Na tentativa de esquecer o famoso astro Christopher Douglas, seu ex-marido, Mary O’Connor entrega-se de corpo e alma à sua carreira na universidade.
De que lhe valera a apaixonada união com um homem que a trocara por uma vulgar estrela de Hollywood?
A humilhação era grande; a dor, imensa.
Maior, porém, era a saudade dos beijos de Chris, o único que penetrara os mistérios de seu corpo...
Até quando aquele homem representaria o papel de bandido em sua vida?
Capítulo Um
Ao sair da universidade, Mary O’Connor parou no alto da escadaria do prédio e observou os gramados do campus, que estavam repletos de estudantes espalhados por todos os lados.
Uns tomavam sol, outros estudavam à sombra das árvores, preparando-se para os exames finais.
Mary levantou o rosto para sentir melhor aquele calorzinho gostoso do sol de primavera, quando ouviu uma voz atrás dela:
— Doutora O’Connor? Voltando-se, Mary reconheceu o estudante e reprimiu um suspiro.
Era um rapaz muito grande e simpático, pouco inteligente, que tinha, só Deus sabe por que, decidido que estava perdidamente apaixonado por ela. Considerando o fato de que a nota mais alta que ele havia conseguido naquele semestre era C, aquela devoção era um mistério para ela.
Mas para Bob Fowler, o estudante apaixonado, não havia mistério algum.
Aliás, não só para ele, como para uma dezena de outros homens, jovens e velhos, que haviam entrado em contato com Mary naquele primeiro ano em que ela estava lecionando na Universidade de Freemont Hall. Mas, toda aquela admiração masculina não se devia ao fato de ela ter um título de Ph.D. em Literatura ou à sua reputação de intelectual, conquistada com a publicação de um livro no ano anterior, e, sim, por ela ser uma linda mulher com vinte e seis anos de idade.
Enquanto Mary estava parada lá no alto da escada, à maioria das cabeças masculinas das redondezas voltavam se para ela, mas Mary não deu a menor atenção a isso, pois já estava mais que acostumada.
Ouviu o que Bob Fowler lhe dizia com extrema paciência, sacudiu a cabeça, recusando a oferta dele de carregar sua pasta até o carro e desceu a escada.
Sentindo o brilho de um flash em seus olhos, parou para ver de onde vinha.
Havia um fotógrafo parado ao pé da escadaria, e, quando ela olhou para ele, o flash acendeu mais duas vezes.
— Quem é você? — perguntou Mary.
— Mary O’Connor? É a doutora Mary O’Connor? — foi a resposta do fotógrafo.
— Sim, mas...
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