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quarta-feira, 12 de abril de 2017

Visitante da Noite

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Beatrix acorda de repente no meio da noite. 

Um corpo masculino pressiona o seu, braços fortes enlaçando-lhe a cintura! 
Como pôde ser tão ingênua a ponto de aceitar hospedagem numa casa estranha, habitada por um solitário e excêntrico morador? Apavorada, percebe que John Courtland está completamente nu! 
O homem a abraça cada vez mais forte e ela sente um arrepio de excitação. Beatrix sabe que não vai poder resistir...

Capítulo Um

Beatrix tinha experiência em se perder. Aquilo era algo que fazia sempre e, diga-se de passagem, muito bem. Atalhos estreitos e lamacentos eram infinitamente mais atraentes do que auto-estradas modernas e, se por acaso uma escolha insensata a levasse a algum lugar bizarro, ela não se importava. Na verdade, ser impulsiva era uma coisa bem divertida. Afinal, a vida não tinha graça sem um pouco de risco, sem um toque de perigo e desafio.
Aquela noite, entretanto, ela estava completamente apavorada. Com direito a coração disparado, estômago embrulhado e mãos geladas.
Um raio ameaçador cortou o céu, bem a sua frente, os trovões ensurdecedores fazendo seu Volkswagen tremer como folha ao vento. A chuva batia no pára-brisa com tanta força que os limpadores mal davam conta do recado.
O céu estava preto, o que, aliás, não causava espanto, considerando-se que já era quase meia-noite. A estrada de terra tinha se transformado num enorme lamaçal, que parecia prestes a engolir seu pobre carrinho... com a dona dentro.
Beatrix havia passado aquela última hora torcendo para que a tempestade parasse. Não parou. E quase fizera promessa para encontrar um lugar, um hotel de beira de estrada, um posto de gasolina, uma casa, qualquer coisa, onde pudesse se abrigar. Não encontrara.
Mais de uma dezena de raios cortaram o céu, iluminando a paisagem desolada das planícies de Dakota do Sul. Sob as luzes da tempestade, aquele lugar parecia tão estranho e assustador como o solo de Marte.
E igualmente deserto.
De qualquer modo, ninguém jamais poderia chamar Beatrix Reynaud de medrosa. Havia visitado o Parque Nacional da cidade naquela mesma tarde e o achara lindo. Tinha visto as nuvens pretas no céu, sabia que a tormenta viria logo, mas tal detalhe não tivera o dom de assustá-la. A tempestade que se formava fizera com que a paisagem ganhasse nova vida, um colorido todo especial. Aquela vista ficaria gravada em sua mente para sempre.
Não se arrependia por ter feito aquele passeio. No entanto, em alguns momentos de sua vida, desejava que os sermões de seu pai tivessem tido algum efeito em sua personalidade. Raoul Reynaud fizera tudo o que estivera a seu alcance para incutir um pouco de responsabilidade na cabeça de sua filha caçula.
Não tivera muito sucesso.





quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Alguém á minha Porta

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

O milagre do amor.

O legendário cirurgião do Texas, Justin Webb, enfrentou seu maior desafio: conquistar o coração da bela e corajosa detetive Winona Raye. 
Quando Winona encontrou um bebê abandonado à sua porta, o charmoso doutor, solteiro convicto, viu a chance de lhe dar uma mão em casamento. 
A independente Winona não tinha pressa de se casar, mas Justin estaria lá, esperando quer ela concordasse ou não!

