Nathan Kellog parte para Israel. Quer obter de Clara Weston as informações de que tanto precisa.
De repente, envolvido emocionalmente com ela, experimenta a plenitude de uma relação sexual; Clara o toca em algum ponto muito profundo do seu ser, e faz com que se sinta um novo homem.
A descoberta o assusta; não podia ter se deixado afetar daquela maneira.
Quer odiá-la por interferir em sua missão, mas não consegue. Principalmente depois de tudo o que aconteceu.
Capítulo Um
Nathan Kellog suspirou com impaciência, segurando o fone entre o queixo e o ombro. Do outro lado da linha, o editor do jornal O Mundo em Notícias, Hank Vernoy, falava de Nova York.
Enquanto o ouvia, Nathan vasculhava os papéis que cobriam a mesa que lhe servia de escrivaninha há duas semanas, naquele quarto de hotel.
Em seis anos de trabalho, Nathan já se acostumara a escrever em quartos de hotel, salas de espera de aeroportos e, até mesmo, dentro de carros. Era bastante organizado e sempre sabia onde encontrar suas anotações quando precisava delas. Porém, desta vez, não se lembrava onde colocara a lista de vôos para o Oriente Médio. Certamente, a frustração daquelas duas semanas improdutivas em Atlanta, no Estado da Geórgia, já o atingiam. Tirou e repôs a máquina de escrever portátil do lugar e, ainda segurando o aparelho, alcançou algumas pastas sobre a cama.
De Nova York, o editor do jornal repetiu a pergunta que havia feito, só que agora com ênfase maior:
— O que significa esta requisição de viagem para Israel? Você está cobrindo o caso do Laboratório Wiley e, que eu saiba, eles não têm nenhum escritório no Oriente Médio.
— Andou investigando, não é, Hank? — Nathan ironizou, enquanto remexia dentro das pastas. — Fico feliz em saber que você ainda não perdeu o espírito jornalístico.
— Não banque o engraçadinho, Kellog. Você já está em Atlanta há duas semanas e ainda não vi nem sinal desta matéria. Até agora, só tenho as notas das despesas. O que você está pensando? A ordem aqui é conter os gastos! — Hank continuou. — Sabe qual é o seu problema, Kellog?
— Não. Mas tenho certeza de que você vai me dizer, chefe.
— Você se envolveu muito neste caso. Ou, melhor dizendo, se envolveu emocionalmente! E isso não é bom para um repórter. Eu não devia ter designado você para essa matéria.
— Não foi o que disse quando me mandou para cá — Nathan recordou. — Você queria que a matéria tivesse um tom veemente, apaixonado!
— Claro! Mas não fanático! — O editor foi categórico.
— Hank, você também se tornaria um fanático, se visse sua irmã de vinte e oito anos presa a uma cadeira de rodas, sem poder tomar conta do filho pequeno.
A voz de Nathan demonstrava irritação, e ele se perguntava por que discutia o assunto com Hank, se já decidira viajar para Israel e seguir Clara Weston, independentemente de aprovação superior.
— Se eu suspeitasse que um remédio tivesse sido a causa da paralisia de uma pessoa querida, eu também ficaria zangado — Vernoy disse, após refletir por alguns minutos.
— Zangado? Isso é muito pouco para definir o que sinto — a voz de Nathan era decidida. — Eu vou acabar com o Laboratório Wiley!
— Calma, Nathan. Não vamos transformar isso numa batalha...
— Pois eu já transformei numa guerra!

Capítulo Um
Nathan Kellog suspirou com impaciência, segurando o fone entre o queixo e o ombro. Do outro lado da linha, o editor do jornal O Mundo em Notícias, Hank Vernoy, falava de Nova York.
Enquanto o ouvia, Nathan vasculhava os papéis que cobriam a mesa que lhe servia de escrivaninha há duas semanas, naquele quarto de hotel.
Em seis anos de trabalho, Nathan já se acostumara a escrever em quartos de hotel, salas de espera de aeroportos e, até mesmo, dentro de carros. Era bastante organizado e sempre sabia onde encontrar suas anotações quando precisava delas. Porém, desta vez, não se lembrava onde colocara a lista de vôos para o Oriente Médio. Certamente, a frustração daquelas duas semanas improdutivas em Atlanta, no Estado da Geórgia, já o atingiam. Tirou e repôs a máquina de escrever portátil do lugar e, ainda segurando o aparelho, alcançou algumas pastas sobre a cama.
De Nova York, o editor do jornal repetiu a pergunta que havia feito, só que agora com ênfase maior:
— O que significa esta requisição de viagem para Israel? Você está cobrindo o caso do Laboratório Wiley e, que eu saiba, eles não têm nenhum escritório no Oriente Médio.
— Andou investigando, não é, Hank? — Nathan ironizou, enquanto remexia dentro das pastas. — Fico feliz em saber que você ainda não perdeu o espírito jornalístico.
— Não banque o engraçadinho, Kellog. Você já está em Atlanta há duas semanas e ainda não vi nem sinal desta matéria. Até agora, só tenho as notas das despesas. O que você está pensando? A ordem aqui é conter os gastos! — Hank continuou. — Sabe qual é o seu problema, Kellog?
— Não. Mas tenho certeza de que você vai me dizer, chefe.
— Você se envolveu muito neste caso. Ou, melhor dizendo, se envolveu emocionalmente! E isso não é bom para um repórter. Eu não devia ter designado você para essa matéria.
— Não foi o que disse quando me mandou para cá — Nathan recordou. — Você queria que a matéria tivesse um tom veemente, apaixonado!
— Claro! Mas não fanático! — O editor foi categórico.
— Hank, você também se tornaria um fanático, se visse sua irmã de vinte e oito anos presa a uma cadeira de rodas, sem poder tomar conta do filho pequeno.
A voz de Nathan demonstrava irritação, e ele se perguntava por que discutia o assunto com Hank, se já decidira viajar para Israel e seguir Clara Weston, independentemente de aprovação superior.
— Se eu suspeitasse que um remédio tivesse sido a causa da paralisia de uma pessoa querida, eu também ficaria zangado — Vernoy disse, após refletir por alguns minutos.
— Zangado? Isso é muito pouco para definir o que sinto — a voz de Nathan era decidida. — Eu vou acabar com o Laboratório Wiley!
— Calma, Nathan. Não vamos transformar isso numa batalha...
— Pois eu já transformei numa guerra!






