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domingo, 24 de julho de 2016

Prisioneira da Casa de Pedra

ROMANCE CONTEMPORÂNEO







Persuasivo e enigmático, Jared Sinclair fez com que Cassandra aceitasse sua oferta de trabalho e partisse com ele para a Escócia.

Acostumada a lidar com estilos e personalidades diferentes, em seu trabalho como decoradora, ela achou que as poucas palavras e as respostas reticentes não passassem de excentricidades desse milionário sedutor. 

Tarde da noite, ao chegarem à casa que Jared pretendia reformar, foi que ela se deu conta de que fora sequestrada e que era prisioneira daquela escura e lúgubre casa de pedra!

Capítulo Um

Cassandra folheou rapidamente o mostruário em busca de um certo tom de azul. Ao encontrar o que queria, colocou o material de lado e suspirou aborrecida. Que diabos estava acontecendo com ela? Em vez de aborrecida deveria estar satisfeita por ter encontrado a tonalidade exata com tanta facilidade.
Fazia apenas dezoito meses que abrira sua própria firma de decorações de interiores. Não era possível que já estivesse cansada! Talvez o problema fosse exatamente esse: a falta de problemas.
Tudo correra sempre muito bem. Claro que trabalhara dia e noite nos primeiros meses, mas, com a prática, o ritmo logo chegou ao normal. Os clientes iniciais começaram a recomendar amigos e o sucesso foi surpreendente. Cassandra sabia que tinha bom gosto, uma habilidade instintiva para reconhecer estilos e padrões, e acima de tudo um talento especial para desenvolver esquemas perfeitamente adequados à personalidade do cliente. Cinco minutos de conversa lhe bastavam para saber se deveria criar projetos modernos, rústicos, clássicos ou coloniais.
Entretanto, toda a motivação, todo o desafio de sua arte haviam desaparecido. Estava enjoada de escolher cortinas e carpetes, tintas e papéis de parede, móveis e objetos para os outros. Chegara até a rejeitar uma oferta para a redecoração de uma casa de campo enorme, no dia anterior. Aliás, essa não fora a única rejeição nas últimas semanas. Naquele exato momento Cassandra não tinha quase nada a fazer.
Talvez estivesse precisando de umas férias. Não tirara uma folga sequer desde que começara com o negócio. Não era de se admirar que se sentisse estafada. Alguns dias em algum lugar agradável e ensolarado e seu apetite pelo trabalho certamente estaria de volta.
O telefone tocou naquele instante e ela automaticamente esticou o braço para atendê-lo. Talvez não devesse, pensou. Poderia ser outro cliente.
Mas o ruído era insistente e irritante e ela preferiu acabar com ele de uma vez.
— Alô?
— Srta. Cassandra Gregory? — Era a voz de um homem.
— Sim, fala a srta. Gregory — confirmou em tom deliberadamente formal.
— Gostaria de lhe falar pessoalmente. Por acaso estaria livre no momento?
Naquele exato momento Cassandra não queria ver ninguém.
— Infelizmente estou comprometida por todo o dia — mentiu. — Não seria possível marcarmos para amanhã?
— E em sua hora de almoço, não poderia me reservar uns quinze minutos?
Cassandra revirou os olhos, impaciente. Será que teria de ser direta? Dizer que não estava a fim de vê-lo?
— Sinto muito, mas está fora de cogitação. Estou ocupadíssima hoje.
Antes que o homem tivesse chance de responder, Cassandra desligou o aparelho. Com certeza aquela fora a primeira e última vez que ouvira o homem. Mais algum tempo e não ouviria a voz de mais ninguém, se continuasse a agir daquela forma. Ser firme com os clientes, principalmente com os mais indecisos, era uma coisa, ser rude e mal-educada era outra. Se continuasse com esse procedimento suas lindas e lucrativas comissões desapareceriam no ar!
Preparou uma xícara de café e em seguida voltou para sua mesa.
Tornou a vasculhar o mostruário. Sabia que estava apenas matando o tempo, mas não tinha vontade de fazer nada.
Ao consultar o relógio de pulso ficou espantada por ainda ser apenas dez horas. Parecia estar ali há horas. O que faria para aguentar até o fim do dia?
Trabalhe, ela se ordenou. Porém não havia muito a fazer. Ainda não escolhera as cortinas para o quarto da sra. Stockwell, mas já as tinha em mente, e definitivamente estava cansada!
Um golpe seco na porta da loja a fez saltar. Sua secretária só viria trabalhar depois do almoço e isso significava que não havia ninguém para atender o cliente indesejável. Levantou-se com um suspiro. Quisesse ou não era sua obrigação atendê-lo. Um passo em direção à porta e ela se abriu. O homem não bateu nem esperou um convite para entrar.
Cassandra examinou-o com a rapidez que lhe era característica. Cabelos escuros, provavelmente negros. Olhos claros contrastantes. Verdes? Azuis-claros? Não pareciam ter uma cor definida. O brilho metálico a confundia. As roupas eram convencionais, ela decidiu. Terno escuro, camisa e gravata cinza-pálida. Do conjunto poderia se dizer ser um tanto monótono, entretanto era impossível atribuir tal defeito ao homem. Com sua mera presença, sem dizer uma única palavra, produzia uma sensação estranha em Cassandra.
O estranho lhe deu uma impressão de rusticidade, ela cogitou. Era como se o cabelo bem cortado, a expressão gentil, as roupas caras fossem apenas uma fachada, um disfarce proposital.
Cassandra balançou a cabeça. O tédio e o cansaço a estavam levando a imaginar coisas. O homem era apenas um cliente em potencial, nada mais. Um homem de quem ela pensava se descartar o mais rápido possível.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Na Terra dos Faraós

