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quarta-feira, 18 de abril de 2018

Nove Meses Para o Perdão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
“Eu sou o novo dono da sua empresa.”

Ódio é tudo que Elle St. James consegue sentir quando olha para o homem que um dia considerou seu irmão. Apollo Savas está determinado a destruir as empresas da família St. James, mas ela terá a última palavra no assunto! Elle está determinada a parar Apollo, mas ele sempre foi sua maior fantasia e fraqueza. Um momento de desejo roubado irá obrigá-los a lidar com um futuro inesperado: Elle e Apollo estarão para sempre ligados pelo bebê que ela espera. Agora, será que nove meses podem ser o suficiente para que eles superem o passado e se entreguem ao amor?

Capítulo Um

Às vezes, Elle St. James se imaginava pegando uma caneta e fincando-a no peito de Apollo Savas. Não para matá-lo, evidentemente. Ele não tinha coração e, portanto, o ferimento não teria sido fatal. Apenas para feri-lo.
Ainda assim, outras vezes fantasiava atravessar a sala de reuniões, desfazer o nó da gravata, abrir-lhe a frente da camisa e percorrer a pele quente, sentindo todos aqueles músculos firmes sob suas mãos. Finalmente. Após nove longos anos resistindo a ele, resistindo ao calor que a consumia a cada vez que se encontravam.
Isso era bem mais desconcertante do que a ideia de espetá-lo.
Também era frequente demais.
Estavam sentados numa reunião apinhada e ela deveria estar prestando atenção. Mas tudo em que conseguia pensar era no que lhe faria se tivesse cinco minutos a sós com ele, detrás de uma porta fechada.
Ou seria violenta, ou estaria nua.
Ele estava falando sobre orçamentos e cortes. E ela odiava aquelas palavras. Significavam que teriam de reduzir sua equipe outra vez. Como vinha sendo a história dos doze meses anteriores desde que ele comprara a empresa do pai dela. Uma empresa que era uma sociedade holding que estivera à beira da falência.
Apenas mais um momento numa longa sequência em que Apollo a prejudicara. Finalmente, o pai fora obrigado a lhe dar responsabilidade. Desde que o enteado finalmente provara ser uma víbora no ninho.
Ela fora nomeada como CEO. Então, Apollo atacara como um martelo.
Era culpa dele. Ao menos em parte. E nada a convenceria do contrário.
Ela tinha um plano. Um plano que ele parecia determinado a rebater a cada oportunidade. Ela sabia que podia salvar a Matte sem todas aquelas mudanças na equipe, mas ele não lhe daria a chance.
Porque, como sempre fizera, ele estava tornando seu intento prejudicá-la. Provar que era melhor mesmo agora.
Mas isso não impediu que seus olhos lhe seguissem as mãos enquanto ele gesticulava amplamente, que se perguntasse qual a sensação de ter aquelas mãos na sua pele.
Podia escrever o que sabia sobre sexo num guardanapo. O triste era que seriam apenas duas palavras.
Apollo Savas.
Ele fora sexo para ela desde o instante em que entendera o que a palavra sexo significava. Desde o momento em que entendera por que homens e mulheres eram diferentes e por que isso era algo tão maravilhoso.
O filho de cabelo e olhos escuros da mulher que o seu pai se casara quando Elle tinha 14 anos. Ele fora fascinante. Tão diferente dela. O produto de sua criação numa classe de sociedade com a qual a própria Elle não tivera contato. A mãe dele tinha sido uma empregada antes de seu casamento com o pai de Elle. O choque cultural tinha sido intenso. E bastante interessante.
Era evidente que, desde então, ele se tornara um homem de coração sombrio, que traíra a família dela e a colocara sob seu jugo.
Ainda assim, ela o queria.
O Lobo Mau do mundo dos negócios, acabando com os sonhos das pessoas.
— Não concorda, Srta. St. James?
Elle ergueu os olhos, e quando encontrou os de Apollo, seu coração disparou. A última coisa que precisava era admitir que não prestara atenção no que ele comentara. Preferiria dizer que estava tendo fantasias em que o matava do que a verdade.
— Terá de repetir a pergunta, Sr. Savas. Minha atenção para repetições não é infinita. É a mesma música que vem tocando há meses e não está mais eficaz ou lógica do que estava da última vez.
Ele se levantou com movimentos fluidos. As faíscas em seus olhos deixaram-na ver que pagaria por suas palavras. O pensamento produziu um arrepio na espinha dela. O medo se misturou ao desejo.
— Lamento que me ache entediante. Vou me esforçar para me tornar mais interessante. Conforme vê, eu me referia ao fato de que para ser bem-sucedida, uma empresa deve ser maleável. Bem lubrificada. Cada peça da engrenagem funcionando com capacidade máxima. Peças ineficientes são desnecessárias. Peças defeituosas são desnecessárias. Eu estava tentando ser delicado com a minha metáfora. — Ele começou a caminhar pela extensão ao lado da mesa de reuniões, e conforme ia passando, a espinha dos que estavam sentados enrijecia.
— Talvez eu tivesse prendido a sua atenção um pouco melhor se tivesse simplesmente dito que, se identificar uma porção de sua empresa funcionando com menos do que a capacidade máxima, começarei a ceifar seus funcionários como se fossem relva seca.

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Herdeiro da Vingança

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
O Valor da Inocência. 

O pai de Charity Wyatt roubou o poderoso empresário Rocco Amari, e deixou a filha para arcar com a punição. O preço: uma noite de prazer. Mas Charity não esperava ficar grávida depois desse encontro com Rocco. E para garantir que o seu filho tenha uma infância melhor do que a sua, Charity pede que Rocco a ajude financeiramente. O que ela não contava era que ele tivesse outros planos: Rocco a quer como sua esposa.


Capítulo Um

Você vai me encontrar no The Mark às 13h30. Vai usar o vestido que recebeu essa tarde. Nesta sacola, está a lingerie que deve usar por baixo do vestido. Isso não é negociável. Se você não obedecer às minhas ordens, eu saberei. E você vai ser punida por isso.
Charity Wyatt olhou para a sacola da loja sofisticada sobre a mesa do vestíbulo. Era de um cinza profundo, até sem graça, não fosse por ter na lateral o logo impresso de uma famosa loja de lingerie. Dentro da sacola, papel de seda da mesma cor ocultava um envelope branco com um cartão. Ela sabia disso porque tinha mexido na sacola, aberto o envelope e lido as instruções que trazia, enquanto seu rosto queimava de raiva.
O cartão agora estava novamente na sacola. Charity não queria ler aquilo outra vez. Uma vez tinha sido suficiente.
The Mark era o nome do restaurante onde deveriam se encontrar. Ótimo nome para o lugar de seu primeiro encontro, uma vez que, há seis meses, ele tinha sido exatamente um alvo para o pai dela. E para ela.
Um alvo, a vítima de um golpe. Um alvo que era dono dela agora, que a matinha inteira e completamente à sua mercê. Charity odiava isso. Odiava estar do lado perdedor. Odiava estar em desvantagem.
A princípio, Charity não quisera falar com o pai quando, depois de quase um ano sem contato algum, ele reaparecera em sua vida.
Mais um, Charity. Só mais um.
Apenas mais um golpe e tudo acabaria bem. Quantas vezes tinha ouvido isso? Sempre com aquela piscadela tão conhecida e um sorriso, o encanto que lhe abrira tantas portas ao longo da vida. Oh, como desejava a oportunidade de ser próxima a ele, ser uma parte da vida do pai. Significar tanto para ele, que ele desejasse levá-la consigo para todos os lugares, em vez de ficar horas a fio no sofá da casa da avó se perguntando quando o pai estaria de volta. Em vez de todas aquelas terríveis noites que passara sozinha em um apartamento vazio quando ele saía para “trabalhar”.
Tudo aquilo acabaria assim que ele fizesse a jogada perfeita.
O pai era tão bom em fazer planos mirabolantes. E Charity desejava viver naquele mundo brilhante do qual o pai sempre falava. Onde as coisas eram fáceis. Onde estariam juntos.
Mas sempre havia mais um trabalho.
Toda a vida dela, o pai prometera que haveria arco-íris após as tempestades. Até agora, tudo o que Charity experimentara resumia-se a trovões e relâmpagos. Ela ainda não alcançara o arco-íris, e essa nova aventura não tinha sido exceção.
Dessa vez, ele a havia deixado sozinha, atolada numa poça, com um para-raios nas mãos.
No minuto em que o pai deixara a cidade, Charity sabia que estava metida em sérios problemas. Mas, ainda assim, tinha ficado. Porque não tinha outro lugar para ir. Porque tinha uma vida ali. Alguns amigos. Um emprego. E estava certa de que conseguiria evitar a cadeia. Sempre evitara.
Seis meses de silêncio. Seis meses em que sua vida correra sem sobressaltos. Seis meses para superar a traição do pai. Seis meses para se esquecer de que fizera um inimigo poderoso.
E agora isso.
Essa exigência.
A ordem chegara um dia depois de ele ter feito contato pela primeira vez. Uma chamada de um celular bloqueado.
Charity já ouvira falar sobre ele. Rocco Amari era famoso, o playboy favorito da mídia. Possuía a boa aparência de um modelo, carros impressionantes, namoradas de tirar o fôlego. O pacote completo para conseguir a atenção do público.
Charity o tinha visto em fotografias, mas nunca ouvira sua voz. Até ontem. Até que ele fizesse contato. E se dera conta, no mesmo instante, de que não poderia correr dele, não poderia se esconder.
Não sem recolher tudo o que fosse seu e sumir no meio da noite. Não sem deixar para trás seu apartamento, seu trabalho no restaurante e o pequeno grupo de amigos. Ela precisaria desaparecer, conforme tinha feito na sua infância. Tornar-se invisível. Levando consigo apenas o que coubesse em uma sacola de viagem, para que ela e o pai pudessem fugir rapidamente. E muitas vezes, em meio à correria, antes mesmo que Charity tivesse tempo de entender o que estava acontecendo, o pai a deixava sob os cuidados da avó e ia embora sem olhar para trás.
Não. Não poderia se tornar, mais uma vez, um espectro em meio aos humanos, jamais se permitindo tocar em alguma coisa, jamais se permitindo ser parte de alguma coisa.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Fonte de Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Amores Inesperados

