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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

No Calor da Noite

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Grant Ingraham lembrava um felino, 

um tigre confiante e poderoso, disposto a tomar de uma vez tudo que a bela Terry Scott reservava para o homem que viesse a amar. 
O amor pelos livros raros e uma atração irresistível os aproximou naquela noite romântica da Califórnia, envolvendo-os num clima de paixão irrefreável. 
 Mas Terry sabia que ele colecionava mulheres como colecionava livros, e ela não se contentaria com uma só noite de amor naqueles braços viris, ávidos de desejo. 
Por isso hesitou e se debateu, defendendo-se dos avanços dele com o desespero de quem luta pela sobrevivência.
Em vão! Ainda que fosse duro admitir, já havia caído prisioneira nas garras daquele homem sensual...



Capítulo Um

A porta do escritório estava aberta. Ao entrar na sala, Terry percebeu que Paul Foster a observava. 
— Estava à sua espera — disse ele com impaciência. 
— Feche a porta e sente-se. Quando vai acabar de escrever o catálogo publicitário para a feira de livros raros? — E, sem esperar resposta, continuou: 
— Você está trabalhando nisso há um mês. Qual é a dificuldade? 
Paul estava sorrindo, mas Terry notou um certo aborrecimento em sua expressão cansada e até mesmo uma raiva contida no tom de voz. Ela reagiu, tentando conservar a calma. 
— Sei que meu relatório está demorando mais do que você esperava e que dele depende a elaboração do catálogo. Mas perdi muito tempo recolhendo todas as informações de que precisava. Antes de anunciarmos que possuíamos exemplares da “edição perdida” dos sonetos de Elizabeth Browning temos que ter certeza de que são autênticos. 
— Tolice! Claro que são autênticos! — bufou Paul. 
— Os peritos em livros raros verificaram tudo cuidadosamente. Você mesma leu os relatórios... 
Paul recostou-se na cadeira giratória e passou os dedos pelos cabelos loiros e crespos. Ficou em silêncio durante algum tempo e depois olhou para Terry com o rosto muito sério. 
— Todas as informações foram rigorosamente investigadas. Se você não foi capaz de chegar a uma conclusão é porque não está seguindo o método apropriado. Aliás, nunca entendi porque papai lhe deu o cargo de chefe do departamento de pesquisas. Agora estou começando a perceber que foi um erro maior do que eu imaginava. Quantos anos você tem? 
— Sabe muito bem que a idade nada tem a ver com isso, Paul. Mas, se quer mesmo saber, tenho vinte e quatro anos. 
— Jovem demais! Um cargo dessa natureza deve ser ocupado por um perito. Vou lhe dar mais uma chance, mas quero ver os resultados. Imediatamente! 
Ele inclinou-se para a frente, olhando-a com frieza.