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segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Encontro No Altar

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 








A agitada Lucy West sempre pensara que podia lidar com qualquer coisa. 

Mas isso fora antes de ela conhecer o carismático e irresistível magnata Guy Dangerfield e ele a desafiar a encontrar um emprego "de verdade"!
Assim, determinada a provar que era capaz Lucy garantiu um cargo de alto escalão ao trabalhar para Guy!
Enquanto prosperava, mantinha um sorriso no rosto e um andar saltitante de felicidade... Agora talvez Guy se interessasse em promovê-la para sua esposa!

Capítulo Um

Lucy estava inclinada na cerca e observava Kevin, empoleirado na outra extremidade do curral, esperando sua vez de montar o cavalo xucro no rodeio. Com seu chapéu australiano típico, camisa xadrez e botas empoeiradas, ele era a encarnação do homem rústico. Forte, calado, rosto magro, olhos tranquilos... Ele fazia todos os namorados anteriores dela parecem garotos bobocas.

Não que Kevin fosse exatamente um namorado, tanto quanto ela gostaria de ser capaz de afirmar de fato. Mas Lucy estava loucamente apaixonada por ele, e Kevin a havia beijado na noite anterior. As coisas só poderiam melhorar. Ela suspirou alegre. 
Em Londres, estaria frio e cinza neste momento, mas Lucy estava no coração da Austrália, com sua luz brilhante acobreada e seu calor ardente. Fechando os olhos num arrepio feliz, Lucy virou o rosto em direção ao sol e aspirou o cheiro da poeira e dos cavalos. Estou feliz, ela pensou. 
— Bem, vejam se não é a Cinderela! 
A voz divertida ao ouvido dela congelou seu sorriso, e os olhos se abriram num átimo. Ela não precisou girar a cabeça para saber quem estava ao lado. Só havia uma pessoa ali com aquele sotaque. Guy Dangerfield. Lucy ficara contentíssima naquela manhã ao se flagrar espremida em um caminhão junto a Kevin e aos outros peões da fazenda quando deixaram a Wirrindago. 
Não havia sinal nem de seu chefe intimidador, Hal Granger, ou de seu primo britânico profundamente irritante, Guy Dangerfield, o que significava que eles poderiam relaxar e se divertir no rodeio. Mas agora lá estava Guy, afinal, parecendo irritantemente lindo e sofisticado, e totalmente deslocado naquela roça. 
— Ah — ela disse, sem se incomodar em disfarçar a falta de entusiasmo. — É você. 
— Sim — Guy concordou. 
Lucy odiava o jeito como ele conseguia dizer algo perfeitamente trivial como aquilo com um rosto impassível e ainda assim fazer soar como se ele estivesse rindo dela. Qual é a graça? Ela queria gritar com ele, mas tinha a sensação desagradável de que a resposta seria ela. Ninguém mais na Wirrindago parecia considerá-lo irritante. Todos o achavam ótimo. Lucy não conseguia entender isso. 
— Por que você sempre me chama de Cinderela? — ela perguntou, zangada. 
— Porque você é muito bonita e nunca parece ter permissão para sair da cozinha — Guy disse. — Sou cozinheira — ela o lembrou com um toque de sarcasmo.
— Providenciar três refeições por dia para oito homens e para visitantes ocasionais como você tende a significar passar muito tempo na cozinha. 



domingo, 15 de dezembro de 2013

Mentira Perigosa

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Richard queria uma secretária eficiente, confiável e, de preferência, que soubesse datilografar! 
Lucile Henderson não parecia ajustar-se a nenhum desses critérios, mas ele não tinha outras opções. 
Lucile fora parar na cidade fugindo de problemas com o sexo oposto e acabara encontrando Richard Kingan. 
Felizmente, ela não apreciava o tipo alto, moreno e bonito... 
especialmente se fosse seu chefe. 
Richard parecia bastante desconfiado de suas qualificações. 
Sim, contara algumas pequenas mentiras, e daí? 
Ser secretária não podia ser tão difícil, podia?


 Capítulo Um 

Lucile olhou para o homem que a esperava sentado atrás da mesa e respirou fundo. 
Richard Kingan era um desses escoceses sérios, com um certo ar sombrio e uma convicção aparentemente inabalável. 
O que havia dito a Vanessa? 
— Ele vai tentar me conquistar. 
Seus olhos azuis analisaram os traços firmes daquele rosto sisudo e um estranho arrepio de reconhecimento percorreu sua espinha. 
Richard Kingan poderia ser muitas coisas, mas conquistador não fazia parte da lista. 
Jamais encontrara alguém mais indiferente ao seu charme! A entrevista começara mal. 
Richard a recebera em pé atrás da mesa do escritório, e não disfarçara o espanto ao ver a figura extravagante que havia entrado. 
Desde os cabelos dourados, longos e encaracolados, até as tiras verdes que enfeitavam os sapatos forrados de tecido azul-turquesa, ele não perdera um único detalhe.
Lucile sentira-se rotulada à primeira vista: a loira tonta.
Não que o rótulo fosse inteiramente injusto. Para ser honesta, tinha de admitir que um dia comportara-se de acordo com essa descrição. 
Mas havia mudado. Seu pai e Charles tinham certeza de que jamais deixaria de ser inútil e confusa, mas mostraria a eles que era capaz de um mínimo de bom senso e de sobreviver sozinha. 
Infelizmente, para isso teria de convencer Richard Kingan de que era a personificação da secretária eficiente, competente e dedicada. 
Lembrando-se de sua resolução, Lucile levantou os ombros, sentou-se e sorriu. 
Indiferente, Kingan sentou-se em sua cadeira de espaldar alto e olhou para o curriculum sobre a mesa. 
Lucile ficou ali sentada, tentando mostrar-se calma e equilibrada enquanto ele relia os detalhes, mas a ruga que via em sua testa começou a enervá-la. 
Teria percebido quanto as informações eram exageradas? 
Vanessa ficara assustada quando a surpreendera terminando o curriculum mentiroso, mas Lucile havia ignorado suas objeções. — São só algumas mentiras inocentes — dissera. — Ninguém jamais verifica as informações de um curriculum.

