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quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Ama-me, porque te Amo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Com o coração ferido, Cassidy não podia amar outra vez.

Cassidy começava a derreter-se de prazer nos braços de Reid Cavanaugh, quando se deu conta de seu gesto impensado. 
Por mais que ele a deixasse louca de desejo, não podia entregar-se à paixão sem se torturar. 
Uma vez, tivera tudo na vida e perdera: o homem a quem amara e o filho que não nascera. Poderia arriscar-se com um novo amor?
Melhor seria tentar. E se Reid fosse a chance que precisava para curar seu coração dilacerado pelas cicatrizes do passado?
Capítulo Um

O sol banhava o topo da ampla escadaria, mas o casarão de estrutura de madeira ainda estava em silêncio. As garotas que tinham aula cedo já estavam na universidade; o resto, como sempre, ainda dormia quando Cassidy Adams saiu do pequeno apartamento de dois cômodos reservado para a orientadora do alojamento e desceu para a sala de jantar.
Uma moça, que vestia roupas caras e tinha a maquilagem perfeita, levantou os olhos da torrada integral e suspirou, lamentosa.
— Qual é o problema, Heather? — Cassidy perguntou, servindo-se de café.
— Você.
— Mas acabei de levantar!
Cassidy pegou uma tigelinha de salada de frutas, pôs dois brioches no prato e sentou-se à cabeceira da mesa.
— É isso que me incomoda! Todas as garotas deste alojamento perdem metade de um dia para ficar com boa aparência é em apenas cinco minutos da manhã você nos pões no chinelo! Não é justo! Tudo o que você tem de fazer com seu cabelo é passar uma escova... e como conseguiu esse brilho e esses cílios maravilhosos, então...
— Com uma maravilhosa invenção: o rímel — Cassidy interrompeu, cobrindo a saia com o guardanapo.
— Aposto como comprou sua roupa numa liquidação — Heather continuou, amarga. — E está com um aspecto muito melhor do que tudo o que tenho em meu guarda-roupa!
— Acho que estaria se sentindo melhor se comesse melhor — Cassidy respondeu.
— Engordei um quilo na semana passada! Se continuar assim, não vou caber no meu vestido de formatura e menos ainda no vestido para o baile da primavera. Você sabe que metade dos rapazes que vêm aqui estão mais interessados em ver você do que o resto das meninas?
— Heather, você sabe que eu nunca encorajei esse tipo de comportamento — Cassidy protestou.
— E nem precisa. Parece que você vive envolvida numa nuvem de paz, apesar de todos os problemas que surgem em volta. Isso me deixa louca. Como aprendeu a ser assim?
— Não sei do que está falando — Cassidy respondeu, sorrindo. Ouviu-se alguém descendo as escadas correndo e uma garota ainda de camisola entrou na sala.
— Cassidy, a Melanie emprestou minha blusa rosa-choque para sair com o namorado ontem à noite e agora a frente está toda manchada. Veja só! — a garota disse, atirando a blusa para Cassidy.
Cassidy controlou-se. Mais uma manhã normal no alojamento Alfa Qui!
— Já perguntou a Melanie o que aconteceu, Laura?
— Não... a preguiçosa ainda está dormindo. Também, só voltou bem depois do horário de silêncio!
— Eu sei. Fui eu que abri a porta para ela — Cassidy respondeu. — Melanie foi muito atenciosa em lhe devolver a blusa antes de ir dormir, não foi?
— Bem, na verdade eu entrei no quarto dela e peguei agora a pouco— Laura admitiu, baixando a cabeça.
— É? Eu pensei que estava combinado que nenhuma garota invadiria o quarto da outra — Cassidy disse, levantando-se. — Tenho certeza de que você e Melanie vão chegar a um bom acordo, Laura. Discutir seus problemas entre si é melhor do que levar o assunto para o conselho, não acha?
Já estava quase na porta da cozinha quando ouviu Heather resmungar:
— E ela ficou acordada até de madrugada! 

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Marido por Acaso

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Ele era um pai solteiro… Ela, a mulher ideal!

Guilherme Copeland não tinha problemas em gerenciar um negócio de sucesso, mas, como um bom pai solteiro com uma adorável filhinha de quinze meses de idade, realmente encontrava problemas em lidar com todas as mulheres que pareciam estar determinadas a se casar com ele!
O que Guilherme precisava para desviar as atenções?
Uma esposa de aluguel! 
Margheritte era perfeita para isso… e estava precisando de dinheiro.
Mas tão logo Margheritte recebeu sua aliança e pegou sua filhinha nos braços, Guilherme começou a desejar que aquilo não fosse um arranjo temporário!

