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domingo, 11 de maio de 2014

Meu Refúgio é Você

ROMANCE CONTEMPORÂNEO










Lorena estava certa de que Robert era um mau-caráter, um homem em quem realmente não devia confiar.

Mas seus beijos eram devastadores e suas carícias causavam nela um turbilhão de emoções.
A última coisa que poderia acontecer era se apaixonar por ele... mas aconteceu!

Capítulo Um

Lorena Major pressionou a ponta dos dedos nas têmporas, tentando aliviar a terrível pressão que sentia. Emergindo do sono, rolou para o lado e, ao fazê-lo, notou que a saia se enroscava em suas pernas. Isso não deixava de ser estranho, pois ela sempre dormia de pijama. 
Um pouco atordoada, puxou o tecido e tateou a longa saia de tafetá. Foi então que se deu conta: ainda estava usando seu vestido de baile!
Sentou-se abruptamente. O movimento fez com que sua cabeça latejasse, produzindo uma onda de náusea. Apesar da tontura e da dor, ela se forçou a deslizar para a beira da cama e olhou em torno de si. Aquele não era seu quarto. Não fazia a menor ideia de onde se encontrava, o que não deixava de ser muito, muito preocupante...
Eu não sonhei, pensou. Fui realmente sequestrada à porta da mansão. Me fizeram tomar algum narcótico enquanto eu estava inconsciente. É por isso que minha cabeça dói tanto. Oh, Deus, o que farão comigo?
A reação dos sequestradores era imprevisível. Tanto podiam cuidar muito bem de seu refém, para evitar maiores ressentimentos e posteriores denúncias, como matá-lo em um momento de descontrole. 
Em geral, os criminosos profissionais eram bastante cautelosos. 
Preparavam um cárcere praticamente inviolável, de modo que o cativo não tivesse oportunidade de escapar, e o tratavam até com uma certa humanidade. Mas os amadores frequentemente se apavoravam e podiam perder a cabeça com facilidade.
Ela lembrou-se das inúmeras notícias de sequestro que lera nos jornais. Às vezes, a vítima se sentia tão desamparada, que, por uma suprema ironia, acabava venerando seu captor. Ou, às vezes, era liquidada por sequestradores inexperientes, antes mesmo que os familiares pagassem o resgate...
Lorena sentiu seus cabelos se eriçarem ante a perspectiva de ficar frente a frente com a morte. Viu-se de relance no espelho pendurado numa das paredes do cômodo. 
A imagem que o reflexo lhe devolveu não foi nem de longe confortadora. A cabeleira dourada havia se desprendido do coque bem cuidado, esparramando-se sobre seus ombros numa massa desalinhada. Sua maquiagem estava borrada, e seu vestido de gala, miseravelmente amarrotado. 
Há quanto tempo estaria ali? Ela procurou lembrar o que havia acontecido depois de sua captura, mas em vão. 
Em seu cérebro, cruzavam-se fragmentos de recordações desencontradas: mãos que a imobilizavam de repente, o cheiro de clorofórmio que lhe invadia as narinas e a escuridão que se abatia subitamente sobre ela...

 

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Adeus, Solidão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




Um lobo solitário decidido a nunca ser confinado.

Stony vivia sozinho num chalé no meio da mata. E não pretendia se casar. Isso até o dia em que Tess e a filha Rose apareceram.
Apesar de seu propósito de viver só, apaixonou-se perdidamente por Tess.
E teve certeza de que a única maneira de viver uma grande paixão seria deixando de ser um lobo solitário!

