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quinta-feira, 3 de março de 2011

Série Buchanan Renard

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
3- UM AMOR ASSASSINO

A inversão dos instintos, a ausência de afetos.

Jill abandonou a filha com apenas três anos de idade. Diabólica sedutora tenta, mais tarde, raptar a própria filha, Avery, assassinando a avó que tomara conta dela.
Essa menina, amada e abandonada, disputada, sobrevive tornando-se uma arguta analista criminal do FBI.
Por incrível que pareça a filha de uma sociopata cresce equilibrada, justa.
Mas o passado persegue ainda Avery.
O desaparecimento da tia ― que tanto ama ― levam-na a um perturbante encontro com a mãe e um vicioso assassino.
A vingança de Jill ainda não terminou.
Terá uma filha que sujar as mãos com o sangue da mãe?
Ou será Jill capaz de tirar a vida àquela que viu nascer? ... Cruza-se então com um antigo agente da CIA, John Renard, que segue no encalço de um perigoso assassino conhecido por Monk, o monge.
John sabe exactamente o tipo de crueldade de que ele é capaz e quando descobre a sua parceria com uma mulher de nome Jill Delaney ― a mãe de Avery ― decide avisá-la do perigo...

Capítulo Um

A espera estava a enlouquecer Avery.
Encontrava-se sentada no seu pequeno cubículo quadrado, as costas contra a parede, as pernas cruzadas, a tamborilar com os dedos de uma mão na secretária e a segurar o gelo sobre o joelho ferido com a outra.
Porque estariam a demorar tanto tempo? Porque não fora Andrews chamado? Olhou para o telefone, tentando fazê-lo tocar.
Nada. Nem um som. Fazendo rodar a cadeira giratória, olhou pela centésima vez para o relógio digital. Eram agora dez e cinco, tal como há dez segundos.
Bolas, ela já deveria ter ouvido qualquer coisa!
Mel Gibson levantou-se, inclinou-se sobre a divisória que separava o seu espaço de trabalho do de Avery e lançou-lhe um olhar de comiseração.
Aquele era mesmo o seu nome, mas Mel achava que o estava a prejudicar porque ninguém na agência o levava a sério. No entanto, recusava-se a mudá-lo para "Brad Pitt", como haviam sugerido os colegas.
― Olá, Brad ― disse Avery. Ela e os outros ainda estavam a experimentar o novo nome, para ver se ele se adequava.
Na semana anterior fora "George Clooney", e esse nome conseguira a mesma reação que "Brad" estava a obter naquele momento, um olhar sério a lembrá-la que o seu nome não era "George", não era "Brad", nem era "Mel".
Era "Melvin".
― A esta hora já devias saber ― observou ele.
Ela não permitiu que ele a irritasse. Alto, com ar de parolo, uma maçã-de-adão enorme, Mel tinha o irritante hábito de usar o dedo médio para empurrar os óculos metálicos no nariz adunco. Margo, outra colega, contou a Avery que ele fazia de propósito.
Era a sua maneira de dar a entender aos outros três como se sentia superior.
Avery discordava.
Mel seria incapaz de fazer qualquer coisa menos própria.
Vivia segundo o código de ética que acreditava personificar o FBI.
Era dedicado, responsável, trabalhador, ambicioso e vestia-se para aquele emprego...

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Série Buchanan Renard
1- Sem Perdão
2- O Testamento
3- Um Amor Assassino
4- A Próxima Vítima
5- A Fogo Lento 
6 - Dança das Sombras
7 - Gelo e Fogo

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Série Buchanan Renard

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
1- SEM PERDÃO



Nas sombras paradas do confessionário, um louco fala de forma escarninha do seu plano para um homicídio que tenciona cometer, empurrando o padre Thomas Madden para um jogo embaraçoso ao revelar a sua próxima vítima: Laurant, irmã do padre.


Este, numa corrida frenética para a proteger, pede ao seu melhor amigo, Nick Buchanan, agente especial do FBI, que descubra o rasto do predador que, pouco a pouco, está a fechar o seu cerco em torno de Laurant.
Então, do mesmo modo que uma atracção avassaladora cresce entre Laurant e Nick, também o perigo aumenta - ao ponto de o mais pequeno passo em falso poder vir a custar tudo o que há de mais precioso a ambos.”

