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quarta-feira, 12 de abril de 2017

Jogo da Tentação

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Fruto proibido?

O que havia acontecido naquela noite fora especial, algo de que ela jamais se esqueceria... Porém, ela se perguntava o que havia significado para Gabriel... Teria sido algo que ele descartara, como um jogo de tentação? 
Ele havia dito que a achava tentadora, mas também dissera que ela era... perigosa. 
O que isso significava? 
E agora, quatro anos e meio depois, Rachel estava prestes a descobrir. Gabriel estava de volta...

Capítulo Um

— Ele está aqui!
Rachel soltou a cortina que havia afastado da janela e recuou um passo, em um movimento frenético. Com mãos trêmulas, ajeitou os cabelos castanho-claros, tentando dominar a ansiedade que tornava mais escuros os seus olhos cinzentos.
— Pontual, é claro.
Bem, Gabriel sempre fora rígido com seus horários. A única ocasião em que a fizera esperar, fora friamente planejada e a lembrança ainda fazia Rachel tremer.
— Afaste-se da janela, Rachel! — a mãe sussurrou, nervosa, como se temesse ser ouvida pelo homem que, naquele momento, abria a porta do Jaguar azul. — Se ele perceber que você está espiando...
— Esta janela não é visível do interior do carro — Rachel assegurou-a, embora obedecesse a ordem.
Afinal, estando nos degraus da entrada da casa, ele agora poderia vê-la com facilidade.
Rachel respirou fundo, lutando para controlar as emoções caóticas, que ela nem sequer estava preparada para admitir. Não queria demonstrar o nervosismo que a chegada de Gabriel lhe despertava, depois daqueles quatro anos e meio de separação.
O som da campainha ecoou pela casa, deixando mãe e filha ainda mais tensas. Em seguida, as duas ouviram os passos da empregada que foi abrir a porta.
— Ah, Rachel, simplesmente não sei como vou suportar essa situação! — Lydia Tiernan murmurou. — Sempre jurei que se aquele homem voltasse a pôr os pés nesta casa, eu sairia imediatamente. Prefiro morrer a viver sob o mesmo teto que ele!
— Tenho certeza de que é exatamente isso o que ele quer, mamãe. Não me refiro à sua morte, embora ele certamente encararia o fato como a grande solução para os seus problemas. A questão é que a simples menção de partir o colocaria em posição de vantagem.
— Está dizendo que partir seria o mesmo que fugir?
— Sim. E, ainda, daria a ele o direito de posse de nove décimos...
Rachel deu-se conta de que não seria necessário continuar, uma vez que a expressão da mãe havia mudado completamente. Os lábios de Lydia adquiriram firmeza e seus olhos, ligeiramente mais escuros que os da filha, exibiram o brilho da determinação.
— Não tenho a menor intenção de permitir que Gabriel fique com nada do que me pertence, por direito — declarou. — Ele já possui mais que o suficiente e não vou...





terça-feira, 20 de setembro de 2016

Mamãe sem Querer

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Paternidade
Um bebê a caminho... Um casamento forçado

A oportunidade de ter uma noite com Pierce Donellan era mais do que qualquer mulher podia desejar. E Natalie não era exceção. 
Apaixonada por Pierce desde a adolescência, não pôde mandá-lo embora quando ele bateu à sua porta. Mas não considerara as possíveis consequências...
Quando soube que Natalie estava grávida, Pierce insistiu no casamento, apesar de ele ter certeza de que jamais poderia lhe dar amor. 
Porém, manter-se imune ao charme e à sedução de Natalie estava ficando cada vez mais difícil!

Capítulo Um

Natalie Brennan saía de casa quando o relógio da sala de jantar deu a badalada de meia hora. Atônita, percebeu que exatamente doze horas haviam se passado desde que abrira a mesma porta na noite anterior. Meio-dia e, mesmo assim, o impacto daquelas horas em sua vida era incomensurável. Nada jamais seria o mesmo.
Se tivesse atendido ao primeiro impulso e ignorado a campainha, aquela seria apenas mais uma segunda-feira e seus pensamentos estariam voltados para as semanas que viriam, com os preparativos para o Natal, as montagens teatrais infantis da época e as outras atividades da escola. Mas haviam tocado a campainha novamente, com mais insistência, e ela, percebendo tardiamente as luzes acesas e as cortinas abertas, não pudera fingir não estar em casa. Relutante, levantara-se.
— Quem é? — indagou, impaciente.
Abriu a porta e arrepiou-se com o ar frio da noite, apesar do suéter cor de vinho que usava com a calça legging preta. Uma rajada de vento mais forte jogou mechas de seu cabelo castanho-escuro contra o rosto em forma de coração.
— O que...
Interrompeu-se e arregalou os olhos castanhos quando a luz do corredor banhou a figura alta e masculina parada junto aos degraus.
— Oi, Nat.
Apesar da familiaridade da voz, Natalie precisou piscar várias vezes para convencer-se de que estava vendo com clareza.
— Pierce?
Foi só o que conseguiu pronunciar. Chocada, sentiu o cérebro anestesiado, incapaz de raciocinar. Dez anos antes, também abalara-se ao ver Pierce Donellan e, desde então, nunca fora capaz de racionalizar qualquer coisa relacionada a ele.
Pierce ainda tinha o poder de deixá-la emudecida. O impacto de sua presença masculina era letal a qualquer esperança de compostura. Mesmo vestido informalmente, como naquele momento, de calça jeans, camiseta branca e jaqueta de couro preta, com o cabelo preto desarranjado devido ao vento, ele ainda exercia o magnetismo masculino que a deixava confusa e sem ação.
— Não vai dizer nada, Nat? — A voz fria vinha acompanhada de um tom sarcástico, do qual ela lembrava-se bem. — Não parece você. Lembro-me de que sempre tinha muitas opiniões e era entusiasmada em partilhar seus pontos de vista.
— Você me pegou de surpresa... Não esperava vê-lo aqui.
Era verdade. Já se convencerá, havia muito, de que Pierce Donellan nunca seria parte de sua vida e, se uma parte mínima de seu coração ainda nutria a esperança tola de que pudesse ser diferente, a notícia que agitara a cidadezinha no mês anterior pusera uma pedra sobre o assunto.
— A que devo a honra da visita?
Pierce riu, matreiro, levemente envergonhado com o tom mal humorado, deixando-a ainda mais vulnerável. Após acreditar que o perdera para sempre, Natalie não conseguia suprimir a alegria por vê-lo ali. Mesmo assim, o realismo dizia-lhe que, se se expusesse novamente, se o deixasse entrar em sua vida mais uma vez, só se magoaria.
— Acreditaria se eu dissesse que estava só passando?
— De jeito nenhum.
Ainda sem saber como agir, Natalie tentou endurecer o coração, sabendo de antemão que era uma tentativa vã. Mais um sorriso daqueles e estaria acabada.
— Você também não poderia estar passando pela rua Holme a caminho de algum lugar, pois trata-se de um beco sem saída, e quanto a...



Série Paternidade
1- Pai por Acaso
Série Concluída

domingo, 24 de abril de 2016

Dilema de Paixão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO







Um problema... uma solução!

Para Dario Olivero, Alyse Gregory era apenas uma peça em seu plano de vingança contra o meio-irmão. Ela é a chave para Dario conseguir a aceitação da família com a qual sempre sonhou. Alyse não esperava ser pedida em casamento, porém, o sensual italiano prometera liquidar suas dívidas se ela for sua esposa. 

A razão diz para Alyse se afastar, mas seu corpo clama pelo toque de Dario. E sob o sol da Toscana, o desejo incontrolável que sentem logo se transforma em uma paixão não planejada, deixando ambos com um grande dilema.

