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quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Leão do Deserto

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
 Série Os Baron

Ele era incrivelmente sedutor! 

E ela tinha uma missão...O sheik Nicholas al Rashid, Leão do Deserto e sublime herdeiro do trono imperial de Quidar, nunca recebera um presente de aniversário tão maravilhoso: uma loira escultural, com o corpo mais perfeito que já vira, capaz de fazer um homem perder a cabeça! 
A luxuosa cobertura na Quinta Avenida era seu território. Ali sua palavra era lei. 
Já que ela era seu presente de aniversário, poderia fazer o que bem entendesse... 
Mas... o que ela estaria fazendo em seu quarto com uma câmara fotográfica nas mãos? Amanda nunca pensou que, ao aceitar a inocente oferta de sua melhor amiga, teria a vida completamente transformada! 
Como provar ao poderoso e irresistível sheik de que tudo não passava de um terrível equívoco? E, pior: como provar a si mesma que conseguiria resistir à sedução daquele homem?

Capítulo Um

O sheik Nicholas al Rashid, Leão do Deserto, lorde do império e sublime herdeiro do trono de Quidar, atirou para longe o jornal que acabara de receber e pronunciou uma série de blasfêmias em sua língua natal, em uma atitude pouco digna de sua nobreza e majestade.
- Abdul! - gritou a plenos pulmões, vendo a porta do escritório se abrir no mesmo instante.
- Pois não, senhor.
O homem de meia-idade, vestido com um elegante terno negro, mantinha a mão na maçaneta enquanto esperava com ar servil, sem erguer os olhos para o sheik.
- Estes jornais sensacionalistas estão proibidos de entrar no meu escritório!
- Sim, senhor.
- Tiveram a ousadia de me chamar de selvagem do deserto, como se eu fosse uma espécie de quadrúpede - continuou pensando alto, esquecendo a presença do secretário. - Será que esta é a imagem que passo?
- Não, em absoluto!
Acostumado com as explosões do sheik, Abdul sabia que não era momento de contrariá-lo. Lançou um olhar discreto para o jornal amassado, que exibia uma reportagem com uma fotografia de meia página. O sheik estava ao lado de uma mulher que mantinha os braços ao redor de seu pescoço e o fitava, como se estivessem vivendo um momento de intensa paixão.
- Está vendo esta fotografia? - Apontou para o jornal como se fosse a prova do crime. - Eu avisei que havia uma câmara apontada para nós! Veja a manchete! "Sheik Nicholas al Rashid com sua última conquista, a bela Deanna Burguess".
- Não tive tempo de ler os jornais ainda, senhor - mentiu, para não irritá-lo ainda mais.
- Ninguém me insulta sem sofrer as conseqüências! Se estivéssemos em Quidar... - De súbito, ele se calou.
Voltou no tempo, até uma ocasião que alguém tivera tal ousadia. "Você não é nada mais do que um bárbaro selvagem!", as palavras ecoaram em sua cabeça. A imagem se diluiu, e Nick voltou ao presente.
- Esta foto foi tirada no Dia do Perdão - continuou, enquanto Abdul apanhava o jornal e o jogava no cesto de lixo. - Por isso eu estava usando os trajes típicos. E a tenda não era nada mais do que uma das muitas que se espalhavam pela praça de alimentação!
- Eu sei, senhor.
- Tínhamos que ir até lá para comer!
Abdul inclinou ainda mais a cabeça, em sinal de respeito. Sabia que sua presença ali se justificava apenas como desculpa para que o sheik desabafasse.
- A srta. Burguess torceu o pé e, no exato momento em que a segurei, o fotógrafo não perdeu tempo em nos fotografar.
- Sheik Rashid, não há necessidade de explicar.
- Eu estava carregando-a, é verdade - continuou como que para si -, mas para dentro da tenda, e não saindo com ela, como assinalaram na reportagem. - Interrompeu-se e suspirou profundamente, olhando para Abdul como se o houvesse visto apenas naquele momento. - Não vou deixar que isto me irrite... - comentou com outro suspiro.
- Acho que é o melhor afazer, senhor.
- Não posso me deixar abater por uma fofoca de jornal!
- Excelente decisão, senhor.
- Se as pessoas quiserem acreditar, problema delas!
- Exatamente.
- Além disso, que diferença faz se sou chamado de selvagem inculto ou bárbaro, seja lá o que for? - Ele sorriu, e seu rosto se cobriu com a máscara de indiferença que costumava usar. - Se esses idiotas que adoram se intrometer na minha vida pensam que me atingem, estão muito enganados! Não conseguirão me incomodar com fofocas baratas!

Série Os Baron
1- Esposa por conveniência
2- O Preço de um Homem
3- Nas Asas Do Amor
4- Domadora de corações
5- Leão do Deserto
6- Um Amor Brasileiro
7- Palavra de Amor
8- Aurora do Desejo
Série Concluída


Um Amor Brasileiro

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Os Baron

Ninguém sabia quem era o pai do filho de Carin, já que ela tinha conseguido manter o segredo durante toda a gravidez... 

Mas no parto lhe escapou um nome: Raphael Alvares! 
O multimilionário brasileiro acudiu imediatamente ao lado de Carin. 
O fez porque sua honra lhe obrigava a dar seu nome ao menino, ou acaso aquela única noite de paixão o tinha feito desejar converter Carin em sua esposa?



