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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Tudo por Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



Julie é uma menina que perdeu os pais e vivia num orfanato até que uma família decide adotá-la. 

Porém ela acredita que não merece, por ser essa uma família de moldes perfeitos, coisa que Julie não acreditava ser. 
Por isso, durante toda sua vida se esforçou ao máximo para ser perfeita e se encaixar entre eles. Zack nasceu entre os privilegiados, porém num momento de sua vida, sua avó decide expusá-lo de casa e se esquecer que ele existe. 
Consegue seguir adiante como ator e diretor de Hollywood, mas a morte de sua mulher durante um estranho acidente durante a rodagem de um filme, o converte em um presidiário. 
Decide fugir para provar sua inocência e no meio do caminho ele cruza com a doce Julie, tão diferente das falsas atrizes que ele estava acostumado.

 Capítulo Um

1978
— Sou a senhora Borowski, do serviço público do Lar adotivo LaSalle — anunciou a mulher de média idade, enquanto cruzava o tapete oriental ru-mo à recepcionista, com uma bolsa de compras no braço. Assinalou à garo-ta de onze anos que ia atrás dela e esclareceu com frieza: — E esta é Julie Smith. veio para ver a doutora Theresa Wilmer. Voltarei a procurá-la quan-do terminar de fazer minhas compras.
A recepcionista sorriu à pequena.
— A doutora Wilmer estará com você em um momentinho, Julie . En-quanto isso sente-se ali e preencha este cartão. Esqueci-me de lhe dar isso a vez passada, quando veio.
Muito consciente de seus jeans desbotados e da velha jaqueta que le-vava posta, Julie olhou com expressão inquieta a elegante sala de espera onde frágeis bonequinhos de porcelana repousavam sobre uma antiga mesa e valiosas esculturas de bronze se apoiavam em pés de mármore. Separan-do-se todo o possível da mesa cheia desses objetos, Julie se encaminhou a uma cadeira junto a um enorme aquário onde exóticos peixes de cores na-davam entre ramos verdes. A suas costas, a senhora Borowski voltou a co-locar a cabeça para aconselhar a recepcionista:
— Julie é capaz de roubar algo que não esteja atarraxada. É escorrega-dia e rápida, assim será melhor que a vigie de perto.
Sufocando sua fúria e sua humilhação, Julie se deixou cair em uma ca-deira, estirou as pernas para frente em um esforço consciente de adotar a atitude de pessoa aborrecida e nada afetada pelo horrível comentário da senhora Borowski, mas as cor que tingiam suas bochechas estragaram o efeito, além de que suas pernas não chegavam ao piso.
Instantes depois trocou de postura e olhou aterrorizada o cartão que acabava de lhe entregar a recepcionista para que preenchesse. Embora sabia que não poderia escrever as palavras, não tinha mais remedeio que ten-tá-lo. Apertando os dentes, concentrou-se nas letras que apareciam no cartão. A primeira palavra começava com uma letra N como a de Não nos pôsteres de Não Estacionar que se alinhavam pela rua. Sabia o que diziam esses pôsteres porque seus amigos o haviam dito. A segunda letra era uma a como a de gato, mas a palavra não era gato. Apertou os dedos ao redor do lápis Amarelo, enquanto lutava contra a familiar sensação de frustração e de furioso desespero que a curvava cada vez que se esperava que lesse algo. Tinha aprendido a palavra gato na primeira série mas ninguém escre-via jamais essa palavra em nenhuma parte! 
Enquanto observava as palavras incompreensíveis do cartão, perguntou-se com fúria por que seria que as professoras lhes ensinavam a ler palavras tolas como gato quando nin-guém escrevia jamais a palavra gato fora dos estúpidos livros da primeira.
Mas os livros não são tolos, recordou-se Julie , e as professoras tam-pouco. Outros meninos de sua idade teriam lido esse tolo cartão em um abrir e fechar de olhos. Ela era a que não podia lê-la, a tola era ela.
Mas, por outra parte, disse-se que sabia uma quantidade de coisas que os outros meninos ignoravam por completo, porque ela se obrigava a pres-tar atenção às coisas.
E tinha notado que quando entregavam a alguém al-go que devia preencher, quase sempre se supunha que teria que começar por escrever seu próprio nome...

Doce Triunfo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Para a sofisticada Katie Connelly, o homem que irrompeu subitamente em sua vida, salvando-a romanticamente das mãos de um admirador impetuoso, era, em todos os sentidos, um estranho. 