Capítulo Um

Alyse quase havia desistido do plano e já estava quase chegando à conclusão de que tudo não passava de uma ideia maluca, perigosa, quando o viu. Chegou a pensar em sair antes que aquele baile beneficente deslumbrante começasse, refletindo duas e até três vezes sobre o plano mirabolante que elaborara, quando a multidão à frente se abriu ligeiramente, formando um caminho que ia dar bem no moreno alto do lado oposto do salão.
Ela conteve a respiração e soube que seus olhos se arregalaram mesmo ao tentar disfarçar, afastando uma mecha de cabelo loiro para trás, a fim de vê-lo melhor. Ele era...
— Perfeito...
A palavra escapuliu dos lábios, fugindo ao controle na forma de um sussurro que pairou no ar quente ali dentro.
O homem do outro lado do salão parecia tão diferente, extraordinário. Destacava-se como se fosse uma majestosa águia no meio de um bando de pavões. Da mesma espécie, mas, ainda assim, diferente de qualquer pessoa ali.
E essa diferença foi o que chamou a atenção dela e lhe tornou impossível desviar o olhar. Parou, inclusive, com a taça de champanhe a meio caminho dos lábios, incapaz de concluir o gesto.
Ele era estonteante. Não havia outra palavra. Alto e forte, tinha um corpo atlético moldado por roupas formais e sofisticadas. Possuía algo que o fazia parecer perigosamente indomável em contraste com o terno elegante de seda, com a impecável camisa branca. A gravata fora afrouxada em algum momento por mãos impacientes e pendia solta junto ao pescoço, onde também se via o primeiro botão da camisa aberto. O cabelo preto era de comprimento maior do que o de qualquer homem ali presente, como a juba de um poderoso leão. Maçãs do rosto salientes, cílios espessos e longos encobrindo olhos intensos eram características que se somavam aos traços marcantes. Ao passar os olhos pelo salão, o ligeiro sorriso em seus lábios sensuais foi mais de desdém do que caloroso.
E foi o que o tornou perfeito. Foi o leve mas óbvio sinal de que, como ela, não pertencia àquele lugar. Evidentemente, duvidava de que ele tivesse sido obrigado a estar ali, como no caso de Alyse. Seu pai insistira para que ela fosse até ali naquela noite, embora preferisse ter ficado em casa.
— Você precisa sair depois de passar dias enfiada naquela galeria de arte apertada — argumentara.
— Gosto ficar na galeria! — protestara Alyse. Podia não ser o emprego em belas-artes que esperara, mas ganhava seu próprio dinheiro e, além do mais, era uma válvula de escape para o estresse em casa, onde os cuidados exigidos pela doença da mãe pareciam anuviar tudo.
— Mas você nunca vai conhecer ninguém se não sociabilizar mais. Nem rever ninguém.
Certamente não queria rever ninguém como Marcus Kavanaugh, pensou Alyse, irônica, como seu pai gostaria. O homem que tornara sua vida um inferno com suas atenções indesejadas, visitas persistentes e determinação a persuadi-la a se casar com ele. Marcus até começara a aparecer na galeria “apertada” para lhe tirar a paz. Então, recentemente, por alguma razão, o pai dela parecia ter concluído que o casamento de ambos seria perfeito.
— Ele pode ser o filho e herdeiro de seu chefe, mas não faz meu tipo! — protestara ela, mas obviamente o pai não dera ouvidos. Não era que a estivesse pressionando a aceitar a proposta de Marcus, mas, ao mesmo tempo, ficava claro que achava improvável que ela se saísse melhor com qualquer outro homem.
Por fim, cansada de se sentir assediada e oprimida, ela resolvera ir ao baile naquela noite e espairecer um pouco. Foi quando pousou os olhos no estranho do outro lado do salão.
Levando em conta sua estatura e as roupas elegantes que usava, ele poderia ficar com a mulher que quisesse ali, mas sua expressão indicava que não se importava nem um pouco com o que pensassem a seu respeito. O que o tornava mais ainda o parceiro que ela desejava.
De repente, foi como se o pensamento de Alyse o tivesse alcançado ali adiante. Ele se virou como se algo o tivesse alertado. Virou a cabeça com sua cabeleira negra e os olhos encontraram os dela em cheio.
Foi como se naquele momento em que se entreolharam o mundo tivesse rodopiado de repente.
Perigo.









terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Questão de Honra

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Momentos de Decisão




Ela deveria apenas ser encontrada, ou também tinha que pertencera ele?

A missão era bem fácil. Karim al Khalifa, príncipe de Markhazad, precisava apenas encontrar o esconderijo da rebelde princesa Clementina Savanevski na Inglaterra e levá-la de volta para se casar...Mas com outro homem. Karim não tinha permissão para sentir seu perfume sedutor, se perder em suas curvas encantadoras ou retribuir os olhares encorajadores.
A honra de sua família, e também a de Clementina, exigiam que ela retornasse pura e casta ao reino e ao noivo indesejado. 
Para que a missão seja cumprida, ele terá que resistira cada segundo de tentação!

Capítulo Um

— Você sabe por que estou aqui.
A voz daquele homem era profunda e sóbria, e combinava com o tom escuro de seus olhos e seu cabelo... E seu coração, até onde Clemmie supunha. Parado junto ao batente da porta, sua figura imponente se destacava por revelar seus ombros largos, a altura impressionante, e sua força preocupante.
Bastante preocupante, Clemmie poderia dizer. Ela não sabia bem o que, na aparência dele, transmitia essa sensação de perigo iminente. Não tinha nada a ver com a postura dele naquele momento.
O homem estava relaxado, as mãos, enterradas nos bolsos da calça jeans de bom corte, que moldava os quadris estreitos e as pernas firmes. Nada que indicasse algum tipo de ameaça. E seu rosto, apesar de másculo e duro, não tinha nada que evocasse romances de mistério e suspense, que envolvem assassinos em série e vampiros ressurgidos do túmulo. 
Não que essas personagens encarnassem o mito de que o mal tem de ser feio. E aquele homem, com certeza, não era nada feio. Na verdade, era estonteante. Seus olhos, escuros e profundos, eram emoldurados por cílios perfeitos; suas feições eram marcantes; sua pele, bronzeada. Ele era a personificação da palavra “sexy”. Tudo nele despertava o que havia de mais feminino no coração de Clemmie, fazendo-a estremecer. 
A imagem de um vampiro devastador e perigoso firmou-se em sua mente, e ela não pôde deixá-la de lado. Era alguma coisa em seus olhos... Um olhar frio, direto, firme. Fixo e obstinado. Ela não conseguia entender aquele olhar. E por não conseguir encontrar uma razão para aquela frieza, tremia ainda mais, embora forçasse a si mesma a não demonstrar como se sentia. 
Assim, sorriu de um modo que esperava ser educado o bastante, mas não hospitaleiro. 
— Como é? 
Se o estranho notou a nota de rejeição e negação que Clemmie tentou impor em suas palavras, seu semblante enigmático não deixou transparecer. Com certeza não parecia desencorajado ou mesmo preocupado. Ele a encarou mais uma vez com aqueles olhos frios e repetiu, com mais ênfase: 
— Você sabe por que estou aqui. 
— Acho que não. 
Ela estava esperando alguém Temia sua chegada havia semanas, com a aproximação do dia em que celebraria seu vigésimo terceiro aniversário. Se “celebrar” fosse o termo certo para marcar o dia que significaria o fim da vida que conhecia e o começo de uma nova. 
O começo de uma existência que Clemmie sabia que se aproximava, mas que tentou ignorar, sem sucesso. O pensamento de que o futuro pairava sobre sua cabeça como uma nuvem escura de tempestade deixava Clemmie mais e mais aflita, conforme se aproximava a data da mudança de seu destino.
 
