Mostrando postagens com marcador Julia James. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Julia James. Mostrar todas as postagens

domingo, 14 de setembro de 2014

O Legado do Grego

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Legado e Paixão 









Despida de suas defesas...

Lyn Brandon abdicou de sua vida para cuidar e proteger seu amado sobrinho órfão.
Mas quando o rico, poderoso e lindo Anatole Telonidis aparece exigindo que a criança seja educada por sua família grega, o sangue congela nas veias de Lyn... ao mesmo tempo em que a raiva sobe à cabeça.
Para garantir a continuidade do legado de sua família, Anatole precisa que ela obedeça à sua ordem. 
Devia ser simples, no entanto, Lyn é mais persistente do que sugere sua aparência frágil.
A resistência de aço dela o obriga ao maior de todos os sacrifícios... pedi-la em casamento!

Capítulo Um

Anatole Telonidis contemplou desolado o grande salão ricamente mobiliado da cobertura na parte mais elegante de Atenas. Estava ainda tão desarrumado como estivera quando seu jovem primo Marcos Petranakos saíra dali, algumas semanas antes, direto para a morte. Quando seu avô, Timon Petranakos, telefonara para o neto mais velho, ele estava perturbado. Anatole, ele está morto!
Marcos, meu amado Marcos... Está morto! Marcos morrera esmagado, aos 25 anos, quando dirigia rápido demais o supercarro letal que havia sido presente do próprio Timon, dado após descobrir que estava com câncer. A morte de seu neto favorito, a quem ele tanto tinha mimado desde que Marcos perdera os pais ainda adolescente, fora um golpe devastador. 
Timon havia, desde então, recusado qualquer tratamento para o câncer, desejando apenas a própria morte. Anatole conseguia entender a devastação de seu avô, sua tristeza entorpecente. Mas a trágica morte de Marcos afetaria mais vidas do que as de sua família. 
Sem herdeiro direto para a grande Petranakos Corporation, a empresa passaria a um parente distante cuja inexperiência com negócios certamente, em tempos econômicos difíceis, a levaria ao colapso e à perda de milhares de empregos, elevando os altíssimos níveis de desemprego do país. Embora Anatole tivesse os negócios de seu falecido pai para gerenciar, o que ele fazia com eficiência incansável e um grande senso de responsabilidade, sabia que, se Marcos estivesse vivo, poderia ter incutido um sentimento semelhante de responsabilidade em seu jovem primo hedonista, guiando-o de forma eficaz. 
Mas o novo herdeiro, um homem de meia-idade e vaidoso, seria resistente a essas orientações. Anatole começou o processo sombrio de organizar os pertences de seu jovem primo. A papelada era o mais essencial. Quando ele localizou a mesa de Marcos e começou a classificar metodicamente seu conteúdo, sentiu uma onda familiar de irritação. 
Marcos era a pessoa menos organizada que ele conhecia... Recibos, contas e correspondências pessoais estavam todos misturados, demonstrando o desinteresse de Marcos por qualquer outra coisa que não fosse se divertir. Diferente de Anatole. 
Administrar as empresas Telonidis o mantinha ocupado demais para qualquer coisa além de relações ocasionais, geralmente com grandes executivas com quem ele trabalhava. Sentiu uma pontada de frustração. Se pelo menos Marcos fosse casado. Assim poderia haver um filho para herdar de Timon. Eu manteria a Petranakos Corporation segura para ele até que a criança crescesse.
Série Legado e Paixão 
1 - Legado do Grego
2 - Dívida Paga Com Paixão

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

O Lado Sombrio Do Desejo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 





Oferecida pelo próprio pai... 

Possuída por um milionário! 
A dama inglesa Flavia Lassiter jamais se sentiu confortável no mundo reluzente de seu pai. 
Ao ser convidada para mais uma de suas glamorosas festas, ela descobre que terá a obrigação de ser uma companhia “agradável” para um rico investidor. 
O corpo de Flavia poderia estar exposto, porém ela se certificara de que o coração estava blindado. 
O poder sombrio de que Leon Maranz emanava causava calafrios nela, e era uma ameaça para a segurança de seus sentimentos. 
Caso ela cedesse à luxúria dele, estaria enaltecendo as artimanhas do pai. 
Porém, frustrar os desejos de Leon seria negar ao corpo o prazer que tanto anseia... 

 Capítulo Um

Parado bem na entrada do salão de festas grande e lotado do primeiro andar do luxuoso apartamento de Regent’s Park, Leon Maranz aceitou a taça de champanhe oferecida por um garçom. 

