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quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Amor em Amsterdam

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Como um intruso poderia achar-se no direito de ocupar o quarto de Ivory?

Ivory foi acordada por uma voz rude. Arregalou os olhos e negou-se a acreditar no que viu. 
A seu lado, naquele quarto de hotel em Amsterdam, estava um desconhecido, coberto por um fino lençol!
O que estaria ele fazendo ali? Era sonho ou pesadelo? Envergonhada, tentou esconder os seios com as mãos.
O intruso ordenou-lhe que saísse do quarto dele! Senão cobraria muito caro...
Capítulo Um

— Quem é você, afinal?
O som de uma voz grave arrancou Ivory das profundezas do sono, deixando-a confusa. Quando caíra pesadamente na cama do hotel, na noite anterior, estava tão cansada que adormecera imediatamente, sem pensar em mais nada. As palavras, que acreditara ouvir, deviam fazer parte de um sonho estranho. O melhor era voltar a dormir.
— Poderia me dizer que diabos está fazendo em meu quarto?
A voz soou de novo, levando Ivory, desta vez, a despertar completamente. O choque de ouvir uma voz masculina na privacidade de seu quarto encheu-a de espanto. Voltou-se e seus olhos arregalaram-se de horror e medo, quando percebeu que havia um homem deitado na outra cama, ao lado da sua.
— Quem... Quem é... — balbuciou, mas sua voz saiu num sussurro, enquanto sua mente mal desperta tentava assimilar a figura masculina, de cabelos e olhos escuros, peito nu, que a examinava minuciosamente. Então, consciente de que seus ombros estavam totalmente expostos ao olhar daquele homem, Ivory puxou o lençol para cima.
— O que pensa que está fazendo em meu quarto? — conseguiu dizer e ficou até satisfeita, por notar que o tremor havia desaparecido. Sua atenção dirigia-se, de vez em quando, para o telefone, na tentativa de calcular as chances de chamar por socorro, caso o homem fosse algum maníaco.
Observava-o atentamente, pronta para agir, se ele fizesse menção de atacá-la. Contudo, ele não parecia ter essa intenção. Continuava ali, deitado indolentemente, com os olhos fixos nela.
— Pare de fingir — ele disse friamente, ignorando a pergunta que ela fizera — e conte logo qual é o seu jogo. O que quer que seja, posso lhe garantir que não vai funcionar.
Certa de encontrar-se na companhia de um louco, Ivory procurou disfarçar o medo que a dominava.
— Não sei o que você quer dizer... — começou, porém suas palavras foram interrompidas pelo movimento brusco do homem, ao sentar-se na cama. Tremeu e recuou um pouco, no momento em que o tronco musculoso virou-se em sua direção.
— Pare com isso — ele ordenou asperamente. — Eu não nasci ontem. Se for chantagem o que tem em mente, esqueça.
— Chantagem?! Não sei do que você está falando!
O estranho encarou-a irritado, como se não acreditasse no que ela dizia, mas indeciso sobre o que fazer naquela situação. Ivory, constatando que ele parecia muito preocupado em jogar a culpa sobre ela, resolveu atuar com firmeza.
— Não posso entender suas insinuações! — O tom gelado não era habitual em sua voz, comumente agradável. — Ficaria muito satisfeita se saísse daqui agora, visto que você é o intruso em meu quarto.
Mais uma vez, sentiu-se observada atentamente por aquele olhar escuro, que a avaliava, pesando o pouco que podia ver, já que apenas a sua cabeça, os cabelos desarrumados e seu rosto estavam descobertos. Após alguns segundos, a fisionomia do desconhecido abrandou-se e as palavras que pronunciou saíram menos ásperas, embora terrivelmente chocantes.
— Estava mesmo pensando em me levantar. — Ele moveu-se levemente, pronto para se desfazer do lençol. — Durmo sem roupa, mas tenho certeza de que...

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

O Segredo de Larah

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Ela não era livre para revelar seu amor a Stein.

Assustada com a força dos próprios sentimentos, Larah não consegue afastar a lembrança do beijo doce de Stein. 
Desde que chegou à Noruega, esse homem a fascina, embora a julgue uma interesseira sem escrúpulos, preocupada apenas com uma herança que até então desconhecia.
Mas não importa o que ele pense, nunca lhe revelará o motivo real de sua viagem. 
Nem que precise suportar-lhe a ira e, pior, esquecer o amor que floresce em sua alma...

Capítulo Um

Quando Larah Thornton desceu da balsa que a levara de Newcastle, na Noruega, sabia que não poderia mais voltar atrás em sua decisão.
Deu graças a Deus quando, ao chegar no hotel em que passaria a noite, conheceu um casal de meia-idade, os Pearson.
Não que lhes tivesse contado o verdadeiro motivo daquela visita à Noruega: tudo o que sabiam era que perdera a mãe havia um mês e, por isso, passaria uma temporada na casa de uma tia, em Dalvik. Ainda assim, conversando com eles, pôde extravasar o nervosismo e relaxar um pouco.
Ficara sabendo, então, que numa de suas viagens o casal se apaixonara pelo país, conhecendo-o de ponta a ponta. Tornou a vê-los na manhã seguinte enquanto procurava um lugar no abarrotado restaurante do hotel. A Sra. Pearson fizera questão de que se sentasse à mesa com eles.
— Queríamos revê-la antes que fosse embora — acrescentou a mulher, olhando de relance para o marido.
Ao sentar-se, Larah percebeu que havia sido assunto de uma conversa entre eles.
— Vamos para Geilo hoje e Norman disse que fica pertinho de Dalvik. Se quiser, podemos lhe dar uma carona até a casa de sua tia — ela anunciou, confirmando a suspeita.
Isso resolveria um dos problemas de Larah. Sabia que precisava tomar um trem até Geilo para chegar a Dalvik, mas não sabia como conseguiria chegar à cidadezinha falando tão pouco a língua daquele país. Até então encontrara muitos noruegueses que falavam inglês, mas teria a mesma sorte numa zona menos desenvolvida?
— Tem certeza de que não vou atrapalhar a viagem de vocês?
— Absoluta — o Sr. Pearson apressou-se a dizer, sorrindo como a esposa. — Já que ontem à noite nos disse que ninguém a espera...
— Sim, é uma visita surpresa — ela confirmou, esperando que seu sorriso escondesse a ansiedade que sentia. Temia que a visita fosse mais um choque do que uma surpresa para a tia.
Mais tarde, porém, começara a se arrepender por não ter seguido a viagem sozinha. Apesar da agradável companhia do casal, teria sido melhor se tivesse ido de trem até Geilo, pois àquela altura já teria chegado a Dalvik e enfrentado o encontro com tia Anne.
Mas, no ritmo em que viajavam, ainda não tinham sequer chegado a Geilo. Logo de início, o Sr. Pearson resolvera passear pela cidade, antes de partir. Depois, a caminho, Larah descobriu que, devido às estradas sinuosas, ninguém conseguia chegar com rapidez a lugar algum da Noruega, um país todo recortado por fiordes — golfos estreitos e profundos entre montanhas altas.
Além disso, o casal fazia questão de parar diversas vezes para admirar a paisagem, descansar ou se alimentar. Nessas ocasiões, conversavam bastante durante períodos não inferiores à uma hora.
Eram oito horas da noite quando chegaram a Geilo. Para desespero de Larah, o Sr. Pearson anunciou com alegria que se hospedariam num hotel e continuariam a jornada para Dalvik no dia seguinte. Como se não bastasse, resolveu que passaria ainda por cinco cidadezinhas, o que significava que chegariam ao vilarejo apenas à tardinha do dia seguinte!

