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domingo, 1 de maio de 2016

Pedidos Realizados

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Amor Em Construção








Depois de um ano difícil e de perder o pai, Addie Ramsey não está em clima de festas de fim de ano. 


Ela planejava passar o feriado sozinha quando recebeu um convite de seu novo chefe, o bilionário Flynn Mather, para acompanhá-lo em uma viagem de negócios à Europa. O Natal nunca fora uma data mágica para Flynn. 
Porém, ao ver alegria pura brilhando nos olhos de Addie, começa a acreditar que talvez ela seja o melhor presente que já recebeu em toda a sua vida...

Capítulo Um

Addie caminhou perto do curral de Bruce Augustus, mantendo a cabeça erguida enquanto seus pulmões se contraíam e seus olhos ardiam. Contornou a área onde o abrigo em ferro finalmente a escondia da propriedade, pulou a cerca e finalmente cedeu aos soluços.
O grande touro Hereford cheirou sua orelha. Ela se inclinou para frente, envolveu o animal com os braços e chorou em seu corpo maciço. Ele apenas permaneceu ali, cheirando-a e lhe proporcionando um calor animal e um pouco de conforto. Contudo, eventualmente, ele bufou e bateu uma pata contra o chão e Addie soube que era o momento de se recompor.
Ela se afastou para descansar encostada nas estacas de madeira atrás dela e passou as mãos pelo rosto.
— Sinto muito, Bruce Augustus, você deve pensar que sou um bebê chorão.
O touro baixou a cabeça para o colo dela e ela passou as mãos pelo focinho dele e ao redor das orelhas da forma que ele amava. O animal resmungou e se aproximou, mas ela não o temia. Ele poderia ter duzentos quilos de força bruta animal, mas nunca a machucaria. Os dois se conheciam desde que ela tinha oito anos. Addie tinha chorado com ele quando sua mãe falecera há dois anos. Ela chorou com ele quando seu pai faleceu há quatro meses.
E ela chorara com ele quando sua melhor amiga, Robbie, tinha morrido.
Addie fechou os olhos. Baixou a cabeça. Robbie.
Finalmente pensou que estava livre para manter sua promessa a Robbie. Tinha praticamente sentido o gosto da liberdade. Mas não. Flynn Mather em seu terno imaculado e com seu comportamento profissional perfeitamente moderado... Alguns poderiam dizer frio... Tinha apenas apresentado o seu contrato a todos eles. Um contrato com uma condição insidiosa e de partir o coração.
Addie se virou para observar os campos que se estendiam a sua frente, as cordilheiras à sua direita, e as fileiras de velhos eucaliptos. Ela apoiou as mãos na cerca e repousou o queixo em um dos braços. No início de dezembro nos planaltos centrais do oeste de Nova Gales do Sul, a grama era dourada, o céu um interminável azul, e o sol feroz. Ela limpou as gotas de suor que brotaram em sua testa.
— Quanto tempo você acha que Robbie me daria para cumprir minha promessa, Bruce Augustus?
É claro que ele não respondeu.
Ela sorriu.
— A boa notícia é que encontramos um comprador para Lorna Lee.
Um suspiro escapou de seus lábios. Ela e os outros dois vizinhos tinham unido forças para vender suas propriedades. Frank e Jeannie já haviam passado da idade da aposentadoria, enquanto Eric e Lucy estavam despendendo tempo em Sydney para o tratamento de Colin, de quatro anos. A propriedade deles estava em risco de cair na ruína e destruição. Addie e seu pai os tinham ajudado o máximo que puderam, mas quando seu pai faleceu, ela fez o seu melhor para dar prioridade a essa tarefa. Certa pessoa realmente fazia uma grande diferença. E quando ela fosse embora...
Addie fitou o céu e respirou profundamente. Chega de choro por hoje. Além do mais ela já tinha chorado baldes por seu pai.
Ela inclinou um ombro contra o corpo robusto de Bruce.
— Seu novo dono é um empresário talentoso. Ele também tem uma fazenda de gado em Queensland Channel... Enorme, aparentemente.
Bruce Augustus bufou.
— Não faça isso. Ele sabe das coisas. Dizem que quer diversificar seu portfólio. — Ela também bufou. Quem falava dessa maneira? — E pretende expandir o programa de criação aqui. — Ela esboçou outro sorriso. — É uma boa notícia, né?
O touro apenas mexeu o rabo.
— Nós temos um comprador. Eu deveria estar pulando de alegria. — Ela apertou a estaca de madeira até que os nós de seus dedos ficassem brancos. — Mas você sabe o que eu realmente gostaria de fazer?
Bruce Augustus sacudiu a cabeça, espantando as moscas de seu focinho. Addie pegou o mata-moscas de plástico que havia pendurado em um prego na cerca e esmagou as duas moscas em praticamente um golpe. Bruce Augustus nem mesmo se mexeu.
— É isso o que eu gostaria de fazer com o contrato de Flynn Mather.
Dois anos! Ele exigiu que ela ficasse ali por dois anos para supervisionar o programa de criação e treinar outra pessoa. Ele tinha feito disso uma condição daquele contrato maldito.
Ela engoliu a saliva.
— Isso significa passar o Natal aqui. — Addie se endireitou e franziu as sobrancelhas. — Sem chance! Não sou uma serva. Posso partir. Não vou passar o Natal em uma fazenda!
A raiva evaporou do seu corpo.
— Como vou aguentar isso, Bruce? Como vou lidar com mais dois anos nesse lugar afastado, enquanto todo mundo vive seus sonhos? Quando serei capaz de seguir meus próprios sonhos?
Série Amor Em Construção
2- Pedidos Realizados
Série Concluída

