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domingo, 8 de maio de 2016

Segredos de Amante

ROMANCE CONTEMPORÂNEO





Escondendo-se do grego!

O divórcio de Giorgios Letsos mal acabara de ser finalizado e ele já tinha um novo objetivo: encontrar Billie Smith, sua amante antes do casamento. Contudo, a mulher doce que um dia conhecera não existe mais... e batera a porta na sua cara! Billie lutou muito para se reerguer após Gio decidir ser marido de outra. E quando ele volta para sua vida, Billie não se apaixonará novamente. 

Ainda mais agora que tem um segredo a proteger: o filho deles! Mas Billie não imagina o quanto Gio quer tê-la de volta em sua cama...

Capítulo Um

O bilionário grego da área de petróleo, Giorgios Letsos, oferecia a festa do ano em sua casa em Londres. Entretanto, em vez de socializar, respondia e-mails, fugindo das mulheres predatórias que lhe seguiam os passos desde que a mídia anunciara seu divórcio.
— Ouvi dizer que ele a dispensou porque ela estava envolvida com drogas — murmurou uma voz feminina da porta escancarada da biblioteca, esquecida aberta pela empregada que viera trazer um drinque para o patrão.
— Pois eu ouvi — disse outra mulher — que ele a largou na porta da casa do pai no meio da madrugada com todos seus pertences.
— Eu ouvi — interpôs-se outra voz — que o acordo pré-nupcial firmado entre eles a deixou sem um centavo.
Gio achou engraçado que a especulação ocupasse seus convidados negligenciados. O celular vibrou e ele atendeu.
— Sr. Letsos? Meu nome é Joe Henley das Henley Investigations...
— Pois não? — inquiriu distraído, imaginando que se tratava de mais uma das ligações quinzenais para reportar um resultado negativo. Com a atenção ainda no laptop, concluiu a compra de outra empresa com a concentração e o prazer que jamais encontraria em nenhuma festa.
— Nós a encontramos... quer dizer, desta vez estou noventa porcento certo — comunicou o homem com cuidado, pois nenhum dos dois jamais esquecia o erro cometido quando Gio seguiu à toda em sua limusine e acabou deparando com uma estranha. — Tirei uma foto e já enviei por e-mail. Talvez seja conveniente checar antes de prosseguirmos.
Nós a encontramos... De repente, Gio entrou em ação, pulando da cadeira, do alto de seus imponentes 1,90m, ajeitando os ombros largos enquanto abria os e-mails. Uma intensidade feroz cintilara em seus olhos escuros enquanto identificava o e-mail e clicava no anexo.
Não era uma boa foto, mas imediatamente reconheceu a figura miúda e curvilínea numa capa de chuva floral. Excitação e satisfação invadiram de modo intoxicante seu corpo.
— Você vai receber um generoso pagamento por esse serviço — sussurrou com rara afetuosidade enquanto admirava a foto, como se ela pudesse desaparecer a qualquer momento. Como tinha de fato desaparecido. Ela se empenhara em sumir de modo tão absoluto que ele começara a acreditar que, nem mesmo com todos os recursos à sua disposição, a localizaria. — Onde ela está? — pressionou.
— Tenho o endereço, sr. Letsos, mas não obtive suficiente informação para preparar um relatório — explicou Joe Henley. — Se me conceder mais uns dois dias, procederei da maneira habitual...
— Tudo de que preciso, tudo que quero — pontuou Gio com crescente impaciência diante da ideia de esperar uma hora sequer — é o endereço dela.
De repente, Gio sorria pela primeira vez em muito tempo. Por fim a encontrara. Claro que isso não significava que pretendia perdoá-la. Esticou-se, ajeitando os ombros musculosos. A boca larga e sensual contraiu-se de um jeito que deixaria os diretores executivos apavorados, pois era um homem durão, inflexível e teimoso, bastante temido no mundo dos negócios. Afinal, Billie tinha ido embora. Ora, na verdade tinha sido a única mulher a deixar Gio Letsos. Mas ali estava na tela, sua Billie, ainda usando roupas floridas como uma explosão da natureza, o cabelo cacheado num tom caramelo emoldurando o rosto em formato de coração e os olhos enormes estranhamente sérios.
— Você não é um anfitrião muito atencioso — afirmou a voz vinda da porta. O homem era tão baixo quanto Gio era alto e tão louro quanto Gio era moreno, mas Gio e Leandros Conistis eram amigos desde a escola, ambos nascidos em famílias ricas, privilegiadas e com pedigree, mas desestruturadas. Haviam se conhecido em um colégio interno exclusivo e caro em Londres.
Gio fechou o laptop e contemplou o amigo.
— Esperava uma atitude diferente?
— Mesmo partindo de você, a resposta parece arrogante — comentou Leandros.
— Nós dois sabemos que mesmo que eu desse uma festa em uma gruta onde fosse proibido o consumo de bebida alcoólica, a festa lotaria — pronunciou Gio, seco, cônscio do poder de sua imensa fortuna.
— Não sabia que ia dar uma festa para comemorar o divórcio.
— Isso seria de péssimo gosto. Não se trata de uma festa para comemorar meu divórcio.
— Você não me engana — avisou Leandros.
O rosto fino e forte permanecia impassível, e sua famosa reserva imperava.
— Calisto e eu nos divorciamos de modo muito civilizado.
— E agora você está de novo no mercado e as aproveitadoras estão fechando o cerco — mencionou Leandros.
— Nunca mais vou me casar — assegurou Gio, irritado.
— Nunca é muito tempo.
— Estou falando sério — enfatizou em tom aborrecido.
O amigo nada declarou e tentou descontrair a atmosfera com uma antiga piadinha.
— Pelo menos Calisto sabia que Canaletto não é o nome de um cavalo de corrida.
Ele ficou imóvel, os traços sombrios, finos e devastadores retesados, ao ouvir a piada que há tempos não ouvia. Infelizmente, aquele não era o momento mais adequado para gracinha.
— Quero dizer — Leandro ainda ria — não o culpo por dispensar aquela cabeça de vento!
Gio ficou calado. Não tinha o hábito de fazer confidências ou abrir o coração nem para o melhor amigo. Na verdade, Gio não tinha dispensado Billie; simplesmente não voltara a aparecer com ela em público.

sábado, 2 de abril de 2016

A Noiva do Inverno

ROMANCE CONTEMPORÂNEO





Todos os sonhos poderiam ser realizados...

Durante dois anos, Angie mantivera em segredo o resultado de sua noite de paixão com Leo Demétrios. Mas, agora, seria impossível não contar a verdade: afinal, em breve estaria frente a frente com o homem a quem tanto amava... e não podia negar a ele o direito de conhecer o filho!
Leo tinha certeza de que Angie escondia alguma coisa. Se não, por que relutara tanto em encontrá-lo? Ele sabia que teria uma árdua batalha pela frente. Porém, não desistiria... mesmo porque, seu coração insistia em bater descompassado toda vez que a via!

