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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Longe do Coração

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Ele parecia um super-herói saído de um filme! 

Ela era a heroína em apuros! Beth Thomas havia perdido o emprego e estava sem casa para morar. 
A única solução imediata para seus problemas era aceitar a proposta de Robert Kane: ele havia lhe oferecido não apenas emprego e um lar, mas casamento, também! 
Se fosse realista, diria simplesmente "sim" a esse homem, afinal, era a solução perfeita para seus problemas. O que a intrigava, no entanto, era a verdadeira razão da generosidade de Robert. 
O que ele realmente desejava, ao fazer uma oferta tão tentadora? 


Capítulo Um 

Beth pegou o copo de água mineral com as mãos trêmulas. Tomou um gole e colocou-o sobre a mesa. Sabia que o homem que amava ficara relutante em aceitar aquele encontro, mas viria... Precisava vir! A porta do luxuoso e prestigiado restaurante se abriu e os olhos azuis de Beth olharam naquela direção, todavia não era ele.
Onde estaria? Por que estava tão atrasado? Com certeza, não a deixaria esperando, já que concordara em encontrá-la. O medo fez com que sentisse um calafrio. 
— Se está esperando por Andrew, sinto desapontá-la, porque ele não virá. Nem hoje, nem nunca! 
Uma voz de mulher fez-se ouvir, repentina. Uma voz fria e inesperada. Beth, assustada, sem saber de onde provinha, levantou-se num sobressalto, sentindo o coração disparar. Estivera tão envolvida em seus devaneios que não percebera a mulher parada atrás de si e que agora a fitava com ares de pouca amizade. 
— Desculpe. Está falando comigo? — conseguiu balbuciar.
— E quem mais poderia ser? Mulheres como você me fazem ficar doente! Não se importam nem um pouco em magoar as pessoas, contanto que obtenham o que desejam! — falando assim, a outra deu um soco na mesa, entornando o copo de água na toalha branca. 
— Bem, agora acabou. Está me ouvindo? Acabou! Fique longe de Andrew ou vai se arrepender! 
— Eu... — Beth olhava para a mulher, completamente confusa. O que estaria acontecendo? Quem seria aquela doida? E por que se julgava no direito adverti-la para que ficasse longe de Andrew?, perguntava-se num misto de transtorno e surpresa. Beth respirou fundo, olhando para as pessoas do restaurante que prestavam atenção na cena que se desenrolava. 
— Quem é você? O que quer? — perguntou, tentando imprimir à voz um tom normal. A desconhecida esboçou um sorriso cínico para dizer: 
— Quem pensa que sou? Sou a esposa de Andrew, é claro! Não tente me enganar, dizendo que não sabia que ele era casado, porque não vai funcionar. Foi por isso que se sentiu atraída por ele, não foi? Porque é casado! Sua... Sua... Vagabunda! 
— Casado! — Beth repetiu, sentindo o ar faltar-lhe. 
— Sim, casado! E não banque a inocente comigo! Você sempre soube disso, como também sobre as crianças. Mesmo assim, não deixou de encontrá-lo, não é! Andrew contou tudo, a maneira como o seduziu, apesar de ele ter dito que não estava interessado em você. Mas, ordinária como é, não aceitou uma recusa, não? Continuou procurando-o até que o pobre coitado do meu marido não resistiu e caiu em suas teias. Eu não o culpo. Você é uma... 
— Calma, querida? Não sei o que está acontecendo, mas vocês duas conseguiram chamar a atenção de todos. 

domingo, 11 de novembro de 2012

Marés do Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
 A névoa envolvia quase toda a paisagem, tomando o entardecer um pouco mágico e um pouco misterioso. Ellen foi até a praia, a passos lentos, como se soubesse que algo aconteceria. 
De repente, a mão firme e máscula de Marcus segurou seu braço e no mesmo instante puxou-a para junto dele. Sensual, cheio de poder e força, Marcus poderia forçá-la a se entregar. 
Porém, bastou apenas um toque para que seu corpo se incendiasse de desejo e seu coração batesse descompassado, clamando por amor... 