Série Momentos de Decisão
1 - Questão de Honra
2 - O Poder e a Glória
Série Concluída

terça-feira, 18 de março de 2014

Coração Amargo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




Traída por aqueles a quem dedicou sua vida.

Honoria Escalona agora tem que aceitar a presença da única pessoa com poder para reestabelecer o equilíbrio no reino mediterrâneo de Mecjoria:
Alexei Sarova, um homem duro e frio que no passado a considerou sua amiga.
Ele é o verdadeiro rei de Mecjoria.
Mas acontecimentos infelizes o transformaram em um homem irreconhecível para ela. 
Alexei culpa a família de Ria por seu infortúnio.
Por isso, para ajudá-la, ele irá cobrar um preço alto: assumirá o trono que é seu por direito, desde que ela seja sua rainha, e que produzam um herdeiro real…

Capítulo Um

Ele estava se aproximando, o som de passos no corredor do lado externo da porta lhe revelou.
Passos enérgicos, pesados, o som de solas de couro caras no mármore do piso. Um homem grande se movendo depressa e com impaciência em direção à sala onde a mandaram esperar. 
Uma sala que não era como imaginara. Mas então nada tinha sido como imaginava desde que começara essa missão; menos ainda esse homem, que não via fazia tanto tempo. Mais de dez anos desde que falara com ele. 
No entanto, estariam diante um do outro em menos de 30 segundos. 
Como lidaria com aquilo? Ria mudou de posição na luxuosa poltrona de couro, cruzou uma perna sobre a outra, pensou melhor e voltou a deixar os dois pés juntos no piso em seus elegantes sapatos, os joelhos unidos, o vestido de algodão estampado em pequenas flores azuis e verdes cobrindo-os. 
Ergueu a mão e afastou do rosto mechas inexistentes do escuro cabelo cor de cobre, penteados num coque. Não havia nada frívolo ou descuidado em sua aparência. Era a imagem que queria passar. Imaculada. 
O vestido alegre a preocupara, mas seu comprimento abaixo dos joelhos era adequado, e o leve blazer preto acrescentava um toque muito necessário de formalidade, e a fazia se sentir bem. 
A sala em que se encontrava era luxuosa e sofisticada, com mobília de madeira clara. Uma das paredes cinzentas era coberta por fotos dramáticas, as molduras ricas. Eram todas apenas em preto e branco, com o tipo de imagens que havia feito a reputação e a fortuna de Alexei. 
Eram soberbas, espetaculares, mas... Ria franziu a testa. Eram desoladas e solitárias. Fotos de paisagens, lugares; nenhuma de pessoas. 
De vez em quando, fotografava pessoas, mas nenhuma delas fora exibida ali. 
Do lado de fora, aqueles passos fortes e determinados se tornaram mais lentos, então pararam, e ela ouviu um murmúrio. Os tons profundos e graves lhe informaram que quem falava era um homem. O homem Aquele que viera encontrar para lhe dar a mensagem que poderia impedir uma guerra civil em seu país. 
Jurara que não partiria até cumprir seu dever, apesar dos nervos tensos e do forte batimento do coração. Não, pare com isto, agora! Advertiu-se Ria. 
Uniu as mãos e as deixou sobre o colo, forçando-se a esperar com toda a aparência de controle e compostura.
Tanta coisa dependia daquele encontro, e não tinha certeza se poderia lidar com o homem Oh, isso é ridículo!
Ria inspirou o ar com força e lutou para controlar a respiração. Fora treinada praticamente desde que nascera para falar com estranhos, conversar com eles sobre coisas sem importância com polidez e firmeza enquanto mantinha a cabeça alta, a coluna reta. 
Primeiro sob a orientação da babá, e depois do pai, aprendeu que era com a reputação da família — que tinha um parentesco longínquo com a família real — seu principal e primeiro dever.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

O Demônio e a Dama

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Força e Poder









Presa em seu inferno... 

Martha Jones nunca correu riscos em toda sua vida. 
Até o dia em que foge do próprio casamento e sucumbe ao magnetismo de um homem que acabou de encontrar! 
Um homem que ela conhece apenas como Diablo. 
O lobo solitário Carlos Ortega não promete a Martha nada além de uma noite de paixão.
Mas ele se choca com a doce inocência dela. 
A noiva fugitiva era virgem, e parece que as conseqüências do breve romance podem durar para sempre...

Capítulo Um

– Que diabos...!
Carlos Ortega achou estar imaginando coisas. Não podia acreditar no que via.
Ele reduziu a marcha da motocicleta para uma velocidade mais adequada à pista estreita da estrada, pois vinha acelerado demais, assim como as emoções que sentia. Contudo, por mais que forçasse a vista, a imagem permanecia igual. A mesma cena inacreditável na sua frente, despertando nele idéias loucas.
Já tinha ouvido histórias sobre os fantasmas naquela região. 

Na noite anterior, os companheiros de bar pareciam ansiosos para falar enquanto bebiam cerveja. Segundo os habitantes do lugar, essa estrada era assombrada por uma noiva que foi abandonada no altar. 
Ela definhou de tristeza e acabou morrendo. Pelo menos, era a versão da história que corria na cidade.
Não que Carlos acreditasse nesse tipo de coisa. A pequena estalagem isolada onde havia ficado nos últimos dois dias era cheia de histórias e superstições, que o divertiram bastante enquanto permaneceu lá. Mas e agora?
– Não acredito!
Ele percebeu que estava balançando a cabeça dentro do capacete da mesma forma como fez na noite anterior ao ouvir os homens contando aquelas histórias. Deviam imaginar que tinham que retribuir a bebida que ele estava lhes pagando.
Carlos saíra do quarto para ir ao bar. Pela primeira vez em muito tempo ele queria companhia. Depois de tudo que aconteceu, teve necessidade de ficar sozinho. Estava acostumado a isso e tinha decidido ir até ali para ficar longe da confusão que havia deixado para trás. Queria ficar o mais distante possível de casa.
Casa. A Argentina não era mais a casa dele, mas também, onde seria? Estranhamente ele se deu conta de que não havia nenhum lugar no mundo que pudesse chamar de casa. Na verdade, ele possuía várias casas pelo mundo, em lugares elegantes e exclusivos, onde qualquer um gostaria de morar. Mas não se sentia pertencendo a nenhum deles. Onde sua família...
– Família! – Ele soltou um riso irônico.
Que família? Não tinha mais família. Tudo que ele imaginou que tinha lhe foi tirado, de uma hora para outra. E a única coisa que sobrou para ele foi à mãe. A mãe mentirosa, fingida e desleal. A mãe que fez dele um bastardo desde o nascimento e que nunca quis que ele fizesse parte da sua vida. Ele nem sabia quem era. Aparentemente, toda a vida dele foi uma ficção e tanto a história quanto a origem dele não passava de mentiras, segundo lhe revelou o avô.
Por isso, as histórias que ouviu foram uma distração para ajudá-lo a esquecer dos aborrecimentos. E serviram para suportar a longa noite que tinha pela frente. Mas esta manhã os fantasmas, os vampiros e outras coisas assustadoras ficaram para trás.
No entanto...
Um nevoeiro gelado encobria a beira da estrada como sombras se contorcendo e impedindo-o de ver a grama do lado esquerdo. As imagens iam e vinham, dificultando a visão dele.
Mas ela continuava ali.
Uma mulher. Alta, pálida e curvilínea. Mesmo com o nevoeiro, dava para ver que seu cabelo era louro. Como estava preso no alto da cabeça, parecia quase todo encoberto por um véu branco que lhe cobria o rosto e caía pelas costas. Os braços estavam descobertos, assim como os ombros de pele branca, quase tão branca quanto o corpete justo que lhe moldava os seios fartos.
Uma noiva?
Era uma noiva, de véu e grinalda. Exatamente como a história do fantasma da noiva que animou a noite no bar. Mas aquilo não era nenhum fantasma, porque a tal noiva estava segurando uma bolsa azul bem moderna.
E com o polegar levantado de quem pede uma carona.
– O que...

