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domingo, 16 de fevereiro de 2014

Uma Esposa Independente

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 


Nem mesmo sete anos de separação destruiriam um amor tão intenso. 

O casamento entre Ayrton e Sallie fora um verdadeiro sonho... que logo se desfizera. 
Ao sentir-se sozinha, sem o grande amor de sua vida, Sallie entregou-se ao trabalho e aos estudos para fugir do sofrimento. 
Com isso, deixou de ser uma jovem tímida e ingênua para se transformar em uma jornalista de sucesso. 
Quis o acaso que eles se reencontrassem... E Sallie percebeu que o ex-marido continuava tão atraente e sedutor quanto antes. 
Ayrton, fascinado com a mulher independente que Sallie se tornara, queria tê-la de volta. A qualquer preço...


Capítulo Um 

O telefone começou a tocar, mas Sallie não levantou a vista da máquina de escrever. Com um suspiro, Brom ficou de pé e inclinou-se sobre sua mesa, alcançando o aparelho. Sallie continuou datilografando, visivelmente concentrada. 
— Sallie, é para você — avisou ele. Ela levantou a vista com um sobressalto. 
— Oh, desculpe, Brom. Não ouvi o telefone tocar — sorriu, pegando o fone. 
Brom vivia dizendo que ela passava a maior parte do tempo em outro mundo, e não deixava de ser verdade. 
— É Greg — anunciou ele, voltando a sentar. 
— Oi, Greg — Sallie cumprimentou o editor de notícias. 
— Oi, Sallie. Preciso falar com você. 
— Já estou a caminho! — respondeu ela com entusiasmo, desligando o telefone. 
— Nova viagem? — indagou Brom enquanto ela desligava a máquina elétrica. 
— Espero que sim — respondeu Sallie, jogando os cabelos por cima do ombro. 
Adorava o desafio de realizar matérias estrangeiras, ao contrário de alguns repórteres. Sua energia e bom humor pareciam inesgotáveis. 
Enquanto se dirigia ao escritório de Greg, já podia sentir a adrenalina invadindo seu ser, fazendo o coração se acelerar com a expectativa. 
Greg levantou a vista quando ela bateu à porta. Sorriu assim que a viu. 
— Veio voando? — indagou, ficando de pé e fechando a porta atrás dela. 
— Mal acabei de pôr o fone no gancho! 
— Velocidade normal — Sallie brincou, sorrindo. 
— Tem alguma coisa para mim? — inquiriu, ansiosa. 
— Nada de imediato — respondeu Greg, voltando a sentar. Riu ao ver a expressão de decepção no rosto de Sallie. 
— Animo, querida. De qualquer forma, tenho boas notícias para você. Já ouviu falar da Fundação Olivetti? 
— Não... — respondeu ela, pensativa. 
— Ou será que já ouvi? 
— É uma organização européia de assistência. 
— Claro! Agora lembro. O pessoal de sangue azul financia um enorme baile de caridade todos os verões, certo? 
— Isso mesmo — Greg confirmou. 
— E qual o meu interesse nisso? — Sallie questionou. 
— Não temos ninguém de sangue azul na América. 
— Claro que é do seu interesse — salientou ele. 
— Esse ano a festa acontecerá em Sakarya. O rosto de Sallie se iluminou. 
— Greg! Marina Delchamp? 
— Hurn-hum — ele sorriu. 
— O que acha? É praticamente uma oferta de férias. Entrevistar a esposa do Ministro das Finanças, participar de uma festa incrível... O que mais poderia querer?

domingo, 21 de abril de 2013

Amando Evangeline

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 







Sob suspeita... Não havia dúvidas de que Evie Shaw estava por trás da conspiração que ameaçava a empresa de informática de Robert Cannon.

Por esse motivo, ele pretendia investigá-la pessoalmente.
Mas ao decidir aproveitar um longo e quente verão sulista perto de Evie, Robert começou a reavaliar suas suspeitas, pois fora dominado pela paixão por uma mulher tão perigosa quanto o pecado...

Capítulo Um

Davis Priesen não se considerava um covarde, mas preferiria ser operado sem anestesia a encarar Robert Cannon e dizer a ele o que tinha a dizer.
Não que o acionista majoritário, diretor-geral e presidente do Cannon Group fosse responsabilizá-lo pelas más notícias; jamais se ouvira falar dele atirando no mensageiro.
Porém, aqueles gélidos olhos verdes se tornariam ainda mais frios, ainda mais remotos, e Davis sabia por experiência que iria sentir o toque frígido do medo percorrer sua espinha.
Cannon tinha a reputação de uma escrupulosa justiça, mas também de uma impiedade sem igual quando alguém tentava prejudicá-lo. Davis não podia pensar em ninguém que respeitasse mais do que Robert Cannon, mas isto não amenizava seu pavor.
Outros homens na posição de Cannon, com seu poder, isolavam-se atrás de hordas de assistentes.
Era uma medida de controle e distanciamento pessoal próprios que apenas a assistente particular guardasse os portões de seu refúgio sagrado. Felice Koury trabalhava para ele havia oito anos e dirigia seu gabinete com a precisão de um relógio suíço.
Era uma mulher alta, esguia, de idade indefinida, com cabelos grisalhos como ferro e as feições suaves de uma garota de 20 anos. Davis sabia que seu filho mais novo tinha 20 e poucos, o que significava que ela já passara dos 40, mas era impossível adivinhar sua idade pela aparência.
Ela não se abalava em meio ao fogo cruzado, era assustadoramente eficiente e jamais demonstrara o menor nervosismo diante do chefe. Davis desejara ter um pouco desta última habilidade.
Ele havia ligado de antemão para se certificar de que Cannon poderia recebê-lo, de modo que Felice não ficou surpresa ao vê-lo entrar em seu escritório.
— Bom dia, sr. Priesen. Ela pegou o telefone imediatamente e apertou um botão. — O sr. Priesen chegou, senhor. — Pôs o fone de volta no gancho e levantou-se.— Ele vai recebê-lo agora.
Com a suave eficiência que sempre o intimidava, ela estava na frente da porta do gabinete antes que Davis pudesse alcançá-la, abrindo-a para ele e em seguida fechando-a firmemente quando ele entrou.
Não havia nada de subserviente na atenção de Felice; ao contrário, Davis sentia como se ela controlasse até mesmo sua entrada no gabinete de Cannon. O que, é lógico, ela fazia.
O gabinete era imenso, luxuoso e primorosamente decorado.
Era uma prova do gosto de Cannon o efeito relaxante, e não opressivo, muito embora houvesse pinturas a óleo originais nas paredes e um tapete persa de duzentos anos no chão.
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Sombras Do Crepúsculo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO












Apesar de vir de uma das mais prósperas famílias do Alabama, a vida não tem sido fácil para Roanna Davenport. 

