Suas carícias provocariam de novo aquele redemoinho de emoções que a faziam perder a razão... Tinha de fugir do fascínio desse homem e convencê-lo de que não romperia o noivado com Greg para ficar com ele!
Como se adivinhasse seus pensamentos, Zack aproximou-se: “Ainda não entendeu, Eve? Ninguém poderá jamais nos separar nem impedir o que sentimos.
Capítulo Um
A música que vinha da casa tinha um ritmo indolente no anoitecer de verão. Luzes coloridas iluminavam o gramado, estendendo-se até o pequeno ancoradouro e refletindo na água como estrelas brilhantes. Ao longe, a ponte de Marlow, uma cidade nos arredores de Londres, ainda era visível, sob a penumbra que começava a se formar.
Levando um copo de vinho na mão, Eve Hallam dirigia-se, devagar e distraída, para a borda do rio. Um barquinho a remos, atracado num dos pilares do ancoradouro, produzia um ruído suave cada vez que a água batia de encontro ao casco.
A princípio, Eve não queria vir sozinha à festa de noivado de Deborah, pois Greg estava em Nova York, a serviço. Porém, haviam sido amigas desde o tempo de colégio e não podia deixar de compartilhar com ela um dia tão importante.
Um ar de preocupação anuviou seus olhos verdes, ao pensar em Greg. Precisava tomar uma decisão... Ele voltaria no dia seguinte e, com certeza, exigiria uma resposta. Portanto, teria apenas aquela noite para resolver se diria sim ou não à proposta de casamento que ele lhe fizera antes de viajar.
Sabendo que logo teria de retornar aos risos e conversas da festa, Eve permitiu-se mais alguns minutos de solidão, admirando a beleza do pôr-do-sol sobre o rio Tamisa. Sentou no primeiro degrau da escadinha que levava à água, descansando os cotovelos nos joelhos e segurando o queixo, pensativa.
Sob a luz difusa, Eve possuía uma aparência delicada e misteriosa. O traje de noite verde-esmeralda realçava-lhe o corpo bem-feito, esguio e gracioso, com os seios firmes e as pernas longas e perfeitas. Os pés delicados calçavam sandálias prateadas de saltos altos.
Os cabelos castanhos cobriam-lhe os ombros nus, e as sombras formadas pelo crepúsculo lhe acariciavam a pele suave e clara, enfatizando as linhas melancólicas do rosto. Os olhos, muito verdes, tinham um brilho transparente e a boca era sensual, porém firme.
De repente, despertando da concentração, ouviu uma voz masculina, cheia de divertimento:
— Está planejando uma fuga, ou só pensando?
Eve ergueu a cabeça, sentindo-se um tanto ridícula e, estranhamente, em desvantagem por ter sido seguida e abordada sem que percebesse.
Parado ao seu lado estava um homem alto, atraente, vestido num Summer impecável e irradiando autoconfiança. Os olhos dele eram de um azul intenso e continham uma força magnética irresistível. Talvez por isso a hostilidade inicial de Eve foi desaparecendo. Afinal, estavam juntos sob a luz avermelhada do céu, distantes dos sons animados da festa, o que os tornava um pouco cúmplices.
Envolvida por uma simpatia imediata, ela riu ao responder:
— Para ser sincera, acho que um pouco dos dois.
Ele se aproximou e sentou ao lado dela, sem parecer preocupado em sujar o elegante terno.
Permaneceram num silêncio amigável, olhando o rio que, naquele momento, ganhava tons acobreados, reproduzindo a cor púrpura do sol.
Eve olhou-o de relance, observando o jogo de sombras naquele rosto de feições bem proporcionadas. A testa, o queixo e as linhas irregulares das sobrancelhas compeliram a artista e ela lamentou não poder transferir para o papel a impressão agradável que transmitiam.
Um leve tremor lhe percorreu a espinha, mas Eve sabia que não era causado pela brisa que vinha do rio.
— Está com frio? — o estranho perguntou com familiaridade, como se a conhecesse há muito tempo.
— Não...
Capítulo Um
A música que vinha da casa tinha um ritmo indolente no anoitecer de verão. Luzes coloridas iluminavam o gramado, estendendo-se até o pequeno ancoradouro e refletindo na água como estrelas brilhantes. Ao longe, a ponte de Marlow, uma cidade nos arredores de Londres, ainda era visível, sob a penumbra que começava a se formar.
Levando um copo de vinho na mão, Eve Hallam dirigia-se, devagar e distraída, para a borda do rio. Um barquinho a remos, atracado num dos pilares do ancoradouro, produzia um ruído suave cada vez que a água batia de encontro ao casco.
A princípio, Eve não queria vir sozinha à festa de noivado de Deborah, pois Greg estava em Nova York, a serviço. Porém, haviam sido amigas desde o tempo de colégio e não podia deixar de compartilhar com ela um dia tão importante.
Um ar de preocupação anuviou seus olhos verdes, ao pensar em Greg. Precisava tomar uma decisão... Ele voltaria no dia seguinte e, com certeza, exigiria uma resposta. Portanto, teria apenas aquela noite para resolver se diria sim ou não à proposta de casamento que ele lhe fizera antes de viajar.
Sabendo que logo teria de retornar aos risos e conversas da festa, Eve permitiu-se mais alguns minutos de solidão, admirando a beleza do pôr-do-sol sobre o rio Tamisa. Sentou no primeiro degrau da escadinha que levava à água, descansando os cotovelos nos joelhos e segurando o queixo, pensativa.
Sob a luz difusa, Eve possuía uma aparência delicada e misteriosa. O traje de noite verde-esmeralda realçava-lhe o corpo bem-feito, esguio e gracioso, com os seios firmes e as pernas longas e perfeitas. Os pés delicados calçavam sandálias prateadas de saltos altos.
Os cabelos castanhos cobriam-lhe os ombros nus, e as sombras formadas pelo crepúsculo lhe acariciavam a pele suave e clara, enfatizando as linhas melancólicas do rosto. Os olhos, muito verdes, tinham um brilho transparente e a boca era sensual, porém firme.
De repente, despertando da concentração, ouviu uma voz masculina, cheia de divertimento:
— Está planejando uma fuga, ou só pensando?
Eve ergueu a cabeça, sentindo-se um tanto ridícula e, estranhamente, em desvantagem por ter sido seguida e abordada sem que percebesse.
Parado ao seu lado estava um homem alto, atraente, vestido num Summer impecável e irradiando autoconfiança. Os olhos dele eram de um azul intenso e continham uma força magnética irresistível. Talvez por isso a hostilidade inicial de Eve foi desaparecendo. Afinal, estavam juntos sob a luz avermelhada do céu, distantes dos sons animados da festa, o que os tornava um pouco cúmplices.
Envolvida por uma simpatia imediata, ela riu ao responder:
— Para ser sincera, acho que um pouco dos dois.
Ele se aproximou e sentou ao lado dela, sem parecer preocupado em sujar o elegante terno.
Permaneceram num silêncio amigável, olhando o rio que, naquele momento, ganhava tons acobreados, reproduzindo a cor púrpura do sol.
Eve olhou-o de relance, observando o jogo de sombras naquele rosto de feições bem proporcionadas. A testa, o queixo e as linhas irregulares das sobrancelhas compeliram a artista e ela lamentou não poder transferir para o papel a impressão agradável que transmitiam.
Um leve tremor lhe percorreu a espinha, mas Eve sabia que não era causado pela brisa que vinha do rio.
— Está com frio? — o estranho perguntou com familiaridade, como se a conhecesse há muito tempo.
— Não...


