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segunda-feira, 9 de julho de 2018

O encontro do século

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

A discreta e recatada Nell McCabe não podia acreditar que se tornara a sedutora apresentadora de um provocante programa de rádio chamado Zona Quente. 

Estava disposta a quase tudo para salvar a emissora, mas organizar uma grandiosa festa de dia dos namorados do ano 2000?
Formar casais entre os ouvintes que ligavam para o programa, e no ar?
Pois bem, aceitaria a missão... 
E estava tentando cumpri-la, até o sexy John Jones telefonar e elevar sua pressão sanguínea. 
A última coisa que Nell queria era jogá-lo nos braços de uma mulher que não fosse ela mesma!

Capítulo Um

Julho 1999— Malditos irmãos Jones! — Nell McCabe, conhecida em toda a ci­dade de Chicago como a calma e inabalável apresentadora do programa matinal de aconselhamento chamado Fale com Nell, amassou o memorando do departamento de marketing, jogou-o no chão e pisoteou-o.
Amy, sua produtora, parou na porta.
— Escolhi um mau momento?
— Todos os momentos são péssimos desde que eles compra­ram a estação. E está piorando.
Com um grito abafado de desânimo, Amy recolheu o papel do chão.
— Oh, não! Eles também nos demitiram?
Enquanto ela tentava desamassar a folha para ler a men­sagem, Nell começou a andar de um lado para o outro.
— Seria melhor se eles nos mandassem embora de uma vez por todas — resmungou. — Querem elevar minha audiência. Gosto do meu público exatamente como é! Por outro lado, concordei com as ideias estúpidas daqueles patetas, não? Disseram que minha imagem era séria demais, e eu me submeti a novas sessões de fotos. Fotos! Que importância tem isso? Trabalho no rádio! Minha aparência não conta! Mas eles disseram que seria bom para a divulgação do programa, e por isso concordei. Mas isso foi antes de perceber que seria pega de surpresa por toneladas de maquiagem, meia dúzia de cabeleireiros e aquele vestido horrível. Só Deus sabe como vou aparecer naqueles retratos. Ridícula, certamente!
Amy levantou uma sobrancelha.
— Nell, a ideia sobre as fotos foi de Drake Witley, o novo diretor de marketing. E este memorando também foi assinado por ele. Não entendo por que acusa os irmãos Jones. Além do mais, o documento só solicita sua presença em uma reunião. O que há de tão horrível nisso?
— Os irmãos Jones contrataram Drake, a Cobra! E recebi o memorando as duas e vinte e cinco, apesar de a reunião ter sido marcada para as duas da tarde. Estou meia hora atrasada antes mesmo de tomar conhecimento do evento. Sei reconhecer uma armadilha. Eles vão esperar por mim e despejar um novo esquema sobre minha cabeça assim que eu passar pela porta. Estarei atrasada; confusa e incapaz de argumentar. Trata-se de uma manobra suja e desleal pela qual os Jones são famosos!
— Nell, está começando a ficar paranoica!
Ela balançou a cabeça. Como apresentadora do Fale com Nell, dava conselhos a todos os ouvintes que telefonavam pe­dindo ajuda para solucionar um confuso caso de amor. Seu trabalho consistia em ouvir os problemas alheios e se manter calma e solidária diante do sofrimento e da histeria. "Fale com Nell", dizia o lema do programa. "Juntos venceremos alguns percalços da acidentada estrada do amor".
Mas em poucas semanas havia perdido a calma, o controle e o equilíbrio. Sentia-se prestes a esmurrar o primeiro nariz que surgisse em sua frente. E adoraria agredir um dos sofis­ticados, empreendedores e mulherengos piratas que haviam comprado à estação de rádio. Os Garotos Jones.
— Pelo que sabemos — Amy continuou com tom sensato, os Garotos Jones nem estão na cidade. Nunca os vi. E você? Hoje em Paris, amanhã no Rio... Acha que eles têm tempo para vir a Chicago brincar com á boa e velha W109?
— Alguém esteve brincando com ela, isso é óbvio. Minuto Marvin da Meteorologia... Fora do ar! — Nell lamentou. — E por quê? Para dar espaço á uma hora inteira de Fofocas Cintilantes. Arghhh! Paddy Cherlihy e seu Hora Gaulesa se foram. Em seu lugar temos As Mais Horrendas Lendas Urbanas do Mundo. Ago­ra sou arrastada para uma reunião para... — Parou e recordou as palavras do memorando. — Para discutir maneiras de tornar meu programa mais quente e dinâmico. É insano.
— Nell, é só uma reunião. E você nem sabe o que vão dizer.
— Sei que Fale com Nell não é quente ou dinâmico, e gosto da atual estrutura do programa.
Adorava o que fazia; pelo menos até os irmãos Jones apa­recerem. Sempre tivera a sensação de estar desempenhando uma função de utilidade pública. Todos precisavam de alguém que ouvisse seus problemas. Até mesmo as pessoas mais quen­tes e dinâmicas sentiam falta de alguém que...
Amy empurrou-a para a porta.
— Vá de uma vez e ouça o que eles têm a dizer. Talvez seja apenas um novo e divertido pacote promocional de verão, algo que possa apreciar de verdade. Veja pelo lado positivo: ao contrário de Marvin e Paddy O'Herlihy, não fomos tiradas do ar. Quero dizer, se estão dispostos a gastar dinheiro para tornar o programa mais quente e dinâmico, é porque não pretendem encerrá-lo, certo?
— Espero que não. — O que faria sem o Fale com Nell? Dava conselhos no ar desde os vinte anos, quando criara seu primeiro programa na rádio da faculdade. E deixara a escola no segundo ano para levar o programa a Chicago.
Portanto, não estava qualificada para fazer outra coisa.
Não queria nem pensar na possibilidade de ter de procurar outro emprego aos vinte e sete anos de idade. Mas e se o depar­tamento de marketing houvesse planejado uma nova estratégia, algo ainda pior do que as fotos, e não tivesse o direito de recusá-la? O que faria? Até que ponto poderia comprometer seus princípios?
Gostaria de ter mais tempo para pensar no assunto. Mas ouvia vozes no interior da sala de reuniões, e elas soavam impacientes.
— Onde está aquela mulher? 