Em troca de seu legado eles oferecem uma aliança de diamante!

O nascer do amor!
Esther Abbott viajava pela Europa quando recebeu a proposta de ser barriga de aluguel. 

Desesperada por dinheiro, ela aceita. Porém, quando o acordo é quebrado, Esther é deixada grávida e sozinha, sem ninguém a quem recorrer… além do pai do bebê. Ter um filho com uma mulher que nunca conheceu é um escândalo que o bilionário Renzo Valenti não pode permitir. 
Após um divórcio difícil e com uma reputação a manter, a única escolha de Renzo é reconhecer a criança como sua herdeira legítima… e convencer Esther a ser sua esposa!

Capítulo Um

— O problema, Dr. Valenti, é que estou grávida.
Renzo Valenti, herdeiro da fortuna da família, cujos negócios se concentravam em bens imobiliários, conhecido mulherengo e farrista assumido, olhou a estranha parada à sua porta.
Nunca tinha visto aquela criatura antes. Disso tinha absoluta certeza.
Não sentia atração por mulheres que pareciam ter passado a noite suando, vagando pelas ruas quentes de Roma, enroladas em lençóis de cetim.
A mulher de rosto vermelho, sem maquiagem, tinha o cabelo comprido, escuro e despenteado preso num coque.
Usava o mesmo tipo de roupa das americanas que invadiam a cidade no verão. Regata justa e reta e saia longa, que quase cobriam os pés empoeirados calçados com rasteiras muito gastas.
Se, por acaso, cruzasse com ela na rua, nem a olharia. Porém, ela estava na casa dele. E havia dito o que nenhuma mulher lhe dissera desde que tinha 16 anos.
Mas, nem ela nem as palavras dela tinham qualquer importância.
— Não sei se dou os parabéns ou os pêsames. Depende.
— O senhor não entende.
— Não — afirmou seco, em meio ao relativo silêncio do espaçoso hall. — Você praticamente invadiu a minha casa e convenceu minha governanta a deixá-la falar comigo.
— Eu não forcei nada. Luciana me deixou entrar de bom grado.
Jamais demitiria a governanta. E o pior é que a funcionária, uma senhora já sabia disso. Então, quando Luciana deixou a moça histérica entrar, ele teve a sensação de que ela queria puni-lo por seu notório comportamento em relação às mulheres.
Não era justo. Essa criaturinha — que parecia mais à vontade sentada na calçada, nas proximidades de Haight-Asburry, tocando guitarra em troca de moedas — devia representar a punição para um homem. Mas não a dele.
— Bem, de qualquer modo, não tenho tempo nem paciência para essa conversa.
— O filho é seu.
Ele riu. Não havia outra reação a uma afirmação tão absurda. E também não sabia como lidar com o estranho peso e tensão ao ouvir a declaração.
Na verdade, conhecia o motivo de ter sido afetado daquela maneira. Mas não deveria.
Não imaginava nenhuma circunstância em que pudesse ter encostado um dedo naquela hippie ridícula. Além do mais, passara os últimos seis meses preso a um casamento de aparência.







Série Amores Inesperados
1- Enfeitiçado Pela Paixão
2- Desejo Profundo
3- Fonte de Amor

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Desejo Profundo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Amores Inesperados
Um laço inabalável!

O fim do noivado do príncipe Raphael DeSantis virou um escândalo internacional. Mas, para Bailey Harper, foi ainda mais surpreendente. 

Ao ler nos jornais que o ex-amante é um membro da realeza, ela percebe que carrega no ventre um herdeiro ao trono! 
Agora que seu casamento de conveniência foi desfeito, Raphael só pensa em retomar o relacionamento que tinha com Bailey. E quando descobre que ela está esperando um filho seu, sabe que precisa transformá-la em sua esposa. Bailey pode até estar relutante em se tornar rainha, mas será que conseguirá resistir ao poder de persuasão desse estonteante príncipe?

Capítulo Um

Foi uma noite perfeita. Tão bela, com as luzes brancas de Natal enfeitando as fachadas dos prédios de Vail e se refletindo na neve ao redor. Como estrelas caídas do céu para iluminar o caminho dos dois.
Sim, a noite foi perfeita e Raphael mais ainda. Mas ele sempre conseguia se superar em perfeição.
Bailey custava a acreditar que era real, mesmo após oito meses de relacionamento. Raphael era como um personagem de conto de fadas e ela, uma garota que nunca imaginou ter um final feliz.
Mas isso foi antes de conhecê-lo.
Era verdade que só o encontrava em intervalos de alguns meses, quando ele viajava ao Colorado a negócios, e nunca por um período longo.
Durante toda a vida adulta, Bailey foi cautelosa em relação a relacionamentos amorosos. Mas com Raphael... Aquela prudência nunca existiu.
Entregou-se a ele sem se preocupar em se proteger, sem pensar em nada além do fato de desejá-lo à loucura.
Com Raphael, era uma mulher diferente. Apaixonada.
Era tudo tão excitante quando ele estava presente. E aquela noite não foi exceção. Após o jantar, caminharam pela cidade, antes de retornar ao hotel, onde Raphael á deixou enlouquecida.
Bailey percebeu algo diferente nele, uma intensidade exacerbada na forma como fazia amor naquela noite.
Estirando-se sobre os lençóis, ela enroscou os dedos, ainda se recuperando do clímax alucinante. Com uma risadinha, rolou para o lado, olhando na direção do toalete.
A porta estava fechada e Bailey deixou escapar um suspiro profundo, aguardando, impaciente, que ele voltasse para a cama.
Aquela noite parecia diferente. Significante e especial.
Bailey o amava tanto que chegava a doer. Nunca imaginou sentir algo tão profundo por alguém e ser correspondida da mesma forma.
Encontrava-se preparada para dar o próximo passo. Para tudo.
A porta do toalete se abriu, fazendo o coração de Bailey perder uma batida. Era ridícula a forma como Raphael á deixava embevecida. Mas nunca havia permitido que um homem se aproximasse a ponto de ter aquele tipo de intimidade.
Pelo fato de trabalhar como garçonete, Bailey conhecia muitos homens e alguns chamavam sua atenção, mas nenhum nunca a afetou. Quando saiu da casa da mãe, aos 16 anos, encontrava-se desiludida com o sexo masculino. Presenciou muitas desilusões amorosas. Muitos gritos.
Decidiu gerir a própria vida e construir seu futuro. Chegou aos 21 anos, virgem porque sempre esteve determinada a esperar o momento certo, quando estivesse preparada.
E então conheceu Raphael. Os amigos custavam a crer que ele existia e costumavam provocá-la com perguntas como “Raphael? Você está namorando uma Tartaruga Ninja?”.
Raphael nunca os conheceu porque sempre se encontrava exacerbado de trabalho toda vez que viajava ao Colorado. Além disso, Bailey o queria só para ela.
Sim, aquele homem a deixava deslumbrada e Bailey achava que sempre seria assim.
— Não deveria estar se vestindo? — perguntou ele.
Bailey franziu a testa diante da pergunta inesperada. Sempre passavam a noite juntos quando ele visitava a cidade.
— Pensei... Bem...

Série Amores Inesperados
1- Enfeitiçado Pela Paixão
2- Desejo Profundo 
3- Fonte de Amor

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Enfeitiçado pela Paixão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Amores Inesperados
Em troca de seu legado eles oferecem uma aliança de diamante!