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Na Terra dos Incas

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Fascinada por arqueologia, Brenda mal podia conter as exclamações de deslumbramento diante das ruínas de Machu Pichu. 

Para completar seu estado de felicidade, Alejandro Quintero estava a seu lado, e sem se mostrar arrogante e autoritário como de costume.
Com seus belos olhos acinzentados e um sorriso provocante, esse peruano de porte aristocrático fazia o coração de Brenda bater mais forte. Contudo, ela iria descobrir que Alejandro não passava de um mentiroso.

Capítulo Um

Brenda sentia-se radiante enquanto se preparava para ir jantar no restaurante do hotel em que estava hospedada. Ela chegara no dia anterior ao Peru, vinda da Inglaterra, e mal podia crer que afinal de contas fizera aquela viagem.
No entanto, decidiu não telefonar para a irmã, que também se encontrava no Peru, a fim de lhe contar que estava em Lima. Isso porque Edith se casara havia apenas dois meses e, na realidade, continuava em lua-de-mel. Ela e o marido haviam planejado um cruzeiro de três meses num iate luxuoso, mas depois de ver a casa que Dom possuía em Jahara, Edith resolvera voltar para lá. Mesmo porque fora em Jahara que os dois tinham se conhecido. Por essa razão o casal preferira encurtar o cruzeiro e retornar ao lugar que ambos adoravam.
Brenda sorriu ao se lembrar das coincidências ocorridas nos últimos meses e que haviam culminado com o casamento de sua irmã.
Tudo começara quando a madrasta de Brenda e de Edith recebera uma carta preocupante de sua filha do primeiro casamento, Audra, que no ano anterior fora morar na América do Sul. Impossibilitada de viajar, para saber o que estava acontecendo com a filha, a sra. Caster sugerira que uma das enteadas o fizesse.
Brenda, que desde a adolescência era fanática por arqueologia, prontificara-se para fazer aquela viagem. Mas como ainda não se recuperara de uma crise de pneumonia, fora persuadida pela irmã a mudar de ideia.
— Você não está em condições de viajar, querida — Edith lhe dissera na ocasião, ao ver Brenda fascinada pela possibilidade de conhecer a terra dos incas.
— Ah, Edith... — ela tentara protestar, os olhos verdes marejados de lágrimas.
As duas irmãs se pareciam muito; tanto na cor dos olhos, quanto nos cabelos ruivos e na tonalidade clara da pele.
— Sem "ah", querida... ninguém vai ficar tranquilo se você viajar nessas condições — Edith a interrompera num tom doce e amoroso.
Assim, Edith acabara indo ao Peru, enquanto a irmã permanecia de cama tentando se recuperar da doença.
Brenda ainda estava em convalescença quando, alguns dias mais tarde, Edith mandara notícias para a família, falando não só da meia-irmã Audra, como também de si própria. Dizia que ia retornar para casa com a garota e, de quebra, estaria acompanhada por um charmoso rapaz que conhecera durante a viagem.
Toda a família mostrou-se satisfeita ao receber a garota Audra, assim como Edith e seu namorado peruano, Domengo de Zarmoza. Desde a chegada ao aeroporto de Londres, o casal não se separara um instante sequer, como se ambos quisessem deixar claro para o mundo que estavam loucamente apaixonados. E a prova disso eles deram três semanas depois, marcando o casamento na pequena igreja de Ash Barton, a cidade natal da noiva.
A cerimônia contou apenas com os amigos e parentes de Edith, uma vez que os familiares do noivo não puderam se deslocar até a Inglaterra. Mesmo assim eles mandaram cartas e telegramas cumprimentando o casal.
— Espero que venha nos visitar em Jahara — Edith dissera a Brenda, quando os recém-casados se preparavam para retornar ao país de Domengo.
— Vou aparecer mais cedo do que você imagina


terça-feira, 15 de novembro de 2016

Ainda te Amo...

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




Ainda te Amo...

O reencontro com Elvis poderia mudar o destino de Soraya!
Vestidos deslumbrantes... joias caras... carros luxuosos... muitos pretendentes. Essa era a imagem conhecida de Soraya Maitland nas altas rodas da sociedade de Londres.
Ninguém desconfiava que a aparência sofisticada daquela moça era apenas um disfarce para encobrir um coração mortalmente ferido.
Quando Soraya tinha dezessete anos, Elvis Galbraith a desprezara, expulsando-a de sua vida. 

Agora, alguns anos depois, ele queria começar tudo de novo. E o pior é que ela ainda o amava!

Capítulo Um

Soraya olhou-se no espelho, encantada com sua própria imagem. A mulher sofisticada e charmosa que vislumbrava agora não tinha muito a ver com a moça simples que ela era na realidade. Afinal, não desperdiçara seu tempo: o resultado estava perfeito.
Roderick Drury já tinha anunciado sua chegada pelo interfone, mas Soraya não se apressou. Retocou a maquilagem, os cabelos, e alisou demoradamente a saia bem cortada que vestia. Ainda não se habituara ao prazer de escolher todas as roupas que desejava. Nem poderia ser diferente, uma vez que até pouco tempo atrás não sobrava dinheiro sequer para comprar meias de seda de boa qualidade.
Ao pensar no responsável pela mudança de sua condição financeira, o coração de Soraya se apertou. Pobre sr. Ollerenshaw! Só ela havia chorado em seu funeral... Fora a única pessoa a se importar com a morte daquele velho comerciante de minérios, dono de uma fortuna incalculável, que até então jamais suspeitara.
A terna lembrança veio acompanhada de outras menos agradáveis: o escândalo que a filha dele armara ao tomar conhecimento do conteúdo do testamento era inesquecível. “É injusto”, refletiu ela, indignando-se mais uma vez. Afinal, Cynthia Armitage herdara a maior parte da fortuna do pai.
Soraya sentiu-se tão mal com as ofensas da antiga patroa, que quase renunciou à sua parte. Porém, um bilhete do sr. Ollerenshaw a fez mudar de ideia: “Viva a vida, querida. E saiba que, se não aceitar este presente, não repousarei em paz”.
Como recusar uma parte na herança depois dessa maravilhosa “chantagem”? Além do mais, o bondoso senhor se prevenira contra a ganância da filha, deixando uma cláusula no testamento que destinava o dinheiro a um asilo, caso Soraya não o aceitasse.
Mesmo assim, Cynthia não desistira facilmente. Alegara que o pai sofria de distúrbios mentais, tentando, desta forma, invalidar o testamento. E foi apenas a falta de testemunhas que a obrigou a mudar de ideia.
Mas Soraya não tinha dúvidas a respeito da extraordinária lucidez do sr. Ollerenshaw. Qualquer um que conhecesse a maneira como Cynthia o tratava, compreenderia o testamento do rico comerciante. Apesar de residirem na mesma casa, a filha nunca lhe dera atenção e, se não fosse o empenho de Soraya, o pobre homem teria passado os últimos meses de vida em completa solidão.
“Bem, pensou ela, decidida a afastar os pensamentos desagradáveis da mente, “o que importa agora é que Cynthia não conseguiu destruir minha felicidade”.
Desde que sofrera uma decepção amorosa, oito anos atrás, Soraya aprendera a não permitir que as mesquinharias alheias prejudicassem sua vida. Nunca mais deixaria que alguém se aproveitasse de seu coração sensível.
Mesmo temerosa de que a imagem de sua desilusão lhe embaçasse os olhos bem pintados, Soraya trancou o apartamento e desceu para encontrar-se com Rod.
 Assim que a viu, ele abriu a porta do carro.
Sem se desculpar pelo atraso, nem agradecer a gentileza, Soraya sorriu friamente.
— Sempre pontual, hein, Rod!


quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Trilogia Promessa de Casamento

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Trilogia Promessa de Casamento
A tarefa parecia fácil... até Fennia perceber que teria de cuidar não só de uma criança, mas também de um homem!