 

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

A Esposa Orgulhosa

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Encantos Sensuais 
Seu marido a queria de volta! Marina pensava que seus sonhos haviam se tornado realidade quando Pietro D'Inzeo colocou uma aliança em seu dedo. 

Mas a união não fora o conto de fadas que esperava e, com o coração partido, ela o abandonou. 
Dois anos depois, a figura de Pietro não assombrava mais seus sonhos. 
Marina sabia que chegara o momento de seguir em frente, e sentiu-se tranqüila até mesmo ao ser intimada a ir para a Sicília a fim de encontrá-lo...

Entretanto, quando Pietro a viu prestes a assinar a linha pontilhada do documento de divórcio, percebeu que jamais desejara se separar de Marina...
Capítulo Um 

As sombras ondulavam sobre a silhueta delgada de Kira. 
Ela estava no posto de observação, junto aos antigos pinheiros que protegiam a propriedade de Bella Terra, com toda a sua atenção focada para o outro lado do vale, onde uma faixa feria a encosta distante. 
Era uma estrada, e Kira esperava pela nuvem de poeira toscana que se ergueria como símbolo do fim de seu isolamento. 
Seu pequeno pedaço de paraíso estava prestes a ser transformado para sempre. 
O terreno em tomo de sua casa estava à venda e, de acordo com a corretora de imóveis de lá, o homem mais fantástico do mundo interessou-se em comprá-lo. 
Kira não se importava nem um pouco com aquilo. Havia se mudado para a Itália justamente para escapar de coisas desse tipo. 
Tudo o que tinha ouvido até então a respeito do signor Stefano Albani não havia feito outra coisa a não ser corroborar a opinião que ela já tinha sobre a maioria dos homens. 
Ele havia se comprometido a ir ver a propriedade mais cedo, naquela mesma tarde, mas ainda não tinha aparecido. 
A corretora de imóveis havia ligado para o bangalô de Kira, à procura dele, arfante de tanta excitação e encantada com o modo de o bilionário charmoso flertar com ela ao telefone, mas Kira não parecia nem um pouco impressionada. 
Podia apostar que o malandro estava muito mais interessado em conquistar mulheres do que em comprar uma propriedade no campo. 
Ao ver que o tempo passava e ele não aparecia, a corretora começou a ficar preocupada com o seu compromisso seguinte. 
Sentindo pena dela, Kira acabou se oferecendo para ficar com as chaves da mansão.
Ficava muito apreensiva ao ter que lidar com estranhos, mas ao que parecia, o signor Albani não aparecia mesmo, de modo que sua oferta havia sido só proforma. 
Tudo o que ela realmente quisera fora se livrar da corretora. 
Novamente sozinha, Kira passou a tarde da melhor maneira que havia, desfrutando da vista de Bella Terra. O sol escaldante finalmente deslizou por trás de um grupo de nuvens, dirigindo-se para a ponta arborizada do lado ocidental do vale. Kira começou a relaxar. 
Tinha cada vez mais certeza de que Stefano, o sedutor, não viria. 
Quanto mais as pessoas demorassem para ver a propriedade, mais tempo ela levaria para ser vendida. 
Kira não se importava que o lugar permanecesse vazio para sempre. 
Sua pequena casa ficava isolada da mansão, embora fosse possível vê-la, ao longe. 
Sir Ivan, o último proprietário de Bella Terra, fora uma pessoa tão reservada quanto ela. 
Os dois acenavam um para o outro de cada lado do vale, todos os dias, e Kira fizera o projeto dos jardins de sua propriedade, mas era aí que a amizade de ambos terminava. Agora, porém, o senhor Ivan estava morto. 
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domingo, 12 de agosto de 2012

Bastidores De Uma Vida

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

O palco era sua vida, mas Jassy teria de escolher entre ele e o amor. Quando Jassy subiu ao palco e soube que teria de fazer um teste para o filme Vale do Destino, percebeu que havia caído em uma armadilha.

Na platéia estava o famoso ator de cinema Tom Benedict, o homem que ela amava.
Sabia que ele duvidava das mulheres e principalmente das jovens atrizes, que sempre o usavam como degrau para o sucesso. Apesar de apaixonada,
Jassy não sabia como provar a Tom que ela não era igual às outras.
E que não o traíra participando daquele teste...

Capitulo Um

 — Eu não farei isso! — Jassy exclamou, num tom decisivo. Seus olhos azuis, levemente amendoados, tinham uma expressão que era a um só tempo perplexa e furiosa.
— Não, Sarah, pense o que quiser, mas não perca tempo com mais argumentos, porque eu não vou trabalhar para esse homem. Fui clara?
— Mas, Jassy, você não pode estar falando sério.
— Sarah, a garota com quem Jassy dividia o apartamento, fitava-a com incredulidade.
— Você não está pensando em jogar fora uma oportunidade dessas! Está? — De fato, não estou pensando: estou fazendo isso. Só mesmo se eu estivesse muito desesperada aceitaria uma proposta maluca como essa. — Mas um emprego como esse só aparece uma vez na vida, menina. E, além do mais, tenho a impressão de que você está mesmo desesperada para arranjar trabalho... Acertei?
Sarah acertou. Aquilo era algo que Jassy não poderia negar.
Nervosa, ela afastou o prato quase intocado para recostar-se na cadeira, com ar cansado,
Num gesto nervoso afastou uma mecha loira que lhe caía sobre a testa.
Sarah tinha razão, ela estava desesperada, e esse era o problema.
Sua carreira de atriz, a princípio tão promissora, fora interrompida havia dois meses.
A peça em que estava atuando saíra de cartaz após três semanas de apresentação, com o teatro quase vazio. Assim, fazia já dois meses que ela estava de “folga”.
Em outras palavras, desempregada. E a situação prometia continuar do mesmo modo.
Jassy tentara arranjar trabalho.
Na verdade, durante todo aquele tempo fizera vários testes para conseguir um papel em qualquer outra peça. Mas não tivera muito sucesso.
O papel sempre acabava sendo dado a atrizes mais experientes, e muitas vezes os testes com as atrizes jovens eram apenas pro forma, apenas para fazer alarde em torno do nome do espetáculo.
Após andar de um teatro para outro, Jassy decidira pedir auxílio à irmã mais velha de Sarah, Francesca Templeton, uma mulher de trinta anos que dirigia uma importante agência de empregos.
Felizmente Jassy, além de ter cursado a Escola de Arte Dramática de Londres, estudara também taquigrafia e datilografia. Nunca tivera inclinação para o secretariado, mas seus pais insistiram muito, pois jamais tinham visto com bons olhos sua vocação para o teatro.
E, quando se apresentara na agência de Francesca Templeton, ela colocara esses dois cursos em seu currículo, além de frisar que aceitaria de bom grado qualquer tipo de emprego temporário.
Assim, poderia se manter financeiramente e procurar, com mais calma, um trabalho no teatro.
 Bem, de fato ela afirmara que estava disposta a qualquer tipo de emprego...
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domingo, 4 de março de 2012

O Retorno De Um Estranho

ROMANCE CONTEMPORÂNEO










Açoitado pelos ventos das colinas que no passado foram o seu lar, Heath, um homem solitário e amargurado, jura se vingar da mulher que terminara de destruir os últimos vestígios de seu coração... 