“Você será minha!”
Com sua identidade preservada, Allegra Valenti adentra o baile de máscaras mais glamoroso da Itália, determinada a aproveitar seus últimos momentos de liberdade antes do casamento arranjado. 
Porém, um encontro apaixonante com um desconhecido trouxera consequências inesperadas, que colocam em risco seus planos e sua reputação. 
O sombrio duque Cristian Acosta não consegue acreditar que a sedutora mascarada com quem se envolvera é a irmã de seu melhor amigo. Agora, para proteger o legado de sua família, Cristian terá de convencer Allegra a se tornar sua esposa!

Capítulo Um

Ele era a morte vindo buscá-la. Pelo menos era o que ele parecia ao descer a escadaria em espiral do salão de festas, com a capa negra ondulando atrás de si, correndo as pontas dos dedos pelo elegante balaústre de mármore. Era como se Allegra sentisse o toque na própria pele, e pelo resto da vida ela iria se perguntar como teria sido.
Ele estava mascarado, igual ao resto dos convidados, mas as similaridades entre ele e qualquer outra pessoa — qualquer outro mortal, na verdade — acabavam aí.
Ele não usava as mesmas cores vivas dos outros homens presentes; vestia apenas preto.
A máscara que cobria o seu rosto era feita de algum material cintilante, negro como a noite, no formato de uma caveira. O rosto dele também devia estar pintado de preto, pois ela não conseguia encontrar nenhum traço de humanidade nos pequenos espaços abertos da intrincada peça de metal.
Ela não foi a única mulher a ficar embasbacada com a aparição dele — um murmúrio atravessou o salão. Criaturas resplandecentes envoltas em seda tremiam de antecipação, à espera de um olhar, um vislumbre. Allegra não era uma exceção. Com a identidade oculta pelas belas pinturas desenhadas em seu rosto, ela se permitiu ao luxo de olhá-lo.
A festa, realizada em um dos hotéis mais lindos e históricos de Veneza, era oferecida por um dos sócios do irmão dela. Era um dos eventos mais exclusivos do mundo, frequentado apenas pela elite.
As famílias mais antigas e ricas da Itália. Fortunas novas e velhas. Herdeiras cobiçadas que capturavam a atenção de salões inteiros com um olhar insolente.
Ela era um deles, supunha. A fortuna de seu pai era velha e nova. Sua linhagem aristocrática remetia à Renascença. Porém, diferente do avô, o pai dela tinha conseguido transformar sua posição social em ouro. Ele havia transformado as propriedades caindo aos pedaços que herdara em grandes negócios, alçando-as à estratosfera social e financeira.
Renzo, o irmão dela, havia elevado ainda mais o status da família Valenti ao transformar a empresa do pai em um negócio global, aumentando exponencialmente a fortuna da família.
Ainda assim, Allegra não se via como uma daquelas mulheres. Não se sentia sedutora ou vibrante. Sentia-se... Enjaulada.
E essa era a chance dela. A chance de perder a virgindade com um homem de sua escolha, em vez de um príncipe a quem estava prometida em casamento, que não agitava o seu coração e nem a sua imaginação.
Talvez um pecado desses fosse mandá-la direto para o inferno. Mas quem melhor para levá-la do que o Diabo em pessoa? Ele estava ali, afinal de contas. E com aquela entrada, ele a tinha afetado mais intensa e profundamente até do que o próprio noivo arranjado já havia conseguido.
Ela deu um passo em direção à escadaria, mas parou. O coração batia com tanta força que ponderou se não estava doente. Quem ela achava que era? Ela não era do tipo de mulher que abordava um homem estranho em uma festa.
Abordá-lo, flertar com ele e pedir para...



Série Amores Inesperados
1- Enfeitiçado Pela Paixão

domingo, 11 de junho de 2017

Segredos da Realeza

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Os Príncipes de Petra



Cativada pelo rei!


Quando o relógio soou a meia-noite do último dia do ano, o conto de fadas de Petras terminou. 
Incapaz de continuar vivendo em um casamento sem amor, a rainha Tabitha pediu o divórcio. 
Contudo, a raiva de Kairos se transformou em uma paixão explosiva. E ao deixar o palácio, ela carrega consigo o herdeiro do trono. 
Assim que descobre seu segredo, Kairos decide sequestrá-la… 
Agora juntos em uma ilha paradisíaca, ele está determinado a mostrar que não há como fugir do rei. E usará o desejo hipnotizante que sentem para garantir que sua esposa fique para sempre a seu lado.

Capítulo Um

Kairos olhou para o outro lado do bar, onde viu uma ruiva sentada, com seus dedos delicados tamborilando na haste dos óculos, olhando fixamente para ele. Seus lábios cor de carmim desenhavam um sorriso. Era um convite silencioso, mas bem claro, que tomava conta do espaço entre ambos.
Ela era bonita. Seu corpo era caloroso, cheio de curvas provocantes. Exalava desejo, sexualidade. Tudo isso brilhava como uma camada exterior à sua pele. Não havia nada sutil nem refinado naquela mulher. Nada bobo nem cheio de firulas.
E ele poderia tê-la, se quisesse. Aquela era a festa de Ano-Novo mais exclusiva de Petras, e todos os convidados tinham sido criteriosamente escolhidos. Não havia repórteres por ali. E não haveria caçadoras de fortuna por perto.
Ele poderia tê-la, e sem qualquer consequência nefasta.
E ela não ligaria para a aliança de casamento em seu dedo.
Aliás, Kairos não sabia sequer por que ele continuava ligando para aquilo. Não restava qualquer relacionamento com a sua esposa. Ela não o tocava há semanas, mal falava com ele há meses. Desde o Natal, ela parecia completamente fria. Em parte, isso era culpa dele, já que sua esposa o ouviu falando cobras e lagartos sobre seu casamento ao irmão mais novo. No entanto, ele não disse nenhuma mentira. E sua esposa certamente já sabia de tudo aquilo.
A sua vida seria mais simples se ele pudesse ter aquela ruiva por uma única noite, esquecendo-se completamente da realidade. Mas ele não a desejava. A verdade, nua e crua, é que aquilo se transformaria em um inconveniente.
O corpo de Kairos não queria nada com aquela ruiva voluptuosa sentada junto ao bar. Tudo o que seu corpo queria era sua linda e fria esposa: Tabitha. Ela era a única mulher que povoava suas fantasias, a única mulher que alimentava sua imaginação.
O problema é que tal sentimento não era recíproco.
A ruiva se levantou, deixando seu drinque de lado, atravessou o salão do bar e aproximou-se do ponto em que ele estava sentado. Ela abriu ainda mais o sorriso ao perguntar:
— Está sozinho esta noite, rei Kairos?
Todas as noites...
— A rainha não estava com vontade de sair — respondeu ele.
Ela fez um biquinho.
— Isso é verdade? — perguntou a ruiva.
— Sim — mentiu ele, pois não havia dito a Tabitha que sairia aquela noite. Em parte, ele supunha, para mantê-la calma. Houve um tempo em que ambos se empenhavam em manter uma imagem pública em todas as festas possíveis. Eles sempre faziam uma encenação para as câmeras dos repórteres, e possivelmente também para massagear seus próprios egos.
Naquela noite, porém, ele não estava com vontade de fingir.
A ruiva se curvou na direção dele, e o cheiro do seu perfume enevoou o pensamento de Kairos, deixando-o muito atento ao momento que vivia, fazendo-o perceber que ela roçava os lábios em sua orelha, depois no colarinho da sua camisa.
— Eu fiquei sabendo que o nosso anfitrião reservou uma sala privada para os convidados que queiram um pouco de... privacidade — disse ela.
Não havia ambiguidade naquela frase.
— Você é muito atrevida — disse ele. — Aliás, você sabe que sou um homem casado.
— Sim, é verdade. Mas existem rumores sobre isso...


Série Os Príncipes de Petra
1- Promessas de Prazer
2- Segredos da Realeza
Série concluída

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Promessas de Prazer

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Os Príncipes de Petra

A princesa indomável!

Com uma simples aliança, o príncipe Andres de Petras conseguirá apagar um passado cheio de prazeres e pecados. Contudo, domar sua prometida, a rebelde princesa de Tirimia, não será nada fácil. 

Zara passou a vida escondendo-se por trás de uma fachada fria, e está determinada a manter sentimentos longe do casamento de conveniência. 
Ainda assim, os toques sensuais de Andres são a promessa de uma paixão impossível de resistir. 
E quando finalmente se entrega ao desejo, Zara percebe que Andres se tornara dono de seu coração.