Capítulo Um

O som da risada alegre de uma criança ainda pequena preenchia a sala. Guilherme ergueu-se nos cotovelos para olhar melhor a menininha que, vestida num pijama de bolinhas, estava deitada de costas no felpudo tapete oriental diante da janela.
Baixando a cabeça, ele mais uma vez brincou, tentando fazer cócegas em sua barriga, enquanto a garota ria ainda mais alto, agarrando-se a seus cabelos.
Numa poltrona próxima, uma mulher de branco observava a cena, sem sorrir. Impaciente, acabou por sugerir:
— Sr. Copeland, acredito que já esteja na hora de colocar Annebelle para dormir.
Guilherme pensou por instantes antes de responder. Não se importava com o adiantado da hora, e sabia que Annebelle, com certeza, também não.
— Vejo minha filha apenas vinte minutos por dia, sra. Wilson — observou, por fim. — Será que não poderíamos adiar seu momento de ir para a cama?
A expressão da sra. Wilson era sisuda.
— Bem, eu diria que o senhor já fez isso. — Fez um esgar de desagrado. — Já a agitou tanto que vou levar mais de uma hora para fazê-la aquietar-se de novo.
Guilherme respirou fundo, jurando para si mesmo que, no dia seguinte, conseguiria sair do escritório mais cedo, não importando quais fossem as consequências.
— Está certo, sra. Wilson. — Entregou a ela a menina.
— Muito bem, Annebelle, a brincadeira acabou. Dê um beijo no papai antes de ir repousar.
Os olhos grandes de Annebelle, muito semelhantes aos de sua mãe, pareceram entristecer-se. Guilherme abraçou-a e levantou-se com ela nos braços, beijando-a várias vezes, e depois entregando-a à enfermeira, que fazia vezes de babá. Ficou, depois, observando-as afastarem-se pelo piso frio de mármore até a grande escadaria, onde, aos poucos, desapareceram em direção ao andar superior da residência.
A mulher miúda que se encontrava sentada junto à lareira não deixou de admirar as chamas. A luz trêmula provocada por elas criava espectros estranhos em seu rosto enrugado.
— Não sei como consegue suportar essa mulher — murmurou ela, referindo-se à sra. Wilson.
— Porque ela é a melhor enfermeira e babá do condado. — Guilherme não disfarçava a contrariedade. Camila Copeland suspirou ao replicar:
— Não sei quem foi que lhe disse isso…
— A sra. Wilson me foi muito bem recomendada.
— É rígida demais.
— Vovó, eu mesmo já ouvi você dizer que toda criança precisa ter horários…


segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Nossos Melhores Planos

ROMANCE CONTEMPORÂNEO







A noiva disse "sim". O noivo disse "não". O casamento se realizou dez anos depois.

Penn Caldwell estava de volta, depois de dez anos de perambulações pelo mundo. O charmoso, divertido e fascinante Penn Caldwell... O homem que fora o amor de Kaitlyn Ross, quando garota, mas que a abandonara.
Mesmo desiludida, Kaitlyn construíra uma nova vida. Era agora uma bem-sucedida consultora na área de organização de cerimônias e festas de casamento. E estava noiva de um outro homem, tão diferente de Penn Caldwell como o dia da noite. Mas o obstinado, o audacioso, o enlouquecedor Penn Caldwell estava de volta... Disposto a se casar com Kaitlyn e fazê-la esquecer-se das tristezas do passado!

Capítulo Um

Pequenos ruídos se faziam ouvir pela igreja: os suaves acordes de uma canção de amor ao órgão, os murmúrios abafados da congregação, uma ou outra tosse ocasional e os movimentos dos retardatários ao se sentarem.
Sob os sons superficiais, porém, havia um clima de expectativa entre todos os presentes, que Kaitlyn aprendera a reconhecer.
No início o fato a irritara. Era quase como se os convidados estivessem esperando que um dos noivos desistisse.
Mais tarde, descobrira que os últimos momentos, antes da entrada da noiva, eram sempre assim.
Colocou-se silenciosamente em um ângulo escondido do altar, onde quase ninguém poderia vê-la, a fim de se certificar de que estava tudo em ordem.
Não era sua intenção se exibir, é claro, e muito menos se sobressair à noiva, por esse motivo escolhera um vestido marrom-café bem simples e um colar de apenas uma volta.
Aquele era o lugar perfeito para se observar, sem ser observada, e ela aproveitou para olhar todo o interior da igreja de St. Matthew. As fitas de cetim que envolviam os bancos estavam bem passadas. As velas queimavam solenemente. As flores estavam viçosas sobre os vasos de colunas, em tons de pêssego.
Elff se sentia aliviada por ter conseguido mudar a opinião de Ângela e especialmente da mãe de Ângela, no sentido de desistirem de tons escuros na ornamentação. Afinal estavam em pleno verão!
Terminada a inspeção, Kaitlyn deu uma espiada na sacristia para se certificar de que o noivo continuava lá. Satisfeita, desceu os degraus e caminhou por entre as naves, onde cumprimentou vários amigos e clientes, inclusive Audrey Ross, sua mãe, que lhe enviou um sutil sinal positivo com o dedo.
Para encorajá-la?, Kaitlyn pestanejou, surpresa. Para quê? Aquele casamento seria uma beleza. O que poderia dar errado àquela altura? De qualquer forma, fora um gesto simpático, quer fosse necessário ou não.
Estava quase chegando ao fundo da igreja quando o viu.
Ele estava sentado no último banco, como se tivesse resolvido participar da cerimônia no último momento, sem querer ser visto. Só que sua presença não passara despercebida, ao menos por duas mulheres. Ela agora entendia por que a mãe lhe enviara o pequeno sinal de apoio.
Não deveria ter se surpreendido tanto, reprovou-se. Havia algo de anormal em Penn querer assistir ao casamento de sua prima?
Penn Caldwell. O fascinante, engraçado e charmoso Penn Caldwell. O também obstinado e egoísta Penn Caldwell, que nunca conseguiria se prender a um único lugar e a uma única mulher.
Dez anos haviam se passado desde que partira pelo mundo.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Amor Imperfeito

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
A paixão, quando acontece, não conhece barreiras! 