Projeto de Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Amor Em Construção





Dominic Wright se orgulha de sua trajetória profissional, e o próximo projeto será o passaporte para o sucesso! 


Mas nem tudo vai às mil maravilhas... Dominic terá de servir de “babá” para a filha mimada do patrão. Bella Maldini conhece a má reputação de Dominic. Entretanto, se quiserem ser bem-sucedidos, terão que formar uma equipe. 
Tudo seria mais fácil se Dominic não fosse tão cínico, complicado, controlador... e mais sexy do que qualquer homem que Bella já conhecera!

Capítulo Um

Ela ia chegar atrasada.
Atrasada. Atrasada. Atrasada.Os saltos de Bella estalavam a cada passo, repreendendo-a, condenando-a, dizendo que ela jamais chegaria a tempo. Olhou para o relógio de pulso e disse para si mesma parar de imaginar coisas. Ela chegaria à reunião na hora exata. Estava apenas sendo paranoica, só isso.
Ainda assim, ela jamais deveria ter parado para conversar com Charlie. Ou Emma. Ou Sophie e Connor.
Fracasso. Fracasso. Fracasso.
Onde diabos ela estava com a cabeça?
Estúpida. Estúpida. Estúpida.
Cerrou os punhos. Dado o que ela ouvira na semana passada, devia estar sendo muito mais cuidadosa. Ou deveria estar de olho na hora, pois queria mudar a opinião do pai sobre ela mesma, e não reforçá-la.
Mimada, geniosa, sem um pingo de bom senso! Bella não sabe o significado das palavras “dedicação” e “trabalho duro”. Foi o que o pai dissera ao telefone para a tia dela na Itália na quarta-feira passada. Bella acidentalmente pegara a extensão na cozinha e ouvira tudo.
E isso é culpa minha. Ela ouvira antes de recolocar o telefone no gancho silenciosamente.
Parou de caminhar, sentindo a garganta fechar. A dor na voz do pai... Fechou os olhos e descansou a cabeça contra a parede. Oh, papai, sinto muito.
Saber que ela o havia desapontado tanto, saber que o havia magoado. Novamente.
E pensar que ele se culpava.
Ela então se recompôs. Havia mudado. Os últimos dezoito meses na Itália serviram para isso. Provaria isso para ele e o deixaria orgulhoso.
Para se tranquilizar, ela vasculhou as pastas organizadas por cores que carregava, mas daí ela estapeou a testa. Havia deixado as amostras de cardápios na cozinha da cantina com Charlie!
Ela olhou para o relógio. Poderia continuar e chegar a tempo no escritório do pai. Ou poderia voltar à cantina, pegar os cardápios e provar ao pai e ao braço direito dele, Dominic Wright, o quão fabulosamente organizada e criativa ela era — chegando um pouco atrasada, o que o pai dela já esperava, de qualquer forma.
Organização, criatividade e prova da dedicação versus pontualidade? Murmurando um xingamento, ela deu meia volta, respirou fundo e começou a andar depressa. Ao virar um corredor e ouvir o “ding” do elevador a distância, ela começou a correr. Virou o máximo que pôde na próxima curva...
— Segure o elevador!
Mas as portas se fecharam antes que ela as alcançasse. Ela apertou o botão uma vez, depois cinco, mas as portas não se abriram. A luz acima delas informou que o elevador descia. Droga!
Respirando fundo, endireitou os ombros. Certo, ela ia ter que se virar sem os cardápios por hora, mas, por sorte, as pastas coloridas criariam a impressão de organização e criatividade.
Ela engoliu em seco. Contanto que ninguém lhe perguntasse sobre o conteúdo das tais pastas. Katie, a secretária do pai dela, só enviara o arquivo principal na noite passada com uma súplica: Por tudo que é mais sagrado, não conte a seu pai que eu demorei para te mandar isso! Bella só teve tempo de imprimir o arquivo. Ela iria tirar a tarde para ler seu conteúdo.
Olhou no relógio. Se ela não se apressasse, chegaria atrasada.
Então ela se apressou.
Com um ar profissional, caminhou apressadamente pelo corredor. Queixo erguido, ombros para trás. Ela precisava exalar confiança e competência. Especialmente competência. Precisava provar para o pai que era digna da fé dele.
Se é que ele tinha alguma fé nela.
Ela respirou fundo ao entrar no escritório do pai. Ao olhar para ele, lutou contra a vontade de correr até ele, lhe dar um beijo na bochecha, abraçá-lo e dizer o quanto sentira falta dele enquanto esteve na Itália.
Profissional. Ela precisava ser profissional. Beijos e abraços não ganhariam o respeito dele. Principalmente porque ele não estava sozinho. Ela segurou as pastas com mais força e resistiu à superstição de cruzar os dedos. Ela não precisava de mandinga, mas de uma chance para provar seu valor, só isso.
Marcello Luciano Maldini virou-se para ela.
— Você está atrasada! — acusou ele.
Ela olhou para o relógio e arqueou uma sobrancelha.
Oh, como ela queria que ele sorrisse!
Série Amor Em Construção
1- Projeto de Amor

domingo, 22 de novembro de 2015

Despertando a Paixão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Rebeldes Domados


Ao perder a herança à qual tinha direito, Nell Smythe-Whittaker tem planos de conquistar a própria fortuna… com uma pequena ajuda do delicioso bad boy Rick Bradford! 

Sem se verem desde a infância, terão de se unir à medida que um mistério é desvendado. Rick depende de Nell tanto quanto ela precisa dele. E apesar de seu passado turbulento, Rick está determinado a provar que pode ser exatamente o homem que Nell deseja!