Aquela era a típica reunião social que ele conhecia muito bem. Um coquetel num edifício luxuoso de Londres, com convidados VIP. 
É verdade que algumas pessoas pareciam não ter nada a ver com outras, mas algo os unia.
O dinheiro. Muito dinheiro, o que Leon pôde verificar com uma rápida observação. 
As mulheres presentes na festa usavam vestidos assinados por estilistas famosos, além das pedras preciosas em suas orelhas, pescoços e pulsos. 
Aquelas mulheres pareciam felinas, mimadas, e os homens transpareciam altas doses de competência e autoestima.
Leo trincou ligeiramente os lábios. Tal imagem nem sempre era garantia de solidez. Mas os seus olhos não paravam, estavam em busca de um alvo. Alistair Lassiter estava virado de costas para a entrada do salão, mas Leon o reconheceu imediatamente. 
Reconheceu também o que estava procurando, algo provavelmente invisível aos demais convidados, mas não a ele. Havia certa tensão em sua postura. Ficou um bom tempo olhando para Alistair. 
Depois, satisfeito, levou a taça de champanhe à boca. Mas antes de terminar o movimento, ficou paralisado.
Estava sendo observado por uma mulher.
Ela não estava ao lado de Alistair Lassiter, mas Leon a percebeu com sua visão periférica. 
As suas antenas captaram também que ela não notara ter sido vista. Mas Leon era alvo de intensos olhares femininos há duas décadas — mesmo antes de ter reunido a fortuna que, cinicamente, atraía grande parte desses olhares ultimamente. 
Para várias mulheres, o dinheiro era um fator de atração muito maior do que o corpo alto e musculoso que ele desenvolvera ainda jovem e pobre.
Após anos deliciando-se com os olhares de lindas mulheres, Leon sábia exatamente quando era observado.
E aquela mulher, sem sombra de dúvida, não seria uma exceção.
Tomou um bom gole de champanhe, girou lentamente a cabeça e deixou a mulher no centro da sua visão.
Ela era a típica inglesa: rosto ossudo, redondo, com nariz delicado, fino, e olhos claros grandes. 
Seus cabelos castanhos estavam afastados do rosto num penteado que poderia parecer casto em qualquer mulher menos bonita, bem como seu vestido de festa de seda azul, que ficaria completamente sem graça numa mulher com o corpo menos perfeito. 
Mas o corpo daquela mulher era perfeito: cintura fina, quadril arredondado e, como Leon podia ver, embora o decote do vestido fosse discreto, os seios eram fartos. 
As mangas do vestido exibiam braços compridos, e as suas mãos elegantes seguravam um copo de água mineral. A barra do vestido era um pouco abaixo do joelho, revelando pernas compridas e bem-torneadas que terminavam em sapatos de salto alto.
O impacto geral, embora o estilo fosse severo, ou talvez exatamente por isso, era maravilhoso, fazendo com que todas as mulheres presentes parecessem estar exageradamente vestidas, equivocadas. 
Leon sentiu um frio na espinha. Contrariando todas as expectativas, o resto da noite talvez não fosse perdido em conversas de negócios...                     

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Da Lama À Riqueza

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 






Nada iria impedi-lo de acertar contas antigas!

Quando Angelos Petrakos avistou Thea Dauntry em um restaurante londrino de luxo, ele sabia que ela não era o modelo de elegância que ostentava ser.
Para Thea, o reaparecimento de Angelos era desastroso!
Afinal, ela estava prestes a ser pedida em casamento por um visconde, e não gostaria de lembrar-se de seu passado como menina de rua.
Um encontro afortunado com Angelos anos atrás havia aberto uma porta para o futuro...
Mas ele não podia se esquecer de como fora usado, por isso estava disposto a tudo para derrubar Thea. Inclusive seduzi-la...


