Adoráveis consequências!
Remy Draycott foi uma criança prodígio e só agora conseguiu se livrar das enormes expectativas que os outros tinham sobre ela.
Por isso, está determinada a aproveitar a vida e a realizar todas as suas fantasias. E ter uma noite selvagem com o estonteante Bo Tessier é a primeira da lista!
Render-se ao desejo que sente por Remy era como brincar com fogo… e ele queria se queimar.
Mas depois dos momentos de completa rendição que tiveram, Bo não esperava vê-la novamente. Porém, seis semanas depois, ela retorna com uma notícia que deixará o mundo desse poderoso bilionário de cabeça para baixo!
Capítulo Um
Remy Draycott olhou para o folheto aberto diante de si, enquanto tomava um gole de sua taça de Chardonnay. Quer dizer que aquela era a cidade de Bellevue, pensou, olhando através da vidraça do bar para a rua principal da cidade. Cosmopolitana, sofisticada, discretamente abastada, tinha um ar de elegância europeia.
Ela gostou. E muito.
Pelo que vira até agora, na breve excursão pelas cidades de Napa Valley, Bellevue, bem ao norte do vale, parecia uma mistura do melhor do resto. Tinha vistas de tirar o fôlego das Palisade Mountains, um pouco do charme do velho mundo de Calistoga, um pouco da elegância informal de St. Helena e, se ela tivesse de julgar pelo soberbo hambúrguer gourmet que acabara de comer na lanchonete no final da rua, a mesma paixão por comida que Yountsville.
Era uma pena que estivesse apenas de passagem… A cidade estava implorando para que ficasse mais tempo, para que explorasse um pouco mais.
Não, não podia, pensou, rechaçando a tentação. Pela primeira vez em… bem, anos, realmente tinha prazo para estar em um lugar em um momento específico. E o lembrete do por que tinha de estar em Portland em três dias fez com que esvaziasse em um gole a taça de vinho e fizesse sinal para o barman completá-la novamente.
Em aproximadamente setenta e duas horas, a mãe daria à luz o seu meio-irmão, e Remy prometera estar presente. Não na sala de espera do hospital, e nem aguardando em casa, como uma pessoa normal, mas na própria sala do parto. Com a mãe, é óbvio, a avó, e o novo padrasto, que era apenas sete anos mais velho do que ela.
Remy ergueu a taça até os lábios. A situação toda a deixava surpresa, apavorada e confusa.
Surpresa que, após uma vida inteira de mãe solteira… Bem, isso não era inteiramente verdade… Para todos os efeitos, vovó Rosie fora tão mãe quanto ela… A intensa, brilhante e ferrenhamente feminista mãe decidira se assentar com um professor escolar de ginástica. Apavorada por ela, pois, em termos médicos, era considerada uma gestante idosa, o que essencialmente significava que muito mais poderia dar errado com o seu corpo de 44 anos de idade do que com um de 17 anos. E confusa porque… bem, haveria uma diferença de quase um quarto de século entre ela e o irmãozinho que estava para chegar.
Vinte e sete anos… Era mais do que confuso, era um tanto quanto bizarro.
Era tudo muito esquisito e perturbador. Remy sinceramente torcia para que Jan optasse por uma abordagem diferente para educar aquela criança do que a que usara com ela. Bom Deus, só podia rezar por isso. Apenas seja normal, disse para o irmão que ainda estava no forno. Normal seria tão bom.
Remy sentiu a atmosfera no bar mudar. Grata pela distração, ela virou a cabeça para ver o recém-chegado ao local elegante. O homem se detivera para conversar com o casal sentado perto da entrada. Com as suas costas viradas para ela, Remy admirou os ombros largos sob a camisa social branca e o traseiro espetacular sob a calça social preta feita sob medida.
Terminada a conversa, ele passou para a próxima mesa, apertando mãos e beijando faces, e Remy aguardou que ele virasse para ela, de modo a poder lhe ver o rosto. Descansou tranquilamente o queixo na palma da mão.
No canto, uma morena baixa dedilhava o violão e cantava ao microfone, enquanto um grupo de mulheres da sua idade se sentava ao redor de uma mesa, rindo estrondosamente, e brindando com tequila. Grupos de pessoas estavam reunidos ao redor do bar em forma de ferradura, e não pôde deixar de notar os interessados e predatórios olhares femininos acompanhando o avanço do Sexy e Bonitão em direção ao bar. Em um aposento lotado de homens atraentes e bem-sucedidos, ele tinha a capacidade de concentrar um bocado de atenção sobre si sem fazer muito esforço.
