Mostrando postagens com marcador Jeanne Allan. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Jeanne Allan. Mostrar todas as postagens

domingo, 4 de junho de 2017

O Grande engano

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Susan não seria intimidada pelo amor. Burke Gerard dominava tudo e todos em seu rancho no Colorado. 

Ele esperava dominar a jovem professora da cidade que, por causa de um acidente passou duas semanas pressa pela neve em seu território selvagem.
Susan, no entanto, era de temperamento forte, também. No início, ela detestava este poderoso e primitivo homem, cujo amor parecia mais luxúria — ela zombou dele e lutou contra ele. 
Então ela passou a entendê-lo e o seu tipo de amor — e passou a ansiar por ele. 
Mas ela não era a única pessoa que o queria. Tiffany, a vizinha do lado, uma vez fora noiva de Burke, e ela estava determinada a ter uma segunda chance.

Capítulo Um

Susan começou a preocupar-se quando a neve tornou-se mais densa. Até então, a paisagem do Colorado lhe parecera pitoresca, principalmente porque o aquecimento interno do carro a mantinha sob uma temperatura agradável. Mas enfrentar uma tempestade de neve numa estrada desconhecida não seria nada divertido!
Com uma certa tensão olhou para as montanhas Rochosas que encontravam-se semiocultas por uma forte neblina. Não deveria ter aceitado o convite de Elizabeth para passar as festas de fim de ano na fazenda de sua propriedade. Isso tornaria inevitável um encontro com Burke Gerard, filho de Elizabeth, com quem tivera um breve contato por telefone que não fora nada agradável. A voz autoritária e prepotente daquele homem ainda lhe soava aos ouvidos com nitidez.
De qualquer forma, era tarde demais para arrependimentos. Elizabeth a esperava e, além disso, achava-se mais perto da fazenda do que de Denver com aquele tempo horrível, seria loucura voltar para casa.
A nevasca piorava a cada minuto. Os flocos brancos e fofos ficavam presos ao limpador de para-brisa, prejudicando a visibilidade. Susan não cruzara com nenhum carro desde que saíra da rodovia principal, cerca de quinze minutos antes. Por isso mesmo, dirigia com atenção, pois ninguém a socorreria caso acontecesse algum acidente.
Em vão, procurou uma pista qualquer da entrada da fazenda. Segundo Elizabeth, uma caixa cinza de correio lhe indicaria o acesso à sede. Num dia ensolarado, talvez, pensou, mas na certa o detalhe passaria despercebido em meio a uma tempestade de neve.
No instante seguinte, porém, os faróis iluminaram um objeto metálico colocado à beira da estrada. Susan parou o carro e baixou o vidro, afastando dos olhos uma mecha de cabelo loiro empurrada pelo vento. Suspirou aliviada ao ver o nome "Gerard", pintado em letras pretas sobre a superfície cinzenta da caixa do correio. Fechou o vidro depressa e manobrou o carro para entrar numa pequena estrada, como a seta indicava.
De súbito uma caminhonete se aproximou vinda na direção oposta. Susan pisou no acelerador sem resultado. Os pneus patinaram na neve e o carro foi para trás ao invés de seguir. Ouviu a buzina estridente da caminhonete e tentou de novo, mas não obteve resultado.
Angustiada, engatou a marcha a ré. O carro obedeceu de imediato ao comando, mas desta vez derrapou para frente. Dessa forma, continuou atravessado no meio da estrada e, pior ainda, andando em direção a uma enorme árvore. Num impulso, Susan pisou firme no freio, impedindo a derrapagem. O motorista da caminhonete fez uma manobra arriscada para evitar a colisão, mas foi inútil.
Se não fosse o cinto de segurança, o impacto atiraria Susan de encontro ao para-brisa. O veículo rodou e saiu da estrada, chocando-se contra uma pedra. Atordoada, ela encostou a cabeça ao volante, tremendo pelo susto.
Continuava imóvel quando alguém abriu a porta do seu carro.
— Está louca? — uma voz masculina soou estridente. — Onde já se viu fazer um retorno daquele jeito?!


terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Um Anjo na Noite

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




Socorrer um estranho foi apenas um dever. 
Depois, prazer... até apaixonar-se. 


Salvar a vida do estranho fora um gesto fácil para Elizabeth, em comparação com a tarefa a que se propôs, de torná-lo um homem mais sensível. 
Finalmente, apaixonou-se por esse "novo homem". 