Sabor de Desejo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Justamente quando pensava ter chegado ao fundo do poço, a executiva Jacqueline Grant conheceu Marcel Tregowan... 

Havia perdido o emprego e o noivo num só dia, e a oferta de Marcel parecia ser sua única opção. 

Marcel sabia tudo sobre profissionais obstinadas como Jacqueline: eram egoístas, arrogantes e, infelizmente, muito atraentes. 
Jacqueline exibia todas essas características. 
Bem, não havia nada que o trabalho duro, do tipo antigo, como cozinhar e fazer faxina, não pudesse curar. 
E Marcel faria com que Jacqueline tivesse muito o que fazer! 
Além disso, ele também descobriu que um beijo era uma maneira bastante eficiente de mantê-la quieta... 


 Capítulo Um 

Era como bater contra uma rocha. 
— Ai! 
De cabeça baixa, lutando para arrastar a pesada mala, Jacqueline não notou o homem dirigindo-se à mesma porta do terminal até colidir com ele. 
Não sabia que um corpo masculino podia ser tão sólido. 
A força do impacto deixou-a sem fôlego, e teria caído se uma mão forte não a houvesse amparado. 
— Cuidado! 
A garra de aço em torno de seu braço relaxou e Jacqueline recuperou o equilíbrio, ergueu a cabeça e viu o rosto intrigado que a observava. 
Era um homem bronzeado, com cabelos castanhos e traços frios e atentos, e a primeira coisa que passou por sua cabeça foi que ele não era tão grande quanto parecera quando fora ao encontro de seu corpo musculoso. 
A força do desconhecido era evidente, mas compacta e controlada. A segunda impressão que teve foi de que ele parecia pouco amistoso. 
— Não acha que devia olhar por onde anda com essa coisa? — ele disse, apontando para a mala que ela derrubara segundos antes. 
Jacqueline, que chegara a abrir a boca para desculpar-se, irritou-se com o comentário rude. Ainda estava assustada e sem fôlego, e o braço doía onde ele apertara. 
— Estou com pressa — respondeu, a voz mais áspera do que pretendia. 
Mas ele também não pedira desculpas por tê-la atropelado, certo? 
— Não o vi. 
— É evidente que não. 
A nota sardônica na voz do desconhecido a fez encará-lo, e de repente ela descobriu-se fitando um par de olhos incrivelmente verdes, de um tom escuro que beirava o cinzento e muito, muito observadores. 
Só então teve consciência de como devia estar horrível.
Viajara durante trinta e seis horas, e tinha certeza de que devia parecer tão exausta e amarrotada quanto sentia-se. 
O conjunto branco e cor de creme, tão impecável quando saíra de Londres, estava completamente amassado, e os sapatos dourados que combinavam com o cinto apertavam seus pés inchados e doloridos.

domingo, 28 de outubro de 2012

Mãe e Mulher

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Perdita James está radiante com seu novo emprego, até ser avaliada após um questionário como uma pessoa carente de atenção. 
Já seu chefe, Edward Merrick, foi definido como uma pantera: forte, decidido e só um pouquinho rude demais. 
A intuição de Perdita a aconselha a ignorar a atração que sente por ele e focar somente no trabalho para conseguir uma promoção. 
Mas toda a vez que está perto deste pai solteiro, ela sente algo que não é profissional... 
Seria paixão? 





