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domingo, 20 de outubro de 2013

Receita de Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Fragmentos do passado...


A cozinha da lanchonete local não era exatamente o lugar onde Alice O’Malley esperava ter de trabalhar. 
Porém, o divórcio do marido infiel a deixou com a conta bancária zerada e a autoestima abalada.
Agora, Alice tem de enfrentar uma série de problemas: a hipoteca atrasada, uma filha adolescente para criar e parentes bem-intencionados porém opressivos. 
E reencontrar por acaso Dakota Jones, o rapaz por quem ela foi perdidamente apaixonada no colégio, anos atrás, é apenas mais um problema para ser acrescentado à lista.
E as coisas se complicam ainda mais quando Dak desperta no coração dela uma paixão que estava apenas adormecida... 
Dak é o tipo de homem que faz qualquer mulher suspirar, e embora não tenha intenção de se envolver romanticamente com ninguém, ele é obrigado a reconhecer que Alice é uma tentação grande demais para ignorar. 
Todos esses sentimentos contraditórios podem ser apenas sobras do passado. 
Mas há quem realize verdadeiros milagres com as sobras... 

Capítulo Um 


Alice O’Malley leu pela décima vez a carta entregue por Eddie. Ou seria Freddie Steeplemier? Ela nunca conseguia discriminar os gêmeos idênticos que trabalhavam na agência do correio de Cordelia. 
Desolada, olhou para o emblema do banco, onde o ex-marido, Stan, era presidente. 
Sabia que, sem o pagamento das hipotecas, a casa seria tomada. Fingiu ignorar o fato, porém; assim como fizera nos quatro anos desde o divórcio. 
Para se manter, ela tivera de vender a maioria do mobiliário antigo que herdara como parte do acordo do divórcio e aplicara o dinheiro no mercado de ações.
Agora, a conta no banco, em que cada moeda era gasta com critério, estava chegando ao limite final. 
Suas poucas economias se destinavam à filha de catorze anos, sendo que contava apenas com o suporte da pensão de Stan, o qual mal cobria as necessidades das duas.
Parada à soleira da porta, Alice olhou com desgosto para a sala de estar. Parecia um campo de futebol imenso e vazio. 
Com exceção da cristaleira, herança dos pais de Stan. 
Não devia ter cedido ao sentimentalismo do ex-marido quando este lhe pedira para que ela não se desfizesse da peça, pensou, irritada. 
O pai dele, S.R. Addams, havia morrido num acidente de carro quando Stan tinha treze anos. A mãe, Ellen, falecera sete anos antes. 
Ambos adoravam o móvel, enviado da Itália por um nobre aristocrata como presente de casamento. 
Aquela cristaleira valeria uma fortuna num bom antiquário, ponderou. E, na atual circunstância, quebrar uma promessa macularia menos sua moral do que ter de pedir dinheiro aos pais. 
Alice guardou a carta na bolsa, antecipando a saudade que sentiria do adorável casarão com pilares de pedra e amplas janelas pintadas de verde na fachada. 
Na juventude, ela costumava ir para o topo da torre da caixa d’água, de onde se podia ver a casa. Agora, ela a possuía. 
Aquela era a melhor casa de Cordelia, se não contasse a propriedade de Lil. 
No verão, as roseiras subiam pelas treliças que o jardineiro havia montado dezoito anos antes, quando ela se casara. O jardineiro se fora, assim como os outros empregados. 
E agora, ela estava a ponto de perder a casa, já que tivera de hipotecá-la para financiar o empréstimo no banco. Uma música alta, vinda do andar de cima, intrometeu-se em seus pensamentos. 
— Kathleen! Pelo amor de Deus, abaixe essa música! 
Era impossível que a filha ouvisse. As portas do quarto eram flanqueadas por imensas urnas mexicanas das excursões que ela costumava fazer com os amigos do Country Club. 
Alice suspirou. Onde estariam seus amigos agora? 
Na certa com sua irmã, Lil, e o famoso cantor country, Jonathan Van Castle. 
— Maldita Serena Simpson! — grunhiu, somando a irritação com a filha ao rancor pela atual esposa de Stan e ex-secretária do marido.


segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Um Novo Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Irmãs O`Malley 



Como em uma canção de amor...