Capítulo Um

— Será que ouvi bem? Você está querendo aumento? — Cláudia fitou a jovem, chocada. — Creio que já temos sido bastante generosos. Além de um bom salário, você tem um teto para morar, e não se esqueça de que estamos mantendo você e seu filho!
Ângela Brown não cedeu, embora a resposta que ouviu a embaraçasse.
— Sei disso, mas na maioria das vezes trabalho sete dias por semana e à noite ainda sirvo de babá para as crianças...
Sua insistência fez a elegante morena corar.
— Não consigo acreditar que estejamos tendo esse tipo de conversa. Você cuida da casa e olha os meninos para mim. Decerto não espera receber algum dinheiro extra por aquilo que de qualquer modo teria de fazer. Não precisa cuidar de Jake? Vocês dois são tratados como se fossem da família. Não entendo como pode ser tão ingrata.
— Está ficando muito difícil, para mim, viver com tão pouco — disse Ângela, humilhada.
— Bem, não sei o que faz com o que ganha já que não tem despesa alguma. George não gostará de saber dessa sua exigência.
— Não é uma exigência. É um pedido. — Ângela estava muito tensa.
— Um pedido recusado, então. — Cláudia dirigiu-se à porta. — Não tem do que se queixar do trabalho que faz aqui, Angie. Quem me dera ter alguém que me pagasse apenas para ficar em casa e encher a lavadora de louças. Além disso, a aceitamos, apesar de grávida. Saiba que nossos amigos nem sequer considerariam manter uma moça em suas condições, e solteira, na casa deles!
Ângela nada disse. Não havia mais o que argumentar. Nenhuma “moça em suas condições” trabalharia tantas horas seguidas. Aceitara trabalhar na residência dos Dickson aceitando o equivalente a alguns trocados no lugar do salário. Na época, ficara tão grata por ter um teto sobre a cabeça que não fizera nenhuma objeção. Porém, aos poucos, o expediente foi se esticando, até se ver atarefada o dia inteiro como criada e por tempo integral como babá de três crianças.
Mas ela era muito ingênua na época, e, grávida e sozinha, via o emprego na residência dos Dickson apenas como temporário. Imaginava que seria capaz de conseguir algo mais bem remunerado assim que o bebê nascesse, e então iniciaria nova vida.
No entanto, aos poucos aquela confiança foi fenecendo, à medida que se dava conta do quanto lhe custaria criar uma criança sozinha. Isso, além do preço dos aluguéis numa cidade cara como Londres.
— Vamos esquecer toda essa bobagem — sugeriu Cláudia, com graça, aproximando-se da saída, ao notar que o silêncio da criada significava que vencera a parada. — Não quer tratar do banho dos meninos? Já passa das seis, e eles ficam com um humor terrível quando estão cansados.
Já passava das oito quando Ângela colocou as crianças para dormir. George e Cláudia haviam saído para jantar. Sophia, de seis anos, e os gêmeos, Benedict e Oscar, de quatro, eram crianças adoráveis. Possuíam tudo o que desejavam, porém eram carentes da atenção dos pais. George era juiz e estava sempre longe de casa. Cláudia era uma poderosa mulher de negócios, e raramente deixava o escritório antes das sete da noite.
A casa era espaçosa e bem mobiliada, e o casal vivia bem, porém, Cláudia era tão mesquinha que chegara a mandar instalar um registro no aquecedor de gás do quarto de Ângela, situado ao lado da garagem, para controlar o gasto. O cômodo não tinha aquecimento central, pois fora construído para ser um depósito, e no inverno se tornava uma geladeira.
Enquanto Ângela certificava-se de que a única parte do corpo de Jake, seu filho, exposta ao ar frio era a cabeça, a campainha tocou. Antes que tornasse a tocar e despertasse Sophia, que acordava com o menor ruído, ela cobriu depressa o menino e saiu correndo para o corredor. Prendeu os cabelos loiros platinados, que esvoaçavam em torno das faces ansiosas, e pressionou o botão do interfone.
— Quem é? — perguntou, quase sem fôlego.
— Angie?
De imediato reconheceu a voz profunda e o leve sotaque, e, chocada, por pouco não deixou cair o aparelho. Dois anos e meio haviam se passado desde a última vez em que ela a ouvira, e encheu-se de pânico ao reconhecê-la. A campainha tornou a tocar, impaciente.
— Por favor, pare com isso... Assim acabará acordando as crianças!
— Sou eu, Angie... Pode abrir a porta? — pediu Leo Demétrios.
— Não posso! Estou proibida de receber quem quer que seja à noite quando estou sozinha. Não sei o que deseja de mim, ou como me encontrou, e não me interessa saber. Vá embora!

segunda-feira, 7 de março de 2016

Armadilha para um Amante

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




Ser ou não ser... amante dele!

Quando Leone Andracchi se ofereceu para ajudar Misty a sair de um problema financeiro, ela desconfiou que pagaria um preço. E estava certa! Leone precisa que Misty finja ser sua amante temporariamente. Ela aceita a proposta acreditando que seria muito fácil. Mas não podia prever que Leone mudaria os termos do acordo para algo mais sério do que apenas encenação.

Capítulo Um

Leone Andracchi reclinou-se na cadeira e observou a mulher que utilizaria como arma na busca por vingança.
Do outro lado da sala abarrotada, Misty Carlton mantinha os funcionários de seu bufê ocupados, servindo as bebidas e guloseimas. O cabelo cor de cobre estava penteado em um estilo prático. O terninho cinza e os sapatos confortáveis não eram femininos e tampouco vistosos. O rosto pálido não contava com o artifício da maquiagem. Tudo nela sugeria o profissionalismo de uma jovem que se preocupava em não chamar atenção para seus atraentes atributos femininos, e aquele estratagema parecia surtir efeito. Até então, Leone não vira nenhum de seus executivos flertar com ela.
Com exceção de si mesmo, estariam cegos todos os homens presentes naquela sala? Seria ele o único capaz de perceber o que prometiam aqueles olhos cinza-prateados e a voluptuosidade carnuda daquela boca apetitosa? Com o traje certo, aquela mulher ficaria estonteante, muito mais cativante do que as de beleza convencional. A coloração de Misty Carlton tinha uma qualidade enigmática e sensual bastante incomum. A mente já formava a imagem daquelas curvas luxuriosas em uma lingerie de seda e as pernas longas, esbeltas e eficientes ornadas com meias finas, desfilando com sapatos de salto agulha. Embora fosse uma mulher esguia, ele a excedia em altura, o que a dispensaria do uso de sapatos baixos quando estivesse em sua companhia. Um sorriso de quem zombava de si mesmo espreitou nas profundezas escuras dos olhos de Leone, quando ele se deu conta de que já a havia despido ao nível das roupas íntimas. Mas era um homem siciliano até a medula dos ossos e, como tal, sabia apreciar uma mulher atraente.
Dentro de algumas semanas, no máximo, Misty Carlton seria uma das mulheres mais faladas de Londres. Como sua amante, descobriria o próprio nome figurando em colunas sociais. Os paparazzi a seguiriam por todos os lugares e, se fracassassem na empreitada de encontrá-la, ele lhes daria uma pequena ajuda. Após estabelecer a identidade de Misty de acordo com os próprios interesses, havia deixado pistas reveladoras, prontas para serem encontradas. Na verdade, tudo que aconteceria em um futuro próximo fora decidido há quase seis meses, quando Leone a vira pela primeira vez e tramara uma forma de atraí-la para a posição de um alvo fácil, até o momento de fazer mira e atirar. Exatamente como ela se encontrava agora, saboreou Leone.
Misty Carlton era filha ilegítima de Oliver Sargent, um homem contra quem Leone jurara vingança em nome da irmã. O político de fala macia, que baseara a reputação na imagem de um respeitável homem de família, apregoando padrões de conduta moral, vivera com todo o conforto que a fortuna herdada lhe proporcionara. Oliver Sargent, o hipócrita, sedutor de adolescentes, que em pouco diferia de um assassino. O mesmo homem que preferira deixar Battista agonizar, sozinha, nos destroços do próprio carro, a chamar uma ambulância e se arriscar a amargar um escândalo. O semblante do rosto moreno, de traços esculpidos, se tornou sombrio. Embora tivesse se passado um ano desde o funeral da irmã, a dor ainda fazia revirar as entranhas de Leone sempre que ele se permitia pensar em como a vida de Battista fora ceifada de modo deliberado, cruel e impiedoso. Os médicos haviam lhe dito que, se ela tivesse sido socorrida antes, talvez tivesse chance de sobrevivência. Naquele verão, a irmã estava com 19 anos. Uma estudante de política, fazendo trabalhos de pesquisa junto com os assistentes de Sargent.
Uma jovem bela e idealista, com olhos castanhos brilhantes, cabelo longo e encaracolados e natureza crédula. Após algumas semanas de trabalho voluntário, Battista já se mostrava encantada toda vez que ouvia o nome de Sargent, mas nunca ocorrera a Leone que a paixão pelo homem que ela via como herói pudesse colocá-la em risco. Afinal, Oliver Sargent era um homem casado e um quarto de século mais velho do que Battista.
Não atentara para o fato de que Oliver era também um homem bem-apessoado, charmoso e que aparentava ter bem menos idade.
— Sr. Andracchi...?

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Desafiando o Destino

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Noivas Desafiadoras




Uma mulher em busca da verdade...

Desconfiado da nova acompanhante de sua mãe, o ardiloso bilionário Dante Leonetti está determinado a expulsar aquela intrusa de seu castelo. Afinal, o que uma mulher jovem, linda e inteligente iria querer de sua família além de um pedaço da fortuna? A busca de Topaz Marshall por seu pai a levara até Dante. 

Agora, ela está presenciando a reputação feroz dos Leonetti em primeira mão. Sabendo que ele a julga uma aproveitadora, fica chocada ao virar o foco do charme lendário de Dante. Ele planeja seduzi-la até conseguir arrancar a verdade de seus lábios, e Topaz fará de tudo para resistir aos encantos desse italiano implacável...

