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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Esposa de Meio Período

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série A Vida Secreta de Esposas da Sociedade 






Em algum momento, durante as vezes em que Luke Talbot chegava tarde das festas da alta-sociedade, e então corria para a segurança de casa, Abby descobriu que seu marido vivia uma vida dupla.

Seus segredos, embora necessários, aumentaram suas inseguranças. 

Como ela poderia ser casada com este homem, dormir em seus braços, dar a ele seu coração... e nunca saber quem ele realmente era?
Seus segredos não lhe deram escolha, e ela entra com um pedido de divórcio. E descobre que Luke não vai deixá-la partir sem lutar!

Capítulo Um

— Um brinde às Debs! — Abby Baldwin Talbot ergueu a taça de champanhe num brinde às suas cinco melhores amigas.

— Isso mesmo, a nós! — Felicity acompanhou o gesto dela, e as outras também ergueram suas taças. Abby fitou cada uma com um sorriso. Eram todas membros originais do Debs Club — garotas que haviam frequentado juntas a Eastwick Academy e, de braços dados, sobrevivido à apresentação à sociedade como debutantes. 
Emma, Mary, Felicity e Abby se conheciam desde sempre, e o laço que as unia era inquebrantável. Mas, se não podia quebrar-se, podia se curvar, pelo menos o suficiente para aceitar dois novos membros em seu círculo. Lily e Vanessa passaram a fazer parte do grupo de forma tão lenta e natural que Abby não conseguia imaginar a vida sem todas aquelas mulheres. Especialmente agora, pensou, mas não verbalizou. 
Com tudo o mais em seu mundo desabando em torno dela, precisava mais do que nunca da familiaridade e do amor que encontrava nas amigas. 
— Certo, detesto interromper o momento. — Mary sorriu.
— Mas, por mais que ame vocês, meninas, quero dançar com Kane. — Então o sorriso diminuiu um pouco. 
— Você está bem, Abby? 
— Estou ótima — mentiu, o sorriso largo, e tomou outro gole de champanhe para aliviar a secura na garganta. 
— Vá e se divirta a noite toda. 
— Parece um bom plano — concordou Felicity. 
— De pleno acordo. — Vanessa olhou para as outras três, em pé, no fundo do salão de baile do country club. 
— Vocês também vão? 
— Eu vou. — Lily alisou sem necessidade a frente do vestido. 
— Em alguns minutos eu irei também — disse Abby às amigas. 
— Só quero observar o baile por alguns momentos. 
— Certo. — Vanessa apontou o dedo indicador para ela. 
— Porém, se não estiver na pista de dança em 15 minutos, virei buscá-la. Abby acenou. — Considere-me avisada.
Vanessa e Lily desapareceram na multidão, e Abby inalou o ar profundamente. Era agonizante manter uma fachada alegre para as pessoas que mais amava. Mas de jeito nenhum estragaria a festa na qual todas trabalharam tanto. Com decisão firme, olhou para a amiga muito mais alta do que ela. 
— Você fez um trabalho impressionante, Emma. 
— Quer dizer que nós fizemos um trabalho impressionante, certo? — corrigiu Emma, observando o salão cheio e barulhento. 
Parecia que toda a alta sociedade de Eastwick resolvera comparecer ao Baile de Outono daquele ano. Diamantes piscavam em pescoços, orelhas e mãos, brilhando com tantas joias que causariam um ataque cardíaco coletivo numa seguradora.

Série A Vida Secreta de Esposas da Sociedade
1- Esposa do Escândalo 
2 - A Esposa Deserdada
3 -  Era Uma Vez Uma Amante
4 - Esposa de Meio Período

domingo, 1 de setembro de 2013

Segredos De Ouro

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série O Lance mais Alto



Defendendo seu legado... A qualquer custo. 

Quando um escândalo ameaçou a reputação da casa de leilões com o nome de sua família, Vance Waverly suspeitou que algum funcionário estivesse vazando informações para a mídia. 
Estaria sua bela assistente, Charlotte Potter, arquitetando a ruína dos Waverly? 
Só havia um jeito de descobrir: seduzindo-a! 
Charlie estava entre a cruz e a espada. 
Ou revelava o segredo dos Waverly para seu chantagista misterioso, ou perderia a guarda de seu filho. 
Qualquer que fosse sua escolha, ela fatalmente destruiria a carreira que tanto amava. Porém, perder o homem por quem havia se apaixonado perdidamente ultrapassava todos os seus limites... 

