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domingo, 25 de maio de 2014

Corpos Ardentes

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Ajude-me a Lembrar!

Vagando pela noite, ela não se lembrava de seu passado nem do próprio nome. 
Mas precisava se abrigar da tempestade, e acabou descobrindo um refugio: uma cabana no bosque... e um estranho moreno, forte e sensual. 
Ajude-me a esquecer... Nick Vincetti a acolheu com generosidade, gentilmente a aqueceu em sua lareira e aos poucos despertou um perigoso desejo em seu coração. 
Ela se lembrava vagamente de uma aliança. Teria deixado um homem amado no passado? Nick poderia ajudá-la a recordar? Ou mesmo a esquecer? Porque, de repente, não quer se lembrar do passado. 
Apenas o presente importava, e o amanhã... com aquele homem maravilhoso, e seus corpos ardentes de paixão!


Capítulo Um

Onde estava? Puxando para trás os cabelos molhados, encolheu-se sob a chuva. Estivera correndo pelos bosques por tanto tempo que sentia dor ao respirar. Precisava descansar, mas tinha medo de se deter. O solo estava escorregadio. 
Por duas vezes, caíra de joelhos e não se lembrava de onde começara a correr, apenas de quando. Um relâmpago iluminou os bosques com um clarão fantasmagórico. Trovões rugiam ensurdecedoramente, enchendo-a de pânico, não por causa da tempestade, mas pelo vazio em sua mente. 
Depois de se erguer pela segunda vez, cerrou os lábios a fim de evitar que os dentes batessem enquanto afastava a ramagem para alcançar a clareira. Com passos incertos, andou na lama até ver os contornos de uma cabana, com fumaça saindo da chaminé. Talvez tivesse vindo daquela cabana, ficando a vagar pelos arredores. 
E depois? Caíra e batera a cabeça? Exausta, arrastou-se até a escada dos fundos. E se tivesse fugido justamente de alguém que estava lá dentro? Lutando contra a tontura, encostou-se na porta da cabana, sem saber se batia ou não. Talvez seus receios fossem infundados e precisava se aquecer, descansar. 
Dentro da cabana, Nick Vincetti remexeu no fogo que acabara de acender na lareira. A chuva caía incessante no telhado, com um ruído sincopado. Bebericou café morno de uma térmica. Embora cansado por ter dirigido até a cabana, não estava com pressa de dormir. 
Deixara os compromissos para trás em Chicago, réus, julgamentos e investigações. Nick desejava esquecer tudo aquilo e, durante duas semanas, pretendia se afastar dos problemas. Sentiu o estômago roncar, o que o fez lembrar que não comia desde o meio-dia. 
Bocejou e pegou a jaqueta, jogando-a sobre os ombros e indo até a porta para buscar as ultimas duas caixas de papelão que trouxera. Uma delas continha um filão de pão e um vidro de creme de amendoim. Ao passar pelo portão, enterrou os pés na lama, sujando suas botas.
Aborrecido, deu dois passos à frente e parou, ouvindo alguém bater na porta dos fundos. Encolhendo-se sob a chuva, seguiu o som, dando a volta na cabana. A escuridão envolvia a escada, mas percebeu movimento. Uma figura envolta nas sombras estava junto à porta. 
Era uma mulher. Com os cabelos ensopados e enlameados, segurava-se com força à maçaneta, quando o clarão de um relâmpago revelou o rosto pálido. 
— Senhora, o que está fazendo aqui fora? — gritou ele, tentando se fazer ouvir acima do clamor do vento.

sábado, 18 de junho de 2011

Os Sonhos Não Morrem

ROMANCE CONTEMPORÂNEO






No coração do Arizona, um enigma mudaria a vida de John
Curioso, John desceu do carro e caminhou pela rua estreita da estranha cidadezinha. Tinha a sensação de penetrar em outro tempo; tudo ali permanecia intocados, pelos anos...

De repente, avistou uma mulher que o fez parar, incrédulo e maravilhado.
Um delicioso vestido longo valorizava-lhe a silhueta esguia e cabelos sedosos emolduravam um rosto perfeito.
Que lugar era aquele, em que parecia retornar ao passado?
E quem era a bela estranha, que lhe sorria como se já o conhecesse?

Capítulo Um

John Bannion consultou mais uma vez o recorte de jornal, um anúncio pedindo um ator. Queria confirmar o endereço e, pelas indicações, chegara ao local correto.
A placa, gasta pelo tempo pelos ventos quentes, sinalizava a entrada para Tumbleweed Village.
E, apesar de bastante isolada, não fora difícil encontrar o lugar.
Nas redondezas, todos conheciam aquele parque, réplica perfeita de uma vila do velho Arizona, fundada em 1880.
Parou junto ao velho portão de madeira e ferro da entrada e observou a paisagem. Apenas alguns arbustos ressequidos interrompiam a aridez do deserto, de tons amarelados.
Embora distante apenas cinqüenta quilômetros da cidade de Phoenix, era como se entrasse em outro mundo.
Ali, o silêncio e a simplicidade nada tinham a ver com os oceanos de néon e o barulho infernal das grandes cidades.
Trancou a porta do carro esporte, depois de manobrá-lo com facilidade no estacionamento deserto.
Depois, pisando com cuidado no solo pedregoso, voltou ao portãozinho e empurrou-o fazendo-o ranger.
Observou a bilheteria fechada antes de seguir por uma trilha ladeada por pequenos arbustos.
Perguntou-se a quem pediria o emprego se o parque estava tão deserto.

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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Duelo de Emoções

ROMANCE CONTEMPORÂNEO








Por medo de sofrer, Meg relutava em entregar-se a um novo amor

Meg não conseguiu resistir ao beijo exigente de Roger.
Esse homem fascinante a impedia de raciocinar, arrastando-a num redemoinho de sensações.

Após a morte do noivo, jurara nunca mais se envolver com um policial e ali estava, nos braços do sargento Roger Brady, louca de desejo, de novo apaixonada... Porém, o preço dessa paixão poderia ser alto demais.
E se pela segunda vez o destino lhe roubasse a chance de ser feliz?

Capítulo Um

Meg Gallagher juntou e empilhou as pastas que se achavam jogadas sobre a mesa do irmão. Em seguida recostou-se na cadeira e olhou ao redor.
O pequeno escritório encontrava-se na mais profunda desordem. O fato, porém, não a surpreendeu.
James nunca conseguira ser organizado durante toda a vida.
Desanimada, consultou o relógio de pulso: fazer uma faxina à meia-noite não lhe parecia muito apropriado.
Era melhor voltar de manhã para organizar tudo.
Ao abaixar-se para apanhar a bolsa que caíra no chão, teve um sobressalto ao ouvir o telefone tocar. Esperou que a campainha soasse três vezes antes de responder com um alô hesitante.
Do outro lado da linha, a voz de James soou preocupada.
— Já passa da meia-noite, Meg! Que diabo está fazendo aí?
Ela respirou fundo, pronta para escutar um verdadeiro sermão sobre segurança e os perigos de estar ali sozinha.
— Primeiro me explique como conseguiu telefonar a esta hora. Deve estar infringindo o regulamento do hospital. Sei que os pacientes devem...
— Não me preocupo com isto — James interrompeu, impaciente.
— E como soube que eu estava aqui?
— Está se esquecendo de que sou detetive? Como em sua casa ninguém respondia, resolvi tentar o escritório.
— James, não precisava entrar em pânico.
— Afinal, o que espera de um filho de capitão da polícia? Não encontrando você em casa, eu...