Capítulo Um

Dante Leonetti, banqueiro internacional, filantropo renomado e conde di Martino para aqueles a quem esses títulos arcaicos importavam, franziu a testa diante do anúncio de que o amigo de infância, Marco Savonelli, queria vê-lo. Devia haver algo muito errado para que Marco tivesse deixado seu consultório no distante vilarejo e fosse até ali, ao escritório dele no movimentado centro financeiro de Milão.
Com os traços marcantes e belos momentaneamente contraídos em uma expressão grave, Dante correu a mão pelo farto cabelo preto em um gesto de preocupação raro para um homem seguro e disciplinado como ele. A visita de Marco só podia estar relacionada ao fundo, certo? Ambos estavam engajados na arrecadação de dinheiro através de vários meios a fim de financiar um tratamento médico pioneiro nos Estados Unidos para uma criança do vilarejo que sofria de leucemia. Desde o início, Dante se oferecera para cobrir todos os custos das pesquisas, porém Marco o convenceu de que seria muito mais diplomático deixar que a comunidade do vilarejo assumisse a responsabilidade e contribuísse com serviços voluntários a fim de que fossem arrecadados os milhares de euros necessários. Diversos eventos públicos tinham sido devidamente organizados, e um baile à fantasia de gala no lar de Dante, o Castello Leonetti na Toscana, era a importante data seguinte. Na verdade, seria o grand finale no calendário, lembrou Dante a contragosto, pois teria preferido fazer uma vultosa doação a ser obrigado a se vestir com trajes cômicos, como se fosse uma criança em uma peça teatral da escola. Não tinha paciência para essas tolices.
O celular emitiu o som indicando o recebimento de uma mensagem e, apesar de soltar um suspiro, ele estava condicionado, depois de tantos anos como banqueiro, a estar sempre alerta. O contato, porém, não havia sido feito por um de seus assistentes avisando sobre uma crise em potencial, mas pela linda Della, sua atual garota. Dante franziu a testa ao olhar para a foto dos magníficos seios dela no visor do aparelho e, irritado, deletou a imagem com impaciência. Não queria fotos obscenas no seu celular; não era um adolescente. Ficava claro que já era tempo de pôr um fim no relacionamento passageiro e seguir em frente, como de costume. Infelizmente, a perspectiva de explorar novos horizontes mais uma vez naquela área não lhe pareceu nada atraente. Sabia, porém, que estava entediado com Della e ainda mais com sua vaidade excessiva e avareza, e que aquele era um bom pretexto para encerrar a breve relação entre eles.
Apesar de estar aborrecido, um brilho de contentamento iluminou os olhos dele de um intenso tom de verde quando ele atravessou o amplo escritório para saudar Marco Savonelli. De compleição forte e no início da casa dos 30 anos, era o exato oposto do alegre Dante no temperamento, pois o jovial Marco raramente era visto sem um sorriso no rosto. Bem, daquela vez, o amigo não estava sorrindo, notou Dante. Na verdade, seu rosto expressivo estava atipicamente tenso e preocupado.
— Lamento interromper você deste jeito — começou ele com um ar desajeitado, parecendo um peixe fora d’água enquanto observava a opulência do ambiente ao redor. — Eu não queria incomodar você...
— Relaxe, Marco. Sente-se e vamos tomar um café — sugeriu Dante, guiando-o na direção do luxuoso sofá.
— Não fazia ideia de que o seu local de trabalho fosse tão sofisticado — confessou o outro homem em um tom descontraído, sem a menor ponta de inveja. — E pensar que achei que atingi o grau máximo de sofisticação quando o gerente da clínica mandou instalar o meu computador...
O café chegou com uma rapidez espantosa.
— Não é do seu feitio desviar o tempo dos seus pacientes para outras coisas — comentou Dante, ansioso para que o amigo lhe contasse exatamente o que estava errado. — Alguém desviou algum dinheiro do fundo, ou algo desse tipo?

Série Noivas Desafiadoras
4- Desafiando o Destino
Série Concluída

domingo, 4 de outubro de 2015

Imagem Real

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Noivas Desafiadoras




Em seus braços... e em sua cama?

O que a foto de sua estagiária estava fazendo em um site de acompanhantes? Bastian Christou não sabia se ficava mais surpreso com a vida dupla ou com aquela imagem deslumbrante! Entretanto, o que mais o intriga é o fato de Emmie Marshall ter conseguido esconder tão bem suas curvas. 

E agora que Bastian terá de encontrar sua ex-noiva, Emmie pode ser a solução perfeita para mantê-la a distância. Emmie fica possessa ao ser confrontada por seu chefe, pois não tinha a menor ideia de que sua foto estava na rede. Mas o contrato já havia sido assinado e ele tinha todo o direito de reclamar seu prêmio.

Capítulo Um

Sebastiano Christou, ou Bastian para os íntimos, estudou o enorme anel de esmeralda que segurava na palma da mão com uma frustração incandescente faiscando em seus olhos dourado-escuros. As belas e elegantes feições expressando arrogância. Aquele era o anel de noivado Christou que, até recentemente, adornara a mão de sua futura esposa, Lilah Siannas.
A ironia residia no fato de que Lilah não verbalizara uma só queixa em relação aos termos do acordo pré-nupcial que lhe fora apresentado pelo advogado de Bastian. Em vez disso, enquanto o deixara por assinar, tornou-se irritantemente indisponível e distante. Por fim, triunfara o ressentimento que a corroía por dentro, culminando com um pronunciamento público de que o noivado fora desfeito e o casamento, cancelado. E desde então, a ex-noiva fazia questão de ser vista se divertindo na noite com um jovem milionário, bem mais novo que ela.
Bastian tinha plena ciência de que Lilah o estava desafiando. Deveria estar sentindo ciúme, mas não estava. Deveria desejá-la a ponto de esquecer a reação da ex-noiva ao acordo pré-nupcial, mas não era esse o caso. Não. Lilah estava bancando um jogo perdido, porque ele nunca se casaria com uma mulher antes de proteger a própria fortuna em um acordo pré-nupcial. Aquela fora uma lição que aprendera desde pequeno com o avô.
O pai se casara quatro vezes e seus três divórcios milionários haviam dizimado a fortuna da família Christou. O avô ensinara a Bastian que o amor era dispensável para um casamento bem-sucedido. Segundo ele, o mais importante eram os princípios e os objetivos em comum. Bastian nunca se apaixonara, mas sempre fora um homem fogoso. Lilah, uma morena pequena e estonteante, o estimulara a caçá-la e possuí-la, mas ele nunca se iludiria a ponto de confundir tal sentimento com amor. Na verdade, antes de pedi-la em casamento, avaliara o valor de Lilah como se estivesse analisando os riscos de um investimento comercial. Reconhecera a vantagem de possuírem descendências similares. Admirava a beleza fria, a excelente instrução e a habilidade de Lilah como anfitriã de eventos sociais. Mas, como agora se recordava com um toque de tristeza, subestimara seriamente a força e o poder de atração da avareza da ex-noiva.
Bastian atirou o anel de volta à caixa e o colocou no cofre, irritado com os meses que perdera na companhia de Lilah, uma mulher comprovadamente inadequada para ser sua esposa. Ele estava com 30 anos, mais do que na idade de se casar e ter uma família. Cansara-se dos casos passageiros. Não julgara que encontrar uma esposa fosse tamanho desafio e já estava imaginando como evitar uma cena no casamento da irmã, Nessa, que seria em duas semanas. Lilah era uma das madrinhas. A ex-noiva ficaria ultrajada por ele nem ao menos ter tentado reconquistá-la.
Ficaria encantada em ser o foco das atenções e se deleitaria ainda mais com um confronto, mas Bastian não queria que a irmã caçula se sentisse constrangida ou aborrecida no dia mais especial de sua vida. A única forma de evitar aquele risco seria chegar acompanhado de outra mulher.