Capítulo Um

Angelos Petrakos encostou os ombros largos no espaldar amplo da cadeira e estendeu a mão de dedos longos para alcançar a taça de vinho. Deu um gole no exemplar de safra extremamente cara, saboreando-o. Seu olhar correu pelo restaurante sofisticado e lotado de Knightsbridge, distraído momentaneamente da conversa. Ele discutia com seu anfitrião uma parceria com a Petrakos Internacional.
Imediatamente, percebeu os olhos femininos que o observavam. Uma expressão mordaz dava um brilho escuro aos seus olhos, que pareciam obsidianas. 
Quanto do interesse delas seria realmente nele e quanto seria em sua posição como líder de um conglomerado internacional, com uma infinidade de diferentes negócios em seu portfólio altamente lucrativo?
Aquela era uma distinção que seu pai viúvo fora incapaz de fazer. 
Tão astuto nos negócios, na construção do império Petrakos, seu pai fora o alvo de uma predadora financeira atrás da outra, e o jovem Angelos sentia repulsa por tudo aquilo. 
Ele odiava ver seu vulnerável pai explorado, convencido a emprestar-lhes dinheiro, fazendo investimentos nos negócios delas ou promovendo suas carreiras com sua riqueza e contatos. 
Angelos aprendera muito bem sua lição, e, por isso, por mais encantadora que uma mulher fosse, por mais que fosse tentador ter um caso com ela, era irredutível em manter negócios e prazer escrupulosamente separados.
Tal autocontrole podia ser penoso, mas sua regra era inflexível e absoluta; ele jamais permitia que uma mulher linda e ambiciosa tirasse vantagem de seu interesse nela. 
Era mais simples e mais seguro desta forma.
O olhar dele continuou seu exame atento pelo restaurante, ignorando as tentativas femininas de chamar sua atenção, enquanto sua concentração permanecia focada no que seu anfitrião lhe dizia sobre a complexa estrutura financeira do acordo que estava propondo. 
Então, abruptamente, seus dedos apertaram com mais força a taça de vinho. Seus olhos se desviaram por entre as cabeças dos outros clientes até o outro lado do salão, para uma mesa encostada na parede oposta.
Uma mulher, sentada de perfil para ele.
Ele ficou completamente imóvel. E então, lentamente, muito lentamente, colocou a taça de vinho na mesa. Por um longo, infinito momento, manteve seu olhar fixo nela. 
E em seguida, interrompendo abruptamente o que seu anfitrião estava lhe dizendo, disse:
— Com licença um instante. — Sua voz estava tensa e tão inflexível quanto seus olhos. Angelos empurrou sua cadeira para trás e com passos firmes atravessou o restaurante.
Na direção de seu alvo.
Thea ergueu seu copo, sorrindo para o companheiro de jantar, e deu um pequeno gole em sua água mineral. Embora Giles estivesse tomando um ótimo Chablis vintage, ela nunca bebia álcool. Não era apenas uma bebida cheia de calorias — era perigoso. Por um segundo, tão breve que ela quase não o registrou, uma sombra passou por sua pele. Giles falou, distraindo-a:
— Thea...
A voz dele hesitava. Ela sorriu de forma encorajadora, apesar do nervosismo que parecia devorá-la por dentro. Por favor, faça com que ele diga...
Ela trabalhara duro, durante muito tempo, para chegar até aquele momento, e agora o que ela tanto ansiara estava quase ao seu alcance.
— Thea — disse Giles novamente, sua voz soando mais determinada.
E mais uma vez, Thea se viu desejando que ele continuasse. Por favor, faça com que ele diga! Por favor!
DOWNLOAD






quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Tesouro Do Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



Usar os raros diamantes Levantsky, de valor incalculável, era o trabalho mais importante de Anna Delane como modelo. 

Mas quando uma joia desaparece, Anna se torna a principal suspeita do milionário grego Leo Makarios... Leo pensa que Anna é uma ladra e está disposto a qualquer coisa para recuperar sua joia!
Então ele aproveita a situação e lhe faz um pequeno pedido... 
E assim ficariam quites para sempre! 

 — Você tem — ele disse — uma beleza perfeita. Os olhos mais uma vez mudaram, ficaram reluzentes. — Perfeita — ele ecoou suavemente. 
E tudo o que Anna pôde fazer foi ficar lá, paralisada sob a mira daqueles olhos de cílios longos, tirando dela toda sua vontade, toda sua resistência. 
Pois no fundo daqueles olhos reluzentes havia algo que ela jamais vira antes. 

Capítulo Um 

Leo Makarios parou nas sombras no alto das amplas escadas que conduziam ao espaçoso salão do Palácio Edelstein, apoiando-se com a mão no corrimão de madeira sólida, seu físico poderoso relaxado, enquanto observava com satisfação o cenário abaixo, iluminado em forma de arco. 
Justin havia escolhido bem. As quatro moças eram realmente belas. 
A loura foi quem primeiro lhe chamou a atenção, mas apesar de sua beleza estonteante, era magra demais para seu gosto e sua pose denotava tensão demais. 
Ele não tinha paciência com mulheres neuróticas. A morena ao lado da loura não era magra demais, mas apesar de seus gloriosos cabelos castanhos, tinha uma expressão vazia. 
O olhar de Leo seguiu em frente. Mulheres burras o irritavam. 
A ruiva de aparência pré-rafaelita era um estouro, mas já estava sob a proteção de seu primo Markos. 
Seguiu com os olhos em direção à última modelo. E parou. Apertou os olhos, analisando sua imagem. 
Os cabelos eram negros. Escuros como a noite. A pele era branca. Pálida como marfim. 
E os olhos eram verdes. Verdes como as esmeraldas que usava. 
Usava-as com um ar de tamanho enfado que ele sentiu uma súbita rajada de raiva. 
Como é que uma mulher poderia parecer enfadada ao usar um colar Levantsky? 
Será que ela não sabia da arte do joalheiro naquele colar? 
E quanto aos brincos, pulseiras e anéis que a adornavam? Leo ficou calado, sentindo a raiva escoar de si. Os seios da modelo se empinaram quando ela soltou um suspiro audível. 
Seus delicados montes brancos, já exuberantes devido ao vestido negro espartilhado que estava usando, ondularam perceptivelmente. 
Uma sensação conhecida e agradável surgiu no corpo esguio e forte de Leo. 
Então a bela de cabelos negros e olhos verdes estava enfadada, não estava? 
Bem, ele adoraria resolver isto. Pessoalmente.
DOWNLOAD

sábado, 31 de março de 2012

Dueto Artimanhas Do Coração

ROMANCE CONTEMPORÂNEO






















1- AS VESTES DO AMOR 
O Sheik Khaled Al Ateeq contratou Sapphire Clemenger para desenharo vestido de sua noiva. 
Mas há algo oculto na proposta de Khaled:ela deve acompanhá-lo a seu palácio no deserto,mas fica proibida de conhecer a noiva. 
O mais estranho é que as medidas do vestido são as mesmas que as dela e Sapphire logo descobre... que a noiva é ela mesma! 


