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domingo, 20 de janeiro de 2013

Á Luz Do luar

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
 








A neve nos picos gelados dos Alpes se transformava em prata sob a luz do luar... 

A natureza cantava um hino de amor para os corações apaixonados. 
Por que, então, Jane chorava ao lado do barão von Reimer? 

Seria porque sabia que os beijos dele tinham, além do delicioso sabor do desejo, o triste gosto da despedida? 

Capítulo Um

O limpador do pára-brisa movia-se lentamente sob o peso da neve caindo sobre o vidro. 
Jane Sinclair, com expressão preocupada, olhou para o irmão, que dirigia, inteiramente concentrado no que estava fazendo. 
Caso o tempo piorasse, teriam que desistir de chegar à casa dos pais 
Já estava nevando quando ele fora buscá-la no portão principal do Hospital St. Kits, onde ela trabalhava como enfermeira. 
Não se mostrara muito de acordo em fazer aquela viagem de uns trinta e dois quilômetros com um tempo tão inclemente. Agora arrependia-se amargamente de ter se deixado convencer por Martin. 
Seu olhar ia da estrada para o rosto do irmão. 
Jane tirara sua carta de motorista há cerca de três anos, logo após ter se diplomado como enfermeira, enquanto Martin ainda continuava bastante inexperiente, por ter conseguido a licença há pouco tempo. Reconhecia agora que devia ter se mostrado mais firme e insistido em dirigir na estrada coberta de neve. Observou as mãos de Martin apertando firmemente a direção e tornou a emocionar-se com aqueles dedos esguios e sensíveis de músico. 
Pensou então na ironia das coisas. Seus pais sempre tinham alimentado a esperança de que um dia Martin seguisse as pegadas do pai, tornando-se um clínico geral. 
A evidente aversão do rapaz pela idéia havia sido uma decepção para eles, que não pareciam ter se consolado nem mesmo quando ela resolvera seguir o curso de enfermagem. 
Mas, à medida que foram reconhecendo o talento de Martin como pianista, o qual chegara mesmo a ser considerado um gênio, conformaram se, embora não conseguissem entender. 
Tudo isso talvez tivesse influído no temperamento do irmão. 
O rapaz estava sempre tenso e nervoso. Apreensiva, Jane olhou para o velocímetro. 
Trabalhando no pronto-socorro do hospital, atendia diariamente a vítimas de acidentes automobilísticos. 
— Martin, pelo amor de Deus, diminua a velocidade. É preferível chegar atrasado do que não chegar. — Sua voz denotava medo. — Por que não paramos para telefonar, avisando que vamos chegar atrasados? Não entendo por que toda esta pressa! 
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