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sábado, 2 de abril de 2016

Cinderela do Texas

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série O Sócio Desaparecido







Um noivado falso?

Dave Firestone não tem intenção nenhuma de se casar, mas fará de tudo para fechar um negócio. Precisando desesperadamente de uma noiva de fachada, ele considera fazer uma proposta a Mia Hughes. Com seu chefe — e rival de Dave — desaparecido, Mia é obrigada a adiar seu plano de vingança e aceitar o acordo. 

Contudo, quando o romance encenado transforma-se em noites apaixonadas, Dave sabe que não pode deixar Mia partir. Será que ele conseguirá negociar um contrato mais permanente?

Capítulo Um

Dave Firestone estava determinado.
O futuro de seu rancho estava em jogo, e ele não permitiria que um escândalo ou boatos destruíssem o que ele passara anos construindo. Já fazia meses desde que Alex Santiago desaparecera, e Dave ainda sentia a suspeita à sua volta. Estava na hora de descobrir o que as autoridades da cidade pensavam da situação.
Ele saiu de seu 4x4, levantou a gola de sua jaqueta de couro marrom e semicerrou os olhos ao sentir o vento do leste texano. O inverno seria frio. Contudo, não havia nada que ele pudesse fazer a respeito disso, mas Dave fora até o limite de seu rancho para resolver ao menos parte de sua vida.
Um homem alto de casaco de couro preto e chapéu estava remendando a cerca de arame farpado que separava o rancho de Dave, o Royal Round Up, do rancho vizinho, Battlelands. Atrás do homem de preto, outro homem, Bill Hardesty, um dos funcionários do rancho dos Battle, descarregava um rolo de arame de uma surrada picape. Dave cumprimentou Bill com um movimento de cabeça e, em seguida, voltou sua atenção para Nathan Battle.
Nathan ergueu o olhar quando Dave se aproximou.
— Oi, Dave, como vai?
— Bem — disse ele, pois Dave Firestone jamais admitia ter um problema que ele não pudesse resolver.
— Passei na casa principal, e Jake me contou que você estava aqui. Não imaginei que encontraria o xerife remendando uma cerca.
— Gosto de sair pelo rancho. Isso me dá oportunidade de pensar. Meu irmão faz a maior parte do trabalho no Battlelands, mas sou sócio dele, e é bom voltar às raízes, sabe? — sorriu ele. — Além do mais, Amanda está reformando a casa, preparando tudo para o bebê. Então, uma das equipes da construtora de Sam Gordon passa o tempo todo na casa. Aqui é mais tranquilo.
As coisas haviam mudado muito em Royal nos últimos meses, pensou Dave. Nathan e Amanda haviam se casado e estavam esperando um bebê. Sam e Lila estavam esperando gêmeos. E também havia o motivo de Dave ter ido procurar Nathan em seu dia de folga.
O desaparecimento de Alex Santiago.
Ele jamais afirmaria ter sido amigo de Alex. Porém, também jamais lhe desejara mal. Aquele sumiço era estranho o suficiente para deixar o povo da cidade falando a respeito e a maioria estava falando de como Dave e Alex tinham sido rivais nos negócios, imaginando se talvez Alex não tivesse recebido uma “ajudinha” para desaparecer.
Dave nunca dera a mínima para o que diziam dele. Administrava sua vida e seus negócios como bem entendia, e, se as pessoas não gostassem, ao inferno com elas. Mas as coisas haviam mudado. Era irritante admitir que fofocas e a ameaça de um escândalo o tinham levado até ali para conversar com o xerife da cidade.
— Eu entendo. Meu encarregado é o melhor de todos, mas também gosto de trabalhar no rancho por conta própria. Sempre gostei — falou Dave. — E detesto estragar sua paz.
Nathan prendeu o alicate na cintura e olhou para Dave.
— Mas?
— Mas — pronunciou Dave lançando um rápido olhar para Bill, que sequer estava se esforçando para esconder seu interesse na conversa -, preciso saber se você tem novidades sobre o sumiço de Alex.
Franzindo o cenho, Nathan admitiu:
— Nada. É como se ele tivesse desaparecido da face da Terra. Também não houve nenhuma atividade nos cartões de crédito dele. Não faço ideia do que tenha acontecido, e isso está me enlouquecendo.
— Imagino. Também não está me agradando muito.
Nathan assentiu.
— É, ouvi os boatos.
— Ótimo. — Justo o que ele queria. O xerife dando ouvidos a boatos sobre ele.
— Relaxe. Sei como são os fofoqueiros desta cidade, Dave. Droga, eles quase me fizeram perder Amanda. Se isso ajudar, você não é oficialmente um dos suspeitos.
Dave não pensara que fosse. No entanto, era bom ouvir aquilo mesmo assim. Não resolvia seu problema, mas saber que Nathan acreditava na inocência dele era algo a menos com que se preocupar. Dave sabia o que devia estar parecendo para todos da cidade. Ele fora uma das últimas pessoas a ver Alex. E a discussão que eles haviam tido na rua principal da cidade fora testemunhada por ao menos uma dúzia de pessoas.
Aliás, era de conhecimento público em Royal que Alex comprara a propriedade que Dave estivera pensando em adquirir como investimento. Sim, Dave ficara furioso. Todavia, não quisera que nada acontecesse com Alex.
— Bom saber — declarou Dave. — Na realidade, foi justamente isso que vim perguntar. De qualquer forma, isso não muda a maneira como todos da cidade estão me olhando.
Ele estava em Royal há três anos e imaginara que as pessoas já o conhecessem àquela altura. Aparentemente, entretanto, uma suculenta fofoca era tudo de que as pessoas precisavam para olhá-lo atravessado.
— As pessoas falam. Você não tem como impedir. Só Deus sabe como já tentei. E, numa cidade do tamanho de Royal, isso é tudo que elas têm para passar o tempo, sabe? Não significa nada.
— Talvez não para você e não me entenda mal, estou muito agradecido. Mas estou tentando conseguir um contrato com a TexCat e...

Série O Sócio Desaparecido
5- Cinderela do Texas
6- Cowboy Indomado
7- Fruto de uma Noite - A Revisar
8- Quente como a Paixão - Idem
9- Teia de Traição - Idem
10- Nova Missão - Idem

segunda-feira, 7 de março de 2016

Nada a Esconder

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série O Sócio Desaparecido





Um novo começo?

Sete anos atrás, o xerife Nathan Battle pediu Amanda Altman, sua namorada grávida, em casamento.
Mas ela fugiu da cidade e perdeu o bebê, deixando o coração dele estilhaçado.
Agora Amanda está de volta e Nathan precisa superar a rejeição de uma vez por todas.
Contudo, seu plano de seduzi-la e depois abandoná-la para focar no trabalho não funciona.
Amanda está determinada a mostrar para Nathan o quanto ainda o ama. E resistir ao charmoso homem da lei é impossível. Principalmente depois de descobrir que engravidou dele novamente.

