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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Ambições

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




Elizabeth e Matt Lovell ousam materializar e viver um sonho acalentado desde a juventude.

E ingressam num mundo de poder, glamour e dinheiro que até então lhes era desconhecido.
Seduzidos por seus caminhos se separam.
E se dão conta de que o sonho mais rico, mais difícil de conquistar e de manter é o do amor — o velho e tradicional amor —, do casamento e da família

Capítulo Um

— Elizabeth e Matthew Lovell — anunciou o pastor como se os apresentasse um ao outro em vez de torná-los marido e mulher — podem se beijar — falou bondoso, mas eles estavam adiantados: mãos dadas, dedos entrelaçados, estavam voltados um para o outro e seus lábios se tocaram de leve — uma promessa para mais tarde, quando estivessem sozinhos.
Depois, protegendo os olhos contra o brilhante sol de junho, voltaram-se para cumprimentar seus convidados.
A mãe de Elizabeth abraçou-a.
— Nunca vi você com aparência tão feliz. Vocês dois — esticou-se para beijar Matt.
— Como se não houvesse uma nuvem no mundo.
— E não há — disse Elizabeth.
Olhou para Matt, alto e magro, o cabelo escuro revolto sob a brisa da tarde, os profundos olhos azuis frios e reservados até encontrar os dela, cinzentos, para então se tornarem afetuosos como em um abraço.
— Como existiriam nuvens? Tudo é perfeito.
Seu pai estava ali, comprimindo a face contra a dela.
— Para onde foram os anos? — murmurou ele. — Ainda no outro dia você era o bebê mais bonito do mundo; de repente, você é a noiva mais linda. — Segurou-a a distância:
— Ao menos, ficará em Los Angeles, não a perderemos inteiramente.
— Fale baixo. — disse Matt. — Meu pai não está muito feliz com...
— calou-se quando o pai apareceu.
— Papai, eu estou tão contente por ter vindo! — Abraçaram-se, Matt uma cabeça mais alta, o cabelo escuro contrastando com o cinza-chumbo do pai, ao inclinar-se para beijá-lo. — Temi que não viesse.
— Não pude escapar ontem.
A voz do pai, como a de Matt, era grave e calma, a fala ligeiramente arrastada do oeste. Colocou as mãos nos ombros de Matt e beijou-o em ambas as faces:
— Fiquei furioso por perder sua formatura. Você fez sucesso?
— Ele foi o astro da turma — disse Elizabeth, os olhos brilhando.
— Chamaram seu nome para todos os prêmios...
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sexta-feira, 4 de março de 2011

Herança

ROMANCE CONTEMPORÂNEO







A comovente história de uma mulher em luta contra a solidão e a injustiça, numa família capaz de tudo para fazer desmoronar seus sonhos mais caros.

Laura Fairchild encontra na mansão dos Salinger o conforto e a afeição pelos quais ansiara durante toda a infância, mas, após a morte do patriarca da família, os segredos do seu passado afloram como uma torrente incontrolável, ameaçando colocar por terra todos os seus castelos.
Conduzindo o leitor pelas ruas de Beacon Hill e pelos elegantes lugares do jet set europeu.