2- A NOIVA PROIBIDA 
Lissa trabalhava duro para ajudar sua irmã... Mesmo que isso significasse usar cílios postiços e bajular homens ricos. Xavier Lauran a perseguiu desde o instante em que entrou no cassino, e a última coisa que ela precisava naquele momento era a aura de sexualidade que o envolvia.
Contudo ,Lissa se viu incapaz de resistir,e Xavier a enredou em uma teia de mentiras e malícia...
Mas estará ele preparado para lidar com a verdade? 
 DOWNLOAD
 

sábado, 17 de março de 2012

Dueto Paixão À Flor Da Pele

ROMANCE CONTEMPORÂNEO






















1- ENCANTO SECRETO 
Alessandro di Vincenzo é irresistível. 
Não há mulher que ele não possa conquistar... até Laura Stowe cruzar seu caminho. 
Ela é simples e se esconde atrás da aparência humilde para evitar a aproximação das pessoas. 
Mas Alessandro precisa do apoio da família dela para assumir a presidência de uma grande empresa. Para isso, ele está disposto a fazê-la se sentir bela e desejada... 
Porém, após despertar tamanha paixão, será ele capaz de controlar seu próprio desejo? 




 2- OS RISCOS DA PAIXÃO 
Guido Barberi não via a ex-mulher desde que ela o havia deixado - levando consigo uma grande soma em dinheiro! 
Mas ele estava determinado a se vingar... dormindo com ela! 
Sara fica impressionada por Guido estar ainda mais atraente e perigoso do que nunca, e, apesar de odiá-lo, não consegue resistir à paixão. 
Mas se render ao desejo pode trazer consequências que a impedirão de se afastar dele... para sempre! 
 DOWNLOAD
 

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Domínio E Conquista

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

1- POR AMOR OU ATRAÇÃO ?



Alexa Harcourt havia passado somente uma noite, talvez duas, com Guy de Rochemont.

Nada além disso. Em visitas às suas propriedades em Mônaco e na Itália, era presenteada com vestidos de grife e diamantes.

O nome de Guy era sinônimo de riqueza e poder, e chegara o momento em que ele deveria se casar.
Ainda que herdeiras virgens cobiçassem estar ao seu lado no leito nupcial, Guy somente desejava a única mulher cuja reputação o proibia de torná-la sua esposa: Alexa...

Capítulo Um

— Querida! Não vai acreditar quem arranjei para você!
— A voz de Imogen soava como um guincho do outro lado da linha.
Alexa segurava o fone entre a orelha e o ombro, concentrada em captar o reflexo de uma pétala que se revelara traiçoeiro.
— Está me ouvindo? Não vai acreditar...
Sabendo que a amiga e empresária não desistiria, resolveu interrompê-la.
— Quem? — Sabia que Imogen estava ansiosa que fizesse aquela pergunta para que pudesse responder de forma dramática.
— Ele é absolutamente devastador — grasniu ela. — Milhões, zilhões de vezes melhor do que seus enfadonhos pretendentes.
Alexa imaginou o que a amiga estaria aprontando daquela vez.
Em seguida, voltou a se concentrar na pétala, embora percebesse a excitação que a outra exprimia.
Imogen adorava a efusividade e ela tinha coisas mais importantes em que se concentrar.
Por fim, fez-se silêncio do outro lado da linha.
— E então? — perguntou Imogen. — Está no mundo da lua? — indagou, suspirando, impaciente. — Querida, preste atenção! Coloque esse pincel de lado e me escute por dois minutos. Até mesmo você ficará impressionada. Guy de Rochemont telefonou
— disparou. — Não ele, é claro, mas a secretária de Londres. — Fez uma pausa.
— Então, diga-me se não está impressionada. Diga-me... — A voz da amiga adotou uma tonalidade rouca. — Se o seu corpo inteiro não está tremendo?
A leve carranca de Alexa se intensificou, enquanto parava o pincel a centímetros da tela.
— Tremendo? — repetiu. — Por quê?
Um suspiro irritado soou do outro lado.
— Ora, Alexa, não banque a Srta. Gélida para mim! Nem mesmo você resistirá a Guy de Rochemont. Ele a fará se derreter como todo o restante da população feminina.
— Eu deveria saber quem é esse homem?
Imogen soltou uma gargalhada eletrizante.
— Querida, O nome dele é Guy em inglês, mas obviamente ele é francês...

DOWNLOAD










2- NOBRE CORAÇÃO


Após ser resgatada durante uma forte tempestade, Bridget perdera sua sensatez ao se deixar seduzir por um cativante desconhecido.

Ainda que o rubor cobrisse suas faces, ela sequer sabia a verdadeira identidade de seu benfeitor, tampouco de onde ele vinha.

Até ler as manchetes dos jornais...