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Bethany não sabia que aquele era um encontro marcado pelos deuses! 

Sob a tênue luminosidade do luar egípcio, o Vale dos Reis parecia quase irreal. “Ninguém me encontrará aqui”, Bethany pensou desesperada, agarrando-se ao rochedo que escalara e do qual não conseguia descer. 
Então, como num sonho, uma silhueta destacou-se das sombras e em poucos minutos um homem galgou a encosta íngreme. Aliviada, ela lhe estendeu a mão, mas o belo desconhecido permaneceu imóvel, olhando-a fascinado. 
“Nefertiti...”, murmurou afinal. “Você é a rainha Nefertiti!”.


Capítulo Um

Bethany Lawrence sentia sede, frio e, acima de tudo, muito medo. Jamais teria imaginado, ao sair naquela manhã, que suas férias no Egito se transformariam em tal pesadelo. O desolamento da região árida e deserta emprestava à paisagem que se estendia a sua frente uma estranha aparência. A suave luz da lua conferia-lhe um ar irreal e assustadoramente destituído de vida. O Vale dos Reis. O local onde se encontravam as magníficas tumbas dos faraós egípcios. 
Um nome tão romântico para um lugar tão solitário... E Bethany começou a imaginar se aquela também não se tornaria a sua última morada. “Ora, pare com esses pensamentos mórbidos!”, disse a si mesma, zangada. “É claro que notarão sua ausência na excursão e enviarão uma equipe de resgate. Vão encontrá-la logo.” 
Mas por ora encontrava-se no topo daquele íngreme rochedo, impossibilitada de descer por causa do joelho machucado. Há quanto tempo estaria ali? Há horas, supôs ela, pois o sol ardia impiedoso quando começara a escalada e agora, a lua o substituíra, tão grande e brilhante que parecia impossível não haver calor algum naqueles pálidos raios. 
Porém, era assim no deserto, onde a temperatura tórrida do dia dava lugar a um frio enregelante ao cair da noite. Sentada sobre as pedras, Bethany encolheu-se o máximo que pôde, tentando aquecer-se. “Fique calma”, pensava, “logo virão procurá-la; tudo o que tem a fazer é esperar, sem entrar em pânico.” No entanto, pensar era fácil. Não pôde evitar de imaginar o que lhe aconteceria se ninguém viesse em seu socorro. E se tivesse de ficar ali a noite inteira, e ainda o dia seguinte? 
— Não seja pessimista — falou em voz alta, erguendo a cabeça com um gesto de desafio. — Você será salva e tudo acabará bem. Você “vai” ser salva... Então, como uma resposta às palavras que acabara de pronunciar, algo se moveu no vale embaixo. Sem acreditar nos próprios olhos, Bethany piscou algumas vezes e inclinou-se para a frente. Chegou a pensar que o movimento que percebera não passava de fruto de sua imaginação. Porém, o vulto escuro deslocou-se outra vez e ela conseguiu divisar claramente a silhueta de um homem alto atravessando a areia iluminada pelo luar. Bethany deixou escapar uma exclamação de alívio e principiou a gritar o mais alto que podia, agitando os braços. O homem parou e voltou-se, inclinando a cabeça, tentando descobrir de onde vinha o som que ouvia. 
— Aqui em cima! — Bradou Bethany, a voz ecoando com clareza na noite silenciosa. Encontrava-se perigosamente próxima à beira de um abismo, gesticulando freneticamente. 
— Ei, estou aqui em cima! Estava certa de que ele a tinha visto, uma vez que parecia olhar direto para ela naquele momento. Viu-o examinar a íngreme vertente que ela galgara horas antes, como se estivesse escolhendo o melhor modo de escalá-la. Bethany tentou conter a impaciência, pois, afinal, não era uma subida tão difícil assim — não fosse o joelho, teria descido sozinha. Então, lembrou-se de ter escalado o rochedo durante o dia, o que lhe permitira ver as pedras soltas e os trechos traiçoeiros cobertos de cascalho. 