Capítulo Um

Amanda Altman voltara à cidade.
Todos só falavam disso, e Nathan Battle já estava ficando farto. Ele detestava estar no centro de um tornado de fofocas. Anos antes, ele já passara por isso. Claro, ele se safara do pior por ter se mudado para Houston e se enfurnado na academia de polícia e, depois, em seu emprego.
Desta vez, isso não funcionaria. Ele construíra seu lar ali. Não iria a lugar algum. Porque Nathan Battle não fugia. Ele precisaria aguentar até que a cidade encontrasse outra novidade.
Mas a vida em Royal, Texas, era assim. Uma cidade pequena demais para cuidar da própria vida e grande demais para que as mesmas fofocas se repetissem sem parar.
Mesmo ali, nos sagrados halls do Clube dos Milionários, Nathan não conseguia escapar. Nem mesmo de seu melhor amigo.
— Então, Nathan — perguntou Chance, sorrindo - já encontrou Amanda?
Nathan olhou para o homem sentado diante dele. Chance McDaniel era proprietário do McDaniel’s Acres, um rancho e hotel ao sul da cidade. O homem construíra o lugar desde o zero num terreno herdado da família.
O cabelo loiro de Chance era curto. Seus olhos verdes estavam entretidos.
— Não.
Nathan, porém, soube que aquela única palavra não seria suficiente para rechaçar Chance. Eles eram amigos havia tempo demais. E melhores amigos se conheciam muito bem.
— Você não pode ignorá-la para sempre.
— Até agora, deu certo.
— Claro — falou Chance, contendo uma risada. — É por isso que você tem estado tão calmo nas últimas semanas.
— Engraçadinho.
— Então, xerife, se você está evitando ir ao Royal Diner ultimamente, onde anda tomando café?
— No posto de gasolina.
Desta vez, Chance não se deu ao trabalho de conter a risada.
— Você deve estar desesperado se anda bebendo aquela lama que Charlie faz lá. Talvez esteja na hora de aprender a fazer um café decente por conta própria.
— E talvez esteja na hora de você esquecer esse assunto. — Toda a rotina de Nathan fora destruída quando Amanda retornara a Royal. Ele costumava começar seu dia com uma grande caneca de café e talvez alguns ovos no restaurante. Pam, irmã de Amanda, sempre estava com o café já pronto quando Nathan chegava. Era uma rotina confiável. Porém, desde que Amanda voltara para o mundo dele, Nathan passara a ter de aguentar o nojento café de Charlie.
Mesmo sem tentar, Amanda dava um jeito de prejudicá-lo.
— É sério, Nate. Pelo que dizem, Amanda veio para ficar. Parece que ela está fazendo algumas mudanças no restaurante e, de acordo com Margie Santos, procurando uma casa.
Nathan já ouvira tudo aquilo, claro. Margie era a principal corretora imobiliária de Royal e também uma das maiores fofoqueiras. O que significava que Amanda voltara mesmo para ficar.
E ele não poderia ignorá-la durante muito mais tempo.

Série O Sócio Desaparecido
1- Proposta Tentadora
2- Nada a Esconder
3- Intenções Nobres
4- Desejo Obscuro
5- Cinderela do Texas - Em Revisão
6- Cowboy Indomado - Idem
7- Fruto de uma Noite - Idem
8- Quente como a Paixão - Idem
9- Teia de Traição - Idem
10- Nova Missão - Idem

domingo, 22 de novembro de 2015

Beijos Encenados

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Acordos & Escândalos





Um acordo apaixonante!

Georgia Page sabia que aceitar a proposta de Sean Connolly era loucura. Mas poderia fingir ser a noiva de um bilionário enquanto a mãe dele recuperava a saúde. Bastava preservar o coração, apesar de Sean ser muito sensual e perfeito no papel de apaixonado. Tudo parecia bem simples até os beijos e os abraços encenados se tornarem muito reais. 

Da fantasia nasce um sentimento tão forte que talvez transforme o acordo ultrajante em um casamento de conto de fadas.

Capítulo Um

— Pelo amor de tudo o que é sagrado, não pressionem! — Sean Connolly manteve um olho cauteloso no espelho retrovisor e outro na estrada que se estendia diante dele. Por que diabos tinha sido ele o escolhido para dirigir até o hospital?
— Fique de olho na estrada e dirija, Sean — reclamou seu primo Ronan do banco de trás. Tinha um dos braços em torno da esposa grávida e a puxava para ele, apesar dos cintos de segurança.
— Ele tem razão — disse Georgia Page do banco de carona. — Apenas dirija, Sean. — Virou-se para trás. — Fique firme, Laura, já estamos chegando.
— Relaxem, não vou dar à luz no carro.
— Que Deus a ouça — resmungou Sean e pisou mais fundo no acelerador.
Nunca tivera tantos motivos para amaldiçoar as rodovias estreitas e sinuosas de sua nativa Irlanda. Mas, aquela noite, tudo o que queria eram 30 quilômetros de uma larga estrada reta e asfaltada para levá-los ao hospital em Westport.
— Não está ajudando — comentou Georgia com um rápido olhar para ele.
— Estou dirigindo — respondeu e arriscou outro olhar ao espelho retrovisor no momento em que as feições de Laura se contraíram de dor.
Ela gemeu e Sean cerrou os dentes. A sensação normal de pânico que um homem tem perto de uma mulher em trabalho de parto aumentou com a expressão excitada e meio louca de preocupação do primo pela esposa que adorava. Uma parte de Sean invejava Ronan, mas a maior parte dele estava distante e resmungando Sinto muito, Ronan, antes você do que eu.
Estranho como a vida de um homem ficava complicada quando não estava nem prestando atenção. Um ano antes, ele e Ronan eram felizes e solteiros e com toda a intenção de continuar assim. Agora, Ronan estava casado, prestes a se tornar pai e Sean estava totalmente envolvido na chegada da geração seguinte dos Connolly. Ele e Ronan viviam perto um do outro e haviam crescido mais como irmãos do que primos.
— Não pode ir mais depressa? — sussurrou Georgia, inclinando-se para ele.
E então havia a irmã de Laura. Georgia era uma mulher linda, inteligente e ligeiramente cínica, que ocupava os pensamentos de Sean e o atraía num nível muito básico. Mas, até agora, conseguira manter distância dela. Envolver-se com Georgia Page apenas complicaria as coisas. A irmã era casada com seu primo e Ronan havia se tornado loucamente protetor das mulheres que, segundo ele, eram agora “sua responsabilidade”.
Maldito conservadorismo para um homem que havia passado grande parte da vida adulta em meio a legiões de mulheres adoradoras. Mesmo assim, Sean estava contente pela presença de Georgia ali. Pela sanidade que imprimia ao momento, além de tudo o mais.
Georgia e Sean pelo menos teriam um ao outro para se consolar durante aquela coisa toda. Sean lhe lançou um olhar rápido e manteve a voz baixa.
— Se aumentar a velocidade nesta estrada à noite, todos nós precisaremos de um quarto no hospital.
— Certo.
O olhar de Georgia se fixou na estrada e ela se inclinou para a frente, como se tentasse aumentar a velocidade apenas com sua força de vontade. Bem, disse Sean a si mesmo, se alguém conseguisse fazer aquilo, seria Georgia Page.
À luz fraca do painel, seus escuros olhos azuis pareciam poços sem fundo e o cabelo cor de mel era mais vermelho do que louro. Encontrara-a pela primeira vez no casamento de Ronan e Laura pouco mais de um ano atrás e, com suas muitas visitas à irmã na Irlanda, passara a conhecer melhor Georgia e a gostar dela. Principalmente de sua inteligência rápida e bem-humorada, seu sarcasmo e seu senso de lealdade familiar... que partilhava.

Série Acordos & Escândalos
1- Beijos Encenados
2- Segredo de Amante

Herança de Segredos

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série A Dinastia dos Lassiters




Enganado por um testamento absurdo!