Capítulo Um

Andres não gostava de voltar ao palácio em Petras. Preferia as coberturas mundo afora. Londres, Paris, Nova York. E uma mulher espetacular em cada destino. Ele era um clichê, mas não se incomodava. Divertia-se bastante.
Petras nunca era tão divertido. Era o local onde seu irmão, Kairos, conduzia com mão de ferro não o povo, mas Andres. Como se ele ainda fosse um menino que precisasse andar de mãos dadas com um adulto e não um homem na faixa dos trinta.
Invariavelmente, suas estadas no palácio obedeciam a uma rotina monótona. Visitas a hospitais e outras aparições públicas onde até suas palavras eram definidas. Jantares formais com o irmão mais velho e a esposa, tão entediantes quanto desconfortáveis; e longas noites no imenso aposento real sozinho, porque Kairos não permitia que Andres levasse as amantes para os sagrados aposentos da família Demetriou. Ainda que Andres julgasse que tal atitude tinha menos a ver com a propriedade e mais com o fato de Kairos querer puni-lo por seus antigos pecados todos os dias, das mais variadas maneiras, até sua morte.
O que tornou sua surpresa, ao entrar no quarto, ainda mais assombrosa.
Entrou soltando a gravata sufocante, como tudo ali. Então congelou. Na sua cama, de joelhos dobrados e apoiados no peito, comprido cabelo escuro como uma cascata até o ombro, negros como as asas da graúna, uma mulher. Ambos se entreolharam. Então ela se esticou, encostando-se na cabeceira grande e decorada que nunca lhe servira pra nada, pois nunca tivera uma mulher nessa cama.
Até agora.
Conquanto ela não tivesse sido convidada, nem parecesse satisfeita em estar ali. Muito estranho.
— Quem é você? E o que faz aqui? — perguntou.
Ela levantou a cabeça, a expressão desafiadora.
— Sou a princesa Zara Stoica de Tirimia.
Andres sabia que Tirimia deixara de ser uma monarquia. Na verdade, a família real fora derrubada do trono depois de uma sangrenta revolução, quando Andres era ainda adolescente. Não tinha conhecimento de sobreviventes, muito menos de uma princesa, que parecia mais uma criatura desgrenhada que uma mulher.
A pele bronzeada pintada de dourado emoldurava os olhos e as sobrancelhas escuras. Apesar dos lábios sedutores, de um vermelho profundo, ele teve a sensação de que cometeria um erro caso se deixasse seduzir. Ela parecia mais propensa a dar-lhe uma mordida que um beijo. O cabelo descia pelas costas, despenteados como se ela tivesse brigado ou sido satisfeita por um amante.
Por causa da cama, era tentador imaginar a última hipótese. Mas a julgar pela expressão de seu rosto, a primeira hipótese era mais plausível.
— Acho que está no palácio errado, princesa.
— Não estou. Era prisioneira no meu país e fui trazida aqui como um presente para o rei Kairos.
Andres ergueu as sobrancelhas. O irmão mais velho não saberia o que fazer com uma mulher como presente, mesmo que não estivesse unido a outra pelos sagrados laços do matrimônio.
— Então, está no quarto errado.
A expressão da moça demonstrou fúria.
— Ele não quis ficar comigo. Resolveu me dar para o irmão.
Andres não conseguia digerir o absurdo da declaração. Essa mulher era um presente para ele?
— Está me dizendo que ele passou você adiante?
Ela franziu o cenho.
— Suponho que sim.
Era evidente que ela não via a menor graça nisso. Mas afinal, se ele fosse passado adiante como um elefante branco, também ficaria irritado.
— Poderia esperar aqui um momento? — indagou.
A expressão ficou ainda mais enfurecida.
— Eu não estaria aqui se tivesse opção. Só me resta esperar.
— Excelente. — Deu meia-volta, atravessou o corredor e dirigiu-se à escada circular que levava ao escritório de Kairos. Não alimentava qualquer dúvida de que encontraria o irmão, grave e sério, ocupado com algum documento importante, bem diferente de um homem que tivesse deixado para o irmão caçula uma mulher de presente.
Andres abriu a porta sem bater, e como imaginara, encontrou Kairos trabalhando.
— Que tal explicar a mulher na minha cama?
Kairos não ergueu a cabeça.
— Andres, se eu tivesse de explicar todas as mulheres em sua cama, não faria outra coisa na vida.
— Sabe muito bem ao que me refiro. Tem uma criatura no meu quarto.
Kairos ergueu a cabeça.
— Ah, sim, Zara. — Isso. Uma princesa?



Série Os Príncipes de Petra
1- Promessas de Prazer
2 - Segredos da Realeza

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Flor do Deserto

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



A conquista do amor!

O impiedoso Tarek al-Khalij não esperava ser obrigado a governar Tahar. 

Mais familiarizado com uma espada do que com a coroa, esse guerreiro habilidoso terá de reconstruir o reino devastado por seu irmão. 
Para isso, precisa da arma mais preciosa de todas: uma esposa! 
A elegante e recatada rainha Olivia o ajuda com os problemas diplomáticos. 
Em troca, Tarek mostra para ela o poder da verdadeira paixão. E, antes que perceba, Olivia estará completamente cativada pelo rei.

Capítulo Um

Ela era frágil. E pálida. Seu cabelo louro estava preso em um coque apertado e elegante. As mangas longas e a saia que chegava ao chão deveriam ter sido uma tentativa de proteger sua pele europeia do sol inclemente de Teerã.
Não daria certo. Alguns minutos exposta ao ambiente onde ele havia vivido nos últimos anos, e ela morreria.
Não passava de um lírio branco secando sobre a areia, até que o sopro da brisa quente o transformasse em pó.O conselheiro que a havia sugerido como esposa do sheik de Tahar deveria ser dispensado. Quando se tratava do seu staff, as exigências de Tarek eram bem diferentes das de Malik. E, a cada dia, isso se tornava mais claro.
O provável casamento foi classificado como uma aliança política. Como Tarek nada sabia sobre política, apenas se dispôs a avaliar essa possibilidade.Mas não. Bastava olhar para ela... Não daria certo.
— Tire-a da minha presença — disse Tarek.Ela ergueu os olhos calmamente, mas falou com firmeza.
— Não.Ele ergueu a sobrancelha.— Não?
— Eu não posso sair daqui.
— Claro que pode. Pelo mesmo caminho por onde veio. — Era ele quem não podia sair, que não podia voltar à tranquilidade do deserto.Ele, que havia ficado isolado durante a maior parte de sua vida, agora precisava arranjar um modo de governar milhares de pessoas.
Ela ergueu o queixo. Tarek notou sua postura altiva, os traços nobres de seu rosto, e percebeu que não se lembrava do seu nome.
Com certeza, tinham lhe dito há duas semanas, quando ele foi informado de que uma princesa europeia estava disposta a ser sua esposa. O nome dela não lhe pareceu importante, e ele o esqueceu.
— Você não compreende, meu sheik. — acrescentou ela num tom firme, que ecoou na vasta sala do trono.
Tarek gostava daquela sala, que lhe lembrava uma caverna.
— Não?
— Não. Eu não posso voltar a Alansund sem que essa união esteja garantida. Aliás, seria melhor que eu não voltasse nunca mais.
— Por que motivo?
— Em Alansund não há mais lugar para mim. Não nasci na nobreza, nem sou natural do país.— Não é?
— Eu sou americana. Conheci meu... falecido marido, o rei, quando ele estava estudando. Depois que ele morreu, o irmão ocupou seu lugar e está procurando uma esposa. Felizmente, uma que não seja eu. Ele resolveu que eu devo me casar com algum potentado estrangeiro. Portanto, aqui estou...
— Seu nome — disse Tarek, cansado de não saber.— Você não sabe o meu nome?
— Não tenho tempo para trivialidades. Como não vou ficar com você, o seu nome não me pareceu importante. Mas, agora, eu quero saber.Ela ergueu o queixo.
— Perdoe-me, Vossa Alteza, mas, na maioria dos lugares, o meu nome não é considerado trivial. Eu sou Olivia, rainha viúva de Alansund. Pensei que iríamos discutir os méritos do casamento.
Tarek se remexeu no assento e cofiou a barba.— Não estou certo de que haja algum mérito no casamento.
Ela piscou os grandes olhos azuis.— Então, o que eu estou fazendo aqui?
— Meus conselheiros acharam que seria conveniente que eu falasse com você. Eu duvido.
— Existe outra mulher que o interesse?Tarek não sabia como responder. O assunto lhe era estranho. As mulheres nunca tinham feito parte da sua vida. Do seu exílio.
— Não. Por que pergunta?— Presumo que precise de um herdeiro.
acho que isso lhe dá acesso a uma clientela mais rica. — A resposta de Matteo foi brusca. Pegando a mão de Shandy, ele então a levou para a pista de dança.Não queria dançar. Ele queria apenas fugir da conversa.
Roma brilhava ao redor deles. Matteo podia sentir a pulsação da cidade lá em baixo, e de repente teve vontade de escapar de suas amarras e libertar-se da própria pele. 

