Pode um amor sobreviver ao tempo e às decepções?
O cozinheiro tinha adoecido, a noiva fugira e tio Jack corria atrás de qualquer barra de saia que aparecesse. Mas Laura Sheldon, responsável pela festa na Pousada Parada de Diligências, estava conseguindo controlar a situação... até que colocou os olhos em Mark Sinclair.
Esse amigo do noivo havia sido uma vez um amigo muito especial dela mesma, e Laura nunca superara a dor da separação ocorrida havia tanto tempo. Mark pensara estar encorajando Laura a viver os próprios sonhos, anos atrás. Nunca imaginara que ela entenderia tudo errado e sumiria de sua vida para sempre. Agora, ao reencontrá-la, percebeu que estava se metendo numa tremenda encrenca amorosa!
Capítulo Um
Quando a estridente campainha do telefone soou, Laura ergueu-se da banheira resmungando e estendeu a mão para apanhar a toalha.
— É a lei de Murphy! Você acaba de entrar no banho, o telefone toca.
Foi para o quarto, deixando uma trilha de pegadas úmidas no carpete creme até a mesinha-de-cabeceira. Pegou o fone cor de marfim e atendeu, impaciente.
— Alô.
— Laura, está ocupada?
Ao som daquela voz, Laura apertou com força o receptor.
— Ah, oi. Eu estava tomando banho. O que foi, Barb? — A resposta brusca saiu antes que pudesse pensar. Mas não era de Barb que tinha raiva, recriminou-se. Não havia razão para tratá-la mal.
— Puxa, desculpe, Laura. Então talvez fosse melhor ligar mais tarde — Barb apressou-se a dizer.
— Não, tudo bem, agora já saí da banheira. Pode falar.
Equilibrando o fone entre a orelha e o ombro, Laura prendeu melhor a toalha ao redor do corpo e recostou-se na cama. Olhou para o espelho em frente, observando distraída o próprio reflexo. A toalha pouco escondia de seu corpo, criando uma imagem sensual. Os cabelos ruivos caíam rebeldes pelos ombros, e à luz do sol que entrava pela janela, brilhavam como fogo. Os olhos verdes se destacavam na face, emoldurados por longos cílios escuros. Mas quando se fixou nos lábios, apertados numa linha tensa, qualquer ilusão de ser uma mulher sedutora se desvaneceu. Fez uma careta para si mesma, voltando a atenção para o que Barb dizia.
— Como você está de férias... Você está de férias, não é, Laura?
— Comecei hoje — Laura assentiu. — O período escolar se encerrou ontem. — E como havia esperado por isso! Ninguém tinha idéia da exaustiva maratona que era dar aula para adolescentes. Se não fossem os três meses de férias de verão, ela não agüentaria.
— Então, como você está de férias — prosseguiu Barb — pensei que talvez pudesse vir para a pousada neste fim de semana e me dar uma mãozinha.
— Ir até aí? — espantou-se Laura, o coração subitamente disparando. Barb não faria tal convite se não fosse por alguma emergência. Mas não podia pensar em nada que a convencesse a voltar à Parada de Diligências, o hotelzinho que Barb dirigia em Ancaster. Considerava o lugar proibido. Tinha jurado jamais transpor a porta da pousada outra vez na vida. E além disso, era o início de suas tão sonhadas férias. Tinha planos de viajar. Por que Barb não chamava Mark para ajudá-la?, pensou com raiva.
— Ah, Laura, estou numa encrenca — Barb contou. — Vamos ter uma festa de casamento aqui no sábado e a Sra. Brewster, minha gerente, caiu de cama, com uma gripe fortíssima.
— Não dá para se virar com as outras garotas? — Laura perguntou desconfiada, suspeitando de alguma cilada. Podia bem ser um pretexto para atraí-la até lá, onde Mark estaria esperando. Não era segredo que Barb adoraria vê-los juntos outra vez.
— O problema é que não vou estar aqui — esclareceu Barb. — Vou ter de me submeter a uma cirurgia nesta semana.
Laura se sobressaltou.
— Cirurgia? Oh, Barb, o que aconteceu? Você está doente? É... é grave? — De repente, a preocupação com Mark Sinclair tornou-se secundária. A amiga estava enfrentando dificuldades!
— Não corro nenhum risco de vida, mas é uma operação necessária. Na verdade, uma correção que me tornará a vida mais confortável, segundo dizem os médicos.
Barb sofria muito com um problema no quadril, seqüela de um sério acidente ocorrido na adolescência. Provavelmente chegara num ponto de exigir cirurgia, Laura concluiu.
— Entendo — disse, ainda preocupada.