Órfã muito nova e sempre oprimida por sua própria família, apenas os cavalos e seu primo Webb - por quem sente um amor secreto - vão apoiá-la em um ambiente que ela não quer aceitar. 
Após a estranha morte de Jessie, a esposa de Webb, sob circunstâncias suspeitas, suposições cruéis e infundadas acusações, juntamente com a partida repentina de seu protetor, a impulsionam a se esconder por trás de um manto de gelo, para banir para sempre a garota sensível que um dia foi. 
Mas, dez anos depois, a máscara sólida esculpida por anos e tragédias cai ante a visão de Webb, que retorna para casa pronto para recuperar o que era seu e para protegê-la de um criminoso que já semeou tristeza uma vez e só espera uma nova oportunidade para concluir seu trabalho. 

Comentários revisora Lizzy: Terminei esse livro fascinada pela autora e tenha certeza que vou demorar a esquecer essa saga familiar que remete aos atos mais sujos do ser humano: vingança, traição, assassinato e incesto compõe a trama, tudo articulado e interligado, mas o amor está lá, sempre presente, comandando as ações e omissões dos protagonista, Webb e Roanna. 
O ponto de partida é o poderoso seio familiar Davenport. Uma rica linhagem do sul dos EUA, marcada pela tradição e pelo domínio econômico. 
Lucinda Davenport, é a matriarca, o baluarte da sua linhagem, e escolhe Webb Tallant como o herdeiro, “o príncipe” de um reino que está prestes a ruir. Webb, Jessie e Roanna, primos entre si, formam o triângulo amoroso que comanda a história. 
 O forte e ambicioso Webb se casa com a linda, mimada e infiel Jessie, a “princesa” da família. Roanna é a mais jovem dos primos, e com a morte dos pais, foi acolhida pela avó Lucinda, mas nunca recebeu o amor e o apoio de sua família. 
Com as grandes perdas em sua vida, Roanna encontrou em Webb o apoio para suas inquietações, ele era o seu porto seguro, seu paladino, o herói infância e o homem que ela amaria acima de qualquer coisa. 
O livro é dividido em três partes, e na segunda, o brutal assassinato de Jessie define o destino dos protagonistas. 
Webb é o principal suspeito, mas mesmo sem ter sido oficialmente acusado, ele foi condenado prematuramente pela família e pela sociedade, o que o levar a abandonar Davenport por dez anos.
E Roanna? O que aconteceu com a frágil e apaixonada Roanna sem o seu herói de infância, seu amor? São muitos acontecimentos envolvidos, um jogo de vida e de morte, que encontra seu ápice com o retorno de Webb, e a descoberta do assassino de Jessie. 
A relação entre Roanna e Webb é muito marcante, sensual e apaixonada. Linda Howard criou um herói masculino intenso e sedutor, e uma heroína aparentemente frágil e servil, mas que cresce com as adversidades. 
Ele é FORÇA, ela é RESISTÊNCIA. Roanna nos proporciona muitas lições de vida com sua conduta e me fez lembrar mais de uma vez em uma frase primorosa que costumo copilar em minhas anotações: 
O MAIOR DESAFIO DA VIDA É RESISTIR. Amei.
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segunda-feira, 4 de março de 2013

O Encanto Da Montanha

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Mackenzie














A talentosa treinadora Maris Mackenzie estava sendo procurada pelo roubo de um garanhão.

Contudo, sem nenhuma lembrança do momento em que o crime aconteceu, eram quase inexistentes as chances de provar sua inocência ou descobrir o verdadeiro ladrão.
E o único homem que talvez pudesse salvá-la era o estranho com quem dividia sua cama...

Capítulo Um

A cabeça dela doía.
A dor vinha de dentro do crânio e fazia o globo ocular latejar. 
O estômago revirava como se despertasse daquela comoção.
— Minha cabeça está doendo — reclamou Maris Mackenzie em voz baixa, insegura. Ela nunca tivera uma dor de cabeça. Tinha a constituição forte, dos Mackenzie, apesar da sua aparência frágil. 
O inusitado da sua condição foi o que a assustou e fez com que ela falasse em voz alta.
Ela não abriu os olhos nem se preocupou em olhar para o relógio. 
O alarme ainda não soara, portanto, ainda não era hora de levantar. Talvez a dor sumisse se ela voltasse a dormir.
— Vou buscar uma aspirina para você.
Maris abriu os olhos repentinamente, e este movimento causou mais dor.
Era uma voz de homem. E pior do que isto, estava tão perto que ele apenas sussurrara as palavras, e ela ainda podia sentir o calor dele na sua orelha. 
O colchão da cama balançou quando ele se sentou.
De repente, uma luz explodiu na sua cabeça quando ele ligou o abajur da mesinha de cabeceira. 
Porém, antes de fechar os olhos, ela vislumbrou as costas nuas e fortes do homem e a cabeça benfeita coberta por grossos cabelos escuros.
O pânico a dominou. Onde ela estava, afinal? E, mais importante, quem era ele? Sabia que não estava em seu quarto. 
O colchão debaixo dela era firme e confortável, porém não era o seu.Um exaustor foi ligado quando ele acendeu a luz do banheiro. 
Ela não ousou abrir os olhos novamente, resolveu lançar mão dos seus outros sentidos. Devia ser um hotel. Era isso. 
E o estranho som que acabara de ouvir era o ventilador do quarto.
Ela já dormira em vários hotéis, mas nunca com um homem. Por que estava naquele hotel e não em sua casinha confortável perto das cocheiras? 
As únicas vezes em que ficou em hotel foi quando estava viajando entre um trabalho e outro, mas desde que se estabeleceu em Kentucky, havia dois anos, ela só viajou para visitar sua família.
Fez um esforço para raciocinar. Não podia imaginar o motivo de estar em um hotel com um homem estranho.
Uma forte decepção a invadiu, penetrando temporariamente na nebulosidade de sua mente. 
Ela não era de dormir com um ou outro, e estava revoltada por tê-lo feito agora, um episódio que não se lembrava de ter acontecido com alguém que não conhecesse.
Sabia que precisava sair dali, no entanto não conseguia forças para se levantar da cama e escapar. Escapar? Achou estranho ter usado essa palavra. 
Ela era livre para ir embora quando quisesse... 
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Série Mackenzie
1-A Montanha dos Mackenzie
2-Missão Mackenzie
3-O Prazer do Mackenzie
4-O encanto da montanha 
5-Jogo do acaso

domingo, 3 de março de 2013

Lágrimas Amargas

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
 


Cinco anos após a morte de seu marido, Susan Blackstone apaixona-se perdidamente pelo homem mais arrogante e charmoso que já conhecera:
Cord Blackstone. 

Além de ser a ovelha negra de uma das famílias mais ricas e poderosas do Mississipi, Cord tem um objetivo que pode colocar a vida de Susan em perigo e levar os Blackstone à falência.
Ele quer acabar com os negócios que ela herdou.
E para isso, não medirá esforços.
A começar pela cobrança do empréstimo vultoso que fez para uma das empresas dela.
E depois, destruir todos até não sobrar qualquer indício dos Blackstones em toda a cidade do Mississipi. Susan ama Cord com todas as suas forças.
Mas será seu amor capaz de torná-lo um homem menos amargo?