Capítulo Um 

Ellen Moore não tinha ideia de quem era aquele homem. A batida na porta assustou-a. Não esperava por ninguém numa noite como aquela, em que as ondas chocavam-se violentamente contra os rochedos e o vento uivava como um animal amedrontado. 
Abriu a porta sem titubear e deparou-se com um estranho. — Ellen Moore? — A voz dele era rouca e profunda. 
— Sou — ela respondeu, assustada. 
— Graças aos céus! Estou procurando esta casa de praia há horas. 
— O que deseja? 
— Falar com você, é óbvio, mas não posso fazer isso aqui fora, no meio dessa ventania. 
O estranho empurrou a porta e adentrou sem que Ellen tivesse tempo de impedi-lo. Ele olhou ao redor e fixou o olhar sobre a pequena sala, que servia tanto de sala de estar como sala de jantar, antes de encarar o rosto assustado dela. 
— Devo confessar que esperava um cenário diferente para uma mulher como você — declarou. 
Ellen fitou-o por um breve momento, procurando entender o que ele dizia. 
— Saia! — exclamou. 
— Como ousa entrar aqui dessa maneira? Saia agora mesmo! — Ela segurou a porta que fora selvagemente aberta, irritando-se ainda mais. 
— Você me ouviu? Disse para sair! 
— Ouvi muito bem, mas irei somente quando terminar o que me propus a fazer, Srta. Moore. Caminhou até ela e calmamente fechou a porta. 
— Se não sair daqui neste instante irei... — Ellen ameaçou. — Você fará o quê? — Seus lábios eram pequenos, de onde se abria um ligeiro sorriso. 
— Mora sozinha, não tem telefone e a casa fica muito afastada da cidade, então, como pretende me tirar daqui? Como ela odiava homens assim, frios, arrogantes, metidos a valentões. Ellen caminhou até a porta da cozinha. 
— Tem razão, mas tenho algo mais eficiente. — Abriu a porta, fazendo com que um cão surgisse entre os batentes. Ellen repousou a mão sobre a cabeça dele e abriu um leve sorriso para o estranho.
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domingo, 8 de abril de 2012

O Amor É A Resposta

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Por que Sarah fora se deixar encantar por um homem machista e dominador? 


Por mais que tentasse, Sarah não conseguia se livrar do magnetismo que James exercia sobre ela. 
Cada vez que a fitava com os olhos perscrutadores, era como se causasse uma verdadeira avalanche em suas emoções. 
Mesmo sem tocá-la, James estava fazendo com que se sentisse tão atraída por ele, como nenhum homem jamais conseguira antes. 
Sarah queria entregar-se àquele sentimento poderoso, mas ao mesmo tempo o rejeitava com veemência. 
Um único pensamento a assolava: o que seria dela se sucumbisse à paixão que ameaçava romper em seu peito?


Capítulo Um 


O telefone estava chamando. Sarah sentia a tensão aumentar a cada toque. Já havia se encontrado duas vezes com James MacAllister e sua impressão era a de que ele não passava de um homem frio e calculista. — Alô? Aqui é MacAllister — disse uma voz, ao atender. — Sr. MacAllister, aqui é Sarah Marshall. — Fez uma pausa, esperando que ele dissesse alguma coisa. — Espero que se lembre de mim... Sou a professora de Catherine. — Sim, me lembro. Posso ajudá-la em alguma coisa? Ele não havia gostado do que ela dissera dois meses atrás, e, certamente, ainda não a perdoara. — Bem... eu... — começou, nervosa, escolhendo as palavras. — O que eu tenho para falar é algo bem desagradável. Receio que Catherine... desapareceu, sr. MacAllister. — Desapareceu? Mas que diabos está tentando me dizer? Ela não devia estar numa viagem de intercâmbio cultural na França? — Ela estava... ou melhor, está — respondeu, tentando manter a calma. — Estou ligando de Paris, senhor... — Então sugiro que me conte exatamente o que está acontecendo aí! — ele interrompeu-a, nervoso. — Eu só dei permissão para minha filha viajar porque me foi garantido que haveriam pessoas responsáveis para cuidar dela! E agora vem me dizer que a perdeu? — Eu não a perdi! — gritou. — E tudo o que planejamos está sendo rigorosamente cumprido! Nós estávamos no Museu do Louvre, juntamente com as outras garotas e as professoras, quando Catherine... sumiu. — Ninguém simplesmente desaparece, srta. Marshall! Ela deve estar passeando em algum lugar. Talvez tenha se perdido de vocês e esteja apavorada querendo encontrá-las! — Sr. MacAllister, nós passamos as últimas duas horas procurando por ela! Até solicitamos a ajuda de alguns guardas do museu. Acredite em mim, ela não está aqui! Sarah percebeu que James MacAllister não tinha noção do que realmente tinha acontecido e a julgava uma incompetente por não cuidar de sua filha. Já não bastava o sumiço da garota? — Então... 
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domingo, 1 de maio de 2011

