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terça-feira, 13 de setembro de 2011

Força Estranha

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



Obedecendo a uma força estranha, que fazia seu coração bater mais forte no peito cada vez que David a olhava nos olhos, Laura entregou-se aos braços dele.

Só que David não era o homem bom e carinhoso que ela imaginava, mas o arrogante D. J. Lattimer, cuja má reputação ela conhecia há anos.

Como podia ter se metido em tamanha complicação? Como fazer aquele bruto acreditar que ela desconhecia sua verdadeira identidade?
E como explicar tudo isso à sua irmã?
Não havia saída. Sua vida estava nas mãos de David, um homem cínico e calculista, capaz de tudo para atingir seus objetivos.
E Laura precisava submeter-se aos caprichos dele, para que o futuro de Midge, sua irmã, não corresse perigo.

Capítulo Um

A névoa da manhã encobria a cidade de San Francisco, envolvendo o topo dos prédios da Montgomery Street com um véu cinzento.
Caminhando distraidamente pela calçada, Laura se dirigia para o Edifício Lattimer, quartel-general de uma poderosa rede de empresas.
Subiu os degraus de mármore que levavam à entrada do majestoso prédio e bateu de leve na porta de vidro fume, para que o vigia a deixasse entrar.
Assim que abriu a porta, ele perguntou:
— Como vai, srta. Canaday? Veio cuidar das plantinhas do saguão?
— Sim, sr. Leonardi. É muito mais fácil fazer meu trabalho aos sábados, quando o prédio está praticamente vazio.
— Tem razão, senhorita. Durante a semana, este lugar parece um formigueiro: as pessoas passam corre¬do de um lado para outro, como se o fim do mundo tivesse chegado. Em compensação, aos sábados isto parece um velório.
— Ah, isso nunca, sr. Leonardi. A péssima reputação do sr. Lattimer, nosso patrão, jamais permitiria que seu edifício se confundisse com um lugar de respeito como um velório.
O vigia levou a mão ao rosto para encobrir um sorriso malicioso.
Laura assinou o livro de ponto e foi para o saguão, cuidar de seu serviço.
Uma grande variedade de plantas ornamentais se espalhava pelo chão de mármore, trazendo um toque de vida ao edifício de concreto e vidro.
Àquela hora da manha, elas pareciam donas absolutas do recinto, já que a multidão de empregados que povoavam o prédio das Organizações Lattimer desfrutava de sua folga semanal.

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domingo, 27 de fevereiro de 2011

Força Estranha

ROMANCE CONTEMPORÂNEO





Obedecendo a uma força estranha, que fazia seu coração bater mais forte no peito cada vez que David a olhava nos olhos, Laura entregou-se aos braços dele.


Só que David não era o homem bom e carinhoso que ela imaginava, mas o arrogante
D.J.Lattimer, cuja má reputação ela conhecia há anos.
Como podia ter se metido em tamanha complicação?
Como fazer aquele bruto acreditar que ela desconhecia sua verdadeira identidade?
E como explicar tudo isso à sua irmã?
Não havia saída. Sua vida estava nas mãos de David, um homem cínico e calculista, capaz de tudo para atingir seus objetivos.
E Laura precisava submeter-se aos caprichos dele, para que o futuro de Midge, sua irmã, não corresse perigo.

Capítulo Um

A névoa da manhã encobria a cidade de San Francisco, envolvendo o topo dos prédios da Montgomery Street com um véu cinzento.
Caminhando distraidamente pela calçada, Laura se dirigia para o Edifício Lattimer, quartel-general de uma poderosa rede de empresas.
Subiu os degraus de mármore que levavam à entrada do majestoso prédio e bateu de leve na porta de vidro fume, para que o vigia a deixasse entrar.
Assim que abriu a porta, ele perguntou:
— Como vai, srta. Canaday? Veio cuidar das plantinhas do saguão?
— Sim, sr. Leonardi. Ê muito mais fácil fazer meu trabalho aos sábados, quando o prédio está praticamente vazio.
— Tem razão, senhorita. Durante a semana, este lugar parece um formigueiro: as pessoas passam correndo de um lado para outro, como se o fim do mundo tivesse chegado. Em compensação, aos sábados isto parece um velório.
— Ah, isso nunca, sr. Leonardi. A péssima reputação do sr. Lattimer, nosso patrão, jamais permitiria que seu edifício se confundisse com um lugar de respeito como um velório.
O vigia levou a mão ao rosto para encobrir um sorriso malicioso.
Laura assinou o livro de ponto e foi para o saguão, cuidar de seu serviço.
Uma grande variedade de plantas ornamentais se espalhava pelo chão ,de mármore, trazendo um toque de vida ao edifício de concreto e vidro.
Àquela hora da manhã, elas pareciam donas absolutas do recinto, já que a multidão de empregados que povoavam o prédio das Organizações Lattimer desfrutava de sua folga semanal.
Laura ia de vaso em vaso, verificando a umidade da terra, tirando flores murchas e cortando as folhas amarelas das plantas.
Seus olhos azuis brilharam de raiva quando, ao ajoelhar-se diante de um enorme antúrio, descobriu que o vaso estava repleto de pontas de cigarro e papéis amassados.
Indignada, calçou suas luvas de borracha e começou a limpeza do vaso.
Depois, com uma espátula, deixou a terra bem fofa e arejada para que a bonita espécie pudesse se desenvolver plenamente.
Quando terminou, olhou para a planta com carinho:
— Pobrezinha... Como puderam tratá-la como se fosse uma lata de lixo?
No fundo, essas pessoas não merecem uma plantinha linda como você!

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