Desejavam-se, apesar de todos os problemas que lhes causavam suas diferenças de personalidade, e ela se entregou de corpo e alma. 
Mas Andrew não se transformou ao ponto de querer se casar, porque ele não a amava. 


Capítulo Um 


— Espere! Não se vá! Elizabeth ouviu a ordem quando corria para o carro, debaixo de uma chuva intensa. V
oltou-se, as chaves presas no meio dos dedos, formando uma arma letal. 
Não havia ninguém no banheiro feminino e o estacionamento parecia quase deserto. 
Era sua imaginação que brincava com ela. 
Ouvia o ruído do temporal e dos pneus dos carros que passavam pela estrada próxima, nada mais. Em junho, deveria haver multidões de turistas trafegando entre Denver e Colorado Springs. 
Mas a hora tardia, o tempo incerto os tinham afugentado. 
Elizabeth estremeceu, um pouco pelo frio, mas também por medo. 
Começou a abrir a porta do carro quando uma voz baixa chamou de novo: 
— Você me ouviu? Preciso de ajuda. Por favor, não se vá! 
Embora as palavras fossem de apelo, o tom da voz era de comando. 
A moça estacou indecisa e olhou ao redor. 
Não conseguiu localizar ninguém. Talvez um rádio... Rápida, começou a entrar no veículo. 
— Por favor, ajude-me. Não posso... A voz se tornava mais fraca. 
E ela conseguiu imaginar de onde vinha. 
Os chamados partiam da ala masculina do prédio. Elizabeth rezou para que algum motorista chegasse. 
A coisa mais inteligente seria chamar a polícia, por outro lado, se o homem precisava de cuidados imediatos... Decidiu-se, ainda amedrontada. 
Deveria deixar as chaves na ignição? E se tudo não passasse de uma armadilha para roubar seu carro? Resolveu deixar a porta aberta e as chaves na mão. 
Com ansiedade, examinou o estacionamento iluminado e encaminhou-se para o prédio. 
— Qual o problema? 
— Graças a Deus. Fiquei com medo de que também partisse. 
De repente, ela se lembrou do carro que arrancava velozmente quando tinha entrado no parque. — Talvez o motorista tenha ido buscar ajuda... 
— Não, ele não quis se envolver. A voz cuspia desprezo, no entanto, ela podia sentir o férreo autocontrole nas palavras. 
Decidiu-se, finalmente, a entrar no banheiro masculino. 
Viu os dedos do homem no assoalho, segurando a porta por baixo. 
— Você não pode sair? 
— Senhora, se eu pudesse, estaria... aqui? Não há tempo... de agir como uma loira... tonta. 
— Como sabe que sou loira? A pergunta, tola, foi respondida por um gemido carregado de desdém. 
Elizabeth viu que os dedos se movimentaram um pouco e ficaram quietos. 
A porta os comprimia com força. — Você está bem? Não houve resposta. 
Com mais uma prece, ela engoliu em seco e abriu a pesada porta. 
Elizabeth se ajoelhou ao lado do homem caído, com as pernas trêmulas. 
— Você não pode ficar deitado aí. — Não lhe ocorrera outra coisa a dizer. Ele abriu um olho. 
— Tem alguma boa idéia? 
— Pode andar? 
— Diacho. Até dançar, moça. Me ajude... a levantar. — Fechou os olhos como se estivesse exausto pelo esforço. 
Elizabeth levantou-se e então viu as manchas de sangue no braço e ombro do estranho. Inclinando-se, agarrou o braço não machucado e tentou puxá-lo, mas o peso do homem a fez cair de joelhos. 
— Você terá de ajudar — ela pediu. — Arranje alguém. 
— Não há ninguém por aqui. — Com grande esforço, conseguiu passar o braço dele por seus ombros— Segure-se e tente, vamos. 
Puxando-o, ofegante, ficaram ambos de joelhos e se imobilizaram nessa posição. 
A torrente de palavrões que saía da boca do desconhecido mostrava como essas "manobras" o estavam machucando. 
No entanto, tinha de fazê-lo, senão tudo voltaria à estaca zero e o esforço seria redobrado. 
— Vamos nos levantar — ela comandou. — Deixe de bancar o "florzinha" e tente de verdade, como macho!  - Já tinha ouvido dizer que a raiva dava força às pessoas.
 — Sua, sua... — Ele murmurou alguma coisa mais e enterrou os dedos nos ombros dela, lutando para se levantar. 
— Esqueça os "elogios" e se esforce mais, ande! .
 DOWNLOAD