Capítulo Um

Perguntasse ao dr. Justin Webb e saberia que era ridículo, se não ofensivo, tocar "The Tennessee Waltz" numa festa texana, mas quem se importava? Bastava saber que Winona era seu par. E ele nunca poupara esforços para usufruir sua companhia. Era capaz de vestir smoking e comportar-se bem a noite toda, desde que conseguisse alguns momentos de privacidade com Winona. Momentos como aquele.
— Juro, meu mel, você está no ponto para se casar.
— Ora, doutor, obrigada.
Winona usava salto alto, mas, mesmo assim, tinha que levantar o rosto para encará-lo. Ele estava maravilhado. Aqueles olhos tinham o mesmo azul suave, esperançoso e magnífico do céu do amanhecer, mas o sorriso era cheio de malícia. E isso quando ela estava sendo gentil com ele.
— Você não me pediu em casamento há duas semanas, já?
Doze dias e seis horas, mas quem estava contando?
— Mais ou menos.
Ela assentiu.
— E quantas vezes terei que lhe dizer? Se sentir vontade de me casar com um solteirão mulherengo e rico, eu aviso.
Justin sorriu, pois não adiantava levar o insulto a sério. Antigamente, Winona era muito mais agressiva. Pensando bem, ele também.
Segurando-a com um pouco mais de pressão à cintura, seguiu bailando com ela pelo salão, passando pelos músicos, pela fila de autoridades e pela realeza de Asterland. Gostaria de passar à varanda e sair pela noite, de modo a ter Winona só para si, mas não daria certo. Infelizmente, fazia uma típica noite de janeiro no oeste do Texas, com temperatura mais baixa que coração de bruxa e um vento ainda mais gelado.
— Bem, diga, querida. Se não quer falar de casamento esta noite, que tal um belo caso imoral, amoral e escandaloso?
— Adoraria, doutor. Mas você já fez isso com tantas mulheres na cidade que eu seria apenas mais uma na lista. Obrigada, mas não.
Ele franziu o cenho, não pelo comentário, mas porque ela pisara em seu pé. Winona era linda, mas tinha a graça de um coiote na pista de dança. Puxou-a discretamente pela cintura, aproximando-se o bastante para vislumbrar os mamilos sob aquele vestido preto, reto e simples, com decote sensual. O bastante para ver suas pupilas dilatadas quando seu ventre roçou na faixa de cetim do smoking. O bastante para se encantar com aqueles lábios acetinados. E o bastante para vê-la franzir o cenho.
— Comporte-se, seu...







sábado, 23 de maio de 2015

Cilada Para Um Homem

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Kitt deita-se sobre o corpo másculo do fazendeiro Max Carlson, 

numa demonstração de audacioso desejo. Suas bocas se unem num beijo delirante, as mãos dele insinuando-se nos secretos recessos da feminilidade de Kitt...
Apesar dos momentos de intensa e desvairada paixão que eles compartilham, Max se recusa a permitir que o amor o arraste de novo para a ruína. Ele a ama, mas quer Kitt fora de sua vida!


Capítulo Um

Durante o verão, as duas únicas coisas que mantinham Max Carlson acordado, após a meia-noite, eram uma mulher ardente e dinheiro. Nos últimos anos, tivera o bom senso de evitar todos os tipos de mulher, ardentes ou não, e considerando que naquele exato momento até estava com calor, suado, faminto e extremamente cansado, sexo era a última coisa que ele tinha em mente. O dinheiro era a única coisa que importava. 
Piscando muito por causa da poeira da estrada, que entrava em seus olhos pela janela, Max mudou a marcha. Seu velho caminhão parecia resfolegar enquanto subia outra colina e Max checava a carga pelo retrovisor. 
O carregamento que transportava não valia mais de dois mil dólares, entretanto, era a sua primeira colheita do ano. Ele precisava de cada centavo. Os diversos caixotes de pêssegos, devidamente acomodados na carrocería, aqueciam-se ao luar. As frutas pareciam tão robustas quanto enormes bolas de beisebol, mas não eram. Nada era mais frágil do que um pêssego. 
Max cultivara doze variedades da fruta e justamente essa, a primeira colheita do ano, era a mais delicada de todas as espécies. Aquela variedade de pêssego requeria mais atenção do que uma mulher mimada. Exigia cuidados especiais e uma elaboração perfeita do solo para que não se perdesse nenhuma das frutas. 
O pneu da frente bateu num buraco e Max, aflito, encolheu-se, não por si mesmo, mas por seus "bebês". A noite estava escura como breu e aquela estrada era completamente estranha para ele. Normalmente, Max costumava vender os pêssegos perto de casa, mas seu usual comprador, Litowski, fora muito injusto em relação ao preço das frutas. Max costumava ser uma pessoa condescendente. 
No entanto, perdera essa característica da sua personalidade quando a sua ex-mulher lhe tomara tudo, quatro anos antes. Agora, não dava nada de graça e não fazia concessões, pois a pequena úlcera que ardia em seu estômago agia como uma espécie de lembrança de que aquele carregamento poderia ser sua salvação ou sua ruína, e naquela altura, por um dinheirinho extra, entregaria seus pêssegos até no inferno. 
Exausto, Max bocejou, desejando estar em Poughkeepsie. A estrada esburacada era pior do que a solidão. Ele não vira nenhum outro carro desde que deixara a estrada principal. Apesar da escuridão, o leve brilho da lua banhava a paisagem à sua volta. De um lado, as árvores fechavam-se como uma sólida parede, não permitindo que se enxergasse qualquer coisa que houvesse entre elas. 
Porém, contrastando com aquele quadro, do outro lado, havia diversas dunas que pareciam se perder no horizonte. Contudo, não havia uma só luz em toda aquela região. Ocasionalmente os faróis do seu caminhão capturavam o brilho dos olhos de alguns animais que por ali circulavam.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Muito Mais que Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 

