ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Olha quem chegou, papai!
Edward Nix soube muito bem tudo sobre a alegria da paternidade... e a dor da perda.
Então, jurou que nunca mais iria se pemitir sentir nada outra vez.
Até que olhou através da janela de um berçário na maternidade e viu seu próprio nome listado como pai dao recém-nascida de Rochelle Davenport!
O que ele iria fazer agora?
Rochelle sabia o risco que estava correndo quando se apaixonou loucamente por um homem que se recusava a abrir o coração.
Mas sua linda menininha recém-nascida era a prova de que Edward tinha deixado à guarda cair uma vez. Talvez fosse o momento para uma segunda chance...
Capítulo Um
Edward Nix fitou os recém-nascidos no hospital local. Não estaria ali se sua irmã, Beth, não tivesse acabado de dar à luz. Costumava evitar contato com bebês desde que seu filho, Edward Júnior, assim como sua esposa, Merilee, faleceram, três anos atrás. Mas tinha de admitir que seu sobrinho era um menino muito lindo.
A enfermeira entrou no berçário carregando um embrulho cor-de-rosa. Uma menina. Edward já estava quase se afastando da janela do berçário quando a jovem colocou a garotinha no berço, ao lado do bebê de Beth. Então, pendurou a etiqueta no lugar. Quando a moça saiu, Edward olhou para a identificação, não a lendo de verdade até que algo muito familiar lhe saltou aos olhos.
Seu próprio nome. Descrito como sendo o pai!
Sentiu uma pontada no estômago e procurou na etiqueta pelo nome da mãe. Rochelle Davenport.
Encostando as mãos no vidro para se apoiar, tornou a ler mais dezenas de vezes, certificando-se de que não se enganara. O que fora escrito ali era um absurdo. Aquele tinha de ser outro Edward Nix.
Outro Edward Nix que vivera um romance com outra Rochelle Davenport, que terminara havia sete meses.
Sim, claro.
Mas que coisa! Tinha lhe dito, com todas as letras, que nunca teria outro filho e que nunca se casaria de novo. Será que ela não o escutara? Na verdade, ele fora um tanto rude. Talvez Rochelle acreditasse que poderia substituir Merilee e dar-lhe um filho tão perfeito quanto Edward Júnior, substituindo, assim, sua família perdida.
Depois que romperam nunca mais a vira.
Sem pensar, Edward correu para o balcão de informações.
— Em que quarto está Rochelle Davenport?
— No 212, senhor. — A mocinha pareceu pronta para acrescentar algo, mas Edward não esperou.
O quarto era do lado oposto do de Beth.
As botas de caubói não eram nada silenciosas. Muito menos naquele momento, em que ele se apressava irado, pelo corredor. Sentia-se traído e estava indo informar aquilo à traidora.
Entrou no quarto e falou, de maneira agressiva:
— Rochelle Davenport!
Uma face pálida, menor do que ele se recordava, estava repousada no travesseiro.
— Como você ousa?! Eu lhe avisei que não queria um filho! Achou que eu estava mentindo? Pensou que me forçaria a casar, com essa armadilha?! — Edward franziu a testa, ao ver que ela nada dizia.
— Rochelle! Você não me ouviu? — A porta se abriu.
— Suponho que todos o ouviram, Sr. Nix — disse uma enfermeira que fora amiga da mãe dele. — Poderia sair do quarto, por favor? — Não! Eu quero algumas respostas!

