Noites Espanholas

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Laura ainda podia sentir o sabor dos lábios de Luís nos seus, os braços fortes e másculos envolvendo-a com paixão.
Porém, tinha de resistir ao charme devastador desse homem e ao sentimento que renascia em seu peito.
Já o amara uma vez, já fora sua mulher, e o destino destruíra sua felicidade.
Agora, aquelas noites na Espanha ameaçavam fazer o passado reviver com a força de uma surpreendente paixão...

Capítulo Um

Sabia que ele a encontraria. Ao fugir, esperava apenas ganhar tempo, respirar e reunir forças para se fazer ouvir quando o momento chegasse.
Mas agora, ao vê-lo parado na soleira com o rosto frio e impenetrável, Laura tinha certeza de que não conseguiria.
— É melhor entrar — disse, afastando-se para que ele passasse.
Depois de fechar a porta, respirou fundo e virou-se para encará-lo, aproveitando para apreciar a beleza dos cabelos negros e da pele morena e viçosa.
Ele não parecia diferente de quando o deixara, dois meses antes, e o rosto não mostrava sinais de sofrimento ou tensão.
Teria sentido sua falta, ou viera buscá-la apenas por orgulho, para cumprir seu dever? Se soubesse, poderia lidar melhor com a situação.
— Você parece ótima, Laura. É óbvio que o clima inglês lhe faz bem. Melhor que o espanhol...
Havia sarcasmo em sua voz e na maneira como examinava seu rosto pálido, seus cabelos loiros e os olhos cinzentos sob as longas pestanas. Laura ficou vermelha, consciente da intensidade daquele olhar e do efeito que provocava nela. Luís fora educado na Inglaterra, como toda a família, e falava o idioma perfeitamente, mas havia sempre uma leve inflexão em sua voz profunda, um acento que dava às palavras um adorável toque estrangeiro. Ao ouvir sua voz, Laura tentou conter os arrepios provocados pelo som que sempre julgara sensual e estimulante.
— Estou muito bem, mas duvido que tenha vindo até aqui para informar-se sobre minha saúde — respondeu, dirigindo-se à sala de estar.
Luís a seguiu, examinando a mobília simples com ar de desprezo.
— Sei que não é o tipo de ambiente com que está habituado, mas não há outro lugar onde possamos conversar. Quer um café?
— Não, obrigado. Almocei a caminho daqui — ele suspirou, sentando-se em uma das poltronas e cruzando as pernas, os olhos fixos em seu rosto.
— Vamos dispensar as formalidades, está bem? Acho que não são necessárias.
Forçando-se a sustentar seu olhar gelado, Laura sentou-se diante dele.
— Concordo com você. Por que veio me procurar, Luís?

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sábado, 9 de abril de 2011

O Luar Do Deserto

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


desertos, pirâmides, tempestade de areia e... Flynn O’Rourke!

Nem em seus sonhos mais loucos, Natalie imaginara passear pelo Egito ao lado de Flynn.


Ao contemplar a paisagem perfeita, o céu sobre o deserto, com suas estrelas brilhantes, Natalie tentou resistir àquela magia.
Precisava lembrar-se de que o misterioso e sedutor Flynn não a amava.
Queria apenas usá-la como "informante" para descobrir uma perigosa trama que envolvia um grande amigo seu.
Porém, quando ele a tomava nos braços, esquecia-se de que precisava partir.
Queria ficar e se entregar a Flynn, seu príncipe do deserto!

