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domingo, 22 de junho de 2014

Duas Vezes Feliz

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 



Tudo... e mais! 

Clare possuía independência, uma promissora firma de advocacia e um amante maravilhoso, Peter Hewitt. 

Não esperava alguém como ele em sua vida, e sabia que o amava profundamente. Mas não tinha idéia do que Peter sentia. 
Como ele era divorciado havia pouco tempo, com um filho para criar, Clare achou melhor não perguntar. 
Até descobrir que estava grávida! 
Foi um choque e uma surpresa maravilhosa, mas poderia equilibrar carreira e maternidade? E qual seria a reação de Peter? 

Capítulo Um 

 — O que foi que disse? 
— Podemos fazer um exame de sangue, mas não creio que seja necessário. Pelo que me contou e por esta amostra, não há nenhuma dúvida. Parabéns, Clare! 
Clare Montrose continuou olhando para a médica, uma mulher de quase quarenta anos cuja expressão sorridente e radiante perdeu parte do entusiasmo diante dos olhos atônitos da paciente. 
— Não... esperava por isso? — Valerie Martin arriscou. 
— Não. — Clare engoliu em seco. 
— Tem certeza do que disse? Uso anticoncepcional há algum tempo, como deve se lembrar, e nunca esqueci de tomar os comprimidos. 
— Sim, lembro-me de que receitei uma pílula com dose reduzida de hormônios, mas também expliquei as circunstâncias que podem interferir na eficiência do medicamento. 
— Mas... nada do que disse... Bem, não aconteceu nada que... 
— E parou. 
— Oh, não! Eu nem parei para pensar! 
— Sobre o quê? 
— Tive uma virose há algumas semanas. Náusea, perturbações gástricas, tonturas... Mas dois dias depois estava bem, e nunca mais pensei no assunto. Acha que isso pode ter diminuído a eficiência do anticoncepcional?
— Não é uma ocorrência muito comum, mas é possível, especialmente se a carga viral foi elevada. Não teve nenhum outro sintoma? Está tão surpresa que é evidente que uma gravidez nem havia passado por sua cabeça. 
— Não senti nada. Vim procurá-la porque meu ciclo ficou desregulado, mas isso já aconteceu antes... antes da pílula, pelo menos — acrescentou, deixando cair os ombros como se sustentasse um enorme peso sobre eles. 
— Há quanto tempo? 
— Precisamos discutir algumas datas, mas estimo que esteja grávida há seis ou oito semanas. Clare retirou a agenda da bolsa e fez um cálculo rápido. 
— Sim — concluiu com tom rouco.
 — Imagino que seja isso mesmo. Oito semanas. Mas por que não tive enjôos, dores nos seios ou qualquer outro sintoma? 
— Nem todas as mulheres reagem da mesma maneira. Você pode estar entre as felizardas que nem percebem que estão grávidas, mas as primeiras mudanças surgirão em breve. Como perda de apetite ou uma fome voraz, sonolência constante, tonturas... 
— Desejo de comer picles com geléia, palmito com leite condensado... Céus! Como isso pode acontecer comigo?
Valerie Martin encarou-a com um misto de compaixão e surpresa. Conhecia Clare Montrose há anos, desde que instalara seu consultório no mesmo edifício em que ela mantinha o escritório de advocacia na cidade litorânea de Lennox Head. 
Ao longo desses anos, a jovem quieta e segura expandira seu escritório e acompanhara o crescimento da cidade, transformando a firma em um negócio lucrativo com uma excelente reputação que se espalhava por toda a região.




domingo, 15 de junho de 2014

Um Romance Passageiro

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 


Um amor marcado pela desconfiança poderia continuar existindo? 

Briony não podia negar a atração que sentia por Grant Goodman, seu novo patrão. 
Mas como ele reagiria quando soubesse sobre seu passado? 
Todos seus instintos a avisavam de que Grant era sinônimo de perigo. 
Além de bonito e irresistivelmente atraente, ele também parecia determinado a torná-la sua mais nova amante. E para tê-la apenas quando bem quisesse! 
Seu corpo estava muito ciente da química entre ambos, mas será que seu coração aceitaria apenas um romance passageiro?


Capítulo Um 

 — E essa é a Floresta Ballroom, sobre a qual falei. Como podem ver, aqui temos espécimes maravilhosas de árvores. Quando examinarem tudo, voltaremos para a pequena praia do Lago Dove, para descansar um pouco — Briony Richards anunciou ao pequeno grupo de alpinistas americanos. Todos eram sexagenários, exceto um componente. 
— Isso aqui é incrível! — exclamou Dwight Weinberg, de Chicago. 
— Dora, dê só uma olhada nessas árvores! — acrescentou para a esposa, enquanto manejava a filmadora. 
— E a cascata, então! — Dora salientou. — Simplesmente magnífica! 
Briony sorriu, tirando o chapéu. Estava com vinte e sete anos, era alta e tinha o belo rosto emoldurado por cabelos dourados, levemente ondulados, que desciam até os ombros. Seus olhos eram de um azul intenso, a pele alva e acetinada. Trajava uma camiseta caqui sem mangas e short marrom. A roupa realçava o corpo esbelto e as pernas esguias. 
Estava acostumada ao efeito que a linda Montanha Cradle, na Tasmânia, exercia sobre os visitantes. Porém, ao sentar sobre uma pedra próxima à cascata, notou que o único membro do grupo, além dela própria, com menos de sessenta anos, não demonstrava o mesmo entusiasmo que os demais. 
Pelo menos, não pela paisagem da montanha. Na verdade, ele parecia mais interessado em observar Briony. Ao erguer a vista, ela se deparou com os penetrantes olhos castanho-claros. Tratou logo de desviar o olhar. Pelo visto, esse seria mais um daqueles. O que um homem como esse estaria fazendo em meio a um grupo de turistas sexagenários? Briony perguntou-se. Tudo que sabia a respeito dele era seu nome: Grant Goodman. Conhecera-o na noite anterior, depois do jantar na Heath House, a pousada onde ela era a gerente. 
Um grupo de hóspedes pedira a ela que tocasse um pouco de piano. Em pouco tempo, todos entraram no espírito festivo, exceto Grant. Afastado dos demais, continuou tomando seu drinque sozinho, próximo à lareira acesa. Todavia, fez questão de deixar claro que sua atenção estava concentrada em Briony. 
Sempre que ela arriscava um olhar na direção dele, flagrava-o fitando-a intensamente. Briony tornou-se mais consciente de estar atraente com seu vestido cor-de-vinho de mangas compridas. O modelo acentuava sua cintura delgada e as pernas admiráveis. A sensação fora meio desconcertante, já que ela se vestira sem querer chamar a atenção de ninguém em especial. 
Todavia, ali estava aquele homem fazendo-a sentir-se como se houvesse escolhido aquele vestido só para ele. Além de fazê-la se per¬guntar quem seria ele e o que estaria fazendo ali, sozinho. 
Quando Grant ficou de pé e se retirou, nenhuma mulher deixou de lançar um olhar involuntário na direção dele. 
Os pensamentos de Briony foram interrompidos quando o grupo anunciou que desejava voltar para a praia. 
Briony guiou-os até o local.


