingia ler havia mais ou menos uma hora. Ela não queria conversar, especialmente porque a conversa sempre ia em direção à decisão radical que ela tomara esse ano. A princípio, sua mãe tinha apoiado sua decisão de ter uma criança sozinha através de inseminação artificial, mas ultimamente expressara a opinião de que não seria uma boa ideia.
Certo, o procedimento não tinha funcionado nas duas primeiras vezes. Isso não era incomum, ela fora avisada pela clínica. Ela apenas teria que continuar tentando e, mais cedo ou mais tarde, engravidaria. Não que houvesse algo de errado com ela, exceto, talvez, estar ficando mais velha, razão pela qual ela escolheu o procedimento.
— Que horas são? — perguntou ela.
— Quase meio-dia — respondeu sua mãe. — Nós deveríamos ir ver os Mitchell antes das 12h45. Sei que Carolyn planeja servir o almoço por volta de 13h30.
Carolyn e Martin Mitchell são seus amigos e vizinhos por mais de trinta anos. Eles têm dois filhos: um garoto, John, da mesma idade dela, e uma garota, Melissa, que é quatro anos mais jovem Ao longo dos anos, Scarlett conheceu toda a família, embora gostasse mais de uns membros que de outros. O Sr. Mitchell se aposentara havia pouco, e hoje é o aniversário de casamento de quarenta anos dele, uma marca que Scarlett sabia que infelizmente nunca alcançaria em sua própria vida.
O coração de Janet King ficou apertado quando escutou sua filha suspirar. Pobrezinha. Ela ficou tão decepcionada quando sua menstruação chegara essa semana. Não era por acaso que ela não sentia vontade de ir a uma festa.
— Você não tem que ir — disse ela, gentilmente. — Posso inventar uma desculpa, dizer que você não estava se sentindo bem
— Não, não, mãe. Estou bem para ir. Verdade. Será bom para mim.
E ela se apressou em direção ao seu quarto, pensando que seria bom para ela. Ela poderia tomar algumas taças de vinho, agora que não estava grávida. Ela também não teria que passar o resto do dia defendendo sua decisão de ter um bebê sozinha. Porque ninguém, além de sua mãe, sabia de seu projeto. Francamente, ela estava cansada de sua mãe dizendo o quão difícil era criar uma criança sozinha.
Na verdade, Janet King tinha conhecimento próprio do assunto, já que o pai de Scarlett morrera num acidente de carro quando a filha tinha 9 anos. Scarlett sabia muito bem o quanto a vida fora dura para sua mãe na época, tanto emocional quanto financeiramente. Era difícil para ela também. Ela adorava seu pai e sentia muita falta dele.
Então, sim, ela sabia que criar uma criança sem o apoio de um parceiro seria duro algumas vezes.
Mas não tão duro quanto nunca ter uma criança!



segunda-feira, 9 de junho de 2014

Mestre da Virtude

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 









A tímida e cautelosa Violet sempre se escondeu do mundo.

Mas ela decide que já viveu nas sombras por muito tempo, por isso define duas metas para o novo ano:
1ª) Aceitar todos os convites que lhe fizerem;
2ª) Encontrar um homem que a livre de sua inocência.
É aí que entra Leo Wolfe.
O diretor de cinema internacionalmente renomado é poderoso, rico e muito atraente.

Não existe ninguém mais indicado para desviar Violet do caminho da virtude… Será que ela está pronta para a jornada? 

Capítulo Um

— Tudo pronto para partir, Violet? — perguntou seu pai da cozinha.