Eles sabem que é sua última chance de serem felizes... 

Rorke Stoner abre os botões da blusa de Kelly. Depois, é a vez do zíper do short. Com a mão, ele alcança a calcinha torturando-a com íntimas carícias. 

Sente os dedos de Kelly se cravarem em seus braços e ouve gemidos de prazer. Rorke planejou como seria a primeira vez com Kelly: o melhor ato de amor que ela já teve. 
E caso Kelly ainda tenha algumas lembranças amargas do ex-marido, ele vai apagá-las de sua memória! “Eu tenho um sério problema, Rorke”, diz ela, ofegante, não agüentando mais de tanta paixão e desejo de se entregar a esse homem. 
“Você não sabe com quem está se envolvendo...” 


Capítulo Um 

Onde é que ele foi se meter? Rorke Stoner desligou o carro e suspirou. A casa de Kelly Whitfield ficava localizada entre a parte antiga e a parte nova de Natchez. E apesar de Rorke conhecer Natchez como a palma da mão, passou duas vezes pela frente da casa sem vê-la. O que era até bem compreensível. A caixa postal estava encoberta por um arbusto florido. 
Uma grande quantidade de galhos se espalhava pela frente da casa, e ali estava ele se deparando com tudo aquilo. Rorke tirou os óculos escuros e ficou olhando para o bangalô. O lugar era antigo, antigo o suficiente para conservar o telhado de madeira original, rachado, o mesmo batente das janelas e a cadeira de balanço na varanda. A casa revelava um estilo marcante. 
Tão marcante quanto a personalidade da Sra. Whitfield. Ao redor viam-se azaléias, magnólias, rododendros e outros tipos de plantas que florescem na primavera. Estava claro que a dona da casa não fazia discriminação na escolha das flores, que cresciam selvagens. Também não se preocupava em aparar a grama há semanas. 
E assim como aquele excêntrico jardim, a varanda se enchia de flores, vasos que não eram cuidados, sem ordem alguma, mas que revelavam uma profusão de cores, lembrando o cair da tarde. Rorke não era nenhum perito em flores, mas sabia reconhecer um amor-perfeito quando via um. Amor-perfeito? De novo aquela sensação no estômago de que ele e a Sra. Whitfield teriam tanto em comum quanto um homem das cavernas e uma duquesa. 
O pensamento provocou uma imensa vontade de rir, porém o bom humor durou pouco. Com cara de poucos amigos, desceu do carro de uma forma meio desajeitada, pois Rorke ainda não conseguia se movimentar com facilidade. Fazia duas semanas que se machucara. Não se incomodara com o pulso torcido e com o nariz quebrado, os ferimentos então não significavam nada, mas as duas costelas quebradas estavam lhe causando grande sofrimento. Toda vez que respirava, lembrava-se do erro que havia cometido e que quase lhe custara a vida. Rorke não gostava de cometer erros. 
E não sabia conviver com eles. Nas últimas duas semanas perdera cinco quilos, e as suas noites eram povoadas de pesadelos: uma arma apontada para ele, e uma bala que o atingia em cheio. Exatamente como deveria acontecer na vida real. 
Não deveria ter sido aquele garoto loiro a estar caído no chão da padaria, e sim ele, Rorke.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Esposa Deserdada