Apesar de ser filho do poderoso J.D. Lassiter, Sage batalhou para fazer a própria fortuna. Mas com a morte do pai, tudo muda. A herança fora deixada para sua enfermeira particular, privando os filhos de um direito. Sage fica enfurecido com a injustiça! Ele pode jurar que Colleen Falkner não é inocente. E não medirá esforços para desmascará-la... Porém, usar o sexo como arma pode ter consequências inesperadas. Principalmente porque Colleen derruba a barreira em torno do coração de Sage...

Capítulo Um

O escritório de advocacia, na firma de Drake, Alcott e Whittaker, estava muito lotado para o gosto de Sage Lassiter. Ele preferiria estar ao ar livre em sua fazenda, no clima fresco de uma primavera do Wyoming. Entretanto, não tinha escolha, senão participar da leitura do testamento de seu pai de criação.
J.D. Lassiter tinha morrido apenas duas semanas atrás, e Sage estava tendo dificuldade em superar aquilo. Ora, ele teria apostado que J.D. era muito teimoso para morrer. E agora que acontecera, Sage era forçado a viver sabendo que nunca mais teria a chance de acertar as coisas entre ele e o homem que o criara. Era típico de J.D. fazer alguma coisa, independentemente de todos os outros estarem preparados ou não para isso. O velho homem tinha, mais uma vez, dado a última palavra.
Sage não sabia quando a tensão entre eles criara raízes, mas lembrava-se daquilo como um sentimento sempre presente. Nada tangível. Nada que ele pudesse apontar e dizer: Basta. É o começo do fim. Em vez disso, era uma desintegração lenta de qualquer coisa que poderia ter havido entre eles, e era tarde demais para pensar nisso agora. Velhas mágoas, velhos ressentimentos não tinham lugar nesta sala, e lugar algum para ir, mesmo se Sage houvesse lhes concedido alguma importância em sua mente.
— Você parece querer socar alguma coisa. — A voz de seu irmão mais novo, Dylan, soou num sussurro.
Enviando-lhe um olhar duro, Sage meneou a cabeça.
— Não. Você não pode realmente entender o que nós temos aqui.
— Eu sei. — Dylan afastou o cabelo castanho da testa e deu uma olhada rápida ao redor da sala, antes de voltar-se novamente para Sage. — Mesmo assim, eu ainda não consigo acreditar que J.D. se foi.
— Eu estava pensando a mesma coisa. — Ele cruzou os braços sobre o peito e disse: — Estou preocupado com Marlene.
Dylan seguiu seu olhar.
Marlene Lassiter passara a ser mãe substituta para Sage, Dylan e Angelica, depois que Ellie Lassiter morrera durante o parto de Angie. Ela estivera casada com o irmão de J.D., Charles, e quando ficara viúva, tinha ido para o Wyoming, a fim de viver na Fazenda Big Blue, dos Lassiter. Ela havia sido calorosa, amiga e uma confidente confiável por muitos anos.
— Ela ficará bem, com o tempo — disse Dylan, então, encolheu-se quando eles observaram Marlene segurando um lenço de papel ensopado contra a boca, como se tentando abafar um grito de agonia.
— Espero que você tenha razão — murmurou Sage, desconfortavelmente vendo Marlene sofrer, e sabendo que não havia nada que pudesse fazer sobre aquilo.
O filho de Marlene, Chance Lassiter, estava sentado ao lado dela, o braço protetor em volta dos ombros da mãe. Ele usava uma jaqueta de couro sobre uma camisa branca de mangas compridas. Jeans e botas completavam o traje, e o chapéu cinza, do qual ele nunca se separava, estava equilibrado sobre um joelho. Ele era um cowboy típico, e o administrador da fazenda de 30 mil acres de J.D., a Big Blue.
— Você tem alguma ideia sobre o que são as heranças? — perguntou Dylan. — Eu não consegui tirar uma palavra de Walter.
— Não é surpreendente — observou Sage com um sorriso sardônico. Walter Drake não era apenas o advogado de J.D., mas praticamente seu clone. Os dois homens mais teimosos e reservados que ele já conhecera. Walter tinha telefonado a todos eles, avisando-lhes quando e onde aparecer, e, nem uma vez, insinuando o que estava no testamento. Logan Whittaker, outro sócio na firma, também estava trabalhando no testamento de J.D., mas não havia sido mais claro do que Walter.
Sage não estava esperando nada para si mesmo. E não era como se precisasse de dinheiro. Construíra a própria fortuna, assim que saíra da faculdade, investindo numa das ideias brilhantes de seu amigo. Quando aquilo dera lucro, ele investira em outros sonhadores, e ao longo do caminho, acumulara milhões. Mais do que o bastante para torná-lo completamente independente do legado dos Lassiter. Na verdade, estava surpreso por ter sido chamado para a leitura do testamento. Muito tempo atrás, Sage distanciara-se dos Lassiter para seguir o próprio caminho, e ele e J.D. não tinham sido exatamente próximos.
— Você conversou com Angelica desde que tudo isso aconteceu? — Dylan olhou para onde a irmã deles estava sentada ao lado do noivo, Evan McCain, a cabeça no ombro dele.
— Não por muito tempo. — Sage franziu o cenho, e pensou na irmã que ele e Dylan tanto amavam. O casamento muito antecipado dela fora adiado por causa da morte do pai, e ninguém sabia quando aconteceria agora. Os grandes olhos castanhos de Angelica estavam vermelhos pelo choro, e havia sombras escuras sob eles, dizendo a Sage que ela não vinha dormindo muito. — Eu fui vê-la alguns dias atrás, esperando que pudesse conversar com ela, mas tudo que Angelica fez foi chorar. — Ele meneou a cabeça. — Detesto vê-la assim, mas não sei o que podemos fazer por ela.
— Não muita coisa, realmente — concordou Dylan. — Eu a vi ontem, mas ela não quis falar sobre o que aconteceu. Evan me disse que Angelica não está dormindo, e mal come. Ela está sofrendo muito, Sage.
Assentindo, ele falou para seu irmão:
— Angelica e o velho homem eram tão próximos, é claro que ela está sofrendo. Sem mencionar que o fato de J.D. ter caído no jantar de ensaio do casamento dela adiciona um novo nível de sofrimento ao ocorrido. Apenas temos de nos certificar que ela supere isso. Nós iremos nos revezar com Angelica. Um de nós irá vê-la pelo menos dia sim, dia não...

Série A Dinastia dos Lassiters
1- Herança de Segredos 
3- Herança de Escândalos - em revisão
4- Herança de Paixão -  idem
5- Herança de Dominação -  idem
6- Herança de Redenção -    idem

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Prova de Paixão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série A Dinastia dos Lassiters

Mais de uma chance para amar...

O milionário Matt Hollis nunca deixou que uma mulher influenciasse sua carreira. Mas durante o casamento de seu melhor amigo com uma das herdeiras dos Lassiters, o coração de Matt foi roubado pela madrinha da noiva. Kayla Prince é muito mais do que ele havia planejado.
Contudo, ela está dividida. Matt a deixara por um negócio em Los Angeles e agora a quer de volta? Ainda que ele a tivesse enganado no passado, parecia que a segunda vez seria para valer.
Entretanto, uma noite fatal colocaria à prova o relacionamento.