Com o tempo, ele chegou aos arredores de onde ela estava sentada, e Remy pôde, finalmente, ver de perto o seu rosto. Cabelo castanho-escuro ondulado, quase negro, nariz comprido, e olhos profundos e misteriosos. Queixo forte. Boca sexy.
Oh, sim. Muito bonito. Incrivelmente sexy.
Capítulo Um
Remy Draycott olhou para o folheto aberto diante de si, enquanto tomava um gole de sua taça de Chardonnay. Quer dizer que aquela era a cidade de Bellevue, pensou, olhando através da vidraça do bar para a rua principal da cidade. Cosmopolitana, sofisticada, discretamente abastada, tinha um ar de elegância europeia.
Ela gostou. E muito.
Pelo que vira até agora, na breve excursão pelas cidades de Napa Valley, Bellevue, bem ao norte do vale, parecia uma mistura do melhor do resto. Tinha vistas de tirar o fôlego das Palisade Mountains, um pouco do charme do velho mundo de Calistoga, um pouco da elegância informal de St. Helena e, se ela tivesse de julgar pelo soberbo hambúrguer gourmet que acabara de comer na lanchonete no final da rua, a mesma paixão por comida que Yountsville.
Era uma pena que estivesse apenas de passagem… A cidade estava implorando para que ficasse mais tempo, para que explorasse um pouco mais.
Não, não podia, pensou, rechaçando a tentação. Pela primeira vez em… bem, anos, realmente tinha prazo para estar em um lugar em um momento específico. E o lembrete do por que tinha de estar em Portland em três dias fez com que esvaziasse em um gole a taça de vinho e fizesse sinal para o barman completá-la novamente.
Em aproximadamente setenta e duas horas, a mãe daria à luz o seu meio-irmão, e Remy prometera estar presente. Não na sala de espera do hospital, e nem aguardando em casa, como uma pessoa normal, mas na própria sala do parto. Com a mãe, é óbvio, a avó, e o novo padrasto, que era apenas sete anos mais velho do que ela.
Remy ergueu a taça até os lábios. A situação toda a deixava surpresa, apavorada e confusa.
Surpresa que, após uma vida inteira de mãe solteira… Bem, isso não era inteiramente verdade… Para todos os efeitos, vovó Rosie fora tão mãe quanto ela… A intensa, brilhante e ferrenhamente feminista mãe decidira se assentar com um professor escolar de ginástica. Apavorada por ela, pois, em termos médicos, era considerada uma gestante idosa, o que essencialmente significava que muito mais poderia dar errado com o seu corpo de 44 anos de idade do que com um de 17 anos. E confusa porque… bem, haveria uma diferença de quase um quarto de século entre ela e o irmãozinho que estava para chegar.
Vinte e sete anos… Era mais do que confuso, era um tanto quanto bizarro.
Era tudo muito esquisito e perturbador. Remy sinceramente torcia para que Jan optasse por uma abordagem diferente para educar aquela criança do que a que usara com ela. Bom Deus, só podia rezar por isso. Apenas seja normal, disse para o irmão que ainda estava no forno. Normal seria tão bom.
Remy sentiu a atmosfera no bar mudar. Grata pela distração, ela virou a cabeça para ver o recém-chegado ao local elegante. O homem se detivera para conversar com o casal sentado perto da entrada. Com as suas costas viradas para ela, Remy admirou os ombros largos sob a camisa social branca e o traseiro espetacular sob a calça social preta feita sob medida.
Terminada a conversa, ele passou para a próxima mesa, apertando mãos e beijando faces, e Remy aguardou que ele virasse para ela, de modo a poder lhe ver o rosto. Descansou tranquilamente o queixo na palma da mão.
No canto, uma morena baixa dedilhava o violão e cantava ao microfone, enquanto um grupo de mulheres da sua idade se sentava ao redor de uma mesa, rindo estrondosamente, e brindando com tequila. Grupos de pessoas estavam reunidos ao redor do bar em forma de ferradura, e não pôde deixar de notar os interessados e predatórios olhares femininos acompanhando o avanço do Sexy e Bonitão em direção ao bar. Em um aposento lotado de homens atraentes e bem-sucedidos, ele tinha a capacidade de concentrar um bocado de atenção sobre si sem fazer muito esforço.
Com o tempo, ele chegou aos arredores de onde ela estava sentada, e Remy pôde, finalmente, ver de perto o seu rosto. Cabelo castanho-escuro ondulado, quase negro, nariz comprido, e olhos profundos e misteriosos. Queixo forte. Boca sexy.
Oh, sim. Muito bonito. Incrivelmente sexy.