Capítulo Um


Era tarde, quase onze horas, quando aquele homem apareceu na festa. Permanecia no umbral da porta, observando a festa com uma expressão cínica e divertida. 
Susan fixou-se imediatamente nele e estudou-o com algum deslumbramento, certa de nunca o ter visto. 
Porque um homem assim era impossível de esquecer.
Era alto, de físico atlético. 
A jaqueta branca do seu smoking assentava-lhe nos ombros como só uma peça cortada por um alfaiate de luxo conseguiria, mas o mais apelativo naquele homem não era a sofisticação, mas o rosto. 
Tinha o olhar audacioso dos foragidos, que realçava as sobrancelhas, ligeiramente arqueadas, e o azul cristalino dos olhos. Uns olhos magnéticos; pensou Susan, dando-se conta da intensidade do seu olhar. 
Um ligeiro calafrio percorreu-lhe as costas e todos os seus sentidos ficaram alerta. 
De repente, a música parecia mais vibrante, as cores mais intensas e os aromas da noite primaveril mais forte. Olhou para o desconhecido com uma espécie de reconhecimento primitivo. 
A sua intuição dizia-lhe que aquele homem irradiava perigo.
Estava nos seus olhos. Neles via-se a auto-suficiência de um homem amante do risco e sempre disposto a aceitar as suas conseqüências. 
A experiência tinha endurecido as suas feições, e o perigo cobria os seus ombros como um manto invisível. Não se podia dizer que fosse um homem... Civilizado. 
Parecia um pirata moderno, pelos olhos, pela barba e pelo bigode perfeitamente recortado que ocultava o lábio superior. 
Susan deslizou o olhar pelo cabelo escuro, penteado com um toque propositalmente informal, pelo quais muitos homens teriam pagado uma fortuna.
No início, ninguém pareceu reparar nele, mas, pouco a pouco, as pessoas começaram a observá-lo e, para total estupefação de Susan, um silêncio quase hostil estendeu-se pelo salão. 
Sentindo-se repentinamente desconfortável, olhou para o seu cunhado, Preston, o anfitrião da festa, que estava próximo do recém-chegado. 
Em vez de se aproximar dele para lhe dar as boas-vindas, Preston ficara tenso, quase pálido, contemplando o convidado com o mesmo terror que teria ao olhar para uma cobra.
O silêncio propagou-se de tal maneira que até os músicos se levantaram das cadeiras e permaneceram calados. 
Sob os resplandecentes prismas luminosos dos candelabros, as pessoas voltavam-se com o rosto transformado numa máscara de surpresa. Susan estremeceu. 
O que estava acontecendo ali? Quem era aquele homem? Algo terrível ia acontecer. Sentia-o. Via Preston cada vez mais tenso, disposto a fazer uma cena, mas ela não ia permitir que nada acontecesse. 
Quem quer que fosse aquele homem, era um dos convidados dos Blackstone e ninguém iria mostrar-se grosseiro com ele. Nem sequer Preston Blackstone. Instintivamente, começou a andar.
Todos os olhos se voltaram então para ela, como que atraídos por um ímã. Susan era a única que se movia na sala. O desconhecido também olhou para ela. 
Observava, com os seus olhos frios e desafiantes, a esbelta figura daquela jovem de feições tão puras e serenas como as de um anjo, trajando um vestido de seda de cor creme, que se enrolava nos seus tornozelos enquanto caminhava. 
Um colar de pérolas de três voltas rodeava o delicado pescoço. 
Com o cabelo preso no alto da cabeça, era como um sonho, uma miragem etérea. 
Parecia tão pura como uma virgem vitoriana e brilhava como nenhuma outra pessoa na sala. 
Para o homem que estava olhando para ela era um desafio irresistível.
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Caminho Ao Lar

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
 









Anna Sharp arriscou seu coração ao se envolver com um homem cuja intenção era ser somente seu amante. 

Porém, quando Saxon Malone fica sabendo que ela está grávida de seu filho, de repente se sente pai... e desejando mais de Anna do que ela jamais imaginou possível. 


Capítulo Um 

Anna se empertigou no sofá e seu coração disparou quando ouviu a porta se abrindo. 
Saxon estava voltando um dia antes do combinado e, como de hábito, não telefonara. 
Ele nunca telefonava para ela quando viajava, pois poderia parecer um relacionamento e ele insistia, mesmo depois de dois anos, em manter residências separadas. 
Ele ainda passava em casa todas as manhãs para trocar de roupa antes de trabalhar. 
Anna não correu para os braços dele, isso também o deixaria incomodado. 
Pelo tempo que estavam juntos, ela já o conhecia bem. Saxon não gostava de nada parecido com carinho, mas ela não sabia o motivo. Fazia questão de não demonstrar que viera correndo para vê-la. 
Nunca lhe dera um apelido, nunca lhe fizera um carinho nem sussurrava palavras de amor quando estavam fazendo sexo. 
Na cama, só lhe dizia palavras de estímulo, com voz embargada, mas era um amante sensual e generoso. Anna adorava fazer amor com ele, não só pelo prazer que ele lhe dava, mas porque podia lhe dar todo o afeto que ele não aceitava fora da cama.
Na cama Anna podia tocá-lo, beijá-lo, segurá-lo junto a si e, naqueles momentos, ele também era carinhoso. 
Durante a noite, ele era insaciável, não apenas por sexo, mas por estar junto a ela. 
Eles dormiam abraçados a noite inteira e, se ela se afastava por algum motivo, ele a procurava e a trazia de volta aos seus braços. 
Ao acordar pela manhã, ele voltaria a ser do jeito solitário, mas à noite era totalmente seu. 
Às vezes, ela achava que Saxon necessitava das noites com a mesma intensidade que ela. 
Só à noite ele admitia dar e receber amor. Então ela se forçou a continuar quieta e manteve o livro que lia aberto sobre seu colo. 
Só depois que ouviu a porta se fechar e o barulho da mala no chão foi que ela levantou a cabeça e sorriu. Seu coração disparou ao vê-lo. 
Tinha sido assim nos últimos três anos, e ela sofreu ao pensar na possibilidade de não vê-lo nunca mais. 
Ela ainda teria uma noite com ele, mais uma chance, depois disso terminaria tudo. 
Saxon parecia cansado e abatido, e os sulcos em torno da boca estavam mais profundos.
 Mesmo assim, ela se encantou com a beleza dele, a pele bronzeada, o cabelo escuro e os olhos verdes. 
Ele nunca havia comentado sobre os pais dele, e agora ela se perguntava como seriam, que combinação de genes teria produzido tal colorido, mas esta era outra coisa que ela não poderia perguntar. 
Saxon tirou o paletó e o pendurou no armário, e, enquanto fazia isso, Anna foi até o bar e lhe serviu uma dose de uísque.
Ele pegou o copo de sua mão com um suspiro de reconhecimento e provou da bebida enquanto afrouxava o nó da gravata. 
Anna deu um passo atrás, sem querer incomodá-lo, mas seus olhos percorreram o peito musculoso dele e seu corpo logo se enrijeceu. 
— Foi bem de viagem? — ela perguntou. Falar sobre trabalho era sempre mais seguro. 
— Foi. Carlucci foi exagerado, exatamente como você disse. 
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domingo, 10 de fevereiro de 2013

Desperte Comigo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO





O amor deles sobreviveria a dura realidade? 