Capítulo Um


— Sabe que amo você, certo? — Kayla Prince olhou para a pessoa sentada a sua frente no Café Something Hot, no centro de Cheyenne, Wyoming.
— Eu sei.
— E sabe que faria qualquer coisa por você.
— Com certeza.
— Então, imploro, — continuou Kayla, de forma lastimosa — por favor, por favor, por favor, não me faça andar ao longo da nave na igreja no seu casamento, com aquele homem.
A melhor amiga de Kayla, Angelica Lassiter, riu e balançou a cabeça para tirar seu cabelo loiro do rosto.
— Quanto drama.
Kayla recostou-se contra o assento do banco.
— Ora, Angie, seja diferente. Seja aquela que dita uma nova tendência. Faça o padrinho entrar na igreja com a daminha de honra, que vai carregar as flores.
— Certo, porque isso ficaria lindo.
Desespero preencheu o tom de voz de Kayla em seu próximo argumento:
— Então, deixe-me ser a dama de honra. Encontre outra madrinha. Não ficarei magoada. — Ela cruzou os dedos sobre o coração. — Sinceramente.
— Não há como escapar disso. Você é a madrinha, Kayla. É a minha melhor amiga.
— Nós poderíamos ter uma briga — alegou-a, esperançosamente. — Uma briga feia. E fazer as pazes depois do casamento.
— Nós nunca brigamos — ponderou Angelica.
Não, é claro que elas não brigavam, Kayla disse a si mesma com tristeza. Quem poderia brigar com Angie? Ela era linda, amável, engraçada e inteligente. E estava prestes a se casar com um homem cujo melhor amigo, por acaso, era o homem que irritava Kayla de maneira inacreditável.
— Tudo isso para evitar Matt?
Olhando para seu café com uma careta, Kayla tentou ignorar o fato de que estava sendo uma grande covarde... O que nunca era; de modo geral. Desde criança, tendo sido criada por uma mãe solteira para ser muito independente, Kayla sempre acreditara em lutar pelo que queria. Ela fizera faculdade em Los Angeles, onde ela e Angelica tinham dividido um apartamento e, então, se tornado melhores amigas. Kayla estudara artes e adorara, no entanto, ao longo do caminho, tinha admitido que nunca fosse à grande artista que sonhara ser. Mas reconhecia a grandeza quando a via, e então, trabalhara em algumas pequenas galerias, aprendendo e adquirindo experiência. Se não seria uma artista, decidiu que poderia, pelo menos, estar cercada por arte.
Nas férias escolares e feriados, Kayla havia visitado a cidade natal de Angie, Cheyenne, diversas vezes, e se apaixonado pelos espaços abertos de Wyoming. Então, quando lhe ofereceram o emprego dos sonhos na Cheyenne Art Gallery, Kayla deixara Los Angeles para trás e agarrara a chance. Na galeria, era cercada por arte... Esculturas, pinturas, gravuras. Era parte do mundo criativo, e estava numa posição de ajudar a promover os artistas talentosos que confiavam seus trabalhos a ela.
Graças ao seu relacionamento com Angie, Kayla também era conselheira particular de arte para a coleção Lassiter. Cheyenne tinha se tornado seu lar nos últimos anos. Ela possuía um pequeno chalé na cidade, um carro que estava pago e uma vida social saudável que incluíra até mesmo alguns homens interessantes. Até que conhecera Matt Hollis. É claro, depois de conhecer Matt, todos aqueles homens não tinham mais nenhum significado.
— Matt ficou nos escritórios de Lassiter Media, na Califórnia, por nove meses — disse Angelica. — Não foi tempo o bastante para você superar seja lá o que tenha acontecido para você se zangar com ele?
Nem de perto.
Um misto de embaraço, luxúria e, raiva inundou Kayla quando lembranças passaram por sua mente num borrão de cores. No ano anterior, quando Angelica e Evan haviam ficado noivos, decidiram que seus amigos precisavam ser amigos, também.
Portanto, para fazer aquilo acontecer, Angie combinara um encontro duplo para os quatro.
Pesadelo.
Matt Hollis era um sujeito arrogante que irritara Kayla profundamente naquela noite ilustre.
Era lindo e inteligente, e costumava ter mulheres aos seus pés, repletas de necessidades hormonais. Quando Kayla conseguira resistir ao impulso de se atirar naquele peito másculo, Matt tomara aquilo como um desafio direto.
Pelos próximos dois meses, toda vez que se encontravam; Matt achava um jeito de tocá-la, de estar perto dela. Mesmo quando estavam discutindo, que era a maior parte do tempo, havia uma tensão sexual entre os dois que parecia crescer cada vez mais. Inevitavelmente, aquela tensão explodira uma noite, depois que os quatro tinham saído para dançar. No momento em que Evan e Angie finalmente foram, embora, Matt e Kayla estavam prontos para arrancar o cabelo um do outro.
É claro que, no final, ela se lembrou, tinham acabado arrancando as roupas um do outro, mas Angie não precisava saber do ocorrido.
Como também não precisava saber que aquela única noite explosiva com Matt Hollis ainda estava perseguindo os sonhos de Kayla.
Assim como o fato de que, poucos dias depois, ele partira para os escritórios da Lassiter Media na Califórnia, onde permanecera pelos últimos nove meses. Agora, estava de volta para o casamento e para resolver alguns assuntos da Lassiter Media na região, e Kayla não queria vê-lo de novo. Bem, ela queria, mas não queria.
Era tudo muito complexo.
Mas não podia dizer nada daquilo a Angie.
— Ele apenas não é meu tipo favorito de pessoa, certo?

Série A Dinastia dos Lassiters
0.5- Prova de Paixão – Prólogo
1- Herança de Segredos - A Revisar
2- Herança de Sedução - Idem
3- Herança de Escândalos - Idem
4- Herança de Paixão - Idem
5- Herança de Dominação - Idem
6- Herança de Redenção - Idem

domingo, 13 de setembro de 2015

Dupla Emoção

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




Uma noite... dois bebês!

Colton King abandonou Penny Oaks em um quarto de hotel em Las Vegas depois de uma semana de intenso prazer... e apenas 24 horas de casados. Um ano mais tarde, ele descobre o segredo que Penny guardava. Na verdade, dois pequenos segredos: um menino e uma menina. A única opção de Colton é assumir os gêmeos. Mas logo ele seduziria Penny novamente. 

Sendo que desta vez terão de decidir se o casamento impulsivo pode durar por toda a vida.