— Quase! — gritou ela em resposta, aliviada pelo fato de que ainda faltava um ano para o próximo Natal. Não via a hora de voltar para sua vida normal em Sydney. Sabia que havia amado o Natal em algum momento de sua vida, pensou enquanto dava uma última olhada para seu quarto. 
Em algum momento, também tinha amado aquele lugar. Mas isso fora quando ela estava com 12 anos, um ano inteiro antes da puberdade atingi-la e seu mundo despreocupado de menininha mudar para sempre. 
Depois disso, seu quarto se tornou uma prisão. Admitia que era uma cela muito bonita, com paredes rosa, televisão e DVD, mas uma prisão ainda assim. 
— Hora de ir, Violet! — disse seu pai, dessa vez da porta aberta do quarto dela. 
— Você não quer perder seu vôo. Deus, não quero mesmo, pensou ela estremecendo enquanto colocava a bolsa no ombro e pegava a pequena mala. Quatro dias em casa eram mais do que o suficiente. 
Não eram apenas as memórias evocadas, mas todo o interrogatório sem fim de sua família bem-intencionada ao redor da mesa, no dia de Natal. Como estava o trabalho? Ela estava escrevendo? E sua vida amorosa? Ah, sim, a conversa sempre envolvia sua vida amorosa. Ou a falta dela. 
Naquele ano, quando Violet disse que não estava namorando, Gavin, seu irmão maravilhosamente discreto, perguntou se era lésbica. Felizmente, foi criticado por todos os outros, em especial por seu cunhado, Steve, que se casara com sua irmã, Vanessa, e era um ótimo sujeito. 
Todo mundo riu quando ele disse que se Violet era lésbica, ele, então, era gay. O que era bem improvável, já que era um trabalhador da construção civil, grande e musculoso, com uma mulher, dois filhos e uma motocicleta cara. O assunto foi abandonado depois disso, graças aos céus. 
Mas no dia seguinte, quando ela e Vanessa ficaram sozinhas na cozinha, sua irmã a observou por um tempo antes de dizer: 
— Sei que você não é gay, Vi. Mas não é virgem ainda, é? Violet mentiu, claro, alegando que perdera sua virgindade quando estava na universidade. Vanessa não pareceu totalmente convencida, mas esqueceu o assunto, pelo que Violet se sentira muito grata. 
Elas nunca foram muito próximas; nunca tinham confiado uma na outra como fazem algumas irmãs. Vanessa era oito anos mais velha, e jamais dividiram os mesmos interesses. Ainda assim, parecia incrível que qualquer pessoa de sua família pensasse que ela acharia fácil se relacionar com o sexo oposto. 
Anos de sofrimento devido à acne arruinaram sua adolescência, transformando sua personalidade, antes alegre e atirada, em tímida e introvertida. O ensino médio tinha sido uma tortura. Não era apenas o irmão que fazia piadas sobre as acnes dela. Violet fora provocada e agredida tantas vezes que chegava em casa chorando quase todos os dias. 
Sua mãe, angustiada, comprara cada produto conhecido pela humanidade para corrigir o problema, mas nada parecia funcionar. Ela não fora levada ao médico, porque o pai insistia que aquilo melhoraria com o tempo. Mas não melhorou com o passar dos anos, não até uma conselheira da escola levar Violet ao próprio médico poucos meses antes de sua formatura. 
A médica ginecologista prescrevera uma loção antibiótica e receitara a Violet um tipo de pílula anticoncepcional que era famosa pela correção do desequilíbrio hormonal, o causador de sua acne. 



domingo, 8 de junho de 2014

Procura-se Uma Amante

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 






"Alérgico a amor e casamento!"

Abby achava que esse aviso deveria ser tatuado na testa de Ethan Grant.
O famoso cirurgião para quem ela trabalhava agia como se não houvesse lugar em sua vida para mulheres, a não ser como passatempo.
Logo, ela não se surpreendeu quando Ethan ofereceu-se para contratá-la para fazer-lhe companhia em uma conferência médica, fingindo ser sua amante.
E mais choques estavam reservados para o fim de semana: Ethan na verdade queria se encontrar com uma antiga paixão, e Abby não passava de uma peça muito útil naquele quebra-cabeça.