Capítulo Um

Rick Bradford olhou para a elegante mansão vitoriana diante dele e depois para o bilhete em sua mão, antes de amassá-lo e enfiá-lo no bolso do jeans.
Ele checara com a amiga Tash antes.
— Tem certeza que é o endereço certo? Nell Smythe-Whittaker telefonou e perguntou se eu não podia passar lá?
— Pela décima vez, Rick, sim! Foi a princesa que ligou. E não, ela não mencionou o motivo. E não, eu não perguntei.
Durante a noite anterior, o cérebro de Tash sofrera uma overdose de amor. Ele franziu os lábios. Não que ele tivesse algo contra Mitch King, e era ótimo ver Tash feliz, mas, até onde ele sabia, a experiência de vida da amiga não era lá grande coisa. E por que ela não perguntara à princesa qual era o assunto?
Pois ela estava vendo o mundo por lentes coloridas. Ele franziu um pouco mais os lábios. Ele não tinha certeza se aguentaria ser a vela no mundinho feliz e entorpecido de Tash e Mitch por muito tempo. Era hora de seguir em frente. No dia seguinte ele iria para a costa, encontraria trabalho em outro lugar e...
E o quê?
Ele ergueu um ombro.
Primeiro, ele iria descobrir o que Nell Smythe-Whittaker queria. Você não vai descobrir nada parado como um imbecil diante da porta.
Expirando longamente, ele cobriu-se com um manto de confiança casual e quase insolente. As pessoas do mundo de Nell — o que incluía a própria Nell, provavelmente — costumavam olhar de cima para pessoas como ele, e Rick não tinha intenção de dar a eles, ou a ela, a satisfação de pensar que ele ligava para o que eles pensavam.
Será que Nell olharia de cima do nariz empinado para ele? Ele não falava com ela desde que tinham 10 anos. Podia contar as vezes que a vira desde então — e mesmo assim, a distância. Eles nunca conversavam, mas ela sempre erguia a mão, em sinal de reconhecimento. E Rick sempre acenava de volta.
E a sensação nunca parecia real. De alguma forma, parecia algo fora da rotina diária. Ele passou a mão pelo rosto. Estúpido! Contos de fadas! Ele estava velho demais para essas besteiras.
Você tem apenas 25.
É? Bem, na maioria dos dias ele sentia ter 50 anos.
Cerrando os dentes, ele abriu o portão e caminhou até o amplo terraço com seu xadrez de azulejos nas cores creme e ocre. Com muita força de vontade, ele diminuiu os passos até um caminhar sossegado e plantou um sorriso descompromissado no rosto.
De perto, podia ver que o castelo pomposo de Nell precisava de alguns cuidados. A tinta descascava dos caibros das janelas e das paredes, aqui e ali. Uma parte da calha pendia em um ângulo incomum e a maior parte do gramado do jardim estava grande demais, malcuidado. Em vários pontos ele percebia o brilho metálico de embalagens de chocolate ao sol.
Então... os rumores eram verdadeiros. A princesa estava passando por um momento difícil.
Ignorando a campainha que ele não botava fé que funcionaria, ele ergueu a mão e estava prestes a bater na porta ornamentada quando vozes vindas das janelas francesas semiabertas em outra parte mais adiante do terraço chamaram a atenção dele. As palavras não pairavam simplesmente no ar quente do verão. Elas voavam.
— Você não terá outra oportunidade como essa, Nell!
Uma voz masculina. Uma voz masculina irritada. Os músculos de Rick se retesaram, prontos para entrar em ação. Ele odiava valentões e, mais ainda, homens que brigavam com mulheres. Esgueirou-se para perto das janelas.
— Você é um projeto de homem desprezível, sr. Withers.
Ele parou. A voz dela não tinha medo, apenas nojo. Ela obviamente podia lidar com a situação sozinha.
— Você sabe que essa é a única resposta para a sua situação atual.
— É mesmo? E suponho que seja uma coincidência essa solução específica também encher os seus bolsos?
— Nenhum banco de Sydney vai considerar o empréstimo de que você precisa. Eles não tocarão seu plano de negócios nem com uma vara.
— Uma vez que você não é gerente de banco e eu não tenho mais fé em seu profissionalismo, o senhor terá que desculpar meu ceticismo.
Rick sorriu.
Isso aí, princesa!
Série Rebeldes Domados
1- Cultivando o Amor
2- Despertando a Paixão
Série Concluída

Cultivando o Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Rebeldes Domados





Quando o policial Mitchell King aparece na porta de Tash Buckley afirmando que precisa protegê-la, ela acha que o coração vai parar de bater! 

Não por temer estar encrencada, mas porque Mitch é seu ex-namorado… e o único homem que amou na vida. Ele afirma que ela corre perigo, porém, Tash está mais preocupada com o efeito inebriante que ainda exerce sobre ela. 
Confinados em uma cabana à beira-mar, a cada minuto que passa se torna impossível para Tash resistir ao desejo por seu sensual guardião.