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Areias Escaldantes

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Sophie percebeu que seu destino se encontrava nas mãos de Jareth

Com um suspiro de alívio, Sophie avistou finalmente, ao longe, a silhueta de um povoado. 
Virou-se para o misterioso Jareth, o homem que a salvara dos mercadores, e sorriu, triunfante: "Conseguimos! Veja, há um vilarejo ali na frente". 
No entanto, viu assustada que Jareth fazia o camelo diminuir o passo e depois apontava na direção oposta: "Sinto muito, mas seguiremos por aqui, minha lady. Sua viagem pelo Saara ainda mal começou..."


Capítulo Um

Sophie acordou de repente, assustada. Abriu os olhos azuis devagar, mas logo fechou-os de novo, pois a claridade causava-lhe uma dor horrível na vista. Na verdade, nunca se sentira tão mal na vida. 
O corpo inteiro queimava e doía como se estivesse em chamas, e as sacudidelas do passo lento do camelo só contribuíam para lhe piorar o mal-estar. Continuou com os olhos fechados, sem forças para abri-los quando a deitaram no chão, experimentando um grande alívio por se livrar do incômodo do balanço monótono do trote da montaria. 
A sensação, entretanto foi passageira, logo o frio intenso que se desprendia da areia contaminou-lhe o corpo protegido por um cobertor fino, fazendo-a estremecer. Todas as noites, quando o calor intenso do Saara se transformava num frio paralisante, ela sofria a mesma tortura. 
Sophie se lembrava, de modo vago, de como os vendedores de camelos com quem estava viajando haviam ficado apavorados quando a febre começara, afogueando-lhe o rosto e encharcando-lhe de suor a longa e vasta cabeleira de caracóis dourados.
Sophie tentara falar com eles para acalmá-los, mas a febre lhe apagara da memória as poucas palavras em árabe que conseguira aprender. Depois disso, todas as lembranças se misturavam... Não sabia sequer para onde iam ou por quanto tempo estivera desacordada. Procuraria descobrir alguma coisa quando viessem dar-lhe comida. 
— A paz esteja com você — ela ouviu alguém dizer. 
Era a voz de Osman, chefe da caravana. Embora entendesse muito pouco da língua, ela decorara aquela saudação de tanto ouvi-la durante a viagem. Outra voz masculina, desconhecida de Sophie, respondeu com calma e cordialidade. Seguiu-se então uma conversa muito rápida, da qual Sophie não captou nada. Tentou se mover, mas o calor no corpo a impediu de fazê-lo. Apreensiva, temeu que os mercadores desistissem de levá-la com eles por causa da febre muito alta. 
Com grande esforço levantou a cabeça, mas as vozes foram ficando distantes dela e a única sensação que restou foi o calor a consumi-la devagar. Sem forças, caiu de novo sobre o cobertor estendido na areia, desmaiada. Quando acordou, as vinte e quatro horas anteriores eram apenas recordações desordenadas e confusas. Só se lembrava com nitidez de sentir muito calor e muito frio ao mesmo tempo, como se o sol inclemente e o frio gélido da noite no deserto se combinassem dentro dela. Por algum tempo, Sophie não teve coragem sequer de abrir os olhos. Uma profunda fraqueza a dominava, deixando-a entregue a uma espécie de poderosa sonolência. 
Aos poucos, entretanto, o torpor foi se dissipando e ela percebeu estar rodeada por um silêncio incomum. Não havia mais o ruído das vozes dos vendedores, nem a blateração característica dos camelos. Ainda confusa, Sophie olhou em torno, devagar. A paisagem não mudara em nada, as planícies douradas se estendiam ao infinito e o azul do céu só se interrompia onde nuvens avermelhadas cobriam as dunas distantes. 
Tudo isso parecia ondular diante dela como uma miragem provocada pelo calor escaldante. 