domingo, 6 de outubro de 2013

Perdão Com Diamantes

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Labirinto do Coração





Noiva da alta sociedade disponível. 

Os arrogantes Theron sempre desprezaram Reith Richardson, mas agora precisam dele... 
Reith pode ter crescido em uma pobre fazenda de gado, mas trilhou seu caminho até o topo, trabalhando duro. 
Se a sua fortuna vai salvar o império dos Theron, então eles terão de pagar. 
E o preço é Kimberly, a filha deles! 
Porém, Kim não é a princesa mimada que Reith imagina. 
Ela pode ter sido forçada a aceitar aquela aliança, mas não está disposta a desempenhar o papel da dócil mulher. 

Capítulo Um 

– Você está louca? 
Um estranho desceu do carro, já fazendo perguntas e balançando os braços. Uma nuvem de poeira os encobria, quando o estranho, que quase batera em uma árvore para atender ao pedido de ajuda, surgiu à sua frente. 
Ele havia desviado o carro esporte no instante final antes de se chocar contra a árvore. 
– Desculpe-me – disse ela, afobada. 
– Sou Kimberly Theron. Estou com muita pressa, mas fiquei sem gasolina. Você poderia me ajudar? 
– Kimberley Theron? – indagou o estranho. 
– Você já deve ter ouvido falar… Não sobre mim, mas sobre minha família – disse ela, enxergando-o melhor quando a poeira começou a baixar. 
Só então que reparou naquele homem alto, moreno e lindo. Na verdade, lindo era pouco para descrevê-lo. 
Ele era deslumbrante, devia ter 30 e poucos anos. 
Os ombros largos estavam cobertos por uma camiseta cinza sobre calças cargo. Os olhos eram escuros e o cabelo, curto.
– Kimberley Theron – repetiu ele, analisando-a dos pés à cabeça, para depois prestar atenção no carro prata conversível, com o estofamento coberto de poeira. 
– Bem, Srta. Theron será que ninguém – cruzou os braços sobre o peito 
– nunca lhe disse que ficar em um acostamento subindo e descendo as saias e revelando as próprias pernas poderia causar um acidente? 
– Sinceramente… – Ela fez uma pausa por um momento e passou a mão na testa. 
– Ninguém nunca mencionou nada semelhante. – Olhou para a saia e depois ergueu os olhos tão azuis quanto duas safiras. 
– Sinto muito mesmo, mas até que foi divertido. Na hora não pensei em nada que pudesse ser mais eficiente para fazer você parar. 
Ele não parecia estar se divertindo. Ao contrário, blasfemou baixinho e olhou os arredores. 
O sol estava se pondo, enquanto os dois se encontravam no meio de um campo verdejante de ambos os lados da estrada. Não havia vestígio algum de civilização e nenhum sinal de outro carro. 
– Não posso ajudá-la porque meu carro é a diesel, diferente do seu. Onde está indo? 
– A Bunbury. 
Bem, creio que estávamos indo na mesma direção. Será que eu poderia pegar uma carona? O estranho analisou Kimberley Theron novamente e concluiu que ela devia ter 20 e poucos anos, além de ser uma mulher deslumbrante, de cabelos avermelhados, olhos azuis, com corpo esbelto e, claro, pernas maravilhosas. 
Kimberley tinha uma incontestável vivacidade nata, mesmo que quase tivesse causado um acidente. Mas não era só isso. 
Por trás daquele humor exuberante havia uma convicção de que não era uma mera mortal. Kimberley era uma Theron! 
E como se não bastasse, estava ali, implorando para um completo estranho por uma carona, sem temer os riscos. 
– Tudo bem, mas você vai deixar o carro aqui? – perguntou ele, sorrindo. 
– Não – respondeu ela, hesitante. 
– Além da falta de gasolina, a bateria do meu celular descarregou. Será que você poderia me emprestar o seu? Preciso pedir a alguém em minha casa que solicite o serviço de reboque. Não se preocupe, pois vou pagar pela ligação e faço questão de pagar pelo diesel até Bunbury. 
– Não é preciso… 
– Eu insisto – disse, interrompendo-o e empinando o nariz, imperiosa. Ele deu de ombros e tirou o celular do bolso, estendendo a ela. Momentos depois testemunhou uma conversa entre familiares. 
– Alô, mamãe? Sou eu, Kim. Querida, por favor… Em seguida, ela deu a descrição exata de onde estavam, disse que pegaria uma carona até Bunbury e descreveu o carro em que estaria e o número de sua placa. Quando terminou a ligação, devolveu o aparelho celular com um ar de culpa. 
– Espero que não tenha se importado por eu ter dado detalhes sobre você e seu carro, mas ela se preocupa muito. 
Ele a olhou com certa ironia. 
– E dessa maneira não fico parecendo tão boba – continuou ela. 
– Minha mãe pegou meu carro emprestado e se esqueceu de completar o tanque. Eu estava tão apressada que nem chequei. 
– Por que você está com tanta pressa? – perguntou ele. – Posso responder no caminho?
 