E descobrir que estava envolvida com Adam Beaumont, herdeiro de um vasto império familiar!
Agora, Bridget teria de se imbuir de coragem e encontrar as palavras certas para lhe dizer que ele a marcara de um modo duradouro!

Capítulo Um

Era uma noite nebulosa no interior de Gold Coast.
Não tinha começado assim, mas fortes tempestades de verão não eram comuns na área, e a de hoje pegara até mesmo o Instituto Meteorológico de surpresa.
A chuva caía sem piedade e fortes rajadas de vento faziam o carro de Bridget Tully Smith oscilar.
A faixa da estrada estreita entre os picos escuros de Numinbah Valley desaparecia regularmente, enquanto o limpador de para brisa ia de um lado para o outro, revelando e escondendo.
Ela estivera hospedada com uma amiga casada, que possuía uma fazenda como passatempo e estava criando, entre outros animais, lhamas.
Fora um fim de semana agradável. Sua amiga tinha um bebezinho, um marido devotado, e as terras deles em Numinbah Valley eram maravilhosamente rurais.
A viagem de volta para Gold Coast deveria levar uma hora de carro, mas quando a escuridão chegou, juntamente com a tempestade, de alguma maneira Bridget se perdeu e se viu numa estradinha, pouco mais que uma trilha, no momento em que a chuva se tornou torrencial... Como se o céu acima tivesse se aberto e estivesse determinado a inundar a área.
Então, ela deparou com uma espécie de ponte —, um caminho elevado de concreto —, ou o que devia ter sido uma, mas que agora era uma corrente de água dividindo a estrada em duas.
A ponte surgiu tão de repente que Bridget não teve escolha senão frear de modo abrupto... E isso quase foi sua ruína.
A parte traseira do veículo começou a ser puxada pela correnteza do riacho.
Talvez no movimento mais rápido de sua vida ela saiu do carro e lutou com todas as forças para alcançar um terreno mais alto.
Achou uma elevação de cascalho apoiando um eucalipto e agarrou-se a ele, enquanto assistia à cena com incredulidade.
Seu carro foi endireitado, os faróis iluminando a cena caótica, antes de voltar a ser levado pela correnteza até que desaparecesse de vista.
— Eu não acredito nisso — sussurrou Bridget, tremendo.
Ficou tensa quando, acima do barulho da chuva e do vento, ouviu um motor, e percebeu que um veículo estava vindo do sentido oposto... E vindo em velocidade.
Eles conheciam a estrada?
Achavam que velocidade os faria atravessar a ponte?
Tinham um carro com tração nas quatro rodas? Todas estas perguntas passaram por sua cabeça, mas ela sabia que não podia arriscar nenhum daqueles fatores.
Precisava avisá-los.
Abandonou a árvore e correu para o meio da estrada, saltando e balançando os braços no ar.
Estava usando uma blusa vermelha e branca, e rezou para ser vista... Embora soubesse que sua calça bege não realçaria, pois estava emplastrada com lama.
Talvez nada, pensou mais tarde, teria impedido o desastro que aconteceu então.
O veículo estava vindo muito rapidamente...

DOWNLOAD

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Série Teias Da Paixão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
2- DOCE CONQUISTA


Quatro anos antes, Sophie entregara seu coração a Nikos Kazandros.

O que ela não sabia era que Nikos tomaria sua virgindade e a deixaria em seguida para continuar sua vida.
Agora, sem saber a quem recorrer e em busca de dinheiro, Sophie aceitou um emprego que não teria cogitado normalmente.
Mas, justo em sua primeira noite, as coisas saem do controle quando ela desastrosamente esbarra com... Nikos.
Ele fica furioso com a maneira como ela está se sustentando e sabe que precisa impedi-la imediatamente.
Mas o único meio de fazê-lo é mantê-la por perto e pagar por seu tempo...

Capítulo Um

Sophie estava de pé, se mantendo imóvel.
Ela olhava sem piscar para o reflexo que a encarava no comprido espelho do banheiro feminino do hotel.
A mulher no reflexo a observava com o mesmo olhar inexpressivo.
Usava um vestido de noite de cetim, decotado e justo no corpo; seu cabelo loiro, alisado com spray, envolvendo um dos ombros.
Seus olhos estavam pesados com uma brilhante maquiagem; os cílios, carregados com rímel preto-carvão; a pele, besuntada de base; as orelhas com brincos de cristal em forma de gota; a boca, grudenta com um batom escarlate.
Essa não sou eu!
O grito veio de algum lugar bem profundo em Sophie.
Bem profundo. Como algo enterrado.
Um túmulo.O túmulo da pessoa que ela fora.
Jamais seria novamente.
Sentiu um peso se revirando no estômago com a repulsa ao que ela via no espelho.
— Com licença...
A voz soou ríspida, impaciente, querendo que Sophie abrisse espaço.
Desajeitadamente, ela o fez, percebendo o olhar de desprezo explícito no rosto da mulher mais velha quando ela lhe tomou o lugar para examinar a própria aparência. Sophie sabia o que ela vira.
Sabia por que a mulher a olhara com desprezo.
Sentiu o estômago se revirar novamente.
O interior da boca estava seco, e ela serviu-se um copo de água da jarra colocada sobre o lavatório para uso de convidados, engolindo como se aquilo pudesse apaziguar seu caos interior.
Por uma última vez, se olhou tristemente no espelho.
Então, com uma súbita e curta inspiração que cortou sua garganta como se fosse vidro, pegou a bolsa e saiu do banheiro com um caminhar rígido, tenso, sobre saltos tão altos que faziam seu corpo rebolar, apesar da rigidez em seus doloridos músculos das pernas enquanto ela se forçava a continuar.
Do outro lado do lobby do hotel, no bar, seu cliente a aguardava.
Nikos Kazandros olhou à volta.
O salão de recepção vasto e decorado de forma opulenta estava à meia-luz, lotado e barulhento com uma música bate-estaca e vozes altas demais.
Era exatamente o tipo de festa que Nikos evitava: cheia de pessoas ostentosas e hedonistas em busca de uma diversão que inevitavelmente envolvia pequenas linhas brancas e o uso indiscriminado de quartos.
Um franzir se formou no rosto liso e escuro de Nikos.
Sua relutância em entrar não encontrava coro em seu acompanhante.
— Nik... Vamos. Esta festa vai ser demais!