Capítulo Um

— Sim! — Tash abriu a tampa da máquina de lavar, dobrou uma camiseta e jogou-a na secadora. Em seguida, lançou um short, depois outra camiseta e uma calça. — Ah, sim! — Ela exibiu um largo sorriso. Assim que ligasse a máquina, suas férias iriam começar oficialmente.
Uma semana gloriosa.
Apenas para si mesma.
Ela dançou um pouco. Uma semana! Uma semana inteira.
Uma batida na porta principal a pegou de surpresa no meio da dança e a próxima camiseta passou direto da secadora para o cesto de roupas sujas. Tash se virou para fulminar o cesto.
Não, não, não fique nervosa. Férias. Lembra-se?
Ela deixou escapar um suspiro. Assim que estivesse fora de Sydney poderia continuar com a excitação que quisesse, mas até lá ela não tinha intenção de arruinar sua imagem.
Queixo erguido?
Certo.
Expressão facial entediada?
Certo.
Aos 17 anos ela levava semanas... meses!... Para aperfeiçoar essa atitude particular. Agora poderia fazer isso à vontade.
Tash desceu o corredor, determinada a se livrar de quem quer que estivesse do outro lado da porta o mais rápido possível. Abrindo a porta, ela lançou um olhar para a figura esboçada do outro lado da tela e tudo pareceu parar... Seus pés, sua mente, seu humor de férias. Um grito começou a ecoar em sua mente. O ar pressionava seus pulmões... quente, seco e sufocante.
Ela engoliu a saliva para emudecer o grito e cruzou os braços para esconder a forma com que suas mãos começaram a tremer devido à adrenalina que havia invadido seu corpo. Cada músculo do seu estômago se apertou até doer.
Mitch King.
Oficial Mitchell King a fitou de volta como se fosse algum guerreiro sagrado. Do topo do cabelo louro até a ponta das botas. Mesmo sem o uniforme era como se estivesse vestindo um. Tudo sobre ele gritava herói... A forte mandíbula, os dentes alvos e o azul dos olhos. Um homem em uma missão. Um homem que sabia o certo e o errado.
Tash não estendeu o braço para abrir a tela. Ela não quebrou o silêncio.
— Posso entrar? — finalmente indagou.
Erguendo uma sobrancelha, ela recostou um dos ombros contra a parede.
— Está aqui para me prender?
Os olhos dele se estreitaram. O estômago dela continuava se contraindo.
— Claro que não.
— Não achei que pudesse.
Ela começou a fechar a porta. Ele manteve a voz calma.
— Não foi bem uma pergunta, Tash. Se fechar a porta no meu rosto, vou abrir à força.
Ela não duvidava disso nem por um único momento. Até onde ela conhecia o oficial Mitchell King, os fins sempre justificavam os meios. Ninguém chegava perto da frieza dele.
Sem uma palavra, ela abriu a porta de tela e depois se virou e caminhou até a cozinha. Ela acrescentou um leve oscilar de quadris porque era mais digno do que baixar a cabeça. E porque sem o seu usual uniforme jeans e as botas ela se sentia vulnerável. Um oscilar de quadris distraía a maioria dos homens.
Não que Mitch King fosse a maioria dos homens.
Série Rebeldes Domados
1- Cultivando o Amor
2- Despertando a Paixão

sábado, 23 de maio de 2015

Coração Solitário

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Mundos Unidos 
O início de uma longa jornada... juntos? 

Josie ficou emocionada quando seus irmãos lhe presentearam com uma viagem de férias. Só que o lugar não era bem o resort cinco estrelas que ela estava esperando, e sim uma cabana rústica no meio do nada. 
Apesar da bela paisagem, a única pessoa por perto era Kent Black. Depois de uma tragédia familiar, Kent havia se isolado do mundo.
Ao conhecê-lo, Josie não só fica curiosa, como também se sente atraída por ele. Agora, tudo o que mais deseja é destruir as barreiras em torno de seu coração solitário...