O acidente que deixou Blake temporariamente sem sentir as pernas também havia roubado sua vontade de viver. 
Seria necessário uma mulher cuja alma estivesse tão paralisada quanto a dele para trazê-lo de volta à vida. Dione Kelley era sua última chance... 
Ela sabia disso, e entendia o desafio que o caso dele apresentava.

No entanto, o que ela não imaginava era que, ajudando Blake a superar a desilusão e recuperar as forças, ela pudesse expor as próprias dores e despertar a cura de si mesma... 

Capítulo Um 

O oceano tinha um efeito hipnótico e Dione se entregou sem luta, observando pacificamente as ondas cor de turquesa rolarem sobre as areias de um branco absoluto. 
Não era uma pessoa preguiçosa, mas se contentou em ficar sentada no deque da casa de praia alugada, as pernas longas e bronzeadas esticadas e descansando sobre a grade, apenas observando as ondas e ouvindo o som pesado da água vindo e voltando. 
As gaivotas brancas entravam e saíam de seu campo de visão, seus gritos altos acrescentando uma nota dissonante à sinfonia do vento e da água. 
A direita, o enorme globo dourado do sol afundava na água, transformando o mar em fogo. 
Daria uma foto maravilhosa, mas não queria deixar sua cadeira e pegar a câmera. 
Tinha sido um dia glorioso e não fizera nada mais cansativo do que celebrá-lo caminhando na praia e nadando nas águas verdes, manchadas de azul, do golfo do México. 
Deus, que vida! Era tão doce, quase pecaminosa. Eram as férias perfeitas. 
Por duas semanas, caminhara pelas areias brancas como açúcar de Panamá City, Flórida, abençoadamente sozinha e preguiçosa. 
Não havia um só relógio na casa de praia, nem dera corda no de pulso desde que chegara porque o tempo não tinha importância. 
Não importava a hora em que se levantava, sabia que, se tivesse fome e não quisesse cozinhar, havia sempre um lugar perto onde podia conseguir alguma coisa para comer.
No verão, a Miracle Strip não dormia. 
Era uma festa vinte e quatro horas por dia que constantemente se renovava desde o fim do semestre escolar até o fim de semana do dia do trabalho, a primeira segunda-feira de setembro, que também marcava o fim do verão. 
Estudantes e solteiros que procuravam bons momentos os encontravam; famílias em busca de férias sem problemas também as encontravam; e cansadas executivas e outras profissionais, que queriam apenas uma oportunidade de relaxar e se livrar da tensão, a encontravam também, junto ao brilhante, ensolarado e tranqüilo golfo. 
Sentia-se completamente recuperada, quase renascida, depois das últimas duas deliciosas semanas. 
Um veleiro, tão brilhantemente colorido como uma borboleta, chamou sua atenção e o observou enquanto se dirigia preguiçosamente em direção à praia. 
Estava tão absorta olhando o veleiro que não percebeu o homem que se aproximava do deque até ele começar a subir os degraus e a vibração do piso de madeira alertá-la. 
Sem pressa, virou a cabeça, o movimento gracioso e tranqüilo, mas todo o seu corpo se preparou para a ação, apesar de não ter abandonado sua postura relaxada. 
Um homem alto e grisalho estava parado a olhando e seu primeiro pensamento foi o de que não pertencia ao ambiente. P.C., como a cidade de férias era conhecida, era uma área informal, relaxada. 
O homem estava vestido com um impecável terno de três peças e seus pés calçavam um luxuoso couro italiano. 
Dione pensou rapidamente que aqueles sapatos estariam cheios da areia solta que se infiltrava em tudo. 
— Srta. Kelley? — Perguntou, educado. As finas sobrancelhas negras se curvaram, perplexas, mas tirou os pés da grade, levantou-se e estendeu a mão para ele. 
— Sim, sou Dione Kelley. E você...? 
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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Além do Arco Íris

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Jane Hamilton Greer era apenas uma socialite ou uma espiã perigosa? A única certeza é que ela estava sendo mantida prisioneira, e o agente especial Grant Sullivan era o homem capaz de resgatá-la. 
Encontrá-la havia sido uma tarefa fácil, mas libertá-la seria algo bem diferente. 
Porém, durante o tempo em que permaneceram juntos, sentimentos de culpa e uma suposta inocência começaram a ser menos importantes do que a atração nascente.




Capítulo Um

Estava ficando velho demais para aquele tipo de coisa, pensou Grant Sullivan, irritado. 
Que diabos fazia ali agachado, quando prometera a si mesmo nunca mais pôr os pés em uma selva? 
Sua missão era resgatar uma debutante tresloucada da sociedade. Mas pelo que vira nos dois dias em que mantivera aquela fortaleza sob vigilância, chegara à conclusão de que ela não queria ser resgatada. 
Aparentava como se estivesse vivendo o momento da sua vida. 
Ria, flertava, deitava-se à beira da piscina no calor do dia. Dormia até tarde e bebia champanhe no pátio de pedra. Seu pai estava quase morrendo de preocupação, imaginando-a sofrendo torturas impronunciáveis nas mãos de seus captores. 
E, em vez disso, ela circulava ao redor como se desfrutasse de férias na Riviera. Com certeza não estava sendo torturada. 
Se havia alguém sendo torturado, pensou Grant, com uma ira crescente, esse alguém era ele. Os mosquitos o picavam, as moscas voavam ao seu redor, rios de suor escorriam-lhe pelo corpo e as pernas doíam pelo tempo que passava agachado. 
Fora obrigado a comer rações de combate novamente e havia esquecido o quanto as odiava. A umidade fazia todas as suas antigas feridas doerem, e possuía muitas. 
Sem dúvida, estava velho demais. Tinha 38 anos e passara mais da metade da vida envolvido em alguma guerra, em algum lugar. 
Estava cansado, tão cansado que no ano anterior optara por se afastar, não desejando nada, além de acordar na mesma cama todas as manhãs. Não queria companhia, conselhos ou qualquer outra coisa, exceto ser deixado sozinho. 
Quando se esgotava, se esgotava até o âmago. Não se retirara para as montanhas para viver em uma caverna, onde não havia outro ser humano para ver ou conversar, mas com certeza considerara tal possibilidade. 
Em vez disso, comprara uma fazenda decadente, no Tennessee, à sombra das montanhas, permitindo que a névoa em meio ao verde o curasse. 
Havia se afastado, mas, pelo visto, não o suficiente. Ainda sabiam como encontrá-lo. Sua reputação fazia com que determinadas pessoas tivessem necessidade de saber do seu paradeiro o tempo todo, supôs aborrecido. 
Sempre que um trabalho exigia experiência na selva, Grant Sullivan era chamado. Um movimento no pátio chamou sua atenção. 
Cauteloso, moveu uma folha larga alguns milímetros para clarear sua linha de visão. Lá estava ela, com um vestido de verão, saltos altos e um enorme par de óculos de sol protegendo-lhe os olhos. 
Carregando um livro e um copo com algo que parecia deliciosamente fresco, deitou-se com elegância em uma das espreguiçadeiras à beira da piscina. 
Aparentava estar preparada para passar a tarde abafada. Depois de acenar para os guardas que patrulhavam os fundos da fortaleza, piscou-lhes com um sorriso que provocava duas covinhas. 
Diabos amaldiçoassem aquela coisinha bonita e imprestável! 
Por que não podia ficar sob as asas do pai, em vez de se aventurar pelo mundo para provar o quanto era "independente"? 
Tudo o que havia provado era que esbanjava talento para se meter em problemas. Moça estúpida, pensou Grant. 
Talvez nem sequer percebera que era uma das personagens centrais de uma missão de espionagem, que contava com pelo menos três facções do governo e várias outras, todas hostis, lutando para encontrar um microfilme desaparecido. A única coisa que salvara sua vida até então era que ninguém tinha certeza do quanto ela sabia, ou se sabia de alguma coisa. 
Estaria envolvida nas atividades de espionagem de George Persall?, perguntou-se. 


