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domingo, 24 de julho de 2016

O Limite do Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO






Pode um amor sobreviver ao tempo e às decepções?

O cozinheiro tinha adoecido, a noiva fugira e tio Jack corria atrás de qualquer barra de saia que aparecesse. Mas Laura Sheldon, responsável pela festa na Pousada Parada de Diligências, estava conseguindo controlar a situação... até que colocou os olhos em Mark Sinclair. 

Esse amigo do noivo havia sido uma vez um amigo muito especial dela mesma, e Laura nunca superara a dor da separação ocorrida havia tanto tempo. Mark pensara estar encorajando Laura a viver os próprios sonhos, anos atrás. Nunca imaginara que ela entenderia tudo errado e sumiria de sua vida para sempre. Agora, ao reencontrá-la, percebeu que estava se metendo numa tremenda encrenca amorosa!

Capítulo Um

Quando a estridente campainha do telefone soou, Laura ergueu-se da banheira resmungando e estendeu a mão para apanhar a toalha.
— É a lei de Murphy! Você acaba de entrar no banho, o telefone toca.
Foi para o quarto, deixando uma trilha de pegadas úmidas no carpete creme até a mesinha-de-cabeceira. Pegou o fone cor de marfim e atendeu, impaciente.
— Alô.
— Laura, está ocupada?
Ao som daquela voz, Laura apertou com força o receptor.
— Ah, oi. Eu estava tomando banho. O que foi, Barb? — A resposta brusca saiu antes que pudesse pensar. Mas não era de Barb que tinha raiva, recriminou-se. Não havia razão para tratá-la mal.
— Puxa, desculpe, Laura. Então talvez fosse melhor ligar mais tarde — Barb apressou-se a dizer.
— Não, tudo bem, agora já saí da banheira. Pode falar.
Equilibrando o fone entre a orelha e o ombro, Laura prendeu melhor a toalha ao redor do corpo e recostou-se na cama. Olhou para o espelho em frente, observando distraída o próprio reflexo. A toalha pouco escondia de seu corpo, criando uma imagem sensual. Os cabelos ruivos caíam rebeldes pelos ombros, e à luz do sol que entrava pela janela, brilhavam como fogo. Os olhos verdes se destacavam na face, emoldurados por longos cílios escuros. Mas quando se fixou nos lábios, apertados numa linha tensa, qualquer ilusão de ser uma mulher sedutora se desvaneceu. Fez uma careta para si mesma, voltando a atenção para o que Barb dizia.
— Como você está de férias... Você está de férias, não é, Laura?
— Comecei hoje — Laura assentiu. — O período escolar se encerrou ontem. — E como havia esperado por isso! Ninguém tinha idéia da exaustiva maratona que era dar aula para adolescentes. Se não fossem os três meses de férias de verão, ela não agüentaria.
— Então, como você está de férias — prosseguiu Barb — pensei que talvez pudesse vir para a pousada neste fim de semana e me dar uma mãozinha.
— Ir até aí? — espantou-se Laura, o coração subitamente disparando. Barb não faria tal convite se não fosse por alguma emergência. Mas não podia pensar em nada que a convencesse a voltar à Parada de Diligências, o hotelzinho que Barb dirigia em Ancaster. Considerava o lugar proibido. Tinha jurado jamais transpor a porta da pousada outra vez na vida. E além disso, era o início de suas tão sonhadas férias. Tinha planos de viajar. Por que Barb não chamava Mark para ajudá-la?, pensou com raiva.
— Ah, Laura, estou numa encrenca — Barb contou. — Vamos ter uma festa de casamento aqui no sábado e a Sra. Brewster, minha gerente, caiu de cama, com uma gripe fortíssima.
— Não dá para se virar com as outras garotas? — Laura perguntou desconfiada, suspeitando de alguma cilada. Podia bem ser um pretexto para atraí-la até lá, onde Mark estaria esperando. Não era segredo que Barb adoraria vê-los juntos outra vez.
— O problema é que não vou estar aqui — esclareceu Barb. — Vou ter de me submeter a uma cirurgia nesta semana.
Laura se sobressaltou.
— Cirurgia? Oh, Barb, o que aconteceu? Você está doente? É... é grave? — De repente, a preocupação com Mark Sinclair tornou-se secundária. A amiga estava enfrentando dificuldades!
— Não corro nenhum risco de vida, mas é uma operação necessária. Na verdade, uma correção que me tornará a vida mais confortável, segundo dizem os médicos.
Barb sofria muito com um problema no quadril, seqüela de um sério acidente ocorrido na adolescência. Provavelmente chegara num ponto de exigir cirurgia, Laura concluiu.
— Entendo — disse, ainda preocupada.
— Eu estava contando com Meg Brewster para supervisionar tudo no sábado, mas me avisaram de que pelo menos até segunda-feira ela não poderá voltar ao trabalho. Também não posso desmarcar a operação. Um transtorno, Laura. Foi por isso que me lembrei de você. Como tem familiaridade com a pousada, achei que não se importaria de ficar aqui no fim de semana. Juro que é só desta vez.
— Eu gostaria de ajudar, mas já faz três anos que trabalhei com você, Barb. Deve ter havido muita mudança...