Capítulo Um


Da mesa da recepção onde estava sentada, Abby soltou um suspiro, contrariada, tentando se concentrar no trabalho e não ouvir a conversa particular que vinha do consultório do Dr. Grant. Se pelo menos Sylvia tivesse trancado a porta direito, ela não estaria naquela situação embaraçosa. 
— Como pode dizer que não vai? Oh, Ethan, você prometeu! Trabalhou durante os últimos dois anos sem tirar férias. Se não parar para descansar logo, vai ter uma crise! 
— E você acha que é possível descansar nesse tipo de conferência médica? Obrigam-nos a passar metade do dia ouvindo palestras técnicas, depois ainda esperam que passemos o resto do tempo conversando amenidades com outros médicos. 
— E é disso mesmo que você precisa. 
— De quê? De me aborrecer até a exaustão? 
— Bem, você pode ter certa razão, mas acho que devia ser mais sociável. O que Evelyn vai dizer quando souber que você não vai? 
— Ela é o motivo para que eu não vá. 
— Explique-se, Ethan. 
— O que eu tenho para explicar? Simplesmente decidi que não quero levar Evelyn. Uma vez que esse tipo de reunião costuma ser feito para casais, sem contar o fato de que não estou nem um pouco entusiasmado, decidi não ir. 
— Mas por que você decidiu não levar Evelyn, pelo amor de Deus?! 
— Pelas mesmas razões de sempre. Na verdade, eu devia ter adivinhado quando a conheci. Evelyn não é diferente das demais mulheres com quem me envolvi nos últimos anos. Depois de alguns meses elas acham que o relacionamento... seja lá qual for... deve ficar mais sério. 
— Ora, mas como são egoístas! — Sylvia ironizou. 
Abby não gostou do tom cáustico da voz da irmã do Dr. Grant. Mas também não concordava com a conduta dele, que podia ser muito frio às vezes... algo que Sylvia já deveria saber. 
— Poupe-me de seu sarcasmo, querida — ele murmurou. 
— Nunca prometi a Evelyn nada mais do que um encontro ou outro. Ela dizia que era o que queria também, ainda mais depois de seu recente divórcio, mas estava mentindo. 
Eu devia ter imaginado que, depois de sair com ela três noites seguidas, Evelyn começaria a imaginar que eu a pediria em casamento.



domingo, 16 de março de 2014

Dupla Sedução

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 




Alex Fairchild estava de volta!

Mas desde aquela noite, sete anos antes, quando Judith se deixara seduzir por ele, jurara a si mesma que nunca mais perderia o controle...
Judith estava determinada a manter Alex a distância.
Mas, por mais que tentasse, ela ainda o amava e o desejava.
Então Alex ofereceu-lhe um desafio: passar uma noite com ele e depois, pela manhã, tentar deixá-lo!


Capítulo Um 

"Não posso tornar a vê-lo", decidiu Judith, agoniada. 
Sua cabeça parecia girar. Sete anos haviam se passado, mas não conseguira esquecer nem perdoar. 
— Por que convidá-lo?! — Arregalou os grandes olhos verdes. 
— Esta noite temos uma festa, não uma reunião de negócios. 
O homem alto, em pé ao lado da lareira, continuou a fumar seu cachimbo. 
— Você me ouviu, Raymond? Perguntei por que você convidou Alexandre Fairchild. 
— Dê-me um motivo para não tê-lo feito, Judith. 
— Porque mal o conhece! Apenas se encontraram para um almoço, ora! 
Raymond sentou-se e a encarou, dando de ombros. 
— O que tem a ver uma coisa com a outra? Como eu poderia saber que isso causaria algum problema? Não fazia idéia de que você o conhecia. 
Judith teve vontade de gritar. Como ele podia ficar ali, tão tranqüilo? 
— Retire o convite, Raymond. Eu suplico. 
— Ainda não me explicou o que tem contra aquele rapaz, Judith. 
— Alexandre é um miserável! 
Raymond ergueu uma sobrancelha. 
— Não é seu costume referir-se assim a quem quer que seja, minha querida. Mesmo porque, ele me pareceu um sujeito decente. 
— Você não o conhece. Confie em minha palavra. 
Judith virou-se para o lado, com as faces coradas e o coração disparado. 
"Meu Deus, tenho de parar com isso ou vou me arrebentar." 
— Não posso cancelar o convite. Nem sei em que hotel Alexandre está hospedado. Judith se voltou para fitar o noivo. 
— Então não irei. Não quero ver Alexandre. — Judith percebeu que estava adotando a política errada. 
— Não pode dizer que não estou passando bem? 
— Isto é impossível, Judith. Margareth está dando esta recepção para você! 
Judith detestava conflitos. Mas seus nervos estavam à flor da pele e, pela primeira vez, deu vazão a seus sentimentos. 
— Não, ela não está fazendo nada para mim, Raymond. Margareth não me suporta. Está dando a festa para você, Raymond, o adorado irmão mais velho. 
— Sei que vocês não são exatamente amigas, mas ao menos Margareth está tentando... 
— Ah, sei! Margareth me odeia desde que vim cuidar de sua mãe. 
— Como pode dizer isso, Judith? A doença de mamãe exigiu demais de toda a família. Se às vezes Margareth foi um pouco ríspida com você, isso se deve à preocupação. 
Na verdade, Margareth tinha sido hostil desde o momento em que a Sra. Pascoll se afeiçoara a sua nova enfermeira.
Nem os sete anos de cuidados com a frágil saúde da mãe de Raymond tinham diminuído a animosidade da irmã.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

A Noiva de Azul

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 


Seria possível viver um casamento de mentira com este homem?