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série A Vida Secreta de Esposas da Sociedade





Segredos, mentiras... e dinheiro.

O futuro da socialite Emma Dearborn está todo planejado: o casamento perfeito, o marido perfeito, a vida perfeita.
Até Garrett Keating reaparecer e bagunçar a cabeça dela com seu charme e sedução. 

Agora, tudo o que Emma quer é se jogar nos braços fortes dele.
Mas se ela não se casar até seu aniversário, poderá perder uma herança de milhões de dólares.
Garrett estará disposto a pagar qualquer preço para que Emma seja somente sua, incluindo subir ao altar?

Capítulo Um

Emma Dearborn sentiu uma coceira. Uma enlouquecedora, incessante coceira nas costas, no meio da omoplata, onde não conseguia alcançar. Ela não era dada a coceiras e praticamente nunca se sentia inquieta.

E foi provavelmente por isso que se lembrou das outras vezes em que sentiu aquela irritante coceira. Acontecera apenas em duas ocasiões. 
Na primeira, jogara por acidente o precioso Morgan do pai, recentemente restaurado, no Long Island Sound, em Greenwich Point quando tinha 16 anos. O carro foi recuperado; o pai quase não conseguiu. 
Na segunda, o acompanhante dela no baile anual de Natal se mostrara um canalha, e Emma tivera de voltar para casa a pé, num longo vestido branco de cetim e saltos altos, durante uma tempestade de neve e chorando o tempo todo. Desde então, é claro, aprendera a conhecer bem os homens e a dirigir. 
Mais especificamente, a coceira desta vez não podia se relacionar a algum iminente evento traumático. A vida dela corria de maneira esplêndida. Impaciente, Emma tomou um gole do chá de menta e framboesa, ordenou a si mesma que superasse a maldita coceira e parasse de se contorcer. Pelo amor de Deus, não havia nada errado; tudo em torno dela refletia a vida feliz e tranquila que tinha. 
— Emma? 
O quente sol de junho passava pelas vidraças das janelas francesas que levavam à piscina. O Emerald Room era o único lugar no Eastwick Country Club onde os membros podiam usar roupas casuais. 
Naquele dia, a piscina estava lotada de crianças que acabavam de entrar de férias e gritavam com alegre energia. Do lado de dentro, mães em sandálias e shorts se misturavam à multidão de profissionais de terno que almoçavam com associados de negócios. 
Emma, que acabara de presidir uma reunião do comitê de levantamento de fundos, estava vestida de maneira formal. O leve terninho de seda era azul cor de lavanda por acaso, não porque fosse a cor que a identificava. Emma não gostava do conceito pretensioso de identificação por cores.
 Mas, de alguma forma, seu closet era misteriosamente cheio de nuances de azul. O resto do grupo vestia roupas mais descontraídas, não que alguém se importasse com roupas naquele dia. 
As Debs haviam perdido o tradicional almoço no mês anterior, estavam todas extremamente ocupadas! O que significava que tinham muito a dizer ao mesmo tempo. 
Harry, o garçom, tinha sido muito gentil e reservara a mesa de malaquita ao lado das janelas para elas, não apenas lhes dando a melhor vista como também um pouco de privacidade para a conversa. 
Felicity, Vanessa e Abby estavam lá. O coração de Emma se alegrou com as risadas, ainda que a coceira continuasse a enlouquecendo. As amigas eram mais próximas do que irmãs. 
Tinham crescido juntas, frequentado a mesma escola particular, conheciam os momentos mais constrangedores uma das outras, e gostavam de falar sobre eles naqueles almoços. Para que serviam amigas a não ser para saborear e embelezar os acontecimentos mais aflitivos da vida das outras? 
E Caroline Keating-Spence havia se juntado a elas para o almoço daquele dia. 
— Emma, está dormindo?
Bunny tinha se dedicado muito ao Eastwick Cares, usando seu tempo e seu dinheiro.