DOWNLOAD








Série Teias Da Paixão
1- Virada do destino
2- Doce conquista

terça-feira, 5 de julho de 2011

Amor Sem Perdão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO






















Capítulo Um

Alanna Richards manuseava preguiçosamente os vestidos de festa pendurados na sessão feminina da loja de departamentos.
Em todos os vestidos havia uma etiqueta de grife, e estavam envoltos em plásticos protetores.
Um sorriso irônico, quase de zombaria, cruzou-lhe os lábios.
Uma vez, tivera um guarda-roupa de peças como aquelas.
Cada uma mais linda que a outra.
O sorriso em seu rosto tornou-se mais fraco.
Mas naquela época era essencial que tivesse a melhor aparência possível.
Todos os dias. Todas as noites.
O sorriso desapareceu por completo.
Lembranças há muito tempo reprimidas a assombraram. Um rosto bonito, olhos escuros... desejo.
Abruptamente, ela parou de mexer nos vestidos e recomeçou a andar ao longo do tapete macio. Era hora de encontrar Maggie e os garotos.
Tinha sido tolice sua mergulhar em tal fraqueza, mesmo que por um breve momento.
Suas lembranças deveriam permanecer trancadas a sete chaves.
Talvez um dia, quando fosse uma senhora idosa, pudesse abrir o cofre de memórias.
Mas até lá, num futuro bem distante, não era seguro.
Nem um pouco seguro.
Olhando para a frente, seguiu para a passagem em forma de arcos que levava à escada rolante da enorme e mundialmente famosa loja de departamentos de Londres.
Uma loja para pessoas muito ricas...

DOWNLOAD

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Minisérie Modelos e Milionários

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
1- TESOURO DE AMOR







Sofisticação e sensualidade em cenários internacionais.

Usar os raros diamantes Levantsky, de valor incalculável, era o trabalho mais importante de Anna Delane como modelo.

Mas quando uma jóia desaparece, Anna se torna a principal suspeita do milionário grego Leo Makarios... Leo pensa que Anna é uma ladra e está disposto a qualquer coisa para recuperar sua jóia!
Então ele aproveita a situação e lhe faz um pequeno pedido... E assim ficariam quites para sempre!
— Você tem — ele disse — uma beleza perfeita.
Os olhos mais uma vez mudaram, ficaram reluzentes.
— Perfeita — ele ecoou suavemente.
E tudo o que Anna pôde fazer foi ficar lá, paralisada sob a mira daqueles olhos de cílios longos, tirando dela toda sua vontade, toda sua resistência.
Pois no fundo daqueles olhos reluzentes havia algo que ela jamais vira antes.