Lady Katherine Charlton jamais esquecera o ajudante do estábulo de punhos fortes e coração amargurado com o qual convivera durante a infância. 
Agora o rebelde estava de volta, e disfarçava o ódio com uma polidez forçada. 
Quando dez anos de escândalos e segredos foram revelados, o desejo mais sombrio de Heath tomou forma no exato momento em que beijou Kathy com violência e paixão. 
E então ele teve toda a certeza de que sua vingança seria consumada... e Kathy lhe pertenceria!! 
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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Em Nome Do Desejo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
1- Mais Que Tudo Na Vida









Sadie Carteret e Nikos Konstantos estavam apaixonados, e planejavam o casamento do ano, esperando que a intensidade de seus sentimentos fosse capaz de transformar a união de famílias rivais em uma poderosa dinastia. 


Porém, as intrigas e traições do mundo dos negócios arruinaram sua felicidade. 
Os Konstantos foram financeiramente destruídos pelos Carteret, acabando com seu relacionamento e seus planos de firmarem compromisso. 
Agora que Nikos conseguiu dar a volta por cima, chegou sua vez de humilhar seus inimigos... e ter Sadie a seus pés. 


Capítulo Um 


Apesar da chuva que açoitava seu rosto, espetava seus olhos e quase a cegava, 
Sadie não teve dificuldade de encontrar o caminho dos escritórios em que teria uma reunião logo cedo. 
Assim que saiu da estação do metrô e virou à direita, foi como se seus pés a levassem automaticamente pelo caminho, sem que precisasse olhar para onde ia. 
Mas é claro que fizera o mesmo caminho muitas vezes antes. 
Há algum tempo atrás, o número suficiente para que soubesse chegar sem pensar. Naquela época encaminhava-se para lá em circunstâncias muito diferentes. 
Naqueles dias teria chegado em um táxi, ou talvez em um carro com um motorista uniformizado que deslizaria a limusine até o meio-fio e abriria a porta para ela. 
Os escritórios pertenciam a seu pai, diretor da Carteret Incorporated. 
Agora eles eram a sede inglesa pertencente ao homem que levou sua família à ruína, por vingança pelo modo como fora tratado. 
E que teve muito mais êxito do que jamais sonhara. Lágrimas se misturavam às gotas de chuva quando Sadie pisou diante das imensas portas de vidro da entrada do elegante prédio, que a ofuscaram tanto que quase tropeçou no degrau. 
Sentiu uma acidez no estômago quando as portas se abriram e viu as palavras Konstantos Corporation gravadas em grandes letras douradas, onde antes via-se o sobrenome de seu pai, de sua família. 
Algum dia seria capaz de voltar ali e não pensar em seu pai, falecido há mais de seis meses, enquanto o homem que o odiou a ponto de tirar tudo o que possuía agora tinha o domínio da empresa que seu bisavô construíra a partir do nada e transformara na corporação multimilionária que era hoje? 
— Não! — Recorrendo à toda a sua coragem, Sadie balançou a cabeça, sacudindo os cabelos lisos e escuros. 
Seus olhos verdes mostravam determinação ao entrar no amplo saguão pavimentado com mármore. 
Os saltos de seus sapatos pretos faziam um som decidido ao caminhar rumo ao balcão de recepção de madeira clara. 
— Não! 
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 2- Fúria Da Paixão





O impiedoso empresário Ross Dalgowan se enfurece ao descobrir que a mulher com quem passou uma noite cheia de paixão é casada! 


Porém, tudo fora um mal-entendido. 
Cathy Richardson, na verdade, estava tentando ajudar seu irmão ao se passar por sua esposa. 
E tudo fica muito mais difícil quando ela descobre que o homem com o qual compartilhou momentos maravilhosos é seu novo chefe! 
Agora, Ross quer fazê-la pagar pelo que fez... com mais noites inesquecíveis... 


Capítulo Um 


Cathy havia colocado a bagagem no carro, despediu-se de seus vizinhos, devolveu as chaves do apartamento e deixara Londres naquela manhã. 
Como era uma distância longa para percorrer dirigindo e Carl estava preocupado com ela, Cathy concordara em fazer uma pausa na viagem e dormir em Ilithgow House, um pequeno hotel familiar que, de acordo com o anúncio, era confortável e barato. 
Carl havia aconselhado Cathy: 
— Comece a viagem o mais cedo possível, maninha. É um caminho danado de comprido só até Ilithgow, e você ainda vai ter que enfrentar todo o trânsito antes do Natal. 
Mas, apesar do alerta dele, a viagem levara muito mais tempo do que ela imaginara, e já escurecera há várias horas. 
Ela havia acabado de cruzar a fronteira entre a Inglaterra e a Escócia quando começou a nevar. 
Os primeiros flocos, grandes e leves, dançavam no ar, capturados pelo facho dourado da luz dos faróis do carro, e acabavam no pára-brisas, onde os limpadores eficientes os atiravam, sem cuidado, para os lados. Desde quando era muito pequena, 
Cathy adorava a neve, e ela pensou no quanto tudo estava bonito e como seria adorável ter um Natal branco. Ou melhor, como teria sido adorável, se ela não estivesse, pelo bem de Carl, planejando viver uma mentira. Espiando pelo vidro, ela ficou grata por já estar chegando. 
Os flocos estavam ficando menores e mais compactos, e a neve estava agora caindo com força. 
Avisada de que já estava nevando pesadamente no norte da Escócia e nas montanhas, ela esperava encontrar uma situação parecida mais cedo ou mais tarde, mas não tão ao sul, e Cathy sentiu-se aliviada por estar no carro de Carl, com tração nas quatro rodas. 
Quando finalmente avistou o luminoso com o nome do hotel, o vento ficara mais forte, indicando que uma nevasca se aproximava, o que a obrigava a dirigir através de uma cortina branca e ofuscante. 
Virando à esquerda e passando entre os portões iluminados, ela diminuiu a velocidade quase completamente, animando-se ao pensar que não deveria haver mais do que algumas centenas de metros à sua frente. Ilithgow House, de acordo com o que ela lera quando fizera a reserva, ficava a menos de meio quilômetro de distância da estrada principal.
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sexta-feira, 22 de julho de 2011

Gôndolas E Beijos

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Durante as férias na encantadora cidade de Veneza, Amy deixou-se seduzir por um belo italiano e casou-se com ele!

Depois de conhecer o paraíso nos braços do marido, Amy descobriu que ele se casara apenas para reaver um antigo anel de família, de preço inestimável!
A decepção foi tão dolorosa que Amy fugiu.

Quatro anos mais tarde, mesmo sabendo que nunca amaria outro homem como amara Vincenzo Ravenelli, Amy precisava se libertar do passado.
Chegara a hora de retornar a Veneza e confrontar-se com o homem que tanto a magoara...

Capítulo Um

— Deve haver algum engano! — Amy estava dentro do barco, tentando controlar sua ansiedade e aflição, quando avistou uma imponente casa diante dela. — Isso não pode estar certo!
Mas a resposta do piloto do barco viera como uma enxurrada em italiano incompreensível, enquanto ele balançava a cabeça enfaticamente em tom indignado.
As únicas palavras que ela pôde entender foram: Ravenelli e palazzo.
Palavras que vinham confirmar que, ainda que não houvesse entendido nada do que aquele homem tentara lhe dizer, pelo menos ele realmente a levara para onde ela tinha pedido.
Mas não ao lugar que imaginara.
O que ficara em sua mente da última vez que estivera em Veneza, fora o apartamento que dividira com Ravenelli, que ficava em um prédio de fachada elegante e charmosa.
E agora estava ali, diante daquela imponente residência.
— Mas, signore... — conseguiu dizer meio hesitante. — Eu...
A resposta do italiano foi um outro acesso de eloqüência indignada, acompanhado de mãos que gesticulavam rapidamente.
— Por favor... — Ela tentou novamente. — Eu quero achar a casa do signor Vincenzo Ravenelli.
— E você a encontrou — surgiu uma outra voz.
Amy conhecia aquele sotaque encantador que, mesmo totalmente contra sua vontade, ainda tinha o poder de lhe causar aquela emoção e perturbar todo o seu corpo.
— Você encontrou minha casa e finalmente me encontrou, minha querida.
Se só de ouvir o som de sua voz, ela já se arrepiava descontroladamente, como poderia dizer a ele que não significava mais nada para ela?