Com o coração descompassado, Laura vê Justin se levantar para reavivar o fogo na lareira. 
Então, em vez de voltar para junto dela, ele se deita no sofá, com ar distante, pensativo. Decepcionada, Laura procura uma explicação para o comportamento de Justin. 
Haviam se casado naquela tarde e, depois de jantar num restaurante francês, voltaram para casa e se amaram no tapete da sala. 
De repente, Laura se dá conta de que, no auge do prazer, gritara o nome de Clay, o marido de sua irmã!


Capítulo Um

"Será que nunca vou chegar?", pensou Laura. 
Naquela manhã, em especial, o trânsito estava muito lento. Pouco mais tarde que de costume, estacionou o carro diante do suntuoso edifício que abrigava a Justin Abernathy Advogados. Saiu apressada, ajeitando o suéter que trazia sobre os ombros. Por certo, no início de março o clima em Phoenix era mais agradável do que na maioria das cidades, mas as manhãs e noites eram frias. 
— Frias!? — Resmungou. "Você desfruta desse clima maravilhoso há menos de um ano e já está mal-acostumada. Em Green Bay, sim, deve estar até nevando. E você... reclamando por usar um suéter de manhã! Adoraria a neve, o gelo e o frio, se pelo menos pudesse voltar para casa", pensou. 
Endireitou os ombros. "Seu lar agora é aqui", disse a si mesma. "Afinal, lar não é uma cidade, um bairro, uma casa... Mas o lugar onde se é livre, sem fingimentos, desculpas ou falsos sorrisos. No lar se pode chorar sem ter de dar explicações." E Green Bay nunca mais seria seu lar. Não enquanto Shelley estivesse lá. Shelley e Clay. A recepcionista ergueu os olhos da correspondência que separava e sorriu.
— Difícil eu chegar mais cedo que você, Srta. McClenaghan. Está aproveitando para descansar um pouco enquanto o Sr. Abernathy está fora da cidade? Laura sorriu. 
— Não exatamente. Essa é toda a correspondência? A outra jovem espirrou e balançou a cabeça. 
— Acabo de encontrar outra carta perfumada debaixo dessa pilha. — Juntou o envelope azul às demais cartas do Sr. Abernathy e espirrou novamente. 
— Começo a desconfiar que seja alérgica a perfumes. 
— Bem, nem todas as cartas do Sr. Abernathy chegam impregnadas de perfume barato. 
— Oh, não — concordou a recepcionista de imediato. 
— Algumas mulheres preferem perfumes franceses. É impressionante que sejam capazes de gastar preciosas gotinhas em cartas para o advogado. Laura não pôde conter o riso. 
— Dê-se por feliz que elas se limitem a escrever cartas. Já pensou se viessem aqui pessoalmente? 
— Deus me livre! Eu passaria o dia todo espirrando! Mas você não acha incrível! Essas mulheres mal saem de um casamento falido e já estão pensando em romance outra vez. 
— Por que não? Para algumas, este é um modo de vida. Além do mais, você tem de admitir que ele se saia muito bem nesse jogo, quem sabe até goste. A recepcionista pareceu horrorizada. 
— Acha mesmo que ele tira proveito? 
— Não, eu não disse isso. Laura estava arrependida do comentário que fizera. Apanhou a pilha de envelopes, atravessou a área acarpetada da recepção e, entrando em sua sala, bateu a porta com firmeza. 

domingo, 2 de março de 2014

Um Anjo na Neve

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

“Se me amasse, confiaria em mim!” 

Será que todo o mundo em Hammond’s Point sabia que Spence Greenfield estava tendo um caso com sua secretária? 
Todo o mundo, exceto Shirley? 
O pedido de casamento de Spence deixara Shirley imensamente feliz. 
Mas isso fora antes de surpreendê-lo em sua nova casa com uma mulher quase nua nos braços. 
E, como se não bastasse, ele se recusava a ao menos tentar explicar. 
Em vez de estar em viagem de lua-de-mel, Shirley agora estava sozinha e isolada pela neve em uma pequena cabana, o coração tão partido quanto seu noivado. 
E, de repente, Spence surgiu... 