Série Labirinto do Coração
1- Perdão com diamantes
 

domingo, 20 de janeiro de 2013

Chantagens Da Paixão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO





Eles não sabiam a força que tinha uma paixão.

Aurora sempre registrou os segredos mais íntimos em seus diários e ficou horrorizada quando descobriu, ao voltar de uma longa viagem, que seu bem mais precioso fora parar inadvertidamente nas mãos de Luke kirwan.
Agora, para Aurora conseguir obter os diários de volta teria de aceitar uma condição: sair com ele!

Mas um encontro levou a outro, e Aurora se deu conta de que não queria que a chantagem de Luke terminasse. 
Por outro lado, ele deixara claro que casamento era algo fora de questão.
E Aurora começou a imaginar o que aconteceria se resolvesse virar o feitiço contra o feiticeiro!
Se Luke quisesse continuar a sair com ela, teria de ser com uma condição...

Capítulo Um

— Pelo amor de Deus, Luke — disse Jack Barnard em voz baixa, enquanto via se afastar dali uma das mulheres mais antipáticas que havia visto em toda a vida —, por que você ainda trabalha com essa... Essa bruxa? Parece até que eu preciso derrotar um exército para falar com você! 
Luke Kirwan olhou desconfiado para o amigo e pegou a lista de recados que a secretária havia lhe entregado antes de voltar para dentro da casa. 
— Você está falando da Sra. Hillier? — ele murmurou. 
— Posso garantir uma coisa, Jack: ela é a pessoa perfeita para quem quer... — ele hesitou por um segundo — Proteger-se contra o assédio das mulheres. Jack Barnard ouviu atentamente o argumento do amigo e deu uma sonora risada. 
— Você não vai me dizer que elas ainda correm atrás de você! Bom, se fosse comigo eu não me incomodaria nem um pouco. Jovens bonitas, doces e elegantes querendo a minha companhia... Mas, pensando bem, com uma mulher como Leonie Murdoch, talvez as coisas sejam diferentes. Tudo isto é por causa dela? 
— Jack fez um gesto abrangendo a casa atrás deles e o jardim que a circundava. Luke balançou a cabeça num gesto que tanto poderia ser afirmativo quanto negativo. 
 Percorreu rapidamente com o olhar a casa que havia comprado recentemente. 
Era um sobrado simpático e vistoso no alto de Manly Hill, um bairro de Brisbane com uma bela vista para o mar. 
Da varanda da casa, onde ele tomava uma cerveja em companhia de seu velho amigo Jack Barnard, que era também seu advogado, os dois desfrutavam da bela vista da baía. 
— Talvez eu esteja realmente fazendo tudo isto por ela — disse Luke, após um longo período de reflexão. — Eu achei que esta casa seria um bom investimento, mas depois percebi que seria um lugar interessante para morar. Jack Barnard olhou intrigado para o amigo. 
Era difícil acreditar que ele estava diante de um professor de física, e um dos mais jovens que lecionavam na universidade. 
Luke Kirwan tinha o tipo físico oposto ao da maioria dos professores, em geral intelectuais e avoados. 
Alto, esbelto, com a pele corada e a agilidade de um lutador de esgrima, seus penetrantes olhos negros lhe conferiam um ar de arrogância. 
Aliada a esta energia estava uma mente brilhante e a capacidade de ler os pensamentos de pessoas que o tratavam com indiferença. 
Seu amigo Jack Barnard constatava, com inveja, que ele era o tipo de homem que encantava as mulheres. 
E Jack sabia bem que ele próprio representava o modelo comum dos professores. Era uma pessoa distante e retraída.
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domingo, 18 de novembro de 2012

Sob o Domínio da Paixão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
 Casamento no interior... A reputação de Tom Hocking é bastante conhecida em todo o Outback: como homem rude. Domador de cavalos e também cortejador de mulheres. 
Por isso, enquanto planejava o casamento da irmã de Tom, Chas decidiu adotar a cautela a cada investida dele... 
Mas não havia um único lugar seguro na propriedade dos Hocking onde ela pudesse se esconder. 
Vivendo uma relação de amor e ódio. Chas tentava a todo custo resistir a Tom, pois teria um prejuízo enorme caso cedesse à tentação de se entregar a ele! 