Mas em um espaço de tempo tão curto, onde poderia encontrar outra mulher que fingisse ser sua namorada durante um fim de semana de festividades familiares? Alguém que não tentasse envolvê-lo em um relacionamento e que não visse nenhuma intenção oculta em seu convite? Uma mulher capaz de fingir estar envolvida intimamente com ele, já que nada mais conseguiria manter Lilah a distância. Existiria uma mulher tão perfeita?
— Bastian...? — Ele girou, quando um de seus diretores entrou com um laptop debaixo do braço. — Tenho algo engraçado para lhe mostrar... está disponível?
Bastian não estava, mas Guy Babington era um bom amigo e, portanto forçou um sorriso.
— Sempre — encorajou ele.
Guy abriu o laptop sobre a mesa e o girou de modo que a tela ficasse virada para Bastian.
— Aqui está... você a reconhece?
Bastian estudou a foto de uma loura deslumbrante, com brilhantes olhos azuis, trajada com um vestido de festa, que sorria para a câmera.
— Não... deveria?
— Olhe com atenção — disse Guy. — Acredite ou não, essa mulher trabalha para você.
— De jeito nenhum... ou eu a teria notado — declarou ele, sem titubear, pelo fato de a mulher ser uma beldade.
— O que a foto dela está fazendo na internet? Você abriu na página do Facebook?
Com expressão divertida, Guy negou com a cabeça.
— Estou em um website de uma empresa chamada Acompanhantes Exclusivas. É uma agência de acompanhantes para profissionais de alta categoria — disse o amigo, revirando os olhos de maneira sugestiva.
Bastian franziu a testa. Os lábios sensuais se contraindo com uma pequena dose de desgosto.
— Você usa o serviço de acompanhantes?
— Não seria nenhum sacrifício usar esta loura — confidenciou Guy, com um olhar lascivo.
Bastian ergueu as sobrancelhas cor de ébano.
— Disse que ela trabalha para mim...
— É verdade. Como estagiária temporária por três meses, neste andar. Emmie... ela faz trabalho de pesquisa para sua secretária.
Quando voltou a fixar o olhar na tela do computador, Bastian não conseguiu disfarçar a perplexidade.
— Essa é Emmie? — perguntou, incrédulo, formando em sua mente a imagem da aparência daquela jovem no trabalho: cabelo preso, óculos ancorados sobre o nariz e roupas deselegantes. Ainda com a testa franzida, ele focou a atenção no sinal escuro no centro de uma das bochechas do rosto da loura e recordou que a estagiária tinha a mesma bela marca no mesmo lugar.
— Diavelos... é ela! Está mesmo fazendo biscate como acompanhante?

Série Noivas Desafiadoras
3- Imagem Real
4- Desafiando o Destino - Distribuição em Setembro

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

O Direito do Sheik

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Noivas Desafiadoras

Uma mancha em sua reputação.

O casamento do sheik Zahir Ra'if Quarishi com uma ocidental causou enorme desgosto na corte. Sapphire Marshall fora o pior erro de sua vida. Fria e esquiva, ela fugiu do reino antes de consumar a união, obrigando Zahir a encarar sozinho a vergonha... e uma conta bancária com cinco milhões a menos. Agora sua ex-esposa está de volta ao país, e Zahir tem planos de bani-la de uma vez por todas! Mas antes, exigirá a noite de núpcias a qual tem direito.

Capítulo Um

Zahir Ra’if Quarishi, rei hereditário de Maraban, no Golfo Pérsico, levantou-se e saiu de trás da mesa quando seu irmão mais novo, Akram, literalmente irrompeu no escritório.
— O que aconteceu? — perguntou ele, apreensivo, do alto de seu um metro e noventa de altura. Seu corpo esbelto ficou imediatamente tenso, como o oficial do exército que havia sido, pronto para um possível confronto.
Com o rosto afogueado, Akram parou abruptamente e fez uma mesura apressada, ao lembrar-se das sutilezas da etiqueta da corte.
— Peço desculpas pela interrupção, majestade...
— Imagino que seja por um bom motivo — disse Zahir, relaxando um pouco ao ver a expressão transtornada de Akram e reconhecer que um assunto de natureza particular havia precipitado aquela entrada intempestiva em um dos poucos lugares onde conseguia ter a paz tão necessária para trabalhar.
Akram enrijeceu e o embaraço se estampou em seu semblante simpático.
— Eu não sei como lhe dizer...
— Sente-se e respire fundo — aconselhou Zahir calmamente, retomando sua segurança natural enquanto se sentava na poltrona em um dos cantos da sala e fitava o irmão com seus olhos cor de âmbar. Ele gesticulou para que Akram se sentasse também. — Não há nada que não possamos conversar. Eu não sou, e nunca serei, intimidador como nosso pai.
Akram ficou mortalmente pálido, pois o falecido pai deles fora um tirano opressor, tanto no palácio real com sua família, como em sua posição de governante do que havia sido um dos países mais retrógrados do Oriente Médio. Enquanto Fareed, o Magnífico, como ele próprio insistia em ser chamado, estivera no poder, a fortuna do petróleo de Maraban fluíra em uma única direção — os cofres reais — , ao passo que o povo continuava vivendo na idade das trevas, privado de educação, de tecnologia moderna e de um sistema adequado de saúde. Fazia três anos que Zahir assumira o trono, e as mudanças que imediatamente promovera ainda eram um empreendimento colossal.
Ciente de que o irmão trabalhava cada hora do dia em sua determinação de melhorar a vida dos súditos, Akram de repente sentiu medo de dar a Zahir a notícia que recebera. Zahir nunca tocava no assunto da ex-esposa. Era um tópico muito controverso e não poderia ser diferente, Akram reconhecia. Seu irmão pagara um preço alto por desafiar o pai deles e casar-se com uma moça estrangeira, de outra cultura. E o fato de ter feito isso por uma mulher não merecedora de sua confiança era apenas mais um agravante.
— Akram...? — Zahir encorajou, impaciente. — Tenho uma reunião daqui a meia hora.
— É... ela! Aquela mulher com quem você se casou! — Akram recuperou a voz abruptamente. — Ela está lá fora, nas ruas da cidade, envergonhando você neste exato momento!
Zahir franziu a testa, tenso, e apertou os lábios.
— Do que você está falando?
— Sapphire está aqui, filmando um comercial de cosméticos para a televisão! — explicou Akram em tom de firme condenação, ressentido com uma circunstância que considerava ofensiva a seu irmão mais velho, e imperdoável.
Zahir cerrou os punhos.
— Aqui? — trovejou ele, incrédulo. — Sapphire está filmando aqui em Maraban?
— Wakil me contou — disse o irmão, referindo-se a um dos ex-seguranças de Zahir. — Ele não conseguia acreditar nos próprios olhos, quando a reconheceu. Ainda bem que nosso pai se recusou a anunciar seu casamento para o povo... Nunca pensei que um dia seríamos gratos por isso...

Série Noivas Desafiadoras
2- O Direito do Sheik
3- Imagem Real - A Revisar
4- Desafiando o Destino - Idem

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Amante Seduzida

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Noivas Desafiadoras






Um mês com o russo implacável...

Kat Marshall sacrificou até o último centavo pelas irmãs mais novas. Agora, sua situação financeira é um desastre, e ela precisa de ajuda. Kat sempre guardara seus sonhos para si, mas com a oferta de Mikhail Kusnirovich ela poderia transformar todos em realidade. Ele não era bilionário por acaso. 

Para Mikhail, cada coisa tinha um preço, inclusive levar Kat para a cama. Entretanto, ela é praticamente impossível de seduzir. Por fim, Mikhail propõe um acordo: pagaria todas as dívidas dela. Em troca, Kat passaria um mês em seu iate, mais exatamente na cama dele...

Capítulo Um

Mikhail Kusnirovich, magnata russo do petróleo e temido homem de negócios, relaxou o corpo longo na cadeira de couro do escritório e olhou para seu melhor amigo, Luka Volkov, incrédulo.
— É assim que você quer passar sua despedida de solteiro? Fazendo trilhas? É sério?
— Bom, a festa já aconteceu, e preciso dizer que foi um pouco demais para mim — confessou Luka, cujo rosto normalmente bem-humorado mostrou desagrado com a lembrança. De altura mediana e bastante robusto, Luka era professor universitário e autor aclamado de um livro recente de física quântica.
— A culpa é do seu futuro cunhado — lembrou Mikhail, seco, pensando nas dançarinas eróticas contratadas por Peter Gregory para a ocasião, tão distantes da personalidade tímida do seu amigo que a chegada de um grupo de terroristas no meio da comemoração teria sido mais bem-vinda.
— Peter teve a melhor das intenções — afirmou Luka, saindo imediatamente em defesa do insuportável banqueiro.
Mikhail ergueu as sobrancelhas e seu rosto moreno e esguio assumiu uma expressão sombria.
— Mesmo que eu tenha dito que você não iria gostar?
Luka enrubesceu.
— Ele tenta, apenas não sabe como fazer, é isso.
Mikhail não disse nada, porque pensava com amargura em como Luka havia mudado desde que ficara noivo de Suzie Gregory. Apesar de os dois homens terem pouco em comum, exceto a ascendência russa, eram amigos desde que se conheceram na Universidade de Cambridge. Naquela época, Luka não teria problema algum em dizer que um homem grosso, chato e fanfarrão como Peter Gregory não merecia um minuto do seu tempo. Mas agora, Luka botava panos quentes e era subserviente às vontades da noiva. Mikhail cerrou os perfeitos dentes brancos, insatisfeito. Ele nunca se casaria. Como o macho alfa que era, jamais iria mudar sua personalidade para agradar a uma mulher. Só pensar nisso já dava arrepios em alguém criado por um homem cujo ditado favorito era “um frango não é um pássaro e uma mulher não é uma pessoa”. O falecido Leonid Kusnirovich adorava repetir aquilo para irritar a refinada babá inglesa que contratara para cuidar do filho. Sexista, brutal e sempre insensível, Leonid horrorizara-se com o jeito delicado da babá, temendo que ela transformasse seu filho em um fraco. Mas, aos 30 anos, não havia um pingo de fraqueza nos 1,90m bem distribuídos de Mikhail, nem no seu desejo desmedido por sucesso ou no seu apetite por um amplo e variado cardápio de mulheres.