Jegar Urquart precisa urgentemente de uma babá temporária para cuidar de sua sobrinha Lucie, que agora está sob seus cuidados. 

A mulher ideal para essa tarefa parecia ser Fennia Massey, que trabalha em um berçário e tem uma ligação muito especial com a menininha. Quando soube a razão pela qual Lucie estava sob a guarda do tio, Fennia não teve como se recusar a ajudar... 
Apenas tinha de resistir para não cair no papel de esposa temporária também! Por outro lado, Jegar precisava de uma mulher, embora nem mesmo ele reconhecesse tal necessidade. Afinal, ele podia comandar quase tudo, mas apenas um toque de mulher o faria feliz!

Capítulo Um

Fennia olhou novamente para o relógio. Sete horas! Onde eles estariam? Nenhum dos dois aparecera. Lucie Todd, uma garotinha de dois anos e meio, era o tesouro dos pais, e Marianne e Harvey Todd raramente se atrasavam para buscar a filha.
Kate Young, a proprietária do berçário, sempre colocara o interesse das crianças em primeiro lugar, e pensando naquilo, estipulará o horário de seis e trinta para a saída. Se os pais não pudessem obedecer a tal regra, teriam de procurar outro lugar para seus filhos.
Fennia levou Lucie para a cozinha e lhe serviu um suco enquanto se perguntava o que iria fazer. Aquilo tinha que acontecer bem naquele dia? Kate raramente saía cedo, mas naquela tarde, quando a maioria das crianças e das assistentes já tinha ido embora, recebeu um telefonema da escola do filho, informando que ele havia se machucado em um jogo.
— Vá — insistiu Fennia. — Eu cuidarei de tudo.
— Você tem certeza?
— Não há nada que eu não possa resolver — respondeu Fennia, fingindo segurança.
Percebendo que Lucie começava a bocejar, Fennia a pegou no colo, deu-lhe seu urso favorito, imaginando que aquela hora a menina já deveria estar em casa, pronta para ir dormir.
Então a levou para o quarto de descanso e a colocou em uma das camas. Após cobri-la, saiu do quarto, silenciosamente, para observar, através da janela, se havia algum sinal dos pais de Lucie.
Pensou em ligar para Kate, mas o acidente com Jonathan, um adolescente de dezesseis anos, parecera sério e não queria deixar Kate ainda mais preocupada.
Então voltou para ver a criança adormecida. Lucie parecia um anjo, muito diferente da criança que chegara aquela manhã, cheia de energia. Fennia desejou que Kate não houvesse saído tão apressada, pois assim não teria esquecido de deixar as chaves do arquivo onde estava o telefone dos pais de Lucie.
Voltou a olhar pela janela. Conhecia Marianne e Harvey Todd, mas não fazia a menor ideia de onde moravam. Sabia apenas que trabalhavam em uma grande agência de publicidade e ocupavam cargos de bastante prestígio.
Pensou em procurar o nome de algumas grandes agências na lista telefônica e tentar obter alguma informação com a telefonista, mas foi naquele momento que um carro esporte preto estacionou na porta da frente.
Seus ânimos se elevaram, mas quando viu um homem loiro, com porte atlético, com aproximadamente quarenta anos, descer do carro, desanimou-se. Ela não o conhecia e se perguntou o que aquele homem fazia ali, aquela hora.
Correu apressada em direção à porta, antes que ele tocasse a campainha, para não correr o risco de acordar Lucie.
Fennia abriu a porta no exato momento em que ele colocava a mão na campainha.
— Sim? — perguntou ela friamente.
— Você trabalha aqui? — perguntou ele, parecendo um pouco surpreso e analisando-a com seus olhos azul-acinzentados.
Fennia não sabia quem ele era ou o que queria, mas não se deixaria impressionar pela aparência cordial do homem, nem por suas maneiras gentis.
— Você é um pai? — Ela preferiu ignorar a pergunta do desconhecido.
— Não que eu saiba — respondeu o estranho, com um sorriso.
Que audácia!



Trilogia Promessa de Casamento
1- Um Amor Complicado
2- Babá e... Esposa?
3- Proposta Intrigante


quinta-feira, 30 de junho de 2016

Entrega por amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 


Quando o verdadeiro amor espera até a noite de núpcias!

Karrie apaixonou-se no instante em que Farne Maitland a convidara para sair. 
Fascinada pelo charme e seduzida pela força da masculinidade do jovem executivo, ela mal podia acreditar em tamanha felicidade...
Farne era um homem experiente, enquanto Karrie fora educada para casar-se virgem. 
Ele via apenas uma solução para esse problema: subir ao altar o mais rápido possível! 
Como seria este casamento se estivesse baseado somente na forte atração física que sentiam?

Capítulo Um

Aquela terça-feira começou como outra qualquer. Karrie levantou-se, tomou banho e vestiu-se para ir trabalhar. Pensou em prender em um coque os cabelos louros e lisos, que lhe chegavam aos ombros, mas acabou desistindo da ideia e deixou-os soltos. Só porque no dia anterior Darren Jackson dissera, com voz emocionada, que adoraria caminhar descalço sobre suas madeixas macias, da cor do milho maduro, não era motivo para ficar obcecada. Naquela hora, replicara, rindo:
— Poético, mas, mesmo assim, não vou sair com você.
Darren, que trabalhava no mesmo escritório, tentava sair com Karrie desde que ela fora admitida na Irving and Small, três semanas antes.
Estudou sua aparência no espelho e sentiu-se bem, vestindo o conjunto cor de laranja, pronta para enfrentar mais um dia de trabalho. Lançou um último olhar ao espelho, relembrando as palavras de Darren, e sorriu. Em seguida, saiu do quarto e desceu a escada.
Mas o sorriso desapareceu como por encanto, ao entrar na sala de jantar. A frieza era quase palpável. Seus pais não estavam falando um com o outro. Bem, isso não era novidade. Karrie crescera em um lar onde olhares furiosos e silêncios glaciais, alternados com discussões e brigas terríveis, faziam parte do cotidiano.
Para não dar a impressão de que tomava partido de um ou de outro, cumprimentou, sem dirigir o olhar a nenhum dos dois:
— Bom dia!
O pai, Bernard Dalton, a ignorou. Ainda não perdoara a filha por ter pedido demissão de sua firma para empregar-se em outra empresa. A mãe também não respondeu à saudação, mas investiu com sarcasmo:
— Seu pai teve a delicadeza de me telefonar às sete da noite, ontem, para dizer que estava "muito ocupado" para ir ao teatro, como havíamos combinado!
— Que pena — murmurou Karrie, solidária. — Bem... quem sabe... 

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Algemas Partidas

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Ao descer do avião, Cally respirou fundo, satisfeita. 