Capítulo Um 

Perdita bateu os dedos nas mangas do casaco e tentou disfarçar o mal humor. Que perda de tempo estava sendo esse curso de desenvolvimento de liderança! 
Até agora, só o que havia feito era passar horas preenchendo um questionário na expectativa de se transformar em um animal como um golfinho... amigável, alegre e simpática... só para ser informada de que, apesar de responder a cada pergunta cuidadosamente como um golfinho, era na verdade, um pavão querendo se exibir. 
Um pavão! 
E, para aumentar aquela situação humilhante, parecia que era o único. Os outros tinham conseguido ser classificados como golfinhos alegres e sociáveis ou corujas meticulosas... não que Perdita quisesse ser uma coruja, pensou, enquanto ficava sozinha num canto. 
Sabia que aquele curso era um erro. Não querendo parecer invejosa dos golfinhos, que estavam unidos e concordando mutuamente num outro canto, inspecionou suas unhas pintadas e se distraiu momentaneamente enquanto admirava a cor delas. 
O esmalte chamava-se Megera. Nome forte para uma tonalidade. Mas percebeu que o vermelho vivo poderia revelar um segredo. 
Os golfinhos do sexo feminino usavam provavelmente rosa-claro, e quanto às corujas, estariam muito ocupadas checando suas planilhas eletrônicas até mesmo para pensar em pintar as unhas. Perdita suspirou, afastou as mãos dos olhos e começou a bater o pé no chão. 
— Parece que somos os únicos aqui. Acha que é um sinal de que pertencemos um ao outro? 
Ao se virar, deparou-se com um par de incríveis olhos acinzentados e se deu conta de que o reconhecia superficialmente. 
Era o homem que chegara atrasado na noite anterior. Ele perdera o jantar e as instruções iniciais, mas identificara sua presença mais tarde no bar, embora não entendesse por quê. Afinal, não era espetacular ou diferente de algum modo. 
Era só um homem... nem particularmente alto ou bonito, não era particularmente nada. Não podia entender por que se lembrava dele. Fazia parte de um grupo que se divertia muito, mas não tentara se aproximar e se juntar a eles. 
Em vez disso, conversara por um tempo com um agrupamento de pessoas mais calmas, provavelmente corujas, antes de desaparecer e irritar Perdita por sua falta de interesse. Mas agora lá estava ele. Estudou-o atentamente. 
De perto, não era tão comum quanto parecia do outro lado do bar. Os olhos eram muito penetrantes e criavam vincos como se desse um sorriso. O traço de humor causava um contraste intrigante com suas feições austeras e a boca firme e quase séria. 
Hum. Não era maravilhoso, mas ela sentiu que seus hormônios eram despertados, os mesmos que hibernaram desde que Nick partira seu coração. Confusa com a própria reação, ergueu o queixo. 
— Você não me pertence, a menos que seja um pavão 
— disse com os brilhantes olhos castanhos fixados na calça preta e na blusa cinza dele. 
— Tenho de confessar que não parece um! Ele sorriu. 
— Não, não sou um pavão. Aparentemente, sou uma pantera. 
— O brilho em seus olhos fez Perdita se sentir... estranha.

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segunda-feira, 23 de julho de 2012

Encontro No Altar

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
A agitada Lucy West sempre pensara que podia lidar com qualquer coisa. 


Mas isso fora antes de ela conhecer o carismático e irresistível magnata Guy Dangerfield e ele a desafiar a encontrar um emprego "de verdade"! 
Assim, determinada a provar que era capaz Lucy garantiu um cargo de alto escalão ao trabalhar para Guy! 
Enquanto prosperava, mantinha um sorriso no rosto e um andar saltitante de felicidade... 
Agora talvez Guy se interessasse em promovê-la para sua esposa! 


Capítulo Um 


Lucy estava inclinada na cerca e observava Kevin, empoleirado na outra extremidade do curral, esperando sua vez de montar o cavalo xucro no rodeio. 
Com seu chapéu australiano típico, camisa xadrez e botas empoeiradas, ele era a encarnação do homem rústico. 
Forte, calado, rosto magro, olhos tranquilos... 
Ele fazia todos os namorados anteriores dela parecem garotos bobocas. Não que Kevin fosse exatamente um namorado, tanto quanto ela gostaria de ser capaz de afirmar de fato. 
Mas Lucy estava loucamente apaixonada por ele, e Kevin a havia beijado na noite anterior. 
As coisas só poderiam melhorar. Ela suspirou alegre. 
Em Londres, estaria frio e cinza neste momento, mas Lucy estava no coração da Austrália, com sua luz brilhante acobreada e seu calor ardente. 
Fechando os olhos num arrepio feliz, Lucy virou o rosto em direção ao sol e aspirou o cheiro da poeira e dos cavalos. Estou feliz, ela pensou. 
— Bem, vejam se não é a Cinderela! A voz divertida ao ouvido dela congelou seu sorriso, e os olhos se abriram num átimo. 
Ela não precisou girar a cabeça para saber quem estava ao lado. 
Só havia uma pessoa ali com aquele sotaque. Guy Dangerfield. Lucy ficara contentíssima naquela manhã ao se flagrar espremida em um caminhão junto a Kevin e aos outros peões da fazenda quando deixaram a Wirrindago. 
Não havia sinal nem de seu chefe intimidador, Hal Granger, ou de seu primo britânico profundamente irritante, Guy Dangerfield, o que significava que eles poderiam relaxar e se divertir no rodeio. 
Mas agora lá estava Guy, afinal, parecendo irritantemente lindo e sofisticado, e totalmente deslocado naquela roça. 
— Ah — ela disse, sem se incomodar em disfarçar a falta de entusiasmo. 
— É você. 
— Sim 
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sábado, 19 de maio de 2012

Melhores Amigos?

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
City Brides
Até onde poderia ir aquela amizade?! 


Josh e Bella são amigos há muitos anos, mas de repente Bella começa a enxergar Josh de uma forma muito diferente. 
Por mais louco que seja, ela está se apaixonando por ele! 
E como se isso já não fosse confuso o bastante, para piorar Josh acaba de pedir a ela que finja ser sua noiva... 
Josh precisa de uma noiva de fachada para concretizar uma proposta comercial. 
Bella concorda em fazer sua parte, mas depois que os dois passam uma semana em uma ilha exótica fingindo estar apaixonados, a tensão se torna quase insuportável! Especialmente quando Josh começa a imaginar se sua melhor amiga está de fato fingindo... 