Capítulo Um 

Vance Waverly estava do lado de fora da casa de leilões que tinha seu nome e olhava a impressionante fachada. 
O velho edifício fora renovado uma ou duas vezes nos últimos 150 anos, mas seu espírito permanecia. 
Uma estrutura dedicada a exibir o belo, o histórico, o singular. 
Ele sorriu, permitindo que seu olhar deslizasse pelos sete andares e os dois ciprestes espiralados que ficavam de sentinela na porta. As vidraças reluziam à luz do sol do início do verão. 
Um parapeito de ferro forjado, preto, emoldurava a sacada do segundo andar. Pedras cinza davam à construção sua aura de dignidade, e a vidraça ampla e arqueada sobre as portas duplas da entrada tinha uma única palavra escrita: Waverly. 
Um lampejo de orgulho cresceu dentro de Vance quando ele olhou para o mundo que seu tio-bisavô, Windham Waverly, criara. O homem, morto havia muito, garantira sua versão particular da imortalidade deixando a casa de leilões que tinha uma ilustre reputação mundial. 
E Vance era um dos Waverly remanescentes. Então interessava-lhe garantir que o estabelecimento permanecesse no auge. 
Como membro sênior da diretoria, ele fazia questão de se envolver com tudo. Aquele lugar era mais seu lar que seu apartamento de luxo com vista para o rio Hudson, no qual ele dormia. A Waverly’s era onde ele vivia. 
— Ei, amigo! — gritou uma voz de trás dele. 
— Vai ficar aí o dia inteiro? 
Vance se virou para ver um entregador dos correios, os pacotes empilhados num carrinho que ele estava equilibrando, esperando impacientemente. Ele saiu da frente e deixou o homem passar. Antes de entrar na Waverly’s, o entregador resmungou: 
— As pessoas acham que são donas das malditas calçadas. 
— Adoro Nova York — resmungou Vance. 
— Bom dia. 
Vance olhou para sua direita e viu seu meio-irmão se aproximar para encontrá-lo. Roark, que raramente estava em Nova York, chegara para uma reunião com alguns de seus contatos. Era alto como Vance, mais de 1,80m, com cabelo castanho e olhos verdes. 
Não havia muita semelhança familiar, mas os irmãos só tinham o mesmo pai. E, até cinco anos antes, quando o pai deles, Edward Waverly, morrera, Vance nem sequer sabia da existência de Roark. 
Nesses cinco anos, eles construíram uma sólida amizade, e Vance era grato por isso, ainda que Roark insistisse em manter a ligação familiar em segredo, por não estar convencido de que Edward fosse mesmo seu pai. 
Mas a ligação era suficiente para mantê-lo na Waverly’s. Não havia nenhuma prova além da carta que Edward deixara com seu testamento. 
Para Vance, era suficiente, mas ele respeitava os desejos de seu irmão. 
— Obrigado por me encontrar — disse Vance. 
— É bom que seja importante. — Roark acompanhou Vance ao passarem pela Waverly s rumo a um pequeno café na esquina. 
— Dormi tarde, e ainda não estou oficialmente acordado. Ele usava óculos escuros, uma surrada jaqueta de couro marrom, camiseta, jeans e botas. 
Por um segundo, Vance o invejou. Ele próprio preferia estar usando jeans, mas terno e gravata eram o que esperavam na Waverly’s. 
E Vance sempre fazia a coisa certa. 
— É importante. Ou pode ser — disse ele ao pegarem uma mesa externa debaixo de um guarda-sol listrado. 
— Intrigante.






Série O Lance mais Alto
1- Segredos de Ouro e Alta Aquisição 
3- Sorte Lançada e Traição de Ouro
Série Concluída

domingo, 7 de julho de 2013

A Bela E O Anjo Azul

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 







Ela precisava de um herói...

Ele, ter fé na vida outra vez.
Daisy entrou em trabalho de parto bem na hora do pico de trânsito.
Enfraquecida pela dor, ela não pode protestar quando um par de braços fortes a ergueram.
A partir daquele momento, o piloto da Marinha Alex Barone havia se tornado seu protetor.
Com voz tranquilizadora e muito cuidado ele a ajudou a dar a luz ao bebê.
Mas depois do susto, Daisy não conseguiu parar de pensar em Alex.
E agora ele teria que definir qual rumo dar a sua vida e ao seu coração antes do encerramento de sua licença...

Capítulo Um

Daisy Cusak ignorou a onda de dor que lhe percorreu o corpo.
— Apenas uma fisgada — sussurrou para si mesma, então passou a palma da mão sobre o ventre dilatado. — Vamos lá, doçura, não faça isto com a mamãe, está bem?
As dores haviam sido intermitentes o dia todo, mas afas­tou o pensamento. 
Todos os livros diziam que não havia nada com que se preocupar até que as contrações fossem constantes e com apenas alguns minutos entre uma e ou­tra. Bem, inferno. 
Uma a cada hora e meia, mais ou menos, não deveria alarmá-la, certo? Além disso, numa sexta-feira à noite, podia receber muitas gorjetas servindo o jantar no restaurante italiano Antonio’s. E, no momento, aquele di­nheiro significaria muito.
Em tomo dela, sons da cozinha ecoavam... panelas ba­tiam, chefs praguejavam, pratos de louça cara e copos tilintavam. 
Era uma espécie de música. E os garçons e as garçonetes eram os dançarinos.
Estava realizando aquele trabalho havia quatro anos e era realmente boa nele. 
Embora as pessoas não considerassem que servir mesas fosse exatamente uma carreira, Daisy não tinha problemas com sua profissão. Adorava seu emprego.
Conhecia pessoas novas todas as noites, tinha alguns fregue­ses regulares que se dispunham a esperar meia hora para se sentar às mesas do seu setor e era ótimo trabalhar para os Conti, patrões maravilhosos.

Em vz de despedirem-na por estar grávida, os membros da família Conti passavam o tempo todo mandando-a se sen­tar e erguer os pés. 
Alguém sempre estava por perto para ajudá-la com as bandejas mais pesadas e já haviam lhe ga­rantido que seu emprego estaria esperando por ela depois de sua licença-maternidade.
— Você verá. — Sorriu para seu bebê que ainda não nascera.
— Será ótimo. Vai dar tudo certo para nós.
— Está tudo bem, Daisy?
Ela se virou e sorriu para Joan, outra garçonete e grande amiga.
— Claro, estou ótima.
Joan não pareceu convencida, e Daisy silenciosamente desejou que tivesse mais habilidade para mentir.
— Por que não tira alguns minutos para descansar? — suge­riu Joan. — Cuido de suas mesas para você.
— Está tudo bem. — A voz de Daisy demonstrava firmeza, querendo que não apenas Joan, mas ela mesma também acre­ditasse. — Estou bem, de verdade.
A amiga a olhou com uma expressão preocupada, então colocou dois pratos de vitela à parmegiana na travessa para servir.
— Certo, mas estou de olho em você.
 