domingo, 12 de agosto de 2012

Meu Ídolo, Meu Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Uma mulher fascinante separando dois corações apaixonados...

Difícil esquecer a magia do encontro naquela praia deserta. 
Ela e Nathan Hayward entregues ao prazer sensual de estarem juntos. 
Naquela manhã, ele a beijara e lhe recitara poemas de amor, dizendo-se apaixonado... 
Rose estava disposta a abandonar tudo por aquele homem, mas a chegada de Jancis veio destruir suas esperanças. 
A realidade se impôs diante de Rose: ela não pertencia àquele mundo de fama e ilusão. 
Era simplesmente Rose, uma mulher comum, que se apaixonara por um homem inatingível... 

Capitulo Um 

Rose parou o carro no acostamento da estrada deserta. Olhou para o mapa e suspirou: 
— Acho que estou perdida. Abriu a janela do carro e analisou a região em que se encontrava: nem sinal da cidade litorânea, da costa de North Devon: apenas árvores, campos, pássaros e o céu azul sem nuvens. 
Não sabia onde errara o caminho, a única coisa de que tinha certeza era que fatalmente não estaria perto de seu destino. 
— Bem, suponho que seja melhor seguir adiante — falou para si mesma. Colocou o carro em movimento e seguiu em baixa velocidade, no caso de vir outro carro na direção oposta, pois a estrada era muito estreita. O calor começava a aumentar e o ar estava abafado. 
Rose penteou os cabelos castanhos com os dedos e desejou naquele momento estar em uma praia, com uma brisa fresca batendo em seu rosto. 
Poderia ter deixado a viagem para o dia seguinte e aproveitar o dia descansando. 
Mas, se fizesse isso, poderia perder a chance de conseguir o emprego para o qual estava se candidatando. Precisava muito daquele trabalho, pois suas economias estavam chegando ao fim. 
Um cartaz chamou sua atenção e a fez parar o carro: “Lyncombe Manor” estava escrito em letras não muito legíveis e Rose deu um sorriso visivelmente aliviado: conseguira achar o local! 
Agora dirigia mais entusiasmada, e mesmo o vento quente não mais a incomodava. 
Dentro de pouco tempo chegaria a Lyncombe Manor e aí seu futuro estaria decidido. 
Atenta a tudo a seu redor, Rose não podia conter a euforia e a expectativa que a dominavam. Pelas indicações, logo após uma acentuada curva avistaria a mansão. 
De repente ela surgiu altiva à sua frente. Parou o carro e ficou admirando a beleza da construção. 
Paredes imaculadamente brancas, grandes janelas envidraçadas, dispostas em variadas posições, chaminés altas, tudo isso sendo graciosamente protegido por um telhado de ardósia coberto de musgo. 
No jardim, rosas de diversas cores proporcionavam um visual magnífico para quem quisesse participar daquela beleza natural. 
Pétalas de rosas, brancas, amarelas e vermelhas pousavam no gramado, dando um colorido especial no gramado verde. 
Rose estacionou o carro a poucos metros da entrada principal, fechou a porta e começou a andar vagarosamente no meio do jardim. 
Gostaria de ficar ali horas, observando os detalhes, deixando seus olhos apreciarem a casa pitoresca, no meio daquele jardim idílico. 
A porta de entrada e todas as janelas estavam fechadas, e Rose sobressaltou-se com a possibilidade de não haver ninguém para recebê-la. 
Havia uma arcada lateral e Rose não pôde resistir ao desejo de se dirigir até lá. 
O caminho levava à parte posterior da casa, onde a grama estava descuidada. 
O anúncio que vira solicitava um jardineiro e eles realmente precisariam de um. 
Observou que algumas plantas necessitavam de cuidados. Sabia que tinha capacidade para executar o serviço solicitado, mas o receio de não conseguir o trabalho a angustiava. 
O fato de ser mulher dificultava muito, e se os proprietários de Lyncombe Manor fossem conservadores, aí então é que não teria chance alguma. 
Andou um pouco mais no meio do quintal. À esquerda havia um grande tanque, onde vários patos nadavam livremente e alguns passarinhos se refrescavam. 
Boa parte daquela área demonstrava não ser cuidada há muito tempo. 
As ervas daninhas dominavam todo o terreno. 
Podia entrever algumas plantas, algumas naquele mato tentando sobreviver e florescer. Algumas árvores, incluindo uma magnífica sequóia, proporcionavam uma bem-vinda sombra, e Rose imaginava como ficaria aquele quintal depois de limpo e bem cuidado. 
Sua vontade era colocar mãos à obra imediatamente. 
— Calma! 
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   Anônimo em 09/08/12