A pele morena, o sotaque hispânico, a masculinidade rude denunciavam que ele não pertencia ao seu mundo. Afinal, apesar de jovem Katie era uma mulher realizada: tinha amigos influentes, uma carreira de sucesso, uma legião de pretendentes. 
No entanto, ninguém jamais tocara seu coração como Ramon, um simples motorista de caminhão. 
O que Katie não suspeitava é que o desconhecido era, na realidade, um riquíssimo empresário, que aproveitara um mal-entendido para testar sua sinceridade. 
Embora relutante e temerosa, Katie acaba por admitir a extraordinária atração física que Ramon exerce sobre si e concorda em casar-se numa pequena fazenda no interior de Porto Rico. 
Naquele ambiente em tudo oposto àquele a que estava acostumada, ela revê suas convicções, supera preconceitos, aprende a difícil arte de conviver com a diferença. 
É também ali - ainda ignorando a verdadeira identidade de seu amado - que surge a oportunidade de revelar o segredo que há anos carrega e de esquecer 

Capítulo Um

Parado em meditativo silêncio junto às janelas do elegante apartamento de cobertura, o homem alto e moreno olhava para a paisagem de luzes tremeluzindo e espalhando-se ao longo do obscurecido horizonte de St. Louis. A amargura e a resignação eram evidentes nos movimentos abruptos de Ramon Galverra quando afrouxou o nó da gravata e depois levou o copo de uísque aos lábios, bebendo um longo gole.
Atrás dele, um homem loiro cruzou rapidamente a sala de estar pouco iluminada.
- Então, Ramon? - perguntou, ansioso. - O que eles decidiram?
- Decidiram o que os banqueiros sempre decidem Ramon respondeu num tom ríspido, sem se virar. - Decidiram que vão cuidar de si mesmos.
- Aqueles bastardos! - Roger explodiu. Passou as mãos pelos cabelos claros num gesto de irritada frustração, depois encaminhou-se, determinado, para a fileira de garrafas de cristal no bar. - Eles bem que ficaram do seu lado, quando o dinheiro estava entrando - falou por entre os dentes cerrados, enquanto servia-se de bourbon.
- Eles não mudaram - Ramon comentou, irónico. Se o dinheiro ainda estivesse entrando, eles continuariam comigo.
Roger acendeu um abajur e olhou com desprezo os magníficos móveis estilo Luís XIV, como se a presença deles em sua espaçosa sala de estar o ofendesse.
- Eu tinha certeza, certeza absoluta de que quando você lhes explicasse sobre o estado de saúde mental em que seu pai se encontrava antes de morrer, os banqueiros o apoiariam. Como podem culpá-lo pelos erros e pela incompetência dele?
Virando-se da janela, Ramon recostou-se no batente. Por um instante, ficou olhando para o que restava de uísque em seu copo, depois bebeu todo o conteúdo num só gole.
- Eles me culpam por não tê-lo impedido de cometer os erros fatais, e por não reconhecer a tempo o seu estado de incompetência.
- Não reconhecer a tempo... 

 

domingo, 29 de maio de 2011

Todo Ar Que Respiras

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Segunda Oportunidade


Eles se conheceram no paraíso: Kate Donovan, a bela dona de um restaurante em Chicago que venceu pelos seus própios esforços, e Mitchel Wyatt, empresário implacável, herdeiro da fabulosa fortuna Wyatt − e, como logo fica sabendo, o homem que não aceita um não como resposta.

Durante o idílio dos dois na ilha tropical de Anguilla, kate e Mitchel baixam a guarda e entregam-se, deixando de lado suas inibições – lentamente, a princípio, e depois num turbilhão de emoções novas e mágicas, diferente de tudo que já haviam vivenciado.
Mas esse momento tão feliz e encantado chega ao fim quando a família Wiatt intima Mitchel a comparecer ao interrogatório do desaparecimento do irmão.
Em meio ao estardalhaço da mídia, ele busca proteção no mundo de privilégios e poder a que pertence, levando Kate, que esta insegura, a questionar tudo que sabe sobre o seu arredio e misterioso amante: ele é realmente o culpado nesse escândalo de tamanha repercussão?
Que segredos seu passado esconde? O que lhe reserva o futuro... e quais os planos dele em relação a ela?