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quarta-feira, 22 de junho de 2011

O Retorno

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Novos Rumos



Ele fora declarado desaparecido no mar.

Mas Zarek Michaelis retornara pronto para assumir o controle!

Primeiro, ele cuidaria dos negócios.
E depois, da esposa rebelde...
Durante dois anos, Penny lutou para se conformar com o desaparecimento de Zarek.
Mas alcançara o seu limite.

Chegara a hora de seguir em frente.
Ao reencontrar seu orgulhoso marido grego, notou que ele ainda possuía a mesma masculinidade morena, o que tornava a atração entre eles mais potente do que nunca. Penny, entretanto, não podia confiar nas intenções de Zarek.
Pois suspeitava que ele desejava somente o corpo dela, a fortuna que deixou para trás... e nada mais!

Capítulo Um

A luz fraca do pôr do sol quase não iluminava o caminho por onde Penny passava e, por mais que ela quisesse, era impossível andar mais depressa.
Na verdade, sua vontade mesmo era correr.
Queria se afastar da vila o mais rápido possível, correr o máximo que pudesse.
Queria correr e nunca voltar, para ficar longe do ambiente pernicioso da casa que havia deixado para trás.
Mas até o momento isto tinha sido difícil.
E agora? Bem, agora sabia que podia ir embora e talvez ela devesse ir.
Mas ao fazer isso, ela estaria admitindo para si mesma que não havia mais esperança. Que seu sonho de amor e de um futuro havia terminado para sempre, morto, como suas esperanças.
Morto, como...Não, nem agora ela conseguia colocar o nome de Zarek, seu marido, no final da frase.
Se o fizesse, estaria admitindo que todos estavam certos e que ela era uma tola, a única que demorou muito tempo para se convencer.
Assumir que não tinha mais marido.
Admitir que o homem que ela amava e com quem havia se casado nunca mais voltaria para casa.
Ao chegar no ponto onde o caminho desembocava em uma praia, ela se livrou das sandálias e começou a caminhar sobre os seixos.
No mar, ela avistou a silhueta de um homem num barco, remando, de costas para ela. Ele usava um boné enterrado na cabeça de forma que não era possível definir-lhe as feições.
Ela ainda ficava aflita de ver alguém no mar, até hoje. Lá fora, em algum lugar a muitos quilômetros de distância, Zarek tinha perdido a vida.
O fundo do mar era seu túmulo.
Foi isso que ela teve tanta dificuldade de aceitar.
E ainda teria que aceitar mais uma coisa, uma verdade ainda pior: o fato de que Zarek nunca a tivesse amado de verdade.
O casamento deles tinha sido uma mentira, ao menos para Zarek. Para ele foi simplesmente um plano para gerar um herdeiro, e nunca um casamento por amor como ela pensou que fosse.
Então por que ela ainda se prendia a suas lembranças se ele obviamente não ia voltar?
Encontrando uma saliência na rocha lisa, num elevado da pequena enseada em forma de ferradura, ela se sentou no assento improvisado e apoiou os cotovelos nos joelhos, enquanto observava o pequeno barco balançar nas ondas agitadas.
Sentada e olhando fixo para a praia, ela pensou na cena que acabara de deixar para trás.
— Penelope...

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A Sedução
Novos Rumos



Hipnotizante, sexy e podre de rico.

Com esses atributos, Kain Gerald podia ter a mulher que desejasse!
Por isso, se apoderar de Sable Martin não parecia ser um problema.
Astuta é interesseira, ela havia usado seus encantos e sua sensualidade para chantagear o primo dele. A Kain restava vingar sua família.

E ele havia traçado o plano perfeito... até que durante um encontro cara a cara com Sable, ela ergueu o olhar e ele viu um par de olhos encantadores e inocentes... Dominado pela culpa, Kain finalmente percebera que havia chantageado uma mulher pura!

Capítulo Um

Kain Gerard olhou para sua tia com afeição e exasperação.
— De novo, não! Ela empinou o nariz.
— Não é culpa de Brent! Ele é apenas...
— Um tolo no que diz respeito às mulheres — completou Kain de maneira sucinta. — Ele se apaixona loucamente pelas mulheres mais inadequadas, enche-as de presentes, promete-lhes amor infinito, até que acorda uma manhã e percebe que não tem nada em comum com elas. Então, dispensa-as e elas explodem e se lamentam de maneira chorosa... e lucrativa... para a mídia.
— Ele apenas se deixa levar pela emoção — protestou a mãe de Brent com fraqueza. — Não sabe o que realmente quer.
Kain arqueou uma sobrancelha.
— Ele parece saber exatamente do que precisa. — Seios grandes, pernas longas e lábios carnudos eram os critérios de Brent. — Temporariamente, pelo menos. Por que você está preocupada desta vez?
— Kain, você, de todas as pessoas, sabe muito bem que Brent acabou de receber uma fortuna por seu provedor de acesso à internet: mais de vinte milhões de dólares. — Amanda Gerard hesitou, antes de acrescentar apressadamente: — E ela não é o tipo usual de Brent. Para começar, é mais velha do que ele, e não é modelo, apresentadora de programas ou vencedora num concurso de beleza.
Kain franziu o cenho.— Então você acha que ela está atrás do dinheiro?
— Brent tem a reputação de ser bobo e generoso — apontou sua tia.
— Que evidência você tem de que ela é uma exploradora? — Amanda Gerard pensa que, além de ser brilhante e incrivelmente bem-sucedido, Kain também parecia ter saído de uma fantasia: l,92m, ombros largos, corpo magro e forte, e o tipo de vitalidade potente que tirava o fôlego de qualquer mulher.
Kain também possuía feições perfeitas, uma boca maravilhosa e olhos acinzentados que contrastavam com a pele cor de oliva e cabelos pretos.
Brent era bonito, mas nem mesmo uma mãe coruja o compararia a Kain.
Ela estendeu uma fotografia para seu sobrinho.
— Olhe.
Ele estudou a foto por um momento e olhou para cima.
— Com certeza, diferente das namoradas de Brent. Quem é ela?

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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Jôgo Da Tentação

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Fruto proibido?

O que havia acontecido naquela noite fora especial, algo de que ela jamais se esqueceria...
Porém, ela se perguntava o que havia significado para Gabriel...

Teria sido algo que ele descartara, como um jogo de tentação?
Ele havia dito que a achava tentadora, mas também dissera que ela era... perigosa.
O que isso significava?
E agora, quatro anos e meio depois, Rachel estava prestes a descobrir. Gabriel estava de volta...