Capítulo Um 


__ Ali está Bella — Aisling cutucou Josh, que se virou no banco da igreja e observou Bella e Phoebe vindo, apressadas, pelo corredor. 
As duas melhores amigas da noiva estavam estonteantes. Phoebe era morena e estava lindíssima em seu traje amarelo-ácido, enquanto Bella optara por um visual mais romântico: um modelo esvoaçante rosa-suave. 
Para completar, Bella usava um chapéu espetacular, de aba imensa. 
Josh não entendia dessas coisas, mas ela certamente chamava atenção. 
Até o chapéu de Aisling parecia discreto em comparação. Era típico de Bella, pensou ele afetuosamente. 
Ela sempre soubera fazer cabeças se virarem, com ou sem chapéu. 
Phoebe acenou ao ver Josh e Aisling e apontou-os para Bella antes de seguir para falar com seu marido, Gib, que era padrinho e que esperava junto ao noivo, nervosíssimo, no banco da frente. 
osh percebeu o momento exato em que Bella notou sua presença e estranhou a expressão estranha que tomou conta do rosto bonito. 
Percebeu-lhe a hesitação antes de ir para perto dele no banco. 
Aturdido, Josh franziu pouco as sobrancelhas. Bella era sua melhor amiga, mas andava estranha ultimamente. 
— Desculpe, eu não posso beijá-lo — disse ela, apontando para a aba imensa do chapéu. — E meio esquisito, não? — Mesmo assim Josh enfiou-se por baixo do chapéu para beijá-la e teve certeza de que Bella se contraíra sob o leve contato dos seus lábios. 
Ele franziu os cenhos e recuou. — Está tudo bem? 
— É claro que sim — ela respondeu, evitando encará-lo quando inclinou-se um pouco para a frente para cumprimentar Aisling. 
— Você sabe como são os casamentos — prosseguiu, sentando-se. — Sempre há um certo pânico na última hora. 
Então era apenas o dia, pensou Josh, tentando explicar a si mesmo a tensão incomum no sorriso dela. 
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City Brides
1. Fiance Wanted Fast!
2. The Blind-Date Proposal
3. Melhores Amigos

sábado, 31 de março de 2012

Sempre Sonhei Com Você

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




Era maravilhoso simplesmente estar perto dele. 


Ellie Walker sempre fora apaixonada por Jack Henderson, desde os tempos de criança. 


Sabendo que ele nunca retribuiria seu amor, ela viajara tentando esquecê-lo. 
Agora, anos mais tarde, Ellie estava de volta, e talvez, finalmente, tivesse uma oportunidade de realizar seu sonho. 
Depois de um romance que terminara tragicamente, Jack precisava de uma esposa, de alguém que o ajudasse a cuidar de sua filhinha. 
O casamento com que Ellie tanto sonhara poderia acontecer. 
Mas será que algum dia ela significaria mais do que uma noiva de conveniência para Jack? 


Capítulo Um 


Ellie estacionou o seu jipe na sombra de uma árvore perto da varanda da casa. 
Estava cansada depois da longa viagem e parou por um momento junto à porta de entrada, olhando à sua volta. 
As lembranças voltaram. Estava em Bushman's Creek, o lar de Jack. 
A última vez que o vira fora há três anos, mas era como se o tivesse visto havia poucos minutos. Sua imagem continuava provocando nela as mesmas reações. 
Fechou os olhos um instante lembrando-se do sorriso de Jack, do brilho de seu olhar quando ria. Ellie suspirou. Tinha tentado esquecê-lo. 
Procurara se con¬encer que ele era simplesmente um velho amigo, alguém que a considerava uma espécie de irmãzinha querida, só isso. 
Havia se torturado a cada vez que se lembrava de cada uma das namoradas de Jack, todas bonitas, extremamente atraentes e tão diferentes dela. 
Tinha procurado ficar bem longe de Jack durante esses últimos três anos na esperança de que as lembranças fossem sumindo. 
Esforço inútil, se levasse em conta que a única coisa que ela queria era poder vê-lo de novo. Agora ela estava de volta. 
Ellie fez um esforço para colocar de lado a imagem de Jack e bateu na porta. 
Viera ali a pedido de sua mãe, que estava preocupada com Lizzie, sua irmã mais velha. 
Por que ela estaria morando em Bushman's Creek, a fazenda onde morava Jack e seu irmão Gray? Por que nunca havia dado uma explicação clara sobre isso? 
Olhando novamente à sua volta, não acreditava que estava voltando para a casa de Jack. 
Só aceitara porque sua mãe havia garantido que ele estaria em uma viagem aos Estados Unidos e não haveria nenhuma chance de reencontrá-lo. 
Mesmo assim, tinha de reconhecer que não precisava ver Jack para voltar a sentir as emoções fortes que a presença dele sempre lhe provocava.
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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Cenário De Sedução



Seu chefe vai trocar contratos... por champanhe?

Tom Maddison estava acostumado a tomar todas as decisões, até seu casamento de fachada desmoronar.

Mas ao invés de cancelar a lua de mel, ele levou toda a diretoria de sua empresa, incluindo Imogen, sua secretária certinha, para uma viagem tropical de negócios!

Ela sempre tivera uma queda por Tom, mas ele a via somente como uma funcionária supereficiente e nada sexy!

Entretanto, ao chegarem à ilha, as areias brancas e as lagoas azul-turquesa começaram a lançar sua magia sobre Tom e Imogen...