Capítulo Um

Colton King não chegou a ver o punho que acertou sua mandíbula.
Ele balançou a cabeça para colocá-la no lugar e se esquivou a tempo do segundo golpe. O homem furioso, que invadira seu escritório segundos antes, deu um passo atrás e gritou:
— Você já devia estar esperando.
— O quê? — perguntou Colt, pegando sua bolsa de compras, que caíra no chão. — Esperando o quê?
Colt vasculhou sua mente em busca de lembranças, mas não se lembrava de nada. Ele não conhecia aquele homem nem ninguém que poderia querer atingi-lo daquela maneira... pelo menos naquela época. As suas relações com mulheres, sempre temporárias, terminavam invariavelmente de forma amigável. Aliás, há várias semanas que ele não brigava sequer com seu irmão gêmeo, Connor.
Por outro lado, teria clientes furiosos em seu escritório de Laguna Beach, na Califórnia, sede da King’s Extreme Adventures, caso as prometidas ondas monstruosas não aparecessem nos próximos dias ou se uma expedição nas montanhas fosse cancelada por culpa de uma avalanche.
Colton e Connor organizavam viagens de aventura para loucos por adrenalina de todo o mundo. Portanto, com certeza, mais de uma vez um cliente voltou raivoso por um problema de qualquer natureza. Mas nenhum deles jamais partiu para a luta física. Até então.
A questão era:
— Quem é você?
— Eu chamei os seguranças! — gritou uma mulher parada na porta.
Colt nem olhou para Linda, a gerente do local.
— Obrigado. Chame o Connor.
— É para já — disse a mulher, que desapareceu na mesma hora.
— Chamar a segurança não vai ajudar em nada — disse o homem que lhe dera um soco. — Você continuará sendo um idiota.
— Tudo bem — murmurou Colt. Não era a primeira vez que escutava tal insulto, mas um pouco de contexto seria bem-vindo. — Você não quer me explicar o que está acontecendo por aqui?
— Isso é exatamente o que eu queria saber — disse Connor, entrando no escritório e se postando ao lado do irmão.
Colt ficou aliviado ao ver que seu irmão chegara, pois estava a ponto de dar um soco naquele homem que invadira seu escritório. No entanto, aquele não seria o melhor momento para uma luta livre, e o seu irmão certamente esfriaria seus ânimos. Além do mais, brigando, ele não conseguiria a resposta que buscava.
— Você deu um soco perfeito, mas agora eu quero saber por que fez isso.
— O meu nome é Robert Oaks.
Oaks... Uma série de lembranças armazenadas na cabeça de Colt voltaram à tona. Ele sentiu um frio no estômago e seu corpo ficou paralisado. Ficou olhando para o homem parado à sua frente, com aqueles olhos verdes franzidos, e notou certa... familiaridade.
Droga!

terça-feira, 12 de maio de 2015

Pessoal e Intransferível

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




Ele tentou se afastar, mas tudo o que mais deseja é tê-la novamente.

O impetuoso bilionário irlandês Ronan Connolly adora perigo e aventuras. 

A bela Laura Page almeja segurança e uma vida tranquila. Quando se encontram, a atração e forte demais para ser ignorada. 
Depois de algumas noites deliciosas, Ronan prefere se afastar antes que o caso fique serio demais. Mas não consegue ficar longe por muito tempo. 
Seis semanas depois, Ronan volta querendo tê-la novamente. Entretanto, sente o desprezo de Laura. Ela esta ferida, irritada - e escondendo um segredo. 
Agora, Ronan precisa descobrir os mistérios de Laura, e para isso precisará entregar seu coração.

Capítulo Um

— Laura, sei que você está aí!
Ronan Connolly bateu de novo à porta da frente e depois parou para escutar. Dentro da casa não se ouvia um único som, apesar de saber muito bem que Laura estava lá. Mas que droga, ele quase podia senti-la de pé do outro lado da maldita porta. Que mulher teimosa!
Os segundos se passaram e o silêncio o irritou ainda mais. Observou o Volkswagen amarelo estacionado junto à casa... o carro dela. Depois, observou outra vez a porta fechada com os olhos em chamas.
— Você não vai me convencer de que não está em casa. O seu maldito carro está estacionado na rua, Laura.
Foi então que ouviu a voz dela, abafada, mas clara.
— Nos Estados Unidos, isso é uma vaga normal de veículos, Ronan. Esqueceu que você já não está na Irlanda?
— Nem imagina o quanto lamento por isso.
Ele passou uma das mãos pelo rosto e revirou os olhos, frustrado. Se estivessem na Irlanda, teria metade da vila de Dunley ao lado dele e iria obrigá-la a abrir aquela maldita porta.
— Eu escutei o que disse — disse ela. — E fique à vontade para apanhar um dos seus aviões privados para voltar para a Connollylândia quando quiser!
Ele desejou poder fazer aquilo. Mas havia ido à Califórnia para abrir uma filial de sua empresa e até que a Cosain funcionasse como deveria, não iria partir. No entanto, naquele momento estava cansado, irritadiço e sem vontade de lidar com mais mulheres. Em especial com uma tão teimosa quanto Laura.
Havia passado as últimas seis semanas viajando pela Europa como guarda-costas de uma estrela pop de 16 anos cujas canções eram apenas um pouco menos irritantes do que a atitude dela. Entre a garota e a mãe possessiva, Ronan estava ansioso para que o trabalho terminasse e ele pudesse regressar à sua vida normal. E, uma vez de volta, esperava ter paz. Ordem. Mas em vez disso... Cerrou os dentes e contou até dez. Depois repetiu o procedimento uma segunda vez.
— Não me interessa do que queira chamar, Laura, mas o seu carro está aqui e você também.
— Eu poderia ter saído — gritou ela. — Pensou nisso? Eu tenho amigos, sabia?
O temperamento típico dos Connolly começou a se manifestar dentro dele e Ronan se forçou a reprimi-lo.
— Mas não saiu, não é mesmo? — Perguntou em um tom razoável, felicitando-se por isso. — Você está aqui, tentando me distrair e me fazendo gritar para uma maldita porta fechada como se fosse o idiota da aldeia que acabaram de deixar sair sozinho pela primeira vez.
— Não precisa gritar, posso escutar você muito bem — respondeu ela, com a sua voz perfeitamente audível através da porta.


sábado, 18 de abril de 2015

Cena de Sedução

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Os Hudson de Beverlly Hills




Nunca ninguém havia recusado Devlin Hudson.

O presidente da Hudson Pictures poderia ter a mulher que ele quisesse, mas o que realmente desejava era alguém que não fizesse nenhuma exigência.
Ele pensou que Valerie Shelton era essa pessoa, mas a sua “esposa ideal” havia desistido do casamento. 
Agora, Devlin fará de tudo para consegui-la de volta.
Conquistaria Valerie à moda antiga… na cama. 
É quando ele descobre que sua “tímida” esposa tem um lado passional – e também desejos românticos que irão abalar o seu mundo.