Capítulo Um

Dentro do confessionário estava um calor dos diabos.
A abertura estreita encontrava-se tapada por uma cortina preta, grossa e poeirenta, que pendia do tecto do cubículo até ao soalho riscado, impedindo a entrada tanto da luz do dia como do ar.
Era como estar num caixão encostado à parede, na vertical, e o padre Thomas Madden agradecia a Deus o fato de não sofrer de claustrofobia.
Apesar disso, começava a sentir-se maldisposto.
O ar, pesado e bafiento, dificultava-lhe a respiração como quando, em Penn State, correra os últimos metros em direção à linha de golo
com a bola bem presa debaixo do braço.
Nessa altura não se importara com a dor no peito, tal como acontecia naquele momento. Eram, simplesmente, ossos do ofício.
Os padres mais velhos aconselhá-lo-iam a oferecer o seu desconforto a Deus pelas pobres almas do purgatório.
Tom não via nenhum inconveniente em fazê-lo, apesar de não perceber de que maneira o seu próprio tormento poderia aliviar alguém.
Mudou de posição no banco de madeira rija de carvalho, agitando-se como um menino de coro na missa de domingo.
Sentia o suor a escorrer-lhe pelas faces e pelo pescoço.
A sotaina estava ensopada de transpiração, e ele duvidava sinceramente de que ainda conservasse algum vestígio do sabonete Primavera Irlandesa que usara no banho matinal.
Lá fora, confiando no termómetro na parede de pedra caiada de branco do presbitério, a temperatura situava-se nos trinta e cinco graus à sombra.
A humidade tornava o calor tão opressivo que as desventuradas almas que eram obrigadas a sair das suas casas, com ar condicionado, para se aventurarem no exterior faziam-no com lentidão e muito mau humor.
Estava um dia péssimo para o compressor avariar.
A igreja tinha janelas, evidentemente, mas as que podiam estar abertas haviam, há muito, sido seladas, numa tentativa inútil para evitar o vandalismo.
As restantes duas ficavam no alto, junto da abóbada dourada.
Exibiam vitrais com cenas dos arcanjos Gabriel e Miguel empunhando espadas brilhantes.
Gabriel olhava para o céu com uma expressão beatífica, enquanto Miguel, carrancudo, tinha os olhos postos nas serpentes que pisava com os pés nus.
A congregação considerava as janelas coloridas obras de arte preciosas e inspiradoras para a oração, porém de nada serviam para combater o calor.

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Série Buchanan Renard
1- Sem Perdão
2- O Testamento
3- Um Amor Assassino
4- A Próxima Vítima
5- A Fogo Lento 
6 - Dança das Sombras
7 - Gelo e Fogo

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Série Buchanan Renard

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
4- A PRÓXIMA VÍTIMA




















Prólogo

O Primeiro dia de Jardim da Infância na seletiva escola Briarwood fora o pior da vida de Regan Hamilton Madison.
O desastre fora tamanho que ela jurou nunca mais voltar ali.
Ela acordara pensando que a nova escola seria maravilhosa.
E por que não?
Seus irmãos e sua mãe lhe haviam garantido que sim, e ela não tinha nenhum motivo para duvidar da palavra deles.
Sentada no banco traseiro da limusine que a levava à escola, ela, com orgulho, exibia seu novo uniforme escolar: saia xadrez azul-marinho e cinza, camisa branca com gola de pontas, gravata azul-marinho com o mesmo tipo de nó usado pelos homens e blazer cinza, com o lindo emblema dourado com as iniciais da escola no bolso, na altura do peito.
Os cabelos encaracolados estavam presos atrás com uma fivela azul-marinho, aprovada pela escola.
Sua indumentária era novinha em folha, o mesmo se podia dizer das meias três-quartos brancas e o mocassim azul-marinho.
Regan imaginara que se divertiria na escola.
Nos dois últimos anos, ela e as nove colegas de classe da luxuosa escola que freqüentara antes foram mimadas por suas professoras, que nunca deixavam de sorrir.
Ela estava confiante que seu primeiro dia em Briarwood transcorreria da mesma maneira. Talvez até melhor.
Como fazem todas as mães — e, às vezes, os pais — de alunos novos, sua mãe deveria tê-la acompanhado em seu primeiro dia de aula, mas, devido às circunstâncias que afirmara estarem além de seu controle, ela tivera que permanecer em Londres com seu novo namorado e não pudera voltar a Chicago a tempo.
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Série Buchanan Renard
1- Sem Perdão
2- O Testamento
3- Um Amor Assassino
4- A Próxima Vítima
5- A Fogo Lento 
6 - Dança das Sombras
7 - Gelo e Fogo