Série Noivas Desafiadoras
1- Amante Seduzida
2- O Direito do Sheik - Distribuição em setembro
3- Imagem Real - Distribuição em setembro
4- Desafiando o Destino - Distribuição em setembro

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Chantagem Audaciosa

ROMANCE CONTEMPORÂNEO






Ele quer que a esposa vire amante!

A última coisa que Faye precisava era ter que implorar pelo perdão do príncipe Tariq Shazad ibn Zachir. Fazia mais de um ano que não se viam. Mais precisamente, desde o dia em que se casaram. Mas o irmão de Faye fora feito prisioneiro no país de Tariq, e apenas ele poderia libertá-lo. 
Faye sabia que o reencontro seria difícil, mas acabou sendo surpreendida pela proposta de seu marido. Ele libertaria o irmão de Faye se ela aceitasse ser sua amante...

Capítulo Um

O príncipe Tariq Shazad ibn Zachir deixou de lado o celular ao notar que Latif, seu assessor mais confiável, parecia querer lhe dizer algo. Tariq, sheik e governante de Jumar, estado do golfo Pérsico rico em petróleo, encontrava-se naquele momento em sua villa no sul da França.
— Algo errado, Latif? — Perito na leitura da expressão corporal, Tariq detectou a tensão no rosto do homem.
— Lamento precisar perturbá-lo com esta questão... — Latif colocou uma pasta sobre a escrivaninha, parecendo compungido. —, mas senti que devia chamar sua atenção para ela.
Surpreendido pelo desconforto de Latif, Tariq pegou a pasta. O documento de abertura era um relato detalhado do chefe de polícia de Jumar. Tariq leu o nome do estrangeiro preso por dívidas que não honrara, e suas belas feições se contraíram, os olhos dourados escurecidos e entrecerrados endureceram com incredulidade furiosa. Adrian Lawson, o irmão mais velho de Faye! Outro Lawson culpado de desonestidade e fraude.
Enquanto lia a sucessão de fatos que levaram à prisão de Adrian, o rosto magro e forte se tornou rijo de repulsa. Como o irmão de Faye ousara instalar uma companhia construtora em Jumar e furtar dos cidadãos que ele, Tariq ibn Zachir, jurara proteger?
Lembranças poderosas despertaram memórias perturbadoras que Tariq passara os últimos doze meses tentando abafar. Que homem gostava de ser lembrado de seu pior erro? Faye, com sua falsa inocência, que montara uma armadilha para prendê-lo com a experiência de uma cavadora de ouro. A isca? Ela mesma, sua linda pessoa. A ameaça depois que a armadilha se fechara? Escândalo!
O soberano de Jumar podia exercer poder feudal sobre seus súditos. Mas, mesmo no século XXI, Tariq ibn Zachir aceitava que era seu dever manter um estilo de vida conservador. E, um ano antes, suas escolhas eram limitadas porque seu pai, Hamza, estava morrendo.
Pálido de raiva, Tariq respirou lenta e profundamente. Ao contrário de outros herdeiros de famílias reais do Oriente Médio, ele não fora educado no Ocidente. Tariq havia sido criado como seus ancestrais: escola militar, tutores, exercícios de sobrevivência no deserto com as forças especiais britânicas.
Aos vinte e dois anos de idade, piloto e especialista em todos os tipos possíveis de combate, Tariq enfim convencera o pai de que, embora a habilidade de liderar o povo na guerra fosse naturalmente importante, a paz de cem anos dentro das fronteiras e com os países vizinhos sugeria que um diploma em administração de empresas seria mais útil para seu filho.
Tariq logo descobriu um talento natural para o mundo dos negócios, e enriqueceu ainda mais os cofres repletos de um estado já tão fabulosamente rico que permitia a ele e seu povo dar a maior contribuição per capita para instituições beneficentes entre todos os países do mundo.
E, com sua entrada na cultura mais liberal da Europa, Tariq também recebera uma educação única sobre os modos das mulheres ocidentais. No entanto, mesmo com todo o cinismo decorrente da experiência, ainda fora apanhado como um idiota quando conhecera Faye Lawson.
— Como quer que lide com esta questão? — perguntou Latif.
Tariq lhe lançou um olhar questionador.
— Não há nada a fazer. Deixe que o processo legal siga seu curso.
Latif estudou os próprios pés.
— É improvável que Adrian Lawson consiga o dinheiro necessário para obter sua liberdade.
— Então, que apodreça na prisão.
Depois de um longo e tenso silêncio,
Latif limpou a garganta com hesitação. Tariq lhe lançou um olhar de divertida severidade.
— Sim, sei o que estou fazendo.
Embora inquieto com a resposta, o assessor fez uma reverência e saiu.
Tariq conhecia bem a fonte da ansiedade de Latif, e considerou a própria posição com seriedade. As verdades que evitara por tanto tempo agora o confrontavam. Seu imenso orgulho e sua fúria por ter sido enganado criaram uma muralha entre ele e o bom senso.
Era hora de romper sua ligação com Faye Lawson e seguir em frente com a própria vida, ligação essa que devia ter sido rompida um ano antes. Não era uma situação que pudesse ficar sem solução. Ainda mais quando agora tinha a responsabilidade de criar três crianças pequenas, deixadas órfãs com o acidente aéreo que dizimara seu círculo familiar.
Tariq precisava de uma esposa, uma mulher calorosa e maternal. Era seu dever se casar com alguém assim, lembrou a si mesmo. Entretanto, não estava muito ansioso para cumprir essa obrigação.
Tariq jogou de lado a pasta de Adrian Lawson, sem ler além daquela primeira página esclarecedora, e se recostou na poltrona como um tigre inquieto, seus olhos escuros duros como aço.
Os irmãos Lawson e seu vulgar padrasto, Percy, eram um trio ambicioso que não permitia que escrúpulos morais se intrometessem na sua busca pelo lucro financeiro. Com quantos outros homens Faye usara seus truques? Quantas vidas Percy arruinara com chantagens e práticas desonestas nos negócios? E agora era evidente que até mesmo Adrian, o único dos três que Tariq havia considerado decente, era do mesmo modo corrupto. Pessoas assim mereciam punição.
Tariq pensou no falcão, que era o emblema de sua família, voando alto sobre o deserto em busca de sua presa tenra, e um sorriso gelado se formou na boca esculpida. Não havia motivos por que não dar um golpe em benefício da justiça natural. Na verdade, não havia motivos para que ele não tirasse vantagem da situação e, ao mesmo tempo, se divertisse um pouco.

sábado, 30 de maio de 2015

Noiva Rebelde

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Heranças do Poder
Uma esposa inesperada! 

Cristo Ravelli caminhava pela propriedade irlandesa de seu pai lastimando o dia em que ouviu o nome Brophy. 
Que o seu pai tenha morrido e deixado um bando de filhos ilegítimos era dificilmente uma surpresa. 
Mas, para silenciar esse escândalo, Cristo precisava incluir a guardiã de seus irmãos em seus planos. A única preocupação de Belle Brophy era com seus meios-irmãos, que agora estavam sob seus cuidados. 
Ela faria qualquer coisa para proporcionar a eles a segurança que nunca teve. Então, quando um belo italiano a pede em casamento, ela não recusará.
Entretanto, assim que a aliança está em seu dedo, Belle logo descobre que um casamento significa muito mais do que apenas dizer eu aceito.