Finalmente chegava ao México! Os laços que a prendiam ao passado estavam cortados e a liberdade despontava em sua vida como o sol tórrido daquela terra quente e bonita. Mas... onde estava Rolfe, o irmão que ia ajudá-la nessa aventura? O medo começou a turvar o encantamento de uma promessa de vida nova. Rolfe havia desaparecido, deixando-a sozinha para pagar por um crime do qual ela nada sabia. 
Num terrível suceder de acontecimentos, Cally viu-se frente à fúria de Zarazua Guerrero, um mexicano disposto a levar sua vingança aos limites da loucura. Era loucura obrigar um inocente pagar pelo criminoso; era loucura do ódio nascer uma paixão!

Capítulo Um

Mais duas horas de espera! Cally olhou para o relógio, nervosa. Nunca havia viajado para fora do país e uma sensação diferente e estranha tomava conta de seu corpo. Agora já não tinha tanta certeza de que estava agindo bem. Não tinha sido fácil tomar a decisão de ir embora. Seu pai, Bernard Shearman, dera a ela e ao irmão Rolfe uma educação extremamente rígida e, embora Cally já estivesse com vinte e três anos, não havia conseguido fugir totalmente do controle paterno.
O velho Bernard nunca permitira que os filhos frequentassem a universidade, nem que tivessem suas próprias amizades. E, havia dois anos, Rolfe se rebelara e resolvera sair de casa. Havia insistido muito para que Cally fosse embora também e deixasse o pai sozinho com seu moralismo. A princípio, a idéia de sair de casa na companhia de Rolfe parecera maravilhosa... Mas, depois, mudara seus planos e resolvera ficar.
Cally não sabia bem se havia sido por amor a seu pai ou apenas por obrigação que tinha decidido não acompanhar Rolfe. O velho Bernard precisava dela, todos sabiam. Se não fosse a filha, quem iria preparar a comida dele, engraxar seus sapatos e manter a casa sempre impecavelmente limpa?
Uma senhora, sentada a seu lado na ala de espera do aeroporto de Miami, percebeu seu nervosismo e perguntou se tudo estava bem.
— Estou bem, obrigada — Cally respondeu, rapidamente. A mulher lançou-lhe um olhar desapontado, mostrando que a rispidez da resposta a havia ofendido. Não fora essa a intenção de Cally, mas como podia explicar que não estava com disposição para conversar?
Embaraçada, abriu a bolsa e apanhou uma carta, cujo conteúdo já sabia de cor. Fora enviada do México havia dois anos por Rolfe. E tinha chegado no momento em que as coisas pareciam mudar em sua casa. Cally começou a ler e logo as lembranças começaram a povoar sua mente. Havia dois meses, pegara uma gripe fortíssima que a deixara de cama por alguns dias. Havia ficado abatida, fraca e cansada, e completamente incapacitada de cozinhar. Bernard Shearman não sabia sequer fritar um ovo, e então resolvera fazer suas refeições fora de casa.
Durante um jantar, num restaurante da cidade, ele conheceu e fez amizade com Elma Bates, uma viúva cinco anos mais moça que ele. Logo se apaixonaram.
Cally se lembrava bem do primeiro dia em que Elma apareceu em sua casa.
— Quero que nos sirva alguma coisa — dissera seu pai, visivelmente ansioso com a visita. — E faça o favor de ser delicada e atenciosa com Elma. Ela é uma mulher muito fina!

terça-feira, 25 de novembro de 2014

O Anel da Noiva

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
A farsa e o anel! 

Yorke Mackinnon estava determinado a recuperar o anel de esmeraldas da avó que fora roubado. 
Só não imaginava encontrá-lo com uma mulher tão sedutora... Sabina estava tomando conta do anel de noivado de sua melhor amiga. 
E só porque Yorke aparecera com uma história absurda sobre o anel, ela não iria humildemente devolvê-lo. 
Isso, claro, se conseguisse resistir ao poder de sedução daquele homem!  



Capítulo Um 

Sabina levou uma xícara de café até a sala de estar, lá, sentou-se em uma cadeira e ficou refletindo sobre a calma que reinava ali, no apartamento de Natalie. 
Não que ela fosse barulhenta, mas a amiga estava viajando; e tudo parecia muito silencioso sem ela. As duas eram amigas desde a escola, mas fazia apenas três meses que Sabina fora morar com Natalie. 
Bem, não fora exatamente morar com ela, pois Sabina já estava sabendo que Natalie logo iria partir numa longa viagem ao redor do mundo, e que iria ficar sozinha no apartamento. 
— Venha comigo, Sabbie — Natalie convidara a amiga. Era tentador, mas Sabina rejeitou a oferta. 
— Não acho que meus pais... — ela começou, e não precisou dizer mais nada. 
— Oh, é mesmo, seus pais... — Natalie disse. 
Ela mesma passava mais tempo com os pais de Sabina do que com os dela. Essa conversa ocorrera quase quatro meses atrás, Sabina divagou, e continuou pensando em como os pais já tinham seus quarenta anos quando ela, a única e desejada criança, nascera. 
Seus pais a amavam muito. Provavelmente era por isso que costumava ser assaltada por um sentimento de culpa quando considerava o amor deles, sua necessidade de protegê-la, um tanto exagerados. 
Eles tentaram não ser muito superprotetores; ela percebia isso no modo como a encorajavam a fazer amizades. Não que tivesse muitas, pois, talvez por conta da educação rígida que tivera, ela havia se tornado uma garota tímida. 
Não deixava de ser um pouco surpreendente, portanto, que sendo ela assim tímida, talvez seletiva, tivesse se tornado amiga justamente da mais arrojada e extrovertida garota da escola. 
Para começar, seus pais não gostaram de Natalie e de sua atitude franca. Mas, à medida que foram conhecendo a moça e descobriram como se sentia rejeitada pelos próprios pais, eles passaram a confortá-la. Ela e Natalie haviam terminado o colegial e entrado na faculdade de administração juntas. Enquanto Sabina fora trabalhar com o pai, Natalie, uma loira atraente, pulava de um emprego a outro. 
A primeira experiência de Natalie malogrou quando ela se apaixonou pelo patrão. Ela achava que ele também a amava, pois o próprio lhe dissera isso, mas acabou descobrindo a mentira quando ele se casou com outra. As pessoas estavam passando Natalie para trás. 
— Essa é a última vez! — ela declarou, para depois se apaixonar uma segunda e então uma terceira vez, ambas terminando muito mal. Sabina se preocupava com a amiga. Natalie, que fora tão pouco amada na vida, estava à procura de amor, e continuava sendo enganada por aqueles a quem amava. 
Natalie não queria mais saber de homens. Ela contou a Sabina que estava farta do mundo masculino e do emprego atual, e que agora só queria viajar e conhecer o mundo. 
O dinheiro não era problema; recebia uma pequena mesada do pai, dada, segundo ela, para substituir o afeto que lhe era negado.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Perfume de Paixão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 

De repente, em meio aos arbustos 

floridos do jardim, surgiu o homem que Keely mais temia e desejava: Laurence Varley. 
E ela não pôde evitar seus beijos de fogo, suas carícias tentadoras, sua sedução inescrupulosa. 
Como esquecer que aquele homem a humilhara, acusando-a de interesseira e leviana, querendo comprar seu amor?
Laurence jamais iria supor que ela lhe reservava uma vingança que o faria arrepender-se de tê-la feito sofrer tanto. 