Capítulo Um 

— Chas Bartlett? — Tom Hocking franziu a testa. 
— Você está sugerindo que um homem organize este casamento, Birdie? 
— Não é tão estranho se você parar para pensar — respondeu Birdie Tait, sua secretária. 
Os dois estavam conversando ao telefone, Tom em seu haras em Warwick, e Birdie no escritório, em Toowoomba. — Homens podem ser estilistas — continuou Birdie. 
— Eles também podem ser ótimos chefs de cozinha e decoradores, então... Por que não? Chas Bartlett é muito bem recomendado. 
— Você o conheceu? 
— Não. Mas eu falei com uma cliente muito satisfeita. Laura Richmond só sabia dizer: "Chas fez isso, fez aquilo, Chas foi incrível!" E o casamento de sua filha foi um sucesso estrondoso. 
— Laura Richmond — repetiu Tom pensativamente. 
— Aí está uma das mulheres mais esnobes que já conheci. 
A propósito, as coisas estão ficando feias, por aqui, então... Vá em frente e contrate o cara, Birdie, ao menos para um orçamento. 
— Ele pegou sua agenda. — Estou livre no próximo fim de semana, certo? 
— Sim, Sr. Hocking. 
— Então veja se ele pode vir e passar a noite de sábado aqui; todos nós vamos estar aqui, o que nas próximas semanas pode ser mais difícil de acontecer. Explique isso, caso ele se recuse a trabalhar no final de semana. Pode ser bom deixá-lo saber que minha irmã vai se casar com o herdeiro de um membro da Câmara dos Lordes. 
— Boa ideia, Sr. Hocking. 
— Obrigado, Birdie. Então posso esperar por ele às 16h, no sábado? 
— Vou tentar, Sr. Hocking. — Birdie desligou o telefone. Embora fosse frágil e pequena fisicamente, Birdie tinha o coração de uma leoa quando se tratava de guardar e promover os interesses de seu chefe. De certa maneira, ela via Tom Hocking como o filho que nunca tinha tido. Ela havia trabalhado para seu pai, Andrew, e tinha sido louca e perdidamente apaixonada por ele. 
Na realidade, ela ficaria mais feliz em ver Tom se casar e sossegar do que ver a irmã dele, Vanessa, cujo casamento eles estavam organizando. Aos 33 anos de idade, medindo l,93m de altura, com um belo e definido corpo, Tom atraía as mulheres, que vinham em multidões. 
E não era só isso. Ele também ficava à vontade montando a cavalo ou pilotando um avião, e seu tino empresarial havia feito crescer o império dos Hocking quando ele assumiu o lugar de seu pai. 
Ele agora ocupava posições executivas nos conselhos de várias empresas australianas importantes. Ele frequentava, assim como todos os Hocking, a nata da sociedade. Mas havia mais do que a ocasional impaciência em seus olhos cinzentos nestes últimos dias? 
Seu senso de humor sempre havia sido terrível e irreverente, mas quando ele perdia a cabeça o melhor a fazer era sair de perto. 
Não que isso acontecesse muito, mas... Isso estaria acontecendo com mais frequência, ultimamente?
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domingo, 21 de outubro de 2012

Coração Indomável

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Arredia, briguenta, mas totalmente irresistível! 

Laura Shaw era uma das decoradoras mais importantes de seu país, e isso lhe dava o direito de aceitar ou recusar clientes. E rejeitou a proposta feita por Fraser A. Ross simplesmente por não gostar do jeito de ele escrever. 
Para ela, só um homem muito prepotente escrevia de maneira tão pomposa. Laura só não esperava conhecê-lo pessoalmente e, muito menos, se sentir atraída por um homem tão arrogante. 
Fraser jamais havia aceitado um não como resposta. 
E não seria daquela vez que uma ruiva cheia das vontades e tremendamente briguenta iria fazê-lo mudar. 
Para atingir seus objetivos, ele era capaz de fazer qualquer coisa. 
Até mesmo domar uma fera de cabelos de fogo! 

Capítulo Um 

— Laura, aqui está um outro trabalho para você. — Délia Renfrew colocou um papel sobre a mesa da sua chefe. 
— E agora? O que vamos fazer? Laura Shaw, que até aquele instante fitava atentamente um desenho que tinha diante de si, retirou as mãos dos seus exuberantes cabelos ruivos e colocou o lápis atrás da orelha. 
Ela havia inaugurado a sua loja, onde funcionava também o seu ateliê de decoração, havia alguns anos e, depois de muito trabalho, de muitas idéias novas e do seu extremo bom gosto, estava agora finalmente sendo recompensada por tanta dedicação. 
— O que é isso? — Laura perguntou com a voz rouca e sensual que lhe era peculiar. 
— Uma carta de uma pessoa que deseja contratá-la. O envelope está anexado à carta. 
— E quem a mandou? Alguém que conhecemos? 
— Não, pelo menos não conheço nenhum Fraser A. Ross, você conhece? 
Laura sorriu, pegou a correspondência que Délia havia colocado em sua frente e perguntou, depois de dar uma olhadinha no envelope: 
— Será que ele é escocês? 
— Não sei, por quê? 
— Tenho quase certeza de que esse A. significa Alistair, Archie, Andrew ou Angus. — Ela voltou a sorrir. 
— Mas devo admitir que Fraser A. Ross é um nome muito pomposo! 
— Ele deve ter no mínimo uns oitenta anos. Não concorda comigo, Délia? 
— Concordo, sim. Esse sr. Fraser está querendo que você decore a casa dele. Laura leu a carta e comentou: 
— Nossa! Fraser A. Ross está querendo que eu decore a casa dele que fica numa das ilhas de Whitsunday. 
— Deve ser um lugar fantástico. 
— É verdade... Mas também deve ser um local de difícil acesso. Já pensou? Como vou fazer para ir e vir de lá? Não. — Não, o quê? — Délia perguntou, espantada. 
— Eu não vou trabalhar para ele — Laura disse com decisão. — Não? — Délia estava mais espantada ainda. 
— Não — Laura voltou a negar. 
— E o que eu faço? 
— Não posso acreditar na pergunta que acabou de me fazer, minha querida. Você é a melhor secretária que eu conheço e por isso, é claro, está trabalhando comigo. 
— Mas eu simplesmente escrevo ao homem e digo não? Você precisa apresentar alguma boa desculpa para rejeitar o trabalho. Laura pensou um pouco e disse: 
— Já sei: diga a Fraser A. Ross que detesto pessoas que abreviam os nomes. 
— Mas você acabou de me dizer que o nome dele é muito pomposo. 
— Pode ser, mesmo assim acho que as pessoas não devem ficar abreviando os nomes. 
— Você só pode estar brincando. 
— Diga também que tive um estranho pressentimento ao ler a carta dele. 
— E que pressentimento foi esse, posso saber?  




terça-feira, 24 de julho de 2012

A Garota que ele Nunca Notara

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Promovida: de assistente pessoal invisível... A rainha do baile!