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terça-feira, 29 de maio de 2012

Inferno

ROMANCE SOBRENATURAL
Série Raintree


Duzentos anos após terem sido derrotados pelos Raintree, os magos de Ansara estão de volta e querem vingança. 


Dante Raintree é o mais poderoso de seu clã, mas seu coração e sua lealdade são postos à prova com a presença de Lorna Clay, uma mulher que neutraliza sua capacidade de controle sobre o fogo. 
Porém, algo mais forte do que ele o impede de se afastar dela. Agora, Dante terá de enfrentar a maior batalha de sua vida, sem a certeza de que seus poderes serão suficientes para aniquilar os Ansara.


Capítulo Um 


Dante Raintree estava de pé com os braços cruzados, observando a mulher no monitor. 
A imagem estava em preto e branco, para mostrar melhor os detalhes; as cores distraíam o cérebro. Concentrou-se nas mãos dela, observando cada movimento que fazia, contudo, o que mais lhe chamou a atenção foi ela estar estranhamente imóvel. 
Não mudava de posição, não mexia nas fichas nem olhava para os outros jogadores ao seu redor. 
Ela espiou uma vez as suas cartas, depois não as tocou novamente, pedindo outra carta apenas com um bater da unha de um dos dedos na superfície da mesa. 
Contudo, só porque não parecia estar prestando atenção aos outros jogadores, não significava que estivesse tão distraída quanto parecia. 
— Qual é o nome dela? — perguntou. 
— Lorna Clay — respondeu o seu chefe de segurança, Al Rayburn. 
— E o seu nome verdadeiro? — A documentação confere. Se Al não a houvesse investigado, Dante teria ficado desapontado. 
Pagava muito dinheiro a Al para ser eficiente e meticuloso. 
— A princípio, pensei que estivesse contando cartas — Al comentou. — Mas ela não presta atenção o suficiente. — Ah, ela está prestando atenção sim — Dante murmurou. — Só que você não a nota prestando atenção. Um contador de cartas tinha de se lembrar de todas as cartas que eram jogadas. Supostamente, contar cartas era impossível, levando-se em consideração o número de baralhos utilizados pelos cassinos, contudo, nenhum cassino queria um contador de cartas jogando em suas mesas. De fato, havia aqueles indivíduos raros capazes de calcular as probabilidades mesmo com diversos baralhos. — Foi o que eu pensei também 
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Série Raintree
 1. Inferno
 2. Haunted
 3. Santuario

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Missão Mackenzie

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Mackenzie








Tal como o pai, o piloto de combate Joe Mackenzie era tão indomável quanto o vento. 
Uma vida pacata não fazia parte de seus planos, e não lhe passava pela cabeça desistir de um desafio — e a bela especialista em laser Caroline Evans era o maior deles.
Caroline era brilhante, linda e determinada a manter uma distância segura de quem quer que fosse. Joe, no entanto, tinha outra missão em mente... e estava pronto para enfrentá-la sem demora. 

Capítulo Um 

Ela era a coisa mais linda que jamais vira: rápida, macia e mortal. Só de olhá-la seu coração batia mais rápido. 
Mesmo no hangar, com os motores frios e os pneus travados, dava a impressão de pura velocidade. 
O coronel Joe Mackenzie tocou a fuselagem com os dedos longos, acariciando-a com o toque de um amante. 
A superfície metálica escura da estrutura possuía uma textura diferente de todos os aviões que já voara. 
E essa diferença o hipnotizava. Ele sabia que era devido ao revolucionário composto de termoplásticos, grafite e seda de aranha industrial, que era muito mais forte e flexível do que o aço. 
O intelecto lhe dizia isso, porém a emoção o fazia sentir que ela estava viva. 
Não parecia feita de metal. Talvez fosse a seda de aranha, mas ela não era fria ao toque como as outras aeronaves. 
Programas de desenvolvimento geralmente recebiam codinomes que não refletiam sua natureza. Por essa razão, o projeto anterior, SR-71 Blackbird, recebeu o codinome de "Oxcart". 
Aquele pássaro em especial, um caça tático de segunda geração, possuía o codinome incomumente revelador de "Asas da Noite". 
Quando entrasse em produção, receberia algum nome mais "adequadamente macho", como Águia F-15, ou Falcão F-16, mas para o coronel Mackenzie ela era apenas "Baby". Havia, na verdade, cinco protótipos, e ele chamava a todos de "Baby". 
Os pilotos de teste, por ele selecionados e comandados, reclamavam que ela era voluntariosa com eles graças aos mimos do coronel. Mackenzie lançava-lhes seu lendário olhar azul gélido e respondia: — É o que dizem todas as minhas mulheres.
— Seu rosto permanecia sem expressão, deixando os homens sem saber se era verdade ou piada. Todos, porém, suspeitavam ser verdade. 
Joe Mackenzie já pilotara inúmeros jatos, mas Baby era especial. 
Não apenas por sua estrutura e potência, mas pelo sistema de armas. Ela era de fato revolucionária. 
E pertencia a ele. Como chefe do projeto, era sua responsabilidade desenvolver as qualidades dela ao máximo para que entrasse em produção o mais breve possível. 
Isso se o Congresso subsidiasse, mas o brigadeiro Ramey estava confiante que não haveria problema. A empresa construtora se mantivera dentro do orçamento ao contrário do fiasco do A-12 na década anterior. 
Por muito tempo a tecnologia da invisibilidade fora limitadora da agilidade e potência do avião de caça, até que o advento do supercruise deu fim a alguns problemas de potência. Baby, no entanto, era ágil e invisível. Sua propulsão vetorial permitia manobras muito mais ousadas, além de alcançar velocidade muito maior do que qualquer outro caça. Em supercruise, ela chegava a Mach2, e a Mach3 com a pós-combustão. E seu sistema de armas utilizava lasers ajustáveis, LA, um acrônimo que algum dia revolucionaria a guerra. Mackenzie sabia que estava fazendo história. Os lasers vinham sendo utilizados em sistemas de mira, para guiar mísseis a um alvo selecionado. Todavia, pela primeira vez estavam sendo usados como armas propriamente ditas. 
Os cientistas haviam finalmente desenvolvido uma fonte de energia controlável para os lasers de raio X, combinando-a com uma ótica sofisticada. 
Os sensores nos capacetes dos pilotos permitiam que se detectasse um míssil, alvo ou inimigo em qualquer direção, e o sistema de rastreamento ajustável seguia a orientação dos sensores. 
Por mais que os aviões inimigos executassem manobras mirabolantes, não conseguiriam escapar. Um alvo precisaria ser mais veloz do que a luz para ser capaz de fugir.
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Série Mackenzie
1-A Montanha dos Mackenzie
2-Missão Mackenzie
3-O Prazer do Mackenzie
4-O encanto da montanha 
5-Jogo do acaso