sexta-feira, 8 de abril de 2011

A Deusa Do Amor


ROMANCE CONTEMPORÂNEO

"Amor!
O amor é apenas uma justificativa para o comportamento tolo de um homem!"
Alexis Konstantin não podia acreditar que seu tio Dimitri deixara um testamento em favor de Emily Peterson, filha da mulher por quem ele um dia abandonara o país, a família e os negócios.

Para sua insatisfação, teria de dividir a ilha que sempre considerara sua com uma desconhecida, interesseira, que com certeza só pensava no dinheiro que aquele local lhe renderia!
Porém, quando a viu chegando, uma sensação desconhecida o inundou: Emily parecia fazer parte daquele cenário. Na verdade, ela era a perfeita réplica de Afrodite, a deusa do amor.

Capítulo Um

Emily Peterson remexeu-se na cadeira e, incrédula, fitou o advogado.
Num tom de voz que traía a descrença, indagou:
— O senhor está me dizendo que meu padrasto deixou tudo, absolutamente tudo, para mim, mas que não poderei entrar na posse da herança a menos que concorde em morar em Chipre durante um ano... Além disso, precisarei trabalhar para o sobrinho dele... Alexis Konstantin... É isso mesmo?
— Perfeitamente — o advogado concordou com polidez. — Os termos do testamento não são nada convencionais, mas seu padrasto, Dimitri Konstantin, foi muito claro e objetivo.
Emily suspirou. Realmente, não era fácil aceitar aquela situação.
Não ignorava que se concordasse com as disposições do testamento, sua vida se modificaria completamente.
— Confesso que me sinto meio atordoada. — Emily contraiu os lábios, denotando preocupação e dúvida. — Minha casa, minha vida, estão aqui.
Não posso simplesmente jogar tudo para o alto e mudar-me para outro país. E meu emprego? Estou terminando meu estágio como contadora e os exames finais na faculdade serão dentro de poucos meses. Não!
— Movimentou a cabeça, e os cabelos encaracolados balançaram em todas as direções. — Não, não posso ir. Talvez haja um meio de alterar as cláusulas desse testamento.
— Receio que seja impossível — o advogado explicou com paciência.
— O testamento é válido. A única possibilidade para contestá-lo seria provar que seu padrasto estava mentalmente incapacitado quando o elaborou. É o que quer?
— Não! Claro que não — respondeu sem hesitar.
Adorava o padrasto e não pretendia tomar qualquer atitude que viesse a comprometer o nome dele. Mordeu o lábio.
— Por que Dimitri fez um testamento nessas condições?
O advogado se ajeitou na poltrona e, mantendo o tom paternal, explicou:
— Bem, quando seu padrasto me procurou, já sabia da gravidade de seu estado de saúde. Confessou-me que sua grande preocupação era você e o que poderia lhe acontecer depois que morresse. Sabia que ficaria abalada com a morte dele, principalmente por ocorrer logo depois da morte de sua mãe. Acreditava que só lhe faria bem uma mudança radical.
Um novo país... novos amigos... Enfim, uma nova vida.