Capítulo Um

— Onde você gostaria de passar sua lua de mel?
Imogen estacou, surpresa, o braço ainda estendido para entregar uma pasta cheia de documentos ao chefe, do outro lado da mesa.
— Lua de mel? — ela repetiu, cautelosa, se perguntando se ouvira bem a pergunta.
Não era do feitio de Tom Maddison fazer perguntas pessoais, menos ainda tão inesperadas.
Algumas vezes, em uma manhã de segunda-feira, ele se lembrava de perguntar a ela se tivera um bom final de semana, mas nunca parecera se importar muito com a resposta. Imogen sempre lhe respondia a mesma coisa nessas ocasiões
— "Sim, obrigada" — mesmo se o final de semana houvesse sido um desastre, como era bastante comum.
— Sim, lua de mel — disse Tom com uma ponta de impaciência. Ele pegou a pasta e abriu-a. — Você sabe, depois que se casar.
— Ahn... Eu não vou me casar — respondeu Imogen.
Até seria bom se tivesse uma oportunidade, ela pensou ironicamente.
Todos os seus amigos pareciam estar se assentando, mas ao que parecia estava condenada a permanecer solteira — e não era por falta de tentativa, não importava o que pudesse dizer Amanda, sua melhor amiga.
Desde que Andrew anunciara seu noivado, ela mergulhara de cabeça no mundo dos encontros românticos, mas por mais promissor que um pretendente parecesse à primeira vista, Imogen sempre acabava dando uma desculpa para sair mais cedo.
— Finja que vai — falou Tom, pegando o primeiro documento na pasta e rabiscando sua assinatura no fim da página, antes de levantar os olhos claros e penetrantes que sempre faziam Imogen se lembrar do aço, de tão frios e inflexíveis que eram.
Ele abaixou a caneta.
— Você é mulher — disse Tom, como se perc
ebesse isso pela primeira vez, o que provavelmente era verdade, pensou Imogen. Já se resignara ao fato de que, no que se referia a Tom Maddison, ela não passava de uma peça de equipamento do escritório que falava e andava.
— Sei que a maioria das mulheres começa a planejar o casamento dos seus sonhos quando tem uns 6 anos — continuou ele —, portanto você já deve ter pensado um pouco a respeito.
— É verdade, mas aos 6 anos a menina só está interessada em lindos vestidos — ressaltou Imogen. — Não estamos muito preocupadas com o noivo nessa idade, menos ainda com a lua de mel.
Tom franziu o cenho enquanto pegava o documento seguinte.
— Então você não pensou mais a respeito desde então?
— Bem, eu não diria isso — admitiu ela, tentando ser objetiva —, mas minhas fantasias nunca foram além do casamento. Infelizmente nunca estive em uma posição em que fizesse algum sentido planejar uma lua de mel.
— Mas está agora. — Tom levantou por um instante os olhos do documento e logo abaixou-os novamente, assinou e pegou o próximo.
— Como?
— Quero que você planeje uma lua de mel — falou ele, movendo a caneta bruscamente sobre o papel.
— Mas... para quem?

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domingo, 30 de outubro de 2011

Sempre Fui Tua

ROMANCE CONTEMPORÂNEO





Kate amava o homem que destruiu seus sonhos de adolescente!

Kate foi apanhada de surpresa quando Luke, acariciando-lhe os cabelos com a mão, aproximou-se e beijou-a longamente.

Num instante, passado e presente se fundiram, e nada mais importava.

Ah em Paris, na noite chuvosa de inverno, com os lábios de Luke procurando avidamente os seus, Kate sentiu-se no meio de um bosque, em pleno verão.
Nada havia mudado: o desejo profundo, a ansiedade na busca de seus lábios, a mão firme que a amparava.
Eram as mesmas emoções, o mesmo abandono pelo homem por quem se apaixonara uma vez... e para sempre!

Capítulo Um

"Devo conhecer esse homem de algum lugar", pensou Kate.
Reconhecia o mesmo olhar profundo e cruel, os mesmos olhos impenetráveis, a mesma expressão iluminada pela vivacidade, o sorriso desconcertante.
Não o via havia dez anos, mas não restava dúvida de que era ele. Luke Hardman.
O primeiro homem que a beijara.
Ele estava de pé, do outro lado da sala, observando o grande número de pessoas que abria caminho em direção ao bar do teatro.
Alguma coisa em suas maneiras chamara a atenção de Kate, uma espécie de insensibilidade que o diferenciava dos demais.
E a severidade de seu smoking condizia com seu tipo, pensou Kate, lembrando-se do tempo em que ele rejeitava qualquer outra coisa que não fosse uma jaqueta de couro. Naquele tempo, Luke jamais passaria por perto de um teatro; talvez estivesse muito mais mudado do que ela imaginasse.
Suas feições eram rudes para ser consideradas bonitas.
Kate não fora a única pessoa a notá-lo.
Percebeu que uma jovem o encarava, dirigindo-lhe um sorriso provocante, mas Luke nem sequer tentou disfarçar um ar de aborrecida indiferença.
Não, pensou Kate, Luke Hardman não mudara tanto assim.
Ela se voltou ligeiramente, para melhor observá-lo no reflexo do espelho do bar.
Não queria que a visse, mesmo sabendo que difi¬cilmente a reconheceria, depois de dez anos.
— Desculpe-me, mas foi o melhor que pude arranjar. — Era Serena, trazendo-lhe um copo de gim tônica.
— Devíamos ter encomendado as bebidas antes do intervalo.
Kate, completamente ausente, murmurou um agradecimento, e a amiga seguiu a direção de seu olhar.
— Ele é deslumbrante, não é?
— Quem?
— O homem que você esta admirando pelo espelho! — E, olhando-o por cima do ombro, acrescentou: — É ainda melhor ao vivo.
— Não o estava admirando — Kate garantiu, mas não pôde evitar um leve rubor. — Acho que sei quem é ele.
— Como? — Serena tornou a olhá-lo, dessa vez, com mais interesse.
— Quem é ele?