Capítulo Um


Stony Carlton deu uma mordida em seu hambúrguer e tentava não prestar atenção à cena que se desenrolava atrás do balcão do Café Buttermilk, entre a garçonete e o cavalheiro que parecia ser o dono do local. 
Mas, para um homem acostumado a resolver os problemas de outras pessoas com sua inteligência — e de vez em quando com uma arma — era quase impossível não ouvir alguma coisa da briga, em especial considerando-se a agitada voz da mulher.
Olhou ao redor, no Café vazio. Ninguém se encontrava lá para ir em auxílio da mulher, exceto ele. Não que se achasse exatamente o protetor do mundo inteiro! 
— Entenda, Bud, já lhe disse que não estou interessada — a mulher insistia. 
— Ora, Tess, só um beijo. 
— Já falei que não. 
— Devia ter um pouco mais de gratidão, pois a deixo sair mais cedo todos os dias. 
— Você me deixa sair cedo porque chego duas horas mais cedo do que os outros empregados — a mulher replicou com uma firmeza que Stony classificou de grande coragem. 
— Sim, eu sei, mas lhe dei um trabalho quando não tinha experiência alguma. 
— Possuo experiência agora, Bud, depois de um ano inteiro aqui. Tenho coisas a fazer em casa. Deixe-me ir...
Stony ouviu sons abafados que sugeriam uma luta. Pôs o hambúrguer sobre a mesa, limpou as mãos num guardanapo de papel, e foi para o balcão. O homem, Bud, segurava a mulher, Tess, contra a parede, e tentava beijá-la. 
— Você aí, Bud — Stony disse. Irritado por ter sido interrompido, Bud gritou: 
— Como? 
— Deixe a moça ir. 
— Saia dessa, homem — Bud protestou. 
— Sinto muito mas não posso. — Foi a resposta de Stony.
— Ah, é? E o que pensa que vai fazer? — Bud resmungou.
Stony pulou para o outro lado do balcão num segundo, como se não houvesse obstáculo algum em seu caminho. Agarrou Bud pelo colarinho e o atirou de encontro à parede, segurando-o lá. 
A garçonete saiu correndo e ficou parada na porta da cozinha, os lindos olhos verdes arregalados de medo. Stony ignorou Bud como se ele fosse um inseto grudado na parede, e virou-se para a moça. 
— Sente-se bem, madame? 
— Sim, obrigada. 
Stony havia ido ao Café Buttermilk provavelmente uma vez por mês no ano anterior, mas nunca prestara atenção à garçonete. Propusera-se ficar longe das mulheres, há dois anos já. 
Por isso não perderia tempo com nenhuma delas, e não quebraria a promessa que fizera a si mesmo. Tess era definitivamente linda, o tipo de mulher difícil de ser esquecida. 
Tinha os cabelos castanhos presos na nuca, mas algumas mechas escapavam em cachos sobre a testa e sobre as orelhas, como se ela tivesse saído da cama de um homem. Os olhos verdes eram amendoados, parecendo os de uma gata. 
O nariz, pequeno e bem-feito; o queixo, delicado. A pele de alabastro dava para concluir que ela não tinha muita vida ao ar livre, pois o sol de Wyoming queimava, mesmo no inverno.

domingo, 27 de outubro de 2013

Amor Magia

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Vencida pela excitação, Angel permite que os lábios e mãos de David Masterson se apoderem de seu corpo. 


Homem algum já ousou acariciá-la com tanta intimidade, fazendo-a querer mais... 
Num impulso, Angel livra-se do abraço. Mão pode acreditar nas promessas de David. 
Ele se diz um viajante do futuro que veio a este século para fazê-la conhecer o amor! 
Quem é, afinal, esse enigmático desconhecido que a está arrastando para o pecado?