Capítulo Um

— Ele está aqui! Rachel soltou a cortina que havia afastado da janela e recuou um passo, em um movimento frenético.
Com mãos trêmulas, ajeitou os cabelos castanho-claros, tentando dominar a ansiedade que tornava mais escuros os seus olhos cinzentos.
— Pontual, é claro.
Bem, Gabriel sempre fora rígido com seus horários.
A única ocasião em que a fizera esperar, fora friamente planejada e a lembrança ainda fazia Rachel tremer.
— Afaste-se da janela, Rachel! — a mãe sussurrou, nervosa, como se temesse ser ouvida pelo homem que, naquele momento, abria a porta do Jaguar azul. — Se ele perceber que você está espiando...
— Esta janela não é visível do interior do carro — Rachel assegurou-a, embora obedecesse a ordem.
Afinal, estando nos degraus da entrada da casa, ele agora poderia vê-la com facilidade.
Rachel respirou fundo, lutando para controlar as emoções caóticas, que ela nem sequer estava preparada para admitir.
Não queria demonstrar o nervosismo que a chegada de Gabriel lhe despertava, depois daqueles quatro anos e meio de separação.
O som da campainha ecoou pela casa, deixando mãe e filha ainda mais tensas.
Em seguida, as duas ouviram os passos da empregada que foi abrir a porta.
— Ah, Rachel, simplesmente não sei como vou suportar essa situação!
— Lydia Tiernan murmurou. — Sempre jurei que se aquele homem voltasse a pôr os pés nesta casa, eu sairia imediatamente. Prefiro morrer a viver sob o mesmo teto que ele!
— Tenho certeza de que é exatamente isso o que ele quer, mamãe. Não me refiro à sua morte, embora ele certamente encararia o fato como a grande solução para os seus problemas. A questão é que a simples menção de partir o colocaria em posição de vantagem.
— Está dizendo que partir seria o mesmo que fugir?
— Sim. E, ainda, daria a ele o direito de posse de nove décimos...
Rachel deu-se conta de que não seria necessário continuar, uma vez que a expressão da mãe havia mudado completamente.
Os lábios de Lydia adquiriram firmeza e seus olhos, ligeiramente mais escuros que os da filha, exibiram o brilho da determinação.
— Não tenho a menor intenção de permitir que Gabriel fique com nada do que me pertence, por direito — declarou. — Ele já possui mais que o suficiente e não vou...

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domingo, 9 de janeiro de 2011

Dueto Avassaladores Bilionários

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
2- INOCÊNCIA


Não mais que uma ingênua adolescente, Jessica Marshall se apaixonou pelo deslumbrante grego Angelos Rousakis.

Mas sua desastrada tentativa — de seduzi-lo custou caro para ele.
Sete anos depois, Ângelo está de volta, e pretende reivindicar o que é seu... incluindo Jessica!

Enquanto se apaixona por ele novamente, ela não consegue deixar de pensar se ele retornou por prazer... ou por vingança!

Capítulo Um

A chuva torrencial açoitava o pára-brisa do carro, obscurecendo a estrada e ocultando o sinal fixado na parede baixa de pedra, mas Angelos Rousakis não precisava de ajuda ou orientação para chegar ao lugar que estava procurando.
A ala­meda rural que conduzia ao Solar não mudara nada desde a última vez em que a viu e suas mãos já se preparavam para girar o volante e contornar a curva, antes mesmo de ele avistar o portão.
O aguaceiro selvagem significava que teria de virar a cur­va acentuada e íngreme em baixa velocidade, mas isso não o preocupava.
Esperara muito por aquele momento, planeja­ra-o por tanto tempo, que alguns minutos a mais não fariam diferença.
A verdade era que estava desfrutando a expectati­va, quase tanto quanto esperava colocar seu plano em ação.
Quando a mansão cor-de-areia entrou em seu raio de visão, o sentimento de satisfação que o acompanhava desde que dei­xara Atenas se aprofundou e escureceu só de pensar no que estava por vir.
No interior daquela casa, Jessica Marshall agia como a se­nhora do Solar, alheia ao fato de que seus dias naquela função estavam contados.
Na verdade, já haviam findado.
Num espaço muito curto de tempo, a realidade da situação se abateria sobre ela e, quando o mundo desmoronasse a seu redor, estaria lá para ver a reação dela.
Esse pensamento era algo que tornava suportável a longa e tediosa viagem do aeroporto até ali, até mesmo com aquele tempo apavorante.
— Acho que agora estamos prontos — disse Jessica suave­mente, parando o mordomo do padrasto no momento em que ele se preparava para deixar a sala, após ter anunciado o último con­vidado. — Já pediu para que trouxessem os carros para a frente da casa, Peters?
Ele hesitou, parecendo um pouco preocupado.— Há algum problema?










Dueto Avassaladores Bilionários
1- Esperança
2- Inocência

Dueto Avassaladores Biliónários

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
1- ESPERANÇA



Alice passou seis meses apaixonantes como amante de Domenico.

Mas ela sabia que ele jamais retribuiria seu amor... e que logo a dispensaria. Assim, ela o deixou.
Agora, ele a quer de volta em sua cama, e suas condições são as mesmas de antes... até ele fazer uma descoberta que muda tudo: Alice está esperando um filho seu.

Capítulo Um

Alice Howard sabia exatamente quem estava à porta assim que escutou o primeiro toque da campainha.
Sabia de quem se tratava; sabia quem estava lá. Tinha cons­ciência também de que era a última pessoa na Terra que queria ver... Muito embora fosse, ao mesmo tempo, a pessoa que mais desejava encontrar no mundo.
A mera idéia de abrir a porta para ele fazia suas pernas tremerem a ponto de não poder ficar de pé ou ir à janela para espiar se estava certa a respeito da identidade do visitante inesperado.
No entanto, não havia necessidade. Em sua men­te e, principalmente, em seu coração, onde mais importava, sabia.
O momento conferia: apenas três dias após o envio da carta em que lhe informava haver algo importante que precisavam discutir... Deslizou a mão em concha, cuidadosamente, sobre o ponto onde o bebê, filho daquele homem, como descobrira dias antes, começava a se desenvolver.
Algo muito, muito importan­te, dissera Alice, e certamente era assim.
A circunstância também conferia.
Chegada totalmente re­pentina. Nenhum aviso.
Sequer o ruído de um carro vindo pela pequena viela e estacionando diante do portão a havia alertado para o fato de que ele estava ali.
Até mesmo o som conferia.
O soar áspero, agudo e insistente da campainha, ecoando pela quietude da tarde e pelo silêncio da casa, era como uma ordem despótica, tirânica. Fria, orgulhosa e altiva como o próprio Domenico.
Domenico. Pronto. Agora permitira que seu nome lhe entras­se nos pensamentos. Havia finalmente admitido quem imagina­va ser seu visitante indesejado.
O homem cuja chegada à porta lhe inspirava tanto terror.
Ou seria tanta... expectativa?
Não era capaz de responder, e sacudiu a cabeça, lentamente, fazendo voar os longos cabelos escuros ao redor do rosto pálido e oblongo.
Dentes brancos e afiados pressionavam seu carnudo lábio inferior, e seus olhos azuis estavam obscurecidos pelas profundas sombras das noites sem sono, acentuadas por aquele pequeno segredo.
— Domenico.
O nome dele escapou dos lábios de Alice enquanto se senta­va na pequena cama de solteiro, no diminuto quarto com deco­ração já desgastada pelo tempo.
As mãos estavam firmemente apertadas no colo enquanto lutava contra o impulso ardente de atravessar correndo o tapete verde-claro e olhar pela janela.
Protegida atrás das desbotadas cortinas de veludo, é claro.








Dueto Avassaladores Bilionários
1- Esperança
2- Inocencia

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Sob o Comando do Sheik

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


O irmão de Abbie Cavanaugh está na prisão, mas ela pode conseguir sua liberdade...
Desde que aceite ser esposa do sheik de Barakhara.

A explosiva paixão entre o príncipe Malik e Abbie é capaz de transformar um casamento de conveniência em pura sedução.