O famoso astro da música country Jonathan Van Gastle está de volta à sua cidade natal, no Missouri, após dez anos de ausência.
Ao ser perseguido por uma horda de fãs, ele busca refúgio na primeira porta que encontra aberta, e se vê dentro de uma charmosa livraria, e de uma proprietária mais charmosa ainda, uma mulher com lindos olhos azuis, que imediatamente lhe inspiram uma nova canção de amor...
Lilac O'Malley Ryan nem mesmo reconhece o renomado músico que irrompe para dentro de sua loja feito um furacão.
Ela só está interessada em vender seus livros e despachar aquele cliente que parece decidido a jogar seu charme para ela...
Porém, é muito mais difícil do que ela imaginava livrar-se da lembrança do sorriso sedutor daquele estranho, que continua dançando em sua mente e tirando seu sono, noite após noite...

Capítulo Um

Jonathan Van Castle encostou a testa na janela do trailer que já percorrera o país de norte a sul com sua banda. Num gesto inconsciente, acariciou as calosidades das pontas dos dedos, adquiridas como resultado do uso constante da guitarra.
A distância, as colinas verdes do Missouri contrastavam com o resplandecente céu azul. 
Assim como os picos íngremes das montanhas, a carreira do astro da música country estava no apogeu. 
A superfície espelhada dos lagos serenos completava a beleza da paisagem familiar e, ao mesmo tempo, distante para ele.
Jon havia crescido naquele cenário exuberante, e a cada curva da estrada, sentia-se mais perto de Mônaco... e da ex-esposa.
Como era possível que Belinda tivesse o poder de estragar até mesmo o mais belo cenário?, pensou, irritado.
— Está com formigas na calça? — Zeke Townley, baixista da banda Van Castle, provocou ao vê-lo se inquietar no assento.
Jon olhou para trás e fez uma careta para o amigo.
— Essas calças que Sidney nos obriga a usar não são nem um pouco confortáveis.
Zeke desviou a atenção da revista que folheava e avaliou a peça de couro colada às pernas, com ar superior de quem estava acima daquele tipo de preocupação.
— E por que Você ouve aquele maluco?
— Acordei tarde e foi a única coisa que encontrei para vestir — resmungou ele, olhando para trás.
Os cabelos tingidos de verde e os trajes excêntricos do estilista eram mais compatíveis com uma banda de rock. Jon sempre se perguntava por que permitia que Sidney viajasse com o grupo, e a resposta era a mesma: pelo entretenimento que ele proporcionava.
Bocejou e apoiou os pés no console. Haviam saído de Kansas City às nove horas da manhã, cedo demais para quem fora dormir às quatro da madrugada.
O trailer reduziu a marcha ao entrar em Cordélia, a última cidadezinha digna de registro no mapa antes da região dos lagos. O vilarejo repousava numa aura bucólica, envolvido pela névoa do final de julho.
No fundo do veículo, a equipe de segurança jogava cartas com o estilista. Three-Rings, o baterista, assistia e opinava a cada jogada. 
Peter Price, agente da banda, assim como outros membros da equipe, haviam seguido à frente para o lago Kesibwi, a cinquenta milhas de distância, onde a equipe ficaria hospedada por uma mês, até o grande show na Feira Estadual de Sedalia.
O trailer vermelho com o desenho de duas guitarras douradas nas laterais chamou a atenção dos transeuntes ao passar pela rua central de Cordélia. As crianças que brincavam no pátio da escola gritaram e acenaram quando o veículo cruzou a rua, excitadas pela chance de fazerem algazarra.
— Está reconhecendo sua cidade natal?






Série Irmãs O`Malley
1. Um Novo Amor 
2. Follow Me Home
3. Home at Last
4. Home By Starlight
5. Take Me Home

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Inesquecível Verão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 


Oito anos atrás, Mari McKenzie foi para a cidade grande em busca de fama e fortuna.