Série Os Barone
1- Simplesmente Amor
2- Admirador Secreto
3- Doce Adormecida
4- Fantasia Real
5- Paixão em Chamas
6- A Bela e o Anjo Azul

domingo, 23 de junho de 2013

Beije-me Agora!

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 



Perdendo a virgindade... Ou o coração!

Nora quer deixar de ser virgem!
E resolve pôr em prática um plano para passar uma noite de paixão com Bill Hammond, o conquistador oficial da cidade.
Mike Fallon não acredita no que vê: a recatada Nora Bailey está de porre na festa de casamento de sua amiga, e ainda o mais inacreditável: se atirando nos braços do playboy inveterado Bill Hammond.
Mike acha um desperdício aquela bela mulher gastar seu tempo e sua reputação com um homem sem escrúpulos.
Nora acha que já é hora de ir para a cama com alguém.
Quem vai se candidatar?

Capítulo Um

Ser virgem não era algo tão aterrador. Por outro lado, Nora Bailey estava prestes a mudar aquela situação. Seria mesmo? 
A questão era: quem poderia ajudá-la a libertar-se de seu cinto de castidade?
Contemplando o movimento em frente a sua panificação, Nora observou os cidadãos de Tesoro, Califórnia, desfrutando uma bonita manhã de primavera. 
Com olhar clínico, estudou apenas os homens que caminhavam ao longo da Main Street.
O primeiro foi Dewy Fontaine, noventa anos, que entrava na farmácia, do outro lado da rua. Ele parou para cumprimentar Dixon Hill, pai de seis filhos e vivendo seu terceiro casamento.
Nora estremeceu. Trevor Church deslizava em seu skate. Atraente, porém muito criança. Tinha apenas dezoito anos. 
Harrison DeLong, sessenta anos e pouco ágil, parou para acenar e mandar beijinhos para os bebês nos carrinhos. Tentava se eleger prefeito pela segunda vez... E como confiar em políticos?
Mike Fallon caminhava rua abaixo em direção a sorveteria. Ao vê-lo, Nora suspirou. Nem pensar! 
Por um momento, seu olhar fixou-se no corpo másculo. 
Alto, usava calça jeans surrada e uma camisa vermelha. As botas desgastadas, os cabelos escuros desalinhados pelo vento. 
Nora sabia, sem mesmo ser capaz de vê-los, que os olhos verdes estavam semicerrados.
Mike era uma criatura desconfiada. A única pessoa do sexo feminino em quem confiava era a filha de cinco anos de idade, Emily. 
Naquele instante, a menina correu ao encontro do pai e segurou a mão dele entre as suas. Mike fitou-a e lhe ofereceu um de seus raros e estonteantes sorrisos.
Pena que ele não estava no páreo.
Aos dezessete anos, na escola secundária, Nora tomara a decisão de permanecer virgem até se casar. Imaginou formar-se, para em seguida encontrar um rapaz maravilhoso, e teria muitos filhos. 
Sonhos antiquados, na atual conjuntura. Mas, na ocasião, lhe parecia à atitude mais sensata a tomar.
Agora era diferente. Não contara ser a única virgem de vinte e oito anos de idade no país. 
Por outro lado, nascera e se criara em Tesoro, minúscula cidade costeira da Califórnia, onde as pessoas ainda se davam ao luxo de ter perspectivas simples. 
Onde os vizinhos todos se conheciam, as portas permaneciam destrancadas e os rapazes solteiros eram raros.Bem, ali estava ela, onze anos após terminar o segundo grau, tão pura quanto no dia em que nasceu. 
A história de se manter casta perdera todo o brilho. Nora insistira nessa idéia por anos, apesar do fato de suas duas irmãs mais jovens já estarem casadas e com filhos. 
Convencera a si mesma repetidas vezes de que o homem certo ia aparecer. 
Todavia, para ser franca, começara a duvidar disso nos últimos tempos. Afinal, nunca fora o tipo de mulher desejável.
Suas irmãs eram pequenas e atraentes. Nora era alta, muito franca e teimosa.
Péssima no flerte, muito honesta para jogar e muito ocupada com seu trabalho para desperdiçar horas preciosas em bares e boates.
Porém, o ímpeto de mudar toda aquela situação se apossara dela apenas na véspera. Becky Sloane ia se casar. 
A menina da qual cuidara como babá viera lhe encomendar um bolo de casamento. Becky, ou melhor, a mãe dela, não estava poupando despesas. 
Aos dezenove anos, a jovem já estava em seu segundo compromisso, enquanto Nora não chegara nem perto do primeiro.
E foi quando um pensamento singular lhe ocorreu: para quem estava se guardando? 
Pelo visto, quando morresse seria enterrada intacta e em sua lápide poderia ser lido: "Devolvida, sem abrir". Isso era deprimente. Por essa razão, se achava tão determinada a mudar o rumo de sua vida.
Evidente que discutira aquela decisão com sua melhor amiga, Molly, no dia anterior, na hora do almoço, mencionando o encontro com Becky Sloane.
— Becky Sloane?! — repetiu Molly, na ocasião. — Lembro-me de quando ela ainda não sabia amarrar o cadarço dos sapatos.
— Pois é. E quanto isso nos faz sentir velhas!
— Deus, que humilhação!
 

sábado, 25 de maio de 2013

Beijo De Princesa

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Reis da California Parte II



Um herói de conto de fadas às avessas...

