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domingo, 15 de novembro de 2015

Mistério em Jerusalém

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




Nathan Kellog parte para Israel. Quer obter de Clara Weston as informações de que tanto precisa.

De repente, envolvido emocionalmente com ela, experimenta a plenitude de uma relação sexual; Clara o toca em algum ponto muito profundo do seu ser, e faz com que se sinta um novo homem.
A descoberta o assusta; não podia ter se deixado afetar daquela maneira. 

Quer odiá-la por interferir em sua missão, mas não consegue. Principalmente depois de tudo o que aconteceu.

Capítulo Um

Nathan Kellog suspirou com impaciência, segurando o fone entre o queixo e o ombro. Do outro lado da linha, o editor do jornal O Mundo em Notícias, Hank Vernoy, falava de Nova York.
Enquanto o ouvia, Nathan vasculhava os papéis que cobriam a mesa que lhe servia de escrivaninha há duas semanas, naquele quarto de hotel.
Em seis anos de trabalho, Nathan já se acostumara a escrever em quartos de hotel, salas de espera de aeroportos e, até mesmo, dentro de carros. Era bastante organizado e sempre sabia onde encontrar suas anotações quando precisava delas. Porém, desta vez, não se lembrava onde colocara a lista de vôos para o Oriente Médio. Certamente, a frustração daquelas duas semanas improdutivas em Atlanta, no Estado da Geórgia, já o atingiam. Tirou e repôs a máquina de escrever portátil do lugar e, ainda segurando o aparelho, alcançou algumas pastas sobre a cama.
De Nova York, o editor do jornal repetiu a pergunta que havia feito, só que agora com ênfase maior:
— O que significa esta requisição de viagem para Israel? Você está cobrindo o caso do Laboratório Wiley e, que eu saiba, eles não têm nenhum escritório no Oriente Médio.
— Andou investigando, não é, Hank? — Nathan ironizou, enquanto remexia dentro das pastas. — Fico feliz em saber que você ainda não perdeu o espírito jornalístico.
— Não banque o engraçadinho, Kellog. Você já está em Atlanta há duas semanas e ainda não vi nem sinal desta matéria. Até agora, só tenho as notas das despesas. O que você está pensando? A ordem aqui é conter os gastos! — Hank continuou. — Sabe qual é o seu problema, Kellog?
— Não. Mas tenho certeza de que você vai me dizer, chefe.
— Você se envolveu muito neste caso. Ou, melhor dizendo, se envolveu emocionalmente! E isso não é bom para um repórter. Eu não devia ter designado você para essa matéria.
— Não foi o que disse quando me mandou para cá — Nathan recordou. — Você queria que a matéria tivesse um tom veemente, apaixonado!
— Claro! Mas não fanático! — O editor foi categórico.
— Hank, você também se tornaria um fanático, se visse sua irmã de vinte e oito anos presa a uma cadeira de rodas, sem poder tomar conta do filho pequeno.
A voz de Nathan demonstrava irritação, e ele se perguntava por que discutia o assunto com Hank, se já decidira viajar para Israel e seguir Clara Weston, independentemente de aprovação superior.
— Se eu suspeitasse que um remédio tivesse sido a causa da paralisia de uma pessoa querida, eu também ficaria zangado — Vernoy disse, após refletir por alguns minutos.
— Zangado? Isso é muito pouco para definir o que sinto — a voz de Nathan era decidida. — Eu vou acabar com o Laboratório Wiley!
— Calma, Nathan. Não vamos transformar isso numa batalha...
— Pois eu já transformei numa guerra!


domingo, 17 de março de 2013

Sob O Esplendor Do Céu

ROMANCE CONTEMPORÂNEO











O tempo terá apagado a mágoa no coração de Justin? Amber Rowland está de volta. 

Em seu rosto determinado não se percebe nenhuma emoção, como se a lembrança daqueles tempos, oito anos atrás, nada significasse. 
Vem disposta a assumir a direção da fazenda que herdou do avô, sozinha, sem a ajuda de ninguém. 
Mas em Summit, a cidadezinha escondida ao sopé das montanhas, todos se perguntam como será seu reencontro com Justin Cane, a quem ela abandonou para fugir com outro homem... 