Capítulo Um 

Ao ouvir a voz radiante de sua mãe ao telefone naquela sexta-feira de manhã, convidando-a para almoçar, Keely imaginou que devia ser algo importante. Afinal, Catherine Macfarlane raramente ligava para ela no escritório, mesmo sabendo que o patrão não se importava. 
— Qual o motivo de tanta felicidade? — Quis saber logo. 
— Você não pode imaginar! — exclamou a mãe. 
— Já sei, o Sr. Varley comprou uma nova máquina de lavar pratos. 
— Ora, deixe de brincadeiras. É muito mais que isso.
Como Catherine se recusasse a falar por telefone, combinaram o restaurante para o encontro. Keely pôs o fone no gancho, levantou-se e foi até a sala do chefe. Gerald Cullen, ao vê-la entrar, ergueu os olhos dos papéis que examinava e sorriu, quando ela falou: 
— Você se importa se eu me atrasar um pouco na hora do almoço? 
— Só se você prometer que não vai desistir do nosso encontro de amanhã. 
— Claro, nem penso nisso! Depois da dificuldade que você teve para conseguir as entradas de teatro... — O sorriso de Gerald murchou, como se ele esperasse uma explicação. 
— Vou almoçar com minha mãe. — Num instante, o sorriso dele reapareceu. 
— Ela virá da casa dos Varley? 
— Ah, você lembrou? 
— Não esqueço nada do que você me conta — ele disse, de modo insinuante. 
No fundo, Keely preferia não sair de novo com ele. Sabia que tinha a intenção de conquistá-la. E, apesar do charme daqueles cabelos grisalhos e das maneiras educadas, não estava nem um pouco interessada. Ele a constrangia com sua atenção excessiva. 
Na primeira noite em que saíram juntos, seis semanas atrás, quisera saber tudo sobre ela e a família, mostrando-se interessado quando soubera que a mãe dela era a nova cozinheira dos Varley. 
Afinal, a Gerald Cullen & Associados mantinha negócios com as Indústrias Varley fazia muito tempo, antes mesmo de ela entrar na empresa, há dez meses atrás. 



segunda-feira, 21 de abril de 2014

Retalhos de Lembranças

ROMANCE CONTEMPORÂNEO





Um avô rabugento e primos antipáticos, foi o que Alessandra encontrou quando decidiu conhecer o lugar onde haviam nascido seus pais.

Ferny Druffield era uma linda região e sua família parecia não ter problemas financeiros.
Mas Alessandra, mesmo órfã e pobre,não viera ali buscar refúgio ou carinho; viera apenas para cumprir um desejo secreto de sua mãe.
Por isso não podia aceitar as acusações de aventureira e mercenária que Matt Carstairs lhe fazia.
Aquele homem arrogante se apoderara das terras, da empresa, da casa de sua família e não tinha escrúpulos em demonstrar que poderia se apossar até do coração de Alessandra!

Capítulo Um


Os planos de Alessandra para aquele fim de semana começaram a ir por água abaixo no momento em que desceu na pequena estação de Ferny Druffield e se aproximou do carregador.
— Será que o senhor poderia me informar onde fica o hotel mais próximo? — perguntou ao homem gorducho, inclinado sobre uma pilha de caixotes. 
Ela e as caixas de papelão foram às únicas á descerem naquela estação ferroviária. 
— Hotel? — Ele se endireitou, e fez uma cara, como se tivesse ouvido a coisa mais absurda. 
— Não há um hotel em Ferny Druffield? — insistiu esperançosa, já desconfiando da resposta, antes mesmo que ele balançasse a cabeça, negativamente. 
— Mas... Uma pensão, um quarto... Onde eu possa passar a noite? — sugeriu Alessandra. 
— Só Crossed Keys e o Social Club — respondeu, olhando a moça bonita, de cabelos dourados; levemente despenteados pela brisa do outono. 
— E eles não aceitam hóspedes — informou o homem.
 Sem se preocupar com o nervosismo da moça, continuou a inspecionar os caixotes trazidos pelo trem. Nervosa, mudando a maleta de mão, Alessandra não sabia o que fazer. 
Lembrou as últimas palavras da mãe antes de morrer, um mês atrás... E aquela carta; se não fosse por isso, ela ainda estaria em Londres. 
Acontece que resolvera passar um dia e uma noite em Ferny Druffield, para conhecer o lugar onde seu pai e sua mãe haviam morado tanto tempo. Depois iria para seu destino final, que era Roseacres, mas... Bem, deveria ter feito uma reserva antes. De qualquer forma, agora tinha que planejar tudo de novo. 
— Onde posso tomar um táxi? — perguntou ao carregador interessadíssimo nas caixas. 
— Depende — respondeu ele, o que não era nada animador. 
— Depende do quê? — perguntou Alessandra, pondo a maleta no chão, porque pelo jeito não iria a lugar nenhum nos próximos minutos. 
— A que distância a senhora quer ir? — o homem perguntou sério. 
— Roseacres — e viu que finalmente ele começava a se interessar. 
— Está falando na casa dos Carstairs e dos Todd? Ah, então era assim que a propriedade era chamada! 
— Exatamente. 
— Ficam distante daqui mais ou menos cinco quilômetros — esclareceu. 
— Posso dar uma ligada para Jim Lasky e ver se ele pode largar um pouquinho suas tão famosas orquídeas. 
— Ah, seria tão bom! Um grande favor... — Alessandra sorriu, e achou que afinal estava conseguindo alguma coisa, quando ele entrou no prédio da estação. Não era nada agradável chegar a Roseacres hoje, pensou, esperando. 
Só a perspectiva de ter que enfrentar o avô que nunca vira antes á deixava, irritada. Bem que precisava de uma noite, ali pelas vizinhanças, para se acostumar à idéia. Parece até que adivinhara qualquer coisa ao colocar o vestido de linho para viajar, e não um jeans. Era um bonito vestido verde, de saia pregueada, e a echarpe de bolinhas, contrastando com o vestido, dava certa graça despretensiosa. Aliás, era o que tinha de mais elegante no seu limitadíssimo guarda-roupa. 
— A senhora está com sorte. Jim já vem vindo — disse o carregador, olhando sua maleta com alguma curiosidade.
— Está procurando emprego, não? 
— Não, não — respondeu rapidamente, pois sabia que qualquer coisa que dissesse, seria motivo para futuros falatórios, naquele lugarejo. Nem pensar em dizer que viera para conhecer o avô. 
— Vou esperar lá fora — resolveu. 
Em pé, em frente à estação, sentiu ressurgir o ódio por aquele homem, ódio que a atormentava. Via de novo o nome dele em letras de forma, embaixo da carta que descobrira entre as coisas de sua mãe. 
A carta era de seis anos atrás e acusava o recebimento da notícia da morte de seu filho, o pai de Alessandra.


domingo, 13 de outubro de 2013

Um Cantinho no Coração

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 


Colly Gillingham está em apuros. 


Ela tem uma semana para empacotar suas coisas e sair de casa. Pela primeira vez na vida, precisava de um emprego, e rápido! 
Então, lendo em um anúncio a oferta de uma vaga de secretária, Colly corre atrás da oportunidade. 
No momento em que Silas Livingstone põe os olhos nela, sabe que é exatamente a mulher que ele está procurando. 
Mas, na verdade, a vaga é para esposa de conveniência. Será que Colly vai aceitar a oferta? 