Capítulo Um

— Olá? 
Josie Peterson inclinou-se e chamou pela janela que estava entreaberta antes de bater à porta novamente. Nenhum movimento. Nenhum som. Nada. Mordiscando o lábio inferior, recuou um passo e observou a frente da casa de campo... revestida com tábuas pintadas de branco. Uma cortina de algodão na cor cinza estava pendurada nas janelas. Cinza? Um suspiro escapou de seus lábios. Estava cansada de cinza. 
Josie queria algo adornado com franjas. E colorido. Queria algo divertido e extravagante. Josie meneou a cabeça, afastou-se da entrada da casa e se concentrou na paisagem ao seu redor. O chão estava varrido, a grama, aparada, mas não tinha um único canteiro para suavizar a uniformidade. Nem mesmo um vaso de planta. 
No momento, Josie mataria pela visão de uma única e alegre gérbera, quanto mais uma fila inteira delas. Seis cabanas de madeira se estendiam no final da ladeira, longe da casa de campo. Nada se movia. Sem sinais de habitação para cumprimentá-la. Sem carros, sem toalhas estendidas nas varandas. Sem pessoas. 
Divertido e extravagante não eram as primeiras descrições que vinham à sua mente. Contudo, a grama ao redor das cabanas era verde e curta. Alguém havia assumido a responsabilidade de manter tudo em ordem Se ao menos pudesse encontrar essa pessoa. Ou pessoas. Rezou para ver pessoas. 
A vista que se estendia diante de seus olhos era uma gloriosa colcha de retalhos de gramas douradas, árvores robustas e um vislumbre de um rio prateado, banhado pela luz do pôr do sol. Josie precisou lutar contra o desejo absurdo de chorar. 
O que Marty e Frank estiveram pensando? Você é quem disse que queria alguma paz e tranquilidade, ela se lembrou, sentando-se no topo das escadas e segurando o rosto entre as mãos. Sim, mas existia paz e tranquilidade e existia isso. Da varanda frontal da casa de campo, não havia outra habitação à vista. 
Josie escondeu o rosto entre as mãos. Marty e Frank a conheciam bem o bastante para saber que não tinha se referido a esse tipo de paz, não conheciam? Ela afastou as mãos do rosto. 
Não queria o tipo de paz e tranquilidade que colocava uma pessoa tão longe da civilização que não pudesse captar um sinal em seu celular.   

Série Mundos Unidos 
1- Coração Solitário 
2 -Estrada Para o Amor
Série Concluída

Estrada Para o Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Mundos Unidos 
Quinn Laverty só queria começar uma vida nova junto com seus filhos e do outro lado do país.

Seu ex-marido a abandonara, preferindo o dinheiro à família. Por isso, Quinn precisava mudar.
Apesar de pega de surpresa por uma greve nas companhias aéreas, ela não desistiria de seu plano e enfrentaria qualquer dificuldade para chegar ao seu destino. 
Até mesmo pegar a estrada com Aidan Fairhall, um político em ascensão — e incrivelmente lindo. 
Juntos nessa longa viagem, Aidan e Quinn irão embarcar em uma jornada que mudará seus rumos para sempre.