Capítulo Um

Cristo Ravelli analisou o advogado da família sem poder acreditar. 
— É alguma brincadeira de 1° de abril fora de época? — perguntou, franzindo as sobrancelhas. Robert Ludlow, sócio sênior da firma Ludlow & Ludlow, não achou graça. Cristo, importante banqueiro especializado em capital de investimentos e de risco, extremamente rico, não era homem de ser provocado com brincadeiras. Aliás, Robert ainda não descobrira se ele tinha ou não senso de humor.
Ao contrário do falecido pai, Gaetano Ravelli, Cristo levava a vida com muita seriedade. 
— Lamento, mas não é brincadeira — confirmou Robert. — Seu pai teve cinco filhos com uma mulher na Irlanda... Cristo estava estupefato. 
— Quer dizer, todos aqueles anos que saía em suas viagens para pescar nas propriedades irlandesas...? 
— Sim. Creio que o menino mais velho tem agora 15 anos... 
— Quinze? Mas isso quer dizer... — Cristo apertou a boca larga e sensual, os olhos escuros faiscando de raiva, antes de fazer um comentário pouco lisonjeiro sobre tais crianças. Refletiu que, apesar de chocado, não estava muito surpreso com a revelação sobre o caráter conhecidamente mulherengo do pai. Afinal, durante sua vida irresponsável, Gaetano deixara uma trilha de desastres e ex-esposas furiosas, além de três filhos legítimos, portanto por que não deveria haver também um relacionamento irregular coroado com o nascimento de crianças? 
Cristo, é claro, não podia responder essa pergunta em termos pessoais, já que nunca se arriscaria a ter uma criança ilegítima. Seu pai, por sua vez, irresponsável como sempre fora, fizera isso não uma, mas cinco vezes. Em particular quando jamais demonstrara o menor interesse nos filhos legítimos. Os irmãos adultos de Cristo, Nik e Zarif também ficariam espantados e chocados, e se essa história escandalosa viesse a público haveria uma repercussão ainda maior. 
O fim do casamento de Nik ainda deixava Cristo insone. Quanto ao irmão caçula, Zarif, novo líder de um país no Oriente Médio, ele não merecia o enorme escândalo que o procedimento imoral de Gaetano detonaria na mídia. 
— Quinze anos — murmurou Cristo, refletindo que a mãe de Zarif sem dúvida fora traída durante todo o casamento com seu pai sem fazer a menor ideia disso. E era uma realidade que Zarif não desejaria expor o fato ao público.
— Desculpe pela minha reação, Robert. Essa notícia me chocou muito. — Fez uma pausa, pensativo, e perguntou: — A mãe das crianças... o que sabe a seu respeito? Robert arqueou as sobrancelhas grisalhas. 


Série Heranças do Poder
1 - Noiva Rebelde
 

sábado, 18 de abril de 2015

Por um ano apenas...

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Heranças do Poder






Rainha por um ano.

Anos atrás, Ella Gilchrist cancelou seu casamento com o príncipe Zarif al-Rastani, mas agora precisava da ajuda dele.
Ella terá que se submeter ao homem que passou anos tentando esquecer se quiser salvar sua família da falência.
A fim de manter a paz em seu país, Zarif tinha a obrigação de se casar.
Por isso, decide ajudá-la, mas com uma condição: Ella será sua esposa por um ano. E governará ao seu lado como a rainha perfeita, em público e na cama...

Capítulo Um

Zarif estava entediado. Os atrativos da amante altamente sofisticada haviam diminuído. Naquele momento, ela olhava fascinada para a sua imagem no espelho, ajeitando o pendente de rubi em volta do pescoço. 
— É muito lindo — disse ela com os olhos arregalados. — Obrigada. Você tem sido muito generoso. 
Lena era inteligente. Sabia que aquele era um presente de despedida, que deveria sair do lindo apartamento em Dubai sem discutir e procurar outro homem rico. Sexo, Zarif descobrira, não era dificuldade. Ele preferia as amadoras às profissionais, mas não se iludia a respeito da moral das mulheres com quem dormia. Ele lhes proporcionava as coisas boas da vida, e elas lhe proporcionavam o alívio necessário para a sua alta carga de energia sexual. 
Elas compreendiam a necessidade de discrição e sabiam que qualquer contato com a mídia seria um tremendo erro. Mais que qualquer outro homem, ele precisava preservar a sua imagem pública. Aos 12 anos, tendo seu tio como regente até que ele atingisse a maioridade, Zarif se tornara rei de Vashir. Ele era o último de uma longa linhagem de senhores feudais a ocupar o trono Esmeralda no velho palácio. 
Vashir era rico em petróleo, mas tinha uma cultura muito conservadora. Toda vez que Zarif tentava alavancar o país para o século XXI, a velha guarda que compunha o Conselho — composto por doze sheiks, todos com mais de 60 anos — entrava em pânico e argumentava que ele deveria pensar melhor. 
— Você vai se casar? — perguntou Lena abruptamente, com uma expressão frustrada. — Desculpe, eu sei que não é da minha conta. 
— Não imediatamente, mas em breve — respondeu Zarif, ajeitando o paletó e se voltando. 
— Boa sorte — murmurou Lena. — Ela será uma mulher afortunada. 
Zarif ainda franzia a testa ao entrar no elevador. Quando se tratava de casamento ou de filhos, sua família não tinha sorte. Historicamente, tanto os casamentos por amor quanto os realizados para celebrar alianças tinham fracassado e gerado pouquíssimos filhos. Ele era filho único e não suportava mais a pressão da família para que se casasse e tivesse um herdeiro. Aos 29 anos, ainda estava solteiro porque, na verdade, era viúvo. 
Perdera a mulher, Azel, e um filhinho, Firas, há sete anos, num acidente de carro. Na época, ele achara que jamais iria se recuperar da dolorosa perda. Todos tinham respeitado o seu longo período de luto, e ele passara a gostar da solidão. Apreciava a maneira como vivia, mas se sentia culpado porque sabia que deveria cumprir o seu maior dever: arranjar uma esposa e dar continuidade à sua linhagem, garantindo a estabilidade do país que tanto amava. 
Zarif voltou a Vashir em um jato particular. Antes de desembarcar, colocou a longa túnica branca, o manto bege e o turbante, exigidos para comparecer à cerimônia de abertura de um museu no centro da cidade.
 
Série Heranças do Poder
Esposa Decidida
Por um ano apenas...

Presente Conto
Casamento Secreto

sexta-feira, 27 de março de 2015

Fim da Inocência

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Chance de Amar 

Uma atração impossível. 

Três anos atrás, Ava Fitzgerald roubou o que o bilionário Vito Barbieri tinha de mais valioso: a vida do irmão dele. 
Desde que saiu da prisão, Ava luta contra lembranças fragmentadas daquela noite. Sua desorientada investida em Vito, a rejeição humilhante, e nada mais. 
Agora, a recente fusão empresarial de Vito o deixará cara a cara com sua nova funcionária, uma confusa Ava. 
Assombrado pelo passado, ele pretende se vingar. Mas seus planos dão lugar a um desejo impossível. 