Queria pegar uma lambreta e explorar a bela cidade antiga. Ele queria olhar para as construções ancestrais, beber vinho barato e ser mais jovem que seus 30 anos permitiam; só que queria fazer tudo isso com Bella.
Oh, ele estava dançando com a mulher errada naquela noite.
E todas as noites desde...


terça-feira, 13 de setembro de 2016

Diamante de Conveniência

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Uma oponente à altura...

Há doze anos, Victoria Calder cometeu um erro que custou o império de seu pai. 
Agora ela tem a chance de se redimir. Mesmo que isso signifique desafiar o estonteante Dmitri Markin. 
O ex-lutador de artes marciais está acostumado a golpes baixos, porém, a proposta de Victoria o pegou de surpresa. 
Ele até reconhece as vantagens do acordo, mas para Dmitri subir ao altar, ela terá de aceitar todas as suas exigências...

Capítulo Um

Victoria detestava lugares iguais àquele. Academias de ginástica com ringues de boxe, sacos de pancada e vários aparelhos. A iluminação era fraca, lançando uma sombra pardacenta sobre tudo. Era melhor daquele modo, levando-se tudo em consideração, ou, do contrário, as manchas que permaneciam na lona de sujeira e sangue teriam ficado visíveis. 
O ar cheirava a suor, a testosterona. E ela não conseguia pensar em nada menos atraente.
O lugar inteiro e todos os seus ocupantes precisavam ser lavados com uma mangueira. Se não fosse absolutamente necessário encontrar Dmitri Markin, ela jamais teria colocado os pés ali dentro.
Correndo a mão pelo cabelo, começou a caminhar com os saltos altos ressoando no chão de concreto enquanto atravessava a área de exercícios, ignorando os olhares masculinos que a acompanhavam.
Aqueles não eram os olhares masculinos que procurava. E, portanto, não estava interessada.
Músculos suados não a atraíam em nada. A menos que precisasse que alguém lhe erguesse uma caixa pesada. Músculos suados podiam servir a um propósito, mas não esteticamente. Não na sua concepção.
Um dos homens pelos quais passou assobiou, e ela sentiu os ombros retesados.
Não deu ao homem a satisfação de parar, nem de olhá-lo. Erguendo o queixo, continuou caminhando, segurando a bolsa com firmeza, mantendo os passos retos.
Ao longo dos anos, havia se tornado um desafio para os homens. Sabiam que era conhecida por se manter distante. E aquilo a tornava uma tentação, o que era mais uma razão para desdenhar deles. Era algo injusto de sua parte, no entanto não se importava.
No intuito de manter a paz em família e voltar às boas graças do pai, numa época acalentara a ideia de fazer um casamento adequado. E na sua opinião e na do pai, um casamento adequado significava um enlace com alguém da realeza.
Todavia, o plano fracassou lamentavelmente. Porque quando ela conseguiu assegurar um noivo da realeza, apaixonou-se pela pessoa que havia promovido a união.
O que a levara de volta à estaca zero. A concentrar-se nas suas obras de caridade e em elevar o perfil de sua família na mídia.
Até que descobrira que Dmitri Markin tinha algo que ela queria. E que ele queria algo que ela possuía.
Agora tinha um novo plano para reparar a dor que havia causado à família. E seria bem melhor do que se casar com um príncipe. Desde que conseguisse concretizá-lo. E conseguiria. Porque não fracassava. Não mais.
Tinha a chance de se redimir de pecados passados. Avistara aquela porta aberta e a usaria.
No momento em que estava pensando em portas metafóricas, passou por uma porta real que dava para a área dos fundos da academia. Era uma sala particular de prática exercícios, segundo haviam lhe dito quando perguntara a respeito de Dmitri. E exatamente como fora informada pela ruiva curvilínea que conhecera no início da semana, Dmitri estava ali, se engalfinhando com outro homem.
Ambos estavam sem camisa, de short preto, lutando como se suas vidas dependessem daquilo. Ela fungou de leve. Era tolice. As vidas deles certamente não dependiam daquilo.
Homens…

sábado, 21 de maio de 2016

Jogo de Promessas

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



Fale agora ou cale-se para sempre!

Eduardo Veja tinha o mundo aos seus pés e uma linda esposa para exigir. Até um cruel acidente o deixar com a memória fragmentada, fazendo-o perder tudo. 

Porém, chegou a hora de encontrar as peças que faltam no quebra-cabeça de sua vida, a começar pela mulher que o abandonou. 
Prestes a subir ao altar com um homem confiável e seguro, Hannah Weston sabia que fizera o melhor para curar as feridas de seu primeiro casamento. Contudo, momentos antes de dizer "aceito", é confrontada pelas lembranças sedutoras do passado, na forma do tentador Eduardo...

Capítulo Um

Hannah Weston soltou um xingamento quando tropeçou na bainha de seu vestido de casamento distraída com os números rolando na tela de seu smartphone. Ela dissera que não trabalharia hoje. Era mentira.
Havia clientes que dependiam dela. E ele nunca saberia disso.
Ela entrou na limusine, ainda de olho no telefone, enquanto puxava o vestido para dentro, batendo a porta depois de entrar.
— Indo para a capela?
Hannah ficou paralisada, o sangue congelando em suas veias enquanto a limusine se afastava do meio-fio e mesclava-se ao trânsito de São Francisco. Aquela voz. Ela conhecia aquela voz.
Ela inspirou fundo e então ergueu o olhar, travando-o com os olhos escuros e intensos no espelho retrovisor.
Ela conhecia aqueles olhos também. Ninguém mais tinha olhos como os dele, com a habilidade de ler os segredos mais íntimos de alguém. Capazes de zombar de alguém e flertar com alguém numa única olhadela de relance. Ela ainda via aqueles olhos em seus sonhos. E, às vezes, em seus pesadelos.
Eduardo Vega. Um dos muitos esqueletos em seu armário. Só que ele não estava lá dentro.
— E vou me casar — disse ela.
Ela não ficava intimidada, ela intimidava as pessoas. Em Nova York, Hannah tinha mais ganas do que qualquer homem na sala de negociação em Wall Street. Ela era uma força reconhecida no mundo das finanças. Ela não sentia medo.
— Oh, eu acho que não, Hannah. Não hoje. A menos que você queira ser presa por bigamia.
Ela sugou o ar com pungência.
— Não sou bígama.
— Você não é solteira.
— Sou sim. A papelada...
— Nunca foi protocolada. Se não acredita em mim, faça uma pesquisa sobre isso.
Ela sentiu um nó no estômago.
— O que foi que você fez, Eduardo?
O nome dele tinha um sabor tão estranho em sua língua. Mas também nunca lhe fora familiar. Seu ex-marido era essencialmente um estranho. Ela nunca o conhecera de verdade.
Eles meio que tinham morado juntos. Ela havia morado num quarto na luxuosa cobertura dele durante seis meses. Eles não faziam as refeições juntos, exceto nos fins de semana, quando iam para a casa dos pais dele. Não dormiam na mesma cama. Não dividiam mais do que o estranho “olá” quando estavam na imensa casa dele. Era somente em público que ele falava com ela. Que ele colocava a mão nela.
Ele era abençoado com dinheiro, uma mente estratégica e uma total falta de se importar com a propriedade. Ela nunca conhecera um homem como ele. Antes ou desde então. É claro que nunca nem desde então tinha se casado por chantagem.
— Eu? 

terça-feira, 15 de março de 2016

Sinfonia de Sedução

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Toque de Poder




Ela jamais fora beijada...

O mundo se colocara aos pés de Noelle, um prodígio ao piano, até ela cair em desgraça... Desamparada, sua única opção é aceitar a proposta do bilionário Ethan Gray. Ele não pensa em amor, e sim em vingança! Basta Noelle assinar a certidão de casamento e tudo estará resolvido. Até então, ela apenas sentira amor pela música, mas seu corpo queima de desejo pelo toque habilidoso do marido. 

E as tentativas inocentes de sedução de Noelle ameaçam cada vez mais a resistência de Ethan. Porém, Noelle teme que ele nunca a veja como uma mulher, e sim apenas como uma peça de seu jogo de poder...

