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terça-feira, 25 de agosto de 2015

Pacto de Felicidade

ROMANCE CONTEMPORÂNEO







Holly iluminava os sonhos de Grady como uma estrela fugidia.

Grady abraçou Holly, nâo contendo mais a paixão que quase o enlouquecia. Precisava vencer-lhe a resistência, fazê-la de novo provar o doce sabor dos sonhos e restituir-lhe a esperança no futuro. No entanto, mesmo com os olhos nublados de desejo, Holly fugiu de suas carícias... Por quê? perguntou-se ele desesperado. 

Que tormentos essa mulher fascinante trazia na alma, impedindo-a de amar e ser feliz? Que passado cruel negava-lhe a confiança no futuro, obrigando-a a manter-se distante de quem lhe despertava emoções mais fortes?

Capítulo Um

A casa erguia-se solitária no meio de um amplo terreno abandonado onde o mato atingia mais de um metro de altu­ra. A pintura branca, gasta pela contínua exposição ao tem­po, descascava em toda a extensão das paredes, e a porta de tela, solta das dobradiças, encontrava-se caída na varanda.
A madeira envelhecida dos batentes das janelas revelava restos de tinta verde e, de frente para a rua, um vidro quebrado brilhava como uma teia de aranha prateada sob o sol de fim de tarde.
Apesar do mato, era possível distinguir uma calçada de ci­mento em torno da residência, com plantas crescendo pelas rachaduras e revelando os vários meses de total negligência. Apenas as quatro grandes árvores que se alinhavam no fun­do do terreno salvavam-se da atmosfera de destruição e des­caso que permeava todo o local.
Holly Simpson apertou as mãos úmidas e respirou fundo. Em seguida, desceu do caminhão, tentando disfarçar uma profunda decepção. Por um breve instante, uma onda de pâ­nico quase a dominou, mas ela conseguiu controlar-se ape­sar de estar vendo sua última esperança evaporar-se diante dos olhos.
— É aqui, mamãe? É esta a casa que a sua avó lhe deixou?
Ela forçou um sorriso e virou-se para o filho de nove anos.
Trevor, apoiado na janela do velho caminhão, examinava com ar de surpresa a casa abandonada.
— É querido.
— Você disse que era bonita e que nós íamos gostar mui­to. — Havia um tom de acusação na voz dele.
— Ela era bonita, mas fazia muito tempo que eu não vi­nha aqui — Holly respondeu; sem saber como conseguia man­ter o sorriso nos lábios. — Nós vamos reformá-la.
Agitada por uma nova sensação de medo, Holly desviou o olhar. Não queria que os filhos percebessem como ela es­tava abalada. Tinha contado tanto com aquela casa e, no fim, tudo acabara se mostrando como mais uma tentativa inútil. Agora se encontrava realmente num beco sem saída.
Três fi­lhos pequenos, uns poucos milhares de dólares que haviam sobrado do seguro, nenhum emprego e tudo que possuía pa­ra recomeçar a vida era uma casa caindo aos pedaços.
Holly respirou fundo mais uma vez e encarou outro as­pecto da fria realidade: se as coisas piorassem muito, teria de vender o caminhão. Tornou a fitar as crianças e viu Ryan apertando-se ao lado do irmão para também apoiar-se na ja­nela e observar a casa.
— É bem feia, não é, mamãe? Parece mal-assombrada! Vai ver tem uma bruxa morando lá.
Holly segurou a maçaneta da porta e lançou um olhar de repreensão ao filho de oito anos.
— Chega Ryan. Você vai deixar Megan assustada com essas bobagens.
Ele olhou para a irmãzinha e sorriu.
— Não, mamãe, ela ainda está dormindo.
— Ótimo, então desçam do caminhão. Eu vou pegá-la. — Os meninos saíram do veículo e Holly sacudiu gentilmen­te a filha. — Meg querida; chegamos. — A menina espreguiçou-se e Holly a levantou nos braços. Depois tirou um chaveiro do bolso da calça e o entregou a Trevor. — Vá à frente e abra a porta, está bem? Ryan, você poderia apa­nhar minha bolsa? — Tentando mostrar-se forte, ela ajei­tou Megan no colo e encaminhou-se à velha residência de sua avó. Rezava fervorosamente para que o interior não estives­se tão ruim quanto à aparência externa fazia supor.
Seus fi­lhos precisavam de um lugar para morar!