Série Buchanan Renard

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
2- O TESTAMENTO







Prólogo

A garota tinha uma habilidade simplesmente incrível com a faca.
Possuía um talento natural, um dom de Deus Todo Poderoso, pelo menos foi isso que seu pai, Big Daddy (Paizão) Jake Renard,
disse-lhe quando, com a tenra idade de cinco anos e meio, ela destripou sua primeira truta com a precisão e a perícia de um profissional.
Seu pai ficou tão orgulhoso que tomou-a nos braços, colocou-a nos ombros — com seus joelhinhos magros, um de cada lado do rosto — e levou-a até seu bar favorito, O Cisne. Ele a colocou sobre o balcão e reuniu os amigos em volta para que a observassem destripar outro peixe, que ele havia enfiado no bolso de seu surrado avental. Milo Mullen ficou tão impressionado que ofereceu cinqüenta dólares em dinheiro, ali, na hora, pela menina e gabou-se de poder ganhar três vezes a mesma quantia em apenas uma semana, alugando a garota para as barracas de peixe ali do bayou1.

1 bayou — baía pantanosa, típica do sul dos Estados Unidos

Sabendo que Milo estava apenas tentando fazer um elogio, Big Daddy Jake não se ofendeu. Além do mais, Milo pagou-lhe uma bebida e fez um brinde muito simpático à sua talentosa filha.
Jake tinha três filhos. Remy, o mais velho, e John Paul, um ano mais novo, ainda nem eram adolescentes, mas ele já previa que ficariam maiores do que ele.
Os meninos eram da pá virada, aprontando molecagens todo santo dia, e os dois eram espertos como raposas. Tinha orgulho dos garotos, mas na verdade Michelle era seu xodó. Ele jamais a responsabilizou por quase matar sua mãe ao nascer.
Sua doce Ellie teve o que os médicos disseram ser um derrame dentro da cabeça bem quando estava fazendo o último esforço do parto.
Depois que a filha foi lavada e embrulhada em roupas limpas, Ellie foi levada de sua cama de casal para o hospital regional, do outro lado de St. Claire.
Uma semana mais tarde, quando disseram que jamais se levantaria, foi transferida de ambulância para uma instituição estadual.
O médico encarregado por Ellie chamava aquele lugar horrível de lar, mas Big Daddy, ao ver o prédio austero de pedras cinzentas, cercado por uma cerca de arame de dois metros e meio, sabia que o médico estava mentindo para ele.
Aquilo não era lar coisa nenhuma. Era o purgatório, pura e simplesmente, uma área de confinamento onde as pobres almas perdidas cumpriam sua penitência antes que Deus as acolhesse no Paraíso.
Jake chorou na primeira vez em que foi ver a esposa, mas depois manteve os olhos secos. As lágrimas não fariam que as condições de saúde de Ellie melhorassem, nem tornariam aquele lugar menos triste.
O longo corredor no centro do prédio abria porta atrás de porta para quartos de paredes verde cor do mar, piso emborrachado cinza padrão e velhas camas bambas que guinchavam quando se subia ou descia a proteção lateral.
Ellie ficava em um grande quarto quadrado com mais onze pacientes, alguns lúcidos, mas a maioria não, e não havia nem espaço para puxar uma cadeira para junto da cama, sentar e conversar com ela.
Jake teria se sentido pior se sua esposa soubesse onde estava descansando, mas seu cérebro a mantinha em um estado de sono permanente. O que ela não sabia, não poderia incomodá-la, ele concluiu; e esse fato proporcionou-lhe grande paz na consciência
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Série Buchanan Renard
1- Sem Perdão
2- O Testamento
3- Um Amor Assassino
4- A Próxima Vítima
5- A Fogo Lento 
6 - Dança das Sombras
7 - Gelo e Fogo