Capítulo Um 

Um burburinho no fundo da classe chamou a atenção de Shirley. Era uma tarde de sexta-feira e faltavam apenas dez minutos para dar o sinal. 
O desassossego dos alunos, portanto, não podia ser considerado um ato de insubordinação. Ela largou as provas que estava corrigindo e ergueu ligeiramente a cabeça. Dezenove crianças tentavam resolver alguns problemas de matemática. Uma fizera um aviãozinho com a folha de exercícios: 
— Josh, se você já terminou a lição, traga-a em minha mesa e procure outra coisa para fazer, mas em silêncio. O menino alisou o papel, entregou-o, e foi até a janela. 
— Srta. Collins, venha ver um passarinho vermelho! Shirley olhou para a minúscula casa de madeira. As crianças vinham abastecendo-a diariamente, há meses, com migalhas de pão e alimentos para pássaros, e seus esforços finalmente haviam sido recompensados. Naquele dia, um lindo pássaro com plumagens vermelhas os visitara.
 — Você se lembra do nome desse pássaro? — a professora perguntou. O garoto pensou e negou com um movimento de cabeça. 
— É um cardeal — Shirley respondeu. 
— Dá para saber por causa do bico alaranjado e do penacho no topo da cabeça. Uma outra pergunta, agora. Você se lembra se os cardeais vermelhos são machos ou fêmeas? 
— Fêmeas — o menino replicou. —
 Só podem ser, porque as meninas sempre vestem roupas mais coloridas e bonitas do que os meninos. E ainda por cima usam jóias. — Josh apontou para o anel de brilhante na mão direita de Shirley. 
— Não é justo. Shirley posicionou o anel sob a luz e ele brilhou. Mas não tanto quanto os olhos de Spence na noite em que o colocara em seu dedo. 
— Tem certeza de que sua teoria sobre as cores está correta, Josh? — Shirley indagou, controlando-se para não começar a sonhar de olhos abertos. — No caso dos pássaros, ao menos, você está enganado. Esse é um cardeal macho. 
— Verdade? — O menino se virou novamente para a janela, muito interessado. Shirley verificou o teste. 
O menino não deixara nada em branco. Todas as questões, inclusive as mais difíceis, estavam corretamente resolvidas. Alguns minutos depois, os testes foram devolvidos. 
Uma avalanche parecia estar caindo sobre a classe de tanto barulho que as crianças faziam para se levantarem de seus lugares e virem até sua mesa. 
No instante em que o sinal soou, apenas dois alunos continuavam trabalhando, e ela precisou pedir que parassem. 
Sua tarefa não se restringia às atividades de sala de aula. 
Precisava supervisionar as brincadeiras no pátio e playground. E estava atrasada. Encontrou uma colega no corredor.

sábado, 12 de maio de 2012

Antes Do Casamento

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Uma proposta mais que atraente!


Faltavam poucos minutos para Kathryn subir ao altar quando descobriu que seu futuro marido não passava de um caça-dotes. Corajosamente, ela abandonou o vestido de noiva e aventurou-se numa dramática fuga... diretamente para os braços de Jonah Clarke! 
Jonah era um cavalheiro, e sensato demais para deixar que uma noiva em fuga cometesse esse ato sem um acompanhante para protegê-la. 
E Kathryn não tardou a descobrir que ser protegida por um homem tão atraente, com um brilho tão sensual nos olhos, podia despertar toda a excitação e intimidade de uma lua-de-mel... mesmo sem serem casados! 


Capítulo Um 


Ainda segurando a escova, Antoine deixou cair sobre o ombro rendado do vestido mais um dos cachos maravilhosos que só ele sabia criar. 
Mesmo assim, deu um passo para trás para estudar o penteado de sua cliente e, dando-se por satisfeito, pegou o frasco de spray que estava sobre a penteadeira, espalhando-o sobre as diversas mechas. Kathryn, no entanto, parecia irritada: 
— Não terminou ainda? — Paciência, senhorita! Tudo deve estar perfeito quando encontrar seu noivo! — Antoine estalou os dedos, pedindo a sua ajudante: 
— A grinalda! Mais do que depressa, a garota estendeu-lhe o belíssimo arranjo de flores de laranjeira. 
Antoine, com a delicadeza e habilidade que o tinham deixado famoso, ajeitou a peça sobre os cabelos de Kathryn, comentando, com um sorriso maroto: 
— Está ansiosa, pelo que vejo... 
— Sim. Ansiosa para que tudo acabe bem depressa — respondeu ela, por entre os dentes. 
— Muito bem, vejamos, então... Tudo está perfeito. Mas eu estarei no alto da escada para garantir que cada fio de cabelo esteja no lugar, pode ficar tranquila. 
Kathryn preferiu nem pensar na possibilidade, já que não queria perder mais tanto tempo com o cabeleireiro. 
Com certeza, não haveria nenhum fio de cabelo fora do lugar quando descesse para a sala de estar onde o altar tinha sido montado. 
A assistente de Antoine começou a recolher seus apetrechos enquanto a criada de Kathryn aproximava-se para certificar-se de que, ao arrumar-lhe os cabelos, ele não teria manchado a impecável maquiagem que ela mesma insistira em fazer. 
— Está tudo bem — Kathryn garantiu, percebendo suas intenções. — Mas, por favor, vá até a cozinha e traga-me uma xícara de chá, sim, Elsa? — Vou interfonar e pedir que o tragam aqui, senhorita. Embora eu tenha receio de que algumas gotas possam derramar em seu vestido... 
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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Convite Indiscreto

ROMANCE CONTEMPORÂNEO








Faltavam poucos minutos para o programa entrar no ar. Rebeca correu para o estúdio onde seu convidado já a aguardava. 