Jonathan Parnell decidira casar-se com Sofia! E quando ele queria alguma coisa, conseguia! 
Por isso preparara tudo da maneira mais impecável possível, para que nada desse errado. 
Sofia estava longe de se sentir radiante. 
Jonathan era um homem frio, determinado, e não adiantaria ir contra as determinações dele. 
Não, quando tudo já estava definido! 
Ele lhe assegurara que seria apenas um casamento de aparências, mas Sofia começava a perceber que Jonathan pretendia que ela interpretasse o papel de esposa... em todos os sentidos.
E o problema é que ela estava gostando demais da ideia! 


Capítulo Um 

— Está na hora, Sofia. — Um arrepio percorreu a coluna de Sofia ao ouvir a voz grave. 
Respirando fundo para ganhar confiança, ela saiu de perto da janela cuja vista lhe proporcionara alguns poucos minutos de tranquilidade. 
Tentou não parecer tão infeliz quanto se sentia. Afinal, o mínimo que se esperava de uma noiva, no dia do casamento, era que estivesse radiante e feliz. 
O homem com quem estava prestes a se casar estava magnífico em seu elegante terno cinza-escuro com colete. Sofia sempre o considerara um homem bonito, com seu rosto de traços fortes, o cabelo negro e os olhos azuis. 
Mas Jonathan tinha uma beleza fria e ameaçadora pela qual não conseguia se sentir atraída. 
— Você não está usando branco — ele disse rispidamente.
Engolindo em seco, Sofia contemplou o tailleur que ela própria escolhera para a ocasião. A saia levemente pregueada e o casaco até os quadris ajudavam a disfarçar as recentes mudanças em seu corpo. 
Também estava usando um chapéu: um modelo delicado com uma flor azul de lado e um leve véu que cobria sua testa. 
Quando Vilma tentara convencê-la a usar branco, Sofia se recusara terminantemente. Que hipocrisia seria usar branco! Se ao menos fosse um casamento por amor... Mas não. 
Estariam apenas cumprindo a promessa feita a um moribundo. 
— Não, não estou! 
A resposta lacônica não fora um desafio, mas uma reação medrosa. Jonathan Parnell deixava-a apavorada. 
Sofia jamais conhecera alguém tão amedrontador quanto o irmão mais novo de Godfrey. 
Nem mesmo Joe, seu terrível padrasto, conseguira fazê-la tremer como o homem à sua frente. Algumas vezes ela chegava até a gaguejar, o que a levava a falar por meio de monossílabos. 
— Você tem o direito de usar branco — ele asseverou. 
— Foi meu irmão que errou. 
Os olhos castanhos de Sofia se arregalaram ante as palavras injustas. Ela compartilhara do leito de Godfrey espontaneamente e o teria feito mais do que aquela única vez, se tivesse chance. 
Mas, infelizmente, jamais houve uma segunda chance. A saúde de Godfrey piorara sensivelmente no dia seguinte e, após poucas semanas, ele falecera. Jamais voltaria a vê-lo. Ele jamais conheceria seu filho... As lágrimas inundaram os olhos de Sofia. 
— Ora, não chore! — Jonathan ordenou, tirando o lenço do bolso de seu casaco ao se aproximar. 
— O que foi feito está feito. Não vá borrar estes seus lindos olhos. 
Aturdida com o inesperado cumprimento, Sofia sentiu-se ainda mais vulnerável quando as mãos de Jonathan depositaram o lenço em sua mão trêmula. Era outra característica que a amedrontava: o tamanho de Jonathan. 
Era um homem enorme; não apenas alto, mas de formidável compleição, com ombros e peito largos e longas pernas musculosas. 
Godfrey era mais baixo, com feições delicadas e mãos elegantes, quase femininas. 
— O... obrigada — ela disse, a voz e as mãos vacilantes enquanto secava os olhos. 
— Por que sempre age como se estivesse morrendo de medo de mim? — reclamou Jonathan.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Um Caso Secreto

ROMANCE CONTEMPORÂNEO







"Todos os atores são uns demônios com as mulheres...Devassos, Sedutores, Malcriados!" 