sábado, 5 de novembro de 2011

Coração Eterno

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Dueto Eterno







Em fração de segundos as pessoas que ele mais amava não existiam mais...

Um trágico acidente tomou de Rome Matthews seus bens mais preciosos: Diane, sua esposa, e os dois filhos.

E deixou Sarah Harper sem sua melhor amiga.

Nos dois anos que se seguiram à tragédia, Sarah desejava se aproximar de Rome, mas ela sabia que deveria guardar para si seu maior segredo: sempre fora apaixonada por ele.
Agora, contudo, Rome precisa dela.
E, ainda que o coração dele pertença eternamente a outra mulher, Sarah aceita ser sua esposa, sabendo que tudo tem um preço, inclusive o amor.
Ela acredita que na vida há sempre uma segunda chance, e um acontecimento inesperado lhe dá esperanças de que seu casamento por conveniência se torne uma verdadeira união.
Continuará Rome lutando contra os próprios desejos ou finalmente cederá ao poder do amor?

Capítulo Um

Era o fim de uma longa semana e Sarah sabia que devia ir para casa, mas o simples pensamento de enfrentar o forte calor do fim de agosto era o bastante para mantê-la sentada na cadeira com o ar-condicionado central ligado à temperatura máxima.
O expediente havia se encerrado.
Ela virará a cadeira e passara os últimos 15 minutos contemplando a paisagem através da janela, relaxada demais para perceber que estava ficando tarde.
O sol há muito havia se posto e as estruturas dos deslumbrantes arranha-céus de vidro e aço de Dallas delineavam-se contra um céu de bronze, o que significava que perdera o noticiário das 6h novamente.
Era sexta-feira à noite.
Seu chefe, o sr. Graham, deixara o escritório uma hora atrás.
Não havia nenhuma razão para não se unir ao êxodo de pessoas nas ruas, contudo se sentia relutante em ir para casa.
Esforçara-se muito para transformar seu apartamento em um lar o mais confortável possível, mas, ultimamente, a solidão que sentia lá dentro a assombrava.
Podia enchê-lo com música, alugar um filme e assisti-lo no vídeo, relaxar lendo um livro e fingir que estava em qualquer outro país do mundo, mas ainda assim estaria só.
Nos últimos tempos, estava se tornando um estado de isolamento, em vez de solidão.
Talvez fosse o tempo, pensou esgotada.
O verão abafado afetava a todos, mas no fundo sabia que não era o calor que a estava aborrecendo.
Era a sensação inevitável de tempo passando.
Logo o verão cederia lugar a outro outono.
Tinha a impressão, mesmo com o forte calor, que podia sentir o frio do inverno nos ossos.
Era mais que o simples transcurso de outra estação.
Era sua própria mocidade escapulindo, escoando inexoravelmente pelas suas mãos.
Os anos passaram e ela se dedicara apenas ao trabalho, porque não havia mais nada. Agora percebia que todas as coisas que desejara na vida passaram por ela.
Não desejava riqueza ou bens materiais.
Desejava amor, um o marido, filhos, uma casa repleta de risadas e segurança, coisas que nunca tivera quando criança.
Havia parado até mesmo de sonhar com elas, percebeu, o que era o mais triste de tudo. Entretanto, nunca tivera uma chance de fato.
Apaixonara-se pelo homem que não pôde ter e pelo visto era uma dessas mulheres que só amam uma vez na vida.
Nesse instante, o telefone tocou.
Uma leve carranca franziu seu cenho ao alcançar o receptor.
Quem estaria ligando para o escritório àquela hora?
— Sarah Harper — disse ela num tom vivido.
— Sarah, é Rome.
Seu coração deu um salto, ficando preso na garganta.
Não precisava ouvir o nome dele para saber quem estava do outro da linha.
Conhecia aquela voz tão bem quanto a sua e o sotaque apressado, que não melhorara, apesar dos anos no sul, sempre o denunciaria.
Mas ela engoliu em seco, endireitou a espinha e fingiu tratar-se de apenas outra chamada empresarial.
— Sim, sr. Matthews?
Ele emitiu um som impaciente.
— Droga, não me chame assim! No escritório, tudo bem, mas isto... não se trata de negócios.

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1- Coração Eterno
2- Quase Eterno

terça-feira, 4 de outubro de 2011

A Montanha Dos Mackenzie

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Mackenzie




Ruth, uma cidade pequena do Wyoming, está prestes a aprender algumas lições com a nova professora local. 
Para começar, Mary Elizabeth Porter está decidida a convencer o jovem Joe Mackenzie a voltar para a escola. Mas Joe e seu pai, Wolf Mackenzie, sofrem o preconceito dos habitantes de Ruth por serem metade índios e metade brancos. 

Além de todos os obstáculos morais, Mary enfrenta também a natureza inóspita da montanha dos Mackenzie e, em meio a uma forte nevasca, segue para a fazenda deles. No meio do caminho, encontra Wolf. 
Agora, Mary sabe que também terá de amaciar o coração amargurado de Wolf e ensiná-lo a maior de todas as lições da vida: a capacidade de amar e de se deixar ser amado.