Série A Vida Secreta de Esposas da Sociedade
1- Esposa do Escândalo
2- Esposa Deserdada


segunda-feira, 21 de abril de 2014

Dama de Luxo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO









“Durma comigo, Clay!”, murmura Liz Brady, embriagada, enroscando-se manhosa no sofá.

Desde que voltou a sua cidade natal, ela não tem feito outra coisa a não ser provocar Clay Stewart.
Ele é o homem de sua vida, no entanto se recusa a assumir esse amor, escondendo-se atrás de desculpas.
Que artimanhas deverá empregar até vencer a resistência desse adorável machão, que insiste em colocá-la num pedestal inatingível?

Capítulo Um

— Durma comigo, Clay.
Clay estava enfiando o braço direito na manga do blusão de couro, quando ouviu o sussurro feminino vindo do sofá, aquela voz macia, sonolenta e, ao mesmo tempo, vibrante e atrevida que tanto conhecia. 
Liz Brady sempre tivera uma voz capaz de enlouquecer qualquer homem. E sua resistência era, sem dúvida, prodigiosa: do contrário, já estaria morta de tanto beber.
Anos antes, mal teria suportado um cálice de vinho; nas últimas horas, porém, tomara vodca com limonada em quantidade suficiente para derrubar o mais inveterado boêmio. 
— Clay? 
— Já vou, querida — disse ele, em voz baixa; e, sem se apressar, acabou de vestir o agasalho. Uma súbita reação contraiu-lhe os músculos do rosto quando, ao voltar-se, deparou com uma perna esguia, que se dobrava por sobre o encosto do sofá. 
O movimento preguiçoso dos dedos dos pés, a delicadeza do tornozelo, aquelas formas caprichosas e belas só podiam perturbá-lo. A perna não demorou a desaparecer, mas a cabeça de Liz surgiu, lentamente, no lado oposto do sofá; um rosto frágil e meigo, cabelos loiros, brilhantes, sedosos, que apenas lhe roçavam os ombros, e uns olhos castanhos, a fitá-lo com extraordinária doçura. 
Liz sabia bastante bem aparentar a eficiente bibliotecária de vinte e sete anos que era, porém, naquela noite, só aparentava ternura, pura sedução... Clay teve a impressão de já ter vivido aquilo antes, e pareceu-lhe injusto um homem ter de passar duas vezes pelo mesmo desafio. 
Quando tentara seduzi-lo pela primeira vez, Liz tinha dezessete anos e estava disposta a entregar-lhe a virgindade, pois “ele precisava de uma boa mulher”. 
E, embora devesse ter passado meses reunindo coragem para comprar os preservativos na farmácia local, estava decidida a dar aquele passo. 
Agora, no entanto, só parecia decidida a lhe provocar um infarto. 
— Clay... — chamou de novo a voz de sereia. 
— Já vou, querida.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Visitante Noturno

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 

Com o coração batendo alucinado, Charly Erickson enlaça o pescoço de Carson Tanner e abandona-se à volúpia de seus lábios famintos. 

Toda vez que o estranho hóspede a quem acolheu numa madrugada tempestuosa a estreita nos braços fortes, Charly não consegue resistir. 
Mesmo sabendo que não deve se envolver com ele. 
Sobre esse homem enigmático e solitário correm boatos de que seria um temível criminoso. 
E se for verdade? 