Matt Sheffiel parecia encarnar aquele papel... perfeitamente. 
Uma experincia amarga anterior tinha ensinado a Clare a tomar cuidado com aquele tipo de homem. 
E ela sabia que Matt estava lhe oferecendo nada mais nada menos do que um caso. 
E Clare estava determinada a não se deixar envolver por promessas outra vez... não importava quais fossem as tentasções! 

Capítulo Um

— Você é mesmo uma garota de sorte, não?
Clare colocou o remédio para pressão alta, com a receita, em cima do balcão. Depois olhou, contrariada.
— O que quer dizer... sorte? – ela indagou, com medo da resposta.
A expressão da sra. Brown era ao mesmo tempo compreensiva e exasperada.
— Clare Pride! Quem você pensa que está tentando enganando? Eu estava lá no clube, ajudando nos preparativos para o grande baile desta noite e vi muito bem os cartões indicando os lugares à mesa. Não sei por que fingir que não sabe do que estou falando!
O coração de Clare começou a bater mais rápido.
— Vai ser incrível sentar-se ao lado do maravilhoso Adrian Archer a noite toda! – a Sra. Brown continuou, delirando. – Aquele homem pode colocar o estetoscópio no meu peito a hora que bem entender!
Por um momento Clare concordou integralmente com aquelas palavras. Ela também tinha tido pequenas fantasias, enquanto assistia Bush Doctor. Toda terça-feira à noite.
Mas rapidamente lembrou-se de que não passava de meras fantasias. O homem na tela não era real. Ele era uma ilusão.
Um sonho romântico. Ao vivo, sem duvida, ele provaria ser exatamente o oposto de charmoso, carinhoso e de caráter irrepreensível que era na televisão.
— Ele não é um medico de verdade – Clare tentou ponderar. A sra. Brown pareceu contrariada.
È claro que ele é um medico! Olhe para aquelas salas de emergências onde ele trabalha! E não é só isso: ele tem os modos muito finos!
Aposto que tem, Clare pensou.
— Só um medico de verdade pode ser tão simpático e atencioso como o dr. Archer é! – A sra. Brown insistia em seu ponto de vista.
— Nancy... – Clare falou, paciente. – Ele é um ator. Não há duvidas de que tem muito talento, mas Bush Doctor é um seriado de televisão. O dr. Adrian Archer não é medico de verde. Se você olhar o nome do elenco ao final de cada capitulo, verá que ele se chama Matt Sheffield.
— Bem... 
 

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Paixões Proibidas

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 








Ele não podia resistir à inocência. Nick Coleman era um dos solteiros mais cobiçados de Sidney.

Mas as mulheres não ficavam muito tempo em sua vida: ele as amava e as abandonava em um piscar de olhos.
No entanto, não seria capaz de fazer o mesmo com Sarah. Afinal, prometera ser seu guardião e protegê-la...