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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Perfume De Mulher

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Noivos por duas semanas!

Os "amigos de infância" Polly Armstrong e Simon Taverner nunca haviam se olhado verdadeiramente nos olhos.
A espirituosa Polly crescera considerando Simon muito certinho, e Simon sempre desaprovara o modo inusitado de ela agir.
Por isso, quando ele se ofereceu para resgatá-la das mãos de um patrão desumano, a resposta imediata de Polly foi "não".
Pelo menos até Simon lhe fazer uma irresistível proposta: sustentaria Polly financeiramente se ela aceitasse ser sua noiva por duas semanas!
Conviver com Simon até que não era o pesadelo que Polly imaginara.
Como adultos, eles encontraram algo em comum: química!
Tanto que, pelo visto, a única coisa que impediria aquele noivado de se tornar mais permanente seria o aparecimento da verdadeira noiva de Simon.

Capítulo Um

A festa estava bastante animada quando a campainha soou mais uma vez.
Equilibrando a bandeja enquanto caminhava em meio aos convidados, em direção a Phlippe, Polly estava pensando em fingir que não ouvira nada quando, de repente, os dedos de Martine Sterne estalaram imperiosamente diante de seu rosto.
— Polly! Vá atender à porta agora mesmo!
Contendo um suspiro de desânimo, Polly deu meia-volta e se dirigiu à porta.
Aquele emprego parecera muito promissor quando ela lera o anúncio, mas se ela soubesse que passar três meses no sul da França como assistente geral de um diretor de Hollywood significaria ser tratada feito cachorro pela insuportável esposa de seu patrão, nunca teria aceitado a proposta.
Quando ela se lembrava de quanto ficara empolgada quando Rushford Sterne a aceitara para o emprego, e de quanto comemorara a notícia com os amigos e a família, pensando quanto seria glamoroso e excitante trabalhar naquele meio, flagrava-se balançando a cabeça, lamentando sua ingenuidade.
Ainda assim, o emprego não era de todo ruim. Polly tentou pensar positivo enquanto colocava a bandeja sobre a mesa próxima ao hall.
Então se olhou ao espelho e ajeitou o chapéu.
Martine Sterner podia até ser uma patroa difícil, que a fizera usar touca e um avental ridículo para servir bebidas, mas tinha um irmão que era simplesmente um sonho.
Polly se apaixonara por ele à primeira vista.
Philippe era o tipo de homem que ela pensara que só existisse nos filmes.
Era alto e elegante, tinha cabelos castanhos, irresistíveis olhos castanho-escuros que pareciam dizer "Venha se deitar comigo, meu bem...", e que sempre a deixava com as pernas trêmulas quando ele a olhava.
Polly se sentia ameaçada por ele como ser humano e como mulher, mas as visitas de Philippe à irmã era o único motivo que ainda a mantinha naquele emprego.
Estivera tão ansiosa para vê-lo naquela noite que decidira usar seus sapatos de salto mais alto, que torneavam com perfeição suas pernas esguias, consideradas como seu melhor legado.
No entanto, nem deveria ter se preocupado com isso, pensou com um suspiro, ainda olhando-se ao espelho.
Claro que Philippe não prestaria atenção em uma mulher vestida com aquela roupa ridícula.
Não que ele fosse prestar atenção nela de qualquer maneira.
Não havia nada de errado com seu rosto, e seus cabelos loiros combinavam muito bem com o tom exótico de seus olhos azuis, mas ela sabia que nunca teria o glamour e a classe daquelas mulheres altas e magérrimas que o estavam fitando com ar de cobiça ali, naquele mesmo salão.
Polly sentia-se insignificante perto delas.

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quarta-feira, 8 de junho de 2011

Sonho Secreto

ROMANCE CONTEMPORÂNEO





Quando uma garota comum...A eficiente, esperta e organizada Miranda Fairchild sempre fora discreta, quase invisível.

Suas duas lindas irmãs ofuscavam sua presença.
Mas nada a impedira de sonhar com seu príncipe encantado...Mesmo que secretamente...

É contratada por um charmoso playboy...Perigoso e carismático, Rafe Knighton não parecia muito principesco.
Assim, ao se tornar sua assistente, Miranda ficou chocada quando descobriu que ele era um homem fascinante... Eles podem ser felizes para sempre?
No entanto, Miranda também é muito mais do que aparenta...
Como Rafe bem sabe!
Mas ousará ele oferecer à sua cinderela tudo que ela merece?