Para o especialista em segurança Garret King, resgatar uma donzela em perigo é rotina.
Mesmo quando se trata de uma princesa fugitiva que, além de sexy, é a mulher que ele pretende manter bem próxima. 
Garret sabe que a princesa Alexis fugiu de seu castelo em busca de independência e de um amor verdadeiro. 
E ela pensa que ele é o homem que irá realizar seus desejos. 
Mas Garret não é um príncipe encantado. 
Ele apenas foi contratado secretamente para protegê-la durante sua aventura. 
Como solteiro convicto, ele está longe de acreditar em finais do tipo felizes para sempre... 
Mas o beijo de uma princesa pode fazê-lo mudar de ideia... Para os King, casamentos apressados continuam sendo bem-vindos! 

Capítulo Um 

Garrett King estava no inferno.
Dezenas de crianças gritando e rindo passavam por ele, que estremeceu quando suas vozes atingiram decibéis que apenas os cães deviam ser capazes de ouvir. 

O lugar mais feliz do planeta? Garrett não pensava assim.
E não tinha ideia de como havia sido convencido a fazer aquilo.
— Você poderia estar no escritório — disse para si mesmo com severidade. — Poderia estar verificando faturas, cuidando do novo cliente. Mas não. Em vez disso, tinha de dizer “sim” ao seu primo.
Ele ainda poderia ter escapado se apenas Jackson e a mulher, Casey, tivessem feito o pedido. Mas o primo de Garrett o enga­nara. le fizera as filhas pedirem ao “tio” Garrett para acompa­nhá-las e, francamente, ao ser confrontado pelas três crianças mais bonitas do mundo, fora impossível dizer “não”.  Jackson sabia disso, aquele malandro.
— Ei, primo! — gritou Jackson. Garrett voltou-se e olhou feio para ele.Jackson apenas sorriu.
— Casey, querida — disse ele, voltando-se para sua deslum­brante esposa —, você viu isso? Eu acho que Garrett não está se divertindo.
— Quanto a isso — interrompeu Garrett, alterando a voz para ser ouvido acima do ruído estridente da multidão: — Estava pen­sando se eu não deveria cair fora agora. Deixar vocês desfruta­rem de algum divertimento em família.
— Você é da família, Garrett — lembrou Casey.
Antes que ele pudesse falar, Garrett sentiu um puxão na per­na da calça. Ele olhou para baixo e viu o rosto de Mia.
— Tio Garrett, nós vamos à montanha-russa. Quer vir conosco?
Aos 5 anos, Mia King já era uma destruidora de corações.
Com olhos azuis, dente da frente faltando, uma covinha no ros­to, ela era absolutamente adorável.
— Bem...






Série Reis da California Parte II
1- Fim da Solidão
– Amantes ou Inimigos 
2– Segredo milionário
– Prontos para a sedução
3- Casamento temporário
– Beijo de princesa

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Casamento Temporário

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Reis da California Parte II



Casada por um tempo...

Sean King leva pouco tempo para entender que está encrencado.
Apesar do cenário idílico e do contrato excelente, sua união com Melinda Stanford estaria restrita a negócios.
Ou seja, puro lucro!
E tudo o que ele precisa fazer seria casar-se com a neta do chefe e manter as mãos longe de suas curvas perigosas.
Apesar de Melinda ter estabelecido as regras, começou a achar que seu casamento ficaria um pouco conservador demais.
Seria culpa do calor caribenho, fazendo-a arder todas as vezes que chegava perto de seu marido?
Ou ela estaria pronta para realmente se tornar mulher?
Para os King, casamentos apressados continuam sendo bem-vindos!

Capítulo Um


— Acho que deveríamos nos casar.

Sean King, se engasgou com o gole de cerveja. Batendo com a garrafa contra o balcão do bar, ele tossiu até as lágrimas en­cherem os seus olhos. Ele foi forçado a piscar diversas vezes a fim de poder olhar para a mulher que quase o matara com apenas cinco palavras.
Valia a pena olhar para ela.
Seu cabelo era quase tão negro quanto o dele. Seus olhos eram de um azul mais suave e sua pele tinha uma pálida cor de mel, indicando que ela passava muito tempo ao ar livre. Tinha as maçãs do rosto proeminentes, sobrancelhas negras delicadamente arque­adas e um olhar de determinação feroz estampado em suas feições.
Algo dentro dele se agitou quando ela molhou os lábios e, apenas por um segundo, Sean baixou o olhar de modo a apreciar o resto do corpo dela. A mulher usava um vestido amarelo limão que exibia um par de pernas verdadeiramente extraordinárias. Suas sandálias eram decoradas com flores brancas posicionadas sobre os dedos, cujas unhas haviam sido pintadas com esmalte vermelho-sangue.
Erguendo o olhar, ele lançou um meio sorriso para ela e disse:
— Casar? Você não acha que deveríamos jantar primeiro?
Seus lábios se contraíram rapidamente e, em seguida, ela lan­çou um olhar para o garçom, para se assegurar de que ele estava longe o bastante para não ouvi-la.
— Eu sei que soa estranho...
Ele riu.
— “Estranho” é uma boa palavra para isso.
— Mas eu tenho as minhas razões.
— É bom saber — disse ele, erguendo a cerveja para tomar outro gole.
Ela emitiu um suspiro exasperado.
— Você é Sean King. Você está aqui para se encontrar com Walter Stanford...
Intrigado, Sean estreitou o olhar sobre ela.
— As notícias correm rápido em uma ilha pequena.
— Ainda mais rápido quando Walter é o seu avô.
— Avô? — repetiu ele. — Isso significa que você é...
— Melinda Stanford, sim — acrescentou. Então voltou a olhar ao redor, novamente inquieta.
Para ser a neta rica e mimada do homem que era dono daque­la ilha, a mulher parecia um tanto assustada.
— Olhe, você se importaria se nós fôssemos para uma das me­sas? Eu realmente preferia não ser ouvida.
Ele podia adivinhar o porquê. Propor casamento a um ho­mem que você nunca viu antes não era a forma mais normal de se apresentar. Ela era bonita, mas não parecia ser muito boa da cabeça. Sem esperar pela resposta de Sean, a mulher caminhou em direção a uma das mesas vazias no bar do hotel.
Sean olhou para ela, avaliando se deveria ou não segui-la. Claro, ela era linda. Mas evidentemente também era um tanto desequilibrada.