Capítulo Um

Bem no alto de uma colina coberta de neve, a mansão Wyatt empoleirava-se como uma coroa real, as torres góticas apontadas para o céu e os vitrais cintilando como joias.
Um quilômetro e meio dali, limusines e carros de luxo desfilavam num lento cortejo até um guarda de segurança postado nos portões de entrada da propriedade.
À medida que cada veículo se aproximava, ele conferia e assinalava os nomes dos ocupantes na lista de convidados e depois dava uma educada ordem ao motorista:
— Sinto muito, devido à nevasca, o Sr. Wyatt não quer nenhum veículo estacionado na propriedade esta noite.
Se ao volante vinha um chofer, o guarda afastava-se e deixava-o dar a volta pela entrada, cruzar os portões, desembarcar os convidados na casa e depois retornar à rua principal para estacionar e esperar.
Já quando vinha o dono do veículo, o guarda indicava-lhe uma fila de reluzentes Range Rovers estacionados colina acima numa rua transversal, nuvenzinhas de fumaça subindo enroscadas dos canos de descarga.
— Por favor, encoste ali adiante e deixe o carro com um manobrista — instruía o guarda. — O senhor será conduzido até a casa.
No entanto, como logo descobria cada recém-chegado, esse processo não era tão simples nem tão conveniente quanto parecia.
Embora houvesse muitos manobristas obsequiosos e Range Rovers disponíveis, grandes bancos de neve e carros estacionados haviam tomado de tal modo a sinuosa alameda residencial que em alguns lugares ficara muito estreito, quase não se podia passar, e a constante procissão de veículos revolvera uns dez centímetros da neve desse dia, criando um denso lamaçal.
A tribulação do início ao fim desse processo era desanimadora e irritante para todos...
Menos para os detetives Childress e MacNeil, que estavam num Chevrolet sem placa e recuado numa alameda a menos de cemmetros colina acima da entrada da propriedade dos Wyatt.

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2- TUDO POR AMOR



Julie é uma menina que perdeu os pais e vivia num orfanato até que uma família decide adotá-la.

Porém, ela acredita que não merece, pelo fato dessa família apresentar moldes perfeitos, coisa que Julie não acreditava ter.
Por isso, durante toda sua vida se esforçou ao máximo para ser perfeita e se encaixar entre eles.
Zack nasceu entre os privilegiados, porém, num momento de sua vida, sua avó decide expulsá-lo de casa e se esquecer que ele existe.
Ele porém, consegue seguir adiante como ator e diretor de Hollywood, mas a morte de sua mulher em um estranho acidente durante a rodagem de um filme, o transforma em um presidiário.
Zack decide fugir para tentar provar sua inocência e no meio do caminho cruza com a doce Julie, tão diferente das falsas atrizes com as quais estava acostumado.
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2- SUSSUROS NA NOITE
















Romance que mistura poder, dinheiro e sedução para contar a história de Sloan Reynolds, uma mulher de hábitos simples que passa aconhecer o luxo e a sedução da alta sociedade e tem uma paixão avassaladora que a lança num redemoinho de desejo, decepção, esperança e medo.
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Série Segunda Oportunidade
1- Em Busca do Paraíso
2- Tudo por amor
3- Sussurros na noite
4- Todo ar que respiras

sábado, 2 de abril de 2011

Lembrança De Nós Dois

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Saga Foster



Para vencer no implacável mundo dos ricos e poderosos, eles só tinham uma saída: o casamento.

O ex-cavalariço da família Hayward havia recebido um ultimato de seu tio: teria seis meses para apresentar uma esposa ou perderia sua parte numa expansão de empresas multinacionais.

Ambicioso e calculista, Cole Harrison decidiu que sua futura esposa tinha de ser rica, de beleza incomum e caráter impecável.
Recentemente abandonada pelo noivo, Diana Foster estava publicamente humilhada e com sua carreira de brilhante empresária prestes a desabar.
Então porque o bilionário Cole Harrison se aproximava dela com duas taças de cristais nas mãos e uma garrafa de champanhe?
Depois de induzi-la a tomar muito champanhe, ele conseguiu convencer Diana a aceitar um acordo, que foi selado com um beijo longo e sensual.
Diana foi presa fácil do insuperável poder de sedução de Cole.
Mas eles nem imaginavam a jornada extraordinária que começaria naquela noite inesquecível.

