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domingo, 16 de junho de 2013

Chama De Esperança

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 








Alissa precisava exorcizar os fantasmas do passado

“Ei, o que está fazendo?” 
Pace, que observava a terra onde o delta do Mississipi se estendia em toda a sua riqueza, de repente se viu arrastado para o chão, por uma desconhecida. 
Num reflexo instintivo, procurou afastar a mulher que se agarrava a ele. 
Só podia estar nas mãos de uma louca! Durante a luta, ela murmurava palavras ininteligíveis, puxando-o para junto de si. 
Pace só tinha duas alternativas: vencer aquela mulher usando de violência ou ceder à sua loucura.
Estava numa posição comprometida, o corpo dela sobre o seu, coberto apenas por uma camisola transparente, erguida até a altura dos quadris. Pace parou de resistir... 

Capítulo Um

Tudo o que Alissa Fairlight viu, quando saiu assustada da casa, foi a silhueta de um homem alto e moreno sob a mira ameaçadora de um avião. 
Sabia que um aviso de alerta seria inútil. Seu conhecimento da língua era muito pobre. 
Além do mais, o ruído ensurdecedor do aeroplano abafaria o som da sua voz. 
Num impulso, atirou-se contra o desconhecido distraído, agarrando-o pela cintura. 
Ambos rolaram fosso abaixo, ficando sob a proteção dos galhos de um carvalho.
— Señor... — Procurou desesperadamente pelas palavras: guerrilla avión! Avión guerrilla! — Corrigiu-se.
Enquanto gritava, lutava contra a resistência do homem. 
Queria dizer que estariam em relativa segurança dentro daquela vala. Ficar numa clareira seria fatal. 
Se ao menos pudesse fazê-lo entender o perigo e manter a cabeça abaixada, antes que fosse atingida por uma bala!
— Ei, que diabo é isso? — Num reflexo natural, Pace tentava afastar o corpo agarrado ao seu. Só podia estar nas garras de uma louca. 
Com um impulso brusco, conseguiu rolar para cima da mulher e tentou dominar seus braços e pernas.
Durante a luta, ela gritava palavras ininteligíveis, puxando-o para perto de si. 
Suas pernas enroscavam-se nas coxas dele, e puxava-lhe a cabeça contra o peito. 
Arranhara-o duas vezes, quando ele havia tentado sair do fosso, deixando-lhe, na segunda, uma marca vermelha na face.
Pace só tinha duas alternativas de ação: podia deixar aquela mulher histérica inconsciente com um murro no queixo ou ceder à sua demência. Nunca havia batido numa mulher, louca ou não, e ainda não seria daquela vez. Assim, resolveu ceder. Soltou todo o peso sobre o corpo tenso debaixo do seu, fazendo-os afundar mais na lama do fosso.
— Não sei qual é o seu jogo, doçura, mas é um pouco bruto demais para o meu gosto