Capítulo Um

Outro agudo grito vindo do escritório externo atravessou o cérebro de Devlin Hudson como uma chave de fenda. Já era a quarta secretária que recebia um vaso de flores, um bicho de pelúcia ou uma imensa caixa de chocolates naquela manhã. 
— O dia de São Valentim devia ser abolido — resmungou ele. 
— Esse é o espírito, chefe. Ele lançou um rápido olhar para sua assistente, Megan Carey. A loura de 50 e poucos anos balançou a cabeça como se ele fosse uma decepção particular. 
— Não quero comentários, obrigado. — Por sua longa experiência, ele sabia que era melhor interromper Megan antes que ela começasse. 
— Não estou dizendo nada. — Seria a primeira vez. 
Dev podia ser o mais velho daquela geração da família Hudson. Podia ter um cargo poderoso na dinastia da Hudson Pictures. Podia até ter um olhar que congelava agentes e atores. Mas era Megan Carey quem administrava o escritório dele e, portanto, seu mundo, e concedia a si mesma o direito de falar o que pensava. 
— Mas — disse ela — o dia de São Valentim é amanhã. 
— Deus do céu. — Ele quase grunhiu. — Temos outro dia cheio de entregas para aguentar. 
— Cara — murmurou Megan —, a fada do romance nunca foi visitar você, não é? 
— Não tem trabalho a fazer? — rebateu ele, voltando para ela o olhar frio que costumava reservar para diretores que estouravam o orçamento. 
— Acredite — falou ela com um dramático suspiro —, falar disso com você é trabalho. Ele quase sorriu. Quase. 
— Certo. Diga logo para eu poder prosseguir com meu dia.
— Vou dizer. Como se algo pudesse tê-la impedido. Ela pôs uma pilha de mensagens na mesa dele e pôs as mãos em seus consideráveis quadris. — Como eu dizia, amanhã é dia de São Valentim. Um homem sábio veria isso como oportunidade de enviar flores para a esposa. Ou chocolates. Ou ambos. Na minha opinião, qualquer esposa ficaria feliz em ser lembrada pelo marido num dia tão especial. 
— Valerie e eu nos separamos, Megan — lembrou ele tensamente. 
Dev não queria falar sobre seu casamento, sua esposa ou o fato de que ela o deixara. Contudo, agora que Megan abordara o assunto, a mente dele não conseguiu mais parar. Dev ainda não conseguia acreditar que sua esposa o largara. Pelo amor de Deus, por quê? Eles tinham se dado bem. Ela tivera uma conta ilimitada em todas as lojas da Rodeo Drive e tempo livre para comprar tudo que quisesse. 
Eles haviam morado nos aposentos dele na mansão da família. Então ela sequer precisara se preocupar com a contratação e supervisão de governantas. Tudo que ela precisara fazer fora morar com ele. O que, aparentemente, não fora o suficiente para mantê-la lá. 

Série Os Hudson de Beverlly Hills
1 - Cena de Amor
2 - Cena de Paixão
3 - Cena de Desejo
4 - Cena de Ousadia
5 - Cena de Romance
6 - Cena de Sedução
Série Concluída

sexta-feira, 27 de março de 2015

No Limite do Desejo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Disfarces da paixão 

Gianne Coretti e Marie O’Hara se unem para solucionar dois casos de furto... 

Ele era descendente de uma longa linhagem de ladrões de joias. Mas Gianni Coretti fez um acordo para salvar sua família e passou a só andar na linha. 
Quando Marie O’Hara, uma bela expert em segurança, pede para ele realizar um roubo como parte de um plano, ele fica bastante entusiasmado. O fato de que ela vai fingir ser sua noiva é um bônus! 
Entretanto, à medida que ambos são dominados por uma atração inegável, torna-se cada vez mais tênue a linha entre a encenação e a realidade, deixando Gianni dividido. 
Afinal, um homem como ele, com um passado tão condenável, seria merecedor de um futuro glorioso com aquela mulher maravilhosa... 


Capítulo Um 

— Papa é responsável pelo roubo da esmeralda Van Court na semana passada, não é? — Gianni Coretti manteve a voz baixa enquanto olhava para o irmão Paulo sentado em frente a ele à mesa. O outro homem deu de ombros, tomou um gole de uísque e sorriu de leve. 
— Você conhece papa. 
Gianni fez uma carranca e passou uma das mãos pelo cabelo. A resposta foi deliberadamente vaga, disse a si mesmo. No entanto, não esperava nada diferente. É claro que Paulo ficaria ao lado do pai. Gianni afastou o olhar do irmão e observou os gramados impecáveis e iluminados de Vinley Hall. 
Aninhado no coração de Hampshire, no litoral sul da Inglaterra, o hotel de luxo sempre tinha sido o lugar de hospedagem predileto da família Coretti, não só por sua elegância inata como por sua conveniente proximidade com o aeroporto particular Blackthorn. Os Coretti jamais voavam por linhas comerciais. 
Naquele dia, Gianni levaria o irmão a Blackthorn para um curto voo até sua casa em Paris. A caminho, é claro, pararam para uma bebida. Paulo estivera em Londres para uma visita de três dias e, francamente, para Gianni, parecia ter durado três anos. Não gostava de visitas, nem mesmo da família. 
E Paulo, particularmente, esgotava a paciência de Gianni mais depressa do que qualquer outra pessoa. Uma garçonete de saia preta e elegante blusa branca atravessou o que antes havia sido a biblioteca de Vinley Hall e que agora era um bar chique. Por causa de sua presença, Gianni passou do inglês para o italiano ao lembrar ao irmão: 
— Você e papa se lembram de que apenas um ano atrás consegui com a Interpol que nos concedessem imunidade por roubos do passado? Paulo estremeceu visivelmente e tomou outro gole de uísque antes de responder em italiano: 
— Está tão próximo assim dos policiais? Não sei como conseguiu ou por que se deu ao trabalho. — Deixou o pesado copo de cristal sobre a mesa de carvalho e passou os dedos pela borda. O olhar se prendeu ao do irmão. 
— Não pedimos imunidade. Verdade. Não tinham pedido. Mas Gianni conseguira a promessa mesmo assim. Infelizmente, sua família não só não gostara, mas havia ficado apavorada ao pensamento de desistir do "negócio de família". Os Coretti eram ladrões de joias havia séculos. As habilidades eram passadas de geração em geração. 
Segredos e truques da profissão eram ensinados às crianças, que se tornavam adultos com mãos rápidas, mentes ainda mais ágeis e a habilidade de passar por portas trancadas sem deixar um traço de sua presença.
Policiais de todos os continentes dariam qualquer coisa por um traço de prova contra os Coretti. Mas, até agora, a família não só tinha sido boa no que fazia como havia tido sorte. E Gianni acreditava que, um dia, aquela sorte acabaria. Mas tente convencer um Coretti. 
— Você fala sério sobre isso, não fala?
 
Série Disfarces da Paixão
1 - Voto de Confiança
2 - No Limite do Desejo

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Esposa de Meio Período

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série A Vida Secreta de Esposas da Sociedade 






Em algum momento, durante as vezes em que Luke Talbot chegava tarde das festas da alta-sociedade, e então corria para a segurança de casa, Abby descobriu que seu marido vivia uma vida dupla.

Seus segredos, embora necessários, aumentaram suas inseguranças. 

Como ela poderia ser casada com este homem, dormir em seus braços, dar a ele seu coração... e nunca saber quem ele realmente era?
Seus segredos não lhe deram escolha, e ela entra com um pedido de divórcio. E descobre que Luke não vai deixá-la partir sem lutar!

Capítulo Um

— Um brinde às Debs! — Abby Baldwin Talbot ergueu a taça de champanhe num brinde às suas cinco melhores amigas.

