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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

À Mercê Do Desejo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
O amor está no ar... 


Dani Peterson faz questão de evitar as badaladas festas que sua mãe, uma famosa socialite, costuma promover. 
Naquela noite, porém, não tivera escolha e ali estava ela, alçando um voo apaixonante nos braços do maravilhoso Shayne Mahoney. 




O bom senso lhe dizia para se afastar depressa, pois Shayne era um “dez”, isto é, o que havia de melhor na escala de charme e beleza, enquanto ela era apenas um “sete”... 
Ainda assim, quando Shayne a toma nos braços e a beija com sensualidade, Dani se descobre flutuando nas asas da paixão. 
Aquele poderia ser o encontro perfeito de apenas uma noite, mas então Dani presencia um inesperado assassinato e a única pessoa capaz de protege-la da fúria do assassino misterioso é Shayne, aquele que a faz esquecer do resto do mundo e a deixa à mercê do desejo... 


Capítulo Um 


Ela entrou apressada na festa. 
Por mais que tentasse andar com elegância, desequilibrava-se sobre o salto alto dos sapatos, que pareciam lhe machucar os pés, e puxava, agoniada, o minivestido preto que revelava curvas acentuadas e sensuais. 
De onde estava, Shayne Mahoney apreciou as curvas exuberantes. 
Os cabelos escuros da mulher estavam presos no alto da cabeça por dois lápis amarelos. 
Escolha no mínimo bizarra para um coquetel formal. 
Era interessante o modo como ela se movia pelo imenso saguão, o andar um pouco desajeitado, o sorriso revelando certo nervosismo. 
Não era o tipo de Shayne. 
Não porque não fosse alta, esguia e com aparência de modelo internacional como todas as garotas com quem saía, porque ela o era; mas, sim, por parecer um peixe fora d'água naquela recepção elegante. 
Estava a ponto de recomeçar a andar, quando algo o fez retroceder. 
A bela e desajeitada desconhecida tropeçou nos próprios pés. 
Ao caminhar em sua direção, ela olhou ao redor de si para ver se alguém tinha notado. Definitivamente, estava insegura. 
Ainda assim, tinha algo nela que a tornava atraente. 
Talvez, fosse pelo fato de, em um mar de rosas da elite de Los Angeles, destacava-se como uma flor do campo singela e solitária, além de o rosto lhe parecer bonito e familiar. 
Não dormira com ela, disso tinha certeza. 
Tampouco a conduzira em um dos aviões da Sky High Air. E, decerto, não tinham trabalhado juntos. 
Então quem seria ela? Naquele instante, um garçom passou, e a adorável e desajeitada convidada pegou uma taça de champanhe, brindando o serviçal com um sorriso. 
O momento de descontração tornara-a mais do que apenas bonita. 
E, mesmo assim, o garçom não retribuiu o sorriso, o que irritou Shayne. 
Era óbvio que ela não fazia bronzeamento artificial, nem exibia a excelente forma física e os vários mililitros de silicone de outras mulheres no salão. 
Não era segura de si e saltava aos olhos que se sentia fora do seu elemento natural. 
No entanto, era uma convidada e, como tal, merecia a mesma deferência que as demais. 
Falaria com o garçom mais tarde, que por certo o ignoraria. 
As pessoas presentes naquela noite eram todas superficiais. 
Droga, ele próprio já fora assediado umas três vezes pelo menos, antes de a festa começar, incluindo uma vez por Michelle, uma ex-amante, que deixara de ver quando se tornara possessiva demais. 
Mas aquela jovem bela e desajeitada não estava assediando ninguém, aliás, tentava parecer invisível. 
Procurou manter os olhos nela, que lutava para prender algumas mechas de cabelo que tinham se soltado. Mas não parecia estar sendo bem-sucedida. 
Quem seria aquela moça? E o que estaria fazendo ali? 
Já que fora encarregado de promover a festa para uma das clientes mais ricas da Sky High, Shayne tinha a lista de convidados em mãos, uma lista que era um virtual 
"Quem é Quem" de Los Angeles, porque Sandra Peterson, a homenageada da noite, amava uma boa festa. 
E se as pessoas achavam estranho o fato de a socialite ter pedido à Sky High para organizar a recepção, e não a seus familiares, Shayne entendia. 
A flexibilidade e a dedicação da Sky High Air, bem como a habilidade em satisfazer qualquer exigência de um cliente eram inquestionáveis. 
A Sky High prestava serviço de alto nível, algo que Sandra apreciava, já que a própria família não seria capaz de organizar uma festa daquele calibre. 
Os enteados eram mimados em excesso. E a filha? Bem, havia rumores de que esta sofria das faculdades mentais. 
Não era de admirar, considerando a fortuna de Sandra. 
Uma riqueza de tal porte era passível de causar efeitos danosos às pessoas. Shayne sabia disso por experiência própria. 
Sua família também era composta por um bando de esnobes paranoicos e as mulheres com quem se relacionava, por sua vez, eram afetadas e enervantes. 
Por sorte, quase nunca saía com uma moça mais do que dois dias. 
Ele riu e voltou a se concentrar na adorável desconhecida que caminhou um pouco mais para o interior do salão, os olhos escuros movendo-se para a esquerda e para a direita, como se quisesse passar despercebida. 
Considerando que a maioria dos presentes faria qualquer coisa para chamar atenção sobre si, aquela atitude o fascinou. 
Esticando o pescoço, ela olhou para trás, aparentemente, não levando em conta a velocidade com que se movia, porque quando se virou para a frente outra vez, deparou com um vaso de plantas. Conseguiu se esquivar antes de bater, mas um dos saltos de seus sapatos quebrou e ela proferiu um palavrão que fez Shayne sorrir. 
Não, com toda certeza, a mulher não pertencia àquele lugar. 
 Prometera a si mesma que iria à festa. Não fugiria, não evitaria o inevitável, ergueria a cabeça e seguiria em frente. 
Mas quando se curvou para verificar o salto quebrado, Dani Peterson sentiu aquela resolução esvanecer. Correr feito louca para longe dali teria sido mais fácil. 
Maldição! 
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 ky High Air
1. Smart and Sexy
2. À mercê do desejo
3. Superb and Sexy