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Um Romance Perigoso

ROMANCE CONTEMPORÂNEO













Um antigo quadro pintado por seu pai, uma cena singela de Kate brincando no mar, ainda menina.

Que interesse dois milionários poderiam ter nele? 
Kate buscava a resposta, agora que se via envolvida na mais inesperada das situações. 
Bastou resgatar aquele retrato para que começasse a receber visitas, convites e propostas de Darren e Mark: primos, bonitos, charmosos... e inimigos mortais. Kate precisava desvendar aquele mistério, antes que seu coração se rendesse ao charme irresistível de Darren... ou de Mark.

Capítulo Um

Katheryn admirava, incrédula, o quadro de uma menininha saindo do mar. Não via aquela pintura há uns bons dez anos, mas lembrava-se com exatidão da última vez em que pusera os olhos nela. 
Estava na parede da sala de estar de sua mãe, no Maine. 
Podia lembrar-se até do dia em que seu pai a havia pintado. Ali, na sala de leilões, Katheryn Colby deixou-se perder em suas recordações...
Naquele distante dia de verão, tinha ido com seus pais a um piquenique na praia. 
Aproveitando a rara luminosidade do fim de tarde, seu pai a colocara no quadro, flagrando a paisagem com grande felicidade.
Após esse breve devaneio, voltou ao presente. 
O que estaria a pintura fazendo ali, em pleno leilão mensal de arte e antiguidades de Willowdale, pequena cidade de Massachusetts? Antes mesmo de tentar imaginar uma boa justificativa, compreendeu que precisava recuperá-la. Não poderia custar muito.
As peças colocadas em leilão todo mês naquela casa vinham de propriedades postas à venda e de lojas de antiguidades falidas. 
A maioria dos objetos não passava de velharias de pouco valor, e havia ficado intrigada quando a dona da loja de antiguidades para a qual trabalhava, Meg Allison, a mandara para lá. 
Meg só adquiria para sua loja peças valiosas do ponto de vista artístico ou histórico. Mas, pensando bem, com a chegada do verão sempre surgiam turistas pouco entendidos em antiguidades, entusiasmados o bastante para pagar um bom dinheiro por tais peças.
Enquanto esses pensamentos passavam por sua cabeça, o leiloeiro ergueu a pintura que lhe interessava.
— Quanto me oferecem por este belo quadro? Um genuíno óleo sobre tela de... — curvou-se para ler a assinatura — ...de A. Colby, eu acho. Terei ouvido vinte e cinco dólares?
Katheryn limpou a garganta com um certo nervosismo e repetiu:
— Vinte e cinco! 
  

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Cenas Para Um Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 







Após a aventura de emoções desconhecidas, o que restaria senão lembranças? 

Jennie entrou em seu escritório, trancou a porta e jogou-se numa poltrona. 
Não era fácil administrar um hotel de luxo, pensou exasperada. 
Principalmente quando seus mais ilustres hóspedes eram no momento uma caprichosa estrela de Hollywood e sua equipe de loucos! 
E,como se não bastasse, havia Alex Adler, o famoso diretor de cinema... o homem mais sexy que já encontrara na vida. 
Mas ela não se deixaria prender na teia de sedução com que Alex tentava envolvê-la! 
Jamais suportaria entregar-se a alguém que lhe deixaria apenas saudades... 