quinta-feira, 17 de março de 2011

Gêmeas Tompkins

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
1- REENCONTRO INESPERADO


Ela não imaginava reencontrá-lo... pelo menos não naquelas circunstâncias!

Polly Tompkins já se havia esquecido de como era divertido trocar de identidade com
sua irmã gêmea, Cassie.
Depois de mudar-se de Pleasant Fali — para nunca mais voltar —, não fizera isso uma única só vez!
E agora não podia imaginar pior ocasião para inverter as posições do que duas semanas antes do casamento da própria irmã!
Mas Polly não podia dizer não a Cassie... e muito menos para o seu antigo amor,
Michael Kennigan... Simplesmente o irmão do noivo!

Capítulo Um

Polly Tompkins consultou o relógio de pulso. Tinha cinco minutos para chegar à estação ferroviária, e sabia que não iria conseguir.
— Detesto apressá-la... — disse à jornalista tagarela que a entrevistava para a Em Chicago, a nova revista semanal da cidade.
Não conseguia lembrar-se do nome da jovem. — ...mas preciso ir correndo a um certo lugar. Quem sabe podemos terminar em outra ocasião?
— Só mais uma pergunta. — Eficiente, a repórter fazia anotações em um caderno.
Ergueu o rosto ao ouvir um som estridente. — É seu fax outra vez?
— Oh, ignore! É sempre assim.
Pelo menos quando Dylan Wright, o Selvagem, autor famoso de livros machistas, decidia
levá-la à loucura.
Mais um fax desse homem sobre o tipo de balas e chocolate que desejava, e a marca de
uísque...
Polly sorriu, forçando-se a afastar da mente o Selvagem e suas exigências irritantes.
Tentava ser amável e encantadora, ao mesmo tempo que raciocinava para descobrir a melhor maneira de livrar-se da jornalista.
A última coisa que queria era ofender a imprensa.
Quando se trabalhava para a Lenora Bridge & Associados Relações Públicas, não se jogavam fora boas oportunidades de publicidade, em especial em seu caso, pois não se sentia muito segura no emprego.
Polly tentou não fazer caretas, mas a verdade era que não era muito boa em relações
públicas.
Não frequentava grandes rodas, e sabia muito bem por que Lenora lhe dera o cargo:
era loira, jovem e tinha um belo sorriso.
Em outras palavras, uma bela garota que atraía os olhares.
Portanto, não era de sur preender que tivessem usado seu retrato durante três anos
para a capa da brochura publicitária da empresa.
Polly franziu a testa. Quando acabara a faculdade, três anos atrás, estava cheia de idéias e planos, mas no momento questionava-se: como chegara ao ponto de se satisfazer apenas sendo bonita e obedecendo sem protestar?

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2- DESPEDIDA DE SOLTEIRA

Sua despedida lhe trouxe novas descobertas... e novos desejos!

Cassie Tompkins tem duas semanas para viver plenamente, antes de se casar
com o homem mais tedioso de Pleasant Falis.

A troca de lugar com a irmã gêmea, independente e dinâmica, era tudo que ela precisava.
A única coisa que ainda desejava naquele momento era encontrar alguém com quem pudesse compartilhar suas aventuras...
E eis que surge Dylan Wright, um homem que a envolve em magia... e a faz se esquecer da cidade natal!

