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segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Além das Estrelas

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Levantando os olhos para o céu, Annie escolheu a estrela mais brilhante, depositou o copo no parapeito da varanda e colocou as mãos no peito. 

— Por favor — ela rezou baixinho —, ajude-me para que dessa vez ele concorde em fazer as coisas do meu jeito. Oh, tente também fazer com que ele se esforce um pouco mais para manter nosso casamento. Fiz de tudo para amá-lo, mas seria bom se você pudesse transformá-lo num marido um pouco mais atencioso... se pudesse fazê-lo corresponder ao meu amor. 
Annie abriu os olhos e contemplou o pontinho cintilante no firmamento.
Amava o marido, mas estava cansada de ser sempre a que cedia. O dia seguinte seria o marco de sua independência. Se ele a amasse de verdade, compreenderia.

Capítulo Um

Prólogo

— Com licença. — Tom McAllister abriu caminho entre os convidados, com um drinque em cada mão, sem se preocupar se sua esposa queria um. — Desculpe-me, Annie, voltarei mais tarde. Preciso ir à sala de jogos.
Annie McAllister observou o ambiente a sua volta. Homens de smoking e mulheres elegantemente vestidas, conversando em gru­pos, enquanto ela estava em pé num canto, usando um modelo de grife que Tom insistira para que ela comprasse, a fim de estar "adequada" ao evento.
Annie detestava aquele tipo de festa, especialmente quando os convidados eram companheiros de trabalho de seu marido: pro­dutores, personalidades de rádio, artistas convencidos, esnobes e egocêntricos e outras celebridades de nariz empinado que se julgavam o centro do mundo.
Tom nascera para ser vendedor, e nos três anos que estavam casados, adquirira todos os maus hábitos associados à profissão. Annie o conhecera na faculdade e, após a morte de seus pais, ficara tão sobrecarregada de responsabilidades que permitira que Tom, um experiente homem de negócios, lidasse com tudo. Antes que se desse conta, estavam casados.
Ela caminhou até a ampla varanda da cobertura. Era noite de Ano-Novo, e estava sozinha. Tom estava numa outra sala do grande apartamento, encorajando os colegas que queriam iniciar o novo ano numa jogatina de pôquer. Que jeito de passar a noite!
Annie ergueu seu copo de clube-soda na direção onde presumia ficar Times Square e fez um brinde:
— Ao dia de amanhã, quando contarei ao meu marido que vou me candidatar para ingressar na academia de polícia... com ou sem a permissão dele.
Annie se formara em advocacia e depois se especializara em direito criminal, porém o emprego de despachante no departamen­to policial de Westfield, em Nova Jersey, fora a coisa mais próxima de sua carreira que Tom lhe permitira aceitar. A idéia de que ele se recusava a entender o quanto aquele objetivo era importante a estava sufocando. Ela tentara convencê-lo a fazer uma terapia de casal para resolver aquela questão, mas ele sempre tinha uma des­culpa para não comparecer às sessões.
Eles haviam se distanciado ao longo dos anos, embora Annie tivesse feito o que podia para ser do jeito que ele queria. Ela não queria que seu casamento fracassasse, porém agora que sua irmã mais nova, Julie, estava casada e feliz, Annie decidiu que era hora de ter a vida que ela queria.
Levantando os olhos para o céu, ela escolheu a estrela mais brilhante, depositou o copo no parapeito da varanda e colocou as mãos no peito.
— Por favor — ela rezou baixinho —, ajude-me para que dessa vez ele concorde em fazer as coisas do meu jeito. Oh, tente também fazer com que ele se esforce um pouco mais para manter nosso casamento. Fiz de tudo para amá-lo, mas seria bom se você pudesse transformá-lo num marido um pouco mais atencioso... se pudesse fazê-lo corresponder ao meu amor.
Annie abriu os olhos e contemplou o pontinho cintilante no firmamento. Amava o marido, mas estava cansada de ser sempre a que cedia.
O dia seguinte seria o marco de sua independência. Se Tom a amasse de verdade, compreenderia.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Lance Indecente

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Até que ponto seria aceitável ser leiloada para salvar uma escola da falência?

Vinte mil dólares!
Esse foi o lance que Alexander ofereceu para ter um encontro íntimo com a sensual professora Honória.

Passaria sete dias numa paradisíaca ilha nos trópicos com a mulher que corava a qualquer palavra mais ousada.
A timida Honória Hewitt mal podia acreditar que aceitara a idéia de se expor daquela maneira tão humilhante.
Desfilar pelo palco em um vestido vermelho, de decote acentuado, enquanto aguardava o maior lance.
O dinheiro serviria para salvar a escola de sua família. Honória esperava não receber lance de homem nenhum, muito menos do atraente playboy que não tirava os olhos dela.
Para Honória o desfecho certamente seria uma tortura.
Mas não demorou para esse encontro deixar de ser uma obrigação...

Capítulo Um

Fique parada, Emily. Como quer que eu feche o zíper deste vestido se continua se mexendo?
Emily Hewitt, mesmo sentindo-se apertada no vestido ver­melho sem alça, pela primeira vez na vida agradecia à costureira por a ter tornado elegante. Mas gostaria que a roupa não fosse incômoda de tão justa.
— Eu não estaria me mexendo se este maldito vestido não me cortasse a circulação. Ainda não entendo por que não fez para mim um tamanho maiôr, ou por que não me deixou usar uma cinta.
— Confie em mim, Emily, este é o tamanho certo para você — Ruth Roberts respondeu. — Vire-se um pouco. Está usando aquela calcinha que compramos, não está?
— Estou, e é a calcinha mais desconfortável que já usei. Simplesmente não posso imaginar uma mulher sensata indo trabalhar com esse pequeno trapo amarrado na cintura.
— A mulher não compra lingerie para ser sensata. Está na hora de todos verem que lindo corpo você andou escondendo por baixo desses uniformes cinzentos.
— Se minha mãe estivesse aqui, não consentiria...
Antes que Emily terminasse de falar alguém lhe arrancou os óculos do rosto. Todos os presentes caíram na gargalhada.
— Ei! Espere! Não consigo enxergar sem óculos!
Naquela noite estava havendo no Instituto Hewitt um leilão em benefício da escola. Após o leilão, teria lugar o baile.
— Você não precisa ver nada — disse alguém. — Apenas tente ser glamourosa. Norman cuidará do resto.
Emily reconheceu a voz de Eloíse Grant, a professora do jardim-de-infância, esposa de Norman.
— Não posso ser glamourosa. Não sei como.
— Espere até que Phillip a veja.
Ruth agarrou Emily pelo braço e conduziu-a ao vestiário.
— Eloíse, venha cá e veja o que pode fazer com a maquiagem dos olhos dela.
— Eloíse, por favor — Emily pediu —, faça com que todos entendam que não sou boa para isso. Não posso permitir que me vejam como um modelo em vez de uma... uma...

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