— Isso mesmo, a nós! — Felicity acompanhou o gesto dela, e as outras também ergueram suas taças. Abby fitou cada uma com um sorriso. Eram todas membros originais do Debs Club — garotas que haviam frequentado juntas a Eastwick Academy e, de braços dados, sobrevivido à apresentação à sociedade como debutantes. 
Emma, Mary, Felicity e Abby se conheciam desde sempre, e o laço que as unia era inquebrantável. Mas, se não podia quebrar-se, podia se curvar, pelo menos o suficiente para aceitar dois novos membros em seu círculo. Lily e Vanessa passaram a fazer parte do grupo de forma tão lenta e natural que Abby não conseguia imaginar a vida sem todas aquelas mulheres. Especialmente agora, pensou, mas não verbalizou. 
Com tudo o mais em seu mundo desabando em torno dela, precisava mais do que nunca da familiaridade e do amor que encontrava nas amigas. 
— Certo, detesto interromper o momento. — Mary sorriu.
— Mas, por mais que ame vocês, meninas, quero dançar com Kane. — Então o sorriso diminuiu um pouco. 
— Você está bem, Abby? 
— Estou ótima — mentiu, o sorriso largo, e tomou outro gole de champanhe para aliviar a secura na garganta. 
— Vá e se divirta a noite toda. 
— Parece um bom plano — concordou Felicity. 
— De pleno acordo. — Vanessa olhou para as outras três, em pé, no fundo do salão de baile do country club. 
— Vocês também vão? 
— Eu vou. — Lily alisou sem necessidade a frente do vestido. 
— Em alguns minutos eu irei também — disse Abby às amigas. 
— Só quero observar o baile por alguns momentos. 
— Certo. — Vanessa apontou o dedo indicador para ela. 
— Porém, se não estiver na pista de dança em 15 minutos, virei buscá-la. Abby acenou. — Considere-me avisada.
Vanessa e Lily desapareceram na multidão, e Abby inalou o ar profundamente. Era agonizante manter uma fachada alegre para as pessoas que mais amava. Mas de jeito nenhum estragaria a festa na qual todas trabalharam tanto. Com decisão firme, olhou para a amiga muito mais alta do que ela. 
— Você fez um trabalho impressionante, Emma. 
— Quer dizer que nós fizemos um trabalho impressionante, certo? — corrigiu Emma, observando o salão cheio e barulhento. 
Parecia que toda a alta sociedade de Eastwick resolvera comparecer ao Baile de Outono daquele ano. Diamantes piscavam em pescoços, orelhas e mãos, brilhando com tantas joias que causariam um ataque cardíaco coletivo numa seguradora.

Série A Vida Secreta de Esposas da Sociedade
1- Esposa do Escândalo 
2 - A Esposa Deserdada
3 -  Era Uma Vez Uma Amante
4 - Esposa de Meio Período

domingo, 1 de setembro de 2013

Segredos De Ouro

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série O Lance mais Alto



Defendendo seu legado... A qualquer custo. 

Quando um escândalo ameaçou a reputação da casa de leilões com o nome de sua família, Vance Waverly suspeitou que algum funcionário estivesse vazando informações para a mídia. 
Estaria sua bela assistente, Charlotte Potter, arquitetando a ruína dos Waverly? 
Só havia um jeito de descobrir: seduzindo-a! 
Charlie estava entre a cruz e a espada. 
Ou revelava o segredo dos Waverly para seu chantagista misterioso, ou perderia a guarda de seu filho. 
Qualquer que fosse sua escolha, ela fatalmente destruiria a carreira que tanto amava. Porém, perder o homem por quem havia se apaixonado perdidamente ultrapassava todos os seus limites... 

Capítulo Um 

Vance Waverly estava do lado de fora da casa de leilões que tinha seu nome e olhava a impressionante fachada. 
O velho edifício fora renovado uma ou duas vezes nos últimos 150 anos, mas seu espírito permanecia. 
Uma estrutura dedicada a exibir o belo, o histórico, o singular. 
Ele sorriu, permitindo que seu olhar deslizasse pelos sete andares e os dois ciprestes espiralados que ficavam de sentinela na porta. As vidraças reluziam à luz do sol do início do verão. 
Um parapeito de ferro forjado, preto, emoldurava a sacada do segundo andar. Pedras cinza davam à construção sua aura de dignidade, e a vidraça ampla e arqueada sobre as portas duplas da entrada tinha uma única palavra escrita: Waverly. 
Um lampejo de orgulho cresceu dentro de Vance quando ele olhou para o mundo que seu tio-bisavô, Windham Waverly, criara. O homem, morto havia muito, garantira sua versão particular da imortalidade deixando a casa de leilões que tinha uma ilustre reputação mundial. 
E Vance era um dos Waverly remanescentes. Então interessava-lhe garantir que o estabelecimento permanecesse no auge. 
Como membro sênior da diretoria, ele fazia questão de se envolver com tudo. Aquele lugar era mais seu lar que seu apartamento de luxo com vista para o rio Hudson, no qual ele dormia. A Waverly’s era onde ele vivia. 
— Ei, amigo! — gritou uma voz de trás dele. 
— Vai ficar aí o dia inteiro? 
Vance se virou para ver um entregador dos correios, os pacotes empilhados num carrinho que ele estava equilibrando, esperando impacientemente. Ele saiu da frente e deixou o homem passar. Antes de entrar na Waverly’s, o entregador resmungou: 
— As pessoas acham que são donas das malditas calçadas. 
— Adoro Nova York — resmungou Vance. 
— Bom dia. 
Vance olhou para sua direita e viu seu meio-irmão se aproximar para encontrá-lo. Roark, que raramente estava em Nova York, chegara para uma reunião com alguns de seus contatos. Era alto como Vance, mais de 1,80m, com cabelo castanho e olhos verdes. 
Não havia muita semelhança familiar, mas os irmãos só tinham o mesmo pai. E, até cinco anos antes, quando o pai deles, Edward Waverly, morrera, Vance nem sequer sabia da existência de Roark. 
Nesses cinco anos, eles construíram uma sólida amizade, e Vance era grato por isso, ainda que Roark insistisse em manter a ligação familiar em segredo, por não estar convencido de que Edward fosse mesmo seu pai. 
Mas a ligação era suficiente para mantê-lo na Waverly’s. Não havia nenhuma prova além da carta que Edward deixara com seu testamento. 
Para Vance, era suficiente, mas ele respeitava os desejos de seu irmão. 
— Obrigado por me encontrar — disse Vance. 
— É bom que seja importante. — Roark acompanhou Vance ao passarem pela Waverly s rumo a um pequeno café na esquina. 
— Dormi tarde, e ainda não estou oficialmente acordado. Ele usava óculos escuros, uma surrada jaqueta de couro marrom, camiseta, jeans e botas. 
Por um segundo, Vance o invejou. Ele próprio preferia estar usando jeans, mas terno e gravata eram o que esperavam na Waverly’s. 
E Vance sempre fazia a coisa certa. 
— É importante. Ou pode ser — disse ele ao pegarem uma mesa externa debaixo de um guarda-sol listrado. 
— Intrigante.






Série O Lance mais Alto
1- Segredos de Ouro e Alta Aquisição 
3- Sorte Lançada e Traição de Ouro
Série Concluída

domingo, 7 de julho de 2013

A Bela E O Anjo Azul

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 







Ela precisava de um herói...

Ele, ter fé na vida outra vez.
Daisy entrou em trabalho de parto bem na hora do pico de trânsito.
Enfraquecida pela dor, ela não pode protestar quando um par de braços fortes a ergueram.
A partir daquele momento, o piloto da Marinha Alex Barone havia se tornado seu protetor.
Com voz tranquilizadora e muito cuidado ele a ajudou a dar a luz ao bebê.
Mas depois do susto, Daisy não conseguiu parar de pensar em Alex.
E agora ele teria que definir qual rumo dar a sua vida e ao seu coração antes do encerramento de sua licença...