Capítulo Um

Ele precisava de uma mulher. Muito. Wolf Mackenzie teve uma noite irrequieta, a lua cheia lançando sua luz sobre o travesseiro vazio a seu lado. 
O corpo doía de tanto desejo, com a necessidade física de um homem saudável, e o passar das horas apenas aumentava sua frustração. 
Finalmente, levantou-se da cama e andou nu até a janela, o corpo forte e grande movendo-se com charme e flexibilidade.
O piso de madeira estava gelado contra seus pés descalços, mas ele deu as boas-vindas ao desconforto, uma vez que isso ajudava a esfriar o intenso desejo que lhe esquentava o sangue. 
O brilho do luar entalhava os ângulos de seu rosto, testemunha viva de sua hereditariedade. 
Mais do que os espessos cabelos pretos, usados na altura dos ombros, ou ainda os olhos negros com pálpebras pesadas, suas feições definitivamente o proclamavam indígena. 
Eram as maçãs do rosto salientes e a testa larga, os lábios finos e o nariz elevado. 
Menos óbvia, mas não menos forte, era a herança celta, herdada de seu pai, apenas uma geração atrás, proveniente da região montanhosa da Escócia. 
Aquilo havia refinado suas feições indígenas herdadas da mãe, dando-lhe feições limpas e de corte afiado. 
Em suas veias corria o sangue de duas das civilizações mais guerreiras na história do mundo, comanche, uma tribo indígena norte-americana, e celta. 
Tinha nascido guerreiro, um fato logo descoberto pelos militares quando ele se alistou no exército. Wolf também era um homem sensual. 
Conhecia bem a própria natureza e, embora a controlasse, havia vezes em que precisava de uma mulher. Geralmente visitava Julie Oakes nessas ocasiões. 
Era uma mulher divorciada, vários anos mais velha, que vivia numa cidade pequena a oitenta quilômetros de distância. 
O caso deles já durava cinco anos. Nem Julie nem Wolf estavam interessados em casamento, mas ambos tinham necessidades físicas e se gostavam. Wolf tentava não visitá-la com muita freqüência, e tomava cuidado para nunca ser visto entrando na casa dela. 
Indiferente, aceitava o fato de que os vizinhos ficariam ultrajados se soubessem que ela dormia com um indígena. 
O dia seguinte seria sábado. 
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Série Mackenzie
1-A Montanha dos Mackenzie
2-Missão Mackenzie
3-O Prazer do Mackenzie
4-O encanto da montanha 
5-Jogo do acaso

Quase Eterno

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Dueto Eterno




Claire Westerbrook não podia acreditar que se tornara o alvo das atenções de Max Conroy, um homem charmoso, bem-sucedido... e interessado em usá-la para ter informações privilegiadas sobre sua futura aquisição: a empresa em que ela trabalhava como secretária.

Claire jamais deixara alguém se aproximar tanto quanto Max...
Porém, estava decidida a não permitir que ele a iludisse, apesar da forte paixão que sentia.
Seria Max capaz de traí-la em nome da riqueza e do poder?
Ou cederia aos apelos de seu coração, agora cativo de Claire?

Capítulo Um

Anson Edwards estava sentado sozinho num grande escritório luxuoso, tamborilando os dedos sobre a mesa enquanto refletia sobre as forças de seus dois braços-direitos, calculando qual dos dois seria melhor para enviar a Houston.
Sua própria força era sua habilidade de analisar de forma rápida e precisa, entretanto, naquele caso, não queria tomar uma decisão precipitada.
Sam Bronson era um enigma, um homem que jogava com as cartas próximas ao peito; não poderia, ser subestimado.
O instinto dizia a Anson que uma tentativa pública de tomar o poder da companhia de ligas metálicas fracassaria, que Bronson era astuto o bastante para esconder seus bens. Anson tinha de descobrir que bens eram esses, e seus valores, antes que pudesse realisticamente esperar vitória em sua tentativa de tomar o controle de Bronson Alloys sob a proteção corporativa de Spencer-Nyle.
Ele sabia que poderia to¬mar o controle simplesmente oferecendo muito mais do que a companhia valia, mas esse não era o jeito de Anson.
Ele tinha uma responsabilidade para com os acionistas de Spencer-Nyle e não era impulsivo.
Faria o que fosse necessário para tomar a companhia de Bronson, porém, não mais.
Poderia colocar uma equipe de investigadores no trabalho, mas isso alertaria Bronson, que se recebesse qualquer tipo de aviso, talvez usasse de ações evasivas que se arrastariam por meses.
Anson não queria isso; queria que tudo acabasse rapidamente.
A melhor opção seria um homem, um homem em quem ele podia confiar em qualquer situação.
Confiava completamente tanto em Matthews quanto em Max Conroy, mas qual deles seria o melhor para o trabalho?

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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

O Véu Da Noite

ROMANCE CONTEMPORÂNEO








A planejadora de casamento Jaclyn Wilde é uma dama de classe A.

Isso é, o que o Detetive Eric Wilder pensa quando ela entra em buraco que ele chama de bar, onde habitualmente está acostumado a frequentar, para uma noite que necessitava muito de bebida após o trabalho.
Este encontro foi seguido por uma noite impetuosa e magnífica de sexo que os deixaram desejando saber se fora só um encontro de uma noite.

Antes que eles pudessem descobrir qualquer coisa, Jaclyn é considerada suspeita do assassinato de uma de suas clientes, uma Bridezilla furiosa, e foi assassinada logo após elas terem uma discusão explosiva.

Eric teve que permanecer impessoal e profissional para limpar o nome de Jaclyn, mas ela está muito magoada pelo seu tratamento frio para entender seus motivos.

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sábado, 10 de setembro de 2011

Jogo Do Acaso

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 








Ela é sua única esperança... O agente secreto Chance Mackenzie precisava capturar um terrorista muito perigoso e arisco. 

Para isso, sabia que a melhor maneira de atraí-lo seria usando a filha do homem, Sunny Miller, como isca. 
Nem mesmo a questionável inocência de Sunny iria fazê-lo desistir de seduzi-la, embora ganhar sua confiança fosse algo praticamente impossível. 
Mas o que não estava nos planos de Chance, apesar de toda sua experiência e treinamento, era achar difícil não reparar na beleza de Sunny. 
Logo Chance descobriu que Sunny não estava fugindo dele, pelo contrário, precisava de sua proteção e queria seu amor. 
Mas, para protegê-la, ele teria de lhe contar a verdade sobre a missão e sobre o que ela havia causado em seu coração! 

Capítulo Um 

 Chance adorava motocicletas. 
O motor rugia potente enquanto conduzia a besta metálica em alta velocidade pela estradinha tortuosa, com os cabelos ao vento, o corpo inclinado para a frente de modo a se tornarem apenas um, o homem e a máquina. 
Nenhuma motocicleta no mundo se comparava a uma Harley, com aquele ronco entrecortado que fazia vibrar todo seu corpo. 
Correr de moto sempre o excitava, numa reação visceral à velocidade e potência da máquina que muito o divertia.
 O perigo atraía. Todo guerreiro sabia disso, embora não costumassem abordar o tema nas revistas e nos jornais de domingo. Seu irmão Joe reconhecia que aterrissar um caça em um porta-aviões sempre o excitava. 
— É quase um orgasmo — comparou. Joe, também piloto de aviões, abstinha-se de comentários, mas sempre sorria perspicaz. Zane e Chance já haviam sobrevivido a situações tensas, em geral envolvendo disparos de arma de fogo, apenas por terem desejado se deitar com uma mulher. 
Em Chance, a necessidade sexual manifestava-se feroz às vezes. 
Seu corpo saturava-se de adrenalina e testosterona, acendendo-o, fazendo-o ansiar por um corpo macio de mulher no qual pudesse se enterrar e liberar toda a tensão. 
Infelizmente, sempre tinha que esperar, até se ver em local seguro, talvez em outro país, até encontrar uma mulher disponível e desejosa à mão e, principalmente, até esfriar o bastante para se comportar de modo relativamente civilizado. 
Mas, por ora, eram só ele e a Harley, o doce ar da montanha contra o rosto, mais aquele misto de alegria e medo por voltar para casa. 
Se o visse pilotando a moto sem capacete, a mãe lhe arrancaria o couro, por isso levava o acessório bem preso atrás do banco, para colocar em algum ponto da subida da montanha. 
O pai não se deixaria enganar, mas não diria nada.
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Série Mackenzie
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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Matar Por Prazer

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Muito suspense


Leal. Bela. Profissional. Impecavelmente organizada. Potencialmente letal.