Capítulo Um

— Olá. — Quinn Laverty tentou mostrar um sorriso para o atendente do serviço ao cliente do outro lado do balcão. Ela ergueu a voz para ser ouvida em meio à multidão que se acotovelava. — Vim pegar o carro que eu reservei. 
— Nome, por favor? Quinn informou os detalhes e tentou retirar o cartão de crédito de dentro da bolsa com uma das mãos. Chase dependurava-se na outra mão dela, com o peso de seu corpinho de criança de 6 anos de idade todo sob uma perna só, enquanto tentava se esticar o máximo que podia sobre o balcão com seu carrinho de brinquedo, fazendo os barulhos de “vrum vrum” necessários. 
Ela o fez se endireitar e sorriu para o cliente ao lado, que fora “atropelado” pelo dito carro. 
— Desculpe. 
— Não tem problema. Ele sorriu de volta, e ela se descobriu sorrindo para ele. Que belo sorriso. Que sorriso muito belo. Na verdade... Quinn franziu o cenho. Ela o reconhecia vagamente de algum lugar. Olhou para ele novamente e então deu de ombros, voltando-se para o atendente. 
Talvez fosse apenas porque ele era exatamente o modelo de filho que o pai dela sempre quisera: elegante, profissional e respeitável. Ela fez de tudo para não se importar com isso. Por falar em filhos... Ela olhou para a esquerda. 
Robbie estava com as costas encostadas no balcão, olhando para cima, com uma expressão sonhadora. Quinn tentou canalizar um pouco da calma dele. Ela não esperava que fosse demorar tanto. Aliás, quando reservara o carro, um mês atrás, tampouco suspeitava de que fosse ocorrer uma greve nacional de aeroportos. 
— Houve uma pequena mudança no modelo do carro que a senhora reservou. Ela voltou a atenção para o atendente.
— Que tipo de mudança? — Ai! — Chase puxou a mão que a mãe segurava e olhou para ela. — Desculpe, querido. — Ela acariciou a cabeça dele e sorriu, mesmo sentindo um aperto no peito. Então voltou a olhar para o atendente. — Que tipo de mudança? 
— Não temos mais disponível o modelo que a senhora solicitou. Mas ela o havia reservado especialmente, há um mês! A comoção no escritório da agência de carros não diminuiu. Ela sentiu a frustração do vizinho crescer. 
— Tenho que ir embora de Perth hoje! — Ele não gritou, mas pronunciou cada palavra nítida e enfaticamente.  



Série Mundos Unidos 
1- Coração Solitário
2 -Estrada Para o Amor
Série Concluída

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Tudo Por Um Bebê

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Coragem Para Amar
Quando Meg percebe que seu relógio biológico vai soar as 12 badaladas, há somente uma pessoa a quem ela poderá recorrer... Ben, seu melhor amigo desde a infância.

Ajudá-la a realizar o sonho de se tornar mãe é a decisão mais fácil que ele já tomou na vida. Mas não tarda para Ben perceber que não quer ser apenas o “tio” da criança...

