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quarta-feira, 12 de abril de 2017

Jogo da Tentação

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Fruto proibido?

O que havia acontecido naquela noite fora especial, algo de que ela jamais se esqueceria... Porém, ela se perguntava o que havia significado para Gabriel... Teria sido algo que ele descartara, como um jogo de tentação? 
Ele havia dito que a achava tentadora, mas também dissera que ela era... perigosa. 
O que isso significava? 
E agora, quatro anos e meio depois, Rachel estava prestes a descobrir. Gabriel estava de volta...

Capítulo Um

— Ele está aqui!
Rachel soltou a cortina que havia afastado da janela e recuou um passo, em um movimento frenético. Com mãos trêmulas, ajeitou os cabelos castanho-claros, tentando dominar a ansiedade que tornava mais escuros os seus olhos cinzentos.
— Pontual, é claro.
Bem, Gabriel sempre fora rígido com seus horários. A única ocasião em que a fizera esperar, fora friamente planejada e a lembrança ainda fazia Rachel tremer.
— Afaste-se da janela, Rachel! — a mãe sussurrou, nervosa, como se temesse ser ouvida pelo homem que, naquele momento, abria a porta do Jaguar azul. — Se ele perceber que você está espiando...
— Esta janela não é visível do interior do carro — Rachel assegurou-a, embora obedecesse a ordem.
Afinal, estando nos degraus da entrada da casa, ele agora poderia vê-la com facilidade.
Rachel respirou fundo, lutando para controlar as emoções caóticas, que ela nem sequer estava preparada para admitir. Não queria demonstrar o nervosismo que a chegada de Gabriel lhe despertava, depois daqueles quatro anos e meio de separação.
O som da campainha ecoou pela casa, deixando mãe e filha ainda mais tensas. Em seguida, as duas ouviram os passos da empregada que foi abrir a porta.
— Ah, Rachel, simplesmente não sei como vou suportar essa situação! — Lydia Tiernan murmurou. — Sempre jurei que se aquele homem voltasse a pôr os pés nesta casa, eu sairia imediatamente. Prefiro morrer a viver sob o mesmo teto que ele!
— Tenho certeza de que é exatamente isso o que ele quer, mamãe. Não me refiro à sua morte, embora ele certamente encararia o fato como a grande solução para os seus problemas. A questão é que a simples menção de partir o colocaria em posição de vantagem.
— Está dizendo que partir seria o mesmo que fugir?
— Sim. E, ainda, daria a ele o direito de posse de nove décimos...
Rachel deu-se conta de que não seria necessário continuar, uma vez que a expressão da mãe havia mudado completamente. Os lábios de Lydia adquiriram firmeza e seus olhos, ligeiramente mais escuros que os da filha, exibiram o brilho da determinação.
— Não tenho a menor intenção de permitir que Gabriel fique com nada do que me pertence, por direito — declarou. — Ele já possui mais que o suficiente e não vou...