Susan não seria intimidada pelo amor. Burke Gerard dominava tudo e todos em seu rancho no Colorado.
Ele esperava dominar a jovem professora da cidade que, por causa de um acidente passou duas semanas pressa pela neve em seu território selvagem.
Susan, no entanto, era de temperamento forte, também. No início, ela detestava este poderoso e primitivo homem, cujo amor parecia mais luxúria — ela zombou dele e lutou contra ele.
Então ela passou a entendê-lo e o seu tipo de amor — e passou a ansiar por ele.
Mas ela não era a única pessoa que o queria. Tiffany, a vizinha do lado, uma vez fora noiva de Burke, e ela estava determinada a ter uma segunda chance.
Capítulo Um
Susan começou a preocupar-se quando a neve tornou-se mais densa. Até então, a paisagem do Colorado lhe parecera pitoresca, principalmente porque o aquecimento interno do carro a mantinha sob uma temperatura agradável. Mas enfrentar uma tempestade de neve numa estrada desconhecida não seria nada divertido!
Com uma certa tensão olhou para as montanhas Rochosas que encontravam-se semiocultas por uma forte neblina. Não deveria ter aceitado o convite de Elizabeth para passar as festas de fim de ano na fazenda de sua propriedade. Isso tornaria inevitável um encontro com Burke Gerard, filho de Elizabeth, com quem tivera um breve contato por telefone que não fora nada agradável. A voz autoritária e prepotente daquele homem ainda lhe soava aos ouvidos com nitidez.
De qualquer forma, era tarde demais para arrependimentos. Elizabeth a esperava e, além disso, achava-se mais perto da fazenda do que de Denver com aquele tempo horrível, seria loucura voltar para casa.
A nevasca piorava a cada minuto. Os flocos brancos e fofos ficavam presos ao limpador de para-brisa, prejudicando a visibilidade. Susan não cruzara com nenhum carro desde que saíra da rodovia principal, cerca de quinze minutos antes. Por isso mesmo, dirigia com atenção, pois ninguém a socorreria caso acontecesse algum acidente.
Em vão, procurou uma pista qualquer da entrada da fazenda. Segundo Elizabeth, uma caixa cinza de correio lhe indicaria o acesso à sede. Num dia ensolarado, talvez, pensou, mas na certa o detalhe passaria despercebido em meio a uma tempestade de neve.
No instante seguinte, porém, os faróis iluminaram um objeto metálico colocado à beira da estrada. Susan parou o carro e baixou o vidro, afastando dos olhos uma mecha de cabelo loiro empurrada pelo vento. Suspirou aliviada ao ver o nome "Gerard", pintado em letras pretas sobre a superfície cinzenta da caixa do correio. Fechou o vidro depressa e manobrou o carro para entrar numa pequena estrada, como a seta indicava.
De súbito uma caminhonete se aproximou vinda na direção oposta. Susan pisou no acelerador sem resultado. Os pneus patinaram na neve e o carro foi para trás ao invés de seguir. Ouviu a buzina estridente da caminhonete e tentou de novo, mas não obteve resultado.
Angustiada, engatou a marcha a ré. O carro obedeceu de imediato ao comando, mas desta vez derrapou para frente. Dessa forma, continuou atravessado no meio da estrada e, pior ainda, andando em direção a uma enorme árvore. Num impulso, Susan pisou firme no freio, impedindo a derrapagem. O motorista da caminhonete fez uma manobra arriscada para evitar a colisão, mas foi inútil.
Se não fosse o cinto de segurança, o impacto atiraria Susan de encontro ao para-brisa. O veículo rodou e saiu da estrada, chocando-se contra uma pedra. Atordoada, ela encostou a cabeça ao volante, tremendo pelo susto.
Continuava imóvel quando alguém abriu a porta do seu carro.
— Está louca? — uma voz masculina soou estridente. — Onde já se viu fazer um retorno daquele jeito?!


Susan começou a preocupar-se quando a neve tornou-se mais densa. Até então, a paisagem do Colorado lhe parecera pitoresca, principalmente porque o aquecimento interno do carro a mantinha sob uma temperatura agradável. Mas enfrentar uma tempestade de neve numa estrada desconhecida não seria nada divertido!
Com uma certa tensão olhou para as montanhas Rochosas que encontravam-se semiocultas por uma forte neblina. Não deveria ter aceitado o convite de Elizabeth para passar as festas de fim de ano na fazenda de sua propriedade. Isso tornaria inevitável um encontro com Burke Gerard, filho de Elizabeth, com quem tivera um breve contato por telefone que não fora nada agradável. A voz autoritária e prepotente daquele homem ainda lhe soava aos ouvidos com nitidez.
De qualquer forma, era tarde demais para arrependimentos. Elizabeth a esperava e, além disso, achava-se mais perto da fazenda do que de Denver com aquele tempo horrível, seria loucura voltar para casa.
A nevasca piorava a cada minuto. Os flocos brancos e fofos ficavam presos ao limpador de para-brisa, prejudicando a visibilidade. Susan não cruzara com nenhum carro desde que saíra da rodovia principal, cerca de quinze minutos antes. Por isso mesmo, dirigia com atenção, pois ninguém a socorreria caso acontecesse algum acidente.
Em vão, procurou uma pista qualquer da entrada da fazenda. Segundo Elizabeth, uma caixa cinza de correio lhe indicaria o acesso à sede. Num dia ensolarado, talvez, pensou, mas na certa o detalhe passaria despercebido em meio a uma tempestade de neve.
No instante seguinte, porém, os faróis iluminaram um objeto metálico colocado à beira da estrada. Susan parou o carro e baixou o vidro, afastando dos olhos uma mecha de cabelo loiro empurrada pelo vento. Suspirou aliviada ao ver o nome "Gerard", pintado em letras pretas sobre a superfície cinzenta da caixa do correio. Fechou o vidro depressa e manobrou o carro para entrar numa pequena estrada, como a seta indicava.
De súbito uma caminhonete se aproximou vinda na direção oposta. Susan pisou no acelerador sem resultado. Os pneus patinaram na neve e o carro foi para trás ao invés de seguir. Ouviu a buzina estridente da caminhonete e tentou de novo, mas não obteve resultado.
Angustiada, engatou a marcha a ré. O carro obedeceu de imediato ao comando, mas desta vez derrapou para frente. Dessa forma, continuou atravessado no meio da estrada e, pior ainda, andando em direção a uma enorme árvore. Num impulso, Susan pisou firme no freio, impedindo a derrapagem. O motorista da caminhonete fez uma manobra arriscada para evitar a colisão, mas foi inútil.
Se não fosse o cinto de segurança, o impacto atiraria Susan de encontro ao para-brisa. O veículo rodou e saiu da estrada, chocando-se contra uma pedra. Atordoada, ela encostou a cabeça ao volante, tremendo pelo susto.
Continuava imóvel quando alguém abriu a porta do seu carro.
— Está louca? — uma voz masculina soou estridente. — Onde já se viu fazer um retorno daquele jeito?!