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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

A Sombra do Himalaia

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




No misterioso Oriente, o despertar de paixões incontroláveis...

Os últimos raios de sol tingiam os picos cobertos de neve do Himalaia.
Diante de tanta beleza, tudo perdia a importância, pensou Lacey, deslumbrada.
Até mesmo a teimosa resistência de Marcus à louca atração que surgira entre ambos desde que haviam chegado ao Oriente.
Com o coração batendo forte, sentiu que ele se aproximava. Estavam sozinhos, numa região perdida do Nepal.
Marcus iria ceder, uma só vez que fosse, ao desejo ardente de se consumirem de prazer?

Capítulo Um

Lacey Harrison olhou espantada para o patrão.
Como sempre, Marcus Caradin trazia no rosto uma expressão impenetrável. Os olhos cinzentos a fitavam com fria tranqüilidade, como se a estranha pergunta que lhe fizera poucos minutos antes não passasse de rotina.
Depois de um ano de convivên­cia diária com ele no escritório, chegava à conclusão de que nunca o conheceria de verdade.
— Como, senhor? — indagou, recuperando-se um pouco da surpresa.
— Perguntei se você quer aprender nepalês.
— Mas por que eu aprenderia uma língua rara como essa?
Marcus encarou-a por alguns instantes, como se o espanto dela não tivesse cabimento.
— Acho que a razão é óbvia, srta. Harrison. Quero viajar para o Nepal e pretendo levá-la comigo.
Lacey mal disfarçou o desagrado. Pressentira a novidade desde quando ele tocara no assunto e a idéia não lhe agradava nem um pouco.
— Não estou interessada em viajar para o exterior — respondeu com firmeza. — Prefiro trabalhar aqui no escritório, se não se importa.
Marcus ainda a fitava com irritante insistência, num silên­cio feito de encomenda para intimidá-la.
O rosto continuava impenetrável e apenas o fato de chamá-la pelo sobrenome denotava certa impaciência. Mas isso não abalava a decisão de Lacey.
Se ele não estava disposto a abrir mão de suas posi­ções, ela também tinha bons motivos para não ceder.
Fazia quase um ano que Marcus Caradin comprara a Agên­cia de Turismo Worldwide. A empresa estava à beira da fa­lência quando ele a reinaugurara com o nome de Caradin Tours.
E, desde então, Lacey conhecia desse homem apenas a força de vontade férrea e a incansável disposição para o tra­balho.
Tratava-a quase como a uma peça do escritório e o re­lacionamento de ambos concentrava-se nos assuntos da firma.
Ela sempre apreciara muito essa situação e se esforçava para acompanhar o ritmo de trabalho de Marcus da melhor forma possível.
Aliás, todos os funcionários haviam trabalhado muito nos meses seguintes à venda da agência.
Além das dificuldades financeiras, a Worldwide legara a Marcus uma péssima imagem no mercado. E sua primeira providência ao assumir o coman­do fora mudar isso de forma radical.
— Precisamos mudar a orientação de nossos negócios

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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

A Cidade dos Amantes








Destino: Veneza
Atrações: passeios em românticas gôndolas que deslizam suavemente à luz do luar... e um homem disposto a seduzir!

Em uma noite abafada em Veneza, um estranho sensual e misterioso aparecera para salvar Francine... então a enfeitiçara e finalmente a seduzira.
Francine estava em Veneza para trabalhar, e não para se apaixonar.
Mas como poderia resistir à excitação febril que Alessandro Zancani lhe causava?
Ele surgira para ser seu amante perfeito, porém o que queria dizer quando lhe revelara que gostava de jogos de sedução?
Francine sabia que estava brincando com fogo, mas precisava descobrir a resposta...

Prólogo

Bem-vinda a Veneza, Rainha do Adriático
Não há nada no mundo parecido com Veneza, cidade construída numa das lagunas do mar Adriático.
Cidade de magníficos palácios góticos, renascentistas e barrocos, de românticas gôndolas que deslizam suavemente sob à luz do luar.
Cidade de Casanova, por isso, dos amantes e dos enamorados, palco ideal para novas conquistas e ardentes aventuras.
Estar em Veneza é fazer parte de sua maravilhosa história.
É imaginar-se na folia de seu carnaval.
E sonhar que por detrás de um desconhecido mascarado pode estar o grande amor da sua vida.