Capítulo Um

Daisy Cusak ignorou a onda de dor que lhe percorreu o corpo.
— Apenas uma fisgada — sussurrou para si mesma, então passou a palma da mão sobre o ventre dilatado. — Vamos lá, doçura, não faça isto com a mamãe, está bem?
As dores haviam sido intermitentes o dia todo, mas afas­tou o pensamento. 
Todos os livros diziam que não havia nada com que se preocupar até que as contrações fossem constantes e com apenas alguns minutos entre uma e ou­tra. Bem, inferno. 
Uma a cada hora e meia, mais ou menos, não deveria alarmá-la, certo? Além disso, numa sexta-feira à noite, podia receber muitas gorjetas servindo o jantar no restaurante italiano Antonio’s. E, no momento, aquele di­nheiro significaria muito.
Em tomo dela, sons da cozinha ecoavam... panelas ba­tiam, chefs praguejavam, pratos de louça cara e copos tilintavam. 
Era uma espécie de música. E os garçons e as garçonetes eram os dançarinos.
Estava realizando aquele trabalho havia quatro anos e era realmente boa nele. 
Embora as pessoas não considerassem que servir mesas fosse exatamente uma carreira, Daisy não tinha problemas com sua profissão. Adorava seu emprego.
Conhecia pessoas novas todas as noites, tinha alguns fregue­ses regulares que se dispunham a esperar meia hora para se sentar às mesas do seu setor e era ótimo trabalhar para os Conti, patrões maravilhosos.

Em vz de despedirem-na por estar grávida, os membros da família Conti passavam o tempo todo mandando-a se sen­tar e erguer os pés. 
Alguém sempre estava por perto para ajudá-la com as bandejas mais pesadas e já haviam lhe ga­rantido que seu emprego estaria esperando por ela depois de sua licença-maternidade.
— Você verá. — Sorriu para seu bebê que ainda não nascera.
— Será ótimo. Vai dar tudo certo para nós.
— Está tudo bem, Daisy?
Ela se virou e sorriu para Joan, outra garçonete e grande amiga.
— Claro, estou ótima.
Joan não pareceu convencida, e Daisy silenciosamente desejou que tivesse mais habilidade para mentir.
— Por que não tira alguns minutos para descansar? — suge­riu Joan. — Cuido de suas mesas para você.
— Está tudo bem. — A voz de Daisy demonstrava firmeza, querendo que não apenas Joan, mas ela mesma também acre­ditasse. — Estou bem, de verdade.
A amiga a olhou com uma expressão preocupada, então colocou dois pratos de vitela à parmegiana na travessa para servir.
— Certo, mas estou de olho em você.
 





Série Os Barone
1- Simplesmente Amor
2- Admirador Secreto
3- Doce Adormecida
4- Fantasia Real
5- Paixão em Chamas
6- A Bela e o Anjo Azul

domingo, 23 de junho de 2013

Beije-me Agora!

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 



Perdendo a virgindade... Ou o coração!

Nora quer deixar de ser virgem!
E resolve pôr em prática um plano para passar uma noite de paixão com Bill Hammond, o conquistador oficial da cidade.
Mike Fallon não acredita no que vê: a recatada Nora Bailey está de porre na festa de casamento de sua amiga, e ainda o mais inacreditável: se atirando nos braços do playboy inveterado Bill Hammond.
Mike acha um desperdício aquela bela mulher gastar seu tempo e sua reputação com um homem sem escrúpulos.
Nora acha que já é hora de ir para a cama com alguém.
Quem vai se candidatar?

Capítulo Um

Ser virgem não era algo tão aterrador. Por outro lado, Nora Bailey estava prestes a mudar aquela situação. Seria mesmo? 
A questão era: quem poderia ajudá-la a libertar-se de seu cinto de castidade?
Contemplando o movimento em frente a sua panificação, Nora observou os cidadãos de Tesoro, Califórnia, desfrutando uma bonita manhã de primavera. 
Com olhar clínico, estudou apenas os homens que caminhavam ao longo da Main Street.
O primeiro foi Dewy Fontaine, noventa anos, que entrava na farmácia, do outro lado da rua. Ele parou para cumprimentar Dixon Hill, pai de seis filhos e vivendo seu terceiro casamento.
Nora estremeceu. Trevor Church deslizava em seu skate. Atraente, porém muito criança. Tinha apenas dezoito anos. 
Harrison DeLong, sessenta anos e pouco ágil, parou para acenar e mandar beijinhos para os bebês nos carrinhos. Tentava se eleger prefeito pela segunda vez... E como confiar em políticos?
Mike Fallon caminhava rua abaixo em direção a sorveteria. Ao vê-lo, Nora suspirou. Nem pensar! 
Por um momento, seu olhar fixou-se no corpo másculo. 
Alto, usava calça jeans surrada e uma camisa vermelha. As botas desgastadas, os cabelos escuros desalinhados pelo vento. 
Nora sabia, sem mesmo ser capaz de vê-los, que os olhos verdes estavam semicerrados.
Mike era uma criatura desconfiada. A única pessoa do sexo feminino em quem confiava era a filha de cinco anos de idade, Emily. 
Naquele instante, a menina correu ao encontro do pai e segurou a mão dele entre as suas. Mike fitou-a e lhe ofereceu um de seus raros e estonteantes sorrisos.
Pena que ele não estava no páreo.
Aos dezessete anos, na escola secundária, Nora tomara a decisão de permanecer virgem até se casar. Imaginou formar-se, para em seguida encontrar um rapaz maravilhoso, e teria muitos filhos. 
Sonhos antiquados, na atual conjuntura. Mas, na ocasião, lhe parecia à atitude mais sensata a tomar.
Agora era diferente. Não contara ser a única virgem de vinte e oito anos de idade no país. 
Por outro lado, nascera e se criara em Tesoro, minúscula cidade costeira da Califórnia, onde as pessoas ainda se davam ao luxo de ter perspectivas simples. 
Onde os vizinhos todos se conheciam, as portas permaneciam destrancadas e os rapazes solteiros eram raros.Bem, ali estava ela, onze anos após terminar o segundo grau, tão pura quanto no dia em que nasceu. 
A história de se manter casta perdera todo o brilho. Nora insistira nessa idéia por anos, apesar do fato de suas duas irmãs mais jovens já estarem casadas e com filhos. 
Convencera a si mesma repetidas vezes de que o homem certo ia aparecer. 
Todavia, para ser franca, começara a duvidar disso nos últimos tempos. Afinal, nunca fora o tipo de mulher desejável.
Suas irmãs eram pequenas e atraentes. Nora era alta, muito franca e teimosa.
Péssima no flerte, muito honesta para jogar e muito ocupada com seu trabalho para desperdiçar horas preciosas em bares e boates.
Porém, o ímpeto de mudar toda aquela situação se apossara dela apenas na véspera. Becky Sloane ia se casar. 
A menina da qual cuidara como babá viera lhe encomendar um bolo de casamento. Becky, ou melhor, a mãe dela, não estava poupando despesas. 
Aos dezenove anos, a jovem já estava em seu segundo compromisso, enquanto Nora não chegara nem perto do primeiro.
E foi quando um pensamento singular lhe ocorreu: para quem estava se guardando? 
Pelo visto, quando morresse seria enterrada intacta e em sua lápide poderia ser lido: "Devolvida, sem abrir". Isso era deprimente. Por essa razão, se achava tão determinada a mudar o rumo de sua vida.
Evidente que discutira aquela decisão com sua melhor amiga, Molly, no dia anterior, na hora do almoço, mencionando o encontro com Becky Sloane.
— Becky Sloane?! — repetiu Molly, na ocasião. — Lembro-me de quando ela ainda não sabia amarrar o cadarço dos sapatos.
— Pois é. E quanto isso nos faz sentir velhas!
— Deus, que humilhação!