Entretanto, nenhum dos dois conhece a verdadeira identidade do outro.Poderá o casamento ser realizado quando esse segredo for revelado?
Abbie Cavanaugh faria qualquer coisa para salvar seu irmão, preso em um país distante por roubo de artefatos arqueológicos.
A vida de Andy está nas mãos de Malik Al'Qaim, o sheik de Barakhara, que concorda em fazer uma visita diplomática para negociar a libertação do jovem.
No entanto, Abbie jamais imaginaria que as condições do soberano fossem tão... pessoais.
Em troca da liberdade de Andy, Malik exige levá-la para seu país.
Mas uma explosiva paixão pode transformar esse arranjo de conveniência em algo muito mais sedutor...

Capítulo Um

Abbie viu os homens grandes e poderosos em motocicletas possantes, pretas e cromadas, brilhando na luz do sol.
Apesar do calor, seus corpos musculosos estavam cobertos de couro preto, e eles usavam capacetes.
Obviamente aqueles homens eram os guarda-costas de um sheik que governava um país distante.
Um país deserto onde o sol brilhava dia após dia, e cuja temperatura era bem mais alta do que o calor moderado de uma tarde de verão inglesa.
O sheik que estava no carro atrás deles.
O comboio de máquinas possantes fez o percurso num roncar ensurdecedor de motores, e parou do lado de fora da porta principal da casa, espreitando tudo e todos.
O trabalho deles era proteger o ocupante do veículo grande e ostensivo que os seguia: o sheik Malik bin Rashid Al'Qaim.
O carro também tinha uma pequena bandeira no capô. A bandeira de Barakhara.
Abbie deu um suspiro profundo.
Então ele estava aqui. Era realmente um acontecimento e não um sonho.
Era absolutamente real.
E tal realidade transformou-se no maior pesadelo que ela já vivera.
Seus olhos acinzentados encheram-se de lágrimas e ela piscou rapidamente para contê-las, passando as mãos trêmulas pelos cabelos louros enquanto lutava para se controlar.
Ele chegara com meia hora de antecedência.
Por isso, Abbie ainda estava arrumando a sala, a blusa branca e a saia justa sob aquele ridículo avental florido de algodão, emprestado pela governanta..
— Papai! — gritou ela, com a voz trêmula e ofegante. — Eles chegaram.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Avassaladora Vingança

ROMANCE CONTEMPORÂNEO












Ela seria a vingança perfeita...

Alexa Montague está à beira da loucura. Afinal, ela foi obrigada a cancelar o casamento de sua irmã, e agora o arrogante noivo, Santos Cordero, exige que ela assuma o lugar da noiva fugitiva!
Os Montague roubaram não apenas sua fortuna, mas também uma noiva... Mesmo incapaz de amar Alexa, seu corpo arde por ela como por nenhuma outra mulher. Por isso, e ele a manterá cativa... até ela se render a seus desejos...

Capítulo Um

Se ela pretendia fazer aquilo, então deveria começar logo, Alexa se convenceu.
Na verdade, deveria começar imedia­tamente, sabendo que não havia opção.
Porque a verdade era que tinha de fazer aquilo.
Com certeza, alguém deveria. E ninguém mais faria. Definitiva­mente, não Natalie.
Natalie jamais teria suportado.
Teria desistido, cedido à pressão e diria o oposto do que estava ali para dizer — do que precisava dizer.
Se Natalie fosse obrigada a enfrentar Santos Cordero, teria aceitado o casamento que não queria, como aceitou, desde o início.
E assim perderia a chance de viver um ver­dadeiro amor.
Não, era melhor para Natalie seguir para o aeroporto, para sua nova vida.
Que sua meia-irmã, mais velha, resolvesse tudo. Agora era problema de Alexa con­sertar, pedir desculpas, explicar.
Esse pensamento bastava para fazer reduzirem o rit­mo dos passos de Alexa ao sair do carro que acabara de deixá-la em frente à porta principal da enorme e elegante catedral de Santa Maria de Ia Sede, no centro de Sevilha.
Olhando para cima, em direção à torre conhecida como La Giralda, ela deu um suspiro profundo.
Atrás dela, uma multidão de fotógrafos se amontoava para registrar o evento.
Os flashes das câmeras disparavam como balas de fuzil, e ela se esforçava para ignorá-los enquanto subia os velhos degraus de pedra até chegar ao portal e pegar a pesada maçaneta de ferro da grande porta de madeira talhada.
— Você não cairá nessa armadilha, Nat. Não mais.
Alexa pronunciou as palavras em voz alta, para enfati­zá-las.
Mas, ao escutá-las, sabia que faltava a convicção tão necessária.
Não era o suficiente para fazê-la entrar na catedral e anunciar o que acabara de acontecer.
— Vamos lá, Alexa. Você sabe que deve fazer isso!
Suspirando com resignação, ela aceitou a verdade, em­purrando com força a grande maçaneta de ferro.
Ninguém mais poderia resolver o problema. Se ela não fizesse algo a respeito, toda a terrível bagunça permanece­ria como estava — ou ficaria pior.
 

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Resgate de Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Kate Walker




















Teria sido um plano perfeito se a paixão não surgisse inesperadamente...
Quando Jay Keller a tomou nos braços tentando beijá-la, Helen quase cedeu aos apelos de seu coração apaixonado.
No entanto, ao lembrar-se de que ele queria apenas uma oportunidade para fugir, afastou-se magoada. "Não é preciso ir tão longe, Jay", disse baixinho.
Assim que pagar o que meu irmão lhe exigiu, estará livre de mim e deste seqüestro.
E ninguém ficará sabendo que um cantor famoso como você caiu com tanta facilidade na armadilha que lhe preparamos.

Capítulo Um

— Seqüestrá-lo! — Helen Seymour exclamou, surpresa. — Você não pode estar falando sério, Ricky!
— Nunca falei tão sério em toda a vida. — Ricky sorriu, ao ver o espanto da irmã. — O pessoal da comissão organi¬zadora me pediu uma sugestão e eu dei essa idéia. Você não pode negar que é fantástico.
— Não posso é acreditar nessa loucura — Helen declarou, num tom firme. — Será que não pensaram nos problemas que isso nos acarretará? E a polícia?
— Não se preocupe — Ricky retrucou, dando de ombros. — Nós não vamos machucá-lo e ele, com certeza, vai adorar a publicidade em torno do assunto. Jay Keller faz de tudo para aparecer e sem dúvida concordará bem depressa com o pedido de resgate. Imagine quanta simpatia não despertará entre os fãs. — Percebendo a hesitação de Helen, ele tentou convencê-la usando um argumento que sabia ser irrecusável. — Você sabe que precisamos de fundos para continuar o programa de transplantes de rins. E Jay Keller possui rios de dinheiro.
Disso Helen tinha certeza, pois sabia que Jay Keller, o astro do rock, era um dos homens mais ricos do país. Certamente dispunha do dinheiro necessário ao programa. Apenas, o método que Ricky e os outros estudantes pretendiam usar para consegui-lo não era nada convencional.
— Por que não conversa com ele e pede um donativo? — sugeriu.
— Ora, Helen, e que graça tem isso? — ele protestou. — Já esqueceu que esta é a semana dos trotes na faculdade? Todos estão pensando nas melhores idéias para pregar peças e fazer brincadeiras, e acho que meu plano é sensacional.
Helen conhecia muito bem o pessoal da faculdade e sabia que a semana de aniversário da fundação era tradicionalmente comemorada com trotes e brincadeiras que os es-tudantes de diversos cursos inventaram, para arrecadar fundos para instituições de caridade ou pesquisas na área científica.
Só que achava o plano perigoso e ficou em silêncio, pensativa.
— Por favor, maninha, relaxe e procure encarar o fato sob outro aspecto — Ricky insistiu. — É só uma brincadeira. Nós não vamos machucar ninguém e estamos fazendo isso por uma boa causa.