2- A LEITURA DE KIZIAH

Um sonho, Kiziah Stillwell é enviada para o carnaval e para a tenda da cartomante.
O destino a puxou para o mundo dos vampiros e aqueles que os servem.
O amor e o dever guerreando dentro de Fane Mercier quando da Transformação, o momento em que deixaria de ser dhampir, tornando-se totalmente vampiro, aproxima-se.
Com a mudança viria à fome, o calor, e a necessidade de tomar uma kadine, uma companheira, a fim de produzir uma nova geração de dhampirs Mercier.
E ainda, apesar de sua obrigação para com sua raça e seus pais assassinados, o coração e alma de Fane ansiavam por compartilhar os séculos à frente com outro homem.
Cable Luske sabia desde o início que amar Fane apresentaria dificuldades, mas enquanto os pais de Fane e o irmão estivessem vivos, a possibilidade de um futuro juntos existia.
Com sua morte e transformação Fane teve à constatação que necessitaria de uma kadine para Fane.
No desespero, Cable procurou em uma leitura de tarô e encontrou Os Enamorados...
E Kiziah...
...E uma forma de reivindicar tanto uma kadine para Fane como um companheiro do sexo masculino.
Capítulo Um
A cena na frente de Kiziah Stillwell era exatamente como havia visualizado em seu sonho. Baratos passeios de carnaval, sob um céu salpicado de estrelas de outono.
O ar vivo, gelado, carregado com o cheiro de cachorro-quente e algodão doce, preenchido com temas musicais e as vozes dos carnies disputando um com o outro, cada um tentando seduzir os homens que passeiam com suas esposas e amigas para parar e tentar a sua sorte, e gastando parte do dinheiro na tentativa de ganhar um bichinho de pelúcia.
Kiziah estava parada na frente da tenda da vidente.
Madame Helki.
Ela não tinha visto o nome em seu sonho, mas observara o lado vermelho pintado, na parte dianteira da lona, com uma faixa com as cartas de tarô acima dela.
"Você veio para a sua leitura?"
Uma voz questionou do interior escuro da tenda, Kiziah se sobressaltou com a voz. Poderia a cartomante saber realmente sobre seu sonho?
Kiziah tocou os dedos na base do pescoço, suavemente delineando pelo pequeno apanhador de sonhos , que usava por baixo do casaco e da camisa.
Foi à única ligação que tinha com os ourives nômades que tinham morrido, antes dela nascer, sem saber sequer que ele tinha um filho.
Pessoas iguais ao seu pai, o Chippewa, acreditavam que todos os sonhos vinham de fontes externas e não a partir do subconsciente do que experimentavam.
É por isso que tinham inicialmente formado os apanhadores de sonhos, para interceptarem os sonhos ruins, mas permitirem que os bons passassem.
Talvez a velha tivesse enviado o sonho.
A mão de Kiziah deixou o colar.
Ou talvez o espírito de sua mãe tivesse, sabendo que todos os dias, Kiziah pensava sobre o passado, dolorido para regressar aos velhos tempos, com sua mãe.

Série Carnival Tarot
1 – A leitura de Sarael
2 – A leitura de Kiziah
3 –(em revisão grupo prazer em seduzir)

