Levantando os olhos para o céu, Annie escolheu a estrela mais brilhante, depositou o copo no parapeito da varanda e colocou as mãos no peito.
— Por favor — ela rezou baixinho —, ajude-me para que dessa vez ele concorde em fazer as coisas do meu jeito. Oh, tente também fazer com que ele se esforce um pouco mais para manter nosso casamento. Fiz de tudo para amá-lo, mas seria bom se você pudesse transformá-lo num marido um pouco mais atencioso... se pudesse fazê-lo corresponder ao meu amor.
Annie abriu os olhos e contemplou o pontinho cintilante no firmamento.
Amava o marido, mas estava cansada de ser sempre a que cedia. O dia seguinte seria o marco de sua independência. Se ele a amasse de verdade, compreenderia.
Amava o marido, mas estava cansada de ser sempre a que cedia. O dia seguinte seria o marco de sua independência. Se ele a amasse de verdade, compreenderia.
Capítulo Um
Prólogo
— Com licença. — Tom McAllister abriu caminho entre os convidados, com um drinque em cada mão, sem se preocupar se sua esposa queria um. — Desculpe-me, Annie, voltarei mais tarde. Preciso ir à sala de jogos.
Annie McAllister observou o ambiente a sua volta. Homens de smoking e mulheres elegantemente vestidas, conversando em grupos, enquanto ela estava em pé num canto, usando um modelo de grife que Tom insistira para que ela comprasse, a fim de estar "adequada" ao evento.
Annie detestava aquele tipo de festa, especialmente quando os convidados eram companheiros de trabalho de seu marido: produtores, personalidades de rádio, artistas convencidos, esnobes e egocêntricos e outras celebridades de nariz empinado que se julgavam o centro do mundo.
Tom nascera para ser vendedor, e nos três anos que estavam casados, adquirira todos os maus hábitos associados à profissão. Annie o conhecera na faculdade e, após a morte de seus pais, ficara tão sobrecarregada de responsabilidades que permitira que Tom, um experiente homem de negócios, lidasse com tudo. Antes que se desse conta, estavam casados.
Ela caminhou até a ampla varanda da cobertura. Era noite de Ano-Novo, e estava sozinha. Tom estava numa outra sala do grande apartamento, encorajando os colegas que queriam iniciar o novo ano numa jogatina de pôquer. Que jeito de passar a noite!
Annie ergueu seu copo de clube-soda na direção onde presumia ficar Times Square e fez um brinde:
— Ao dia de amanhã, quando contarei ao meu marido que vou me candidatar para ingressar na academia de polícia... com ou sem a permissão dele.
Annie se formara em advocacia e depois se especializara em direito criminal, porém o emprego de despachante no departamento policial de Westfield, em Nova Jersey, fora a coisa mais próxima de sua carreira que Tom lhe permitira aceitar. A idéia de que ele se recusava a entender o quanto aquele objetivo era importante a estava sufocando. Ela tentara convencê-lo a fazer uma terapia de casal para resolver aquela questão, mas ele sempre tinha uma desculpa para não comparecer às sessões.
Eles haviam se distanciado ao longo dos anos, embora Annie tivesse feito o que podia para ser do jeito que ele queria. Ela não queria que seu casamento fracassasse, porém agora que sua irmã mais nova, Julie, estava casada e feliz, Annie decidiu que era hora de ter a vida que ela queria.
Levantando os olhos para o céu, ela escolheu a estrela mais brilhante, depositou o copo no parapeito da varanda e colocou as mãos no peito.
— Por favor — ela rezou baixinho —, ajude-me para que dessa vez ele concorde em fazer as coisas do meu jeito. Oh, tente também fazer com que ele se esforce um pouco mais para manter nosso casamento. Fiz de tudo para amá-lo, mas seria bom se você pudesse transformá-lo num marido um pouco mais atencioso... se pudesse fazê-lo corresponder ao meu amor.
Annie abriu os olhos e contemplou o pontinho cintilante no firmamento. Amava o marido, mas estava cansada de ser sempre a que cedia.
O dia seguinte seria o marco de sua independência. Se Tom a amasse de verdade, compreenderia.
Prólogo
— Com licença. — Tom McAllister abriu caminho entre os convidados, com um drinque em cada mão, sem se preocupar se sua esposa queria um. — Desculpe-me, Annie, voltarei mais tarde. Preciso ir à sala de jogos.
Annie McAllister observou o ambiente a sua volta. Homens de smoking e mulheres elegantemente vestidas, conversando em grupos, enquanto ela estava em pé num canto, usando um modelo de grife que Tom insistira para que ela comprasse, a fim de estar "adequada" ao evento.
Annie detestava aquele tipo de festa, especialmente quando os convidados eram companheiros de trabalho de seu marido: produtores, personalidades de rádio, artistas convencidos, esnobes e egocêntricos e outras celebridades de nariz empinado que se julgavam o centro do mundo.
Tom nascera para ser vendedor, e nos três anos que estavam casados, adquirira todos os maus hábitos associados à profissão. Annie o conhecera na faculdade e, após a morte de seus pais, ficara tão sobrecarregada de responsabilidades que permitira que Tom, um experiente homem de negócios, lidasse com tudo. Antes que se desse conta, estavam casados.
Ela caminhou até a ampla varanda da cobertura. Era noite de Ano-Novo, e estava sozinha. Tom estava numa outra sala do grande apartamento, encorajando os colegas que queriam iniciar o novo ano numa jogatina de pôquer. Que jeito de passar a noite!
Annie ergueu seu copo de clube-soda na direção onde presumia ficar Times Square e fez um brinde:
— Ao dia de amanhã, quando contarei ao meu marido que vou me candidatar para ingressar na academia de polícia... com ou sem a permissão dele.
Annie se formara em advocacia e depois se especializara em direito criminal, porém o emprego de despachante no departamento policial de Westfield, em Nova Jersey, fora a coisa mais próxima de sua carreira que Tom lhe permitira aceitar. A idéia de que ele se recusava a entender o quanto aquele objetivo era importante a estava sufocando. Ela tentara convencê-lo a fazer uma terapia de casal para resolver aquela questão, mas ele sempre tinha uma desculpa para não comparecer às sessões.
Eles haviam se distanciado ao longo dos anos, embora Annie tivesse feito o que podia para ser do jeito que ele queria. Ela não queria que seu casamento fracassasse, porém agora que sua irmã mais nova, Julie, estava casada e feliz, Annie decidiu que era hora de ter a vida que ela queria.
Levantando os olhos para o céu, ela escolheu a estrela mais brilhante, depositou o copo no parapeito da varanda e colocou as mãos no peito.
— Por favor — ela rezou baixinho —, ajude-me para que dessa vez ele concorde em fazer as coisas do meu jeito. Oh, tente também fazer com que ele se esforce um pouco mais para manter nosso casamento. Fiz de tudo para amá-lo, mas seria bom se você pudesse transformá-lo num marido um pouco mais atencioso... se pudesse fazê-lo corresponder ao meu amor.
Annie abriu os olhos e contemplou o pontinho cintilante no firmamento. Amava o marido, mas estava cansada de ser sempre a que cedia.
O dia seguinte seria o marco de sua independência. Se Tom a amasse de verdade, compreenderia.