Capítulo Um

— Que dia! Flynn O'Rourke despejou uma generosa dose de uísque em seu copo, afrouxou a gravata e se estirou no sofá.
Tomou um gole e fechou os olhos, con­forme a bebida queimava sua garganta e, quem sabe, um pouco de sua frustração.
Difícil acreditar que tantas coisas pudessem ter dado er­rado.
A chamada o surpreendera a caminho do aeroporto de Roma.
Fora obrigado a fazer o retorno na estrada e tentar resolver o problema, o que levou vários pares de horas, antes de se atrever a pensar novamente em partir.
Agora, as férias, que se prometera, estavam fora de cogitação.
Alguns poderiam encarar o que acontecera como obra do azar, mas Flynn não era supersticioso.
A seu ver, havia alguém por trás daquela história.
Mas suspeitas não provavam nada.
O que ele necessitava era de uma evidência, por mais que uma parte de si preferisse não se aprofundar no assunto.
Tomou outro gole do uísque escocês de doze anos, estalou a língua, e olhou para cada detalhe da sala.
O apartamento não era do seu gosto, mas não podia criticar a escolha de Marcus Cole quanto à marca do uísque.
Nunca poderia sequer imaginar que seria tão fácil conseguir se instalar no local. Após o regresso de Roma, batera à porta e Marcus lhe oferecera prontamente o uso do lugar, enquanto estivesse viajando.
A desculpa que lhe dera, de que seu próprio apartamento estava inundado devido a um vazamento no andar superior, fora aceita sem reservas.
Dessa forma, Flynn sentia-se até no dever de aproveitar a oportunidade ao máximo.

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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Receita para um grande amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO






Nancy faria qualquer coisa por esse homem

No quarto de seu luxuoso apartamento em Londres, Keir Grant não conseguia dormir.


A simples idéia de que Nancy estava no aposento ao lado despertava-lhe emoções que durante anos lutara para controlar.
Diante dela, transformava-se num homem diferente, menos irônico, menos triste.
Nancy era a própria musa de seus sonhos. Mais do que isso, era uma mulher que o intrigava e o fascinava. Mesmo assim, ele resistia. Por que deveria entregar-se ao amor, se esse sentimento só lhe trouxera amargura, mágoa e desilusões?…

Capítulo Um

Já fazia mais de meia hora que Nancy James tentava, sem sucesso, descobrir o que o homem ao seu lado estava escrevendo. Curiosa, ela se inclinou mais para a direita, satisfeita por ter encontrado algo com o que se entreter durante aquele vôo monótono até Londres. “Será que ele é um escritor?”, perguntou-se ao vê-lo virar mais uma página.
Logo percebeu que os papéis nos quais ele rabiscava eram uma espécie de lista ou ficha:Nome: Melodie Greaves — vinte e três anos. Altura: um metro e setenta e oito. Peso: cinqüenta e oito quilos. Loira (cabelos possivelmente tingidos); olhos castanhos; divorciada. Notas:Pernas,Cabelo,Dentes etc...
Nancy ficou a imaginar o que significariam todos aqueles itens, seguidos de suas respectivas notas.
Endireitando-se no assento, fechou os olhos e descansou a cabeça no encosto macio, dizendo a si mesma que não deveria ser tão curiosa, e que não tinha nada a ver com aquilo.
Afinal, sabia que cada pessoa possuía manias diferentes e na certa nada descobriria que fosse de seu interesse observando o estranho e suas anotações.
Entretanto, minutos depois, o som da caneta deslizando com vigor pelo papel aguçou-lhe mais uma vez a curiosidade.
Abrindo os olhos, Nancy percebeu que o homem, naquele momento, avaliava uma outra mulher, Anne Baddley, a quem conferiu um oitenta e sete, resultado muito melhor do que o da tal de Melodie.
— Café, sr. Grant? — ofereceu a aeromoça em um tom educado, surpreendendo Nancy, que logo fechou os olhos, simulando estar adormecida, pois temia ser pega em sua “espionagem”.