Capítulo Um 

Natal. Era novamente aquela época do ano. Não com muito humor para comemorações, Vito Barbieri fez uma careta, suas belas feições rijas de impaciência. Não tinha tempo para todas as bobagens da época de festas, as bebedeiras e as extravagâncias, sem falar na falta de concentração, no aumento das ausências e na produtividade reduzida de milhares de empregados.
Janeiro nunca era um bom mês para as margens de lucro. Também jamais esqueceria o Natal em que perdera o irmão caçula, Olly. Embora quase três anos houvessem se passado, a tragédia da vida terrivelmente desperdiçada de Olly ainda estava gravada nos seus pensamentos. 
Seu irmão caçula, tão inteligente e tão cheio de vida, morrera porque uma bêbada sentara-se atrás do volante após uma festa, uma festa oferecida por Vito, após ele e o irmão terem discutido, minutos antes da viagem de carro fatal.
 Culpa ofuscava suas lembranças mais felizes do rapaz, dez anos mais novo do que ele, a quem amara acima de tudo. Contudo, o amor sempre doía. Vito aprendera tal lição ainda jovem, quando a mãe abandonara o marido e o filho por um homem muito mais rico. Jamais voltara a vê-la. O pai o negligenciara, dedicando-se a uma série de romances passageiros. Olly fora resultado de um desses romances, órfão aos 9 anos de idade quando a mãe inglesa morrera. 
Vito lhe oferecera um lar. Provavelmente fora o único ato de generosidade de que Vito jamais se arrependera, pois, por mais que sentisse saudades de Olly, ainda era grato por tê-lo conhecido. A visão otimista que o irmão tinha da vida havia brevemente enriquecido a existência totalmente voltada para o trabalho de Vito. Só que agora, Bolderwood Castle, comprado basicamente porque Olly gostava da ideia de morar em uma monstruosidade gótica, completa com torres e tudo mais, não era mais um lar. 
É claro que poderia arrumar uma esposa e, alguns anos mais tarde, vê-la ir embora levando metade de sua fortuna, seu castelo e seus filhos, uma lição aprendida a alto custo por muitos de seus amigos. Não, nada de esposa. Quando um homem era rico como Vito, mulheres gananciosas e ambiciosas literalmente se atiravam aos seus pés. 
Contudo, altas ou baixas, curvilíneas ou magras, morenas ou louras, as mulheres que lhe saciavam o intenso desejo sexual virtualmente se confundiam na sua mente. Na realidade, tinha de admitir, sexo estava se tornando algo pouco digno de empolgação. Aos 31 anos de idade, Vito estava revendo os atributos que usava para definir mulheres atraentes.
 
Série Chance de Amar
1 - Fim da Inocência
2 - Para Sempre

sábado, 21 de março de 2015

Esposa Decidida

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Heranças do Poder



Antes de assinar os papeis do divórcio, Betsy tem mais uma noite de amor com seu marido Nik Christakis, que acaba tendo consequências inesperadas que irão uni-los para sempre. 

Nik Christakis já tinha sido seu príncipe encantado. 
O indecentemente rico e belo magnata havia tirado Betsy de sua vida simples de garçonete e feito o inimaginável – casou-se com ela! 
Mas a vida de casada não era bem o que ela fantasiava.
Enquanto sua mão deslizava sobre os papeis do divórcio, Betsy viu algo nos olhos de seu marido... Um lampejo do homem pelo qual ela havia se apaixonado.
Quando esse encontro termina em uma paixão impetuosa, Betsy se depara com duas consequências bastante inesperadas e que irão uni-la para sempre ao homem que estava determinada a esquecer.

Capítulo Um

— Um divórcio pode ser civilizado — disse Cristo Ravelli em tom diplomático. 
Nik Christakis quase riu com desprezo ao ouvir a afirmação de seu irmão, cerca de dois anos mais velho, mas o respeito o levou a se conter. Afinal, o que Cristo sabia a respeito das feridas e agruras de um divórcio destrutivo? Cristo era um recém-casado feliz que não passara por aquela experiência... 
Assim como nunca deveria ter passado por quaisquer experiências desagradáveis. Como resultado, Cristo era seguro e direto como um juiz, não tinha arestas, curvas ou intenções obscuras. Tinha tanta ideia da vida mais complicada e dura de Nik quanto um dinossauro jogado em um conto de fadas repleto de magia. 
— Provavelmente você está imaginando como eu tive coragem de sugerir um divórcio — disse Cristo secamente.
— Mas você e Betsy já tiveram um bom relacionamento.
Eliminar a tensão e esfriar os ânimos seria mais saudável para vocês dois. 
— Você ficará satisfeito ao saber que eu e Betsy teremos um encontro amanhã na presença de nossos advogados, para tentar fazer um acordo — resmungou Nik com uma expressão desanimada. 
— É apenas dinheiro, Nik... Dio mio... — Cristo suspirou, pensando no enorme império empresarial que seu irmão maníaco por trabalho tinha construído. 
— Você tem bastante. Nik trincou os dentes e seus olhos incrivelmente verdes brilharam de fúria. 
— A questão não é essa. Betsy está querendo me depenar e levar metade de tudo que eu... — Eu não posso explicar por que ela está fazendo tantas exigências. Eu poderia jurar que ela não tinha um pingo de ganância — declarou Cristo, aborrecido. 
— Já tentou conversar com ela, Nik? Nik franziu a testa. 
— Por que eu tentaria conversar com ela? — perguntou ele, admirando-se com a sugestão que lhe parecia insana.
— Ela me colocou para fora de casa, entrou com o pedido de divórcio e está tentando me tirar milhões! 
— Betsy tinha motivos para expulsá-lo — lembrou Cristo ao irmão asperamente. Nik contraiu os lábios. Sabia exatamente por que o seu casamento implodira.
Casara-se com uma mulher que afirmara não querer ter filhos e que mudara de ideia. É verdade que, mesmo depois que ela lhe dissera isso, ele insistira em lhe esconder uma informação pessoal muito importante, mas presumira que tudo não passasse de um capricho de Betsy, ou de hormônios, e que aquela fase fosse acabar tão depressa quanto começara. 
— A casa era minha — respondeu Nik. 
— E, agora, você pretende lhe tirar Lavender Hall e o cachorro — disse Cristo, impaciente. 
— Gizmo também era meu. — Nik deu uma olhada para o cachorro que estava com ele havia dois meses e que parecia estar deprimido. 
Deitado sob a janela, cercado de brinquedos, com o focinho apoiado nas patas, o bichinho parecia ter tudo que o dinheiro podia comprar, mas continuava a sentir a falta de Betsy. 
 

domingo, 28 de setembro de 2014

Proposta Audaciosa

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




Um homem para quem ela não pode dizer "não”. 

A independente, teimosa e temperamental Tabby Glover fará qualquer coisa para ter o apoio do bilionário grego Acheron Dimitrakos no processo de adoção do bebê do primo dele. Mas ela não esperava que ele fosse fazer um pedido de casamento tão revoltante! 
A única opção de Tabby é dizer sim, embora Acheron, em sua monumental arrogância, não pare de olhá-la com desprezo! 
Mas ela percebe que aquele homem deslumbrantemente lindo esconde algumas verdades. Quando o fino véu que separa a realidade das ilusões for levantado, haverá meios de sustentar um casamento de fachada?

Capítulo Um

— Ao avaliarmos a trajetória de expansão e de sucesso da empresa, vemos que o testamento é injusto — declarou Stevos Vannou, advogado de Ash, rompendo o silêncio e olhando cautelosamente para o homem alto, moreno e forte, do outro lado do escritório.
Acheron Dimitrakos, conhecido pelos mais íntimos como Ash, milionário grego e fundador da gigante internacional DT Industries, nada disse.
Não confiava no que poderia falar. Em geral, seu autocontrole era absoluto. Mas não naquele momento.
Ele confiara no pai, Angelos, tanto quanto confiaria em qualquer pessoa — ou seja, não muito — mas nunca lhe ocorrera que o velho colocaria em risco a empresa que ele construíra com tanto esforço através de um testamento que repercutira como uma bomba. Se Ash não se casasse em um ano, perderia metade da empresa para a madrasta e seus filhos, que, de acordo com o mesmo testamento, já iriam receber mais que o suficiente para seu sustento.
Era inadmissível. Uma exigência absurda, que contrariava todos os escrúpulos e altos padrões que ele sempre acreditara serem seguidos por seu pai. Isso vinha mostrar — como se Ash tivesse alguma dúvida! — que não se podia confiar em ninguém, e que as pessoas mais próximas e queridas eram as que apunhalavam pelas costas, quando menos se esperava.
— A DT é minha — declarou Ash por entre os dentes.
— Infelizmente, não no papel — retrucou Stevos muito sério. — Ainda que seja inquestionável que foi você quem construiu a companhia, seu pai nunca transferiu a parte dele por escrito.
Ash se calou. Os olhos escuros e frios, emoldurados por cílios longos, fitavam a cidade de Londres pela janela do escritório do seu apartamento de cobertura. O corpo esguio e o belo rosto mostravam-se contraídos por causa da força que ele fazia para se controlar.
— Um longo processo para contestar o testamento iria prejudicar seriamente a atividade comercial da empresa — afirmou Ash, por fim.
— Arranjar uma esposa seria sem dúvida menos danoso. — O advogado deu uma risada cínica. — Faça isso, e tudo voltará ao normal.
— Meu pai sabia que eu não pretendia me casar. Foi por isso que ele fez o que fez comigo. — Ash, furioso, perdeu por instantes o controle ao pensar na mulher desequilibrada que Angelos esperava que ele escolhesse. — Não quero uma esposa. Não quero filhos. Não quero nada dessa confusão na minha vida!
Stevos Vannou pigarreou e observou seu cliente com preocupação. Nunca vira Acheron Dimitrakos demonstrar tanta raiva. Ou melhor, tamanha emoção. Segundo o que suas amantes desprezadas costumavam declarar aos tabloides, o presidente da DT Industries era frio como o gelo. Seu comportamento distante e calculado, sua discrição e sua aparente ausência de sentimentos o haviam transformado numa lenda.
— Desculpe se pareço tolo, mas imagino que as mulheres fariam fila para se casar com você — comentou Stevos com cuidado, lembrando-se de que a própria esposa quase desmaiava ao ver a fotografia de Acheron num jornal. — Seria mais difícil escolher do que procurar uma esposa.
Ash engoliu uma resposta ácida. Apesar de dizer o óbvio e ser simplista, o advogado estava tentando ajudá-lo. Ash sabia que, se estalasse os dedos, conseguiria uma esposa com a mesma facilidade com que levava uma mulher para a cama. E também sabia por que isso era tão fácil: a atração era o dinheiro.



quarta-feira, 26 de março de 2014

Momento de Amar

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 




Trabalhar até tarde não é novidade para o magnata Alex.

