Mostrando postagens com marcador Jenna McK. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Jenna McK. Mostrar todas as postagens

sábado, 21 de maio de 2016

O Castelo do Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



Alto, moreno, atraente… e a última coisa que ela queria: um herói!

Quando sua filha desejou que um cavaleiro de armadura brilhante aparecesse para salvá-las, Livvy não imaginou que o pedido seria atendido tão ao pé da letra. 
E de repente Sir William Marsh estava lá, andando por seu castelo e decidindo a vida de Livvy. 
Apesar de ele não passar de um empregado, William se comportava como um verdadeiro lorde, tinha um olhar irresistível e lábios capazes de levá-la à loucura. 
Mas Livvy não estava disposta a se apaixonar por alguém acostumado a salvar donzelas em perigo. 
Afinal, já tivera uma dose de heróis mais do que suficiente em sua vida

Cspítulo Um

Castelo Marsh, dias de hoje.
— Está bem — murmurou Livvy Ravenwood, segurando o telefone sem fio com a própria cabeça, pressionando-o entre o ombro e o ouvido. Ao mesmo tempo, polia aquelas peças de madeira escura que pareciam tão antigas quanto o próprio castelo. O lugar tinha em torno de setecentos ou oitocentos anos de idade, no mínimo. Talvez mais, pela quantidade de sujeira que encontrara em alguns lugares. Vinha se perguntando em que havia se metido daquela vez.
— Sim, mamãe, claro que estou ouvindo — prosseguiu ela.
Parecia um movimento difícil, já que estava com o telefone preso ao ombro. Mas, com um pequeno esforço, conseguiu levar as duas mãos para trás da cabeça a fim de ajeitar o elástico revestido de cetim rosado que mantinha preso seu rabo-de-cavalo.
Mesmo não gostando de prender seus cabelos dourados um dia após o outro, aquela era sua única opção, considerando o vento constante e o tipo de trabalho que vinha fazendo no Castelo Marsh. Não queria passar a maior parte do tempo tentando enxergar entre os finos fios dourados pelos quais tinha tanto apreço.
— Posso ouvi-la muito bem, mamãe. Na verdade, parece estar aqui mesmo, na sala ao lado, e não do outro lado do Atlântico. Você ainda está em Chicago, não é?
George, o empreiteiro que estava cuidando da reforma do lugar, emitiu um ruído de impaciência, apoiado na mesa do lado oposto da sala. Estava analisando uma planta, aberta sobre o grande tampo de madeira envernizada. Deveria estar planejando derrubar outra parede, como era sua especialidade. As renovações no castelo Marsh estavam a meio caminho. Isso permitiria que ela e seu avô abrissem a pousada que haviam planejado. Mas havia um casamento programado para acontecer ali no dia seguinte e o serviço de limpar e polir ainda estava longe de ser terminado. Haveria convidados por todos os lados em menos de vinte e quatro horas. Sua mãe completava a cena, exigindo sua completa atenção naquele exato momento.
— O que quer insinuar com "repita o que acabei de dizer"? Não me diga que esqueceu, mamãe.
Livvy ajeitou a blusa comprida sobre o short colante enquanto ouvia a Sra. Ravenwood expressar suas dúvidas a respeito da atenção que estava recebendo e da forma como sua neta estava sendo educada.
Muitas vezes era mais simples fazer o jogo dela para evitar perda de tempo.
— Certo, mãe. Você acabou de dizer que Chelsie ligou para contar uma história sobre um "cavaleiro em brilhante armadura", o que a deixou preocupada sobre minha filha saber separar o que é faz-de-conta do que é realidade.
Com aquela simples frase, ela resumiu os dez minutos de falatório a que fora submetida. Não fazia muita diferença se era aquele ou não o cerne da questão, pois já ouvira a mesma reclamação muitas vezes. Sua mãe sempre dizia que a pequenina tinha uma imaginação "fértil demais para uma garotinha de apenas oito anos".
Contudo, era bem melhor ouvir aquele tipo de conversa do que o outro tema predileto da Sra. Ravenwood: arrumar-lhe namorados. Era mais agradável que sua habilidade em criar sua própria filha fosse questionada.
— Falarei com ela, mamãe.
— Ouça, querida, já que estamos no telefone…