Capítulo Um

O crepúsculo se aproximava quando o pequeno barco a vapor entrou no Grande Canal de Veneza. O calor que dominara todo o dia ainda podia ser sentido.
Por isso, Francine mantinha os longos e brilhantes cabelos ruivos amarrados com um lenço.
Ela escolhera um lugar na proa, determinada a não perder nenhum detalhe da magnífica paisagem. Sentiu um arrepio de excitação quando o vaporetto passou por baixo da ponte Rialto, com seus imponentes arcos esculpidos em pedra.
Lâmpadas começavam a acender-se aqui e ali, o que acentuava ainda mais a beleza das lojas, casas e palacetes à beira do canal.
Longas e elegantes gôndolas cruzavam as águas tranqüilas, e Francine não pôde deixar de olhar para os casais apaixonados, imaginando que aquele provavelmente seria o passeio mais romântico de suas vidas.
Será que aquilo lhe aconteceria um dia? Ao pensar nisso, meneou a cabeça com desânimo.
Em seguida soltou os cabelos, que caíram sobre seus ombros como uma cascata púrpura.
"Você está aqui para trabalhar", fez questão de lembrar a si mesma.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Amor em Istambul

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



















De repente Amy ficou sozinha, à mercê da sedução de um estranho.

Ela jamais se apaixonara até aquele desconhecido
entrar em sua vida.
Devia ser um sonho… Amy não podia acreditar que estivesse dividindo um quarto de hotel com aquele misterioso moreno de olhos negros que praticamente a arrastam para Istambul! E, pior, que fora até ali para ajudá-lo a resgatar a mulher que ele amava.
Mas nada se comparava à terrível humilhação de não ser capaz de rejeitá-lo, quando ele a tomou nos braços e a beijou com ardor e paixão.

Capítulo Um

Amy passou a mão no cabelo loiro e releu a carta de sua prima Angeline pela décima vez:“Amy, estou em terríveis apuros e correndo perigo. Você tem de vir a Istambul imediatamente. Registre-se no Hotel Chifre de Ouro e espere que alguém entre em contato. Por favor, não falte ou não sei o que me acontecerá. E não diga nada à polícia, ou talvez nunca mais me veja outra vez.”
Angeline rabiscara seu nome no fim da folha, a letra quase irreconhecível.
Aliás, a carta era quase ilegível, como se quem a escrevera estivesse com grande pressa ou tão trêmula que mal conseguia segurar a caneta.
— Isso é loucura — Amy murmurou. — Ninguém iria querer ferir Angeline. A carta deve ser algum tipo de brincadeira.
As batidas fortes na porta a fizeram pular de susto, e ela percebeu como a carta a deixara nervosa. Consultou o relógio e viu que era hora de abrir a loja, embora não estivesse em condições de atender os clientes. Quem quer que fosse teria de voltar mais tarde.
Lia a carta novamente quando as batidas impacientes recomeçaram, fazendo seus olhos verdes dardejarem. Levantou-se, foi até a porta, destrancou-a, e a abriu com violência. Então fuzilou o homem parado do lado de fora com o olhar.
— A loja está fechada! Não leu a tabuleta?
— Não vim comprar nada desse lixo. Vim falar com você. Isto é, se você for Amy Stewart.
Os olhos de Amy ganharam um brilho ainda mais feroz.
As antigüidades e curiosidades que vendia podiam não agradar a todos os gostos, mas com certeza não eram lixo!

domingo, 12 de dezembro de 2010

A Herdeira de Sévignac

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Era o começo de um romance tumultuado pela suspeita...

Quando Léon parou o carro e apontou para a colina, Jéssica contemplou fascinada o castelo de Sévignac, imponente contra o céu dourado do crepúsculo... Ainda não acreditava que aquele lugar de sonho agora lhe pertencia!
No entanto, ao encontrar de novo o olhar acusador de Léon, a magia se desfez.
Ele continuava a julgá-la uma oportunista sem escrúpulos!
Como provar a esse homem que tanto a perturbava que nada fizera para receber a herança, que sequer conhecera o pai dele, o conde de Sévignac?