Sob a luz forte dos refletores, os cabelos negros de Brett Hilliard reluziam, emprestando mais charme à sua aparência. 
Ela ocupou seu lugar, censurando-se. 
Não estava ali para admirá-lo. Pelo contrário. 
Afinal, era Rebeca, a rebelde, e sabia que Brett queria sabotar o programa. 
Mas se tencionava desconcertá-la com ataques pessoais, teria uma bela surpresa! 
A luz vermelha acendeu e Rebeca olhou para a câmera: 
"Boa noite! Estamos começando mais um Cidade em Destaque...” 


Capítulo Um 


A escada de incêndio rangia ruidosamente enquanto Rebeca Barclay subia os degraus, apressada, procurando na bolsa pela chave da entrada particular que ficava nos fundos do prédio Broadcast. 
Como de costume, passou pelo relógio de ponto em cima da hora. 
Mais uma vez ela entraria na lista negra de Jack. Não que isso a preocupasse. 
Afinal, ao longo dos quatro anos de trabalho na pequena estação de rádio e televisão de Fultonsville, Rebeca fora muito bem aceita pelo público, e certamente haveria muita revolta caso fosse despedida. 
O hall encontrava-se deserto. 
Ela se esgueirou até a sua sala, passando pela porta aberta do estúdio, onde a esperava Jack Barnes, seu diretor. 
— Esta sala já deve ter sido um armário — murmurou Rebeca, insatisfeita. 
O escritório não tinha janelas e nele mal cabiam a cadeira giratória e a mesa minúscula. 
Sem dúvida, acomodações bastante inadequadas para a locutora e criadora do popular programa vespertino "Rebelde com justo motivo". 
— Na próxima oportunidade, exigirei uma sala maior. 
— Se eu fosse você, não faria isso hoje — uma voz feminina soou junto à porta.
— Jack está nervoso, esperando por você no estúdio. Rebeca consultou o relógio. — Ele disse que a gravação para a TV seria só às dez, Janet — ela retrucou, encolhendo os ombros com indiferença. 
— Ainda faltam cinco minutos. — Olhe, só sei que ele está furioso. — A recepcionista estendeu-lhe um maço de papéis. 
— Aqui estão seus recados... Eu sabia que você entraria pelos fundos. Rebeca colocou o punhado de memorandos sobre a mesa e voltou a reclamar: 
— Este escritório é ridículo. Quando preciso trazer um convidado para cá não posso lhe oferecer nem um lugar para se sentar. Se Jack quer que eu grave também programas de televisão, terá de me arranjar um gabinete maior. E precisarei de uma penteadeira. 
Rebeca inclinou-se para a frente e escovou com força os longos cabelos castanhos. 
Quando se endireitou, agitando a cabeça, as mechas encaracoladas caíram, leves e soltas, sobre seus ombros. 
Janet meneou a cabeça, admirada. — Nunca entendi como você faz isso. 
— Eu nasci com sorte. — Rebeca examinou o rosto no minúsculo espelho pendurado atrás da porta e aplicou um pouco de pó compacto no nariz. 
— Malditas sardas. — Você vai precisar de toda a sorte que possui para sair-se bem hoje. — Sempre consegui lidar muito bem com Jack. 
— É. Mas pode ser que não se saia muito bem com o entrevistado. Ele está esperando por você há meia hora na sala verde. E está quase perdendo a paciência, com certeza. 
— Problema dele — Rebeca replicou, enquanto passava batom. — Eu nunca me atraso. Apenas não chego cedo, porque considero isso uma perda de tempo. A propósito...
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sábado, 14 de abril de 2012

Alugue Um Amor!

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Hiring Ms. Right


Caleb Tanner era um playboy milionário com aversão a casamento, mas vivia rodeado por mulheres que queriam levá-lo ao altar. 


Precisava de uma arma para livrar-se do assédio: uma noiva de mentira. 
Sabrina Saunders não estava feliz por ter de morar com Caleb, mas ele era o cliente mais importante de sua pequena empresa, e por isso ela se via forçada a aceitar os termos dele.
Seria só por algumas semanas, ou, pelo menos, isso era o que os dois achavam... 


