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quarta-feira, 28 de março de 2012

Desejos de Natal

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Um Presente Especial
Trudy consegue encontrar o último boneco que seu sobrinho tanto queria para o Natal, jogado atrás de uma prateleira em uma loja de brinquedos, apenas para se ver envolvida num jogo de espionagem... E nos braços de um sensual agente secreto...

Revelações de Natal
Colegas de trabalho e secretamente apaixonados um pelo outro, Maggie e Eric têm de planejar juntos uma confraternização de Natal, e acabam descobrindo outro tipo de confraternização...


Sob a Magia do Natal
A magia do Natal começa quando uma sensata advogada, decidida a seduzir seu chefe, beija por engano o irmão gêmeo dele e lhe dá um beijo que o deixa ansiando por mais...


Capítulo Um

Trudy Maxwell respirou fundo e abriu caminho em meio ao aglomerado de pessoas que estavam na loja de brin­quedos. Estava cansada de compras, cartões e filas intermi­náveis... Enfim, do Natal em geral e das lojas de brinque­do em particular. Especialmente daquela loja. E, por ter a fama de ser a pior da cidade, era de se surpreender que estivesse tão cheia.
Depois de muitos esbarrões e pisões no pé, conseguiu agarrar um jovem vendedor pelo braço e gritou mais alto que o burburinho excitado ao seu redor:
— Ouça, preciso de um boneco Major MacGuffin.
O rapaz puxou o braço e enviou-lhe um olhar enviesado.
— Você, e todos os clientes desta loja!
— Apenas me diga onde estão — Trudy insistiu, sem se importar por quase estar implorando para alguém que certamente ainda não tinha idade para dirigir.
— Quando tínhamos esses bonecos disponíveis na loja, estavam nos fundos, no quarto corredor à direita. Mas es­tão esgotados desde o dia de Ação de Graças. — O rapaz se afastou e disse por sobre o ombro: — Tente a eBay.
— Eu já teria ido lá, se tivesse encontrado tempo — Trudy respondeu com irritação. — Quarto corredor, à di­reita... Obrigada.
Espremeu-se pelo bloco humano compacto diante dela e, como por milagre, conseguiu avançar alguns passos. Madonna cantava Santa Baby, e os velhos alto-falantes conseguiam transformar a bela canção de Natal num ge­mido esganiçado.
O aglomerado de pessoas se diluiu nos fundos da loja. Não era para menos, pensou. A maioria das prateleiras es­tava vazia. Procurou o quarto corredor, virou à direita e en­controu a prateleira que procurava... Obviamente, vazia.
— Droga! — praguejou, passando para a prateleira se­guinte com esperança de encontrar uma caixa esquecida em meio a outros brinquedos.
A busca foi inútil, e ela se agachou para tentar a de baixo. Nada! Quem sabe, algum boneco MacGuffin tivesse fugido com as próprias pernas e se escondido para escapar de toda aquela agitação, refletiu com esperança.
Pôs-se a revirar caixas e mais caixas de brinquedos ultrapassados, que haviam feito sucesso no Natal do ano anterior e que não despertavam mais o interesse de ne­nhuma criança.
Estava tão concentrada no que fazia que não percebeu um homem alto parado atrás dela, encarando-a com uma expressão que variava entre surpresa e espanto.
— Ei... Feliz Natal, Trudy.
Ela congelou ao ouvir a voz familiar de Nolan Mitchell. Inclinou ainda mais o corpo, fingindo que não ouvira nada, e se pôs a organizar as caixas que havia retirado da prateleira.
— Trudy?
— Não falo com estranhos — anunciou, tentando ig­norar o coração disparado no peito para se concentrar na falta dos bonecos MacGuffin diante dela.
Fora educada e compreensiva com Nolan nos dois en­contros desastrosos que tiveram. Então, como ele nunca mais telefonara, ela decidiu mandá-lo para o inferno.
— Ouça, sinto muito por não ter telefonado...
— Acredite, não me importo — respondeu, mantendo-se de costas para ele. — Em outubro, fiquei preocupada. Em novembro, decidi que você era o homem mais distraído do planeta. Em dezembro, eu o esqueci. Simplesmente ex­cluí você da minha vida.
O mínimo que ele poderia ter feito era seduzi-la antes de abandoná-la, pensou, frustrada.
— Pelo menos, não sou do tipo que seduz para depois abandonar. — Trudy se virou para encará-lo, perplexa com o comentário, e ele acrescentou: — Certo, não é a melhor coisa para se dizer... Eu realmente sinto muito por não ter ligado. Estava muito atribulado com meu trabalho...
— Você é professor de literatura — lembrou-o. — Literatura chinesa! Como é possível estar atribulado?
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