Capítulo Um

A mansão Birch era a única coisa que lhe restava. A única coisa permanente em sua vida, que sempre estivera lá. Todos os outros... sua mãe, seu professor de piano, seus fãs, eles foram embora. A casa era a única coisa que ela possuía.
Até que o banco a tomasse, pelo menos.
Noelle suspirou e olhou pela janela, um nó apertando seu estômago quando um Town Car preto passou pelos portões abertos de ferro batido e seguiu o caminho de acesso, parando em frente à porta da mansão.
Ela afastou-se da janela e esperou que seu convidado não notasse as cortinas retorcidas. Era muito triste, realmente, que ela tivesse sido reduzida a isso. Esperando que sua casa fosse tomada, vendo o financista chegar para avaliar a propriedade. Esperando ser despejada. Sem ter ideia para aonde iria.
O cheque que ela recebera na semana anterior viera com um bilhete, informando-a de que aquele era provavelmente o último cheque de royalties para o futuro previsível. A empresa não estava mais vendendo seus velhos álbuns, e diversos de seus álbuns digitais haviam sido tomados pelos grandes websites. Ninguém queria sua música.
Não que os royalties tivessem sido ótimos no último ano, mas o bastante para ir a um café ocasionalmente. Agora, ela não teria nem mesmo isso.
Subitamente, queria tanto um café com leite cremoso que pensou que pudesse chorar.
Ela era um caso triste. Pobre Noelle. Faria uma festa da piedade, se achasse que alguém compareceria. Bem, o banco viria, se houvesse mais alguma coisa para tomar posse. Ela riu, então endireitou a saia e assumiu seu lugar diante da porta, incerta do porquê estava se incomodando de bancar a anfitriã, apenas que aquilo era automático. Sua mãe teria esperado isso dela. Exigido.
É claro, sua mãe não estava lá.
Noelle respirou fundo e pôs a mão na maçaneta, esperando, e, assim que a batida soou à porta, ela abriu. Seu coração disparou violentamente diante da visão do homem parado ali.
Alto e bem-constituído, num terno que definitivamente não era do padrão que um funcionário de banco usava, mas feito sob medida para enfatizar o físico incrível do homem.
Os lábios dele se curvaram num sorriso, não um caloroso, mas um que ela sentiu no seu corpo inteiro. Os olhos eram escuros, da cor de chocolate, mas sem qualquer doçura. O estômago de Noelle se comprimiu com um desejo potente.
De café. Ainda queria café.
— Srta. Birch? — Ele tinha uma voz bonita também. Baixa, rouca e continha um sotaque australiano muito sexy.
— Sim. Você é... — Ela mudou de tática no meio da sentença, decidindo-se por uma abordagem mais direta: — Você é do banco.
Ele passou por ela e entrou na casa, os olhos observando a sala de maneira desdenhosa.
— Não exatamente.
— Então, por que você está aqui?

Série Toque de Poder
2- Sinfonia de Sedução
Série Concluída

terça-feira, 8 de março de 2016

O Preço do Desafio

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


O sabor da vingança.

A princesa Samarah Al-Azem sabe que vingança é um prato que se come frio. 
E ela está pronta para derrotar Ferran, o inimigo de seu reino e o homem que tirou tudo o que lhe pertencia.
Em uma noite de breu, Samarah espreita Ferran nos aposentos dele... 
Não era a primeira vez que ele se encontrava na ponta de uma lâmina, porém, nunca fora ameaçado por uma assassina tão bela. 
Mas logo o impiedoso sheik a tem sob seu poder. 
Algo que desejava havia anos. Agora Samarah precisa decidir entre ser aprisionada ou transformar-se na esposa de Ferran.

Capítulo Um

O sheik Ferran Bashar, governante de Khadra, não iria sobreviver a esta noite. Ainda não sabia, mas era a verdade.
Matar um homem não era nunca uma coisa fácil. Mas para isso ela fora treinada e praticara os golpes vezes sem fim.
Para ficarem gravados em seus músculos e em sua memória. E para que, quando chegasse à hora, ela não hesitasse. Nem sentisse remorso.
Aguardou junto à porta dos aposentos do sheik, um pano embebido em clorofórmio em uma das mãos, uma faca mantida bem segura dentro de seu manto. Não podia fazer nenhum ruído. E precisava surpreendê-lo.
Como poderia sentir remorsos quando sabia o que o sheik provocara em sua vida? A tradição, antiga como seus reinos, exigia isso, exigia que sua linhagem terminasse com ele.
Como a dela terminara com seu pai que deixara uma única filha sobrevivente que nunca poderia levar seu nome, com um reino que perdera a coroa e sofria anos de convulsões por causa disso.
Mas o momento não era para emoções. Só havia tempo para agir. Escondera-se no palácio há um mês com esse propósito. E Ferran não fora astuto. Claro que não. Por que olharia para ela? Por que a reconheceria?
Mas ela o reconhecera. E o observara. Aprendera a seu respeito.
O sheik Ferran era um homem alto com músculos rijos e uma força impressionante. Ela o observara queimar energia no pátio, batendo em um saco de boxe repetidas vezes. Sabia como ele se movia. Calculara seu nível de resistência.
Seria piedosa. Ele nada sentiria.
Nem perceberia a morte se aproximando. Não imploraria pela própria vida. Não aguardaria seus dias chegarem ao fim em uma cela como acontecera com o pai dela. Tudo simplesmente terminaria para ele.
Sim, ao contrário do sheik, ela mostraria misericórdia pelo menos nesse ponto.
E sabia que venceria nessa noite.
Ou seria ela a não viver para ver um novo dia. Era um risco que desejava assumir. Que precisava assumir.
Esperou com os músculos tensos e totalmente alerta. Ouviu passos pesados e ritmados. Era Ferran, tinha quase certeza. Tanto quanto era possível ter apenas ouvindo passos.
Respirou fundo e esperou para a porta se abrir. A porta se abriu e uma réstia de luz caiu sobre o chão de mármore muito polido. Ela podia ver o reflexo dele ali. Ombros largos, alto. Sozinho.
Perfeito.
Só precisava que ele fechasse a porta.
Prendeu a respiração e aguardou. Ele fechou a porta, e ela soube que precisava agir imediatamente.
Samarah fez uma prece e saiu das sombras. Rezou por justiça. Por perdão. E pela morte, que fosse rápida. Para Ferran ou para ela.
Ele se virou quando ela ia atacar, e seus olhos se encontraram. Samarah ficou paralisada diante do brilho intenso de seus olhos. Tão vibrante. E ele era lindo.
Feições tão conhecidas.
Pois apesar dos anos que haviam passado, ela o reconhecia. E nesse momento, tudo o que podia fazer era fitá-lo sem se mexer. Sem respirar.Esse momento foi tudo que ele precisou.

domingo, 1 de novembro de 2015

Mentira Inocente

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Dante Romani está noivo!

Paige Harper não acreditou quando uma mentirinha boba se tornou manchete. O único meio de garantir que adotaria a filha de sua melhor amiga era fingindo um noivado com o chefe. Durante anos, a imprensa cultivou em Dante Romano uma personalidade diabólica. Mas agora ele encontrou a oportunidade para mudar essa imagem. Ao ouvir as exigências de Dante para manter a farsa, Paige pensa que a demissão teria sido muito melhor. 

Afinal, se ela deseja uma aliança terá de desempenhar o papel da esposa perfeita em público... E entre os lençóis!

Capítulo Um

— Ou me explica isto ou pode juntar as suas coisas e ir embora.
Paige Harper elevou sua visão para os olhos negros e furiosos do seu chefe. Tê-lo ali no seu escritório bastava para deixá-la sem fôlego e sem fala. À distância, era muito atraente; de perto, era irresistível.
A muito custo ela desviou o olhar para o jornal que ele havia atirado em cima da mesa. Ao fazê-lo, sentiu formar-se um nó no estômago.
— Hum... — murmurou, agarrando o jornal. — Bom...
— Não tem nada a dizer?
— Isto...
— Pedi uma explicação, Srta. Harper. E os seus murmúrios não estão explicando nada — cruzou os braços e Paige sentiu-se minúscula na cadeira.
— Eu... — voltou a olhar para o jornal, aberto na coluna social, e leu o título Dante Romani fica noivo da sua funcionária; abaixo, havia duas fotografias, uma de Dante, impecavelmente vestido com um terno feito sob medida, e outra dela, numa escadinha, pendurando a decoração natalina na loja Colson’s. — Eu... — balbuciou novamente enquanto lia rapidamente o artigo.
Dante Romani, o bad boy do império comercial Colson, que na semana passada escandalizou a imprensa ao despedir um alto executivo e homem de família e substituí-lo por um jovem sem responsabilidades familiares, ficou noivo de uma das suas funcionárias. Deve-se perguntar se o passatempo favorito deste infame empresário não será brincar com o seu pessoal. Ou os despede ou as desposa.
Paige sentiu um aperto no estômago. Não sabia como aquele rumor havia chegado à imprensa. Tinha contado uma mentira à assistente social, mas esperava ter algum tempo para desfazer o mal-entendido. Nunca, nem nos seus piores pesadelos, imaginou-se naquela situação.
E, no entanto, ali estava lendo a mentira do século.
— Estou esperando — pressionou Dante.
— Menti — confessou ela.
Ele olhou ao redor e Paige seguiu o seu olhar para as pilhas de amostras de tecidos, caixas cheias de miçangas, tubos de sprays de tinta e quinquilharias natalícias espalhadas por toda a parte.
— Pensando bem — disse, olhando-a novamente — É melhor não arrumar nada e ir embora neste preciso instante. Mando suas coisas pelo correio.
— Espere! Não... — perder o seu emprego era impensável, tanto quanto o seu engano tornar-se público. A última coisa que precisava era que o Serviço Social descobrisse que tinha mentido a Rebecca Addler na entrevista de adoção.
Continuou lendo o artigo.
Custa acreditar que alguém capaz de despedir um funcionário por dedicar mais tempo à família do que ao trabalho possa sossegar a cabeça e converter-se num homem de família. A questão é se conseguirá esta camponesa mudar o executivo desumano ou se será mais uma na longa lista de vítimas que Dante Romani deixa à sua passagem.
Uma camponesa... Sim, era ela. Usou aquela mesma expressão ao mentir dizendo que estava noiva do multimilionário mais sensual da cidade: apresentou-se como uma camponesa.
Engoliu em seco e enfrentou a expressão irada do seu chefe.
— Não passa de um rumor da imprensa marrom. Nada que possa ser levado a sério.
— O que esperava conseguir com isto? — perguntou ele, duro. — É assim tão ingênua que não pensou nas consequências? Ou fez tudo deliberadamente?
Ela se levantou. Os joelhos mal a sustentavam.
— Não, eu só...
— Talvez não seja digna de aparecer na imprensa, Srta. Harper, mas eu sou.
— Ei! — protestou ela, embora o seu chefe tivesse razão. Bastava olhar para as fotografias e ver as diferenças.
— Eu a ofendi?

