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terça-feira, 1 de setembro de 2015

O Segredo de Darla Hart

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Depois da magia do amor, a melancolia do adeus.

O que impelia Jennifer de levar seu amor até as últimas conseqüências?
O perfume da pele de Michael paira no ar, numa nuvem extasiante,embriagadora. Jennifer quer que ele a beije, que a tome nos braços e a possua uma última vez.
Dali, do quarto dele partirá direto para a Kzam, onde, através de um programa de televisão, revelará ao mundo o segredo mais íntimo de seu amado.
Depois disso, jamais voltará a sentir o calor do corpo forte e másculo junto ao seu.

Capítulo Um

O vapor que subia do copo de café misturava-se ao intenso nevoeiro costeiro de junho. Jennifer Winters consultou seu relógio digital: quatro horas da manhã, uma hora absurda! Parecia idiotice ter se arriscado a tomar uma multa por excesso de velocidade para não fazer outra coisa senão esperar.
Tremendo, procurando se manter alerta, ela levantou a gola do suéter e enterrou o rosto dentro dela. Física. Devia ter estudado física. Ou então informática. Se ti­vesse dado ouvido a seus pais ou à conselheira da escola secundária, no momento estaria sentada num belo car­ro com aquecimento interno e não num velho MG sem capota.
Mas, em vez disso, resolvera estudar jornalismo, con­denando-se a uma baixa remuneração, trabalho em ho­rários absurdos e a longas sessões reflexivas sobre o significado da verdade na sociedade.
Aliás, essa fora sua tese de mestrado, muito elogiada por todos: “Perspectiva Integrativa da Realidade Versus Mito’’. Recebera a nota máxima e sua obra fora publi­cada num jornal acadêmico. Agora, cinco anos mais tarde, ela continuava escrevendo sobre o mesmo assunto, num tipo diferente de jornal, porém, duvidava que viesse a receber a nota máxima. Afinal, a verdade, como já havia aprendido, raramente era bem recebida. O ar estava carregado de umidade e o silêncio à sua volta, cheio de antecipação, ou pelo menos assim parecia.
Geralmente, Los Angeles não era uma cidade dada a silêncios profundos. A energia de tantas almas ativas permeava a atmosfera com incessante atividade. Gen­te que vinha de todos os quadrantes com fantasias carregadas de emoções e os corações cheios de esperança. Uma cidade habitada por milhões de Dons Quixotes. Jennifer a amava, não apenas porque era seu lar, mas também porque era um ótimo lugar para se enfrentar moinhos de vento.
Do outro lado da rua, a entrada principal do estúdio parecia uma sentinela maciça na obscuridade. Barras pontiagudas de ferro guarneciam o muro do prédio, cujo exterior, desenhado durante a época mais quixotesca da história de Hollywood, se assemelhava a um castelo de contos de fadas. Um homem uniformizado movia-se de um lado para o outro dentro de uma espécie de guarita de vidro. Iluminada por uma única lâmpada amarela, ela tomava o aspecto de um olho brilhante e todo-vidente à procura de intrusos.
Jennifer abaixou-se mais no banco do seu MG.
Dez minutos tinham se passado e, com eles, dois falsos alarmes: primeiro, um furgão de entregas e depois, um Chevrolet último tipo, do qual desceu uma jovem que mostrou seu cartão de identificação na portaria e en­trou.
Mais espera.
Vinte minutos depois, o murmúrio do motor de um carro pôde ser ouvido em meio ao nevoeiro. Jennifer ficou um pouco tensa quando seu espelho retrovisor refletiu o brilho de dois faróis cortando a escuridão. Como uma bússola, seus olhos azuis seguiram o Cadillac Biarritz branco que passou lentamente à sua direita e parou do outro lado da rua.
“Ótimo!”, pensou, sentindo a empolgação crescer den­tro de si. “É ela: Darla Hart, em pessoa!”
Ainda de olho no Cadillac, Jenny tirou as chaves da ignição e enfiou-as no bolso de sua calça de brim.
A porta do lado do motorista do Cadillac se abriu. E, imediatamente, ela pôs a mão na maçaneta da porta do MG.
Do outro lado da rua, um homem desceu do carro. Jenny estudou-o à luz amarelada lançada pela guarita do guarda. Ele usava calças justas de brim e um casaco de couro, estilo continental.
“Dispendioso”, avaliou, guardando o dado para uso futuro.
O homem foi até o lado do passageiro. Ele agora es­tava bem visível, e Jennifer notou que devia ter uns trin­ta e poucos anos. Seus cabelos eram escuros e curtos, mas cheios e levemente ondulados. Será que poderia classificá-lo de bonito? Não! Atraente, talvez. Muito atraente.
As feições dele eram fortes e dominadoras. Ela fez uma rápida comparação aos ídolos atuais do cinema… De Niro, Pacino…

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Circulo De Fogo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO





No mundo de Lauren não existe lugar para o amor...

Lauren Taylor lança no mundo das artes o pintor Christopher Reynolds.
Em pouco tempo à fama dele percorre o mundo, e em pouco tempo também Lauren se vê envolvida numa paixão alucinante.

Christopher a leva a descobrir um mundo novo de prazer, sensualidade e erotismo.
Mas a realidade é dura, traiçoeira...
Enquanto se entrega ao homem que é capaz de realizar as suas mais secretas fantasias, pessoas poderosas tramam para afastá-la desse sonho: ela precisa pertencer a outro homem!

Capítulo Um

Lauren freou pela milésima vez seu Porshe conversível amarelo e deu uma olhada rápida no espelho retrovisor com um suspiro de resignação.
Não adiantava irritar-se, pois àquela hora o trânsito em Santa Mônica Boulevard era horrível.
Morando há seis meses em Los Angeles, já aprendera a não se apavorar cada vez que se atrasava para um compromisso.
Era pura perda de tempo.
Olhando novamente para o espelho, ajeitou uma mecha do cabelo castanho, que havia se desprendido do coque cuidadoso que ela mesma penteara.
Ficava especialmente bonita com os cabelos presos daquela forma, deixando o pescoço alvo e delicado à mostra.
Nesse instante, a fila de carros recomeçou a movimentar-se e Lauren sorriu aliviada. Mas, assim que consultou os pequenos brilhantes do mostrador do seu Piaget, o rosto perfeito fechou-se numa expressão tensa, preocupada.
Já eram duas horas e estava ligeiramente atrasada para o encontro.
Com certeza, um dos homens mais ricos da América devia estar começando a se impacientar.
Contudo, o que podia fazer? Não imaginara que a reunião com o gerente do banco fosse durar tanto tempo.
E muito menos que ela terminaria sem que soubesse se o seu pedido de empréstimo seria ou não aprovado.
Um calafrio percorreu-lhe a espinha ao lembrar-se de que, se não conseguisse o dinheiro que pedira, perderia tudo o que havia construído em onze anos de trabalho árduo e insano.
Toda sua luta não teria valido nada!

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