Para Ellis, a volta ao antigo lar marcou um encontro com o destino...
Sete anos de ausência havia mudado a vida de Ellis por completo.
Sete anos de ausência havia mudado a vida de Ellis por completo.
Transformara-a numa mulher segura e confiante em tudo diferente da menina tímida que deixara o lar adotivo tempos atrás.
Viúva e milionária, agora podia ter tudo o que sempre desejara, até mesmo James, por quem ainda estava louca de amor.
Entretanto, antigos vínculos a separavam da felicidade completa.
Bastaria a companhia daquele homem amado sem lhe conquistar o coração?
Capítulo Um
Ellis Blake sempre tinha atitudes firmes e decididas. No entanto, o corpo miúdo, o rosto pálido, onde se destacavam grandes olhos cinzentos, e os cabelos claros e finos compunham uma aparência frágil e indefesa.
Ellis Blake sempre tinha atitudes firmes e decididas. No entanto, o corpo miúdo, o rosto pálido, onde se destacavam grandes olhos cinzentos, e os cabelos claros e finos compunham uma aparência frágil e indefesa.
Nada mais enganador. Seu falecido marido costumava dizer que ela era dona de uma vontade de aço. Martin, contudo, não o conhecia tão bem e a expressão de complacência no rosto dele fez Ellis perder a paciência.
— Pela milésima vez, Martin, a resposta é não. Gosto de você, aprecio sua amizade. Para ser sincera, não sei o que teria sido de mim sem o seu apoio após a morte de Robert, mas eu não o amo.
Como de hábito, Martin não se abalou.
— Pense bem, Ellis, você precisa de companhia...
Os olhos de prata de Ellis se iluminaram sob os cílios longos e sedosos.
— Já tenho companhia. Davey só tem cinco anos, mas preenche bem minha vida. Ele me basta.
— Mais um motivo para apoiar a minha tese, Ellis. Davey está crescendo, logo terá necessidade de mãos mais fortes para orientá-lo. Ninguém melhor do que eu para cuidar de vocês dois. Vocês sabem que administro qualquer negócio com competência. Além do mais, sou caseiro, como de tudo e não tenho vícios... Falando sério, faz três anos que Robert morreu, está na hora de refazer sua vida.
— Mas eu não o amo, Martin!
Ellis perdera a conta de quantas vezes repetira aquela mesma frase, mas Martin não desistia...
— Pela milésima vez, Martin, a resposta é não. Gosto de você, aprecio sua amizade. Para ser sincera, não sei o que teria sido de mim sem o seu apoio após a morte de Robert, mas eu não o amo.
Como de hábito, Martin não se abalou.
— Pense bem, Ellis, você precisa de companhia...
Os olhos de prata de Ellis se iluminaram sob os cílios longos e sedosos.
— Já tenho companhia. Davey só tem cinco anos, mas preenche bem minha vida. Ele me basta.
— Mais um motivo para apoiar a minha tese, Ellis. Davey está crescendo, logo terá necessidade de mãos mais fortes para orientá-lo. Ninguém melhor do que eu para cuidar de vocês dois. Vocês sabem que administro qualquer negócio com competência. Além do mais, sou caseiro, como de tudo e não tenho vícios... Falando sério, faz três anos que Robert morreu, está na hora de refazer sua vida.
— Mas eu não o amo, Martin!
Ellis perdera a conta de quantas vezes repetira aquela mesma frase, mas Martin não desistia...
