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domingo, 2 de agosto de 2015

Ímpeto de Amar

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Robson não consegue se livrar da idéia de que uma armadilha o aproximou de Angélica. 


Mesmo assim, não é capaz de conter o intenso desejo que ela lhe desperta; o impulso de tê-la nos braços e amá-la é a força que o move.
Trêmula, Angélica se entrega às carícias de Robson. Em tão pouco tempo esse executivo conquistou seu coração, mas em breve ele voltará para Nova York e nem se lembrará que a deixou sozinha nos pântanos da Flórida...

Capítulo Um

Robson Emery, jovem publicitário considerado um dos melhores do ramo, entregou para sua assistente a carta do advogado de seu tio e guardou o bilhete a ele endereçado no bolso do paletó.
— Jacaré domesticado come o quê? Ração de gato? — Robson perguntou.
Olívia, a assistente de Robson, folheou a cópia do testamento e sorriu.
Antes de lançar o comercial de ração para gatos e se tornar a maior estrela da agência Lockey, Stearnes & Cordell, Robson teria retribuído o sorriso. Agora os sócios da agência anunciariam o escolhido, ou ele ou Mike, seu concorrente, para a vice-presidência, dentro de vinte e quatro horas. Ele seria o escolhido com certeza.
— Olívia, você não é a única pessoa que tem pesadelos com gato. Ainda imagino a cena: um gato pula do décimo andar, com as pernas esticadas, cai ileso na calçada e corre para uma tigela de comida.
Robson exigira o máximo de Olívia, da equipe de filmagem e de si mesmo, até o limite, para certificar-se de que o truque de montagem no comercial concorreria a um prêmio.
— Que horror! Detesto gatos! — Olívia comentou. — Olha só, quantos pêlos na minha roupa!
— E se você ganhasse uma fazenda cheia de animais que se transformavam em bolsas e sapatos?
— Obrigada, mas dispenso.
Robson mal ouviu a recusa; estava preocupado demais com seu tio Hogan. Por que aquele homem, a quem não via há mais de vinte anos, de repente complicava sua vida? Por que tio Hogan legara a casa e a fazenda na Flórida para Robson? Na última vez em que se viram, Robson tinha apenas dez anos.
A mãe de Robson, a caçula da família, era vinte anos mais nova que Hogan, o primogênito. Mas idade e sexo não eram as únicas diferenças.
Enquanto Margaret, a mãe de Robson, se adaptara com perfeição ao modelo de dona de casa dos anos 50, Hogan optara por um modo de vida diferente do convencional, aproximado à maneira hippie, bem antes desta filosofia de vida se tornar popular. Quando Hogan “aparecia para uma visita”, o que podia acontecer em períodos de duas horas ou seis meses, a mãe de Robson rangia os dentes. Com sabedoria, seu pai guardava as opiniões sobre Hogan para si mesmo.
Robson suspeitava de que seu pai admirava o estilo de vida independente de Hogan Potter. Podia entender por que o pai, sobrecarregado com a responsabilidade de fornecer comida, teto e roupas para seis crianças, às vezes olhava melancólico para Hogan.
Com certo desgosto, Robson admitia que quando criança julgara a vida do tio Hogan tão emocionante quanto uma viagem no túnel do tempo, ou um monte de dinheiro para comprar sorvete. Aos trinta anos, Robson lidava com aquela admiração mal resolvida, guardando-a no meio de outras fantasias de infância.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Irresistível Tentação

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Quando a repórter Crystal Lake enquadrou sua máquina fotográfica no rosto de Brett Masterson, pensou: "Como é que uma mulher pode resistir ao charme desse homem?" 


Crystal precisava resistir: tinha medo de amar, sempre tivera. Mas não foi possível. 
Passados poucos dias, queria que Brett a abraçasse, acariciasse, que se consumisse com ela nas chamas do desejo. Queria dar prazer e sentir prazer... 
A cabeça de Crystal rodava, a vontade de sentir o corpo dele era cada vez maior, imperiosa! 
Já havia praticamente suplicado para fazer amor com Brett. 
O que mais uma mulher podia esperar? Brett Masterson era um mistério. 
Másculo, sedutor, ardente, mas de um autocontrole desesperador... 


Capítulo Um 


 — É o que as mulheres americanas querem ver — disse Mike Kaplan, editor da revista St. Louis City. 
— Mais um ganhador do prêmio Pulitzer — comentou Crystal com um muxoxo. Evitando seu olhar, Mike retrucou, sem jeito: 
— Alguém tem que fazer isso e eu não posso dar uma tarefa dessas a Chad. Crystal Lake não pôde deixar de rir ao imaginar a reação de Chad, se recebesse aquela incumbência nada relevante. 
— Está bem, chefe — concordou, já que não podia ser de outro modo. — Se é isso que faz balançar os corações das mulheres americanas, eu vou dar a elas o que querem, em cores radiantes. 
— Nada de modelos. Quero estritamente o que se vê pelas ruas, nas quadras de esportes, nos parques... — Vou precisar de permissão por escrito das pessoas fotografadas? — Em três cópias. Tudo de acordo. Nada de processos ou ações judiciais. — O editor meneou a cabeça grisalha e começou a vasculhar entre as pesquisas de uma edição anterior da revista. 
— Pode tirar algumas idéias a partir destes comentários. Leve para você. — E empurrou-lhe uma pilha de papéis. — Escolha bem. 
— Já sei — caçoou Crystal, imitando-o. 
— Não comprometa a boa reputação da revista St. Louis City. Dê asas à imaginação do leitor, atenha-se ao convencional sem cair na vulgaridade. 
— E cuidado para não imitar Rich Little, se não quiser perder o emprego — ameaçou Mike em tom de brincadeira. 
Crystal pegou as folhas da pesquisa e ergueu-se da cadeira. — Lembre-se — acrescentou ele. — Olhos, músculos, ombros... conforme o que está determinado aí. E, por favor, fique fora de histórias do cotidiano. Crystal pensou em seu projeto secreto com carinho, depois, com um aceno, saiu e fechou a porta. 
Atravessou a redação e foi para a sala que dividia com Chad Brewster, antevendo sua reação ao saber da nova incumbência que ela recebera. 
Automaticamente endireitou os ombros, assumindo quase uma postura militar. Desde que ela fora contratada, as atribuições tinham ficado bem delimitadas. Chad fazia as reportagens de investigação, de peso e bem mais consistentes, enquanto Crystal ficava com as mais corriqueiras e irrelevantes. As mulheres eram contratadas ali, naquela área até há pouco estritamente masculina, mas ficavam com o supérfluo. 
De nada adiantavam as pesquisas que faziam. 
Entrou na sala e largou os papéis sobre a mesa, olhando de relance para Chad, que assinava um formulário. 
O garrancho indecifrável ao pé da folha refletia a natureza do dono. 
Estatura e compleição médias, olhos aumentados pelas lentes dos óculos. 
Chad não se enquadrava em dois dos três itens citados pelo público feminino como os mais sexy. 
— Quer um voluntário? — perguntou ele, pegando um formulário de cessão de direito de imagem. — Mostre-me o seu material.
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