Frente a frente com o destino!
Abandonado no altar pela única mulher que realmente desejara na vida, Mike Holt era um homem amargo. E por nada no mundo permitiria que ela o magoasse outra vez, mesmo que ainda quisesse muito abrir-lhe as portas de seu coração.
Aurora Sheridan deixara-se separar do homem amado e tivera cinco longos anos para se arrepender.
Agora, com a vida em ruínas, não tinha mais ninguém a quem recorrer, exceto Mike.
Nada lhe restava, a não ser uma segunda chance no amor...
Capítulo Um
Mike Holt lembrou-se de seu juramento de jamais pôr os pés num hospital novamente, quando chegou à porta de vidro, virou-se e voltou a cruzar a sala de espera. Se não amasse tanto a irmã...
— Mike, por que não se senta?
— Vou sair — anunciou de súbito, dirigindo-se ao estacionamento.
Se, mais uma vez, sua mãe lhe dissesse para sentar-se, ele perderia a paciência de vez. Sabia que mais tarde se arrependeria por ter passado tanto tempo andando de um lado para o outro, mas precisava movimentar-se.
No momento em que sentiu a brisa marítima contra o rosto, concluiu que devia ter saído muito antes. Embora o ar puro não diminuísse sua preocupação com Stevie, abrandava a sensação de estar fechado na sala de espera há uma eternidade. Definitivamente, detestava hospitais. Passara muito tempo em um deles, há tantos anos.
Sem saber exatamente por que, continuava a pensar no pai de Aurora Sheridan. O velho morrera naquele mesmo hospital, três semanas antes, de um súbito ataque cardíaco. Quando lera a notícia no jornal local, Mike havia especulado se Rory voltaria. Então, concluíra que não faria a menor diferença. E, também, não se importava com o fato do velho estar morto. Já quase acreditava nisso. Quase.
Pensou em procurar por Pete, na clínica ao lado do hospital, mas logo desistiu. Já não conseguia caminhar sem mancar e, além disso, a dor nas costas e na perna indicavam que o inchaço voltara, no ponto onde se encaixava a prótese. Pete perceberia no mesmo instante e Mike receberia mais um de seus intermináveis sermões.
Virou-se e caminhou em direção à entrada do hospital, percebendo a placa que indicava o setor de emergência. Felizmente, não havia nenhuma ambulância por ali. Havia apenas um carrinho de golfe, utilizado por funcionários, além de um automóvel sedan europeu, estacionado diante da entrada.
Talvez, pensou, fosse uma boa idéia visitar Pete. Quem sabe um bom sermão sobre os cuidados com a prótese afastasse seus pensamentos de Stevie e do que ela estava passando. Sabia que a irmã queria muito aquele bebê, mas...
Quando se aproximava do sedan, Mike ouviu as portas do setor de emergência se abrirem. Mal se dera conta de que uma mulher acabara de sair, quando perdeu o fôlego ao deparar com seu rosto. O olho esquerdo apresentava-se roxo, parecido ao que ele conseguia com freqüência, quando jogava futebol americano na escola. Não, aquele era muito diferente. Aquela mulher se parecia com...
Rory.
Era Rory. Embora não a visse há cinco anos, não havia dúvidas. E todo o esforço que fizera para bani-la da memória fora em vão.
E, tudo o que Mike pôde fazer foi ficar ali parado, olhando para ela, mergulhado em lembranças de uma tarde que se iniciara tão cheia de esperanças, para terminar tão sombria. A primeira coisa que lhe veio à cabeça, foi a sobrinha Katie. O grito dela sinalizara o início do desastre.
— Mas, eu quero ser dama de honra! — Katie choramingou em tom estridente, no saguão da igreja lotada, atraindo a atenção de todos os convidados.
Mike soube no mesmo instante que algo estava errado. Mas só se deu conta da gravidade da situação, quando se viu na varanda da casa de Rory, segurando o bilhete em que ela dizia não poder levar adiante aquele casamento. Foi quando a porta se abriu e ele olhou para o pai de Rory, que soube... stre.
— Mas, eu quero ser dama de honra!

Capítulo Um
Mike Holt lembrou-se de seu juramento de jamais pôr os pés num hospital novamente, quando chegou à porta de vidro, virou-se e voltou a cruzar a sala de espera. Se não amasse tanto a irmã...
— Mike, por que não se senta?
— Vou sair — anunciou de súbito, dirigindo-se ao estacionamento.
Se, mais uma vez, sua mãe lhe dissesse para sentar-se, ele perderia a paciência de vez. Sabia que mais tarde se arrependeria por ter passado tanto tempo andando de um lado para o outro, mas precisava movimentar-se.
No momento em que sentiu a brisa marítima contra o rosto, concluiu que devia ter saído muito antes. Embora o ar puro não diminuísse sua preocupação com Stevie, abrandava a sensação de estar fechado na sala de espera há uma eternidade. Definitivamente, detestava hospitais. Passara muito tempo em um deles, há tantos anos.
Sem saber exatamente por que, continuava a pensar no pai de Aurora Sheridan. O velho morrera naquele mesmo hospital, três semanas antes, de um súbito ataque cardíaco. Quando lera a notícia no jornal local, Mike havia especulado se Rory voltaria. Então, concluíra que não faria a menor diferença. E, também, não se importava com o fato do velho estar morto. Já quase acreditava nisso. Quase.
Pensou em procurar por Pete, na clínica ao lado do hospital, mas logo desistiu. Já não conseguia caminhar sem mancar e, além disso, a dor nas costas e na perna indicavam que o inchaço voltara, no ponto onde se encaixava a prótese. Pete perceberia no mesmo instante e Mike receberia mais um de seus intermináveis sermões.
Virou-se e caminhou em direção à entrada do hospital, percebendo a placa que indicava o setor de emergência. Felizmente, não havia nenhuma ambulância por ali. Havia apenas um carrinho de golfe, utilizado por funcionários, além de um automóvel sedan europeu, estacionado diante da entrada.
Talvez, pensou, fosse uma boa idéia visitar Pete. Quem sabe um bom sermão sobre os cuidados com a prótese afastasse seus pensamentos de Stevie e do que ela estava passando. Sabia que a irmã queria muito aquele bebê, mas...
Quando se aproximava do sedan, Mike ouviu as portas do setor de emergência se abrirem. Mal se dera conta de que uma mulher acabara de sair, quando perdeu o fôlego ao deparar com seu rosto. O olho esquerdo apresentava-se roxo, parecido ao que ele conseguia com freqüência, quando jogava futebol americano na escola. Não, aquele era muito diferente. Aquela mulher se parecia com...
Rory.
Era Rory. Embora não a visse há cinco anos, não havia dúvidas. E todo o esforço que fizera para bani-la da memória fora em vão.
E, tudo o que Mike pôde fazer foi ficar ali parado, olhando para ela, mergulhado em lembranças de uma tarde que se iniciara tão cheia de esperanças, para terminar tão sombria. A primeira coisa que lhe veio à cabeça, foi a sobrinha Katie. O grito dela sinalizara o início do desastre.
— Mas, eu quero ser dama de honra! — Katie choramingou em tom estridente, no saguão da igreja lotada, atraindo a atenção de todos os convidados.
Mike soube no mesmo instante que algo estava errado. Mas só se deu conta da gravidade da situação, quando se viu na varanda da casa de Rory, segurando o bilhete em que ela dizia não poder levar adiante aquele casamento. Foi quando a porta se abriu e ele olhou para o pai de Rory, que soube... stre.
— Mas, eu quero ser dama de honra!