Capítulo Um

Houston, 1979.
– Diana, você ainda está acordada? Eu gostaria de conversar com você
– Diana estava para apagar a luz do abajur quando parou, se apoiando contra os travesseiros. – Sim – respondeu.
– Como se sente depois da viagem de avião e da mudança de horário, querida? – perguntou seu pai, enquanto se aproximava da cama – Está cansada?
Aos quarenta e três anos, Robert Foster era um petroleiro de Houston com ombros largos e cabelos prematuramente grisalhos, e que geralmente exalava segurança, coisa que não acontecia a ele neste momento.
Essa noite ele estava inquieto, e Diana não ignorava o motivo.
Apesar de só ter quatorze anos, não era tão tola para acreditar que ele acabava de entrar em seu quarto para perguntar como se sentia depois de uma viagem de avião. Queria conversar com ela a respeito de sua nova madrasta e meia-irmã, a quem Diana conheceu nesta mesma tarde, ao voltar das férias na Europa que passou com algumas companheiras de colégio.
– Estou bem – respondeu. – Diana... – ele começou a dizer, e logo vacilou.
Sentou-se a seu lado na beirada da cama e a segurou pela mão.
Instantes depois, voltou a começar.
– Sei que deve parecer muito estranho chegar em casa hoje e descobrir que eu voltei a me casar. Te peço por favor para não criar problemas por eu ter me casado com Mary sem antes proporcionar à você a oportunidade de vocês duas se conhecerem, de não ter tido certeza, absoluta certeza que um dia vão se tornar amigas e se quererem bem. Ela tem te cansado, não é? – perguntou com ansiedade, enquanto estudava o rosto de sua filha
– Foi o que disse... Diana assentiu, mas custava compreender por que seu pai teria casado com alguém que conheceu a pouco e a quem ela não conheceu até esse mesmo dia. Ao longo dos anos transcorridos desde da morte de sua mãe, ele tinha saído com uma série de mulheres em Houston, muito bonitas e agradáveis, mas antes que as coisas ficassem muito sérias, sempre as apresentava a Diana e insistia para que os três passassem bastante tempo juntos.
E agora acabava de se casar com uma senhora a quem ela não conhecia nem de vista.
– Mary parece muito agradável – disse depois de uns instantes – A única coisa que não compreendo é sua pressa em se casar com ela.
Foster olhou para sua filha com acanhamento, mas sua resposta foi indubitavelmente autêntica.
– Haverá momentos em sua vida em que seu instinto te dirá que deve fazer algo, algo que vai contra toda a lógica, que transforma todos os seus planos e que aos olhos de outras pessoas possa parecer uma loucura. Quando isso acontece, você o faz. Porque escuta seu instinto e ignora todo o resto. Ignora a lógica, ignora os riscos, ignora as complicações e mergulha de cabeça.
– E isso foi o que fez? – Seu pai assentiu.
– Pouco depois de conhecer Mary soube que era o que queria para mim mesmo e para você.

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Saga Foster
1. Double Exposure
2. Lembrança de nós dois

domingo, 26 de dezembro de 2010

Dois Pesos e Duas Medidas

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Homem de viril beleza!
Nick Sinclair, presidente da Global industries, comanda os negócios da mesma forma como o faz com suas mulheres:
com charme, ousadia e implacável autocontrole.

Acostumado ao que há de melhor, ele contratou Lauren Danner e supôs que a orgulhosa beldade logo seria mais uma conquista fácil.

No entanto, a brilhante inteligência e a rara energia da jovem o deslumbram.
Aos poucos, contra sua vontade, ele se vê intrigado, desafiado e... apaixonado.
Entretanto, Lauren vive uma mentira, uma farsa que se torna mais perigosa a cada momento. Seu segredo pode destruir a frágil confiança de Nick.
E a promessa de um futuro com o homem mais irresistível que ela já conheceu...