Capítulo Um 


No calendário estava escrito que era Dia das Bruxas, mas Sabrina Saunders achava que bem poderia ser o mês de maio por causa do céu cinzento e das nuvens carregadas, como num inverno no Ártico, não numa tarde de outubro em Denver. 
Ao sair do carro, o vento forte bateu a porta do veículo e pegou-lhe a perna de raspão. 
Ela reprimiu o grito de dor e olhou para a calça de seda. 
Ao ver a sujeira que a porta deixara no delicado tecido verde, não quis nem pensar no hematoma em sua coxa. 
Abriu a porta de novo, ajoelhou-se no banco do motorista, segurando a porta com os pés, e pegou as sacolas que estavam no banco de trás. 
Saiu, fechou a porta e apressou-se em subir a rampinha até a porta da casa. Colocou as sacolas no chão e tocou a campainha. 
— Vamos, Paige — murmurou, enquanto esperava a porta abrir-se, desejando não ter deixado seu xale e suas luvas no carro. 
A porta abriu-se e Sabrina olhou para a mulher de cabelos grisalhos sentada na cadeira de rodas. 
— Olá, Eileen — cumprimentou. — Trouxe a fantasia de Paige para a festa de Dia das Bruxas desta noite. Ela está? 
Eileen McDefmott não respondeu, apenas saiu do caminho, olhou por sobre o ombro, gritou o nome da filha, voltou o olhar frio para Sabrina e disse: 
— Espero que você esteja pensando em entrar e fechar a porta. Estou com a garganta inflamada. Sabrina mordeu a língua para não responder com ironia que estava adorando o vento gelado em suas costas. Entrou, carregando as sacolas, e fechou a porta. 
— Lamento saber que está doente de novo — falou. — Acho que preciso me acostumar com minhas doenças. 
Paige McDermott apareceu entre os batentes da porta da cozinha com um bloco de papel e uma caneta na mão. 
— Você está atrasada, Sabrina — comentou. 
— Só um pouco. Está tudo sob controle. Veja o que encontrei. Sabrina abriu uma das sacola e retirou uma fantasia. 
— Não acredito que escolheu isso para Paige usar numa festa de crianças! — Eileen exclamou, azeda como um limão. 
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Série Hiring Ms. Right
1. Husband on Demand
 2. Alugue um amor
3. Wife on Approval

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

O Feitiço Do Lago

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Alexandra estava disposta a oferecer qualquer coisa pela volta de Kane! 

O que Kane pretendia, afinal? Advogados bem sucedidos não abandonam a carreira para ir morar em um lugar remoto, afastado do mundo. 
A missão de Alexandra era descobrir que ele estava tramando. 
Recebera ordens de oferecer o que fosse preciso para convencê-lo a voltar para o emprego, mas, pelo visto, a única coisa que Kane parecia querer era ela própria... 

Capítulo Um 

O restaurante era um dos mais novos e badalados da cidade, por isso estava sempre cheio à hora do almoço. 
O maitre andava de mesa em mesa, atendendo os clientes. Sorriu com simpatia ao ver Alexandra. 
— Srta. Jacobi! Vou providenciar uma mesa agora mesmo. Vai almoçar com algum cliente? 
— Não, George. Vim para a festa da sra. Adler, aquela que está grávida. Ele assentiu. 
— Os convidados estão no salão de festas. Por favor, dê lembranças minhas a seu pai, sim? Alex sorriu, agradecida. — Eu darei, George. Da próxima vez em que o vir. 
Ela seguiu em frente, atravessando o restaurante lotado. Vez por outra, acenava para conhecidos. Parou um instante diante da porta do salão, surpresa com a animação que vinha lá de dentro. Estava atrasada, claro. 
Não por culpa de sua secretária; Sharon a avisara sobre o compromisso quinze minutos antes, como combinado. 
Porém, Alex ainda teve que analisar alguns papéis antes de sair. As doze mulheres presentes no salão não haviam esperado por ela para começar a festa. 
Também não esperava que elas o fizessem. 
Joanna Adler levantou a vista de um presente que acabara de abrir e disse: 
— Ora, antes tarde do que nunca, Alex Jacobi! Fez o sacrifício de se afastar dos livros de advocacia para se unir a nós. Estou comovida, minha amiga. Realmente comovida. Alex fez uma careta. 
— Não me venha com insinuações, Joanna. Você vive se atrasando tanto quanto eu para os compromissos que marcamos. Dizendo isso, pegou um prato e se serviu com um pouco de salada. — É, tem razão — Joanna confirmou, indo ao encontro da amiga. 
Alex notou que o andar de Joanna estava bem menos elegante. 
O vestido, apesar de largo, não disfarçava os quase nove meses de gravidez. Ficou espantada, já que fazia meses que não via a amiga. — Eu sei — Joanna disse — estou maior que uma jamanta. Na verdade estou me sentindo como uma baleia encalhada. — Abraçou Alex com animação. — Se eu soubesse que você viria, teria esperado para abrir seu presente. Adorei, Alex. Vou guardá-lo para sempre, desde que fora do alcance do bebê, claro. Não quero que ele o quebre. — Fico feliz que tenha gostado — Alex respondeu. Todavia, sua mente tornou-se confusa. Lembrava de haver pedido a Sharon para enviar um presente para o bebê de Joanna, só que depois esquecera-se completamente disso. Será que Sharon chegara a lhe dizer o que havia comprado? Alex lamentou não poder enviar o presente que gostaria para o bebê de sua amiga. Parecera tão simples sete meses antes quando Joanna contara a novidade. Mais de meio ano seria mais que suficiente para Alex tricotar um casaquinho. Chegara até a comprar o material. Só que meio ano acabou não sendo suficiente, no final das contas. Naquela época, Alex não imaginara que teria tanto trabalho pela frente. Por isso, o casaquinho azul e rosa continuava no cesto de tricô ao lado do sofá, em seu apartamento. Suspirou, deixando a lamentação de lado.
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domingo, 31 de julho de 2011

Começar De Novo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Tudo o que ela queria era um filho...