domingo, 4 de outubro de 2015

Uma Noite por Toda a Vida

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




Uma sedução perigosa!

Rachel Holt passou anos se comportando como a filha exemplar, a anfitriã perfeita e a noiva ideal. Não cometera um deslize sequer. Até a noite em que se permitiu ter a liberdade que jamais provara e sentir as emoções mais indescritíveis ao lado de um estranho sedutor. O belo magnata grego Alexios Christofides é famoso por conseguir exatamente o que almeja. 

Dominado pela sede de vingança, ele seduz impiedosamente a noiva de seu inimigo. Mas a noite que passaram juntos trouxe graves conseqüências para ambos, especialmente quando Rachel descobre a verdadeira identidade de Alex!

Capítulo Um

Toda a atenção de Rachel Holt estava voltada para sua mesa de cabeceira. Para o anel que brilhava ao lado do abajur. Ela ergueu a mão esquerda e observou o dedo onde o anel estivera há apenas algumas horas.
Era esquisito vê-lo nu depois de tanto tempo suportando o peso do anel.
Mas agora não parecia correto usá-lo.
Rachel o apanhou do criado-mudo e o segurou no alto, vendo-o brilhar, então se virou e olhou para o homem dormindo ao seu lado. Seu braço estava jogado sobre a cabeça, os olhos estavam fechados, com cachos escuros caindo sobre o rosto. Ele era como um anjo. Um anjo caído, maravilhoso, que havia mostrado a ela algumas coisas deliciosamente pecaminosas.
Mas não era o homem que havia lhe dado o anel. Ele não era o homem com quem Rachel deveria se casar no próximo mês.
Aquilo era um problema.
Mas ele era tão bonito que Rachel tinha dificuldade de pensar nele como um problema. Alex, com seus lindos olhos azul-escuros e pele bronzeada. Alex, que Rachel havia conhecido naquela tarde. Ah, bom Deus, ela o conhecera nas docas havia menos de vinte e quatro horas!
Rachel checou o relógio. Ela o conhecia havia oito horas. Oito horas foi o necessário para que pusesse a perder uma vida de comportamento sério e respeitável. Para tirar seu anel de noivado, e seguir seu... Ela não pôde dizer “coração”. Aquela tinha sido uma reação hormonal, claramente.
Não costumava se comportar daquela maneira. Nunca permitia que a emoção ou a paixão sobrepujassem o senso comum e o decoro.
Mas naquela noite não tinha havido decoro.
Desde o primeiro momento em que Rachel o vira, tinha sido completamente cativada pela maneira como Alex se movia. A maneira como seus músculos se destacava enquanto ele trabalhava limpando o deque.
Rachel fechou os olhos e voltou imediatamente àquele momento. E foi fácil lembrar o que a fez perder a cabeça... E tirar a roupa.
Era o dia mais bonito desde que haviam chegado a Corfu. Não estava muito quente e o mar trazia uma brisa. Rachel e Alana tinham acabado de almoçar, e a amiga ia voar de volta para Nova York. Rachel ficaria para representar a família Holt em um evento de caridade.
Aquelas férias era seu último grito de liberdade antes de seu casamento, no próximo mês.
— Mais sapatos? — perguntou Alana, gesticulando para a pequena butique que ficava do outro lado da rua de pedras.
— Vou dizer “não” — disse Rachel, olhando para o outro lado, através da água, para os iates atracados nas docas.
— Você está doente?
Rachel riu e andou até a balaustrada do restaurante, apoiando-se nela.
— Talvez.
— É o casamento, não é?
— Não deveria ser. Eu sabia há décadas que esse momento chegaria. Estamos juntos há seis anos. A data do casamento foi marcada há quase um ano. Então...
— Você tem permissão para mudar de idéia — disse Alana.
— Não. Não tenho. Eu... Você pode imaginar? O casamento é o acontecimento do ano. Jax vai finalmente entrar para a família. Meu pai finalmente terá o filho que sempre quis.
— E o que é que você quer?
Fazia tanto tempo desde que Rachel havia se feito aquela pergunta que, honestamente, não sabia a resposta.
— Eu... Eu gosto de Ajax.
— Você o ama?
Rachel percebeu movimento em um dos iates. Um homem limpava o deque. Sem camisa, com um short folgado e desbotado preso á seus quadris magros. O sol brilhante destacava seus músculos tonificados.
Rachel estava sem fôlego.
— Não — disse ela, sem tirar seus olhos do homem no iate. — Não, eu não o amo. Quero dizer, de certa forma sim, eu o amo, mas não estou apaixonada por Ajax.
Por um tempo, Rachel meio que acreditara que essa situação fosse culpa dela. Ajax não era um homem passional. Depois de todos aqueles anos juntos, nunca tinha ido além de beijos. As roupas nunca eram tiradas. A Terra não costumava tremer quando ela estava nos braços dele. Nunca havia sido difícil parar.
Há alguns anos, Rachel quase permitira que o desejo a arruinasse. Tinha chegado bem perto.
Mas, desde então, mantinha seus impulsos sob rígido controle e acreditava que essa determinação, aliada à falta de paixão de Ajax, fazia deles o casal ideal.
Mas Rachel agora sabia que sim, ela ainda tinha paixão. Estava lá, dentro de seu peito. E ela queria viver aquele sentimento com intensidade.
— O que você vai fazer? — perguntou Alana, soando preocupada.
O rosto de Rachel ardia.
— Hum... Sobre o quê?
— Você não o ama.
Ah. Rachel não estava com a atenção voltada para Alana agora. Ela não sabia que o mundo de Rachel tinha acabado de ser abalado por um homem a quase cem metros de distância.
Ela fez um gesto vago.
— Sim, mas isso não é novidade.
— Você não tira os olhos daquele homem no iate.
Rachel piscou.
— É mesmo?
— Ah, sim.
— Bem, ele é...
— Sim, ele é. Vá falar com ele.
— O quê? — Rachel se virou bruscamente para encarar Alana. — Devo ir falar com ele?
— Sim. Seu vôo é só mais tarde; então, se você precisar de um álibi, eu estou aqui.
Flertar, viver perigosamente, viver para o momento...

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Chave para o Sucesso

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



Chegou a hora de o filho da empregada receber sua recompensa...

Lazaro Marino ultrapassou muitos obstáculos para chegar ao topo. Ele superou um passado de pobreza e se tornou bilionário. Entretanto, ainda não conquistou o que realmente deseja: fazer parte do mais alto escalão da sociedade. Para isso, precisa casar-se com alguém de berço, e Vanessa Pickett é a candidata perfeita. 

Em desespero para salvar sua empresa da falência, ela aceita a proposta de casamento de seu antigo amor. Tudo não deveria passar de um contrato de conveniência, mas nenhum dos dois consegue resistir ao desejo. Agora, Vanessa tem que descobrir se seu marido a ama de verdade ou se apenas se importa com suas ambições sociais...