Capítulo Um
— Ah, pelo amor de Deus! — resmungou Miranda, impaciente, parada diante da máquina copiadora. Abriu-a para examiná-la por dentro.
— O que foi agora — perguntou. — Já tirei a folha presa, já enchi todas as bandejas de papel... Não acredito que vou precisar trocar o toner também. Você está complicando a minha vida!
Exasperada, enfiou a mão dentro da máquina para soltar o dispositivo do toner.
Feriu o dedo numa peça protuberante. Recuou, soltando um grito e um palavrão involuntário.
Normalmente não usava esse tipo de vocabulário, mas só uma santa não perderia a paciência depois de todos os problemas enfrentados com a copiadora naquela manhã.
Voltou a fitá-la.
— Certo, por hoje chega . — Já estou de saco cheio de você!
Sacudindo o dedo machucado e frustrada demais para pensar em outra solução, Miranda, feito uma criança zangada, deu um pontapé na máquina, soltando outro palavrão.
— Olha o vocabulário!
— Um som impaciente a fez virar-se.
Um homem parado na porta da sala sorria para ela.
Não era um homem qualquer.
Era incrivelmente bonito, cabelos escuros, olhos brilhantes azul-escuro, traços pelos quais qualquer modelo daria a vida e um sorriso destinado a deixar o coração da maioria das mulheres acelerado.
Mas não o de Miranda.
O dela não batia acelerado.
Talvez o batimento cardíaco tivesse aumentado um pouquinho ao vê-lo, mas apenas por causa da surpresa.
Pelo menos tentava se convencer disso.

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terça-feira, 24 de maio de 2011

Doce Preconceito

ROMANCE CONTEMPORÂNEO





Ator de sucesso, Nick Carleton, um americano descontraído, bonito e simpático pensou estar pagando todos os seus pecados ao conhecer Abigail Smith.

Apaixonou-se, apesar de ela ser uma inglesa fria, puritana e preconceituosa!

E que, para piorar a situação, queria vê-lo sempre a distância.
Mesmo assim, Nick não deixou de segui-la aonde quer que fosse, decidido a fazê-la render-se ao seu implacável ritual de sedução...

Capítulo Um

Abby apoiou-se no guidão e olhou colina abaixo para onde o vilarejo de Stynch Magna parecia cochilar no calor do verão.
A caminhada até em casa seria bem comprida.
Mas havia lugar pior para se ter um pneu furado.
Seu olhar se demorou sobre a ondulada paisagem rural de Oxfordshire e ela respirou fundo, deliciando-se com o perfume daquela tarde de verão.
Esquecendo-se da caminhada para casa, ela levantou o rosto para o sol e deixou seus pensamentos voarem livres.
O rugido de um carro que se aproximava em alta velocida¬de quebrou a tranqüilidade da tarde, e Abby abriu os olhos, franzindo a testa para a indesejada intromissão.
Por que tinha de aparecer um idiota com seu carro, trazendo barulho e fumaça para estragar tudo?
Ela tirou a bicicleta da estrada, cuidando para não perturbar as papoulas vermelhas que se em¬balavam na brisa suave.
Um enorme e caríssimo Rolls-Royce conversível apareceu no topo da colina. Ia descer voando mas, ao ver Abby com papoulas até os joelhos, o motorista mudou de idéia e freou, guinchando os pneus diante dela.
— Ora, bom dia!
O motorista, que era um belo moreno e usava óculos escu¬ros combinando com o tom bronzeado de sua pele, parecia ter saído das páginas coloridas de uma revista.
Sorriu para Abby de um modo que faria o coração de muitas mulheres dar cambalhotas.
Mas Abby se retraiu ao ouvir o forte sotaque americano e dirigiu-lhe um olhar gelado.
Ele tirou os óculos e Abby se flagrou fitando um par de olhos verdes cheios de malícia.
O coração dela, que tinha se comportado tão bem até ali, começou a bater mais depressa e ela procurou se controlar.
Afinal, aquele era apenas mais um turista.
Mas os olhos dele transmitiam tanto humor e inteligência que pareciam deixar ainda mais bonitos os traços do rosto dele, o que fez Abby perder um pouco o equilíbrio, como se atingida por um golpe forte. Respirou fundo, para se controlar.
— Não esperava encontrar ninguém nesta estrada — o estranho disse.
— Deve ser por isto que estava dirigindo como um louco — ela respondeu, tentando parecer normal.
— Eu estava dirigindo como um louco?
Até os olhos dele pareciam sorrir.

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sexta-feira, 8 de abril de 2011

O Labirinto Do Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


O sonho de Luiza era conhecer a enigmática ilha de Creta.

Mal acreditou na própria sorte quando lhe ofereceram um emprego de verão em Villa Athina, um antigo solar cretense.
O que ela não contava era ter como vizinho Ulisses Markakis, arquiinimigo de seu patrão e ex-proprietário da villa.
Quando a organização que a contratara foi à falência e Luiza se viu sem emprego, Ulisses surpreendeu-a com uma inesperada proposta.
Era sua única chance para poder ficar na ilha, mas trabalhar para aquele homem poderia ser o inferno e o céu: ele não escondia o desprezo que sentia pelas inglesas, mas ao mesmo tempo era irresistivelmente atraente.