Lindsay e Gibb tinham um casamento perfeito.
Exceto por um detalhe: para Lindsay, só um filho completaria aquela relação.
Amava o marido, mas desejava muito um filho.
Gibb, temendo cair na armadilha da paternidade, deixou seu casamento desmoronar.
Nove anos se passaram.
Agora, Lindsay e Gibb, divorciados, são dois profissionais de sucesso.
De repente, o destino volta a colocá-los frente a frente, e Gibb desconfia que Lindsay está lhe escondendo algo.
Pelo jeito, sem saber, ele tinha caído numa armadilha!

Capítulo Um

A tarde estava linda. Lindsay inspirou profundamente e foi abrir a porta da sua loja para que a brisa perfumada pudesse entrar.
— Agora eu acredito que estejamos na primavera, Spat — ela disse sorrindo para o gato e foi até à calçada. — Que cheiro delicioso de flores. Acertei em cheio quando dei a essa loja o nome de Pot-pourri.
Lindsay adorava a primavera.
Tinha a sensação que nesta época do ano sua força aumentava.
Sentia-se mais leve, mais energizada e adorava andar descalça pela grama do parque.
— Eu deveria sair para passear um pouco... — Ela voltou a entrar na loja. Spat a acompanhou. — Mas não dá. Não posso simplesmente sair e deixar tudo. Tenho que continuar trabalhando. Preciso ver se aquele jogo de jantar de porcelana chinesa está em ordem, embrulhar peça por peça e depois telefonar para a noiva que o encomendou. Isso sem contar que preciso mudar a vitrine e fazer várias encomendas para renovação e reposição de estoque.
Lindsay se dirigiu à escrivaninha e guardou o livro que estivera lendo após o almoço.
— O negócio é deixar o meu passeio descalça pelo parque para o domingo quando a Potpourri estiver fechada, Spat.
Lindsay pegou a caixa com as peças em porcelana chinesa e, absorta, começou a verificar uma a uma.
Com a porta da loja aberta, o sininho que anunciava a entrada das pessoas não funcionava. Por causa disso, não ouviu a entrada de uma mulher que se aproximou do balcão e disse:
— Me desculpe, eu...

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domingo, 12 de junho de 2011

Um Marido Irresistível

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Para qualquer lugar que ela olhasse, parecia haver bebês, e Alison desejava ter o seu.

Porém, não estava procurando um casamento, já que era uma solteira muito feliz. Queria apenas ser mãe.
Foi então que surgiu o dr. Logan Kavanaugh.
Ele sabia tudo sobre bebês, mas precisava de uma esposa.
Se Alison concordasse em se casar com ele, poderia ter o filho que tanto queria.
Mas o que ela não sabia é que ganharia também algo que nunca imaginara ter em sua vida: um marido irresistível!

Capítulo Um

Para onde quer que Alison Novak olhasse, tinha a impressão de ver apenas bebés.
No supermercado, eles soltavam seus gritinhos e risadinhas, agarrados a pacotes coloridos.
No parque pelo qual passava todos os dias, a caminho do trabalho, via-os engatinhando pela grama fofa ou se esbaldando no tanque de areia.
No escritório de um de seus clientes, dois gêmeos dormiam com ar angelical sobre um aconchegante cobertor, atrás de uma enorme mesa de cerejeira.
Apesar do que estava vendo, Alison sabia que Chicago não estava prestes a sofrer uma súbita explosão populacional.
Sempre tivera a noção de que a natureza humana levava as pessoas a verem aquilo que estavam procurando ou querendo, e não se considerava uma exceção.
Assim que alguém tomava conhecimento de uma palavra nova, tornava-se apta a encontrá-la em todos os lugares, desde painéis gigantescos até minúsculos rodapés de livros.
Da mesma forma, assim que uma mulher descobria desejar desesperadamente ter um filho...

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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

E Se For Amor ?

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Gianna queria sucesso quando um bem maior estava ao alcance de suas mãos!

A cidade estava adormecida. As ruas, cobertas de neve, lembravam fitas de cetim enfeitando às luzes de Chicago.
Gianna cismava na janela de seu apartamento, se perguntando como o rumo de sua vida mudara tanto em tão poucos dias.
Blake, seu amigo, seu quase irmão, roubara-lhe um beijo na noite de Natal, e o pior, ela o retribuiu faminta, as mãos percorrendo-lhe o corpo inteiro sem pudores, como se quisesse devorá-lo!
Isso não estava certo, não podia desejá-lo. Iria estragar uma amizade da vida inteira...