Capítulo Um

Cidade de Nova Iorque, Sábado, 4 de maio
Carin Brewster agarrou a mão de sua irmã e se perguntou como diabos tinha conseguido sobreviver a humanidade, se cada mulher que tinha tido um filho tinha passado por semelhante agonia.
Gemeu quando outra contração lhe sacudiu o corpo.
— Isso — disse Amanda Brewster Al Rashid — Empurra, Carin. Empurra!
— Estou... empurrando — ofegou.
— Mamãe está a caminho. Chegará a qualquer momento.
— Estupendo — Carin se mordeu o lábio — Poderá me dizer que conhece a forma correta de... ohhhh, Deus!
— Oh, querida — Amanda se aproximou — Não acha que já é hora de me dizer quem...?
— Não!
— Não te entendo, Carin! É o pai de seu filho.
— Não... o... necessito.
— Mas tem direito de saber o que acontece!
— Não... tem... nenhum... direito.
Carin fez uma careta de dor. Que direitos tinha um homem quando era quase um desconhecido? Nenhum. Algumas das decisões que tinha tomado nos últimos meses tinham sido difíceis. Se ficava com o bebê, se pedia ajuda a sua família. Mas decidir não contar a Rafe Alvares que a tinha deixado grávida tinha sido fácil. Ele não se importava com Carin; por que ia querer sabê-lo? Por que um homem que tinha passado uma hora em sua cama e que nunca tinha tentado entrar em contato com ela quereria saber que ia ser pai?
A contração passou. Caiu sobre o travesseiro.
— Ele não é importante. O bebê é meu. Sou tudo o que necessitará. Só... — gemeu e voltou a arquear-se —... só eu.
— É uma loucura — Amanda secou a testa de sua irmã com uma toalha fria — Por favor, me diga seu nome. Deixe que eu o chame. É Frank?
— Não! — apertou a mão de Amanda com mais força — Não é Frank. E não vou te contar nada mais. Mandy, disse que não o faria. Prometeu-o. Disse...
— Senhora Al Rashid? Desculpe-me, por favor, mas tenho que falar com sua irmã.
Carin girou a cabeça. O suor tinha caído em seus olhos e tinha a visão imprecisa, mas pôde ver que Amanda retrocedia para dar espaço ao doutor Ronald.
Sentou-se junto a ela e tomou a mão.
— Como está passando, Carin?
— Estou...— titubeou — Estou bem.
—Você é durona — sorriu —, não resta dúvida. Mas acreditamos que já passou por isso tempo suficiente.
—Tente dizer ao meu bebê — conseguiu esboçar um sorriso débil.
— É exatamente o que vou fazer. Tomamos a decisão de levá-la à sala de partos para trazer este bebê ao mundo. O que lhe parece?
— Lhe fará a...

domingo, 26 de junho de 2011

Leão Do Deserto

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Kirk Russell tinha chegado perto da morte inúmeras vezes, enfrentando imensos perigos no céu do Alaska.

Tracy sabia que aquele corajoso piloto era admirado por todos... principalmente pelas mulheres.
Alto, moreno, queimado de sol e com olhos incrivelmente azuis, Kirk seduzia a quem quisesse.
Havia amado e abandonado muitas garotas...
Por isso, Tracy sentiu medo quando teve de ir encontrá-lo no deserto da Etiópia.
Ali, estaria com Kirk praticamente isolada do mundo!
Como conseguiria enfrentá-lo? Porque de uma coisa tinha certeza: se Kirk era um conquistador, ela, Tracy, não seria uma presa fácil.
Aquele leão do deserto precisaria lutar muito para dominá-la...

Capítulo Um

Tracy baixou a capota do automóvel e partiu a toda velocidade em direção à casa do pai. Estava bastante atrasada e, arriscando-se a ser multada, ultrapassou todos os sinais. Era uma lástima que seu carro não tivesse asas, pensou, enquanto procurava escapar do trânsito infernal.
Quando chegou à av. Montana, seu coração, como sempre acontecia, disparou assim que viu o oceano Pacífico à sua frente, semelhante a um imenso lençol azul.
Para Tracy não existia cidade igual a Santa Mônica.
Excetuando o tempo que passou no liceu, tinha vivido lá a maior parte de seus vinte e seis anos.
Gostava imensamente daquela atmosfera de cidade pequena que Santa Mônica conseguia manter, embora se situasse nas proximidades da verdadeira metrópole que era Los Angeles.
Virou à direita e percorreu uma área residencial, bastante tranqüila.
Daí a pouco entrava em uma rua toda arborizada, onde ficava a casa de seu pai, luxuosa e confortável, em estilo colonial.
Estacionou o carro, saiu e subiu os degraus que levavam à porta da entrada.
Seguindo um velho hábito, tocou a campainha três vezes.
Sem esperar que viessem atendê-la, abriu a porta com sua própria chave e foi direto à biblioteca.
Seu pai, Ray Nolan, e a sócia dele, Anne Weston, interromperam o que diziam assim que ela entrou.
Anne estava sentada em uma das grandes poltronas de couro e Ray, parado no meio da sala, segurava um copo com uísque e soda.
— Você está atrasada vinte minutos — constatou Anne, com uma expressão de censura nos olhos castanhos.
— Desculpem — disse Tracy, sentando-se. — Alvin ficou doente e tive de transportar o passageiro dele a Mammoth Hot Springs hoje de manhã. Ventava demais e acabei de chegar.

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