Agora, desempregada, sem dinheiro e com o coração partido, ela não está em condições de resistir quando suas irmãs a levam de volta para sua cidade natal, no Missouri, e às suas origens.
Embora ainda não tenha desistido de seus sonhos, Mari descobre que tem uma desconcertante tendência a ficar com os joelhos bambos diante de Andy Eppelwaite, seu amigo de infância e ex-rebelde da cidadezinha. 
No entanto, apesar de Andy agora andar na linha e ser um homem íntegro e responsável... além de absolutamente irresistível..
Mari tem medo que ele não a perdoe se souber a verdade sobre a infeliz coincidência que ocorreu no passado e que poderá abalar o relacionamento de ambos. 
Assim, Mari e Andy terão de confiar um no outro e na sinceridade do amor que os une se quiserem ter uma chance de finalmente encontrar a felicidade...

Capítulo Um

Mari O’Malley concentrou-se no horizonte, evitando deliberadamente encarar as duas irmãs mais velhas. 
Quando se mudara para Kansas City, oito anos antes, ela havia imaginado que aquelas janelas proporcionariam a luz prefeita para suas pinturas. 
A verdade era que, rodeada por asfalto e concreto, mal havia iluminação na sala. 
Mas, quem se importava? Entre manter sua pequena empresa de artes gráficas e seu caso amoroso, não lhe sobrara tempo nem disposição para pintar.
A empresa havia falido, e o caso amoroso... Bem, nunca fora um romance promissor. 
E, como Lil e Alice tinham feito questão de lembrar, agora ela contava com tempo de sobra para fazer o que quisesse... Ou melhor, o que elas quisessem.
Depois que as três irmãs retornaram do centro cardiológico do Hospital St. Luke, onde sua mãe, Zinnia O’Malley, passara por uma cirurgia, Mari se instalou no sofá que dominava quase toda a sala. 
Sentia-se como uma criminosa diante de um júri, com Lil e Alice em duas cadeiras à sua frente. Seria engraçado se não fosse trágico.
— Não sei como aguenta tanto barulho. — As mãos de Lil seguiram para os cabelos ondulados e voltaram a pousar no colo.
— Eu gosto. Faz com que eu me sinta viva — Mari retrucou, esquecendo-se convenientemente de como, às três horas da madrugada, a música alta no apartamento vizinho a deixava maluca. — Você também gostaria se alguma vez na vida tirasse os pés de Cordelia por mais de um minuto. Por que insiste em se esconder naquele fim de mundo é um dos grandes mistérios da vida.
— Não para mim — Lil replicou, convicta.
As duas haviam travado aquela mesma discussão infinitas vezes. 
Mari criticava a irmã por ela não passar mais do que um dia longe da cidade onde nascera, enquanto Lil a recriminava por não valorizar suas origens.
Sabendo que não poderia convencer a irmã, Mari decidiu não prolongar o assunto.
— Vamos ao que interessa. — Alice cruzou as longas pernas e jogou uma mecha dos cabelos dourados para trás. — Você voltar para casa e cuidar da mamãe é a única solução.
Mari suspirou. Aquela alternativa, ainda que por pouco tempo, seria o fim da sua vida. Tinha de convencer as irmãs de que aquilo seria catastrófico.
— Por que eu? — questionou, exasperada, olhando de uma para a outra.
— A família precisa de você. Mamãe, principalmente, precisa de você. E nós sabemos que... — Lil se calou, delicada demais para completar a frase.
Alice não foi tão condescendente.
— Você não tem família, namorado, noivo ou marido. E agora, também não tem emprego.
— Isso não é verdade. — Mari se lembrou dos telefonemas recentes de Sean. Poderia tê-lo de volta se quisesse.
Porém, como conhecia muito bem a dificuldade de tomar decisões do namorado, aquele pretenso romance nunca passaria para algo mais sério.
Além do mais, não estava disposta a explicar nada para as irmãs; especialmente para Alice, que conhecia sua história amorosa.
Um silêncio pesado e incômodo caiu sobre elas. 
Nesse instante, um pensamento estranho cruzou a mente de Mari. Quem cuidaria das flores do seu jardim?
Ao mesmo tempo, lembrou-se da mãe na cama do hospital, ligada a uma série de tubos, e seu peito se apertou.
— Querida, pense bem... 
 





Série: Love finds a Home