Cam Hillier precisava de uma mulher jovem e atraente para estar ao seu lado durante a festa beneficente, mas o tempo estava se esgotando e ele não encontrava ninguém. 
Então, a única solução seria a mulher que sempre esteve bem debaixo do seu nariz: 
Liz Montrose, sua desleixada assistente.
"Obrigações pessoais" não faziam parte das tarefas, de Liz, mas com uma filha pequena para criar ela sabia que deveria ser a acompanhante de seu chefe. 
Ternos ou óculos estavam proibidos! 
Após uma mudança radical, Cam percebeu que nunca havia notado Liz de verdade... 
Mas tudo estava prestes a mudar! 

Capítulo Um 

— Srta. Montrose — disse Cameron Hillier. — Onde diabo está á mulher com quem marquei um encontro? Liz ergueu as sobrancelhas. 
— Não tenho a menor ideia, Sr. Hillier. Como poderia saber? 
— Porque esse é o seu trabalho. É minha assistente pessoal, certo? 
Liz fixou o olhar em Cam Hillier, como era conhecido, com as narinas comprimidas. 
 Não o conhecia bem. Ocupava aquele cargo havia uma semana e meia, e apenas porque uma agência a enviara para preencher a vaga que ficara em aberto devido à doença do assistente pessoal efetivo. 
Mas aquele curto período fora o suficiente para descobrir que aquele homem era difícil, autoritário e arrogante. 
O que poderia fazer quanto à aparente ausência da mulher com quem ele marcara um encontro? Liz olhou ao redor um tanto perturbada. 
Estavam no escritório externo domínios da secretária do Sr. Hillier, Molly Swanson. 
E Molly, Deus a abençoasse, pensou Liz, estava lhe estendendo o fone e fazendo um gesto por trás das costas do patrão. 
— Uh, vou verificar — disse Liz. O Sr. Hillier deu de ombros e voltou ao seu escritório. — Como ela se chama? — sussurrou Liz para Molly enquanto pegava o telefone. 
— Portia Pengelly. Liz fez uma careta e, em seguida, franziu a testa. — Não é a modelo e estrela de cinema? Molly confirmou com um gesto de cabeça ao mesmo tempo em que alguém atendia do outro lado. — Ahm... Srta. Pengelly? — perguntou Liz e, ao receber a confirmação, prosseguiu: 
— Estou ligando da parte do Sr. Hillier, Sr. Cameron Hillier...

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Separados Pelo Casamento

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


A intensa paixão os levara ao casamento? 

Bárbara sabia que estava em débito com Arthur Keir desde que ele salvara sua família da falência, mas aceitar o desprezo dele era demais! 
Por que Arthur se comportava de maneira tão agressiva com Bárbara? 
Só porque ela tivera uma educação privilegiada e convivera com pessoas de alto padrão social? Só porque ele era considerado um novo-rico? 
A vida dura que Arthur levara até fazer sua fortuna o tornara um homem cético e descrente das pessoas. 
Por isso, ao conhecer Bárbara ele a tomara por uma mulher frívola e superficial. 
Porém, com o passar do tempo foi obrigado a admitir que ela era tentadora, sensual e... absurdamente desejável. Mas será que haveria um futuro para eles, já que o passado dos dois ainda estava tão presente? 

Capítulo Um 

A propriedade se chamava Lidcombe Peace e ficava cerca de uma hora de distância da cidade de Sydney em direção à região montanhosa do sul. 
A casa, construída no topo de uma colina, contava com uma vista deslumbrante. 
No andar térreo, era inteira cercada por uma varanda de pedra que convidava ao descanso em um dia quente de verão como aquele. 
Ao se aproximar com o carro, Arthur viu uma mulher na varanda. Parecia estar a sua espera. 
O porte era altivo e elegante como se ela fosse a dona daquele lindo lugar. Na verdade ela era. Ou fora. 
Porque algo lhe dizia que a jovem só poderia ser Bárbara Harris, a filha de Walter e de Domênica Harris, os responsáveis pela construção daquela residência embora as terras tivessem sido herdadas. 
Um historiador de formação acadêmica, Walter Harris e a esposa Domênica, pessoa muito bem-relacionada, proporcionaram uma educação privilegiada as filhas. 
Ele, Arthur Keir, um homem sem tradições, que havia aberto seu caminho à custa de esforço e trabalho, estava ciente de que jamais teria colocado as mãos em um patrimônio como aquele, se a jovem herdeira não tivesse sido obrigada a lhe entregar a chave. 
Com a súbita morte do pai, Bárbara viu-se obrigada a vender Lidcombe Peace para saldar as dívidas que vinham se acumulando durante anos, sem que ela soubesse. Arthur veio preparado para encontrar uma mulher amarga e sofrida, não uma pessoa calma e serena como Bárbara Harris parecia estar. 
Ela era linda. Talvez a jovem mais linda que já vira com cabelos castanhos escuros, quase negros, à altura dos ombros, pele alva e acetinada e olhos azuis. 
Estava usando um ves¬tido cor-de-rosa, abotoado na frente, que realçava sua altura e seu corpo perfeito. 
O chapéu de palha, que carregava com as duas mãos, lhe emprestava um toque de inocência que ele achou adorável. 
— Sr. Keir? — Ela veio recebê-lo com a mão estendida quando ele desceu do carro. 
— Sou Bárbara Harris. Como vai? Pensei em instruir meu advogado para realizar este pequeno ritual, mas acabei decidindo cumprir a tarefa eu mesma. Seja bem-vindo a Lidcombe Peace! 
Arthur Keir estreitou os olhos. 
Assim como esperava, a jovem parecia sincera em seus votos. 
Era estranho, mas exatamente por não notar o menor tom de falsidade na voz, ele se sentiu profundamente perturbado. 
— Muito prazer, Srta. Harris.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Destino Incerto

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
















Como esquecer a traição e entregar-se àquele homem viril e sedutor? 