Capítulo Um

Philip Witworth ergueu o olhar com atenção atraída por ruídos passos ligeiros que afundavam no luxuoso tapete oriental estirado em seu escritório presidencial.
Recostado na poltrona giratória de couro marron examinou o vice-presidente que avançava em passos largos em sua direção.
-Então? - perguntou impaciente - Já anunciaram quem deu o menor lance?
O recém-chegado apoiou os punhos cerrados na superfície da escrivaninha de mogno polida de Philip.
-Sinclair deu o lance mais baixo-disse ele sem pestanejar-A National Motors vai lhe dar o contrato para o fornecimento de todos os rádios para os carros que fabricam
porque Nick Sinclair bateu o nosso preço em míseros trinta mil dólares-inspirou furioso e expirou num assobio-Aquele miserável nos tirou um contrato de cinquenta milhões de doláres diminuindo em um por cento o nosso preço!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Alguém Que Cuide de Mim

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Judith McNaught











A bem-sucedida atriz Leigh Kendall vai para norte de Nova York para encontrar seu marido para ver o local para construir sua casa dos sonhos.

Enquanto dirigia na noite de inverno, uma tempestade de neve repentina faz com que perca o controle do carro.
Quando ela acorda no hospital, gravemente ferida, a polícia informa que seu marido havia desaparecido misteri
osamente e Leigh, embora, obviamente perturbada, se torna o foco de suas suspeitas. Quanto mais descobre sobre o marido e os seus negócios,menos que ela percebe que sabia sobre Logan Manning.
Agora, Leigh está caminhando cada vez mai profundo em um território desconhecido ... onde amigos e inimigos são impossíveis de distinguir, e onde a verdade se torna a arma mais terrível de todos.

Capítulo Um

— Senhora Kendall, pode me ouvir? Sou o doutor Metcalf e você está no Hospital Bom Samaritano, em Mountainside. Agora vamos tirá-la da ambulância e levá-la a sala de emergência.
Tremendo incontrolavelmente, Leigh Kendall reagiu a insistente voz masculina que a chamava de volta a consciência, mas não conseguia reunir forças necessárias para abrir os olhos.
— Pode me ouvir, senhora Kendall?
Com esforço, ela finalmente conseguiu abrir os olhos. O médico que falava estava inclinado sobre ela, examinando sua cabeça, e ao lado dele uma enfermeira segurava uma bolsa plástica com soro fisiológico.
— Vamos tirá-la da ambulância —repetiu enquanto iluminava as pupilas com o feixe de uma pequena lanterna.
— Preciso... dizer... ao meu marido que estou aqui —conseguiu balbuciar Leigh com um fio de voz.
Ele assentiu e apertou sua mão para tranquilizá-la.
— A polícia Estadual cuidará disso.
Enquanto isso, você tem uma grande quantidade de fãs no Bom Samaritano, incluindo eu, e nós vamos cuidar muito bem de você.
Vozes e imagens começaram a flutuar para Leigh de todas direções quando a maca foi retirada da ambulância.
Luzes vermelhas e azuis pulsavam freneticamente contra o céu cinzento do amanhecer. Pessoas de uniforme passaram na frente de seu campo visual: policiais do estado de Nova Iorque, paramédicos, médicos, enfermeiras.
Quando as portas abriram, o corredor voou junto a ela e muitas caras a rodearam e a encheram de perguntas.
Leigh tratou de se concentrar, mas suas vozes se transformaram em um murmúrio incompreensível e as feições dessas pessoas deslizavam de seus rostos e se dissolviam na mesma escuridão que já tinha devorado o resto do quarto.
Quande Leigh voltou a despertar estava escuro lá fora e caía uma neve suave. Enquanto se esforçava para livrar-se dos efeitos das drogas que lhe injetavam no soro acima de sua cabeça, observou como que por entre névoas o que parecia ser um quarto de hospital repleto por uma incrível quantidade de flores.
Sentada em uma cadeira perto do pé da cama, rodeada por uma cesta enorme de orquídeas brancas e um grande vaso de brilhantes rosas amarelas, uma enfermeira de cabelos grisalhos estava lendo um exemplar do New York Post com imagem de Leigh na primeira página.


sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Em Busca Do Paraíso

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Segunda Oportunidade






Meredith Bancroft, de família rica e tradicional de Chicago,

criada pelo pai divorciado, um homem despótico e superprotetor, que a sufoca com proibições e exigências descabidas.
E é num ato de rebelião que, no fim da adolescência, ela entrega sua virgindade a Matthew Farrell, oito anos mais velho, sem nenhuma projeção social, mas inteligente e determinado, por quem sente súbita e avassaladora atração. 
Essa única noite de paixão resulta numa inimaginada gravidez e desencadeia uma série de acontecimentos emocionantes que culminam com uma separação litigiosa e sofrida.