Capítulo Um


— Por que você está arrematando as ações da minha empresa?
Vanessa agarrou sua bolsa prateada, tentando ignorar a raiva que embrulhava seu estômago, ao se dirigir ao homem alto de preto parado à sua frente. Lazaro Marino. Seu primeiro amor. Seu primeiro beijo. Sua primeira decepção amorosa. E, aparentemente, o homem que estava tentando assumir o controle acionário da empresa de sua família de forma hostil.
Lazaro voltou seus olhos escuros para ela e entregou a taça de champanhe que segurava para a loura esbelta parada à sua esquerda. Ficou evidente, pelo desprezo, que ele via a mulher apenas como um suporte de copos em um vestido de grife. Bem, Vanessa achava que ela era um pouco mais para ele, ao menos na cama.
Suas bochechas queimaram enquanto as imagens passavam em sua mente, instantâneas e vívidas. Como ele fazia aquilo? Trinta segundos em sua presença e o pensamento dela já estava no quarto.

sábado, 18 de abril de 2015

Quero que você me Vingue

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Quinta Avenida


Dez anos se passaram desde a trágica noite que mudara as vidas de Austin, hunter e Alex agora, cada qual deve cumprir com sua parte na vingança contra o homem que arruinou tudo. 

Austin Treffen nasceu em berço de ouro, mas por trás das grades douradas repousa a sombra da corrupção.
Um escândalo sem precedentes estava prestes a eclodir sobre a elite de Nova York. E Jason Treffen, pai de Austin e filantropo de maior destaque, ocupava o epicentro.
Com as crenças destruídas, nada mais resta a Austin senão aniquilar Jason. Mas como poderia consumar sua vingança sem ameaçar a reputação da família? 
Acima de tudo, Austin precisava de provas. Entretanto, onde encontrá-las?
Uma noite com Katy Michaels não só abre as portas para uma paixão devastadora, como também é a chave para colocar um ponto final ao reinado de Jason. 
Em uma combinação de prazeres inconfessáveis e sublime dor, Austin e Katy conseguirão saciar a sede de vingança e de desejo, ou se tornarão servos da escuridão?

Capítulo Um

O baile de Natal dos Treffen será tão reluzente quanto sempre foi! Com um prêmio de honra nacional iminente por seus bons trabalhos, o célebre advogado das mulheres, Jason Treffen, está se preparando para ser o anfitrião de seu Baile Anual de Festividades Natalinas.
Embora uma vez tenha sido eclipsado por uma tragédia ocorrida durante as festividades, há uma década, Treffen nunca cancelou o evento, e toda a elite de Manhattan clama por um convite. Há até mesmo rumores de que o filho de Jason, outro advogado importantíssimo de Nova York, estará presente ao evento. 
O mais jovem Treffen não dava o ar da graça nos eventos anuais desde o desastre ocorrido há uma década, que pareceu ter causado um desacordo entre pai e filho: a única mácula em um legado de outra forma brilhante. Será que esta poderia ser, finalmente, a reconciliação que o público vem... Reconciliação. 
Não havia chance alguma disso, e, ainda assim, seu pai acreditara, sem pestanejar, que esse fora o motivo de sua ida à festa de Natal do escritório. Austin odiava esse tipo de evento. Porque eram lembretes. Especialmente esse. Fazia dez anos que fora a uma festa de Natal dos Treffen.
Jason deleitava-se com os feriados, não por causa de algum tipo de fervor religioso ou senso de alegria, mas por lhe dar uma oportunidade de fazer o que mais amava: exibir sua riqueza, seus excessos. 
Fazer um show de seu nome, de sua fortuna. De sua boa vontade. Haveria um leilão fechado essa noite, cuja renda iria para o benefício de um abrigo para mulheres vítimas de violência. A ironia era enorme, porque, se as suspeitas de Austin estivessem corretas, muito poucas pessoas haviam sido mais violentas emocionalmente com mulheres do que Jason Treffen. Claro que a mídia nunca acreditaria nisso. 
Jason era muito famoso, sempre presente em todos os noticiários de fim de noite, comentando sobre casos de assédio sexual e abusos nos noticiários. Cuspindo fogo e enxofre sobre qualquer homem que se atrevesse a causar mal a uma mulher. Sobre misóginos e seus jogos de poder. Porém, Austin sabia que Jason era o lobo que condenava raposas por serem predadoras. 
Ainda assim, lá estava ele, todo envolto em sua brilhante e reluzente mentira, adorando a adulação das pessoas sobre suas realizações, sua bondade. E, nesse ano, não era nem um pouco diferente. A maior de suas três festas dos feriados, com esta incluindo clientes do passado, atuais e qualquer um que fosse alguém no círculo social de Nova York. 
Tudo era imaculado, cintilante, mergulhado na riqueza de seu pai, e deixado para reluzir perante aqueles corvos, que se sentiam atraídos por tudo isso sem fazerem a mínima ideia de quanta dor existia embaixo disso tudo. Como sempre fora. Como havia sido dez anos atrás. 

Série Quinta Avenida
0- Quero que Você me possua
1 - Quero que Você me Vingue
2- Quero que você me Use 
3-  Quero que você me revele

sábado, 21 de março de 2015

Noite no Paraíso

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




Clara Davis aceitou fingir ser a noiva de seu chefe, o belo Zack Parsons.

Agora, os dois terão uma noite de paixão para satisfazer todos os seus mais secretos desejos. 

Assim que Clara Davis aceitou a proposta de seu chefe, sabia que tinha entrado numa fria.
Como poderia fingir ser sua noiva em plena lua de mel dele? 

A regra de Zack Parsons de não namorar funcionárias o havia impedido de enxergar Clara além de seus magníficos cupcakes. Mas agora ele a vê por completo, e não consegue resistir à tentação. Render-se a apenas uma noite de paixão será suficiente para satisfazer seus desejos?

Capítulo Um

Clara Davis olhou para o bolo — intocado e cor-de-rosa, como a noiva encomendara
. O pedestal precário demandou muita habilidade para ser montado e equilibrado. E entregá-lo intacto em um hotel na costa de São Francisco, a trinta quilômetros de sua cozinha, foi uma verdadeira epopeia. Tudo teria sido perfeito. Bolo, cenário, noivo — irretocável, como de costume — , todos os convidados presentes.
Não fosse pela falta da peça principal: a noiva, que resolveu faltar ao evento. Sem ela, ficava difícil continuar. Clara pensou em pegar uma fatia do bolo. Trabalhara duro. Não fazia sentido deixá-lo ir para o lixo. Suspirou. 
Isso não desataria o nó de seu estômago. Não aliviaria nenhum dos sintomas de tristeza. Nada fora capaz de minimizar esse sentimento desde quando o noivo, agora oficialmente abandonado, anunciara o noivado. No entanto, observá-lo parado no altar não a fazia se sentir melhor. Como poderia? Não suportava ver Zack sofrer. Ele era seu parceiro. Mais que isso: seu melhor amigo. 
E também o homem que a mantinha acordada com fantasias que não combinavam com a luz do dia. Fantasias secretas à parte, Clara não queria que o casamento fracassasse. Ao menos, não na cerimônia. Ou talvez quisesse. Podia ser que uma pequena parte dela torcesse por isso. Por esse motivo concordara em fazer o bolo, quem sabe? Ou haveria de querer ficar por perto e assistir a Zack unir-se a outra mulher pelo resto da vida? Suspirou e saiu da cozinha em direção ao imponente salão vazio. 
O coração bateu forte quando viu Zack Parsons, o magnata do café, o gênio dos negócios e noivo abandonado, em pé à janela, olhando para a praia, o sol lançando um brilho alaranjado em seu rosto, refletindo-se no branco da camisa do smoking. Por um instante, ele pareceu diferente. Mais magro. Mais sério do que de costume. 
A gravata caída sobre os ombros, o paletó jogado no chão. Estava debruçado na janela. Clara não deveria se espantar por ver que Zack parecia mais forte depois de ter sido abandonado no altar. 
— Ei — disse ela, a voz soando alta demais no salão vazio. Ele virou-se, os olhos cinza encontrando os dela. Clara perdeu o fôlego por um momento. Zack era mesmo o homem mais bonito do mundo. Sete anos trabalhando juntos deveriam ter amenizado o impacto. 
Certos dias, ela era capaz de ignorá-lo, ao menos abstraí-lo. Em outros, era atingida em cheio. Esse era um desses dias. — Qual o sabor do bolo, Clara? — Zack perguntou, afastando-se da janela e enfiando as mãos nos bolsos. 
— Embaixo é de baunilha, recheado com framboesa, a pedido de Hannah, com fondant cor-de-rosa. Pintado à mão. A camada do meio foi embebida em uísque e mel. Sem nozes; conheço seu gosto. — Muito bom. Peça a alguém para embalar a camada do meio e mandar para a minha casa. Podem enviar para Hannah a camada dela também.