Sarah Stevens é uma mulher com diversas qualidades.
Acima de qualquer coisa, uma excelente mordoma.
Capacitada para administrar a rotina de mansões com destreza e eficiência, Sarah também é guarda-costas, motorista e atiradora experiente, indispensável para o juiz Roberts, um homem gentil e refinado por quem tem profundo carinho respeito.
Até que, certa noite, consegue impedir um assalto na residência do seu patrão, num ato de coragem que rende a ela “quinze minutos de fama” na imprensa local.
Mas a exposição é o suficiente para atrair a atenção de um homem perturbado que, sem ela saber, fará qualquer coisa para possuí-la.

Capítulo Um

O ventilador de teto parou de funcionar.
Sarah Stevens estava tão acostumada com o barulho que sua ausência a fez despertar imediatamente.
Ela abriu um dos olhos na direção do relógio digital, mas não encontrou os números vermelhos. Piscou, esforçando-se para acordar, e percebeu o que havia acontecido.Estavam sem eletricidade. Que ótimo.
Deitou-se de costas, atenta.
A noite estava silenciosa; não ouviu qualquer trovão que indicasse a chegada de uma tempestade de primavera, o que teria explicado a falta de energia.
Não tinha o hábito de fechar as cortinas à noite, uma vez que as janelas de seu quarto davam para um muro, oferecendo-lhe privacidade, e pôde ver o fraco luar.
Não chovia e, além disso, o céu não estava nem um pouco nublado.
Talvez um transformador tivesse pifado.
Ou um acidente de carro poderia ter derrubado um poste.
Várias coisas poderiam ter causado o problema.
Respirando fundo, ela sentou-se e procurou pela lanterna que mantinha sobre o criado-mudo.

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quarta-feira, 15 de junho de 2011

Em Mundos Diferentes

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Grant Sullivan é um agente secreto aposentado que aceitou o encargo de libertar à filha de um rico homem de negócios retida em um país da América Central.

Jane Greer se viu envolvida em um assunto de espionagem.
Suspeita de ter em seu poder um valioso microfilme, é sequestrada pelo chefe do serviço secreto daquele país.

Grant e Jane terão que atravessar a selva e cruzar a fronteira tentando escapar da perseguição de seus inimigos ao mesmo tempo em que se vêem surpreendidos pela paixão que nasce entre eles.

Capítulo Um

Já estava velho para esse tipo de tolices, pensou Grant Sullivan irritado.
Que diabos estava fazendo aqui, escondido, quando tinha prometido a si mesmo que nenhuma vez mais voltaria a pisar em uma selva?
Supunha que resgatando a esse cérebro de mosquito da boa sociedade, mas pelo que tinha visto nos dois dias em que tinha tido sob vigilância essa fortaleza oculta na selva, cabia a possibilidade de que ela não queria ser resgatada.
Parecia que estava se divertindo, rindo, paquerando, indo à piscina quando o sol estava mais alto, deitando-se tarde e bebendo champanhe no pátio ladrilhado.
Seu pai estava quase louco de preocupação por ela, pensando que estava sob torturas inexprimíveis de seus captores e em lugar disso, estava deitada ao sol vadiando como se estivesse de férias na Reviera.
O que era verdade é que não a torturavam. Se alguém estava sendo torturado, pensou Grant com ira, era ele.
Os mosquitos o comiam, as moscas lhe picavam, estava suando demais, e suas pernas lhe doíam por estar tanto tempo na mesma postura.
Teve que se alimentar de novo de rações de acampamento, e já se esqueceu de quanto odiava as rações de acampamento.
A umidade fazia que todas suas antigas feridas lhe doessem, e tinha um montão de antigas feridas. Não havia lugar a dúvidas: definitivamente já estava muito velho para isso.
Tinha trinta e oito anos, e tinha passado meia vida envolvido em alguma guerra em algum lugar do mundo.
Já estava cansado, o suficientemente cansado para ter abandonado tudo fazia um ano, só queria despertar na mesma cama a cada manhã.
Não tinha querido companhia ou conselho ou qualquer outra coisa, exceto que o deixassem sozinho no inferno.
Quando se queimou, queimou-se até a medula.

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sexta-feira, 25 de março de 2011

Segredos Da Noite

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Faith Devlin sempre tinha adorado de longe o rico e charmoso Gray Rouillard.
Mas naquela calorosa noite sulina em que o rico e respeitado pai de Gray desapareceu com a bela mãe de Faith, foi ele quem a expulsou de suas terras e lhe rasgou o coração com seus insultos.
Quando Gray se inteira de que Faith retornou, só pensa em uma coisa: voltar a expulsá-la.

Gray planeja usar o poder dele para arruinar Faith, apesar do desejo dele por ela.
E depois que ele a chama de "lixo branco" ela também quer odiá-lo, apesar dos seus
sentimentos por ele, Faith só quer detestá-lo..., não sentir uma poderosa atração por ele.
Mas extinguir sua paixão é tão impossível como ocultar a verdade do passado que tanto tinha desejado conhecer.

Capítulo Um

Era um bom dia para sonhar. Caíam as últimas horas da tarde, o sol projetava sombras alongadas quando conseguia abrir-se passo entre as densas nuvens, mas em sua maior parte a luz dourada e translúcida ficava presa nas copas das árvores e deixava o leito do bosque sumido em misteriosas sombras.
No ar do verão, quente e úmido, flutuava o perfume rosado e adocicado do néctar de
madressilva, misturado com o rico aroma marrom da terra e da vegetação podre, além do penetrante aroma de verde das folhas.
Para Faith Devlin, os aromas tinham cor, e desde que era pequena se entretinha pondo cores aos aromas que recebia a seu redor.
A maioria das cores eram óbvias, extraídos do aspecto que tinha cada coisa. Naturalmente, a terra cheirava a marrom; é obvio, aquele aroma fresco e forte das folhas era verde em sua mente.
O toronja cheirava amarelo brilhante; nunca tinha comido toronja,mas em certa ocasião tinha pego um na fruteira e tinha farejado sua pele, hesitante, e o aroma tinha explorado em suas papilas gustativas, azedo e doce de uma vez.
Resultava-lhe fácil pôr cor ao aroma das coisas na mente; em troca, a cor dos aromas das pessoas era mais difícil, porque as pessoas não eram nunca uma só coisa, a não ser diferentes cores mescladas entre si.
As cores não significavam o mesmo nos aromas das pessoas que nos das coisas.
Sua mãe, Renée, despedia um aroma vermelho profundo e picante, com algumas voltas de preto e amarelo, mas o vermelho picante quase esmagava todos as outras cores.

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