Capítulo Um 

Ela o tinha visto pela primeira vez no funeral de seu pai, e não esperara vê-lo novamente. 
Mas lá estava ele, parado à sua frente, alto, como ela se lembrava, com cabelos escuros e com cerca de trinta e poucos anos. 
Colly não tivera a oportunidade na época de descobrir quem ele era. Sua madrasta, apenas cinco anos mais velha do que ela, o tinha monopolizado durante a cremação, depois do velório. 
— Vá até a casa para tomar um refresco — Colly havia escutado claramente o convite de Nanette. 
Ele declinara suavemente, parecendo querer ir até Colly oferecer-lhe as condolências, mas ela estivera entretida com outras pessoas e tinha se virado. 
Todavia, agora estava no edifício da companhia Livingstone, e ele lhe falava, desculpando-se que o Sr. Blake, o homem com quem ela marcara uma entrevista, estava infelizmente incapacitado naquele dia. 
— Silas Livingstone — apresentou-se. 
Colly não sabia o nome dele, mas ele obviamente sabia o seu. 
— Se você puder esperar dez minutos, estarei livre para entrevistá-la no lugar do Sr. Blake. 
— Não seria melhor que eu marcasse uma outra hora? — Ela preferia não fazer isso. Já estava nervosa o bastante para a entrevista, e não tinha certeza se um dia teria a coragem de voltar.
— De maneira alguma — replicou ele, alegremente. 
— Eu a atenderei em pouco tempo — acrescentou, e se afastou em direção ao escritório mais próximo. 
— Quer que eu espere em algum outro lugar? — Colly perguntou para a secretária esperta, na casa dos quarenta, que parecia estar lidando com três tarefas ao mesmo tempo. 
— Não — Ellen Rothwell respondeu com um sorriso amável. 
— O Sr. Livingstone tem um dia ocupado. Agora que encontrou uma brecha para você, vai querer que esteja no lugar combinado. Colly sorriu em retorno, mas decidiu não dizer mais nada.
A situação já era embaraçosa o bastante, uma vez que, como Ellen Rothwell tinha explicado, a secretária atual de Vernon Blake havia telefonado para todos as outras candidatas e cancelado os horários daquele dia. Porém, ao ligar para a casa de Colly, tinha sido informada de que ela estava fora e não havia como contatá-la. 
Ela já sabia que a madrasta possuía uma tendência a ser malvada. Recusar-se a lhe telefonar no número que ela estivera o tempo todo, apenas endossava esse fato. 
Colly reprimiu um suspiro e tentou pensar na entrevista que teria a seguir. Vernon Blake era o diretor europeu da Livingstone Desenvolvimentos, e estava procurando uma secretária sênior que falasse diversas línguas. 
O salário anunciado era fenomenal e, uma vez que Nanette queria que ela se mudasse, se Colly tivesse sorte o bastante para conseguir o emprego, poderia alugar uma casa para morar e ser independente.
Este tinha sido seu pensamento quando vira o anúncio. Nunca mais dependeria de ninguém. 
Uma secretária sênior de muitas línguas. O que havia de tão difícil nisso? Ela sabia digitar e, embora não falasse diversas línguas fluentemente, uma vez tinha sido muito boa em francês e italiano, assim como em espanhol e alemão. 
O que mais uma secretária precisava? Observando Ellen Rothwell lidar com telefonemas, anotar em rápida estenografia e então calmamente decidir o que representava algum tipo de problema, Colly percebeu que era preciso muito mais para ser secretária. 
E que experiência tinha na área? Absolutamente nenhuma!

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Adorável Solteirão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Ela estava perdidamente apaixonada! 

O que Merryl faria sem o sedutor e insinuante Robert Montgomery? 
Sua vida familiar era um desastre e, para piorar, ela sofrera um assalto depois de vender um anel para ajudar financeiramente o irmão. 
Foi Robert quem a socorreu e se ofereceu para repor o dinheiro perdido. 
O orgulho de Merryl a impedia de entregar-se à paixão que sentia por Robert, antes de encontrar um meio de saldar a dívida. 
Ele propôs uma solução: ela deveria fingir-se de namorada dele por um ano! 
No começo, Merryl achou que não seria difícil cumprir o trato, saindo com o adorável solteirão. 
Até que Robert começou a exigir mais do que o acordo permitia... 

Capítulo Um 

Definitivamente, aquela era uma fase difícil na vida de Merryl Shepherd. 
A caminho do ponto de ônibus, numa rua tranqüila de Londres, ela cruzou dois dedos da mão esquerda sobre a bolsa a tiracolo e tentou ver o lado bom das coisas. 
Levava dinheiro suficiente para apagar o olhar triste da face de Jeremy, seu irmão. 
 Não passava de duas mil libras, muito menos do que tinha esperado obter com a venda do anel de safira que a mãe lhe deixara. 
Aceitara a humilhante avaliação como único meio de tirar os credores de sua porta, visto que, seis semanas antes, o irmão, um gerente financeiro atirado ao desemprego pela onda de fusões entre bancos, mudara-se para sua residência com a mulher e os três filhos. 
Não pudera negar-lhe um teto. Por herança, Jeremy tinha todo o direito de morar no sobradinho simples do bairro de Surrey, que ela habitava. 
Naquele dia, o irmão havia emprestado o carro dela para comparecer a mais uma entrevista de seleção profissional. A busca por emprego já se estendia por um mês, durante o qual o surrado automóvel de Merryl se tornara um bem coletivo, de toda a família. Mas Jeremy precisava mais do que ela. 
E, se fosse bem-sucedido, poderia contar com um automóvel da empresa, junto com o novo cargo. Também no mesmo dia, calhou de o patrão de Merryl, Dennis Chapman, pedir-lhe para apanhar, de passagem, alguns documentos no escritório de uma firma associada. 
Já acontecera antes, e Dennis, sem dúvida, dera como certo que Merryl iria de carro. 
Os pensamentos dela recaíram na confusão em que afundara Jeremy. 
Se tivesse confidenciado seus problemas a algum parente, um ano antes, teria sido possível encontrar uma solução. 
Mas o irmão escondera a situação de todos, sobretudo da mulher, a sempre derrotista Carol, então grávida do terceiro filho. 
Soubesse ela que o marido devia muito dinheiro, talvez o tivesse animado, em vez de mostrar-se hostil e deprimida. Um ano antes...
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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

À Espera do Amanhã

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Fereday Twins








Tudo é possível para quem sabe esperar...

Josy Fereday não estava interessada em um novo casamento. Viúva morava junto com a irmã recém-casada.
Mas a última coisa que desejava era atrapalhar a vida dela.
Foi então que Dacre lhe ofereceu a solução perfeita: um emprego e um lugar onde morar.
Também a pediu em casamento, mas isso Josy nem sequer sonhava aceitar...
Dacre Banchereau era um homem paciente.
Pedira Josy em casamento e estava disposto a esperar até que a mulher de seus sonhos estivesse pronta para se casar, ou acabasse se apaixonando por ele...