Capítulo Um

Uma ruga se formou na testa de Sarah enquanto olhava Derek deixar o bar lotado e voltar lentamente para a mesa deles, com duas taças de champanhe.
Ela começara a se preocupar por ter aceitado seu convite para um drinque de Natal.
Sarah se consolou com o pensamento de que, nos seis meses em que Derek havia sido seu personal trainer, nunca tomara liberdades de qualquer forma, estilo ou modo. Mas havia um brilho diferente nos olhos dele quando lhe entregou a taça e depois se sentou.
— Muito gentil de sua parte — disse ela, meio hesitante. O coração de Sarah quase parou quando ele sorriu.
— Eu sou gentil — respondeu Derek. — E não, eu não estou tentando conquistá-la.
— Não pensei que estivesse — mentiu Sarah antes de to¬mar, aliviada, um gole do champanhe.
— Você pensou.
— Bem... Derek riu.
— E só um drinque para comemorar. Você merece, depois de todo o trabalho duro que realizou. Mas tenha cuidado durante o feriado de Natal. Não quero que volte para mim no final de janeiro com o corpo de seis meses atrás.
Sarah fez uma careta diante da lembrança.
— Confie em mim. Nunca mais deixarei que isso aconteça.
— Nunca diga nunca.
Sarah balançou a cabeça enquanto descansava a taça na mesa.
— Pensei muito enquanto você trabalhava para eliminar minha gordura nestes últimos meses e aceitei o motivo que me levou a comer demais para me consolar.
— Então, qual é o nome dele? — perguntou Derek.
— Quem?
— O motivo de você comer demais para se consolar. Sarah sorriu.
— Você é muito intuitivo... Derek sacudiu os ombros.
— Era de esperar. Gays entendem muito de assuntos do coração.
Sarah quase derramou a bebida.
— Você nem suspeitava, não é?
Sarah olhou fixamente para ele do outro lado da mesa.
— Deus do céu, não!
— Não gosto de caras que exibem suas preferências sexuais, que são óbvios ou afeminados demais. Outros gays algumas vezes adivinham, e uma ou duas garotas também.
— Verdade?
Mesmo agora que sabia Sarah não conseguia perceber nenhum sinal de que Derek era gay. Nem qualquer uma das mulheres que freqüentavam a academia, a julgar pelas con¬versas no banheiro feminino. A maioria das garotas achava-o muito atraente.
Sarah concordava que Derek era bonito, tinha belos olhos azuis, um corpo sensacional e um bronzeado maravilhoso, mas nunca se sentira atraída por homens louros.
— Agora que você sabe que não estou passando uma cantada — continuou Derek —, que tal responder à minha pergunta anterior? Ou você quer manter em segredo sua vida amorosa?
Sarah teve que rir.
— Não tenho uma vida amorosa.
— O quê? Nada mesmo?
— Não neste último ano.
Tivera namorados no passado, na universidade e depois de formada. Mas tudo terminava sempre mal, quando os levava em casa para conhecer Nick. 
Para ele, o namorado da vez sempre parecia um ser insignificante. A cada apresentação, Sarah percebia com total clareza que queria Nick mais do que jamais quisera qualquer outro homem. 
Nick também tinha o dom de fazer comentários que a forçavam a se perguntar se o namorado estava interessado nela ou em sua fu¬tura herança.
Mas Sarah não acreditava que Nick estragava seus relacionamentos por uma razão pessoal. 
Isso significaria que ele se importava com quem ela namorava o que não ocorria. 
Deixara muito claro, desde que se tornara seu tutor, que detestava a tarefa 
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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

O Homem que Todas as Mulheres Desejam

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
 Para a maioria das mulheres, Ryan Armstrong é irresistível, do jeito que ele gosta! 
Além dos negócios, o único compromisso de Ryan Armstrong era sair à caça! Laura, no entanto, recusava-se a ser mais uma na vasta lista de mulheres seduzidas por ele. 
Ela não tinha tempo a perder com homens arrogantes, muito menos com um capaz de despir o tailleur inteirinho de uma mulher apenas com a imaginação! 
Ryan era a ultima pessoa no mundo com quem Laura desejaria dividir a cama por uma semana inteira... 
Mas ela precisava da ajuda dele! Por isso, logo Ryan iria realizar sua jogada, e Laura tinha dúvidas se teria forças para resistir... 