Capítulo Um 

— Mas... não podemos fazer isso! 
— E por que não? Ninguém vai ficar sabendo, e eles não vão ter como contar! Além do mais, é bem-feita... Se não vamos ter o que queremos daquela dona, ninguém mais vai! 
— Não sei não... — uma das vozes ainda tentou se opor, mas então era tarde demais. Várias bananas de dinamite já haviam sido lançadas caverna adentro, com os pavios acesos. 
Angel não precisou de mais que um segundo para se dar conta de que estavam condenados. 
A fúria que costumava guiá-la em situações de perigo, e que até então estivera sobrepujada pelo terror, reassumiu o comando de suas ações. 
Não estava pronta para morrer ali, enterrada naquela caverna escura. Libertou-se dos braços fortes com um safanão e saiu correndo em direção à entrada da caverna. 
Tinha que escapar! Ouviu seu captor praguejar em voz baixa ao tentar agarrá-la de novo, e grunhir com o esforço ao se lançar sobre ela. 
O choque entre seus corpos lançou a ambos no chão, uma fração de segundo antes que ocorresse a primeira explosão, seguida por três outras. 
O barulho foi ensurdecedor, e ondas de choque fizeram tremer as paredes da caverna. Angel engasgou com a nuvem de poeira que se ergueu no ar, mas apenas alguns fragmentos do tamanho de pedregulhos caíram perto do local onde estava deitada. 
— Aonde diabo você pensou que estava indo? — perguntou o desconhecido, enquanto se erguia dando tapas em si mesmo para limpar-se do pó. 
— Eu diria que é uma pergunta tola, essa sua! — Angel tossiu e olhou em direção ao ponto de onde vinha a voz masculina. 
— Acha que conseguiremos sair daqui? 
— Não vai ser muito difícil. 
— Por Deus, ao menos ainda estamos vivos — ela suspirou, aliviada. 
— Se não fosse o... 
— Cale a boca e escute! 
— Ora, eu não vou... Mais uma vez o homem a segurou com firmeza e lhe tampou a boca com uma das mãos, fazendo-a calar. 
E então ela ouviu... Um som agourento, ameaçador, estalidos de rocha se partindo. 
O estranho proferiu uma verdadeira coleção de palavrões quando um ronco baixo se iniciou, semelhante, a um trovão que brotasse das entranhas da terra fazendo com que as paredes da caverna começassem a vibrar. 
Pôs-se em pé de um salto, puxando Angel consigo.
— Corra, se quiser viver, mocinha! Corra como se o diabo em pessoa estivesse atrás de você! 
Dito isto ele se projetou para adiante a passos largos em meio à completa escuridão, uma das mãos fechada em torno do pulso de sua prisioneira. 
Mais arrastada que correndo com as próprias pernas, ela o seguiu aos tropeções. 
O som de trovão os perseguia de perto e em questão de segundos os estava alcançando. 
Foi então que, com uma força espantosa, o sétimo bandoleiro a puxou para junto de si e a envolveu num abraço protetor, antes que ambos fossem arremessados ao chão por um tremor mais poderoso. 
— Prepare-se! Aí vem...


quarta-feira, 20 de julho de 2011

Segredo Impossível



O prazer do amor...

Em um momento, Mac Macready era uma lenda viva do Texas, o ídolo de todos os meninos, a inveja de todos os homens, a fantasia de todas as mulheres.

No instante seguinte, sua noiva o abandonado, sua carreira enconntra-se por um fio e seu futuro se mostrava mais que incerto.

Ainda havia o seu escandaloso segredo, que tinha grandes chances de ser revelado no lugar para onde ele ia agora.
Assim, ou teria de sucumbir à proposta chocante de Jewel Whitelaw... ou tomar banhos frios pelo resto do longo e quente e verão...

Capítulo Um

Com o suor gotejando das têmporas, as mãos fortes e firmes nas barras paralelas que lhe davam suporte, Mac Macready colocou todo o peso do corpo sobre a perna esquerda. Embora sentisse uma dor lancinante, a perna o sustentou, sem que o joelho vergasse. Cerrou os dentes, a fim de impedir um gemido.
Até então, tudo corria bem.
Mac manteve os olhos fixos na área entre as duas barras à sua frente e deu um passo fácil com a perna direita.
Em seguida, forçou a esquerda, descobrindo que a dor era bem menor que da primeira vez.
Seria fácil suportar aquela dor.
Porém, o mais importante era o fato de sua perna esquerda continuar firme e ereta. Olhou para o amigo e agente, Andy Dennison, e sorriu.
Mac Macready podia andar de novo.
— Conseguiu Mac! — Andy festejou, dando-lhe uma tapinha nas costas. — Não faz idéia de como é maravilhoso ver você de pé, outra vez.
— Já era tempo. Passei a maior parte dos últimos dois anos tentando fazer minha perna funcionar de novo.
Uma forte pontada de dor atravessou-lhe a perna esquerda, mas ele se manteve firme, pois não estava disposto a se sentar.
Especialmente, tendo acabado de conseguir o que perseguia há tanto tempo e com tamanho esforço.
— Dê-me alguns meses e estarei pronto para começar a receber passes pelos Tornadoes, novamente — Mac acrescentou, sem deixar de perceber o olhar cético de Andy Dennison.
— Claro Mac. O que você diz é lei.
Era fácil compreender a reação do amigo, uma vez que Mac repetira exatamente a mesma afirmação depois de cada uma das tantas cirurgias a que se submetera.
Como poderia imaginar que uma perna quebrada fosse tão difícil de recuperar?
Bem, era obrigado a admitir que sua perna fora praticamente esmagada...

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