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Carícias Ao vento

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Era suficiente saber que a desejava; mas tarde falariam de amor

Susan sorriu ao lembrar os momentos de amor que tivera com Jason.
Porém, ao deparar-se com ele na fazenda, estremeceu, sentindo que algo havia acontecido.
Jason estava frio, indiferente, tratando-a como a uma estranha.
Os bons instantes compartilhados com tanto prazer de repente transformando-se em uma recordação distante…
A filha de Jason, adolescente cheia de problemas com o pai divorciado, descobrira o romance e, enciumada, fazia chantagem emocional para separá-los.
Susan, que aceitara vir àquele paraíso bucólico em busca de paz e descobrira a tranquilidae entre valer e colinas verdejantes, agora via ameaçada sua felicidade por um capricho de criança.

Capítulo Um

Susan olhou para o céu deslumbrante.
Tinha aquela coloração azul peculiar, que sempre associara com férias de verão na Cote d'Azur.
Seu chefe costumava chamar aquela região de "campos de céu azul", e sempre havia achado que ele estava exagerando, ou que fosse uma frase de efeito igual a tantas outras, como a linda Colúmbia Britânica, ou a ensolarada Alberta.
Mas era verdade!
Nunca ela vira um céu assim, em toda a sua vida.
Essa viagem pelo sul do Canadá estava se mostrando uma revelação.
Vivera sempre em Ontário, uma região populosa e industrial, e durante aquela jornada estava percebendo pela primeira vez, que havia um mundo novo a ser explorado fora dos limites de seu estado natal.
O cenário imenso e majestoso dos penhascos e pinhei¬ros ao norte, pontilhados de lagos cristalinos, deixava-a fascinada.
O silêncio que pairava sobre a paisagem era tanto, que tivera a impressão de encontrar-se às portas de um misterioso mundo novo.
Sentia como se, de repente, da forma de todas as coisas, uma outra, secreta e espiritual, estivesse prestes a ser revelada.
Depois, lentamente, a floresta dera lugar às rasas e uniformes planícies ensolaradas de Manitoba e Saskatchewan, cortadas em toda a sua extensão por uma estrada de ferro. Era uma vista lindíssima.
Os enormes vagões estacionados no pátio das pequenas estações ferroviárias, prontos para transportar uma enorme quantidade de grãos dos campos férteis, lembraram-na de seus dias na fazenda de tio Pete e encheram seu coração de saudade.
Nesse momento, quando atravessava o sul da província de Alberta e via as planícies circundadas por cadeias de montanhas, onde o gado pastava, os entusiasmados comentários de seu chefe vieram-lhe à mente:
"Lá é uma terra abençoada, Susan.

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domingo, 3 de julho de 2011

Refém Do Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Lutaram contra o destino, mas nunca deixaram de se amar!

A sombra de outra mulher afastava Christine de David!

O corpo de Christine ainda ansiava pelo de David.
Sua pele desejava desesperadamente o contato das mãos daquele homem.
Continuava a amá-lo, embora estivessem separados há tanto tempo!
Não havia como negar aquele sentimento que daria novo sentido à sua vida...
Porém, entre eles e a felicidade havia agora a sombra de Maria, a mulher que ofereceu seu próprio corpo pela vida de David...
Dividido entre a gratidão e o amor, David precisava fazer a mais difícil das opções.
Disso dependia o futuro de Christine!