Capítulo Um

Laura e Paul faziam a cama juntos, rindo, enquanto corriam para ver que lado estaria arrumado primeiro.
— Jamais aprenderei — suspirou Paul fingindo-se resignado com a derrota. — As mulheres nasceram para fazer camas; os homens, para se deitar nelas.
— Eles nasceram para se movimentar nelas — replicou Laura. — Quando casarmos, você ficará espantado com a rapidez com que apren­derá todas as coisas.
— Sou rápido nas coisas importantes, como me apaixonar por vo­cê, Laura.
Ela riu, satisfeita de como o sorriso e olhar de Paul a envolviam, da gravidade de sua voz quando falava apenas para ela, da lembrança da mão dele sobre seu seio quando ela acordara naquela manhã e tinham ido um para os braços do outro, cálidos e parcialmente adormecidos, mais e mais perto, até ele penetrá-la e começarem outro dia juntos, como pla­nejavam unir-se como marido e mulher para o resto de suas vidas.
Mas, então, os olhos de Laura se tornaram sombrios.
— Como podemos ser tão felizes? Não é certo rir e fazer tudo como sempre fizemos, quando Owen não está aqui. E não estará, nunca mais. E não nos verá casados, ele queria tanto ver.
Paul deu o nó na gravata e vestiu o paletó, lançando um olhar ao espelho enquanto corria a mão pelos cabelos negros e rebeldes.
— Ele sabia que íamos casar e era com isso que se importava. — Abraçou-a e manteve-a colada a seu corpo. — E você sabe que ele odiava festas elegantes e cerimônias.
— Ele não odiaria nosso casamento — retrucou Laura. — Oh, Paul, não suporto que se tenha ido!
— Eu sei. — Paul encostou o rosto no dela, enquanto evocava mentalmente a cabeça altiva e os olhos penetrantes de Owen Salinger, seu tio-avô e muito bom amigo.
— Você tem razão, ele adoraria nosso casamen­to porque amava você e achava que a coisa mais inteligente que fiz na vida foi concordar com ele. — Afastou Laura e procurou-lhe nos olhos o que ela sentia. O seu rosto fino com maçãs altas e boca generosa e larga estava melancólico enquanto ela refletia, como se imobilizado no tempo por um pintor que havia captado sua beleza arrebatadora, mas só pôde vislumbrar as expressões mutáveis que faziam o semblante vivido iluminar-se com alegria ou tristeza, calor ou frieza, prazer ou desinteresse.
E ne­nhum pintor podia captar a intangibilidade que fazia todos, até Paul, perguntarem-se se realmente a conheciam ou podiam conservá-la perto, ou seu espírito sarcástico que contrastava, de forma tão intrigante com sua inocência, fazendo os outros recordarem sua imprevisibilidade muito depois de terem esquecido o tom castanho exato de seus cabelos, brilhan­do ruivos ao sol, ou o azul-escuro preciso dos olhos grandes e límpidos.
Paul afastou os cachos de cabelos que encaracolavam ao longo de suas faces.
— Está tão pálida, meu amor. Preocupada com esta tarde? Ou é seu traje apenas? Precisa usar preto? Afinal, não vamos a um enterro; ire­mos apenas à casa do vovô para ouvir Parkinson ler seu testamento.
— É o que tenho vontade de vestir — disse Laura. — Uma leitura de testamento é como um segundo funeral, não acha? Continuamos fe­chando as portas da vida de Owen. — Ela escorregou para fora dos bra­ços de Paul. — Não devemos ir agora?
— Sim.

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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Riquezas

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Quando o marido de Katherine Fraser desaparece, ela descobre que ele lhe escondera todo o seu passado...
e quando seus parentes ricos a encontram e a lançam num mundo de luxo e poder, a esposa antes temerosa e dependente transforma-se gradualmente numa mulher vibrante e glamurosa.

De San Francisco a Paris e à Cote d'Azur, Katherine experimenta o romance e a elegância de um mundo que jamais sonhara existir.
Subitamente, o marido volta e obriga-a a enfrentar o futuro... a decidir entre voltar ao passado ou mergulhar numa vida excitante e num novo, profundo e apaixonado amor...

Capítulo Um

— Katherine! — As vozes ecoavam pelos cômodos feericamente ilumina­dos. — Uma festa maravilhosa... comida gostosíssima!... Que bom estarmos aqui... — E entre si, ainda em altas vozes: — Eu não sabia que eles davam fes­tas tão espetaculares... Você sabia?
As vozes abafavam a musica que subia do toca-discos, rolavam pela ca­sa e transbordavam pelo terraço, onde casais dançavam na cálida noite de ju­nho ou se postavam no baixo muro de pedra, a fim de apreciar o espetáculo da linha do horizonte de Vancouver, do outro lado da baía. Katherine, com ajuda de Jennifer e Todd, abria mais garrafas no pequeno bar e circulava en­tre a cozinha e a sala de jantar, conservando sempre cheios os pratos de forno fumegantes e as travessas do bufê.
— A convidada de honra cumprimenta uma anfitriã excepcional — disse Leslie McAlister, erguendo a taça. — E — acrescentou com uma pequena mesura — Jennifer e Todd. A mãe de vocês devia alugá-los a amigas que dão fes­tas. — Pôs o braço em volta da cintura de Katherine. — Estou impressionadíssima em ser a razão desta festa. Por que não me disse que dava reuniões tão maravilhosas assim? Se tivesse sabido, não teria deixado passar três anos des­de minha última visita. Por outro lado, por que você não foi a São Francisco para que eu pudesse oferecer uma festa em sua honra?
— Você devia ter vindo antes — concordou Katherine, ao tirar a rolha de uma garrafa de champanha. — Craig faz isto facilmente, mas eu não consigo...
— Deixe que eu faço isso. — Leslie tomou-lhe a garrafa. — Esta é uma das primeiras habilidades que as mulheres solteiras aprendem.
Com um floreado, extraiu a rolha com os polegares, enquanto obser­vava disfarçadamente Katherine, comparando-a com a Katherine Fraser co­mum, tímida, que vira apenas de raro em raro nos últimos 10 anos.
Ela con­tinuava tímida

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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Nas Redes da Paixão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Determinada a vencer, uma mulher desperta antigos e perigosos sentimentos do passado
Um homem, duas mulheres.