— Eu estava contando com Meg Brewster para supervisionar tudo no sábado, mas me avisaram de que pelo menos até segunda-feira ela não poderá voltar ao trabalho. Também não posso desmarcar a operação. Um transtorno, Laura. Foi por isso que me lembrei de você. Como tem familiaridade com a pousada, achei que não se importaria de ficar aqui no fim de semana. Juro que é só desta vez.
— Eu gostaria de ajudar, mas já faz três anos que trabalhei com você, Barb. Deve ter havido muita mudança...
Capítulo Um
Quando a estridente campainha do telefone soou, Laura ergueu-se da banheira resmungando e estendeu a mão para apanhar a toalha.
— É a lei de Murphy! Você acaba de entrar no banho, o telefone toca.
Foi para o quarto, deixando uma trilha de pegadas úmidas no carpete creme até a mesinha-de-cabeceira. Pegou o fone cor de marfim e atendeu, impaciente.
— Alô.
— Laura, está ocupada?
Ao som daquela voz, Laura apertou com força o receptor.
— Ah, oi. Eu estava tomando banho. O que foi, Barb? — A resposta brusca saiu antes que pudesse pensar. Mas não era de Barb que tinha raiva, recriminou-se. Não havia razão para tratá-la mal.
— Puxa, desculpe, Laura. Então talvez fosse melhor ligar mais tarde — Barb apressou-se a dizer.
— Não, tudo bem, agora já saí da banheira. Pode falar.
Equilibrando o fone entre a orelha e o ombro, Laura prendeu melhor a toalha ao redor do corpo e recostou-se na cama. Olhou para o espelho em frente, observando distraída o próprio reflexo. A toalha pouco escondia de seu corpo, criando uma imagem sensual. Os cabelos ruivos caíam rebeldes pelos ombros, e à luz do sol que entrava pela janela, brilhavam como fogo. Os olhos verdes se destacavam na face, emoldurados por longos cílios escuros. Mas quando se fixou nos lábios, apertados numa linha tensa, qualquer ilusão de ser uma mulher sedutora se desvaneceu. Fez uma careta para si mesma, voltando a atenção para o que Barb dizia.
— Como você está de férias... Você está de férias, não é, Laura?
— Comecei hoje — Laura assentiu. — O período escolar se encerrou ontem. — E como havia esperado por isso! Ninguém tinha idéia da exaustiva maratona que era dar aula para adolescentes. Se não fossem os três meses de férias de verão, ela não agüentaria.
— Então, como você está de férias — prosseguiu Barb — pensei que talvez pudesse vir para a pousada neste fim de semana e me dar uma mãozinha.
— Ir até aí? — espantou-se Laura, o coração subitamente disparando. Barb não faria tal convite se não fosse por alguma emergência. Mas não podia pensar em nada que a convencesse a voltar à Parada de Diligências, o hotelzinho que Barb dirigia em Ancaster. Considerava o lugar proibido. Tinha jurado jamais transpor a porta da pousada outra vez na vida. E além disso, era o início de suas tão sonhadas férias. Tinha planos de viajar. Por que Barb não chamava Mark para ajudá-la?, pensou com raiva.
— Ah, Laura, estou numa encrenca — Barb contou. — Vamos ter uma festa de casamento aqui no sábado e a Sra. Brewster, minha gerente, caiu de cama, com uma gripe fortíssima.
— Não dá para se virar com as outras garotas? — Laura perguntou desconfiada, suspeitando de alguma cilada. Podia bem ser um pretexto para atraí-la até lá, onde Mark estaria esperando. Não era segredo que Barb adoraria vê-los juntos outra vez.
— O problema é que não vou estar aqui — esclareceu Barb. — Vou ter de me submeter a uma cirurgia nesta semana.
Laura se sobressaltou.
— Cirurgia? Oh, Barb, o que aconteceu? Você está doente? É... é grave? — De repente, a preocupação com Mark Sinclair tornou-se secundária. A amiga estava enfrentando dificuldades!
— Não corro nenhum risco de vida, mas é uma operação necessária. Na verdade, uma correção que me tornará a vida mais confortável, segundo dizem os médicos.
Barb sofria muito com um problema no quadril, seqüela de um sério acidente ocorrido na adolescência. Provavelmente chegara num ponto de exigir cirurgia, Laura concluiu.
— Entendo — disse, ainda preocupada.
— Eu estava contando com Meg Brewster para supervisionar tudo no sábado, mas me avisaram de que pelo menos até segunda-feira ela não poderá voltar ao trabalho. Também não posso desmarcar a operação. Um transtorno, Laura. Foi por isso que me lembrei de você. Como tem familiaridade com a pousada, achei que não se importaria de ficar aqui no fim de semana. Juro que é só desta vez.
— Eu gostaria de ajudar, mas já faz três anos que trabalhei com você, Barb. Deve ter havido muita mudança...