Capítulo Um

Christine Spencer, em pé no ancoradouro, tremia de frio e de medo.
A noite estava gelada.
Podia sentir o cheiro forte de maresia e a névoa úmida que envolvia toda a ilha. Começou a andar de um lado para outro, numa vã tentativa de fazer o tempo passar mais rápido.
Os longos meses de preparativos, que deviam ser mantidos em absoluto sigilo, e as longas noites de incerteza e espera finalmente tinham terminado.
David estava voltando para casa depois de quatro longos anos de ausência.
Mas havia ainda uma dúvida: se ele estaria em condições de sobreviver, e isso a angustiava tanto que seu coração se apertava de aflição.
Aqueles eram momentos difíceis, terrivelmente difíceis.
A espera solitária ali no cais era uma verdadeira tortura.
Parecia que o tempo havia parado inexoravelmente.

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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Ruas de Fogo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

O reencontro entre dois amantes que jamais esqueceram a força avassaladora da paixão.

Quando de novo se confrontaram, quinze anos de separação pareceram nunca terem existido...


Eles viveram um romance devastador, em que a paixão se tornou loucura e o desejo, obsessão.
Mas Nick, obrigado a encarar a realidade, acabou reconhecendo os próprios limites: não conseguiria jamais ignorar que Roxanne viera das ruas, onde vendia o corpo a outros homens.
Perseguido pelo ciúme, cego de intolerância, ele a abandonou da forma mais cruel e covarde.
Agora, quinze anos depois, ela não era mais Roxanne Busher.
Chamava-se Sydney Foster e transformara-se numa empresária de sucesso, respeitada pela força com que vencera num caminho onde muitos haviam fracassado.
E era nas mãos de Sydney que a vida de Nick se encontrava, o passado retornava para o ajuste final de contas. Venceria o amor... ou a lembrança de uma amarga separação?

Capítulo Um

Dominada por uma irresistível sensação de já ter vivido aquela cena antes, Sydney Foster ficou paralisada, o ombro encostado contra a moldura da falsa janela de vidro tipo “espelho espião”, os braços cruzados à frente do corpo, um copo descartável de café na mão.
A visão da garota na sala de interrogatórios da delegacia como que a arrastara de volta a um antigo pesadelo, despertando emoções desagradáveis que havia muito pensara ter superado.
Ironicamente, um simples golpe do destino jogava por terra barreiras e defesas que a custo se impusera em todos aqueles anos.
Era como se o passado se sobrepusesse ao presente como os contornos repetidos numa fotografia em dupla exposição.
Tentando não revelar aqueles funestos pensamentos no olhar, voltou-se para encarar seu advogado, que entrava na sala de espera naquele momento.
— E então, Norm, como foi? — indagou.
Norman Crandall, o advogado, deixou a maleta tipo executivo sobre uma das cadeiras junto à parede no fundo da sala e encarou-a com uma expressão exasperada.
— Daria para você me dizer que diabo está acontecendo?
Sydney tomou um gole do café já morno e depositou com cuidado o copo na mureta da janela, que, no interior da outra sala, devia parecer um espelho.
— Quero que cuide do caso dela — declarou em voz neutra.
O advogado suspirou, entediado.
— Não fiz outra coisa em todo o curso de Direito, Sydney. — Enrugando a testa, continuou: — Enfim, mais ou menos eu já esperava por isso. Agora, poderia me contar o que é que está acontecendo e por que quer que eu defenda uma garota tirada da sarjeta?
Sydney inspirou fundo e o encarou determinada.
— Vim aqui porque prenderam aqueles dois sujeitos que surpreendi roubando o toca-fitas do meu carro. Os investigadores queriam que os identificasse.
— E você estava aqui quando trouxeram a garota.
— Adivinhou.
— Olhe, talvez fosse melhor a gente conversar direito antes. Acho que você não teve tempo para pensar e...
— Já resolvi, Norm — ela o interrompeu, decidida.
O advogado observou-a pensativo por um instante, então suspirou, resignando-se.
— Tudo bem, é você quem manda.

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