Além disso, essa se tornou a desculpa perfeita para se aproximar da faxineira do escritório, Rosie Gray.
Afinal, ele havia prometido a seu padrinho doente que descobriria se sua neta perdida era uma herdeira digna.
Rosie fica inebriada com atenção que recebe do executivo misterioso e encantador, e passa uma noite com ele.
Entretanto, engravida… Ao tentar encontrá-lo novamente, ninguém na empresa conhece “Alex Kolovos”.
Existe apenas um Alexius Stavroulakis, o presidente, e ele tem uma proposta magnífica para ela!

Capítulo Um

– Preciso que me faça um favor. – disse Socrates Seferis, e seu afilhado, Alexius Stavroulakis, largou tudo que fazia para pegar um avião, voar milhares de quilômetros e atender o padrinho. 
Socrates permanecera estranhamente misterioso a respeito do favor que desejava, dizendo tratar-se de algo muito confidencial que não podia ser discutido por telefone. 
Alexius, com mais de 1,80m e com um físico de atleta, era um bilionário de apenas 31 anos, adorado pela mídia e com um exército de guarda-costas, limusines, propriedades e jatos particulares à sua disposição. 
Famoso por suas táticas agressivas nos negócios e por ter um temperamento bastante agressivo, Alexius nunca dançava conforme a música dos outros. 
Mas Socrates Seferis, apesar de ter quase 75 anos, era um caso à parte. Por muitos anos fora a única visita que Alexius, ainda menino, recebera no internato na Grã-Bretanha. 
Um homem de negócios que se fizera sozinho, Socrates era um multimilionário muito trabalhador com uma cadeia de hotéis turísticos por todo o mundo. 
Entretanto, o padrinho de Alexius não tivera muita sorte na vida particular. A esposa que adorara morrera ao dar à luz o seu terceiro filho, e as crianças cresceram mimadas, preguiçosas e gastadoras, muitas vezes envergonhando o pai bondoso e honrado. 
Alexius considerava Socrates um ótimo exemplo que explicava o motivo para homens ajuizados não terem filhos; com frequência as crianças eram desleais, perturbadoras e difíceis; não fazia ideia da razão para alguns de seus amigos e parentes conceberem pirralhos em vez de viverem em uma calma abençoada. 
Esse era um erro que Alexius não pretendia cometer. Socrates o saudou sentado em sua poltrona no terraço de sua luxuosa residência nos arredores de Atenas. Antes mesmo de Alexius se sentar, bebidas foram servidas. 
– Então – começou o rapaz com as lindas feições morenas muito sérias e os olhos cinzentos que as mulheres adoravam reluzindo em uma expectativa controlada. 
– Qual o problema? – Nunca aprendeu a ser paciente, não é? – retrucou o senhor com os olhos brilhando de bom humor no rosto muito envelhecido. 
- Em primeiro lugar, tome um drinque e leia o arquivo... Com a impaciência aumentando a cada segundo, Alexius abriu a pasta sobre a mesa, ignorando a bebida. Diante de seus olhos surgiu a fotografia do rosto de uma garota pálida e desinteressante que mal parecia ter saído da adolescência. 
– Quem é? 
– Leia. – comandou Socrates ao afilhado. Deixando escapar o ar dos pulmões com irritação, Alexius examinou os poucos papéis dentro da pasta. O nome Rosie Gray nada significava para ele, e quanto mais lia, menos entendia a importância das informações ali contidas. 
– Ela gosta de ser chamada de Rosie. – murmurou Socrates de maneira distraída. 
– Minha falecida esposa era inglesa também, e seu nome de batismo era Rose. Agora Alexius estava perplexo com o que apreendera do arquivo.
Rosie Gray era uma garota inglesa que crescera em Londres e trabalhava como faxineira, portanto tendo uma vida muito simples.
Alexius não via motivo para seu padrinho estar interessado nela.

domingo, 15 de dezembro de 2013

Joia da Coroa

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
“Uma esposa virtuosa é mais valiosa do que os rubis…”

O sheik Raja al-Somari está ciente de que seu dever é sacrificar a própria liberdade pelo bem do país que governa. 
Porém, ele terá de utilizar táticas mais amenas para conquistar sua noiva… 
De um dia para o outro Ruby Sommerton deixou de ser uma garota comum, do tipo que fofocava todas as noites com sua companheira de apartamento, e se tornou uma princesa.
Agora, ela aguarda ansiosamente pela chegada de seu príncipe dentro de um dos quartos do palácio no deserto.
Ruby tem muito a aprender sobre etiqueta real. 
E ainda mais sobre as noites quentes na companhia de seu marido…

 Capítulo Um 

 A morena linda continuou deitada nos lençóis revirados, observando seu amante se vestir. 
O príncipe Raja al-Somari tinha cabelo preto e olhos castanho-dourados exóticos. Extraordinariamente bonito.
Era todo músculos, força e magnetismo. E também era uma verdadeira força da natureza na cama, Chloe refletiu com uma expressão sensual de satisfação no rosto. 
Como sua concubina e uma das top models de maior projeção no mundo da moda, ela não podia se queixar de nada. 
Sempre fora fã de milionários, dinheiro e joias fabulosas... 
O príncipe de Najar, país rico em petróleo do Golfo Pérsico, era mais do que abastado e atendia a todos os requisitos dela com tanta perfeição que não queria perdê-lo. 
Tanto que, quando um acidente de avião matara a noiva do casamento arranjado para Raja, ela havia suspirado de alívio, já que tal aliança poderia conduzir ao fim da relação mais rentável que ela jamais tivera. 
Estava determinada a segurar seu amante. Mesmo que houvesse algum outro casamento sendo planejado para ele no futuro. Raja observou Chloe tocar o novo bracelete de diamantes que lhe rodeava o pulso delicado como se fosse um talismã, e seus lábios se curvaram diante da previsibilidade da moça.
Embora as exigências de sua posição tivessem tornado difícil para ele vê-la nos últimos meses, Chloe não o submetera a nenhuma birra ou lágrimas. 
Como a maioria das mulheres ocidentais que ele conhecera nos tempos de universidade na Inglaterra, ela era tão fácil de aplacar como uma criança a quem se dava um brinquedo novo. Suspirou. 
Em troca da discrição que ele exigia de suas amantes, era muito generoso. 
Entretanto, nunca pensava em suas parceiras de cama quando estava distante delas. Sexo podia ser uma necessidade para um homem com a sua saúde, mas também era uma diversão, uma válvula de escape para o peso da responsabilidade que ele carregava. 
Como príncipe regente e governante de um país tão conservador, ele não poderia desfrutar abertamente de uma vida sexual ativa sem causar ultraje. 
Além disso, estava sempre consciente de que tinha questões muito mais importantes com que se preocupar.
O recente e terrível desastre de avião havia chocado o povo de Najar e também o de Ashur, a nação vizinha, sua antiga inimiga. 
Ambos os países se encontravam à beira de um colapso, pois durante sete anos travara-se uma violenta guerra entre Najar, um país rico em petróleo, e Ashur, uma nação castigada pela miséria. 
Quando um acordo de paz fora intermediado pelo governo escandinavo, o qual liderava as conversações, os dois países imprimiram um viés cultural e mais pessoal ao pacto, antes de se convencerem de que a paz seria mantida: arranjaram um casamento entre as duas famílias reais e idealizaram um governo em conjunto que acabaria por unir Najar a Ashur.