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Nas Asas Do Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Como se não bastasse Mel Anderson ter de organizar a bagunça que sua colega de trabalho deixa para trás, e seus funcionários darem mais trabalho do que produzem alguma coisa, ela agora tem de lidar com o único homem que esperava nunca mais ver... 
O homem que além de estar de posse da escritura do seu aeroporto, está de volta e procurando problemas. 
Ou melhor, na verdade, ele é o problema...
O mais incrível, irresistível e delicioso problema do mundo! 
Joe Black está determinado a reaver o aeroporto que pertence a sua família.
Ele não é nenhum tolo, mas a questão é que Mel também não é. 
Ela é intensa, teimosa e sexy, e muito... muito tentadora.
De repente ele se descobre pensando menos em vingança e mais em beijar, acariciar e mergulhar de pára-quedas nos braços daquela mulher encantadora... 


Capítulo Um 


Para Mel Anderson não havia nada mais gratificante do que voar. 
Nem andar a cento e cinqüenta quilômetros por hora em uma Ferrari, nenhum romance, nada. Não que tivesse algo contra o sexo masculino, mas voar sempre foi tudo para ela desde os quatro anos de idade, quando construiu duas asas de papelão e pulou de uma árvore, o que resultou em um tornozelo quebrado. 
Sua segunda tentativa aconteceu aos oito anos idade, quando saltou da cobertura da casa de dois andares da avó sobre uma pilha de folhas secas.
Não ganhou nenhum tornozelo quebrado dessa vez, mas sim uma bela contusão na parte posterior da cabeça. 
Aos doze anos, época em que a maioria das meninas se interessa por garotos, descobriu os aviões e aceitou um trabalho para limpar os assentos de um aeroporto local, apenas para ficar perto das aeronaves. 
Talvez porque não encontrasse felicidade em casa, ou não nutrisse muitas expectativas em relação ao futuro, a magia de voar era tudo com que sonhava. 
Queria ser piloto. Não qualquer piloto, mas um "ás" da aviação, que poderia voar em qualquer lugar, a qualquer hora e se sobressair no que fazia. 
Agora, aos vinte e seis anos, tinha tudo que almejara desde criança. 
Dirigia a própria companhia aérea, a Anderson Air, dona de um único Cessna 172 e um Hawker. Ter transformado suas asas de papelão em asas de titânio a fazia sentir um imenso orgulho. Bom seria se pudesse pagar todas as contas. 
Dinheiro, porém, assim como orgasmos, andavam escassos ultimamente. 
— Mel, o forno está com defeito outra vez! 
Mel suspirou enquanto caminhava pelo saguão de entrada do Aeroporto de North Beach, a pequena base operacional onde prestava seus serviços. 
O espaço confortável, pouco decorado, exibia alguns assentos de couro gastos, mesas de centro e vasos com coqueiros malcuidados. 
Duas paredes eram de vidro, com vista para a pista de pouso e decolagem e dois grandes hangares. 
Em um deles se encontrava o departamento de manutenção e, no outro, o departamento de atendimento a vôos noturnos. 
Além desses dois, havia uma fileira de catorze hangares menores, todos alugados para outras companhias. 
Mais adiante, ficava Santa Barbara e o Oceano Pacífico, onde ela habitualmente encontrava seus orientadores de pista e mecânicos das aeronaves pegando ondas em suas pranchas de surfe no horário de expediente. E
m uma parede distante havia um enorme mapa-múndi, pontilhado com percevejos coloridos que assinalavam diferentes lugares para onde ela e outros pilotos haviam voado. 
Os vermelhos predominavam. 
Ela era o vermelho, claro. Bastou olhar para o mapa para sorrir, orgulhosa.
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