Onze anos mais tarde, num encontro ao acaso, os dois se vêem frente a frente, e daí por diante seus caminhos se cruzam e se tornam inseparáveis, assim como suas vidas, seus destinos, seu amor.


Dezembro, 1973

Sentada na borda da cama encimada por um dossel, com o álbum de recortes a seu lado, Meredith Bancroft recortou cuidadosamente do Chicago Tribune a foto que a interessava.
A legenda dizia: ”Filhos de socialites de Chicago, fantasiados de duendes, participam da festa de Natal do Hospital Oakland Memorial”.
Em seguida, vinha uma lista dos nomes e uma foto mostrando os ”duendes”, cinco meninos e cinco meninas, Meredith inclusive, entregando presentes às crianças internadas no pavilhão de pediatria.
Um bonito rapaz de dezoito anos, que o artigo esclarecia tratar-se de ”Parker Reynolds III, filho do sr. e da sra. Parker Reynolds de Kenilworth”, supervisionava a ação, um pouco afastado do grupo.
Com imparcialidade, Meredith comparou-se às outras garotas trajadas como duendes, imaginando como podiam ter pernas tão longas e tantas curvas, enquanto ela…
- Sou um lixo! - declarou, com uma careta de desgosto. - Pareço um monstro, não um duende!
Não era justo que as outras meninas, que eram só um pouquinho mais velhas, porque já tinham completado catorze anos, fossem tão maravilhosas, e ela tivesse a aparência de um monstrengo de peito chato com aparelho nos dentes.
Voltou a olhar para o recorte, lamentando o impulso de vaidade que a fizera tirar os óculos para ser fotografada. Sem eles, ela apertava os olhos, e fora assim que aparecera naquela fotografia horrível.
- Lentes de contato ajudariam muito - concluiu.
Pousou o olhar na imagem de Parker com um sorriso sonhador nos lábios, enquanto apertava o recorte no lugar onde estariam os seios, se os tivesse. Mas ainda não tinha e, pelo jeito, nunca teria.
A porta do quarto abriu-se, e Meredith rapidamente afastou o recorte do peito, quando a governanta robusta, de sessenta anos, entrou para pegar a bandeja do jantar.
- Não comeu a sobremesa - a mulher censurou.
- Estou gorda, sra. Ellis. - Para provar o que dizia, Meredith desceu da cama antiga e marchou para a frente do espelho de sua penteadeira. - Olhe bem para mim - pediu, apontando um dedo acusador para seu reflexo. - Não tenho cintura!
- Só há um pouquinho de gordura infantil aí, mais nada.
- Mas também não tenho quadris. Pareço um pacote ambulante. Não é de admirar que eu não tenha amigos.
A sra. Ellis, que estava trabalhando para os Bancroft havia menos de um ano, mostrou-se espantada.
- Não tem amigos? Por que não?
- Eu finjo que vai tudo bem na escola, mas é terrível - respondeu Meredith, necessitando desesperadamente de alguém em quem confiar.
- Estou completamente desajustada. Sempre estive. - Eu nunca poderia imaginar! Deve haver alguma coisa errada com seus colegas.
- Com eles, não. Comigo! Mas vou mudar. Vou entrar numa dieta e dar um jeito nos meus cabelos, que são horríveis.
- Não são, não! - negou a sra. Ellis, observando os cabelos loiroclaros que caíam até os ombros de Meredith, e depois os olhos azulturquesa. - Você tem cabelos bonitos, espessos e bem-tratados, e olhos lindos.
- Meus cabelos não têm cor.
- São loiros.
Meredith continuou a olhar-se no espelho, exagerando as falhas que via.
- Estou com quase um metro e sessenta e oito de altura. Felizmente parei de crescer, senão me tornaria uma giganta. Mas ainda há esperança para mim. Percebi isso no sábado.
A sra. Ellis franziu a testa, confusa.
- O que aconteceu no sábado, que a fez mudar de ideia sobre si mesma?
- Nada de extraordinário - respondeu Meredith.
Foi algo extraordinário, sim, pensou. Parker sorriu para mim, na festa de Natal. Levou-me uma Coca-Cola, por vontade própria, e me pediu para guardar uma dança para ele na festa da srta. Eppingham, no sábado.
Setenta e cinco anos antes, a família de Parker fundara o grande banco de Chicago, onde os fundos da Bancroft & Company eram depositados, e a amizade entre os Bancroft e os Reynolds mantinha-se através das gerações.