Capítulo Um 

 Josy olhou através da janela da grande balsa e deixou escapar um suspiro. 
Somente depois de prometer a si mesma que voltaria da França na época do Natal, reunira coragem suficiente para deixar a casa que dividia com o pai, a fim de começar uma nova vida. 
Mesmo sendo obrigada a admitir que estava extremamente nervosa, devido à incerteza dos acontecimentos futuros, não podia deixar de se sentir satisfeita por haver tomado a decisão que adiara por tanto tempo. 
De fato, demorara tanto que ainda estava surpresa com a paciência de Dacre Banchereau. 
Afinal, aceitara o emprego seis meses antes e não pudera cumprir o acordo desde então. 
De súbito, seus pensamentos se voltaram para os problemas que sempre tivera com a família. 
Logo depois de deixar a escola, continuara morando com o pai viúvo. 
Alguns anos mais tarde, ela e a irmã gêmea, Belvia, completaram vinte e um anos, e só então tiveram direito a receber a herança que a mãe havia deixado para as duas. 
Josy comprara um carro e Hetty, uma égua amável e obediente. 
Ela deixou escapar outro suspiro ao se lembrar de Hetty. Fora muito difícil deixá-la, mas seis meses passariam rápido. 
Além do mais, Tracey, uma vizinha da propriedade de seu pai, prometera cuidar muito bem da égua, e Josy sabia que poderia confiar nela.
Por um momento, os belos olhos castanhos demonstraram uma sombra de tristeza. 
 Queria poder apagar da mente as lembranças ligadas àquele estábulo. 
Entretanto, elas insistiam em voltar a torturá-la. 
Fora naquele mesmo lugar que conhecera Mare, um francês tímido e atraente, que trabalhava no local. Algum tempo depois de conhecê-lo, tomara a decisão mais importante da sua vida: casara-se com ele em junho do ano anterior. Josy levou a mão aos lábios, contendo uma onda de emoção. 
Haviam decidido visitar os pais de Mare e passar a lua-de-mel em um vilarejo próximo de Nantes, porém, ele morrera antes mesmo de completarem vinte e quatro horas de casamento. 
Mare perdera a vida em um acidente de cavalo, e a lembrança do terrível acontecimento, ocorrido dez meses antes, ainda causava uma dor profunda em Josy. 
Ela tentou esquecer o assunto e pensar na nova vida que estava determinada a iniciar. 
Sabia que nunca mais voltaria a se casar, embora ainda estivesse com vinte e três anos.
Por outro lado, também não se sentia satisfeita com a idéia de servir de governanta para o pai pelo resto da vida. Depois da maneira indiferente como ele sempre a tratara e a irmã, Josy não se sentia devedora de nenhum favor ao pai. 
Em parte, também fora por causa de Belvia que ela decidira sair da Inglaterra durante algum tempo. 
Sua irmã era uma pessoa maravilhosa e estava no primeiro ano de casamento, por isso não queria incomodá-la.
O mais importante era que Belvia aproveitasse cada minuto ao lado do marido, Latham. Dacre Banchereau, primo de Mare, era um banqueiro com quem Josy se encontrara apenas duas vezes. 
Ele estivera na Inglaterra no final de setembro, para tratar de negócios, e lhe fizera uma visita de cortesia. Josy dera graças por Dacre falar inglês muito bem, pois ela não falava quase nada em francês. 
Apesar disso, para seu maior espanto, ela que sempre fora tímida demais, desde a infância, não encontrara dificuldade em manter uma conversa agradável com Dacre, embora ele fosse quase um estranho. 
Porém, sua timidez ressurgira com total intensidade quando ele a olhara por cima da borda da xícara de café e perguntara: 
— Você está bem, Josy? 
— Sim, claro — respondera ela, sem muita convicção. Entretanto, antes que pudesse acrescentar algo a seu favor, Dacre depositou a xícara sobre o pires e disse: 
— Parece pálida. Tem pelo menos caminhado um pouco ao ar livre? 
— Sim, ando pelo jardim, saio para fazer compras e... E...
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 Fereday Twins
1. The Sister Secret
2. À Espera do Amanhã

sábado, 10 de março de 2012

Surpreendidos Pelo Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




Tudo aconteceu muito rápido! 


 Gabrel Langford sugeriu a Ellena que se casassem, para ganharem a custódia da pequena Vitória. 


Ela levou alguns segundos para se recuperar do choque, um dos muitos, desde que os pais da menininha haviam desaparecido. 


Gabriel falou que precisavam de uma certidão de casamento o mais breve possível, do contrário, Vitória ficaria sob a guarda de pessoas que não a amavam. 
Pelo bem da sobrinha, Ellena tornou-se a sra. Langford. Gabriel insistiu que deviam viver na mesma casa como marido e mulher para manter as aparências. 
Tudo bem, até que se apaixonaram e começaram a pensar o que aconteceria, se os pais de Vitória fossem encontrados. 


Capítulo Um 


Ellena olhou horrorizada para a televisão ao ouvir a notícia de que havia ocorrido uma avalanche nos alpes austríacos, perto de onde Julianne estava passando as férias com Kevin. 
Não conseguia pensar com clareza enquanto o apresentador anunciava que não havia chances de encontrar sobreviventes. 
Incrédula, aos poucos foi se recuperando do choque e disse a si mesma que estava entrando em pânico desne¬cessariamente porque naquela mesma manhã tinha re¬cebido um cartão-postal da irmã. Mas refletiu que devia ter sido colocado no correio havia dias. Apressou-se em encontrar o cartão-postal na esperança de que estivesse escrito o número do telefone do hotel no qual Julianne e o namorado estavam hospedados. 
Ao ler o número, correu para o telefone e fez a ligação. A linha estava ocupada e continuou ocupada durante a meia hora seguinte. 
Talvez Julianne estivesse tentando telefonar, pois devia desconfiar que Ellena se preocuparia. Ellena pousou o fone no gancho e esperou alguns minutos. 
Nada. Provavelmente, todas as linhas do hotel estavam ocupadas. Talvez Kevin houvesse entrado em contato com sua família, até porque Russell, um de seus dois irmãos, ficara com Vitória, filhinha dele e Julianne, enquanto os dois viajavam. Ellena deu graças aos céus por ter insistido em ficar com o endereço e o número de telefone de Russell. Nunca conhecera alguém da família de Kevin e, quando telefonara para saber como Vitória estava, Pamela, mulher de Russell, fora fria e áspera. Mas, naquele momento, Ellena estava pouco se importando com a frieza de Pa¬mela Langford, pois queria saber notícias de sua irmã. 
— Alô, Russell. Aqui é Ellena Spencer, irmã de Julianne. — De súbito, ela tomou consciência de que ele podia não ter recebido nenhum telefonema de Kevin e que, se também não tivesse assistido ao noticiário, seria ela quem daria a má notícia. 
— Sabe alguma coisa de Kevin? Ele telefonou? — Ellena perguntou. — Recebemos um cartão-postal, hoje de manhã. — Tentei telefonar para o hotel, mas só dá ocupado. 
— Tente não se preocupar. De acordo com o noticiário a que assistimos, aquela área estava interditada. Eles não devem ter ido lá. Ellena ficou desesperada. 
Era dois anos mais velha que Julianne e dera o melhor de si para cuidar dela, desde que os pais morreram, escalando uma montanha, havia cinco anos. 
E a irmã adorava o perigo, portanto..
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domingo, 16 de outubro de 2011

Feitiço Húngaro

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Ao chegar à Hungria, Emma estava determinada a livrar-se o mais rápido possível da tarefa que seu pai lhe impusera: posar para o famoso pintor Zoltan Fazekas.

Porém, ao deparar-se com o excêntrico artista, seu coração bateu acelerado.
Era o homem mais atraente que já vira, e com um olhar encantador e enigmático...
Emma procurou dominar o turbilhão de emoções que a assolava, mas um estranho feitiço a prendia a esse homem.
Agora, tinha certeza de que esse encontro mudaria radicalmente sua vida...