Capítulo Um

Leo Makarios parou nas sombras no alto das amplas escadas que conduziam ao espaçoso salão do Palácio Edelstein, apoiando-se com a mão no corrimão de madeira sólida, seu físico poderoso relaxado, enquanto observava com satisfação o cenário abaixo, iluminado em forma de arco.
Justin havia escolhido bem. As quatro moças eram realmente belas.
A loura foi quem primeiro lhe chamou a atenção, mas apesar de sua beleza estonteante, era magra demais para seu gosto e sua pose denotava tensão demais.
Ele não tinha paciência com mulheres neuróticas.
A morena ao lado da loura não era magra demais, mas apesar de seus gloriosos cabelos castanhos, tinha uma expressão vazia. O olhar de Leo seguiu em frente.
Mulheres burras o irritavam.
A ruiva de aparência pré-rafaelita era um estouro, mas já estava sob a proteção de seu primo Markos. Seguiu com os olhos em direção à última modelo.
E parou.
Apertou os olhos, analisando sua imagem.
Os cabelos eram negros. Escuros como a noite.A pele era branca. Pálida como marfim.
E os olhos eram verdes.Verdes como as esmeraldas que usava.
Usava-as com um ar de tamanho enfado que ele sentiu uma súbita rajada de raiva.
Como é que uma mulher poderia parecer enfadada ao usar um colar Levantsky?
Será que ela não sabia da arte do joalheiro naquele colar? E quanto aos brincos, pulseiras e anéis que a adornavam?
Leo ficou calado, sentindo a raiva escoar de si.
Os seios da modelo se empinaram quando ela soltou um suspiro audível. Seus delicados montes brancos, já exuberantes devido ao vestido negro espartilhado que estava usando, ondularam perceptivelmente.
Uma sensação conhecida e agradável surgiu no corpo esguio e forte de Leo.
Então a bela de cabelos negros e olhos verdes estava enfadada, não estava?
Bem, ele adoraria resolver isto.
Pessoalmente.
Começou a descer as escadas.
Anna sentiu que seu humor estava piorando. Qual era o empecilho agora? Tonio Embrutti tivera uma noitada com seus assistentes, e dava para ela ouvir a estática dele xingando em italiano.
Ela suspirou de novo, sentindo o decote fundo se expandir ligeiramente. Odiava aquele tipo de decote; era cavado demais, atraía o tipo de olhar vulgar que ela tanto evitava.
Seus lábios se comprimiram mais uma vez. Esforçou-se para lembrar de uma das seqüências de karatê que sabia. Ajudava a acalmar e dar segurança.
Sabia que estava pronta para lutar contra qualquer assédio, apesar de não poder impedir que os homens ficassem olhando para ela.
Trocou a perna na qual se apoiava com toda minúcia sob o pesado vestido... Trabalhar como modelo não era tão fácil quanto as pessoas pensavam.








2- POR AMOR... OU POR PRAZER?



— Só minha amante e de mais nenhum homem — disse, confirmando e soltou-a.
Mas Vanessa ainda estava aborrecida, mesmo depois de seu gesto tranqüilizador.
— Não, por favor. Não use esta palavra. É horrível. Eu sei que você está brincando, mas...
— Brincando? — Sua voz tinha um tom de espanto.
Vanessa olhou para ele, com uma expressão confusa.
— Bem, é claro que é brincadeira... dizer que eu sou sua amante...
— Você acha que é brincadeira chamar- lhe de minha amante?
A confusão nos olhos de Vanessa se alastrou.
— Eu... eu não estou entendendo.
— O que você não está entendendo? Você é minha amante há vários meses...

Capítulo Um

Markos Makarios passeava tranqüilamente no pátio em frente à catedral de Notre Dame. Apesar do local estar repleto de turistas admirando a estupenda catedral a partir da extremidade sul da ampla área do pátio, ele não fez objeção à presença deles.
Era bom se misturar às massas de vez em quando.
Não que o pessoal encarregado da segurança se sentisse confortável quando ele resolvia fazer isto.
Taki e Stelios, que o seguiam discretamente, não relaxariam até que ele estivesse de volta à segurança de sua limusine.
Mas o dia quente de setembro estava bom demais para ficar dentro de uma limusine se arrastando em meio ao tráfego, vendo Paris por detrás de vidros fume e sem nada para fazer senão estudar os últimos relatórios que lhe foram enviados.
Ceder ao súbito impulso de seguir a pé quando a limusine estava chegando à Ile de la Cite foi a melhor coisa.
Ademais, ele provavelmente chegaria a seu destino na Ile de la Cite mais rápido à pé.
Não que estivesse com pressa de chegar logo ao compromisso.
Almoçar com o presidente de uma empresa francesa com a qual estava negociando seria um programa interminável e maçante.
Sentiu um quê de tédio que estava se tornando comum.
Um tédio que o irritou tanto quanto a perspectiva do almoço pela frente.
Não havia razão para estar entediado. Não mesmo.
Estava no apogeu de sua vida — era um homem saudável e em boa forma de 33 anos de idade — e seu estilo de vida era de causar inveja em qualquer homem. A fortuna dos Makarios garantia este estilo de vida!
Markos tinha tudo o que poderia querer, a não ser por algo contra o que, para sua frustração, nada podia fazer: a pressão constante de seu pai para que ele desse continuidade à dinastia dos Makarios.
Tirando isto, tinha tudo: dinheiro, propriedades em qualquer parte do mundo que desejasse, um iate no Mediterrâneo e outro no Caribe, um jatinho que ele mesmo pi-lotava para ir aonde quisesse, carros de última geração — e, obviamente, mulheres lindas à vontade.
Mas mesmo assim...
Novamente lhe veio a sensação de tédio.
Precisava dispersar esta sensação.








Minisérie Modelos e Milionários,
1- Um Tesouro de Amor
2- Por amor ou por prazer?

Série Magnatas Gregos

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
ATÉ O FIM


— Você está ainda mais atraente do que ontem. — A rouquidão era mais perceptível e os longos cílios voltaram a cobrir-lhe os olhos. — Eu só queria... — A voz sumiu.
Ela olhou para ele, sem ar, quando ele se levantou.
Ele estava de tirar o fôlego. Tinha feito a barba, o cabelo estava molhado e vestia um terno.
Sentiu o frio envolver-lhe o coração, um buraco de desespero nascer-lhe no estômago.
Ele olhava o relógio. Voltou a falar, mas agora suas palavras eram secas.
— Infelizmente tenho uma reunião de negócios. Então, por mais que lamente, preciso deixá-la.