Capítulo Um


— Improvisação, srta. Longman. Improvisar é a palavra de ordem — disse o sr. Simon, gerente do Mont Royal Hotel, an­dando de um lado para outro em seu gabinete de trabalho. Agia com naturalidade, como se estivesse em sua própria casa. Não era para menos, pois fazia quase dez anos que ocupava aquele cargo. E, segundo a diretoria do hotel, era de uma competência fora do comum.
— Verei o que posso fazer — Jennie Longman respondeu.
— Não veja. Faça. Se a Olympia Films quer um andar inteiro para abrigar sua equipe, ela terá exatamente isso, compreende?
Jennie acompanhou o gesto teatral de seu chefe com uma ex­pressão neutra. Já se acostumara ao sr. Simon naquele ano de trabalho, e aprendera a não subestimá-lo. O homem era de fato competente, embora, naquele momento, parecesse um pouco exa­gerado, ao dizer:
— Você pode imaginar a importância de abrigarmos a super star Blanche Laure aqui no Royal? Todas as emissoras de televi­são e a imprensa em geral nos darão uma publicidade impagável que nos custará exatamente... — ele sorria, agora — exatamente...
— Nada — Jennie completou, sem grande entusiasmo.
— Isso. O pessoal do Ritz Carlton Hotel está furioso e não compreende como conseguimos passá-los para trás nesta disputa.
Sentada comodamente diante da grande escrivaninha do che­fe, Jennie Longman sabia o quanto lhe custaria toda aquela his­tória, e era algo bem diferente do "nada" que o sr. Simon fazia questão de frisar.
Com apenas vinte e cinco anos, Jennie galgara a carreira de administradora executiva com garra e ousadia, e conhecia bas­tante bem sua profissão. 
Ao menos o suficiente para saber que o lançamento de um filme da Olympia era um acontecimento de importância internacional e lhe renderia muito, mas muito mes­mo, trabalho. Guardando silêncio, ela ajeitou-se melhor para ou­vir o resto da preleção que o chefe faria, inevitavelmente.
— É a primeira vez que Montreal tem a honra de ser escolhi­da para um lançamento de tal importância. — Simon suspirou fundo e sentou-se: — Algo muito grave deve ter acontecido para o pessoal do Olympia dispensar o lançamento de praxe em Los Angeles...
 

domingo, 9 de junho de 2013

Sinfonia Da Ausência

ROMANCE CONTEMPORÂNEO








Até que ponto a mentira poderia ser usada para salvar um amor? 

Na penumbra do quarto, quando Greg a abraçou, Jodie sentiu os seios macios comprimirem-se ao peito rígido e um tremor percorreu-lhe o corpo. 
Desejava aquele homem como jamais quisera qualquer outro. 
Mas o que aconteceria quando Greg descobrisse a verdade? 
Que a mulher a quem confiava seus sonhos, a quem declarava amor, secretamente preparava uma armadilha para ele? 

Capítulo Um

Jodie chegou em casa e foi direto para a cozinha procurar a mãe. Encontrou-a sentada à mesa, fitando uma xícara de chá e com uma aparência cansada. 
Seu rosto, geralmente animado, mostrava sinais de preocupação.
— Olá, mãe — disse, aproximando-se. — Teve alguma notí­cia de Hank?
— Não — a sra. James murmurou. — Na verdade não espe­rava notícias tão cedo. A polícia local entrou em contato com a polícia de Toronto, e eles ficarão atentos. Conversei com a mãe de Gil pelo telefone, que está muito ocupada. Ele nem sequer dei­xou um bilhete.
— Que idiota... — Jodie resmungou, deixando a bolsa sobre uma cadeira e dando um abraço confortador na mãe. — Pelo me­nos Hank teve um pouco mais de consideração conosco.
Hank, irmão de Jodie, deixara um bilhete antes de partir. A mensagem, porém, não era muito consoladora:
“Mamãe,
Parti com SCUB para começar nossa carreira. Não se preocu­pe conosco. Ficaremos bem. Eu te amo.
Hank
P.S. Tome conta de Duke.”
Duke, o cão de raça beagle de Hank, estava deitado diante da porta de tela que levava ao quintal, choramingando. Jodie fitou-o e o animal ergueu a cabeça, soltando um ganido tristonho.
— Bud Edison é o garoto mais velho da turma — a sra. James comentou. — Deve ter sido ele quem planejou tudo e incitou os outros.
— Não adianta culpar ninguém, mãe — Jodie observou, servindo-se de um copo de suco de laranja. Não vendo sinal de jantar, continuou olhando o interior da geladeira.
Jodie estava muito preocupada com a mãe, uma vez que seu irmão, adolescente, acabara de fugir de casa com um grupo de amigos para se tornar um astro do rock.