Capítulo Um

— Minha querida, não posso fazer mais nada. Seu pai mudou de idéia; terei de cancelar a viagem. — Constance Thorneloe suspirou com tristeza.
Consternada, Emma olhou para a mãe, mal podendo acreditar no que ouvia. Bastara um rápido telefonema de Rolf Thorneloe para os sonhos e planos de Constance desabarem como frágil castelo de cartas.
Por mais que amasse e respeitasse o pai, naquele momento Emma considerou-o um homem injusto; na verdade, um egoísta.
Sabia o quanto Constance desejara aquelas férias na América do Sul e, faltando um mês para a viagem, anunciava que não iria mais e sem o menor remorso pela frustração que causava.
Contudo, lá estava Constance tentando defendê-lo, como sempre.
— Sabe, minha filha, acho que eu estava exigindo demais. Pobre Rolf!
Afinal deve ser muito difícil afastar-se dos negócios por tanto tempo. — Ela desculpou-se, procurando esconder o desapontamento.
— Mas por que ele não falou antes? — Emma protestou, sentindo uma súbita irritação contra a eterna docilidade da mãe.
— Com esforço, engoliu a raiva e acrescentou: — Você e papai não têm férias juntos há anos...
— Eu sei, querida, mas...
Exasperada, Emma deixou de prestar atenção nas palavras da mãe e concentrou-se nos próprios pensamentos. Começava a desconfiar que o pai jamais tivera a intenção de sair de férias para lugar nenhum e muito menos para a América do Sul.

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domingo, 18 de setembro de 2011

O Melhor Dos Inimigos !

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Aquele homem era irresistivelmente perigoso!

Carter Hamilton não aprovava a presença de mulheres na diretoria de sua empresa, especialmente ruivas lindas e orgulhosas!

Aline Ainsworth certamente não desejava um lugar na diretoria da empresa de Carter.

Mas, por amor a sua família, ela teria de aceitar e sorrir!
Então não foi de surpreender que, desde o primeiro instante, Aline e Carter não conseguissem se entender.
Mas, apesar de tê-la avisado para que não flertasse com seus colegas, Carter sentia uma grande admiração pela habilidade de Aline como relações públicas.
Quanto a ela, achava horrível trabalhar com Carter, que era insuportável, porém atraente demais para ser ignorado.
Oh, não!
Apaixonar-se por Carter não estava na agenda de Aline!

Capítulo Um

Aline agitou-se, lembrando que dia era aquele, e num instante estava completamente acordada.
Gostaria de poder esquecer tudo, virar de lado e dormir mais algumas horas.
Entretanto, as lembranças que a perturbaram durante o dia anterior logo inundaram sua mente.
De fato, fora surpreen¬dente que ela conseguisse dormir.
Uma bomba explodira algumas semanas antes, quando seu pai anunciara que vendera a empresa, a Expresso Ainsworth.
Antes da declaração, o amigo de Aline, Todd Pilkinton, perguntara se aqueles rumores sobre a empresa eram verdadeiros.
Ela negou e soltou uma sonora gargalhada, descrente quanto ao rumor e nem mesmo teve coragem de comentar com o pai.
Não que ela convivesse muito com ele, pois o pai trabalhava muito e quando não estava na empresa, comparecia a eventos sociais com a mãe.
A própria Aline tinha muitos amigos e raramente ficava em casa.
Naquela noite em particular, semanas antes, o pai havia se atrasado para o jantar e juntara-se a Aline e à esposa apenas alguns instantes após elas terem se reunido à mesa para a refeição.
Aline possuía um instinto apurado para perceber os ânimos das pessoas a sua volta e notara que havia um clima estranho ao redor.
Ela olhou para a mãe, urna senhora de cinqüenta anos, muito bonita e inteligente, dotada de uma personalidade singular.
Ela captou o olhar de Aline e lançou-lhe um sorriso, voltando novamente a atenção para o marido.
Nevile Ainsworth tinha sessenta anos, cabelos ralos e uma reputação de ser um excelenle homem de negócios, um dos motivos eme chocou Aline, quando ela posteriormente soube que ele vendera a empresa.
Aline não sabia, ate aquele momento, que a empresa estava à venda, entretanto, de alguma maneira, percebera através da tensão no ar, que algo de muito expressivo para sua família acontecera.
— Contrato assinado? — a mãe perguntara.
— E autenticado. E pago — Nevile Ainsworth replicou, e a esposa sorriu.
— E Aline? Eles concordaram?
Aline ficou olhando para a mãe, desistindo da intenção de comer.
— Eu? — perguntou. — O que tenho a ver com isso? O que foi assinado, autenticado e pago? Onde eu entro nessa história? Você vendeu a empresa, papai?
Ela olhava para o pai, os grandes olhos azuis pousando, ansiosos, em seu rosto. Sempre soubera que o fato de não ser um filho de sexo masculino, que o pai tanto desejara, fora motivo de grande decepção.
E sua mãe, após um parto de risco, fora aconselhada pelos médicos a não engravidar novamente.
Ela observou o pai olhar para a mãe nervosamente, então revelar:
— Vendi a Expresso Ainsworth.
— Você vendeu?! — Aline exclamou. — Mas, mas...

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quarta-feira, 22 de junho de 2011

Aqueles Olhos Verdes...

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




Ela teria de obedecer para sempre às ordens e às vontades daquele homem?

Elyss não via outra escolha. Afinal, estava devendo muito dinheiro a Saul Pendleton e precisava pagá-lo.
Mas sob hipótese alguma havia imaginado que teria de acompanhá-lo a festas e viagens.

O que realmente Saul queria dela?
Apenas uma mulher bonita para poder exibir à sociedade de Londres e encobrir o romance que tinha com a esposa do seu melhor amigo?
Ou ele estava à procura de alguém que fizesse seu coração mudar de rumo?

Capítulo Um

Elyss Harvey, dirigindo com muito cuidado, estacionou na garagem do elegante prédio onde morava.
Ao sair do carro, ela sorria com uma certa tristeza: realmente existia uma grande diferença entre aquele local, para onde se mudara recentemente, e o lugar onde acabara de passar o final de semana com os pais.
Lá em Devon o mundo tinha um outro ritmo, um outro pulsar.
Depois de pegar as malas, Elyss fechou o veículo e se encaminhou para o elevador, recomendando-se para esquecer as quarenta e oito horas de paz e tranquilidade que acabara de viver.
Ali em Londres o mundo era outro.
Mas fora ela quem há cinco meses optara por mudar de vida.
Portanto, não podia se queixar.
O elevador chegou. Elyss deu um profundo suspiro e entrou.
Não fora nada fácil sair do interior e se aventurar numa cidade grande, ainda mais com pouco dinheiro.
Ao chegar em Londres, ela se hospedara em um pequeno hotel e, para se alimentar direito sem gastar muito, havia comprado frios e frutas num supermercado das imediações.
E fora uma semana de peregrinação, aquela primeira em Londres.
Uma semana de peregrinação, à procura de um apartamento que pudesse pagar o aluguel. Depois de muito andar, Elyss chegou à conclusão de que o dinheiro que havia trazido duraria no máximo mais dez dias.
Então, na manhã seguinte, saiu para procurar um emprego e aceitou o primeiro que apareceu, como caixa de um supermercado, para substituir a funcionária que estava para sair de férias.
E foi exatamente lá que, num mural usado pelos clientes, se deparou com um cartão onde uma vaga em um apartamento era oferecida.
Elyss hesitou. Afinal, não era nada fácil ir morar com pessoas das quais jamais havia ouvido falar.

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