Capítulo Um

— Ben, você consideraria a ideia de ser meu doador de sêmen?

Ben Sullivan inclinou a cabeça para trás ao ouvir a pergunta de sua melhor amiga. Repousou a taça de vinho sobre a mesa de café antes que derramasse o líquido no chão, e virou-se para encará-la. Meg ergueu uma das mãos para o alto como se estivesse esperando que ele a interrompesse. Interrompesse? Ele tossiu. Engasgou-se. Mal conseguia respirar, quanto mais interrompê-la! 
Quando perguntara a ela sobre o que estava pensando, não era isso o que ele esperava ouvir. Nem de longe. Ben pensou que teria algo a ver com Elsie ou com o pai dela, mas... Ben reclinou-se pesadamente contra as almofadas e agarrou-se com força no braço do sofá. 
Brevemente, de uma maneira covarde, desejou estar de volta no México em vez de estar ali em Fingal Bay. 
Um doador de sêmen? Ele? Meg repousou uma das mãos sobre o peito dele, pressionando-o e fazendo com que os últimos átomos de ar saíssem de seus pulmões. 
— Deixe-me lhe dizer primeiro por que eu gostaria que você fosse meu doador, e depois o que eu acho que seria o seu papel na vida do bebê. 
O tom sensato de voz dela aliviou a pressão que ele sentia no peito. De súbito, Ben impulsionou o corpo para trás e apontou o indicador para ela. 
— Por que, em nome de Deus, você precisa de um doador? — Ela estava com 38 anos, como ele. — Ainda há muito tempo. 
— Não, não há. 
As costas masculinas ficaram tensas. Meg sentou-se na outra ponta do sofá e engoliu em seco. Ele assistiu a garganta dela se mover e suas mãos se fecharam em punhos. Tentou sorrir, mas o seu esforço o magoou. 
— Meu médico disse que eu corro o risco de me tornar infértil. 
Ben sentiu a bile queimar em sua garganta. Meg sempre quisera filhos. Possuía um centro de assistência à infância, por Deus. Ela seria uma excelente mãe. Custou uma enorme força de vontade para que ele engolisse a fúria que queimava sua garganta. Lutar contra o destino não iria ajudá-la. 
— Estou agendada para fazer uma fertilização in vitro para que eu possa engravidar o mais rápido possível. Portanto, esta era a razão de ela estar pedindo para que ele fosse seu doador de sêmen. 
Ele? — Você seria uma mãe brilhante, Meg. 
— Obrigada. — O sorriso dela estava um pouco tímido. Era o tipo de sorriso que desarmaria qualquer homem — Nem todos serão tão compreensivos, eu temo, mas... Ela inclinou-se contra ele, seu cabelo louro tocava seus ombros. — Não estou com medo de ser mãe solteira, e estou muito bem financeiramente. Não tenho dúvida de minha habilidade em cuidar não só de mim como também de um bebê. 
Ben também não duvidava disso. Estava falando sério quando dissera que ela seria uma excelente mãe. Meg não seria fria e indiferente. Amaria seu filho.
Série Coragem Para Amar
1 - Tudo Por Um Bebê
2 - Momento de Redenção