Capítulo Um

Luiza afastou do rosto as mechas do cabelo quase loiro enquanto contemplava, em desespero, o carro tristemente inclinado para um canto, no acostamento de terra. Um pneu furado era tudo o que lhe faltava, naquele momento!
Olhou, desamparada, para os dois lados da estrada deserta, que ziguezagueava colina acima e desaparecia depois da curva fechada, no alto. Sabia que o veículo que se aproximava, cujo motor já se tornava audível antes da curva anterior, era o ônibus local, e que dali não podia esperar nada; o motorista sentira uma espécie de prazer perverso em arrastar-se ruidosamente à frente dela durante os últimos quarenta minutos, desviando para o meio da estrada cada vez que ela tinha uma chance de ultrapassar, e fora o desespero que, finalmente, dera a Luiza coragem para pisar com força no acelerador e arriscar uma ultrapassagem pelo acostamento, na contramão!
Muito adiantara! O ônibus vinha em sua direção, agora, ganhando velocidade depois da curva em cotovelo.
Buzinando furiosamente, passou por ela, deixando um rastro de poeira e fumaça.
Luiza suspirou e olhou à sua volta.
As Montanhas Alvas, sem dúvida, faziam justiça ao nome.
Mesmo no final da primavera, os picos recortados ainda estavam cobertos de neve e os rochedos de calcário pareciam mais brancos sob a claridade intensa de Creta.
Vários metros acima do nível do mar, aquela região da ilha era primitiva, selvagem, a verdadeira terra da mitologia grega.
Para Luiza, habituada à suavidade das paisagens verdes da Inglaterra, aquilo tudo possuía um toque inóspito, uma beleza indomável que ao mesmo tempo a assustava e fascinava.
O lugar onde se encontrava era deserto e silencioso.
Era possível ouvir o zumbido das abelhas que rodeavam incansavelmente os pés de tomilho, o único som audível além do abominável ônibus mudando a marcha na curva.
A única companhia de Luiza era um pequeno rebanho de cabras que pastavam do outro lado da estrada, os guizos retinindo desafinados à medida que se mo¬viam entre as moitas de sálvia e azevim.
Uma delas parou e levantou a cabeça para lançar a Luiza um olhar penetrante e constrangedor antes de voltar a mordiscar as folhas, totalmente alheia a aflição de sua expectadora.
Luiza já conhecia aquele tipo de olhar.
Fora o mesmo que recebera dos pais quando lhes anunciara sua intenção de aceitar um emprego de verão na ilha de Creta.

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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

A Descoberta Do Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

De coração para coração.
Patrick Farr é perfeitamente feliz com sua vida de solteiro, rodeado por mulheres lindas e jovens.
Se pelo menos ele as fizesse entender que nunca se casaria por amor...
Até Louisa Dennison, uma assistente perfeita, mãe solteira de dois filhos muito exigentes aparecer em sua vida!
Mas será que as tentativas deles de evitar o amor os levarão diretamente para o altar?

Capítulo Um

As portas do elevador se abriram e Louisa Dennison saiu, bem a tempo. Como sempre.
Ao vê-la do outro lado do lobby, Patrick ficou irri­tado.
Droga, será que essa mulher não podia chegar cinco minutos atrasada, ao menos uma vez?
Aí vem ela, em seu respeitável tailleur. A saia terminava precisamente no joelho; nem um fio de cabelo fora do lugar.
Ela parecia sensível, discreta, bem arrumada, uma assistente perfeita.
Patrick sabia que estava sendo irracional.
Ele tivera sorte ao herdar uma assistente tão eficiente quando assu­miu a Schola Systems. Lou — o nome era a única coisa descontraída sobre ela — era uma secretária modelo. Ele­gante, pontual, profissional.
Ele nunca a pegara fazendo fofoca ou dando telefonemas pessoais no escritório.
Ela não demonstrava interesse algum pela vida pessoal dele, e Patrick nunca se sentiu obrigado a perguntar sobre a vida dela. Não, ele não poderia querer uma assistente melhor.
Às vezes, ele desejava que ela cometesse um erro, apenas um errinho.
Um erro de digitação, algo que ele pudesse corrigi-la, ou um arquivo que ela não conseguisse abrir de imediato.
Talvez ela pudesse puxar o fio da meia-calça ou derramar café. Fazer algo que provasse que era humana.
Mas ela nunca fazia nada desse tipo.
A verdade era que Patrick achava Lou intimidante às vezes, e isso o incomodava. Se fosse para alguém intimidar ali, esse alguém tinha de ser ele.
Homens adultos tremiam quando ele entrava numa sala, e sua reputação de executivo durão era o suficiente para fazer com que as pessoas o respeitassem muito.
Mas Lou Dennison era diferente.
Ela apenas olhava para ele com aqueles olhos negros.
Sua expressão era de completa indiferença.
Às vezes, ele suspeitava que nessa mesma expressão havia algo de ironia, o que o irritava mais do que ele gostaria de admitir.
E ela não tinha nada de especial, ele pensou um pouco ressentido.
Era atraente, mas tinha pelo menos uns 45 anos, o que era óbvio pelas rugas em volta dos olhos.
— Não estou atrasada, estou? — Lou perguntou ao se aproximar, e Patrick segurou a vontade de olhar no relógio e dizer que ela estava 15 segundos atrasada.
— Claro que não.
Ele forçou um sorriso e lembrou-se de que não era culpa dela o fato de ventos fortes terem forçado o fe­chamento da linha da Costa Leste naquela noite, que era longe demais até um aeroporto, ou que ele preferiria jantar com qualquer outra pessoa.
Não havia como não tê-la convidado para jantar pois estavam presos ali, mas ele torcia para que o jantar acabasse logo, para que pu­dessem seguir seus caminhos separados pelo resto da noite.
Ele olhou na direção do restaurante.
— Vamos direto? Ou você prefere uma bebida pri­meiro?

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