Bela e fútil, Lane trocava o amor pelo prazer!
Em um leilão beneficente, Lane Patton arremata o magnífico e arrogante David Corey.
Ele será seu escravo por uma noite!
Ao despertar no dia seguinte, porém, ainda sentindo o corpo másculo colado ao seu, lágrimas de desespero sobem aos seus olhos.
Lane sabe que foi ela quem se tornou escrava… Para sempre! As lembranças das horas de paixão e de prazer a consomem de desejo.
Quer permanecer nos braços fortes de David, sentir os lábios dele mais uma vez sobre sua carne palpitante, mas isso é impossível.
Ele deve partir e seus caminhos jamais poderão se cruzar novamente.
Capítulo Um
— Por aquela porta, Srta. Patton. O Dr. Corey está ao telefone, mas a atenderá num minuto.
Lane Patton agradeceu à enfermeira e dirigiu-se à porta indicada, ansiosa para saber qual era a aparência do famoso David Corey, o homem que dedicava a vida a cuidar de crianças pobres.
Assim que entrou na sala, o médico, com um gesto displicente, indicou-lhe uma poltrona, pedindo-lhe que aguardasse o fim do telefonema.
Lane pôde, então, observá-lo à vontade.
Era um homem grande e forte. Seus curtos cabelos negros destacavam a beleza do rosto marcante. A boca, de traços suaves, formava um estranho contraste com o queixo firme; o verde dos olhos era realçado pelas grossas sobrancelhas escuras, e a voz, grave e sensual. No entanto, o que mais chamava a atenção de Lane eram os ombros tão largos e musculosos que o avental branco parecia pequeno para abrigá-los.
Lane imaginava que, à primeira vista, aquele corpo atlético e viril devia parecer assustador aos pequenos pacientes do médico, mas quando o belo sorriso se abria nos lábios dele e sua voz suave e amigável se fazia ouvir, o susto, seguramente, devia se transformar em amizade e confiança. Isso, ela podia constatar pelas dezenas de fotografias espalhadas sobre a escrivaninha e sobre a estante de livros. Todas mostravam crianças sendo examinadas por David Corey. E todas tinham um largo sorriso no rosto do médico, e uma expressão de confiança no olhar das crianças.
Ainda que não fosse intencional, Lane não pôde deixar de ouvir a conversa telefônica, pois o fato de ouvir também a voz do outro lado da linha tornava impossível não prestar atenção ao diálogo.
Era uma voz feminina, meio estridente, que apresentava um misto de contrariedade e preocupação.
— Eles não querem saber de comer, David! Já não sei mais o que fazer. Desse jeito, aqueles dois vão acabar me deixando maluca! Será que devo forçá-los a tomar umas vitaminas?
O Dr. Corey olhou para Lane e sorriu, como que pedindo mais um pouco de paciência. Então, ela se deu conta de que seus dedos tamborilavam no braço da poltrona. Parou de imediato com aquele sinal de impaciência, sorrindo de volta para o médico.
— Candice, ouça: algum deles está com febre? — perguntou o Dr. Corey, voltando a atenção ao telefone.
— Não.
— Com alguma indisposição?
— Não.
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