Capítulo Um

Cassie Tompkins, noiva prestes a casar, não pôde mais se conter.
— Estou livre, em Chicago! Obrigada, Polly!
Sabia que as palavras não seriam ouvidas pela irmã gêmea, no momento em que o trem partia.
Mas não tinha importância. Cassie estava feliz demais para não gritar o que lhe ia no ín­timo. Era tudo tão excitante!
Trocara de lugar com Polly, sua gêmea idêntica, e durante alguns dias cada qual viveria a vida da outra.
Pela primeira vez, tinha oportunidade de ser ousada, selvagem e aventurei­ra... Chance que sua irmã maravilhosa lhe entregara em uma bandeja de prata.
Bendita a hora em que fora passar alguns dias com Polly em Chicago!
A irmã levava uma vida invejável, como relações-públicas de uma grande empresa, e era a experiência com que Cassie sempre sonhara.
Convencera Polly a deixá-la tomar seu lugar por alguns dias, antes que tudo voltasse ao normal e tivesse de retornar à vida pacata de sua cidadezinha, casando-se com Skipper Kennigan.
Desde crianças Cassie e Polly se divertiam fazendo-se passar uma pela outra, pois ninguém as distinguia, nem mesmo sua mãe.
Durante os últimos dias, tinham estudado com afinco os mútuos hábitos e atitudes, e estavam prontas a desempenhar seus papéis, mantendo a farsa até as vésperas do casamento de Cassie, quando ela retornaria a Pleasant Falis, voltaria a assu­mir seu estilo, e ninguém jamais desconfiaria do que acontecera.
Naquele instante, Polly dirigia-se a Pleasant Falis, e lhe da­va o tempo de que precisava para esquecer que era uma noiva do interior às vésperas do casamento.
Ao contrário, agora poderia ser uma garota de Chicago, glamourosa e sofisticada, que faria as vezes de acompanhante de um escritor famoso.
E não um escritor qualquer, mas Dylan Wright, o Selvagem, conhecido por suas loucuras e pelo talento.
Cassie jamais lera um de seus livros, mas já o vira na televisão, e o considerava inteligente e divertido.
Ela viera passar alguns dias com a gêmea Polly, e haviam comemorado seu aniversário juntas.
Entretanto, Cassie mantivera-se muito angustiada e triste, e por fim sugerira o plano audacioso de trocarem de identidades para que pudesse "viver um pouco" antes de se casar.

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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Série O Espírito Do Amor

ROMANCE SOBRENATURAL
3- AMORES DE OUTRO MUNDO

Como poderia convencê-lo aceitar a uma mulher que nem sequer era de carne e osso?
Havia rumores que diziam que aquele hotel estava enfeitiçado e habitado pelos espíritos de um grupo de senhoritas de má reputação...

Uma delas era Rose, a qual deveria ajudar a Ned Mulgrew e a sua malcriada noiva a encontrar a felicidade conjugal.
Mas ao ver o sexy advogado, Rose decidiu que o queria para ela.
A seu favor, tinha todos os truques que podia ensinar a Ned em seu dormitório; embora não fosse preciso porque, depois de um só beijo, Ned esteve disposto a algo mais...
Mesmo quando ela desaparecia no ar de vez em quando...

Capítulo Um

Segunda-feira, 1 de julho, Maiden Falls - Colorado, 2004
— Rosebud? Vêem aqui! Temos um vivo para ti!
Rosebud estava na habitação do apartamento de cobertura concentrada na página 203 do livro Ao leste do Éden, fingindo que não tinha ouvido a chamada da senhorita Arlotta.
Não desejava que lhe atribuíssem nenhum encargo, por muito vivo que estivesse.
—Casal com problemas para encontrar a felicidade na cama, bla, bla, bla — murmurou. Não era culpa dela que o grupo de mulheres que tinha sido tão boa ajudando os homens a encontrar o mau caminho, tivesse que dedicar-se a servir de cupido para os casais de recém casados que não sabiam dar-se prazer.
Antes de qualquer coisa, ela não tinha passado nem sequer um dia trabalhando como prostituta.
O que sabia sobre o prazer? A primeira noite que entrou no local da senhorita Arlotta, pouco depois de escolher seu pseudônimo, passou desta para a melhor com o resto de suas companheiras.
Ninguém sabia exatamente o que tinha acontecido, embora o Maiden Falls Gazette houvesse dito que tinha havido um escapamento de gás.
Insinuando que a senhorita Arlotta o merecia por ter ares de grandeza e pretender que o local fosse o primeiro lugar de Colorado, fosse de Denver, que tivesse lustres de gás. Independentemente de qual fosse à causa, todas as garotas do local faleceram, além da senhorita Arlotta e seu amante, que tinha ido visitar na noite daquele domingo, e quase todas estando deitadas.
E quanto ao Rosebud... Pegaram-na no lugar errado no momento equivocado.
É obvio aquela desculpa não convenceu a ninguém do local.

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Série O Espírito Do Amor
1- Com toda a Alma
2- Faça Caso ao Coração
3- Amores de Outro Mundo