Ele parecia um super-herói saído de um filme!
Ela era a heroína em apuros!
Beth Thomas havia perdido o emprego e estava sem casa para morar.
A única solução imediata para seus problemas era aceitar a proposta de Robert Kane: ele havia lhe oferecido não apenas emprego e um lar, mas casamento, também!
Se fosse realista, diria simplesmente "sim" a esse homem, afinal, era a solução perfeita para seus problemas. O que a intrigava, no entanto, era a verdadeira razão da generosidade de Robert.
O que ele realmente desejava, ao fazer uma oferta tão tentadora?
A única solução imediata para seus problemas era aceitar a proposta de Robert Kane: ele havia lhe oferecido não apenas emprego e um lar, mas casamento, também!
Se fosse realista, diria simplesmente "sim" a esse homem, afinal, era a solução perfeita para seus problemas. O que a intrigava, no entanto, era a verdadeira razão da generosidade de Robert.
O que ele realmente desejava, ao fazer uma oferta tão tentadora?
Capítulo Um
Beth pegou o copo de água mineral com as mãos trêmulas. Tomou um gole e colocou-o sobre a mesa.
Sabia que o homem que amava ficara relutante em aceitar aquele encontro, mas viria... Precisava vir!
A porta do luxuoso e prestigiado restaurante se abriu e os olhos azuis de Beth olharam naquela direção, todavia não era ele.
Onde estaria? Por que estava tão atrasado? Com certeza, não a deixaria esperando, já que concordara em encontrá-la. O medo fez com que sentisse um calafrio.
— Se está esperando por Andrew, sinto desapontá-la, porque ele não virá. Nem hoje, nem nunca!
Uma voz de mulher fez-se ouvir, repentina. Uma voz fria e inesperada. Beth, assustada, sem saber de onde provinha, levantou-se num sobressalto, sentindo o coração disparar. Estivera tão envolvida em seus devaneios que não percebera a mulher parada atrás de si e que agora a fitava com ares de pouca amizade.
— Desculpe. Está falando comigo? — conseguiu balbuciar.
— E quem mais poderia ser? Mulheres como você me fazem ficar doente! Não se importam nem um pouco em magoar as pessoas, contanto que obtenham o que desejam! — falando assim, a outra deu um soco na mesa, entornando o copo de água na toalha branca.
— Bem, agora acabou. Está me ouvindo? Acabou! Fique longe de Andrew ou vai se arrepender!
— Eu... — Beth olhava para a mulher, completamente confusa. O que estaria acontecendo? Quem seria aquela doida? E por que se julgava no direito adverti-la para que ficasse longe de Andrew?, perguntava-se num misto de transtorno e surpresa. Beth respirou fundo, olhando para as pessoas do restaurante que prestavam atenção na cena que se desenrolava.
— Quem é você? O que quer? — perguntou, tentando imprimir à voz um tom normal. A desconhecida esboçou um sorriso cínico para dizer:
— Quem pensa que sou? Sou a esposa de Andrew, é claro! Não tente me enganar, dizendo que não sabia que ele era casado, porque não vai funcionar. Foi por isso que se sentiu atraída por ele, não foi? Porque é casado! Sua... Sua... Vagabunda!
— Casado! — Beth repetiu, sentindo o ar faltar-lhe.
— Sim, casado! E não banque a inocente comigo! Você sempre soube disso, como também sobre as crianças. Mesmo assim, não deixou de encontrá-lo, não é! Andrew contou tudo, a maneira como o seduziu, apesar de ele ter dito que não estava interessado em você. Mas, ordinária como é, não aceitou uma recusa, não? Continuou procurando-o até que o pobre coitado do meu marido não resistiu e caiu em suas teias. Eu não o culpo. Você é uma...
— Calma, querida? Não sei o que está acontecendo, mas vocês duas conseguiram chamar a atenção de todos.
Onde estaria? Por que estava tão atrasado? Com certeza, não a deixaria esperando, já que concordara em encontrá-la. O medo fez com que sentisse um calafrio.
— Se está esperando por Andrew, sinto desapontá-la, porque ele não virá. Nem hoje, nem nunca!
Uma voz de mulher fez-se ouvir, repentina. Uma voz fria e inesperada. Beth, assustada, sem saber de onde provinha, levantou-se num sobressalto, sentindo o coração disparar. Estivera tão envolvida em seus devaneios que não percebera a mulher parada atrás de si e que agora a fitava com ares de pouca amizade.
— Desculpe. Está falando comigo? — conseguiu balbuciar.
— E quem mais poderia ser? Mulheres como você me fazem ficar doente! Não se importam nem um pouco em magoar as pessoas, contanto que obtenham o que desejam! — falando assim, a outra deu um soco na mesa, entornando o copo de água na toalha branca.
— Bem, agora acabou. Está me ouvindo? Acabou! Fique longe de Andrew ou vai se arrepender!
— Eu... — Beth olhava para a mulher, completamente confusa. O que estaria acontecendo? Quem seria aquela doida? E por que se julgava no direito adverti-la para que ficasse longe de Andrew?, perguntava-se num misto de transtorno e surpresa. Beth respirou fundo, olhando para as pessoas do restaurante que prestavam atenção na cena que se desenrolava.
— Quem é você? O que quer? — perguntou, tentando imprimir à voz um tom normal. A desconhecida esboçou um sorriso cínico para dizer:
— Quem pensa que sou? Sou a esposa de Andrew, é claro! Não tente me enganar, dizendo que não sabia que ele era casado, porque não vai funcionar. Foi por isso que se sentiu atraída por ele, não foi? Porque é casado! Sua... Sua... Vagabunda!
— Casado! — Beth repetiu, sentindo o ar faltar-lhe.
— Sim, casado! E não banque a inocente comigo! Você sempre soube disso, como também sobre as crianças. Mesmo assim, não deixou de encontrá-lo, não é! Andrew contou tudo, a maneira como o seduziu, apesar de ele ter dito que não estava interessado em você. Mas, ordinária como é, não aceitou uma recusa, não? Continuou procurando-o até que o pobre coitado do meu marido não resistiu e caiu em suas teias. Eu não o culpo. Você é uma...
— Calma, querida? Não sei o que está acontecendo, mas vocês duas conseguiram chamar a atenção de todos.