Capitulo Um 

Ryan Armstrong nunca misturava negócios com prazer. 
O caso dele era o clássico do gato escaldado, ou melhor, gato ponderado. Ryan era muito cauteloso e atento a complicações e conseqüências que surgiam por misturar negócios com prazer. 
Muito cauteloso. Quando era mais jovem e não estava envolvido com o mundo dos negócios, não existia motivo para resistir às tentações, especialmente no que se referia ao sexo frágil. 
Se uma garota o atraísse, ele não pensava duas vezes antes de caçá-la avidamente, e geralmente com sucesso, visto que a natureza o havia agraciado com o tipo de estatura e corpo extremamente atlético, de ombros largos, que as mulheres desejavam e que o tornou um dos mais bem-sucedidos e bem pagos goleiros do mundo. 
De seus 23 aos 29 anos, período em que jogou futebol em diversos clubes na Europa, ele teve mais namoradas do que gols evitados. 
Quando uma lesão o forçou a aposentar-se aos 30 anos, ele havia estabelecido uma empresa para agenciamento de atletas em Sydney, mas Ryan infelizmente ainda não havia desenvolvido o saudável hábito de controlar ou ignorar seus impulsos sexuais. 
Então, quando uma de suas primeiras clientes, que, além de muito atraente, era uma grande atleta, começou a flertar com Ryan, foi inevitável acabarem na cama. Dados os quase 30 anos dela e sua total dedicação à carreira, Ryan nunca imaginaria que ela desejaria qualquer coisa além de um caso rápido. 
Entretanto, ao fim do segundo encontro, Ryan percebeu que havia cometido um tremendo erro. A garota lhe enviava mensagens constantemente, enaltecendo as suas habilidades sexuais, dizendo o quanto ela gostaria de ser sua esposa. Quando terminou o caso, com muito tato, ele acreditava, ela tentou destruir seu negócio enviando informações confidenciais à imprensa, além de várias outras tentativas de causar escândalos. 
Infelizmente, para ela, àquela altura, ele já havia apagado todas as mensagens comprometedoras, tornando tudo um caso de “a palavra dela contra a dele”. No fim, ele ganhou, mas por pouco. Ryan estremecia só de pensar como chegou perto de perder tudo pelo que havia trabalhado. 
O negócio ainda sofreu por algum tempo e, por isso, a regra de não misturar negócios com prazer era muito clara. Atualmente, ele namorava apenas mulheres maduras, sensatas, que não tinham absolutamente qualquer envolvimento com a empresa, Win-Win Agenciamento Esportivo. Ficava bem longe de qualquer cliente, funcionária ou mulher que tinha qualquer relacionamento com a agência. 
A atual namorada dele era uma executiva de relações públicas em uma empresa que ele nunca contratou. Erica era uma loira de 35 anos, divorciada, sem filhos e muito ambiciosa. Melhor ainda, ela estava tão interessada em casamento ou paixão quanto ele. 
Já tinha passado por tudo isso e não foi tão feliz. Ela atendia às necessidades de Ryan de forma admirável, era atraente, inteligente e sexy. Ryan havia descoberto nos últimos anos que mulheres focadas em suas carreiras eram, geralmente, bastante quentes na cama e tendiam a não fazer escândalos quando ele queria terminar o relacionamento. 
Ryan geralmente terminava os relacionamentos após alguns meses, às vezes um ou outro durava um pouco mais, porém eram raros. Muitas vezes, eles terminavam antes, uma ou duas vezes duraram apenas algumas semanas, ele sempre se afastava rapidamente caso sentisse potencial para algum problema. 
Ryan faria 38 anos. Uma idade em que a maioria dos solteirões buscava um casamento, família, estabilidade... Todos os amigos dele estavam casados, até mesmo aqueles que ele pensava que nunca sucumbiriam ao desejo de aquietar-se. 
Ele podia entender muito bem porque as mulheres o viam como um bom alvo para um casamento, e como ele nunca falava sobre seu passado, elas não sabia que ele havia decidido há muito tempo que nunca se tomaria um marido ou pai. 
E Ryan não tinha mudado de idéia quanto a essa decisão. 


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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Amante Por Um Mês

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

“O astro da TV Rico Mandretti é amado por todos pelo seu programa de culinária e também pelo seu charme.

Porém, além de espaguete, ravióli e fettuccine, este australiano de família italiana tem outra paixão: a bela e sedutora Renée Selinsky. 
Ela o despreza, mas ele não consegue tirá-la da cabeça. 
E tudo de que precisa é um artifício para atraí-la direto para seus braços. 
Rico faz uma aposta com Renée em uma rodada de pôquer. 
O que ela não sabe é que caso ele ganhe, ela será o prémio. 
E por isso, terá de pertencer a Rico por um mês inteiro. 
 "Como sua amante!” 