Série Reis da California Parte II
1- Fim da Solidão
– Amantes ou Inimigos 
2– Segredo milionário
– Prontos para a sedução
3- Casamento temporário
– Beijo de princes

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Prontos Para A Sedução

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Reis da California Parte II 



Sempre a boa garota...

Por anos, Rose Clancy sonhou com o melhor amigo de seu irmão, mas tocá-lo estava fora de seu alcance.
E Rose, sempre obediente, manteve distância.
Até um encontro inesperado levar Lucas a contratá-la para aulas de culinária à noite.
Logo o clima esquenta.
Rico e poderoso, Lucas conduz a vida e os negócios do mesmo modo... e Rose sabe que seu interesse por ela não pode ser tudo que parece.
Mas Lucas a faz se sentir desejada, como se não se cansasse dela.
Por isso, não importava que alguns segredos fossem revelados, pois Rose estava mais do que pronta para Lucas King.

Capítulo Um

— Isso é algo que não se vê todo dia.
—Do que você está falando? — Lucas King atravessou a porta da frente, foi até a ampla varanda e entregou uma cerveja ao irmão mais novo. 
Durante um segundo, ele aproveitou para admirar a vista do Oceano Pacífico do outro lado da rua. 
O sol estava se pondo, manchando as águas de carmesim e dourado. Ele se instalou na cadeira mais próxima e tomou um gole de cerveja.
Sean sorriu e apontou:
— Ali. Veja só o que parou em frente à casa da vizinha.
Lucas desviou o olhar para o Ocean Boulevard, e seus olhos se arregalaram. Uma minivan azul-marinho estava estacionada em frente à casa ao lado. Nada de mais, exceto pela gigantesca frigideira que viu no teto do veículo.
—Ora essa...
—Leia o que está escrito na lateral — disse Sean, sorrindo.
—Aprenda culinária em sua casa — leu Lucas em voz alta, balançando a cabeça. — Então os dizeres em tinta amarela brilhante na lateral do carro não eram suficientes? Tinham de pôr uma panela em cima?
Sean ainda ria ao tomar um gole da cerveja.
—Não é exatamente muito aerodinâmico.
—É ridículo — disse Lucas. — Afinal de contas, quem abre um negócio assim?
—Humm... — O tom de voz de Sean mudou quando a porta da minivan se abriu e a motorista saiu à rua.
—Seja lá quem for, ela poderia me ensinar o que quisesse que eu toparia.
Lucas revirou os olhos e novamente voltou a sua atenção para o mar. Grande novidade... Sean estava sempre disposto e ansioso para conhecer a próxima mulher de sua vida. Dê-lhe cinco minutos com a mulher do carro frigideira, disse Lucas para si mesmo, e Sean certamente arranjaria um programa de fim de semana. 
Bem, Sean gostava do grande número de mulheres que entrava e saía de sua vida. Já Lucas gostava que sua vida fosse um pouco mais organizada.
Lucas ignorou a mulher e o carro e se concentrou no trecho de mar que via à sua frente. Ele adorava aquilo. Todas as noites após o trabalho, ele saía à varanda, tomava uma cerveja, olhava para o oceano e se esquecia da vida por algum tempo. Geralmente, porém, ele estava sozinho.
Ali, ele não era o dono da King Construtores. Ali, ninguém o convocava para reuniões ou para corrigir alguma coisa errada com os alvarás.
Ah, ele gostava de seu trabalho. Ele e seus irmãos, Sean e Rafe, transformaram a King Construtores na maior empresa do ramo da Costa Oeste. Mas também se sentia muito bem ao voltar para casa e deixar o trabalho por algum tempo.
—Sempre gostei de loiras altas — dizia Sean.
Lucas riu com ironia.
—Loiras, ruivas, morenas. O problema é que você gosta de todas elas.
—É mesmo? O seu problema é que você é muito exigente. Quando foi a última vez que ligou para uma mulher que não fosse sua cliente? — Sean recostou-se à cadeira e pousou os pés sobre o parapeito da varanda.
—Não é da sua conta — murmurou Lucas.
Nossa!
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Série Reis da California Parte II
1- Fim da Solidão
– Amantes ou Inimigos 
2– Segredo milionário
– Prontos para a sedução
3- Casamento temporário
– Beijo de princesa

Fim Da Solidão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Reis da California Parte II 
Reedição









Depois de encerrar sua carreira de fuzileiro naval, Jericho King desejava apenas a companhia da solidão em seu lar nas montanhas… e um ocasional encontro sem compromisso.