Capítulo Um

Com um olhar satisfeito, Jéssica Bryant observou-se ao espelho.
Era a mais bela bailarina do grupo e sabia disso, mas apesar da inveja que às vezes provocava em suas colegas, conseguira fazer amizade com duas garotas.
Uma delas era Maggie, que depois de lhe ajeitar a tiara brilhante sobre os cabelos, lançou um olhar ao redor e disse:
— Vamos lá, meninas. O público fica mal-humorado com atrasos. E hoje, pessoal, é nossa noite de estréia!
Jéssica ainda passou um brilho nos lábios e seguiu as outras moças que, apressadas e risonhas, desciam a escada, deixando para trás o camarim, onde por diversas vezes retornariam naquela noite para mudar de roupa a cada novo número da apresentação.
Trocando abraços e cumprimentos, as bailarinas desejavam-se boa sorte.
Naquele momento, as rivalidades ou antipatias pessoais em nada importavam.
Estavam todas unidas por um único e poderoso desejo:o sucesso do espetáculo.
A um sinal do diretor, elas tomaram seus lugares no palco.
A cortina seria aberta dali a dois minutos.
Jéssica suspirou e sorriu para Maggie.
Aquela estréia correspondia a um passo importante em sua vida.
Que diferença, em comparação há alguns anos, quando só conseguia trabalhar com amadores.
Seu maior sonho, então, era participar de um espetáculo profissional.
E, agora, isso se tornava realidade.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Paraiso Distante

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Joanna Mansell














Uma lição de vida e amor para uma mulher marcada pelo passado!

O plano era arriscado e não muito ético.
Mas para uma jornalista como Charlotte, uma chance única de se lançar definitivamente na carreira.
Além disso, o charme de Jay Challoner tornaria sua missão menos difícil.
Porém, ao entrar na suíte do hotel onde ele havia se hospedado, estacou perplexa. Estava cheia de moças, todas vistosas, deslumbrantes.
E agora? O que fazer para ser a escolhida de Jay Challoner?´

Capitulo Um

Carlie olhou para o relógio e então, ansiosamente, para os dois lados da rua. "Droga!", ela pensou, "por que nunca encontro táxi quando preciso de um?"
Ao finalmente avistar um dobrando uma esquina, ela suspirou de alívio e correu para o meio da rua com um dos braços estendidos.
O táxi freou bruscamente.
O motorista pôs a cabeça para fora da janela, visivelmente contrariado.
— Gosta de viver perigosamente, moça?
— Tenho que estar neste endereço — Carlie lhe mostrou um pedaço de papel — às onze horas. O senhor poderia me levar até lá a tempo?
— Sinto muito, moça, mas não estou de serviço agora. Terá de achar outro.
Sem se deixar abater, ela se armou de um sorriso cativante.
— Acontece que estou indo para uma entrevista de emprego. É muito importante.
O motorista hesitou um instante antes de sucumbir ao charme da bela loira de olhos azuis a lhe sorrir com um jeito mais do que persuasivo.
— Está bem — ele concordou e lhe abriu a porta. — Entre.
— Chegaremos a tempo? — ela perguntou enquanto se acomodava no banco de trás. — Não posso me atrasar. Já pensou que má impressão isso causaria?
— Não se preocupe. Chegaremos com tempo de sobra. Que tipo de emprego é?
— De secretária. É temporário, mas preciso muito dele.
— O dinheiro está curto?
— Não é bem isso. Acontece que esse emprego fará um bocado de diferença para a minha carreira.
Ao atingirem um ponto de tráfego intenso, o motorista desviou a atenção da conversa para a direção.
Carlie tentou então relaxar, o olhar perdido pela janela. Falara sério sobre a importância daquele emprego à sua carreira.
Dan Marshall, seu editor, havia deixado bem claro no dia anterior que contava com ela para agarrarem aquela oportunidade.
Quando ele lhe apresentara a idéia, Carlie havia simplesmente ficado atônita...
— Como você quer que eu faça uma grande reportagem sobre Jay Challoner — ela argumentou —, se todo mundo sabe que ele não dá entrevista de jeito nenhum?
— Não estou sugerindo que você bata na porta da casa dele e peça uma entrevista! — Dan se exasperou.
— E o que exatamente está sugerindo?