Capítulo Um

Rhianna estava no sinal. Chovia a cântaros e o vento fazia com que a chuva batesse no carrinho de Nicky.
Olhou dos dois lados antes de atravessar, mas quando se adiantou, os olhos cegos pela chuva... O cantar de pneus, um motor a todo vapor e uma batida tão violenta que a jogou para o alto... Depois o impacto do corpo — e a total escuridão.
Ela se mexeu quando o cérebro lembrou do instante em que tinha sido atropelada, na faixa de pedestres, por um carro a toda velocidade. A sacudidela causou dor, mas sentiu algo muito pior depois.
Uma voz gritando em sua cabeça. Desesperada...
Nicky! Nicky!
Sem parar. Inundando-a de terror e medo.
Alguém pôs a mão em seu ombro. Abriu os olhos. Uma das enfermeiras falava.
— Seu menininho está bem. Não se machucou. Ele está sendo cuidado. Agora precisa relaxar e dormir um pouco. Gostaria de algo para ajudá-la a dormir?
Rhianna tentou mexer o rosto.
Mas qualquer movimento era pura agonia. Até mesmo respirar.
— Não posso dormir! Preciso encontrar Nicky... Eles o levaram. Não vão devolvê-lo. Sei que não vão...!
A voz aumentava de volume, o medo pressionava a garganta.
— Claro que vai tê-lo de volta — consolou a enfermeira. — Só o levaram enquanto você está aqui. Assim que puder sair, vão devolvê-lo.
— Não, aquela assistente social o levou. Disse que eu não tinha condições de cuidar dele, que ele ficaria melhor em uma instituição. — A mão apertou os dedos da enfermeira. Ele é meu filho!









Série Magnatas Gregos
1. The Greek Tycoon's Mistress (2003)
2. The Greek's Virgin Bride (2003)
3. The Greek's Ultimate Revenge (2004)
4. Até o Fim

O Anel de Vingança








— Assim que você tiver as esmeraldas, quero a certidão de casamento.
— Não as tire! Atônita, a moça parou.
— Por que não? Vito sorriu.
— A noite é uma criança, minha querida. A jovem o fitou, cautelosa.
— O que está acontecendo? O que isso quer dizer?
A voz dele ganhou um tom sarcástico.
— Não estamos nos comportando como um típico casal romântico, estamos?

Capítulo Um

Fontes jorravam. A água caía por cima do granito formando um poço cristalino. O vento soprava e uma garoa quase invisível atingia Rachel enquanto a jovem passava.
A água parecia fria em contato com a pele.
E era assim que ela deveria ser. Fria, calma e equilibrada. Nenhum traço de emoção. Estava ali para conduzir uma transação comercial. Era tudo. Porque se pensasse no que estava prestes a fazer, então...
Não pense. Não sinta. Dessa forma, você pode superar isso.
E, acima de tudo, não lembre...
Um pingo d'água a atingiu na cabeça, interrompendo seus pensamentos.
Rachel aceitou com tranqüilidade os respingos que vinham daquela engenhoca que decorava a entrada do novo e deslumbrante prédio comercial.
Apropriado à sede britânica de um dos maiores e mais bem-sucedidos conglomerados industriais europeus, Farneste Industriale, aquele era o edifício com mais prestígio dentre todos os blocos do novo e elegante parque comercial.
Situava-se à beira de um dos mais antigos bairros de Londres, Chiswick, estando convenientemente localizado perto da via expressa M4 e do Aeroporto Heathrow.
A jovem continuou caminhando, os saltos altos dos sapatos faziam com que os quadris se erguessem, tornando o vaivém elegante naquele traje bem talhado.
Rachel sentara-se cuidadosamente no táxi durante o trajeto até ali, certificando-se de que não amassara a saia lilás e de que não puxara nenhum fio da meia-calça.
Queria parecer... imaculada.
Levara duas horas para se aprontar. Duas horas para lavar e pentear o cabelo, colocando delicadamente a maquiagem e o esmalte.
Vestiu com cuidado a calcinha de seda, a meia-calça, uma camisa bege.
Então deslizou a saia justa sobre os quadris esguios. Deixou os braços escorregarem pelo paletó de cetim, justo na cintura e um pouco decotado, o que acentuava sutilmente os seios e a barriga lisa.
Calçou os sapatos de couro italiano que eram da mesma tonalidade do blazer, combinando com a bolsa de mão.
O traje estava completo.
Havia levado mais de duas semanas para encontrar aquela roupa.
Depois de vasculhar todas as lojas de departamentos e butiques desde Chelsea até Knightsbridge, de Bond Street a Kensington. Tudo deveria estar perfeito.
Afinal, ela deveria impressionar alguém que tinha altos padrões de exigência.
Deveria saber disso.