Mas quando Daisy Saxon chegou, seus planos acabaram, pois ele jurara ajudá-la se ela algum dia precisasse.
Sem dúvida, Jericho poderia dar a ela um trabalho e um lar, tudo menos se entregar aos seus encantos.
Mas ele se surpreendeu ao descobrir que o verdadeiro objetivo de Daisy era ter um filho dele! 

Capítulo Um

— Agora, isto parece um problema.
Se havia alguma coisa que Jericho King podia reconhecer era um problema. Quinze anos no Corpo dos Fuzileiros Navais lhe haviam dado quase um sexto sentido... Uma espécie de radar interno.
Podia detectar problemas em potencial se aproximando a dois quilômetros de distância.
Este problema em particular estava infernalmente próximo.
Jericho entrecerrou os olhos para protegê-los dos raios do sol poente e observou a mulher pequena e curvilínea, com longos cabelos castanhos, se debruçar para dentro de um carro pequeno e compacto, de um verde brilhante, estacionado no caminho de cascalho.
— Mesmo assim, a vista não é nada má — murmurou o homem mais velho ao lado dele.
Jericho riu; Sam tinha razão. 
Quem quer que a morena fosse, tinha um traseiro sensacional. 
Seu olhar passeou por aquele traseiro e então desceu para um par de pernas realmente fantásticas. Estava usando sapatos vermelho brilhante, com saltos de 8 cm que, mesmo estando ela parada, afundavam na terra coberta de cascalho.
— Por que mulheres usam estes sapatos idiotas? — perguntou Jericho, sem esperar realmente uma resposta.
— Em geral — disse Sam Taylor —, acho que é para fazer os homens olharem para suas pernas.
— Deviam saber que não precisam se dar a tanto trabalho — comentou Jericho, balançando a cabeça. — Bem, não temos tempo para lidar com ela hoje e vou cuidar disto rapidamente. Aposto que, está procurando por aquele SPA do outro lado da montanha. Vou lhe - ensinar o caminho.
Deu um único passo para frente antes de a voz de Sam fazê-lo parar.
— Sabe — disse ele—, não acho que esteja perdida. Acho que é aquela de quem lhe falei sobre o emprego de cozinheira. Você se lembra de que me encarregou de procu¬rar uma substituta para Kevin?
— É, mas uma cozinheira! — Jericho fixou os olhos entrecerrados na mulher, ainda debruçada e mexendo no carro, como se procurasse uma pepita de outro. — Ela?
— Se esta é Daisy Saxon — disse Sam —, então, sim.
— Saxon. Saxon... — O reconhecimento atingiu Jericho com força e rapidez; lançou um olhar ao seu capataz. — Você disse Saxon?
— É você ainda está ouvindo bem, pelo que parece — E o amigo acrescentou: — Por quê? Qual é o problema?
Qual é o problema?
— Por onde começo? — resmungou Jericho enquanto a mulher se endireitava, se virava e dirigia o olhar para ele e Sam em pé no grande gramado da frente.
Ela apertou uma bolsa de tamanho gigante ao peito e subiu no gramado para se dirigir a eles. 
O vento erguia os longos cabelos castanhos, os olhos castanho-escuros estavam presos aos dele, e os lábios cheios, fechados numa linha firme de determinação.
Jericho a observou e alguma coisa dentro dele apertou; controlou a sensação rapidamente. 
Esta mulher não ficaria, disse a si mesmo. Se fosse mesmo Daisy Saxon, então não havia lugar ali para ela. Inferno, pensou, apenas olhe para ela. Poderia haver no mundo uma mulher mais feminina?
Quando mulheres chegavam à sua pousada, estavam vestidas de acordo, com jeans e botas para caminhar. Esta parecia ter acabado de sair de um shopping Center de luxo. 
Era suave, bonita e delicada. E delicadeza não sobreviveria ali na montanha.
Pelo menos, não no mundo de Jericho.
Ele a ouviria, pediria desculpas pela confusão sobre o emprego e então a mandaria embora. Seria o melhor para todo mundo...

 

Série Reis da California
1- Fim da Solidão
– Amantes ou Inimigos 
2– Segredo milionário
– Prontos para a sedução
3- Casamento temporário
– Beijo de princesa

domingo, 5 de maio de 2013

Segredo Milionário

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Reis da California Parte II 








Milionário disfarçado.

Como punição por ter perdido uma aposta, Rafe King prometera viver o cotidiano de um carpinteiro.
Mas acabou ganhando o prêmio máximo: ser apresentado a Katie Charles.
Cada palavra e toque da doce e sexy Katie o faziam se sentir mais do que o frio magnata que lhe era exigido ser.
Só havia um problema: ela desprezava homens ricos, principalmente os da família King.
Ele não poderia revelar seus sentimentos sem confessar seu sobrenome, mas mantê-lo em segredo poderia lhe custar muito mais caro...