Após cinco anos de separação, Ashley não conseguiu esquecer Ross, seu único amor, a quem se entregara sem reservas. 
Noites e noites sonhando com um reencontro, e agora estava ali, frente a frente, ouvindo de sua boca palavras de amor há muito esperadas. 
Porém o passado estava à espreita, ofuscando um futuro de felicidade! 
Ashley não sabia como dizer a Ross que fugira de seus braços para casar-se com outro homem! 


Capítulo Um 


 — Puxa! Veja só! — Pamela Flint comentou, enquanto examinava atentamente a coluna de um jornal. Ela estava com quarenta e poucos anos e, embora muito bonita e elegante; era do tipo maternal, o que à primeira vista poderia parecer estranho. 
Era; também uma mulher muito dinâmica e prática acostumada a lidar sozinha com os quatro filhos desde que perdera o marido num acidente de carro alguns anos antes. 
— Veja o quê? — seu patrão perguntou do outro canto da sala, onde descansava numa confortável poltrona com os pés sobre uma banqueta e uma xícara de café nas mãos. 
— "Ashley Crawford chegará a Crawford Downs para uma permanência indefinida. Ela virá acompanhada por Susan, sua filhinha de quatro anos, e por Natasha, sua enteada de quinze. Às duas garotas é muito parecida; com o pai, Laurence Lincham, falecido no ano passado. Como filha única de Jake Crawford, um notável e respeitado membro da comunidade, a Sra. Lincham recebeu Crawford Downs como herança. A propriedade permanece abandonada... Acho que ele morreu de tanto beber. — Pamela interrompeu a leitura para expor sua própria opinião, levantando os olhos do jornal. 
— Ouvi dizer que ele era um homem grosseiro e, na maioria das vezes, desagradável... Ross Reid depositou a xícara numa mesinha e passou as mãos pelos cabelos finos e escuros. 
— Na verdade ele era um grande idiota — falou vagarosamente. Pamela arregalou os olhos. 
— Se eu o conheço bem, quando você afirma uma coisa dessas, assim de um modo tão seco, é porque tem certeza do que está falando. Quer dizer que não concorda que ele tenha sido um homem notável e respeitado? 
— Fisicamente ele era notável, não há dúvida quanto a isso — o patrão retrucou com um sorriso forçado. — Ross era um homem moreno, corpo atlético, conhecido pela habilidade de ferir os corações femininos na pequena, mas agitada comunidade agrícola onde exercia a advocacia. Você se lembra Pam. Todos respeitavam sua presença e concordavam com suas opiniões. Ninguém ousava discutir com ele. Além disso, fazia parte do conselho local, era presidente do clube de turfe etc. 
— Hum! Isso não significa que ele tivesse uma natureza amável, eu concordo. Entretanto — Pamela continuou, — nos tempos em que freqüentava o clube de pôneis, quando minha filha Janine também era louca por cavalos, Ashley já apresentava uma grande beleza. Aos quinze anos, mais ou menos, já chamava a atenção com aqueles cabelos negros, olhos cinzentos e pele clara. E eu me recordo de que ela era muito simpática, não demonstrava ares de superioridade como os filhos dos outros ricos proprietários de terras. Ross parecia se divertir.— Você não pensa assim? — ela continuou um pouco decepcionada. 
— Acho que você sabe muitas outras coisas sobre os; Crawford... 
— Eu seria um grande tolo se não soubesse — o advogado comentou com calma. — Trabalhei em Crawford Downs durante a maior parte das minhas férias da universidade.
— Ah! — A expressão de Pamela mudou. — Você nunca me falou sobre isso. Muito interessante! Então sua aversão a Jake Crawford e a filha é devido a problemas pessoais? 
— Podemos dizer que sim — ele concordou com seriedade. 
— E por que razão você não gostava dela? Todas as pessoas gostavam... 
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terça-feira, 13 de setembro de 2011

Domínio E Conquista

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

1- POR AMOR OU ATRAÇÃO ?



Alexa Harcourt havia passado somente uma noite, talvez duas, com Guy de Rochemont.

Nada além disso. Em visitas às suas propriedades em Mônaco e na Itália, era presenteada com vestidos de grife e diamantes.

O nome de Guy era sinônimo de riqueza e poder, e chegara o momento em que ele deveria se casar.
Ainda que herdeiras virgens cobiçassem estar ao seu lado no leito nupcial, Guy somente desejava a única mulher cuja reputação o proibia de torná-la sua esposa: Alexa...

Capítulo Um

— Querida! Não vai acreditar quem arranjei para você!
— A voz de Imogen soava como um guincho do outro lado da linha.
Alexa segurava o fone entre a orelha e o ombro, concentrada em captar o reflexo de uma pétala que se revelara traiçoeiro.
— Está me ouvindo? Não vai acreditar...
Sabendo que a amiga e empresária não desistiria, resolveu interrompê-la.
— Quem? — Sabia que Imogen estava ansiosa que fizesse aquela pergunta para que pudesse responder de forma dramática.
— Ele é absolutamente devastador — grasniu ela. — Milhões, zilhões de vezes melhor do que seus enfadonhos pretendentes.
Alexa imaginou o que a amiga estaria aprontando daquela vez.
Em seguida, voltou a se concentrar na pétala, embora percebesse a excitação que a outra exprimia.
Imogen adorava a efusividade e ela tinha coisas mais importantes em que se concentrar.
Por fim, fez-se silêncio do outro lado da linha.
— E então? — perguntou Imogen. — Está no mundo da lua? — indagou, suspirando, impaciente. — Querida, preste atenção! Coloque esse pincel de lado e me escute por dois minutos. Até mesmo você ficará impressionada. Guy de Rochemont telefonou
— disparou. — Não ele, é claro, mas a secretária de Londres. — Fez uma pausa.
— Então, diga-me se não está impressionada. Diga-me... — A voz da amiga adotou uma tonalidade rouca. — Se o seu corpo inteiro não está tremendo?
A leve carranca de Alexa se intensificou, enquanto parava o pincel a centímetros da tela.
— Tremendo? — repetiu. — Por quê?
Um suspiro irritado soou do outro lado.
— Ora, Alexa, não banque a Srta. Gélida para mim! Nem mesmo você resistirá a Guy de Rochemont. Ele a fará se derreter como todo o restante da população feminina.
— Eu deveria saber quem é esse homem?
Imogen soltou uma gargalhada eletrizante.
— Querida, O nome dele é Guy em inglês, mas obviamente ele é francês...

