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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Horário Nobre

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


A notícia de que o elenco para um novo e milionário seriado de televisão está sendo escolhido explode como uma bomba em Hollywood.

Cinco atrizes iniciam uma acirrada disputa pelo papel principal, dispostas a matar pela chance de ouro para suas carreiras.

A vida dessas mulheres assim se desvenda aos olhos do leitor, com seus amores e ambições, suas fraquezas e tragédias pessoais.

Com indiscutível talento, a autora, ela própria uma superstar, não poupa ninguém de sua impiedosa ironia, criando um cenário de intrigas e sedução, regado a drogas e champanhe, onde o sexo se mostra o passaporte mais eficaz no tráfico de influências rumo ao estrelato.

Capítulo Um

CLOÉ CARRIERE andava pelo corredor de embarque do aeroporto de Heathrow, em Londres, tentando sem muito sucesso escapar das lentes indiscretas de uma legião de paparazzi. Repórteres e fotógrafos acotovelavam-se à sua volta, e homens de negócio, à espera da chamada de embarque, tiravam os olhos dos jornais da manhã e deslumbravam-se à passagem da "mais famosa e mais sexy cantora inglesa da faixa dos quarenta", como a classificava a imprensa.
— Vai se demorar em Hollywood? — perguntou o repórter do Sun, o de rosto coberto de espinhas.
Cloé sorriu e apertou o passo.
A capa debruada de pele ondulou à volta de seu corpo, mais solta depois do último regime que a fizera perder o excesso de peso.
Uma semana de sacrifício numa clínica de emagrecimento no País de Gales, no esforço de apagar os vestígios que várias calamidades deixaram em seu corpo: Josh, uma turnê exaustiva de seis meses pelo interior e o primeiro papel dramático num semidocumentário da BBC sobre prisões femininas.
O sacrifício valera: estava novamente em forma e sentia-se bem, melhor do que nunca, em anos.
— Que teste é esse que você vai fazer? — Agora era o repórter do Mirror, de dentes esverdeados. — Qual o papel? É novela de televisão?
— Não sei exatamente. — Cloé tornou a sorrir. — Só sei que se trata de uma minissérie, talvez um seriado, baseado num bestseller... Saga.
— E você quer o papel? — O pomo-de-adão do homem da Agência Reuters subiu e desceu.
Se queria o papel?! Mas... claro que queria! Depois de mais de vinte anos de idas e vindas pela Inglaterra, Europa e Estados Unidos, em turnês e shows, estava louca pelo papel!
Mas foi cuidadosa na resposta:
Se tivesse a sorte de ser escolhida para fazer Miranda Hamilton na televisão, seria ótimo... para sua carreira também, claro. A televisão poderia transformá-la num grande nome; daí, talvez, o estrelato.
O que não queria, naquele momento, era que os peixinhos miúdos de Londres — ou os tubarões de Hollywood — soubessem o quanto o papel era vital para ela, o quanto preci¬sava consegui-lo, desesperadamente, a qualquer custo... sobretudo porque havia outras quatro ou cinco atrizes convidadas para os testes.
Aceitar um convite para fazer testes...

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