Capítulo Um 

A estrada sinuosa contornava a montanha; vista do alto, parecia um imenso caracol descendo em direção ao vale. 
Ao redor, a cordilheira se estendia até se perder de vista, enquanto que, no fundo, a superfície plana e gramada do vale tinha se tingido de dourado e marrom, indicando a chegada do outono.
Dezenas de pequenas cascatas escorriam pelas vertentes até a base. 
O céu estava limpo e muito azul, e a pequena cidade aninhada ao sopé da montanha completava a paisagem singela, como um cartão-postal. 
De dentro do Corvette branco que avançava em marcha lenta pela estrada íngreme, Amber contemplava o cenário a seu redor e aspirava o ar puro da montanha. 
Um misto de nostalgia e arrependimento por ter ficado tanto tempo afastada daquele vale a invadiu. Emocionada, continuou o trajeto; afinal, não lhe faltaria tempo para refletir, agora que estava de volta. 
Por um instante Amber olhou-se no espelho retrovisor: os longos cabelos negros, penteados para trás e presos por um laço frouxo, esvoaçavam ao vento, causando-lhe uma sensação de liberdade. 
A pele clara, as feições delicadas do rosto, os olhos de um azul muito escuro haviam feito de Amber uma das modelos mais solicitadas de Nova York. 
Mas agora tudo isso não tinha mais importância, ela concluiu, mirando-se outra vez no pequeno espelho. Quanto da desilusão daqueles oito anos passados podiam ser vistos naquele rosto? 
Talvez mais do que ela pensava. Poucas semanas atrás, Mitch havia comentado: 
— Você está começando a ficar com rugas na testa, querida. O que há de errado? Acaba de realizar o sonho de toda mulher americana; o que mais poderia desejar? 
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domingo, 27 de fevereiro de 2011

Aliança De Vidro

ROMANCE CONTEMPORÂNEO








Carrie precisava impedir a qualquer preço que Joshua invadisse seu quarto como tinha invadido sua vida.

Está certo que ele era seu marido, mas haviam combinado muito bem que seu relacionamento não incluiria sexo nem amor.
E ela não lhe daria o direito de exigir beijos ou carinho se o desprezava tanto! Joshua era tão arrogante, tão autoritário, tão possessivo... mas, oh, céus, como ele era atraente, bonito, incrivelmente sedutor!
Seria ótimo quando chegasse a hora do divórcio.
Assim Carrie não teria mais que agüentar seus avanços excitantes, sua impetuosidade, seu abraço quente e delicioso...

Capítulo Um

Aquele dia parecia que ia ser como os outros. Caroline Franldin levantou-se e iniciou sua rotina. Deu um banho em Mike, seu sobrinho de dez meses, e o vestiu. Depois serviu-lhe a mamadeira e levou-o até o apartamento da Sra. Mawbrey, a mulher que cuidava do menino enquanto ela estava fora.
Carrie trabalhava como secretária, numa agência de automóveis. Naquela manhã fria de novembro notou que havia alguma coisa de errado, assim que chegou ao serviço.
Gladys, sua chefe, mal conversou com ela, nem mesmo ergueu os olhos dos papéis que tinha sobre a mesa. O Sr. Simpson, o proprietário da loja, tocou o interfone apenas para pedir-lhe café. Nem os vendedores, que costumavam alegrar o ambiente, apareceram naquela manhã.
Até a hora do almoço, as coisas não tinham melhorado. Carrie já estava imaginando todos os tipos de desgraças.
"Se tivesse acontecido alguma coisa a Mike, a Sra. Mawbrey já teria telefonado", pensou, preparando-se para sair.
— Quer que eu lhe traga algo para comer? — perguntou a Gladys.
— O quê? Ah, não, obrigada, querida. Comprei um sanduíche antes de chegar.
Carrie já estava no elevador quando o Sr. Simpson a chamou.
— Carrie, gostaria que viesse até a minha sala, por favor.
— Certamente, senhor! — respondeu, entrando no pequeno escritório.
— Sente-se.
O Sr. Simpson era um homem de meia-idade, muito discreto, que sempre a tratara bem. Mas não podia entender como uma moça bonita como Carrie era solteira ainda, e tinha pena de vê-la cuidando do sobrinho ainda bebê.
Naquela manhã, ele estava diferente, andava de um lado para o outro como se estivesse criando coragem para lhe dizer algo. Por fim, sentou-se à mesa e a encarou.
— Sinto muito, mas terei que despedi-la.
Carrie encarou-o desejando não ter ouvido aquelas palavras. Agora compreendia por que tudo parecia tão estranho. Provavelmente Gladys já sabia que ela seria despedida e não tivera coragem de preveni-la.
— Não entendo, Sr. Simpson. — Seu rosto delicado estava transparente, de tão pálido. — O senhor nunca se queixou do meu trabalho.
— Não é isso, Carrie. Seu trabalho é excelente. Gladys a elogia muito. Mas você sabe como as coisas estão difíceis e como as vendas caíram. Tudo indica que os próximos meses serão piores.
— Está certo. Quando o senhor quer que eu deixe o escritório? — perguntou, passando os dedos trêmulos pelo cabelo.
— Hoje. Sei que devia ter avisado antes, mas adiei esta decisão o quanto pude.