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domingo, 12 de agosto de 2012

Cruel Armadilha

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Para desmascarar um contrabandista de peças arqueológicas, o agente secreto Jason Wolfe aproxima-se da viúva Dana McBride, sócia do inescrupuloso negociante numa galeria de arte. 

À espreita do vigarista, ele se faz passar por comprador de antiguidades e resolve permanecer o máximo possível perto de Dana. 
A presença daquela mulher cheia de vida e faminta por carinho provoca em Jason uma atração avassaladora. 
Como acreditar que a meiga e sensual Dana poderia estar envolvida com um sórdido ladrão? 

Capitulo Um 

Ela não parecia uma delinquente. O olhar atento estudava a mulher que ele viera procurar no Arizona. 
Os olhos castanhos dela se acendiam ao ouvir o que os companheiros diziam e não mostrava o menor sinal de malícia. 
Ela ria, inclinando a cabeça loura para trás. Se o homem que a observava fosse chegado a comparações poéticas, diria que seu cabelo parecia uma cascata iluminada pelo sol. 
Mas a poesia não era o forte de Jason Wolfe. Nem era de sua responsabilidade analisar a natureza das pessoas que investigava. 
Então, o que importava se o riso dela parecia música? Por que faria diferença ser aquela uma das mulheres mais bonitas que vira nos últimos tempos? Aparências podem enganar e nesse ponto Dana McBride não diferia de outras mulheres que ele seguira. 
Seus lábios se apertaram enquanto observava profundamente a mulher. Pouco a pouco ela percebeu a presença silenciosa e atenta do homem e se virou, parando de rir ao encarar o estranho, cuja presença parecia encher a pequena galeria de arte. 
Ela então baixou a voz, segurando o braço dos amigos, e os acompanhou até a porta. 
A mulher estava de costas e ele percebeu seus ombros se movendo sob a blusa xadrez, enquanto ela respirava fundo. 
Certamente estava reunindo coragem antes de se aproximar de Jason, que ficou imaginando se ela desconfiara do seu comportamento. Isso não poderia acontecer logo agora. 
Ela se aproximou de mão estendida, com um sorriso que parecia sincero. 
— Olá. Desculpe deixar o senhor esperando, mas, quando Bill começa a contar essas estórias exageradas de pescaria, esqueço-me dos negócios. Ele é péssimo pescador, mas conta estórias maravilhosas. 
As linhas em volta de seus olhos sugeriam que essa mulher sorria mais num dia do que muita gente em toda a vida. 
— O senhor pesca? — perguntou. Memórias distantes de pesca à truta passaram rapidamente pela mente dele. Mas, como todas as outras memórias de sua vida antes do Vietnã, parecia mais um sonho do que realidade. Jason afastou logo essas lembranças. 
— Não pesco mais — respondeu. Os olhos cor de caramelo o observaram pensativo. 
— É uma pena. Acho que o senhor é uma daquelas pessoas que se deixaram envolver pela concorrência da sociedade moderna e não acham mais tempo... Mas devia se quer saber. Não há nada melhor que a pesca para solucionar seus problemas. 
— E o que lhe faz pensar que tenho problemas? — Ele se odiou por ter continuado com aquela conversa ridícula. Ela ficou mais séria, observando os traços do rosto dele. 
Jason Wolfe sabia que a mulher não estava olhando para um rosto bonito. 
Ele já se aborrecia com esse problema há muito tempo. 
Seu rosto duro era dominado por maçãs do rosto saltadas, que ele herdara da bisavó, uma índia Sioux, e suas sobrancelhas grossas se uniam sobre os olhos.
Certa vez uma mulher lhe dissera que seus olhos eram tão frios que a faziam lembrar o aço. 
A cor azulada contrastava com os cabelos negros. 
As linhas profundamente marcadas no rosto revelavam que, qualquer que fosse a situação atual daquele homem, seu passado não fora nada fácil. 
Os olhos de Dana McBride se suavizaram por um momento e foram para Jason, instantes de tortura, pois temia que ela fizesse algum comentário pessoal.
Em vez disso, deu de ombros, sorrindo, e disse: 
— Todos nós temos algum tipo de problema. Mas o que o traz à Catedral Carmesim?
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