Capítulo Um

Rafe King gostava de apostar.
Ele só não gostava de perder.
Quando perdia, porém, ele pagava, razão pela qual estava parado em uma calçada, bebericando uma xícara de café, esperando a chegada do restante da equipe de trabalho. Como um dos proprietários da King Construtores, fazia alguns anos desde que Rafe, de fato, trabalhara em uma obra. 
Geralmente, ele era o sócio que cuidava dos detalhes, encomendando material de construção e liberando suprimentos.
Agora, porém, graças a uma aposta que dera errado, ele deveria trabalhar naquela obra nas semanas seguintes.
Uma picape prata puxando um reboque parou atrás dele, e Rafe inclinou-se para olhar para o motorista. Joe Hanna. Empreiteiro. Amigo. 
E o homem que desafiara Rafe a fazer a aposta que ele perdera.
Joe saiu de sua caminhonete sem conseguir disfarçar o sorriso.
—Mal o reconheci sem o terno que você costuma vestir.
—Engraçadinho. — Rafe não gostava de usar temos. Na verdade, ele se sentia mais confortável vestido como estava agora: uma calça jeans desbotada, botas de trabalho e uma camiseta preta com o logotipo da King Construtores estampado nas costas. — Você está atrasado.
—Não, não estou. Você é que chegou cedo. — Joe tomou um gole de café e ofereceu-lhe algo de dentro de um saco. — Quer uma rosquinha?
— Claro — disse Rafe, servindo-se. — Onde está todo mundo?
— Nós só começamos a trabalhar às 8h. Ainda temos cerca de meia hora.
—Se eles estivessem aqui agora, poderiam começar a ajeitar tudo para que pudessem começar a trabalhar às 8h. — Rafe voltou o olhar para o bangalô californiano que seria o centro do seu mundo nas próximas semanas.
Ficava em uma rua arborizada, em Long Beach, atrás de um gramado amplo e muito bem cuidado. Tinha, ao menos, meio século de idade, adivinhou. Era como se a cidade tivesse cresci¬do ao redor daquele bangalô.
—Qual é o trabalho aqui, afinal de contas?
—Reformar uma cozinha — disse Joe, inclinando-se contra o veículo de Rafe para estudar a casa. — Novo piso, nova bancada, novos encanamentos, gesso e pintura.
—Armários? — perguntou Rafe, a mente concentrada no trabalho em mãos.
—Não. Os que existem são de sólido pinho branco. Portanto, não os substituiremos, basta descascar, lixar e envernizar.
Rafe balançou a cabeça e voltou o olhar para Joe.
—Os sujeitos que vão trabalhar aqui sabem quem eu sou?
Joe sorriu.
—Eles não têm a menor ideia. Assim como combinamos, a sua verdadeira identidade será mantida em segredo. Enquanto trabalhar aqui, seu nome será Rafe Cole. Você é um novo contratado.
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Série Reis da California Parte II
1- Fim da Solidão
– Amantes ou Inimigos 
2– Segredo milionário
– Prontos para a sedução
3- Casamento temporário
– Beijo de princesa

domingo, 28 de abril de 2013

Amantes Ou Inimigos

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Reis da California Parte II 



Um verdadeiro ranzinza mudara-se para perto da propriedade de Ivy Holloway e ela agora teria que ter toda a paciência do mundo para aturá-lo!

Tanner King queria que a fazenda de árvores de Natal dela fosse fechada para que ele pudesse desfrutar de alguma tranquilidade.
E ele até tinha poder e dinheiro suficiente para obrigá-la a cumprir a exigência dele, deixando Ivy com apenas uma opção: domar aquele homem duro e sem sentimentos.
Tanner havia encontrado um pouco de paz desde que se livrara da vizinha irritante.
Mas logo se viu preso a outro problema: não conseguia tirar da cabeça, e muito menos afastar as mãos, de sua lindíssima empregada.
A questão é que tanto a empregada quanto a vizinha eram a mesma pessoa... Seria possível amar o inimigo?

Capítulo Um
—Oi, eu sou a sua nova governanta.
Tanner King mediu a mulher da cabeça aos pés e voltou a olhar, detendo-se em suas curvas exuberantes, seu rosto em forma de coração e seus lábios carnudos. 
Aos 20 e tantos anos, adivinhou, ela tinha cabelos longos e loiros caindo sobre os ombros da camiseta amarela, e sua calça jeans desbotada moldava-se ao redor de suas pernas curtas e bem torneadas como a embalagem plástica de um CD novo. 
Seus olhos azuis brilhavam e, ao sorrir, formava uma covinha em sua face esquerda.
—Não, não é — disse ele.
—O quê? — Ela riu e o som de sua risada provocou uma reação tão imediata em seu corpo que fez Tanner se lembrar de que fazia muito tempo desde que estivera com uma mulher pela última vez.
Ele balançou a cabeça e disse:
—Você não é a governanta.
Ela ergueu uma de suas sobrancelhas douradas.
—E você acha isso porque eu...
—Você não é velha o bastante, por exemplo.
—Bem — disse ela — apesar de ser bom ouvir isso, posso garantir que sou velha o suficiente para limpar uma casa. O que você esperava? A Sra. Doubtfire de Uma babá quase perfeita?
Ele imediatamente se lembrou da antiga comédia e assentiu.
—Sim.
—Desculpe desapontá-lo.
Ela sorriu para ele e aquela covinha apareceu outra vez.
Oh, ela não o decepcionara. E esse era o problema. Nada a respeito daquela mulher era decepcionante. Só que não havia como a contratar. Ele realmente não precisava do tipo de distração que aquela mulher tão obviamente representava.
—Vamos começar de novo — disse ela, estendendo a mão direita. — Meu nome é Ivy Holloway e você é Tanner King.
Passaram uns dois longos segundos antes que ele apertasse a mão dela e rapidamente a largasse.
Nada dera certo desde que ele se mudara para aquilo que era a sua casa perfeita havia dois meses. 
Ele não saberia dizer por que ficara tão surpreso com aquele último revés.
O pôr do sol se derramava sobre o vale, o crepúsculo rapidamente se transformava em noite e o cabelo macio e louro da mulher oscilava ao sabor da brisa fresca que soprava da montanha. 
Ela olhava para Tanner como se ele tivesse vindo de Marte ou coisa parecida. E ele se deu conta de que não podia culpá-la por isso.
É o que acontece quando um homem que preza a privacidade se muda para uma cidade pequena onde todo mundo sabe tudo sobre a vida de todo mundo. 
Ele não tinha dúvidas de que a cidade de Cabot Valley estava curiosa a seu respeito. Mas ele não estava com pressa para satisfazer tal curiosidade. 
Tanner mudara-se para aquele lugar na esperança de encontrar alguma paz e sossego, um canto onde ele pudesse trabalhar e ficar em paz.
Claro que aquela coisa de paz e tranquilidade já havia se desintegrado. 
Ele lançou um olhar para os limites de sua propriedade, onde milhares de árvores de Natal se espalhavam até onde a vista podia alcançar. Parecia tranquilo. 
Sereno. Mas não era nada disso.
—Olhe — disse ele, apoiando a palma da mão contra o batente da porta para bloquear a entrada da mulher —, sinto muito que tenha vindo até aqui, mas você não é exatamente o que eu estava procurando. Terei prazer em pagar pelo seu tempo.
Na experiência de Tanner, as pessoas, especialmente as mulheres, estavam sempre dispostas a serem pagas. 
Ex-namoradas recebiam finos braceletes de diamantes e donas de casa que não trabalhavam fora eram contempladas com um belo cheque. Nenhum dano. Nenhuma falta.
—Por que você quer me pagar se eu ainda nem trabalhei?
—Porque essa não é uma boa ideia.
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Série Reis da California Parte II
1- Fim da Solidão
– Amantes ou Inimigos 
2– Segredo milionário
– Prontos para a sedução
3- Casamento temporário
– Beijo de princesa