Momento de Redenção

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Coragem Para Amar








Apesar de sua fachada de italiano rico e sedutor, Rico D’Angelo quer salvar o mundo. Só que sozinho.

A abertura de um café de caridade deveria ser o suficiente para ele finalmente superar traumas de infância e seguir em frente.
E sua gerente, Neen Cuthbert terá um papel fundamental nessa jornada.


Capítulo Um

Rico fitou o formulário na sua frente... De novo... E depois deixou escapar um suspiro, caindo sobre a cadeira. Tivera tantas esperanças para esse projeto... Esperanças de encontrar alguém tão fantasticamente entusiasmado quanto ele. Franziu os lábios.

Esperanças de encontrar alguém não apenas muito entusiasmado, mas com qualificações de primeiro nível e experiência sólida. Entretanto, passara um dia e meio de entrevistas e descobrira que podia dizer adeus a esse sonho. Endireitou os ombros. Apertando o botão do interfone, gritou: 
— Janeen Cuthbert já está aqui, Lisle? 
— Ainda não, mas faltam dez minutos para sua entrevista. — Obrigado. 
Não era um ato de cortesia chegar dez minutos antes para uma entrevista de emprego? Ele fez careta para a parede. Parecia que gerentes de restaurantes trabalhavam segundo sua conveniência de horário. Não que os gerentes de restaurantes de Hobart, é claro, estivessem fazendo fila na sua porta pela oportunidade de trabalhar em um café de caridade. Com um gesto raivoso, ele fechou a ficha de Janeen Cuthbert. Depois apertou as narinas e tentou respirar fazendo força. 
Não era ambicioso. Só queria um gerente ou uma gerente. Seria algo tão difícil de conseguir? Entrevistara pessoas felizes e animadas sem nenhuma experiência. Boas pessoas. Rico, porém, antecipara o resultado. Acabariam por desistir, deixando-o na mão, e esse projeto era importante demais para correr tal risco. Consultou o relógio; cinco minutos para as 14h. Caso Janeen Cuthbert não chegasse pontualmente às 14h, podia dar meia-volta e ir para casa. Ele precisava de alguém que levasse esse trabalho muito a sério. Alguém que se comprometesse completamente em fazer desse café um sucesso. Pelos próximos cinco minutos, tamborilou com os dedos sobre a escrivaninha. 
Não se voltou para olhar pela janela o movimento na calçada. Da sua sala, não conseguia ver o porto, mas, como raramente ficava no escritório, não se importava. Como gerente de projetos, não tinha nem mesmo uma secretária. Precisava dividir Lisle com outros dois administradores do governo, mas também não se importava com isso. Há muito chegara à conclusão de que quem quer faz e quem não quer manda. Fitou o relógio. Duas horas em ponto. Ia apertar o botão de novo, quando Lisle se antecipou, anunciando: 
— Janeen Cuthbert está aqui para a entrevista das 14h, Rico. Ele rangeu os dentes e engoliu em seco. 
— Mande entrar. Contou até três. Uma batida suave soou à porta. Rico praguejou em silêncio. Era uma batida fraca demais. Faltava fibra. Cerrou os punhos. Raios! Estava farto de garotas doces, boazinhas e ineficientes.

Série Coragem Para Amar
1 - Tudo Por Um Bebê
2 - Momento de Redenção