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quinta-feira, 24 de março de 2016

A Noiva Ideal

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



Um amor para arrebatar corações e reacender as esperanças!

Erin Weller só queria ter uma vida normal. Porém, desde que salvara Travor Steele de uma multidão de mulheres enlouquecidas, sua vida era tudo, menos isso! Não era só o seu pulso que acelerava por causa da bela aparência de Travor. Todos estavam convencidos de que ele era o novo Elvis!
Travor não planejara constituir um lar em Memphis, mas a bela Erin o fazia ansiar por uma vida sossegada. Mas seria preciso muito esforço para convencer Erin de que ele era o noivo ideal...

Capítulo Um

— Ei, mamãe! Veja aquelas mulheres rasgando as roupas daquele rapaz!
Erin entrou no estacionamento, ao lado do imenso ônibus vermelho e preto, e pisou no freio quando duas mulheres puseram-se na frente de sua pick-up aos gritos.
— Veja! Estão brigando pela camisa dele! — o filho chamou-lhe a atenção.
As luzes do restaurante somavam-se a outras, tornando a cena indistinta. Erin estreitou os olhos, inclinando-se sobre o volante. Viu as pessoas dentro do restaurante, junto das janelas, apontando para fora. Cem metros adiante, um homem corria, tentando livrar-se de suas atacantes. Algo naquele homem parecia muito familiar.
— Devem estar fazendo um filme — Max declarou, empertigando-se no banco.
Erin olhou em volta.
— Não vejo nenhuma equipe de filmagem. Além disso, teríamos ouvido falar a respeito.
— Quem é ele, mamãe? Alguém famoso?
— Não sei, mas qualquer pessoa famosa seria louca se tentasse comer um hambúrguer num lugar como este.
Erin desviou a atenção do fugitivo para os cupons em sua bolsa.
— Veja só, mamãe! Nossa; como aquele homem corre!
Erin olhou. Em meio à semi-escuridão, tudo o que pôde ver foram mulheres descontroladas, gritando e tentando agarrar o homem sem camisa. Já vira isso antes; várias vezes, quando criança. Chegara a fazer parte de cenas como aquela, embora não por vontade própria.
Observou a cena, feliz por encontrar-se a uma distância segura. O estranho não parecia muito agressivo, ao tentar se defender. Ao contrário, parecia estar tentando conversar com as atacantes. Erin teve a impressão de ver os lábios dele se moverem, embora seu rosto estivesse escondido por um boné e pelos cabelos negros e longos.
Descobriu-se torcendo para que ele tirasse o boné e o usasse para afastar as mulheres que não paravam de gritar. O que ele não fez. Em vez disso, virou-se e correu, proporcionando um show de sombras.
— Algo está errado — Erin falou em voz alta.
— O quê, mamãe?
— Se ele é uma celebridade, o que está fazendo sozinho aqui? Talvez seja só um golpe de publicidade.
Os dois olharam em volta, mas não viram nenhum fotógrafo ou repórter.
— Pobre homem — Erin murmurou. — Se tentou ser descoberto e armou esta cena, acho que conseguiu mais do que planejava.
De repente, o estranho escapou do grupo de mulheres e, com energia renovada, correu a toda velocidade. Seus braços ergueram-se e ele puxou a aba do boné sobre o rosto.
No mesmo instante, os fregueses do restaurante que assistiam à cena, em sua maioria homens e crianças, saíram para o playground. Erin viu um jovem posicionar a câmera para tirar uma foto da celebridade, viu o homem mais velho que o tirou do caminho a cotoveladas, também na tentativa de conseguir uma fotografia.
Max pulou do banco do passageiro para o centro da pick-up.
— O que está fazendo? — Erin inquiriu.
— Temos de ajudá-lo, mamãe, mesmo que ele tenha feito de propósito.
— Não seja ridículo!