Um triângulo intimamente unido por emoções perigosas e conflitantes.
Uma ligação que começa nos tempos de universidade e se estende vida afora, assumindo diversas faces à medida que os fios se entrelaçam nas redes da paixão.
Uma história envolvente que nos transporta ao mundo do risco e da aventura em uma rede de televisão, enquanto mostra até que ponto pode chegar a ambição humana e a exploração do homem através da fé.
Depois do acidente em que perdera o marido e, conseqüentemente, a fortuna, a mimada Valerie Sterling descobre, em seu íntimo, uma forte determinação.
Como repórter na rede de televisão por cabo de Nicholas Fielding, antiga paixão dos tempos de universidade, ela reencontra o amor e o perigo, ao investigar as lucrativas atividades, ligadas à pregação religiosa, empreendidas pela produtora de Sybille Enderby, ex-esposa de Nicholas.
Sybille, no entanto, é uma mulher dominada pela ambição e a inveja, e não se deterá diante de nada para destruir Valerie...

Capítulo Um

Valerie ouviu o motor do avião engasgar e desviou os olhos da vista da floresta três mil pés abaixo para fitar Carlton, sentado ao seu lado na poltrona do piloto.
Ele estava com o cenho franzido.
— Ouviu isso?
— O quê? — Carlton olhou-a de relance, os vincos se aprofun­dando na testa. — Ouvi o quê?
— O motor tossiu.
— Não ouvi nada. Pode ser uma condensação na tubulação da gasolina. — Ele baixou os interruptores no painel de instrumentos pa­ra ligar as bombas auxiliares de combustível, depois tornou a se isolar com os próprios pensamentos.
— Tem certeza? Não parece ser isso.
— Desde quando você é piloto? — retrucou Carlton com impa­ciência. — Está tudo bem. O avião passou por uma vistoria quando voamos para cá, e isto foi só há três dias.
— Bem, se não é o avião, então o que é? Qual é o problema, Carl? Você mal disse uma palavra desde que partimos hoje de manhã e não me dá nenhuma explicação.
— Eu avisei a você e aos outros que podiam ficar, você não pre­cisava me acompanhar. Eu nem queria que viesse.
— Eu sei — ela replicou com ironia. — Por que acha que insisti em vir? Está correndo ao encontro de uma mulher misteriosa cuja exis­tência eu desconheça?
Carlton resmungou algo que Valerie não conseguiu entender aci­ma do barulho do motor.
— Bem, que importância tem um segredinho entre amigos? — ela resmungou e desviou a atenção para o outro lado.
Às suas costas, os amigos Alex e Betsy Tarrant batiam papo ocasionalmente, tentando atrair para a conversa a terceira passageira, uma jovem chamada Lilith Grace, que parecia perdida em seu mundo particular, olhando pe­la janela ou sentada em perfeita imobilidade, com os olhos fechados.
Deixada às voltas com os próprios pensamentos, Valerie mirou o seu leve reflexo na janela da cabine em destaque contra o sombrio céu cin­zento.
O pesado cabelo fulvo e os olhos cor de avelã sob as sobrance­lhas escuras assemelhavam-se a uma imagem transparente através da qual contemplava as colinas e os vales da floresta das Adirondacks, seus pinheiros densos e verde-escuros cobertos de neve.
Examinou-se com ar crítico.
Nada mal para 33 anos. Bom demais recostar e distri­buir sorrisos agradáveis enquanto o marido brincava com uma coisa e outra... O motor tossiu de novo. E depois parou. Uma asa inclinou-se em direção à terra.
Todos foram lançados de lado contra os cintos de segurança. Betsy Tarrant berrou.
Carlton estava debruçado para a frente.
— Segurem-se... — avisou, mas neste momento o outro motor pifou. O barulho cessou como se uma faca o tivesse cortado. No silên­cio súbito e desagradável, o avião começou a perder altitude.
— Cristo... os dois...
— Carl! — gritou Alex Tarrant. Betsy estava guinchando.
— ...não pode ser o combustível... tinha muito...

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