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2- NOBRE CORAÇÃO


Após ser resgatada durante uma forte tempestade, Bridget perdera sua sensatez ao se deixar seduzir por um cativante desconhecido.

Ainda que o rubor cobrisse suas faces, ela sequer sabia a verdadeira identidade de seu benfeitor, tampouco de onde ele vinha.

Até ler as manchetes dos jornais...

E descobrir que estava envolvida com Adam Beaumont, herdeiro de um vasto império familiar!
Agora, Bridget teria de se imbuir de coragem e encontrar as palavras certas para lhe dizer que ele a marcara de um modo duradouro!

Capítulo Um

Era uma noite nebulosa no interior de Gold Coast.
Não tinha começado assim, mas fortes tempestades de verão não eram comuns na área, e a de hoje pegara até mesmo o Instituto Meteorológico de surpresa.
A chuva caía sem piedade e fortes rajadas de vento faziam o carro de Bridget Tully Smith oscilar.
A faixa da estrada estreita entre os picos escuros de Numinbah Valley desaparecia regularmente, enquanto o limpador de para brisa ia de um lado para o outro, revelando e escondendo.
Ela estivera hospedada com uma amiga casada, que possuía uma fazenda como passatempo e estava criando, entre outros animais, lhamas.
Fora um fim de semana agradável. Sua amiga tinha um bebezinho, um marido devotado, e as terras deles em Numinbah Valley eram maravilhosamente rurais.
A viagem de volta para Gold Coast deveria levar uma hora de carro, mas quando a escuridão chegou, juntamente com a tempestade, de alguma maneira Bridget se perdeu e se viu numa estradinha, pouco mais que uma trilha, no momento em que a chuva se tornou torrencial... Como se o céu acima tivesse se aberto e estivesse determinado a inundar a área.
Então, ela deparou com uma espécie de ponte —, um caminho elevado de concreto —, ou o que devia ter sido uma, mas que agora era uma corrente de água dividindo a estrada em duas.
A ponte surgiu tão de repente que Bridget não teve escolha senão frear de modo abrupto... E isso quase foi sua ruína.
A parte traseira do veículo começou a ser puxada pela correnteza do riacho.
Talvez no movimento mais rápido de sua vida ela saiu do carro e lutou com todas as forças para alcançar um terreno mais alto.
Achou uma elevação de cascalho apoiando um eucalipto e agarrou-se a ele, enquanto assistia à cena com incredulidade.
Seu carro foi endireitado, os faróis iluminando a cena caótica, antes de voltar a ser levado pela correnteza até que desaparecesse de vista.
— Eu não acredito nisso — sussurrou Bridget, tremendo.
Ficou tensa quando, acima do barulho da chuva e do vento, ouviu um motor, e percebeu que um veículo estava vindo do sentido oposto... E vindo em velocidade.
Eles conheciam a estrada?
Achavam que velocidade os faria atravessar a ponte?
Tinham um carro com tração nas quatro rodas? Todas estas perguntas passaram por sua cabeça, mas ela sabia que não podia arriscar nenhum daqueles fatores.
Precisava avisá-los.
Abandonou a árvore e correu para o meio da estrada, saltando e balançando os braços no ar.
Estava usando uma blusa vermelha e branca, e rezou para ser vista... Embora soubesse que sua calça bege não realçaria, pois estava emplastrada com lama.
Talvez nada, pensou mais tarde, teria impedido o desastro que aconteceu então.
O veículo estava vindo muito rapidamente...

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domingo, 26 de dezembro de 2010

Passos Para o Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



Melinda Ethridge concordou com um casamento de conveniência com Etienne Hurst para evitar que a propriedade de sua família fosse vendida.

Mas e quanto a abrir mão de sua liberdade? Mel decide ser uma esposa nada convencional e manter a independência — e isto inclui sua cama!

Mas o casamento com Etienne não é o que ela esperava.
Seu novo marido a quer, e ela o acha incrivelmente atraente.
Será que deve abandonar seus princípios quanto ao matrimônio e se tornar uma esposa tradicional?