Capítulo Um 

Nada se movia na pálida madrugada que começava a iluminar as árvores nuas, os campos desertos e o manto branco da neve que cobria o chão. 
Estava tão frio que o homem, gelado e endurecido de cansaço, imaginava por que fazia tanto sacrifício por causa de uma coruja. 
Os pulmões lhe doíam a cada inspiração do ar. 
A ave recuou à frente dele, afastando-se cerca de cinco metros, fazendo-o xingar baixinho. 
A coruja sabia que estava sendo perseguida e não tinha a menor intenção de deixar-se capturar. 
Embora estivesse gravemente ferida, conseguia manter uma distância segura de seu perseguidor. 
Os movimentos dele eram prejudicados pelos sapatos especiais para neve, que o impediam de andar depressa. Aquela noite seria inesquecível. 
O caçador estava acostumado ao cansaço e ao frio enregelante, mas jamais se habituara a que desafiassem seu orgulho. A coruja media forças com ele por um tempo longo demais. Quase catorze horas. 
E estava vencendo, embora nem pudesse voar. 
O sangue congelara em sua asa ferida, tornando-a pesada, mas a dificuldade não a impedia de fugir em saltos curtos, porém muito mais rápidos que os passos lentos do homem que abria caminho na neve de sessenta centímetros de altura. 
Se não fosse tão inacreditavelmente linda, ele já teria desistido. 
Não só era bela, como valia muito. 
As grandes corujas-das-neves tornavam-se cada vez mais raras naquela região de Minnesota. 
Ele vira muitas delas quando menino, mas nenhuma podia se comparar àquela.
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sábado, 17 de dezembro de 2011

Dama Da Ilha

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Na água límpida e fresca do pequeno lago, Sara Chapman sente-se irresistivelmente atraída pelo corpo atlético e bronzeado de James Hendricks. 


Excitada, beija-o com ardor, esquecendo que é uma fugitiva da Justiça e nada tem a oferecer a ele, que lhe dedica um amor puro e sincero. James, no entanto, não pode aceitar essa entrega ditada apenas pelo erotismo do momento. 


Quer para si nada menos que o coração e a mente dessa mulher que já invadiu sua vida de forma irremediável, arrebatando- lhe os sentimentos. 


Capítulo Um 


James Hendriks abriu a lata de cerveja, acomodou-se melhor na cadeira de praia e pôs os óculos de sol. 
"Por que será que as pessoas andam perdendo a noção de como curtir mais proveitosamente os deliciosos momentos de lazer?", pensou consigo mesmo. 
Ajeitou o boné do time favorito sobre os olhos, para proteger-se do sol, e completou seus vagos e reticentes pensamentos: "...é isso aí, desligar-se totalmente da realidade... dos clientes chatos... das contas a pagar... do trabalho movido a álcool". 
Ficou a deslumbrar-se com o verde bonito da floresta atrás de seu chalé, às margens do velho e conhecido lago. 
A água límpida conservava a temperatura ideal para uma boa pescaria de trutas, e as ondas, quebrando na praia, produziam um barulhinho gostoso, convidativo a uma soneca. 
Então, como sempre acontecia nessas horas, primeiro seu olhar e em seguida seus pensamentos foram atraídos pela misteriosa ilha ovalada bem no meio do lago. 
Desde que adquirira a propriedade e começara a construção da casa de campo, há três anos, sua curiosidade era despertada sempre que olhava para a ilhota isolada. 
Por trás das praias, cobertas por um matagal de arbustos selvagens, podia-se ver apenas o trabalho de uma ampla construção, além de uma malcuidada plantação de pêssegos, que dominava um dos lados. 
Max, da loja de pesca, contara-lhe que, alguns anos antes, a ilhota fora utilizada como acampamento de escoteiros. 
Quem seria o proprietário, se ele nunca vira ninguém na ilha ou nas proximidades? 
Nadar mil e quinhentos metros que separavam a ilhota da margem talvez fosse até um ótimo desafio, porém significaria cãibra na certa. 
E os desafios não se incluíam em seus planos, já que só pensava em gozar de um merecido descanso. Sorveu os últimos goles da cerveja e fechou os olhos, preparando-se para uma soneca.
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