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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Mágico Despertar

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Jane e Jason, um homem e uma mulher na voragem da paixão! 


Uma força irresistível atraía Jane para os braços de Jason! 
Bem no meio da floresta que cobre a região montanhosa do Maine, Jane foi criada, livre como um pássaro selvagem, inocente como uma criança. 
Jason Farrell invadiu seu mundo de sonhos e a fez conhecer a violência das paixões humanas, onde o amor e o ódio, a atração e a repulsa se alternam, para trazer a felicidade ou a destruição. 
Cair nos braços dele, render-se aos seus desejos de homem experiente, seria delicioso... mas a marcaria para sempre!

 Capítulo Um

— Jane, venha cá um instante.
A jovem deixou de lado a tarefa de cuidar do homem acidentado, estendido na cama dela, e dirigiu-se à sala de estar. Em frente à lareira, ela parou para aquecer as pernas. 
A tarde estava fria, tal­vez uma das mais frias daquele inverno. Seu pai estava de pé na porta. Normalmente um homem seguro, naquele momento ele mos­trava no rosto alguma incerteza.
— Acabo de receber pelo rádio uma mensagem do quartel da polícia. O hidroavião já está vindo para cá, com o médico. Vou até o lago esperar a chegada deles.
— Deixe que eu vá, papai. Você parece tão cansado. . .
O homem fez um gesto de impaciência.
— Não sei quem está pilotando o avião e não faço, a mínima idéia de quem é esse doutor. Você ficará aqui, cuidando do rapaz.
— São três quilômetros daqui até o lago e suas pernas devem estar bambas.. .
— Já disse que vou, Jane — insistiu Lewis Jordan. — Fique aqui e veja se faz baixar a febre do rapaz. A meu ver, o caso dele é pneumonia. Se por alguma razão eu não voltar logo com o médico, dê-lhe outra daquelas injeções daqui a três horas.
Enquanto falava, ele vestiu o pesado casaco de couro.
— Não acho isso certo, papai. É melhor que eu vá e você fique cuidando do rapaz. Também precisa de algum descanso. Você andou quilômetros arrastando todo aquele peso.. .
— Chega, minha filha. Você ficará.
— Mas que droga! — explodiu Jane, sabendo muito bem por que o pai não queria deixá-la ir. — Não vai me acontecer nada de mal. Estou certa de que o médico e o piloto são pessoas civilizadas. Precisa encarar a realidade, papai. Não posso passar o resto da mi­nha vida isolada nesta montanha sem ver mais ninguém. Qualquer moça da minha idade sabe andar sozinha, sem medo de estranhos!
Lewis olhou bem a jovem à frente dele. Os cabelos castanhos estavam amarrados num rabo-de-cavalo. As curvas do corpo esbelto ficavam bem evidentes, apesar da camisa de flanela xadrez. A calça cinzenta de veludo, ajustando-se à cintura fina, cobria as coxas bem proporcionadas, indo terminar nas botas de couro marrom.
Com as pernas afastadas e as mãos nos quadris, ela assumia, talvez inconscientemente, uma atitude de desafio. Era uma atitude que vinha se repetindo cada vez com maior frequência durante o último ano.
Jane tinha uma beleza especial. As sobrancelhas fortes cobriam os olhos cor de violeta, separados por um nariz perfeito. O brilho intenso daqueles olhos atestavam ura amor pela vida igualmente intenso, assim como a curva suave dos lábios demonstrava um coração generoso.
Não havia dúvidas de que Jane já era uma mulher. Para Lewis, porém, ela seria sempre a garotinha, a preciosa herança deixada pela mulher que ele amara mais do que tudo na vida.
Um leve sorriso dançou nos lábios de Lewis Jordan. Ela era tão linda, e a beleza era completada pela inteligência aguda e por aquela ânsia de independência. Era igualzinha à mãe.
Juliana, a impetuosa, a bravia. . .