Capítulo Um

Etienne Hurst estava parado no vento frio de uma dia cinzento de inverno, pasmo por se ver envolvido por uma mulher.
Mais precisamente uma menina, que tinha pouca idade para ele, apesar de eles não se verem há mais de um ano.
— Será que as coisas teriam mudado? — ele imagi­nou. — Como ela mudara? Ela devia estar com... 19 anos agora. — calculou.
Crescida, mas quem poderia imaginar que Melinda Ethridge se transformaria tanto, depois de dizer adeus ao seu pai e à sua madrasta, mortos em um desastre de avião?
Quieta e silenciosa, vestida de preto, mas com seus maravilhosos cabelos castanhos descobertos, ela pare­cia estar em seu próprio mundo.
Não estava chorando, apesar de haver uma profunda dor estampada em seu rosto jovem e pálido.
No entanto, sua figura alta e esguia se mantinha ereta, até mesmo quando o vento en­rolava sua longa saia preta ao redor das pernas e levan­tava seu cabelo.
Evidentemente, as mulheres olhavam para ele pri­meiro.
Entretanto, não poderia haver momento mais es­tranho para isso do que enquanto ele realizava suas pró­prias despedidas à sua irmã mais velha, Margot, que era madrasta de Melinda.
Nem haveria tanto motivo para isso. Melinda, mais conhecida como Mel, nunca teve bom relacionamento com sua madrasta e, conseqüentemente, estendera aos demais membros da família Hurst a sua antipatia. ,
Porém, levando-se em conta o fato de Mel ser tão jovem, havia ainda menos motivo para isso.
Aos 30 anos, ele mesmo pensava que perdera o brilho, as coi­sas empolgantes da juventude que o faziam se apaixo­nar sem hesitar.
Acima disso tudo, ele parou para pen­sar em sua irmã, Margot.
Ela se casara com o pai de Mel há quatro anos e levou glamour, sofisticação e um estilo de vida caro para Raspberry Hill, a propriedade da família de Ethridge, mas a que preço?
Em outras palavras, se, como ele suspeitava, sua bela e sociável irmã apertara as finanças da família ao limite, o que ficava para Mel Ethridge e seus três ir­mãos mais novos, e até que ponto iria a responsabilida­de dele?

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Algemas do Passado

ROMANCE CONTEMPORÂNEO





Ele voltou para provar que o amor não podia morrer!

Letícia, paralisada de susto ao lado do noivo Ray, achou que sonhava.
Não podia ser Clive aquele homem que entrava, atraindo todos os olhares e despertando comentários.

Mas quando ele se aproximou com o inconfundível e devastador sorriso, ela viu que era verdade. Seu ex-marido estava a sua frente, disposto a estragar-lhe a festa de noivado e impedir que seu coração sossegasse!

Capítulo Um

Letícia Morris olhou-se no espelho e ficou satisfeita. Os cabelos lisos e volumosos caíam até os ombros, adornados por uma presilha prateada que realçava o tom escuro de dourado.
Os olhos de um azul incomum haviam sido herdados do pai, como sua mãe costumava dizer com uma careta.
Letícia nunca conhecera o pai, mas sempre percebera o quanto a mãe sofria quando alguém mencionava seu nome.
Por isso, nunca insistira em saber sobre um pai que aparentemente as abandonara, mas algumas vezes imaginava se também herdara dele os cílios escuros e o rosto em forma de coração.
As outras características, a pele clara, a baixa estatura, o corpo esbelto e a estranha timidez que demonstrava desde pequena já haviam sido detectadas em sua mãe, nos avós e em tia Beatrix, que só não possuía a mesma timidez dos outros.
— Letícia! Oh, aí está você! — A voz perturbou sua meditação e, de repente, o espelho passou a mostrar duas imagens. Beatrix Selby, irmã de sua mãe, estava parada a seu lado. — Esse vestido é maravilhoso! Ray vai ficar maluco de paixão!
Letícia sorriu e foi sentar-se na cama, tomando cuidado para não amarrotar o vestido de tafetá azul. Calçando as sandálias de salto alto, respondeu:
— Ray não é esse tipo de homem.
Bea bufou, mas sem perder a elegância. Na verdade, era uma mulher muito elegante, desde os cabelos grisalhos até a ponta dos pés delicados.
Também era astuta, com uma percepção quase so­brenatural, e sua franqueza chegava a ser ofensiva.
Curiosamente, apesar de dizer que fora o patinho feio da família e que Marlene, mãe de Letícia, havia nascido mais bonita, Bea atraía todos os olhares onde quer que fosse, embora já houvesse ultrapassado a faixa dos cinqüenta anos.
— É uma questão de estilo — dissera ela certa vez à sobrinha. — O estilo sobrevive à beleza. E também é uma conseqüência de saber se valorizar, o que sua mãe nunca fez. Caso contrário, não teria permitido que um homem a transformasse naquele poço de tristeza e amargura.
Acho que nenhuma mulher deve passar a vida toda com um único homem. Eles devem ser experimentados como o vinho.
Se não, como se pode saber a diferença entre uma safra boa e outra ruim?

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Um Acôrdo de Casamento

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Lindsay Armstrong







A magia de um encontro que jamais seria esquecida

Jovem, bela e ingênua... Que razões teria Sean para se casar com Serena, se o tipo de mulher de que ele gostava era exatamente o oposto? Essa pergunta martelava a cabeça de Serena sem cessar.
Apaixonada por Sean, aceitara imediatamente sua proposta de casamento. Porém, agora, depois do ato consumado, imaginava se teria agido de maneira correta. Afinal de contas, além de considerá-la criança demais, ele já entregara seu coração a outra mulher, mais sofisticada e madura.

Capítulo Um

Não estava chovendo forte. Tratava-se de uma garoa fina, suficiente apenas para fazer com que as luzes da rua e o luminoso do Paraíso dos Surfistas se refletissem nas poças do chão.
Serena Saint John se sentia desconfortável sob a capa de plástico impermeável, que a aquecia como uma sauna portátil. Ansiava por despi-la e sentir o contato refrescante da chuva em sua pele.
No entanto, não queria arriscar-se a provocar um escândalo, embora já passasse da meia-noite e a rua estivesse deserta, exceto por um solitário táxi parado no ponto. Serena fitou-o, hesitante, depois balançou a cabeça.
Com passo resoluto, desceu da calçada, a fim de atravessar. Nesse momento, uma moto surgiu do nada e por um triz não a atropelou.
Obrigada a recuar, Serena tropeçou e caiu sentada numa poça, enquanto o motoqueiro fazia a volta na esquina, tornando a vir em sua direção, parando bem na frente dela.
O desconhecido levantou o capacete, soltando uma gargalhada selvagem, e disse, com maus modos:
— Mas não é mesmo uma sorte? Dar de cara com uma gatinha manhosa como você...