Capítulo Um

A luz suave do abajur inundava parte do quarto, deixando o resto mergulhado na penumbra. Lá fora, o inverno tingira a noite de um azul profundo e as luzes bruxuleantes da cidade perpassavam as cortinas rendadas.
Discreto, o rádio-relógio sobre a mesa-de-cabeceira apontava: duas e dez.
A jovem sentada na cama, contudo, não se dava conta do tempo, completamente absorta nos papéis que trazia sobre as pernas cruzadas.
— Velado — pronunciou Gianna West em voz alta, testando o som contra o vazio do quarto. Balançou a cabeça e tentou a palavra seguinte: — Champa... Champanhe?
Revirou os olhos, exasperada.
Que diabos acontecia com Blake? Aquilo era nome para perfume?!
Suspirou profundamente, antes de tornar a se concentrar na lista de nomes sugerida para á nova essência que a Westway Cosmetics pretendia lançar.
Em menos de um minuto, jogava as folhas ao pé da cama, desgostosa.
Quanta idiotice, resmungou para si mesma.
Pelo visto, teria ela própria de encontrar uma solução.
Mas isso podia ficar para o dia seguinte, ponderou, abrindo um bocejo.
Apanhou uma maçã no criado-mudo, mordendo-a com gosto enquanto folheava uma revista. Nada como um bom relax depois de mais um estafante dia de trabalho.
Não que tivesse algo contra trabalhar, muito pelo contrário.
Correu os olhos pelas páginas coloridas, o pensamento ainda na Westway.
A companhia era sua vida, quase uma obsessão, havia cinco anos.
Desde que se lançara de corpo e alma aos estudos de administração, a fim de assumir o cargo do pai na empresa. Na época, ninguém confiou que pudesse dar conta do serviço. Consideravam-na por demais jovem e inexperiente.
Blake Whittaker mais do que ninguém.
O pai dele, juntamente com o dela, tinham sido os sócios fundadores da companhia. Engraçado, refletiu, como todos presumiam que ele fosse tocar os negócios, nem sequer imaginando que ela pudesse querer o mesmo.
Com apenas dois anos a mais que ela, Blake instalara-se no escritório central da Westway antes mesmo que ela terminasse a universidade.
Então havia se concentrado em aprender na prática, observando com atenção cada acontecimento, atuando lenta e conservadoramente.

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terça-feira, 5 de maio de 2009

A Reconquista do Amor

Contemporâneo




Valeria a pena retornar aos braços do marido que a enganara?

As chamas dançavam na lareira, iluminando a cama grande e confortável.
Com o coração batendo mais depressa, Brittany esperou que Ryan a tomasse nos braços, que a sufocasse de beijos e a tornasse de novo a mulher mais feliz do mundo.
No entanto, alguma coisa a perturbava em meio àquele momento mágico e inesperado. E se ele mais uma vez a rejeitasse? E se depois do amor o marido tornasse a traí-la, como acontecera dois anos antes?



CAPÍTULO I

Os grandes olhos de Brittany percorreram a sala.
Havia algo de singular ali. A decoração fugia à monotonia das cores esmaecidas que constituíam o padrão invariável daquele tipo de ambiente.
No entanto, embora a pintura sem vida tivesse sido substituída pelo papel de parede com motivos florais, e por mais modernos que fossem os móveis, não havia dúvida de que estava em um consultório médico. Mesmo gripada, podia sentir o cheiro inconfundível do éter.
Pela primeira vez, ela ia à clínica dos funcionários do First Federal, o banco de sua família. O consultório era pequeno, porém parecia bem equipado. Uma jovem de avental branco, com um envelope nas mãos, apareceu pela porta; tratava-se da dra. Whittaker:
— Desculpe tê-la feito esperar, sra. Masters. Tudo indica que a senhora tem apenas uma forte gripe. Não há nenhuma mancha nos pulmões ou qualquer outro problema.
Minha recomendação é que vá para casa, tome uma canja e fique na cama.
— A senhora sabe o que, é melhor para me curar, dra. Whittaker, mas o único problema é que tenho um jantar com o governador, esta noite, e preciso estar de pé.
— Compreendo. Nenhuma chance de adiar? — perguntou a médica. Seu ar jovial deu lugar a uma atitude pensativa.
— Nenhuma. O encontro levou muito tempo para ser marcado.
— Bem, talvez o repouso possa ficar para amanhã — resignou-se a dra. Whittaker.
— Amanhã? Vai ser impossível, tenho reunião com a diretoria da Fundação.
— Como quer se curar se não descansa nunca?
— Não posso me dar ao luxo de ficar numa cama esperando que uma gripe vá embora.
"Além do mais, descansar me daria tempo para pensar na vida, e isso talvez não fosse bom", Brittany quase acrescentou, porém se conteve.
— Está bem, está bem... Nesse caso, vou lhe receitar uns comprimidos que devem ajudar. — A médica pegou o bloco de receitas.
— Obrigada. Não se cansa de praticar este tipo de medicina? — Britt perguntou, num impulso de curiosidade.
— Como assim, sra. Masters?
— Bem, li seu currículo, antes que a contratássemos, e me parece competente demais para cuidar de resfriados e amigdalites.
— Acha surpreendente que eu me dedique apenas a "combater sintomas" numa firma particular, não é? Minhas colegas de faculdade pensam da mesma forma, dizem que me acomodei, mas... Passe no ambulatório e apanhe isto. — Ela entregou a receita a Brittany.
— Obrigada. Estou interessada no sucesso deste mini-hospital.
— É desse jeito que fica sem tempo para descanso. Parece interessada em tudo, sra. Masters!