sábado, 16 de março de 2013

Um Romance Inesperado

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Milionário do Mês



Fiéis ao último pedido de um amigo, seis solteiros descobrem o verdadeiro valor da amizade… e do amor.

Milionário do mês: Nathan Barrister Origem da fortuna: Rede Hoteleira Principal traço de sua personalidade:
Sempre consegue o que quer Nathan Barrister não suportava a idéia de passar um mês na casa de Lake Tahoe.
Desde o momento em que chegara, tudo o que queria era partir o quanto antes.
Mas ele é pego de surpresa quando o destino lhe prepara uma armadilha.
Uma forte tempestade de neve o prende na casa junto com Keira Sanders.
Agora, Nathan está certo de que encontrou uma maneira mais interessante de passar os dias até que o tempo mude.
Tudo vai depender apenas de Keira concordar ou não com suas condições…

Capítulo Um 


— Ah, Hunter — resmungou Nathan Barrister, enquanto olhava para a imensa mansão construída em pedra e madeira na margem do lago Tahoe — Eu juro que o mataria se você estivesse aqui. 
É claro que isso era impossível, uma vez que Hunter, seu primeiro e melhor amigo, já estava morto. 
Nathan sentiu um aperto em seu coração ao pensar nisso, mas usou os seus longos anos de prática para ignorar aquela pontada de dor. 
Sentimentalismo era pura perda de tempo. 
— Uma perda de tempo tão grande, aliás, quanto será esse próximo mês. 
Ele saiu do carro que havia alugado e pisou num monte de lama formada pela neve derretida. 
Com um suspiro de enfado, ele chutou a neve suja de cima da ponta de seu sapato reluzente e disse a si mesmo que deveria ter seguido o conselho da funcionária da agência e alugado um carro com tração nas quatro rodas, em vez daquele modelo esporte. 
Mas quem é que poderia prever tanta neve em pleno mês março? 
Um sorriso irônico curvou os seus lábios por um instante. 
Ele havia crescido no Leste e deveria ter se lembrado de que a neve podia cair a qualquer hora, em qualquer lugar, especialmente naquela altitude, em meio às montanhas. 
Os lapsos certamente foram fruto de seu exaustivo esforço para esquecer o passado. 
O ar estava frio e o céu de um azul que chegava a lhe doer os olhos. 
Um vento forte sacudiu os pinheiros ao redor da casa, fazendo suas folhas farfalharem e fazendo novos montes de neve caírem ao chão. 
Nathan tremeu e se enroscou mais profundamente em sua jaqueta de couro marrom. 
Ele jamais permanecia em lugar algum por mais que alguns poucos dias.
 Não queria estar ali nem por um único momento, que dirá todo um mês. 
Tudo ali trazia à tona lembranças nas quais ele não havia se permitido pensar durante anos. 
Relutantemente, ele seguiu até a frente da casa, deixando a bagagem ainda no carro. 
O som de seus passos era o único do lugar, como se o mundo inteiro tivesse repentinamente contido a própria respiração.
Ele não tinha idéia do que estava fazendo ali. 
Ainda deveria estar no Taiti, no hotel de sua família, analisando as contas, resolvendo pendências e tentando expandir cada vez mais os negócios. 
No mês que vem, passaria uma semana em Barbados, e então iria para a Jamaica. Nathan jamais se permitiu uma chance de se estabelecer em algum lugar. 
Até agora. 
Se houvesse a menor possibilidade de ele se livrar disso, Nathan a teria aproveitado. 
Deus era testemunha de como tinha tentado encontrar uma brecha no testamento de seu amigo.
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Série Milionário do Mês
1- Um Romance Inesperado
2- A Noiva Roubada