Capítulo Um 

Rico Mandretti saltou para dentro de sua Ferrari vermelha brilhante e dirigiu-se não para o hipódromo de Randwick, e sim diretamente para a casa dos pais, nos arredores de Sydney. Seus planos mudaram. A noite anterior os tinha mudado. 
Hoje, não, murmurou Rico para si mesmo, enquanto corria pelas estradas amplas a oeste de Sydney, sem se dar conta dos olhares mal-intencionados que recebia da maioria das mulheres dos carros que ultrapassava, e de todas aquelas nos carros com os quais emparelhava nos sinais de trânsito. 
Somente uma mulher ocupava a mente de Rico naqueles dias. 
Somente uma mulher, ele desejava que o olhasse como se ele valesse a pena e não como um playboyzinho convencido sem nada na cabeça. 
Por mais de cinco anos, havia suportado as farpas que Renée Selinsky atirava-lhe na mesa de jogo todas as noites de sexta-feira e também nas corridas das tardes de sábado. 
Cinco anos suportando tal tratamento. Era tempo demais!
Mesmo assim, precisava confessar que até a noite anterior apreciava as disputas verbais de uma maneira perversa, apesar do fato de geralmente Renée levar a melhor. 
Quando, temporariamente, há alguns meses ela o ignorou, ele odiou. Rico descobriu, então, que preferia ser provocado a ser ignorado. 
No entanto, Renée exagerou na noite passada. Imagine se ele ficaria ao alcance da língua cáustica daquela mulher novamente, hoje nas corridas. 
Chegara ao limite! O sinal ficou verde e ele pisou fundo no acelerador. 
A Ferrari deu um salto, os pneus cantaram levemente e ele disparou pela estrada. 
No entanto, devido ao limite de velocidade naquela parte da auto estrada e aos sinais de trânsito, não havia alívio para a frustração de Rico na velocidade, nem fuga para os pensamentos.
Logo estaria novamente parado no sinal vermelho, irritadíssimo, pensando em sua vingança. 
Naquele exato momento, ela estaria nas corridas, possivelmente sentada no bar da tribuna, bebericando sua taça de champanhe, com seu ar frio e classudo de sempre sem ligar a mínima por ele não ter aparecido. 
E Rico sentado em seu carro fumegante, já lamentando a decisão de não ir. 
Ele amava as corridas. Eram uma de suas paixões. 
E uma das dela também, infelizmente. 
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sábado, 2 de junho de 2012

Um Jeito De Amar

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Seu dinheiro pode lhe comprar o que quiser... e ele quer uma esposa! 


Richard Crawford é rico, bem-sucedido e está pensando em sua mais nova aquisição. 
Ele quer uma esposa e filhos, mas sem se apaixonar. 
E para isso jatem a candidata perfeita: Holly Greenaway, uma florista que luta para tirar o negócio da família da falência. 
É a oportunidade que Richard esperava: ele pretende comprá-la junto com sua pequena empresa. 
Mas não será tão fácil possuí-la e torná-la sua esposa sem dar qualquer chance para o amor... 


Capítulo 


Um Holly olhou, pela milésima vez, para a placa vende-se que tinha sido colocada menos de meia hora atrás sobre o vidro da loja. 
Fúria e indignação faziam sua cabeça girar. 
Como sua madrasta ousava fazer isso? A floricultura uma flor por dia era pelo menos metade sua por direito. 
Ela deveria ter sido consultada. Deveria ter sido considerada. 
Mas qualquer consideração com seus sentimentos tinha claramente acabado com a morte de seu pai. 
Qualquer esperança de que o negócio adorado de seu pai um dia se tornasse dela morrera com ele. 
Holly havia sido tola em permanecer. 
Especialmente tola por trabalhar por um salário patético, considerando que era gerente da floricultura agora, e fazia a contabilidade também. 
Aos domingos. No seu dia de folga! 
Sara tirava quase tanto dinheiro quanto ela do trabalho. 
E Sara só trabalhava de quarta a sábado. 
Certo, Sara era uma excelente florista, com muita experiência, mas Holly também tinha muita experiência. Apesar de ter somente 26 anos, trabalhara com flores sua vida inteira. Seu pai começara a treiná-la para ser florista quando Holly era muito pequena. 
E ela começara a acompanhá-lo à floricultura logo após seu aniversário de 15 anos. 
Como eles tinham sido felizes naquela época! 
Apenas ela e seu pai. E então Connie havia aparecido. Até que seu pai morresse, dois anos atrás, Holly não percebera que tipo de mulher sua madrasta era. 
Connie tinha sido muito inteligente durante os oito anos que fora a segunda Sra. Greenaway. 
Mas logo depois que seu pai se casara com a atraente divorciada, Holly certamente soubera que sua meia-irmã era ciumenta, vingativa e má. Infelizmente, Katie também havia sido muito inteligente com seu novo padrasto. 
Holly amargamente ressentia-se da maneira que Connie e Katie haviam explorado seu pai. 
Somente o fato de que ele parecia feliz a fizera ficar calada sobre as maldades que Katie lhe falava em particular. 
E claro, após a morte de seu pai, todos os cuidados tinham acabado. 
Connie começara a mostrar quem realmente era, e Katie...
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Wives Wanted!
1 Um Jwito de amar
2. The Tycoon's Trophy Wife
3. A Scandalous Marriage Bought by the Tycoon